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Plano de aula > História > 8º ano > Os processos de independência nas Américas

Plano de aula - A Guerra Guaranítica e a tutela da população indígena

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre A Guerra Guaranítica e a tutela da população indígena

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Guilherme Barboza De Fraga

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Data show para projetar as imagens e textos. Se não houver esta possibilidade, levar a cópia impressa das imagens e dos textos.

Material complementar:

Contexto - Documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Problematização - Documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Sistematização - Imagens para a atividade:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WJAyKw4NkR7Muk85emcjrxUVBqzN3fSZz4PYjcaV8qR6xa6FshQZwqceVrVR/sistematizacao-imagens-para-a-atividade.pdf

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso do projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam a proposta e compreendam qual a expectativa de aprendizado no fim da aula.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Esta foto é das ruínas da aldeia jesuítica de São Miguel, no interior do Rio Grande do Sul. Apresente-a para a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na foto?
  • Qual pode ser a relação dessa foto com o tema da aula: a Guerra dos Guaranis?

Espera-se que os alunos identifiquem que a foto mostra ruínas de um templo religioso (igreja) ao fundo e uma cruz à frente. A segunda pergunta visa provocar a curiosidade da turma e tentar entender a relação entre as ruínas do templo e a Guerra Guaranítica. Pode ser que alguns alunos associem a catequização dos indígenas ao processo que levou ao conflito. Neste momento, os alunos apresentarão diferentes possibilidades acerca da foto, pois é isso que se espera na contextualização. Espera-se que, ao final da aula, o aluno consiga compreender a relação entre as ruínas do templo e a Guerra Guaranítica.

Caso não seja possível projetar a foto, o professor pode levá-la impressa.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=20&profile=default&search=ru%C3%ADnas+s%C3%A3o+miguel&advancedSearch-current={%22namespaces%22:[6,12,14,100,106,0]}#/media/File:Ru%C3%ADnas_de_S%C3%A3o_Miguel_-_St._Michael_of_the_Missions_-_Rio_Grande_do_Sul_-_Brazil_12.jpg . Acesso em: 15 de março de 2019.

Para você saber mais:

Um passeio pelas missões jesuíticas. Fonte: Ministério do Turismo. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-not%C3%ADcias/8035-um-passeio-pelas-miss%C3%B5es-jesu%C3%ADticas.html
Acesso em: 15 de março de 2019.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Esta pintura de Benedito Calixto apresenta jesuítas em contato com indígenas dentro de uma cabana. Apresente-a para a turma, leia as informações sobre a Companhia de Jesus e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na pintura?
  • Como os indígenas estão representados na pintura?
  • Como os jesuítas estão sendo representados?
  • Qual era a função dos jesuítas dentro do projeto colonizador português e espanhol?
  • Qual a relação dessa pintura com a foto do slide anterior?

Espera-se que os alunos identifiquem que a pintura apresenta o encontro de dois mundos bastante diversos: os indígenas com seus adornos, poucas vestes e algumas armas observam assustados e surpresos as atitudes e os discursos de religiosos jesuítas vestidos de preto, um deles curvado em oração e outro num momento de efusiva pregação. A turma deverá associar a imagem ao texto para compreender que a função dos jesuítas era ensinar a língua, a religião e os costumes cristãos europeus visando eliminar os traços pagãos e culturais dos indígenas. É relevante notar que os religiosos chegaram com os administradores coloniais, de modo que o trabalho de catequização dos indígenas estava associado ao projeto colonizador português e espanhol.
Como a imagem anterior também era religiosa, espera-se que os alunos se deem conta de que cenas como esta eram comuns dentro das missões jesuíticas.

Caso não seja possível projetar a pintura, o professor pode levá-la impressa.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu. Benedito Calixto (1927). Acervo do Museu do Ipiranga. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Benedito_Calixto_-_Anchieta_e_N%C3%B3brega_na_cabana_de_Pindobu%C3%A7u.jpg .
Acesso em: 15/3/2019.

Para você saber mais:

As pinturas a respeito da ação missionária jesuítica foram um meio importante de divulgação dos feitos da Cia. de Jesus pelo mundo. Para saber mais a respeito disso, recomendo a leitura de um artigo que trata destas representações ao longo do século XVI e XVII, quando os religiosos intensificaram os
seus trabalhos no contexto americano:

LIMA, Luís Filipe Silvério; SILVA, Bianca Carolina Pereira da. A presença do Novo Mundo na iconografia da morte e dos sonhos de São Francisco Xavier:
a missão jesuítica e as partes e gentes do Império Português. Varia hist. [online]. 2014, vol.30, n.53, pp.407-441. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-87752014000200005&script=sci_abstract&tlng=pt . Acesso em: 16 de março de 2019.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações: O trecho acima é parte da tese de doutorado de Marina Monteiro Machado sobre a questão indígena e a posse das terras brasileiras.
Leia o trecho que aborda o que são os aldeamentos jesuítas e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que eram os aldeamentos jesuítas?
  • Qual era a condição dos indígenas dentro do aldeamento?
  • Qual a função dos religiosos dentro destes aldeamentos?

Espera-se que os alunos consigam sintetizar aldeamentos jesuítas como locais onde povos inteiros eram isolados em áreas predeterminadas pela Coroa Portuguesa onde seriam comandados por religiosos. Segundo a autora, os indígenas permaneciam no aldeamento na condição de tutelados, ou seja, sob guarda, proteção e orientação dos religiosos jesuítas, cuja função era introduzir esses povos no conjunto de valores europeus, incluindo a fé católica. Vale lembrar que essa difusão de valores se deu pela instrução religiosa, mas também por meio do trabalho dentro das aldeias.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Fonte: MACHADO, Marina Monteiro. A trajetória da destruição: Índios e terras no império do Brasil. 2006. Tese de doutorado. Dissertação de mestrado). Niterói: UFF. p. 23. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2007_MACHADO_Marina_Monteiro-S.pdf .
Acesso em: 15 de março de 2019.

Para você saber mais:

Reduções: Aldeamentos indígenas organizados e administrados por jesuítas.

Concessão: Ato ou efeito de dar ou ceder algo.

Sesmaria: Lote de terras cedido pelo rei de Portugal a novos povoadores.

Catequese: Doutrinação, ensinamento da fé.

Fonte: Michaelis. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/ Acesso em: 15/3/2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Observe o mapa com a turma, analisando comparativamente o contorno do território brasileiro em dois diferentes momentos históricos. Observe-os com os alunos e depois proponha as seguintes questões:

  • O que é possível perceber comparando as duas cores no mapa do Brasil?
  • A que época se refere o contorno em rosa? E o amarelo?
  • O sul do Brasil foi a área onde ocorreu a Guerra Guaranítica. A quem pertencia esta região nos dois momentos históricos apresentados?

Espera-se que os alunos identifiquem que comparando os cores do mapa é possível identificar que o território brasileiro avançou bastante em direção ao interior (oeste) com o passar dos séculos. O primeiro mapa, do século XV, apresenta a parcela de terras pertencentes a Portugal conforme o Tratado de Tordesilhas. O segundo mapa já delimita as áreas portuguesa e espanhola na época do Tratado de Madri (1750). Assim, é possível identificar que o sul do Brasil era território espanhol no Tratado de Tordesilhas mas integra o território português de acordo com os novos limites, o que levou aos conflitos da Guerra Guaranítica.

Caso não seja possível projetar o mapa, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte da imagem: Research Gate. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-4-America-del-Sur-1759-Archivo-General-de-Simancas-M-P-y-D-IV-36_fig3_250992213. Acesso em: 31/3/2019.

Para você saber mais:

O Mapa dos confins do Brazil com as terras da Coroa da Espanha na America Meridional também é conhecido como Mapa das Cortes. Ele serviu de base para a demarcação de fronteiras entres as colônias das coroas portuguesa e espanhola, no Tratado de Madri de 1750.

Por que Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas? Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/11871/por-que-portugal-e-espanha-assinaram-o-tratado-de-tordesilhas Acesso em: 31/3/2019.

Sobre os mapas que apresentam o território do Brasil ao longo do período colonial até a assinatura do Tratado de Madri, ver o artigo:

FERREIRA, Mário Clemente. O Mapa das Cortes e o Tratado de Madrid a cartografia a serviço da diplomacia. Varia História, v. 23, n. 37, p. 51-69, 2007.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Para compreender a relação dos mapas do slide anterior com a Guerra Guaranítica, leia com a turma o trecho de livro didático em anexo.
Ele aborda o Tratado de Madri, cuja aplicação levou à guerra. Leia o trecho deste link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Depois da leitura do trecho, faça os seguintes questionamentos:

  • Quais nações europeias negociaram o Tratado de Madri?
  • O que foi estabelecido pelo tratado?
  • Por que o tratado gerou o descontentamento dos guaranis aldeados?
  • Qual a reação da maioria dos jesuítas ao Tratado de Madri? Por quê?

Espera-se que os alunos identifiquem que o Tratado de Madri foi um acordo entre as Coroas de Portugal e da Espanha que estabeleceu uma troca de territórios missioneiros: a Colônia de Sacramento passaria a pertencer à Espanha enquanto os Sete Povos das Missões seriam entregues aos portugueses. Quanto ao descontentamento, ele está associado à retirada forçada dos guaranis das terras dos Sete Povos das Missões. Sobre os jesuítas, a maioria também se opôs ao Tratado e armou os guaranis para defender sua terras. Vale lembrar que, embora fazendo parte do projeto colonizador de catequização e pacificação dos indígenas que passariam a ser súditos do rei, muitos jesuítas tinham uma relação afetuosa com os índios, lutando contra sua escravização e defendendo seu direito à posse das terras.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte: BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania, 8º ano. São Paulo, FTD, 2015. p. 45.

Para você saber mais:

Tratado de Madri, 13 de janeiro de 1750. Disponível em: https://social.stoa.usp.br/articles/0015/6395/05_Tratado_de_Madrid_1750.pdf Acesso em: 17/3/2019.

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Slide Plano Aula

Orientações: Este mural acima integra o Memorial da Epopéia Riograndense nas ruas de Porto Alegre, destacando a figura de Sepé Tiaraju. Apresente-o para a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na pintura?
  • Esta parte do mural representa a Guerra Guaranítica. Como ela está sendo representada?
  • Quem aparece com maior destaque? Como este personagem é representado?
  • Atrás de Sepé Tiaraju há uma cruz. O que ela representa no mural e na história da Guerra Guaranítica?
  • O que o autor quis representar ao pintar a imagem de São Miguel Arcanjo ao lado de Sepé Tiaraju?

Espera-se que os alunos identifiquem que a pintura representa um “Arte Missioneira Guarani” apresentando cenas de uma revolta. Ela apresenta o tema da aula, a Guerra Guaranítica mostrando diversos indígenas com lanças na mão avançando sobre o inimigo, representado apenas no canto da imagem. Deste modo, o pintor destaca os guaranis como protagonistas da cena. Quem tem maior destaque é Sepé Tiaraju, representado como um guerreiro decidido e preparado com lanças nas mãos. Além disso, está a frase dita por Sepé: “Esta terra tem dono”. A cruz atrás de Sepé reforça o sucesso da tutela dos jesuítas que atingiram o objetivo de catequização dos povos guaranis, pois o indígena tornou-se cristão tanto que defende a terra dos jesuítas, assume a guerra ao lado deles. Ainda é possível visualizar São Miguel Arcanjo ao lado de Sepé como se estivesse posicionado ao lado dos guaranis no conflito e defendendo-os contra o ataque dos soldados portugueses, além de apontar a conversão dos guaranis ao cristianismo, ou seja, ao sucesso dos jesuítas dentro de seus objetivos de evangelização em paralelo ao projeto de colonização. É importante sinalizar que, dentro do projeto colonizador, os jesuítas foram uma importante peça para transformar os indígenas rebeldes em súditos do rei. Todavia, de acordo com os desejos das Coroas portuguesa e espanhola,
a troca dos territórios desconsiderou a vontade dos jesuítas que angariaram apoio dos indígenas para manterem-se em suas reduções.

Caso não seja possível projetar a pintura, o professor pode levá-la impressa.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Sep%C3%A9_Tiaraju#/media/File:Memorial_da_Epopeia_Riograndense_80.jpg . Acesso em: 15/3/2019.

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Slide Plano Aula

Orientações: O trecho do artigo acadêmico de Júlio Quevedo aborda a participação de Sepé Tiaraju na Guerra Guaranítica. Leia o trecho e depois faça os seguintes questionamentos:

  • Como Sepé Tiaraju é apresentado no trecho?
  • Qual o argumento de Sepé para impedir a tomada das terras dos guaranis?
  • A atitude de Sepé mostra um posicionamento questionador ou submisso às autoridades europeias?

Espera-se que os alunos identifiquem que Sepé é mostrado como um personagem importante da guerra, pois não forneceu gado aos portugueses visando impedir seu avanço sobre as terras dos Sete Povos das Missões. A famosa frase atribuída a Sepé era seu argumento para impedir a tomada das terras dos guaranis: “Esta terra é nossa; nós a recebemos de Deus e de São Miguel”. Aqui o professor pode recordar que, no slide anterior, a pintura do mural trazia São Miguel ao lado de Sepé Tiaraju em referência a esta doação de terras citada pelo indígena. A atitude altiva de Sepé demonstra que ele assumiu uma posição questionadora ao Tratado de Madri, confrontando as autoridades que exigiam-lhe as terras dos Sete Povos das Missões - isso reforça que, mesmo sob a tutela dos jesuítas, os indígenas souberam assumir o protagonismo de sua história ao lutar pela permanência em suas terras.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte: QUEVEDO, Júlio. A Guerra Guaranítica: a rebelião colonial nas missões. Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v.XX, n.2, p. 5-26, dezembro, 1994. p. 15.

Se o professor quiser explorar um pouco mais a participação de Sepé Tiaraju na Guerra Guaranítica, pode apresentar aos alunos a estátua do guarani que encontra-se em frente à Prefeitura de São Luiz Gonzaga - que, no passado, fez parte dos Sete Povos das Missões. A imagem da estátua está disponível no seguinte link: https://www.saoluizgonzaga.rs.gov.br/site/conteudos/797-monumento-a-sepe-tiaraju. Acesso em: 15/3/2019.

Na estátua, Sepé Tiaraju aparece com uma mão levantada segurando uma cruz representando que ele era cristão (assim como seus antepassados, pois Sepé teria nascido no aldeamento jesuíta). Na outra mão, em segundo plano, Sepé segura uma lança apontando-a para baixo. A escolha do título da escultura “A cruz acima da lança” carrega múltiplas interpretações: a cruz é um símbolo universal de sacrifício consciente e voluntário (como a decisão de Sepé de lutar pela posse das terras), a lança apontando para baixo indica que aquela terra tinha dono, mas ao colocar a cruz em destaque acima da lança, o autor quis representar que a guerra não era a principal opção dos guaranis, todavia estavam dispostos a lutar para defender seu direito à terra.

Para você saber mais:

“A Guerra Guaranítica é o descontentamento, a revolta dos guarani missioneiros contra as imposições do Tratado de Madri, porque ele obrigava os índios a abandonar suas terras, plantações, gado e residências. É visível que o tratado consagrava a paz e os interesses dos monarcas ibéricos, mas sangrava a guerra, porque não interessava aos índios. Os reis impunham a transmigração para os índios, mas não pensavam o significado amplo que isso tinha.

Além disso, o Tratado pontuava rios, montanhas e campos, porém negava o espaço socioeconômico ali organizado, espaço esse que teve uma lenta evolução histórica de pelo menos 150 anos.

O guarani não lutou contra o rei, ele lutou pela posse da terra. Quando Sepé morreu encontrou-se com ele duas cartas onde se verificava a luta pela terra, que dizia: “Deus Nosso Senhor foi o que nos deu estas terras”. Por isso, eles não acreditavam “jamais, quando diga, vós outros índios dai vossas terras e quanto tendes aos portugueses: não o creremos nunca, não há de ser assim, e só se acaso se as quiserem comprar com o seu sangue; nós outros, todos os índios, as haveremos de comprar". Sepé já havia afirmado anteriormente: "essa terra tem dono", agora a pólvora do branco evidenciava que "essa terra teve dono". Nesse momento é oportuno lembrar a tradição oral que diz: "quem faz gemer a terra ... Em nome da paz não vêm!" (Lunar do Sepé). Em suma, a luta era pela terra, onde o Tratado de Madri não é visto como um Acordo de paz, mas de discórdia, porque se queria fazer faz com a terra do índio, tornando-o “sem-terra””.

Fonte: QUEVEDO, Júlio. A Guerra Guaranítica: a rebelião colonial nas missões. Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v.XX, n.2, p. 5-26, dezembro, 1994. p. 24.

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Slide Plano Aula

Orientações: O trecho de livro didático aborda a conclusão da Guerra Guaranítica. Leia o trecho com a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • Quem venceu a Guerra Guaranítica? Por quê?
  • O que aconteceu com o território dos Sete Povos das Missões defendidos por Sepé, pelos guaranis e pelos jesuítas?

Espera-se que os alunos identifiquem que a Guerra foi vencida pelos exércitos liderados por Portugal e Espanha graças a numerosa tropa e às armas e canhões de que dispunham. Desse modo, a resistência dos guaranis e jesuítas - que juntos lutavam pela permanência do aldeamento guarani-missioneiro nos Sete Povos - foi derrotada, garantindo que o território pudesse ser ocupado por portugueses como determinado pelo Tratado de Madri (1750).

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte: BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania, 8º ano. São Paulo, FTD, 2015. p. 45.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Solicite aos alunos que criem montagens nas imagens fornecidas, inserindo desenhos e frases (um breve comentário, palavras-chave, um manifesto) para expressar o que foi discutido sobre a tutela dos indígenas e a Guerra Guaranítica com base nas fontes.

A ideia é formar um cartaz exprimindo a relação entre jesuítas e indígenas nos aldeamentos (a evangelização dos guaranis, a defesa dos jesuítas
contra a escravização dos indígenas) e a participação ativa dos povos guaranis no conflito, recusando-se a aceitar o Tratado de Madri como no caso
do posicionamento de Sepé Tiaraju. As imagens para os alunos utilizarem na atividade estão neste link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WJAyKw4NkR7Muk85emcjrxUVBqzN3fSZz4PYjcaV8qR6xa6FshQZwqceVrVR/sistematizacao-imagens-para-a-atividade.pdf

Após a produção em grupos menores, solicite que os alunos se posicionem de modo a facilitar a apresentação do seu desenho ou o que foi escrito para os demais. A proposta é que, por meio de sua apresentação, cada grupo comente o que aprendeu sobre a tutela dos povos indígenas e sua atuação na Guerra Guaranítica.

Dica: A reflexão acerca da tutela indígena poderá ter continuidade em outra aula, na qual se discuta acerca da “tutela” ou gestão dos povos indígenas na atualidade, bem como sobre a questão da demarcação de terras indígenas, cada vez mais ameaçada por interesses dos grandes proprietários rurais, apoiados pela bancada ruralista no Congresso Nacional.

Para você saber mais:

EBC - Agência Brasil. Governo terá conselho para analisar demarcações de terras indígenas. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-01/governo-tera-conselho-para-analisar-demarcacoes-indigenas Acesso em: 17/3/2019.

FUNAI. Quem somos. Disponível em: http://www.funai.gov.br/index.php/quem-somos Acesso em: 17/3/2019.

Rede Brasil Atual. Após mudanças na Funai, indígenas organizam a resistência. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/01/apos-mudancas-na-funai-preocupacao-de-indigenas-aumenta Acesso em: 17/3/2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Data show para projetar as imagens e textos. Se não houver esta possibilidade, levar a cópia impressa das imagens e dos textos.

Material complementar:

Contexto - Documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Problematização - Documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Sistematização - Imagens para a atividade:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WJAyKw4NkR7Muk85emcjrxUVBqzN3fSZz4PYjcaV8qR6xa6FshQZwqceVrVR/sistematizacao-imagens-para-a-atividade.pdf

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso do projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam a proposta e compreendam qual a expectativa de aprendizado no fim da aula.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Esta foto é das ruínas da aldeia jesuítica de São Miguel, no interior do Rio Grande do Sul. Apresente-a para a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na foto?
  • Qual pode ser a relação dessa foto com o tema da aula: a Guerra dos Guaranis?

Espera-se que os alunos identifiquem que a foto mostra ruínas de um templo religioso (igreja) ao fundo e uma cruz à frente. A segunda pergunta visa provocar a curiosidade da turma e tentar entender a relação entre as ruínas do templo e a Guerra Guaranítica. Pode ser que alguns alunos associem a catequização dos indígenas ao processo que levou ao conflito. Neste momento, os alunos apresentarão diferentes possibilidades acerca da foto, pois é isso que se espera na contextualização. Espera-se que, ao final da aula, o aluno consiga compreender a relação entre as ruínas do templo e a Guerra Guaranítica.

Caso não seja possível projetar a foto, o professor pode levá-la impressa.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ctUCrhKa2PnuS6ZshAw6ZsUa8q7dgxsegtPHAutygXKhKA2Pwx98DGGm9V6d/contexto-documentos.pdf

Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Special:Search&limit=20&offset=20&profile=default&search=ru%C3%ADnas+s%C3%A3o+miguel&advancedSearch-current={%22namespaces%22:[6,12,14,100,106,0]}#/media/File:Ru%C3%ADnas_de_S%C3%A3o_Miguel_-_St._Michael_of_the_Missions_-_Rio_Grande_do_Sul_-_Brazil_12.jpg . Acesso em: 15 de março de 2019.

Para você saber mais:

Um passeio pelas missões jesuíticas. Fonte: Ministério do Turismo. Disponível em: http://www.turismo.gov.br/%C3%BAltimas-not%C3%ADcias/8035-um-passeio-pelas-miss%C3%B5es-jesu%C3%ADticas.html
Acesso em: 15 de março de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Esta pintura de Benedito Calixto apresenta jesuítas em contato com indígenas dentro de uma cabana. Apresente-a para a turma, leia as informações sobre a Companhia de Jesus e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na pintura?
  • Como os indígenas estão representados na pintura?
  • Como os jesuítas estão sendo representados?
  • Qual era a função dos jesuítas dentro do projeto colonizador português e espanhol?
  • Qual a relação dessa pintura com a foto do slide anterior?

Espera-se que os alunos identifiquem que a pintura apresenta o encontro de dois mundos bastante diversos: os indígenas com seus adornos, poucas vestes e algumas armas observam assustados e surpresos as atitudes e os discursos de religiosos jesuítas vestidos de preto, um deles curvado em oração e outro num momento de efusiva pregação. A turma deverá associar a imagem ao texto para compreender que a função dos jesuítas era ensinar a língua, a religião e os costumes cristãos europeus visando eliminar os traços pagãos e culturais dos indígenas. É relevante notar que os religiosos chegaram com os administradores coloniais, de modo que o trabalho de catequização dos indígenas estava associado ao projeto colonizador português e espanhol.
Como a imagem anterior também era religiosa, espera-se que os alunos se deem conta de que cenas como esta eram comuns dentro das missões jesuíticas.

Caso não seja possível projetar a pintura, o professor pode levá-la impressa.

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Anchieta e Nóbrega na cabana de Pindobuçu. Benedito Calixto (1927). Acervo do Museu do Ipiranga. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Benedito_Calixto_-_Anchieta_e_N%C3%B3brega_na_cabana_de_Pindobu%C3%A7u.jpg .
Acesso em: 15/3/2019.

Para você saber mais:

As pinturas a respeito da ação missionária jesuítica foram um meio importante de divulgação dos feitos da Cia. de Jesus pelo mundo. Para saber mais a respeito disso, recomendo a leitura de um artigo que trata destas representações ao longo do século XVI e XVII, quando os religiosos intensificaram os
seus trabalhos no contexto americano:

LIMA, Luís Filipe Silvério; SILVA, Bianca Carolina Pereira da. A presença do Novo Mundo na iconografia da morte e dos sonhos de São Francisco Xavier:
a missão jesuítica e as partes e gentes do Império Português. Varia hist. [online]. 2014, vol.30, n.53, pp.407-441. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-87752014000200005&script=sci_abstract&tlng=pt . Acesso em: 16 de março de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: O trecho acima é parte da tese de doutorado de Marina Monteiro Machado sobre a questão indígena e a posse das terras brasileiras.
Leia o trecho que aborda o que são os aldeamentos jesuítas e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que eram os aldeamentos jesuítas?
  • Qual era a condição dos indígenas dentro do aldeamento?
  • Qual a função dos religiosos dentro destes aldeamentos?

Espera-se que os alunos consigam sintetizar aldeamentos jesuítas como locais onde povos inteiros eram isolados em áreas predeterminadas pela Coroa Portuguesa onde seriam comandados por religiosos. Segundo a autora, os indígenas permaneciam no aldeamento na condição de tutelados, ou seja, sob guarda, proteção e orientação dos religiosos jesuítas, cuja função era introduzir esses povos no conjunto de valores europeus, incluindo a fé católica. Vale lembrar que essa difusão de valores se deu pela instrução religiosa, mas também por meio do trabalho dentro das aldeias.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

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Fonte: MACHADO, Marina Monteiro. A trajetória da destruição: Índios e terras no império do Brasil. 2006. Tese de doutorado. Dissertação de mestrado). Niterói: UFF. p. 23. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2007_MACHADO_Marina_Monteiro-S.pdf .
Acesso em: 15 de março de 2019.

Para você saber mais:

Reduções: Aldeamentos indígenas organizados e administrados por jesuítas.

Concessão: Ato ou efeito de dar ou ceder algo.

Sesmaria: Lote de terras cedido pelo rei de Portugal a novos povoadores.

Catequese: Doutrinação, ensinamento da fé.

Fonte: Michaelis. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/ Acesso em: 15/3/2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Observe o mapa com a turma, analisando comparativamente o contorno do território brasileiro em dois diferentes momentos históricos. Observe-os com os alunos e depois proponha as seguintes questões:

  • O que é possível perceber comparando as duas cores no mapa do Brasil?
  • A que época se refere o contorno em rosa? E o amarelo?
  • O sul do Brasil foi a área onde ocorreu a Guerra Guaranítica. A quem pertencia esta região nos dois momentos históricos apresentados?

Espera-se que os alunos identifiquem que comparando os cores do mapa é possível identificar que o território brasileiro avançou bastante em direção ao interior (oeste) com o passar dos séculos. O primeiro mapa, do século XV, apresenta a parcela de terras pertencentes a Portugal conforme o Tratado de Tordesilhas. O segundo mapa já delimita as áreas portuguesa e espanhola na época do Tratado de Madri (1750). Assim, é possível identificar que o sul do Brasil era território espanhol no Tratado de Tordesilhas mas integra o território português de acordo com os novos limites, o que levou aos conflitos da Guerra Guaranítica.

Caso não seja possível projetar o mapa, o professor pode levá-lo impresso.

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Fonte da imagem: Research Gate. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-4-America-del-Sur-1759-Archivo-General-de-Simancas-M-P-y-D-IV-36_fig3_250992213. Acesso em: 31/3/2019.

Para você saber mais:

O Mapa dos confins do Brazil com as terras da Coroa da Espanha na America Meridional também é conhecido como Mapa das Cortes. Ele serviu de base para a demarcação de fronteiras entres as colônias das coroas portuguesa e espanhola, no Tratado de Madri de 1750.

Por que Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas? Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/11871/por-que-portugal-e-espanha-assinaram-o-tratado-de-tordesilhas Acesso em: 31/3/2019.

Sobre os mapas que apresentam o território do Brasil ao longo do período colonial até a assinatura do Tratado de Madri, ver o artigo:

FERREIRA, Mário Clemente. O Mapa das Cortes e o Tratado de Madrid a cartografia a serviço da diplomacia. Varia História, v. 23, n. 37, p. 51-69, 2007.

Slide Plano Aula

Orientações: Para compreender a relação dos mapas do slide anterior com a Guerra Guaranítica, leia com a turma o trecho de livro didático em anexo.
Ele aborda o Tratado de Madri, cuja aplicação levou à guerra. Leia o trecho deste link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Depois da leitura do trecho, faça os seguintes questionamentos:

  • Quais nações europeias negociaram o Tratado de Madri?
  • O que foi estabelecido pelo tratado?
  • Por que o tratado gerou o descontentamento dos guaranis aldeados?
  • Qual a reação da maioria dos jesuítas ao Tratado de Madri? Por quê?

Espera-se que os alunos identifiquem que o Tratado de Madri foi um acordo entre as Coroas de Portugal e da Espanha que estabeleceu uma troca de territórios missioneiros: a Colônia de Sacramento passaria a pertencer à Espanha enquanto os Sete Povos das Missões seriam entregues aos portugueses. Quanto ao descontentamento, ele está associado à retirada forçada dos guaranis das terras dos Sete Povos das Missões. Sobre os jesuítas, a maioria também se opôs ao Tratado e armou os guaranis para defender sua terras. Vale lembrar que, embora fazendo parte do projeto colonizador de catequização e pacificação dos indígenas que passariam a ser súditos do rei, muitos jesuítas tinham uma relação afetuosa com os índios, lutando contra sua escravização e defendendo seu direito à posse das terras.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

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Fonte: BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania, 8º ano. São Paulo, FTD, 2015. p. 45.

Para você saber mais:

Tratado de Madri, 13 de janeiro de 1750. Disponível em: https://social.stoa.usp.br/articles/0015/6395/05_Tratado_de_Madrid_1750.pdf Acesso em: 17/3/2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Este mural acima integra o Memorial da Epopéia Riograndense nas ruas de Porto Alegre, destacando a figura de Sepé Tiaraju. Apresente-o para a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • O que está sendo mostrado na pintura?
  • Esta parte do mural representa a Guerra Guaranítica. Como ela está sendo representada?
  • Quem aparece com maior destaque? Como este personagem é representado?
  • Atrás de Sepé Tiaraju há uma cruz. O que ela representa no mural e na história da Guerra Guaranítica?
  • O que o autor quis representar ao pintar a imagem de São Miguel Arcanjo ao lado de Sepé Tiaraju?

Espera-se que os alunos identifiquem que a pintura representa um “Arte Missioneira Guarani” apresentando cenas de uma revolta. Ela apresenta o tema da aula, a Guerra Guaranítica mostrando diversos indígenas com lanças na mão avançando sobre o inimigo, representado apenas no canto da imagem. Deste modo, o pintor destaca os guaranis como protagonistas da cena. Quem tem maior destaque é Sepé Tiaraju, representado como um guerreiro decidido e preparado com lanças nas mãos. Além disso, está a frase dita por Sepé: “Esta terra tem dono”. A cruz atrás de Sepé reforça o sucesso da tutela dos jesuítas que atingiram o objetivo de catequização dos povos guaranis, pois o indígena tornou-se cristão tanto que defende a terra dos jesuítas, assume a guerra ao lado deles. Ainda é possível visualizar São Miguel Arcanjo ao lado de Sepé como se estivesse posicionado ao lado dos guaranis no conflito e defendendo-os contra o ataque dos soldados portugueses, além de apontar a conversão dos guaranis ao cristianismo, ou seja, ao sucesso dos jesuítas dentro de seus objetivos de evangelização em paralelo ao projeto de colonização. É importante sinalizar que, dentro do projeto colonizador, os jesuítas foram uma importante peça para transformar os indígenas rebeldes em súditos do rei. Todavia, de acordo com os desejos das Coroas portuguesa e espanhola,
a troca dos territórios desconsiderou a vontade dos jesuítas que angariaram apoio dos indígenas para manterem-se em suas reduções.

Caso não seja possível projetar a pintura, o professor pode levá-la impressa.

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Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Sep%C3%A9_Tiaraju#/media/File:Memorial_da_Epopeia_Riograndense_80.jpg . Acesso em: 15/3/2019.

Slide Plano Aula

Orientações: O trecho do artigo acadêmico de Júlio Quevedo aborda a participação de Sepé Tiaraju na Guerra Guaranítica. Leia o trecho e depois faça os seguintes questionamentos:

  • Como Sepé Tiaraju é apresentado no trecho?
  • Qual o argumento de Sepé para impedir a tomada das terras dos guaranis?
  • A atitude de Sepé mostra um posicionamento questionador ou submisso às autoridades europeias?

Espera-se que os alunos identifiquem que Sepé é mostrado como um personagem importante da guerra, pois não forneceu gado aos portugueses visando impedir seu avanço sobre as terras dos Sete Povos das Missões. A famosa frase atribuída a Sepé era seu argumento para impedir a tomada das terras dos guaranis: “Esta terra é nossa; nós a recebemos de Deus e de São Miguel”. Aqui o professor pode recordar que, no slide anterior, a pintura do mural trazia São Miguel ao lado de Sepé Tiaraju em referência a esta doação de terras citada pelo indígena. A atitude altiva de Sepé demonstra que ele assumiu uma posição questionadora ao Tratado de Madri, confrontando as autoridades que exigiam-lhe as terras dos Sete Povos das Missões - isso reforça que, mesmo sob a tutela dos jesuítas, os indígenas souberam assumir o protagonismo de sua história ao lutar pela permanência em suas terras.

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

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Fonte: QUEVEDO, Júlio. A Guerra Guaranítica: a rebelião colonial nas missões. Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v.XX, n.2, p. 5-26, dezembro, 1994. p. 15.

Se o professor quiser explorar um pouco mais a participação de Sepé Tiaraju na Guerra Guaranítica, pode apresentar aos alunos a estátua do guarani que encontra-se em frente à Prefeitura de São Luiz Gonzaga - que, no passado, fez parte dos Sete Povos das Missões. A imagem da estátua está disponível no seguinte link: https://www.saoluizgonzaga.rs.gov.br/site/conteudos/797-monumento-a-sepe-tiaraju. Acesso em: 15/3/2019.

Na estátua, Sepé Tiaraju aparece com uma mão levantada segurando uma cruz representando que ele era cristão (assim como seus antepassados, pois Sepé teria nascido no aldeamento jesuíta). Na outra mão, em segundo plano, Sepé segura uma lança apontando-a para baixo. A escolha do título da escultura “A cruz acima da lança” carrega múltiplas interpretações: a cruz é um símbolo universal de sacrifício consciente e voluntário (como a decisão de Sepé de lutar pela posse das terras), a lança apontando para baixo indica que aquela terra tinha dono, mas ao colocar a cruz em destaque acima da lança, o autor quis representar que a guerra não era a principal opção dos guaranis, todavia estavam dispostos a lutar para defender seu direito à terra.

Para você saber mais:

“A Guerra Guaranítica é o descontentamento, a revolta dos guarani missioneiros contra as imposições do Tratado de Madri, porque ele obrigava os índios a abandonar suas terras, plantações, gado e residências. É visível que o tratado consagrava a paz e os interesses dos monarcas ibéricos, mas sangrava a guerra, porque não interessava aos índios. Os reis impunham a transmigração para os índios, mas não pensavam o significado amplo que isso tinha.

Além disso, o Tratado pontuava rios, montanhas e campos, porém negava o espaço socioeconômico ali organizado, espaço esse que teve uma lenta evolução histórica de pelo menos 150 anos.

O guarani não lutou contra o rei, ele lutou pela posse da terra. Quando Sepé morreu encontrou-se com ele duas cartas onde se verificava a luta pela terra, que dizia: “Deus Nosso Senhor foi o que nos deu estas terras”. Por isso, eles não acreditavam “jamais, quando diga, vós outros índios dai vossas terras e quanto tendes aos portugueses: não o creremos nunca, não há de ser assim, e só se acaso se as quiserem comprar com o seu sangue; nós outros, todos os índios, as haveremos de comprar". Sepé já havia afirmado anteriormente: "essa terra tem dono", agora a pólvora do branco evidenciava que "essa terra teve dono". Nesse momento é oportuno lembrar a tradição oral que diz: "quem faz gemer a terra ... Em nome da paz não vêm!" (Lunar do Sepé). Em suma, a luta era pela terra, onde o Tratado de Madri não é visto como um Acordo de paz, mas de discórdia, porque se queria fazer faz com a terra do índio, tornando-o “sem-terra””.

Fonte: QUEVEDO, Júlio. A Guerra Guaranítica: a rebelião colonial nas missões. Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v.XX, n.2, p. 5-26, dezembro, 1994. p. 24.

Slide Plano Aula

Orientações: O trecho de livro didático aborda a conclusão da Guerra Guaranítica. Leia o trecho com a turma e depois faça os seguintes questionamentos:

  • Quem venceu a Guerra Guaranítica? Por quê?
  • O que aconteceu com o território dos Sete Povos das Missões defendidos por Sepé, pelos guaranis e pelos jesuítas?

Espera-se que os alunos identifiquem que a Guerra foi vencida pelos exércitos liderados por Portugal e Espanha graças a numerosa tropa e às armas e canhões de que dispunham. Desse modo, a resistência dos guaranis e jesuítas - que juntos lutavam pela permanência do aldeamento guarani-missioneiro nos Sete Povos - foi derrotada, garantindo que o território pudesse ser ocupado por portugueses como determinado pelo Tratado de Madri (1750).

Caso não seja possível projetar o texto, o professor pode levá-lo impresso.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xJsguMxcGSXAQnPsMKRBMfqEzvGSupFFJzkNSs5esZKBkZGJjbcWHRRzuGyh/problematizacao-documentos.pdf

Fonte: BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História sociedade & cidadania, 8º ano. São Paulo, FTD, 2015. p. 45.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Solicite aos alunos que criem montagens nas imagens fornecidas, inserindo desenhos e frases (um breve comentário, palavras-chave, um manifesto) para expressar o que foi discutido sobre a tutela dos indígenas e a Guerra Guaranítica com base nas fontes.

A ideia é formar um cartaz exprimindo a relação entre jesuítas e indígenas nos aldeamentos (a evangelização dos guaranis, a defesa dos jesuítas
contra a escravização dos indígenas) e a participação ativa dos povos guaranis no conflito, recusando-se a aceitar o Tratado de Madri como no caso
do posicionamento de Sepé Tiaraju. As imagens para os alunos utilizarem na atividade estão neste link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WJAyKw4NkR7Muk85emcjrxUVBqzN3fSZz4PYjcaV8qR6xa6FshQZwqceVrVR/sistematizacao-imagens-para-a-atividade.pdf

Após a produção em grupos menores, solicite que os alunos se posicionem de modo a facilitar a apresentação do seu desenho ou o que foi escrito para os demais. A proposta é que, por meio de sua apresentação, cada grupo comente o que aprendeu sobre a tutela dos povos indígenas e sua atuação na Guerra Guaranítica.

Dica: A reflexão acerca da tutela indígena poderá ter continuidade em outra aula, na qual se discuta acerca da “tutela” ou gestão dos povos indígenas na atualidade, bem como sobre a questão da demarcação de terras indígenas, cada vez mais ameaçada por interesses dos grandes proprietários rurais, apoiados pela bancada ruralista no Congresso Nacional.

Para você saber mais:

EBC - Agência Brasil. Governo terá conselho para analisar demarcações de terras indígenas. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-01/governo-tera-conselho-para-analisar-demarcacoes-indigenas Acesso em: 17/3/2019.

FUNAI. Quem somos. Disponível em: http://www.funai.gov.br/index.php/quem-somos Acesso em: 17/3/2019.

Rede Brasil Atual. Após mudanças na Funai, indígenas organizam a resistência. Disponível em: https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2019/01/apos-mudancas-na-funai-preocupacao-de-indigenas-aumenta Acesso em: 17/3/2019.

Slide Plano Aula

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