Valorizar a culminância em vez dos conteúdos

Assim não dá!

POR:
Rita Trevisan, NOVA ESCOLA, Bruna Nicolielo

Um evento, como a festa de lançamento de um livro de contos feito pela garotada, não pode ser mais importante do que a aprendizagem dos conteúdos durante a realização das atividades do projeto. Afinal, é essencial garantir que os alunos tenham avançado na leitura e na escrita desse gênero.

A apresentação ou a entrega de um projeto, a chamada culminância, deve servir apenas como a conclusão de um processo permeado pelo aprendizado do início ao fim, o que permite aos alunos partir de um estágio menor de conhecimento para outro maior. Quando o enfoque fica apenas no resultado final ou no propósito social da atividade, corre-se o risco de não atingir plenamente os objetivos didáticos estabelecidos.

Então, para evitar equívocos, é fundamental que, ao planejar qualquer atividade, todo professor tenha em mente os objetivos do trabalho a curto, médio e longo prazos. Esses objetivos devem orientar a definição dos encaminhamentos metodológicos e a escolha das atividades propostas e das estratégias de ensino.

Da mesma forma, eles devem nortear os critérios de avaliação, permitindo o redimensionamento da prática pedagógica, quando necessário, para que a aprendizagem se concretize. Com isso, ampliamos as chances de alcançar os propósitos didáticos em todas as etapas, minimizando os riscos de restringir os objetivos apenas à conclusão, seja ela qual for. Isso não significa que o produto final não deva ser valorizado. É preciso considerar, sempre, o processo como um todo.

Consultoria Kátia Dambiski Soares, doutora em Educação.

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