Ir ao conteúdo principal Ir ao menu Principal Ir ao menu de Guias

Faltam para:   

Para que servem os acordos internacionais de Educação?

POR:
Rodrigo Ratier, Elisângela Fernandes, NOVA ESCOLA
Mario Kanno
O BRASIL EM QUATRO OBJETIVOS. Fontes IBGE, MEC/Inep, Todos Pela Educação, Unesco e Unicef

Representantes de 22 nações da América Latina, incluindo o Brasil, assinaram no fim de setembro o pacto Metas 2021 - um conjunto de 36 compromissos em defesa do ensino de qualidade. Conseguiremos cumpri-lo? A história dos documentos firmados pelo país na área de Educação coleciona mais fracassos do que êxitos (veja exemplos ao lado). Mesmo assim, os especialistas defendem ações desse tipo. "Ainda que tenham metas desafiadoras, os acordos internacionais pressionam os governantes", argumenta Maria de Salete Silva, coordenadora no Brasil do programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

R$ 8 bi

É o gasto anual da União para ampliar o ensino obrigatório dos 4 aos 17 anos. É o equivalente a 13% do orçamento do MEC.

Fonte Cálculo elaborado pelos pesquisadores José Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves, da USP

Pesquisa
Quem repete aprende menos

Mario Kanno
DESEMPENHO DOS ALUNOS NA AVALIAÇÃO (NAS PROVAS DO PROGRAMA DE AVALIAÇão da alfabetização (proalfa), numa escala de 0 a 1.000. Fonte Estudo repetir ou progredir? Uma análise da Eficiência da Repetência nas Escolas Públicas de Minas Gerais)

Mais um estudo demonstra que a reprovação não ajuda ninguém a aprender. Dessa vez, a conclusão vem de Minas Gerais. Utilizando dados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), avaliação anual da Secretaria de Estado da Educação, os pesquisadores aplicaram a mesma prova, durante dois anos, a um grupo de 41 mil alunos de baixo desempenho. Em 2008, todos estavam no 3º ano. Em 2009, alguns foram promovidos, e outros, retidos. Na comparação entre os dois exames, a diferença das notas entre os não-repetentes e os repetentes aumentou de 15 para 33 pontos, numa escala de 0 a 1.000. "O crescimento na diferença sugere que a proficiência dos reprovados tende a ser inferior à dos que passam de ano", diz Juliana de Lucena Ruas Riani, professora da Universidade de Itaúna (UIT) e uma das autoras do estudo.

Televisão
Cultura afro

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, o Canal Futura apresenta temporadas de programas sobre o assunto. A partir do dia 16, Heróis de Todo Mundo conta biografias de personalidades negras durante os intervalos. No dia 22, às 10h30, estreia Livros Animados, que destaca escritores e temas afro-brasileiros. E toda quinta, às 15h15, é a vez do Ação retratar as raízes africanas da nossa cultura.

Calvin

calvin

Na internet 

O site apresenta o catálogo Baixe e Use, um acervo recém-lançado com mais de 150 vídeos educativos para download gratuito. São documentários e reportagens especiais sobre cidadania, direitos humanos e história política brasileira.

Gestão escolar
Salas cheias - ainda mais nas escolas públicas

Mario Kanno
NÚMERO DE ALUNOS POR CLASSE (países selecionados). Fonte Relatório Education at a Glance 2010

As classes brasileiras continuam entreas mais cheias do mundo (veja o gráfico abaixo). A informação é do relatório Education at a Glance 2010, divulgado recentemente pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube das 30 nações mais desenvolvidas do planeta. De acordo com o estudo, entre os 37 países analisados, o Brasil tem o sexto maior número de alunos por sala - 25,5, índice quase inalterado em relação a 2000, quando era de 25,8. A situação é mais complicada nas escolas públicas, que inflam a média brasileira. Na comparação com as particulares, são, em média, nove estudantes a mais (27,1, contra 17,8). "Classes menores podem contribuir para melhorar o aprendizado", afirma Francisco Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Para o especialista, a média permaneceu estável entre 2000 e 2008 porque poucos novos profissionais foram contratados. "É preciso investir para valorizar a carreira e garantir que as universidades formem mais docentes", avalia.

Linha do tempo
80 anos do Ministério da Educação (MEC)

1930
É criado, em 14 de novembro, o Ministério da Educação e da Saúde Pública. Até então, o Departamento Nacional do Ensino, ligado ao Ministério da Justiça, era responsável pela Educação.

1953
O presidente Getúlio Vargas desmembra os Ministérios da Saúde e da Educação - esse último incorpora também a Cultura e ganha a sigla MEC.

1985
Criado o Ministério da Cultura. O MEC fica apenas com a Educação até 1992, quando passa a gerir também os Esportes.

1995
Nasce o Ministério dos Esportes. O MEC volta a se ocupar apenas da Educação.

2010
Ao completar 80 anos, o Ministério tem o maior orçamento de sua história: 60 bilhões de reais, o dobro do que se investia há dez anos.

Fonte MEC

Compartilhe este conteúdo:

Tags

Guias