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Plano de aula - Luzia e o povoamento da América

Plano de aula de História com atividades para 6º ano do EF sobre Luzia e o povoamento da América

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jair Messias Ferreira Junior

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI06 “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Caderno, lápis, caneta, borracha, papel pardo (cerca de 2 metros), folha sulfite e dicionário. Projetor multimídia, caso não tenha um disponível, imprima as imagens para o estudantes.

Material complementar:

Fotografia de um aborígene

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/RadQmTZ9aN6aKJvZjjz8XX85ceUn7zx4YCppZTbAQMNneHtB2u3qaJ9fasSD/his6-06und02-aborigene-australiano.pdf

Fotografia da face de um aborígene australiano contemporâneo.

Fotografia de mulher e filho asiáticos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jd4VruBP52fGax9bvn5Fu4cAYn8Ap4zeYSnnKVdWFzjqP4jQ59SAvez88GEa/his6-06und02-mulher-e-filho-asiaticos.pdf

Fotografia de uma mãe asiática e de seu filho

Fotografia de criança yanomami

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/TE62aG93Pq9eXS8kRYQSGXRmNYTQUF9h7CUDVxKRFBnBPfszrRAAktP6Nr86/his6-06und02-menina-indigena-do-brasil.pdf

Fotografia de um menino yanomami com adornos no rosto.

Fotografia de homem do povo san

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ey7EXuxaJY6gRDPc7kVtNcmZkBABQrbnVY4HCXVk2bXkcWVw5ftvmwMnHbfY/his6-06und02-menino-africano.pdf

Fotografia de homem de 33 anos de idade, do povo san, da Namíbia.

Reconstrução facial de Luzia

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GHWATs9ngM2UhjP8dPmEwtSZMJjb4mwbvEmdXVfrMF3HBGVu9vS2x6dukXr6/his6-06und02-reconstituicao-facial-de-luzia.pdf

Reconstituição facial do rosto de Luzia. Fotografia feita no Museu Nacional.

Mapa - Populações nativas e Luzia

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ht2c5sCrz8F5uqfnRe5hMymrj2pH7fg3cvFXAct47GdgFYgYBVkUrcCCEvD4/his6-06und02-mapa-populacoes-nativas-e-luzia.pdf

Mapa que mostra a localização geográfica de algumas populações e de Luzia.

Professor, para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

PIVETTA, Marcos. O pai de Luzia, Revista Pesquisa, Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

NEVES, Walter. E no princípio ... era o macaco!. Estudos Avançados, disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v20n58/21.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

FERRO, Carolina. Luzia é apenas a ponta do iceberg, Museu Nacional, disponível em: https://saemuseunacional.files.wordpress.com/2013/03/walter-neves_-e2809cluzia-c3a9-apenas-a-ponta-do-iceberge2809d-revista-de-histc3b3ria.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

Filme: Pedro Leopoldo, o berço de Luzia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=E62js1eT2t8 Acesso em: 16 de novembro de 2018. Vídeo produzido pela Fapesp que mostra os vestígios arqueológicos da região de Pedro Leopoldo.

Filme, Os povos de Lagoa Santa, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ryIOG-0ygXw Acesso em: 16 de novembro de 2018. Vídeo produzido pela Fapesp que mostra os diversas populações que viveram em Lagoa Santa. O filme divulga um estudo realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de São Paulo, Harvard e o Instituto Max Plank.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Informe aos estudantes que, assim como em toda a História, não existe consenso entre os historiadores sobre o povoamento da América e que novas descobertas arqueológicas alteram as teorias até então existentes.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a turma em trios, é assim que os estudantes trabalharão durante toda a aula. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Projete para os estudantes, ou entregue impresso para cada grupo, a imagem de um aborígene australiano, da mulher asiática com seu filho, da menina indígena do Brasil e do menino africano.

Em seguida, projete, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, então, solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que o aborígene australiano é negro, assim como o homem do povo san, da Namíbia. Já os asiáticos e a indígena da América são mais parecidos, possuem a pele mais clara. Solicite que os estudantes comparem os olhos, os cabelos, a cor da pele, entre outras características apresentadas nas imagens. Durante a execução da atividade, tome cuidado para que os estudantes não reproduzam preconceitos ou estereótipos, como “este cabelo é ruim”, ou “este cabelo é bom”, por exemplo. É possível que os estudantes cheguem à conclusão de que a indígena americana é mais parecido com a mãe asiática e seu filho, mas outras interpretações surgirão, não existe uma resposta correta. Neste plano de aula é esperado que os estudantes conheçam a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, proposta inicialmente por Paul Rivet, e a teoria de Walter Neves. A teoria criada por Paul Rivet na década de 1940 defende que houve uma ou mais ondas migratórias de populações australianas para a América do Sul, via ilhas do Oceano Pacífico. Para Walter Neves, houve, via Estreito de Bering, duas migrações da Ásia para a América. Uma migração de população negróide para a América, proveniente da África, seguida por populações mongolóides vindas da Ásia. A migração oriunda da África, segundo Neves, teria originado o Povo de Lagoa Santa, povo do qual Luzia fazia parte.

Durante as discussões nos trios, passe pelos grupos, auxiliando-os. Não dê uma resposta fechada aos estudantes, deixe as diversas soluções propostas por eles em aberto.

A aula é baseada na identificação fenotípica dos diferentes grupos étnicos humanos. Walter Neves, por exemplo, baseia sua teoria na identificação fenotípica. Fenótipo são as diferentes características de um organismo ou população que podem ser identificáveis na espécie humana, podemos comparar as características do cabelo, dos olhos, da cor da pele etc.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O termo aborígene australiano se refere às populações originárias da Austrália e de algumas ilhas vizinhas, como a Tasmânia. Acredita-se que os povos que deram origem aos aborígenes chegaram à Austrália há mais de 65 mil anos. Ainda hoje os aborígenes produzem arte rupestre, servindo de fonte de estudo para muitos pesquisadores da Pré-História. Atualmente existem cerca de 750 mil aborígenes na Austrália, divididos em mais de 400 povos. O povo san, também conhecido como bosquímano, vive na região do deserto da Namíbia e do Kalahari há milhares de anos. Acredita-se que os san são um dos povos mais antigos do planeta. A maior parte da população San é formada por caçadores e coletores. Os san possuem uma língua baseada em “cliques” e “estalos”, muitos linguistas acreditam que é uma das línguas mais próximas das primeiras faladas pelo ser humano.

Os yanomami habitam a região da floresta Amazônica brasileira e venezuelana e foram contatados na década de 1970. Muitos geneticistas e linguistas afirmam que os yanomami estão isolados dos demais indígenas da América do Sul há pelo menos 700 anos. Atualmente existem cerca de 20 mil yanomami no Brasil e na Venezuela.

Os yanomami - 1984. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=nITmDt7annA Acesso em: 21 de novembro de 2018. Vídeo do Globo Repórter, de 1984, onde são mostrados alguns grupos yanomami relativamente isolados. No vídeo, são mostrados a tecnologia de tecelagem, de pesca, de caça, além de crenças religiosas e rituais de cura dos yanomami.

Vídeo: El crepúsculo de los aborígenes de Australia - National Geographic, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=UOftJeVKIXk Acesso em: 17 de novembro de 2018. No vídeo, são mostrados o cotidiano e algumas tradições de diversos povos aborígenes australianos, além da relação destes com a fauna e a flora locais. No vídeo são mostrados ainda a música aborígene, aspectos da sua religião, tipos de pintura corporal e a produção de pinturas em paredes, muito parecidas com pinturas rupestres pré-históricas.

Página síntese do módulo Physical Characteristics of Humans do curso World Civilizations I, da Washington State University. Fonte: Unesp, disponível em http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev3.htm Acesso em: 18 de novembro de 2018. O texto mostra aspectos culturais, que diferencia os seres humanos dos demais animais, também discorre sobre o que caracteriza a espécie humana.

Matéria, “DNA revela que bosquímanos são descendentes dos primeiros humanos”. Jornal O Globo, disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271 Acesso em: 20 de novembro de 2018.

Vídeo: Koisan click language, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=W6WO5XabD-s Acesso em: 20 de novembro de 2018. No vídeo, um caçador fala na língua san. No vídeo é possível ouvir o estalados típicos da língua san.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Organize a turma em trios, é assim que os estudantes trabalharão durante toda a aula. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Projete para os estudantes, ou entregue impresso para cada grupo, a imagem de um aborígene australiano, da mulher asiática com seu filho, da menina indígena do Brasil e do menino africano.

Em seguida, projete, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, então, solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que o aborígene australiano é negro, assim como o homem do povo san, da Namíbia. Já os asiáticos e a indígena da América são mais parecidos, possuem a pele mais clara. Solicite que os estudantes comparem os olhos, os cabelos, a cor da pele, entre outras características apresentadas nas imagens. Durante a execução da atividade, tome cuidado para que os estudantes não reproduzam preconceitos ou estereótipos, como “este cabelo é ruim”, ou “este cabelo é bom”, por exemplo. É possível que os estudantes cheguem à conclusão de que a indígena americana é mais parecido com a mãe asiática e seu filho, mas outras interpretações surgirão, não existe uma resposta correta. Neste plano de aula é esperado que os estudantes conheçam a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, proposta inicialmente por Paul Rivet, e a teoria de Walter Neves. A teoria criada por Paul Rivet na década de 1940 defende que houve uma ou mais ondas migratórias de populações australianas para a América do Sul, via ilhas do Oceano Pacífico. Para Walter Neves, houve, via Estreito de Bering, duas migrações da Ásia para a América. Uma migração de população negróide para a América, proveniente da África, seguida por populações mongolóides vindas da Ásia. A migração oriunda da África, segundo Neves, teria originado o Povo de Lagoa Santa, povo do qual Luzia fazia parte.

Durante as discussões nos trios, passe pelos grupos, auxiliando-os. Não dê uma resposta fechada aos estudantes, deixe as diversas soluções propostas por eles em aberto.

A aula é baseada na identificação fenotípica dos diferentes grupos étnicos humanos. Walter Neves, por exemplo, baseia sua teoria na identificação fenotípica. Fenótipo são as diferentes características de um organismo ou população que podem ser identificáveis na espécie humana, podemos comparar as características do cabelo, dos olhos, da cor da pele etc.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O termo aborígene australiano se refere às populações originárias da Austrália e de algumas ilhas vizinhas, como a Tasmânia. Acredita-se que os povos que deram origem aos aborígenes chegaram à Austrália há mais de 65 mil anos. Ainda hoje os aborígenes produzem arte rupestre, servindo de fonte de estudo para muitos pesquisadores da Pré-História. Atualmente existem cerca de 750 mil aborígenes na Austrália, divididos em mais de 400 povos. O povo san, também conhecido como bosquímano, vive na região do deserto da Namíbia e do Kalahari há milhares de anos. Acredita-se que os san são um dos povos mais antigos do planeta. A maior parte da população San é formada por caçadores e coletores. Os san possuem uma língua baseada em “cliques” e “estalos”, muitos linguistas acreditam que é uma das línguas mais próximas das primeiras faladas pelo ser humano.

Os yanomami habitam a região da floresta Amazônica brasileira e venezuelana e foram contatados na década de 1970. Muitos geneticistas e linguistas afirmam que os yanomami estão isolados dos demais indígenas da América do Sul há pelo menos 700 anos. Atualmente existem cerca de 20 mil yanomami no Brasil e na Venezuela.

Os yanomami - 1984. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=nITmDt7annA Acesso em: 21 de novembro de 2018. Vídeo do Globo Repórter, de 1984, onde são mostrados alguns grupos yanomami relativamente isolados. No vídeo, são mostrados a tecnologia de tecelagem, de pesca, de caça, além de crenças religiosas e rituais de cura dos yanomami.

Vídeo: El crepúsculo de los aborígenes de Australia - National Geographic, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=UOftJeVKIXk Acesso em: 17 de novembro de 2018. No vídeo, são mostrados o cotidiano e algumas tradições de diversos povos aborígenes australianos, além da relação destes com a fauna e a flora locais. No vídeo são mostrados ainda a música aborígene, aspectos da sua religião, tipos de pintura corporal e a produção de pinturas em paredes, muito parecidas com pinturas rupestres pré-históricas.

Página síntese do módulo Physical Characteristics of Humans do curso World Civilizations I, da Washington State University. Fonte: Unesp, disponível em http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev3.htm Acesso em: 18 de novembro de 2018. O texto mostra aspectos culturais, que diferencia os seres humanos dos demais animais, também discorre sobre o que caracteriza a espécie humana.

Matéria, “DNA revela que bosquímanos são descendentes dos primeiros humanos”. Jornal O Globo, disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271 Acesso em: 20 de novembro de 2018.

Vídeo: Koisan click language, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=W6WO5XabD-s Acesso em: 20 de novembro de 2018. No vídeo, um caçador fala na língua san. No vídeo é possível ouvir o estalados típicos da língua san.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Projete a imagem da reconstituição facial de Luzia, produzida em 2000, fonte: Wikipedia, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg#/media/File:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg Acesso em: 18 de novembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre a aparência dela e que estabeleçam relações entre o aborígene australiano, o homem do povo san e os asiáticos mostrados no início desta aula. Solicite que debatam se Luzia se assemelha mais aos aborígenes, com o povo san ou com os asiáticos e os motivos que os levaram a tais conclusões. É esperado que os alunos associem a reconstrução facial de Luzia ao aborígene ou ao africano. Questione os estudantes sobre como o rosto de Luzia foi reconstruído e o motivo de ela estar sem cabelo. É esperado que os estudantes respondam que o rosto de Luzia foi reconstruído utilizando por base seu crânio, não existe cabelo na reconstrução facial porque não foi encontrado nenhum fio de cabelo dela preservado, o que impossibilita a reconstituição. Após a discussão feita em cada trio, solicite que os estudantes façam o registro das conclusões no caderno.

Em seguida, entregue um mapa “Populações nativas e Luzia” (imagem do próximo slide) para cada trio, fonte: Wikimedia Commons, disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:White_World_Map(Pacfic-centered)_Blank.png (SOLICITEI A PRODUÇÃO DO MAPA) Acesso em: 17 de novembro de 2018. Peça para que os estudantes discutam em seus grupos teorias para pessoas negróides terem chegado à América por meio dos dados apresentados no mapa. Cada trio pode criar mais de uma teoria. Solicite que cada grupo trace no mapa os possíveis caminhos utilizados para as populações negróides chegarem à América. Quando todos os trios terminarem, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem para os demais estudantes suas teorias. É esperado que os alunos tracem nos mapas possíveis rotas para a chegada do ser humano à América, contemplando a habilidade relacionada a esta aula, “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América, por populações negróides, não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América. A teoria de Walter Neves, professor da USP, em São Paulo, defende que o povo de Lagoa Santa é fruto de uma ocupação negroide anterior à ocupação asiática, ele cita o Estreito de Bering como rota utilizada pelo ser humano para o povoamento da América (Fonte: Revista da Fapesp “O pai de Luzia”, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdf Acesso em:
5 de dezembro de 2018). Para Walter Neves, portanto, existiram duas migrações para a América. Paul Rivet, etnólogo francês, defendeu a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, utilizando suas ilhas como bases para esta migração. Paul Rivet, para corroborar sua teoria, utilizou a linguística, analisando palavras semelhantes entre as populações da América do Sul e da Polinésia (Fonte: Enciclopedia do Mundo, disponível em: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Paul_Rivet Acesso em: 5 de dezembro de 2018.) Além disso, Rivet utilizou escavações arqueológicas e semelhanças entre rituais realizados por povos da América e da Polinésia. Segundo Rivet, vestígios das mesmas plantas e animais foram encontrados na América do Sul e na Polinésia. A última teoria de povoamento da América por populações negróides defende a travessia direta da África para a América.
Esta teoria é defendida pela arqueóloga, também francesa, Niède Guidon. Ela defende que esta travessia teria ocorrido há mais de 50 mil anos
(Fonte: Revista Fapesp Niède Guidon, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2008/12/01/niede-guidon/ Acesso em: 5 de dezembro de 2018.)

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O crânio de Luzia e partes de seu esqueleto foram escavados no sítio arqueológico chamado de Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, por volta do ano de 1970. O sítio da Lapa Vermelha foi escavado por Peter Lund no século XIX. Acredita-se que Luzia, como o arqueólogo Walter Neves nomeou o esqueleto, tenha morrido há 11.500 anos, sendo o esqueleto mais antigo encontrado na América do Sul. Luzia tinha aproximadamente 20 anos quando morreu. A primeira reconstrução facial de Luzia foi feita em 2000, em Manchester, na Inglaterra. A reconstrução facial feita na Inglaterra, pela equipe do Dr. Richard Neave, é atualmente alvo de muitas críticas, muitos especialistas em crânios humanos afirmam que o crânio de Luzia possui traços mistos negróides e asiáticos, e não só negróides, como nesta reconstituição facial. Em 2018, um estudo genético realizado em conjunto com a USP, Harvard e o Instituto Max Planck, analisou os restos de Luzia e chegou à conclusão que seu código genético é semelhante ao de povos da América do Norte e não da Austrália ou África.

Luzia se tornou famosa em 2018, quando o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi destruído por um incêndio. Houve a preocupação de os restos mortais de Luzia ter se perdidos neste incêndio. Cerca de 15 dias após o fim das chamas, seus restos foram encontrados no meio dos escombros, relativamente preservados.

Página sobre a “Expedição Kon-Tiki”, fonte: Museu Marítimo, disponível em https://www.museumaritimo.com.br/single-post/2017/08/29/A-Expedi%C3%A7%C3%A3o-Kon-Tiki Acesso em: 17 de novembro de 2018. A página conta a história da Expedição Kon-Tiki, liderada por Thor Heyerdahl. A expedição partiu do Peru e navegou até a Polinésia. O barco, chamado de Kon-Tiki, foi feito com técnicas e materiais que o homem pré-histórico encontraria na América e em parte das ilhas da Polinésia. A expedição provou que a viagem pelo Pacífico era possível, a missão foi completada em cerca de 100 dias. A expedição comandada por Thor utilizou a corrente marítima do Pacífico na região da linha do Equador, que corre de leste para oeste. Ao sul corre uma corrente na direção contrária. Por meio desta corrente seria possível ao ser humano navegar da Polinésia até a América do Sul.

Vídeo: Kon-Tiki Museum – Oslo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=aaQTaJy0KFc&t=721s Acesso em: 18 de novembro de 2018. Vídeo que mostra o interior do Museu Kon-Tiki, na cidade de Oslo, na Noruega. No vídeo é possível ver uma réplica da embarcação utilizada na travessia da América do Sul até a Polinésia. Também é possível observar no início do vídeo o barco Ra II. Esta embarcação foi utilizada por Thor Heyerdahl para fazer a travessia da África até o Caribe, na América. A expedição do oceano Atlântico provou que era possível a viagem na Pré-História, utilizando apenas as correntes oceânicas. O vídeo mostra ainda diversos objetos utilizados na expedição além de fotografias. Ainda é possível saber mais sobre as expedições de Heyerdahl no site do Museu de Kon-Tiki, disponível em https://www.kon-tiki.no/expeditions/ Acesso em: 18 de novembro de 2018, o site possui versão em língua portuguesa.

Matéria, “Cães acompanharam humanos em travessia do estreito de Bering, segundo estudo”, fonte: G1, disponível em https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/caes-acompanharam-humanos-em-travessia-do-estreito-de-bering-segundo-estudo.ghtml Acesso em: 18 de novembro de 2018. A matéria divulga a pesquisa que cruzou dados genéticos de diversas espécies de cães da América com cães da Eurásia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que cães atravessaram o Estreito de Bering com os seres humanos.

Vídeo: A jornada da vida – O Brasil antes do descobrimento. Fonte: Rede Globo de Televisão, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AOFWs7iEJiI Acesso em 18 de novembro de 2018. Matéria do Fantástico que mostra a reconstituição facial de Luzia, uma entrevista com Walter Neves e debates sobre as teorias para o povoamento da América.

Reconstituição do rosto de Luzia, Museu Nacional, disponível em: http://www.museunacional.ufrj.br/guiaMN/Guia/paginas/7/resconstluzia.htm Acesso em: 17 de novembro de 2018. O texto aponta alguns dados sobre a reconstituição facial de Luzia, feita no ano de 2000.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido:

Orientações: Projete a imagem da reconstituição facial de Luzia, produzida em 2000, fonte: Wikipedia, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg#/media/File:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg Acesso em: 18 de novembro de 2018, e solicite que os trios discutam sobre a aparência dela e que estabeleçam relações entre o aborígene australiano, o homem do povo san e os asiáticos mostrados no início desta aula. Solicite que debatam se Luzia se assemelha mais aos aborígenes, com o povo san ou com os asiáticos e os motivos que os levaram a tais conclusões. É esperado que os alunos associem a reconstrução facial de Luzia ao aborígene ou africano. Questione os estudantes sobre como o rosto de Luzia foi reconstruído e o motivo de ela estar sem cabelo. É esperado que os estudantes respondam que o rosto de Luzia foi reconstruído utilizando por base seu crânio, não existe cabelo na reconstrução facial porque não foi encontrado nenhum fio de cabelo dela preservado, o que impossibilita a reconstituição. Após a discussão feita em cada trio, solicite que os estudantes façam o registro das conclusões no caderno.

Em seguida, entregue um mapa “populações nativas e Luzia” (imagem do próximo slide) para cada trio, fonte: Wikimedia Commons, disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:White_World_Map(Pacfic-centered)_Blank.png (SOLICITEI A PRODUÇÃO DO MAPA) Acesso em: 17 de novembro de 2018. Peça para que os estudantes discutam em seus grupos teorias para pessoas negróides terem chegado à América por meio dos dados apresentados no mapa. Cada trio pode criar mais de uma teoria. Solicite que cada grupo trace no mapa os possíveis caminhos utilizados para as populações negróides chegarem à América. Quando todos os trios terminarem, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem para os demais estudantes suas teorias. É esperado que os alunos tracem nos mapas possíveis rotas para a chegada do ser humano à América, contemplando a habilidade relacionada a esta aula, “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América, por populações negróides, não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América. A teoria de Walter Neves, professor da USP, em São Paulo, defende que o povo de Lagoa Santa é fruto de uma ocupação negroide anterior à ocupação asiática, ele cita o Estreito de Bering como rota utilizada pelo ser humano para o povoamento da América (Fonte: Revista da Fapesp, “O pai de Luzia”, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdfAcesso em: 5 de dezembro de 2018). Para Walter Neves, portanto, existiram duas migrações para a América. Paul Rivet, um etnólogo francês, defendeu a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, utilizando suas ilhas como bases para esta migração. Paul Rivet, para corroborar sua teoria, utilizou a linguística, analisando palavras semelhantes entre as populações da América do Sul e da Polinésia (Fonte: Enciclopedia do Mundo, disponível em: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Paul_Rivet Aesso em: 5 de dezembro de 2018). Além disso, Rivet utilizou escavações arqueológicas e semelhanças entre rituais realizados por povos da América e da Polinésia. Segundo Rivet, vestígios das mesmas plantas e animais foram encontradas na América do Sul e na Polinésia. A última teoria de povoamento da América por populações negróides defende a travessia direta da África para a América.
Esta teoria é defendida pela arqueóloga, também francesa, Niède Guidon. Ela defende que esta travessia teria ocorrido há mais de 50 mil anos
(Fonte: Revista Fapesp, Niède Guidon, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2008/12/01/niede-guidon/ Acesso em: 5 de dezembro de 2018.)

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O crânio de Luzia e partes de seu esqueleto foram escavados no sítio arqueológico chamado de Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, por volta do ano de 1970. O sítio da Lapa Vermelha foi escavado por Peter Lund no século XIX. Acredita-se que Luzia, como o arqueólogo Walter Neves nomeou o esqueleto, tenha morrido há 11.500 anos, sendo o esqueleto mais antigo encontrado na América do Sul. Luzia tinha aproximadamente 20 anos quando morreu. A primeira reconstrução facial de Luzia foi feita em 2000, em Manchester, na Inglaterra. A reconstrução facial feita na Inglaterra, pela equipe do Dr. Richard Neave, é atualmente alvo de muitas críticas, muitos especialistas em crânios humanos afirmam que o crânio de Luzia possui traços mistos negróides e asiáticos, e não só negróides, como nesta reconstituição facial. Em 2018, um estudo genético realizado em conjunto com a USP, Harvard e o Instituto Max Planck, analisou os restos de Luzia e chegou à conclusão que seu código genético é semelhante ao de povos da América do Norte e não da Austrália ou África.

Luzia se tornou famosa em 2018, quando o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi destruído por um incêndio. Houve a preocupação deos restos mortais de Luzia terem se perdido neste incêndio. Cerca de 15 dias após o fim das chamas, seus restos foram encontrados no meio dos escombros, relativamente preservados.

Página sobre a “Expedição Kon-Tiki”, fonte: Museu Marítimo, disponível em https://www.museumaritimo.com.br/single-post/2017/08/29/A-Expedi%C3%A7%C3%A3o-Kon-Tiki Acesso em: 17 de novembro de 2018. A página conta a história da Expedição Kon-Tiki, liderada por Thor Heyerdahl. A expedição partiu do Peru e navegou até a Polinésia. O barco, chamado de Kon-Tiki, foi feito com técnicas e materiais que o homem pré-histórico encontraria na América e em parte das ilhas da Polinésia. A expedição provou que a viagem pelo Pacífico era possível, a missão foi completada em cerca de 100 dias. A expedição comandada por Thor utilizou a corrente marítima do Pacífico na região da linha do Equador, que corre de leste para oeste. Ao sul corre uma corrente na direção contrária. Por meio desta corrente seria possível ao ser humano navegar da Polinésia até a América do Sul.

Vídeo: Kon-Tiki Museum – Oslo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=aaQTaJy0KFc&t=721s Acesso em: 18 de novembro de 2018. Vídeo que mostra o interior do Museu Kon-Tiki, na cidade de Oslo, na Noruega. No vídeo é possível ver uma réplica da embarcação utilizada na travessia da América do Sul até a Polinésia. Também é possível observar no início do vídeo o barco Ra II. Esta embarcação foi utilizada por Thor Heyerdahl para fazer a travessia da África até o Caribe, na América. A expedição do oceano Atlântico provou que era possível a viagem na Pré-História, utilizando apenas as correntes oceânicas. O vídeo mostra ainda diversos objetos utilizados na expedição além de fotografias. Ainda é possível saber mais sobre as expedições de Heyerdahl no site do Museu de Kon-Tiki, disponível em https://www.kon-tiki.no/expeditions/ Acesso em: 18 de novembro de 2018, o site possui versão em língua portuguesa.

Matéria, “Cães acompanharam humanos em travessia do estreito de Bering, segundo estudo”, fonte: G1, disponível em https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/caes-acompanharam-humanos-em-travessia-do-estreito-de-bering-segundo-estudo.ghtml Acesso em: 18 de novembro de 2018. A matéria divulga a pesquisa que cruzou dados genéticos de diversas espécies de cães da América com cães da Eurásia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que cães atravessaram o Estreito de Bering com os seres humanos.

Vídeo: A jornada da vida – O Brasil antes do descobrimento. Fonte: Rede Globo de Televisão, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AOFWs7iEJiI Acesso em: 18 de novembro de 2018. Matéria do Fantástico que mostra a reconstituição facial de Luzia, uma entrevista com Walter Neves e debates sobre as teorias para o povoamento da América.

Reconstituição do rosto de Luzia, Museu Nacional, disponível em: http://www.museunacional.ufrj.br/guiaMN/Guia/paginas/7/resconstluzia.htm Acesso em: 17 de novembro de 2018. O texto aponta alguns dados sobre a reconstituição facial de Luzia, feita no ano de 2000.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Entregue uma tira de papel para cada trio e solicite que o trio escreva, nesta tira, suas conclusões sobre o povoamento da América e que, após escreverem suas conclusões, colem sua tira no painel de conclusões. Monte o painel com papel pardo, 40 kg, cartolina ou mesmo no painel da sala. No final da aula, solicite que todos os estudantes leiam as tiras no painel de conclusões, esta é uma boa maneira dos estudantes compartilharem seus conhecimentos e produções.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América por populações negróides não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América, o caminho pelo estreito de Bering, via ilhas do Pacífico e pelo Oceano Atlântico.

Para terminar a aula, lance algumas perguntas aos estudantes para que fiquem instigados a continuar as pesquisas sobre o povoamento da América. Pergunte aos estudantes se eles acreditam mesmo que houve uma ocupação de populações negróides na América e o que poderia ter acontecido com estas populações. Deixe estas questões em aberto para os estudantes.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar este slide, você pode escrevê-lo no quadro, entregá-lo impresso ou ainda realizar a leitura dele.

Para você saber mais: A origem de Luzia é uma questão que tem gerado muitas discussões entre os cientistas que estudaram seu esqueleto e de outros membros do grupo de Lagoa Santa. De um lado, liderados por Walter Neves, temos cientistas que defendem a ancestralidade e os traços negróides deLuzia. Neves baseia sua teoria em dados biométricos, por meio da análise do esqueleto de Luzia. De outro lado, temos um grupo que defende a ideia que Luzia é descendente de populações da América do Norte, e não da África, Polinésia ou Austrália. André Strauss é um dos que defendem esta teoria, ele a fundamenta por meio de análise genética de esqueletos.

Matéria, “Luzia, o mais antigo fóssil humano brasileiro, teria um rosto diferente do que se pensava”, fonte: O Globo, disponível em https://oglobo.globo.com/sociedade/luzia-mais-antigo-fossil-humano-brasileiro-teria-um-rosto-diferente-do-que-se-pensava-23221026 Acesso em: 27 de novembro de 2018. Nesta matéria, é divulgado o novo estudo do crânio de Luzia, publicado em 2018, que propõe traços diferentes do rosto de Luzia, em comparação com a reconstituição facial feita em 2000. Segundo análises genéticas, Luzia não teria ancestrais diretos africanos e sim traços mongóis.

Matéria, “A nova face de Luzia”, fonte: revista Exame, disponível em https://exame.abril.com.br/ciencia/a-nova-face-de-luzia-e-do-povo-de-lagoa-santa/ Acesso em: 27 de novembro de 2018. A matéria apresenta a nova reconstrução facial feita de Luzi, em 2018. A nova reconstrução facial é fruto do estudo realizado em conjunto pelas universidade de Harvard, USP e pelo Instituto Max Plank.

Entrevista com Niède Guidon no programa Roda Vida, fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AXa2e5AcU0E Acesso em: 27 de novembro de 2018.

Nesta entrevista, a arqueóloga Niède Guidon expõe parte da sua teoria e os principais vestígios arqueológicos encontrados por ela e sua equipe na Serra da Capivara, no Piauí. Guidon defende que seres humanos, provenientes da África, atravessaram o oceano Atlântico para o Brasil há cerca de 50 mil anos.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI06 “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Caderno, lápis, caneta, borracha, papel pardo (cerca de 2 metros), folha sulfite e dicionário. Projetor multimídia, caso não tenha um disponível, imprima as imagens para o estudantes.

Material complementar:

Fotografia de um aborígene

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/RadQmTZ9aN6aKJvZjjz8XX85ceUn7zx4YCppZTbAQMNneHtB2u3qaJ9fasSD/his6-06und02-aborigene-australiano.pdf

Fotografia da face de um aborígene australiano contemporâneo.

Fotografia de mulher e filho asiáticos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jd4VruBP52fGax9bvn5Fu4cAYn8Ap4zeYSnnKVdWFzjqP4jQ59SAvez88GEa/his6-06und02-mulher-e-filho-asiaticos.pdf

Fotografia de uma mãe asiática e de seu filho

Fotografia de criança yanomami

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/TE62aG93Pq9eXS8kRYQSGXRmNYTQUF9h7CUDVxKRFBnBPfszrRAAktP6Nr86/his6-06und02-menina-indigena-do-brasil.pdf

Fotografia de um menino yanomami com adornos no rosto.

Fotografia de homem do povo san

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ey7EXuxaJY6gRDPc7kVtNcmZkBABQrbnVY4HCXVk2bXkcWVw5ftvmwMnHbfY/his6-06und02-menino-africano.pdf

Fotografia de homem de 33 anos de idade, do povo san, da Namíbia.

Reconstrução facial de Luzia

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GHWATs9ngM2UhjP8dPmEwtSZMJjb4mwbvEmdXVfrMF3HBGVu9vS2x6dukXr6/his6-06und02-reconstituicao-facial-de-luzia.pdf

Reconstituição facial do rosto de Luzia. Fotografia feita no Museu Nacional.

Mapa - Populações nativas e Luzia

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ht2c5sCrz8F5uqfnRe5hMymrj2pH7fg3cvFXAct47GdgFYgYBVkUrcCCEvD4/his6-06und02-mapa-populacoes-nativas-e-luzia.pdf

Mapa que mostra a localização geográfica de algumas populações e de Luzia.

Professor, para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

PIVETTA, Marcos. O pai de Luzia, Revista Pesquisa, Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

NEVES, Walter. E no princípio ... era o macaco!. Estudos Avançados, disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ea/v20n58/21.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

FERRO, Carolina. Luzia é apenas a ponta do iceberg, Museu Nacional, disponível em: https://saemuseunacional.files.wordpress.com/2013/03/walter-neves_-e2809cluzia-c3a9-apenas-a-ponta-do-iceberge2809d-revista-de-histc3b3ria.pdf Acesso em: 16 de novembro de 2018.

Filme: Pedro Leopoldo, o berço de Luzia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=E62js1eT2t8 Acesso em: 16 de novembro de 2018. Vídeo produzido pela Fapesp que mostra os vestígios arqueológicos da região de Pedro Leopoldo.

Filme, Os povos de Lagoa Santa, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ryIOG-0ygXw Acesso em: 16 de novembro de 2018. Vídeo produzido pela Fapesp que mostra os diversas populações que viveram em Lagoa Santa. O filme divulga um estudo realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de São Paulo, Harvard e o Instituto Max Plank.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Informe aos estudantes que, assim como em toda a História, não existe consenso entre os historiadores sobre o povoamento da América e que novas descobertas arqueológicas alteram as teorias até então existentes.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a turma em trios, é assim que os estudantes trabalharão durante toda a aula. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Projete para os estudantes, ou entregue impresso para cada grupo, a imagem de um aborígene australiano, da mulher asiática com seu filho, da menina indígena do Brasil e do menino africano.

Em seguida, projete, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, então, solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que o aborígene australiano é negro, assim como o homem do povo san, da Namíbia. Já os asiáticos e a indígena da América são mais parecidos, possuem a pele mais clara. Solicite que os estudantes comparem os olhos, os cabelos, a cor da pele, entre outras características apresentadas nas imagens. Durante a execução da atividade, tome cuidado para que os estudantes não reproduzam preconceitos ou estereótipos, como “este cabelo é ruim”, ou “este cabelo é bom”, por exemplo. É possível que os estudantes cheguem à conclusão de que a indígena americana é mais parecido com a mãe asiática e seu filho, mas outras interpretações surgirão, não existe uma resposta correta. Neste plano de aula é esperado que os estudantes conheçam a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, proposta inicialmente por Paul Rivet, e a teoria de Walter Neves. A teoria criada por Paul Rivet na década de 1940 defende que houve uma ou mais ondas migratórias de populações australianas para a América do Sul, via ilhas do Oceano Pacífico. Para Walter Neves, houve, via Estreito de Bering, duas migrações da Ásia para a América. Uma migração de população negróide para a América, proveniente da África, seguida por populações mongolóides vindas da Ásia. A migração oriunda da África, segundo Neves, teria originado o Povo de Lagoa Santa, povo do qual Luzia fazia parte.

Durante as discussões nos trios, passe pelos grupos, auxiliando-os. Não dê uma resposta fechada aos estudantes, deixe as diversas soluções propostas por eles em aberto.

A aula é baseada na identificação fenotípica dos diferentes grupos étnicos humanos. Walter Neves, por exemplo, baseia sua teoria na identificação fenotípica. Fenótipo são as diferentes características de um organismo ou população que podem ser identificáveis na espécie humana, podemos comparar as características do cabelo, dos olhos, da cor da pele etc.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O termo aborígene australiano se refere às populações originárias da Austrália e de algumas ilhas vizinhas, como a Tasmânia. Acredita-se que os povos que deram origem aos aborígenes chegaram à Austrália há mais de 65 mil anos. Ainda hoje os aborígenes produzem arte rupestre, servindo de fonte de estudo para muitos pesquisadores da Pré-História. Atualmente existem cerca de 750 mil aborígenes na Austrália, divididos em mais de 400 povos. O povo san, também conhecido como bosquímano, vive na região do deserto da Namíbia e do Kalahari há milhares de anos. Acredita-se que os san são um dos povos mais antigos do planeta. A maior parte da população San é formada por caçadores e coletores. Os san possuem uma língua baseada em “cliques” e “estalos”, muitos linguistas acreditam que é uma das línguas mais próximas das primeiras faladas pelo ser humano.

Os yanomami habitam a região da floresta Amazônica brasileira e venezuelana e foram contatados na década de 1970. Muitos geneticistas e linguistas afirmam que os yanomami estão isolados dos demais indígenas da América do Sul há pelo menos 700 anos. Atualmente existem cerca de 20 mil yanomami no Brasil e na Venezuela.

Os yanomami - 1984. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=nITmDt7annA Acesso em: 21 de novembro de 2018. Vídeo do Globo Repórter, de 1984, onde são mostrados alguns grupos yanomami relativamente isolados. No vídeo, são mostrados a tecnologia de tecelagem, de pesca, de caça, além de crenças religiosas e rituais de cura dos yanomami.

Vídeo: El crepúsculo de los aborígenes de Australia - National Geographic, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=UOftJeVKIXk Acesso em: 17 de novembro de 2018. No vídeo, são mostrados o cotidiano e algumas tradições de diversos povos aborígenes australianos, além da relação destes com a fauna e a flora locais. No vídeo são mostrados ainda a música aborígene, aspectos da sua religião, tipos de pintura corporal e a produção de pinturas em paredes, muito parecidas com pinturas rupestres pré-históricas.

Página síntese do módulo Physical Characteristics of Humans do curso World Civilizations I, da Washington State University. Fonte: Unesp, disponível em http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev3.htm Acesso em: 18 de novembro de 2018. O texto mostra aspectos culturais, que diferencia os seres humanos dos demais animais, também discorre sobre o que caracteriza a espécie humana.

Matéria, “DNA revela que bosquímanos são descendentes dos primeiros humanos”. Jornal O Globo, disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271 Acesso em: 20 de novembro de 2018.

Vídeo: Koisan click language, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=W6WO5XabD-s Acesso em: 20 de novembro de 2018. No vídeo, um caçador fala na língua san. No vídeo é possível ouvir o estalados típicos da língua san.

Slide Plano Aula

Orientações: Organize a turma em trios, é assim que os estudantes trabalharão durante toda a aula. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Projete para os estudantes, ou entregue impresso para cada grupo, a imagem de um aborígene australiano, da mulher asiática com seu filho, da menina indígena do Brasil e do menino africano.

Em seguida, projete, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, então, solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam que o aborígene australiano é negro, assim como o homem do povo san, da Namíbia. Já os asiáticos e a indígena da América são mais parecidos, possuem a pele mais clara. Solicite que os estudantes comparem os olhos, os cabelos, a cor da pele, entre outras características apresentadas nas imagens. Durante a execução da atividade, tome cuidado para que os estudantes não reproduzam preconceitos ou estereótipos, como “este cabelo é ruim”, ou “este cabelo é bom”, por exemplo. É possível que os estudantes cheguem à conclusão de que a indígena americana é mais parecido com a mãe asiática e seu filho, mas outras interpretações surgirão, não existe uma resposta correta. Neste plano de aula é esperado que os estudantes conheçam a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, proposta inicialmente por Paul Rivet, e a teoria de Walter Neves. A teoria criada por Paul Rivet na década de 1940 defende que houve uma ou mais ondas migratórias de populações australianas para a América do Sul, via ilhas do Oceano Pacífico. Para Walter Neves, houve, via Estreito de Bering, duas migrações da Ásia para a América. Uma migração de população negróide para a América, proveniente da África, seguida por populações mongolóides vindas da Ásia. A migração oriunda da África, segundo Neves, teria originado o Povo de Lagoa Santa, povo do qual Luzia fazia parte.

Durante as discussões nos trios, passe pelos grupos, auxiliando-os. Não dê uma resposta fechada aos estudantes, deixe as diversas soluções propostas por eles em aberto.

A aula é baseada na identificação fenotípica dos diferentes grupos étnicos humanos. Walter Neves, por exemplo, baseia sua teoria na identificação fenotípica. Fenótipo são as diferentes características de um organismo ou população que podem ser identificáveis na espécie humana, podemos comparar as características do cabelo, dos olhos, da cor da pele etc.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O termo aborígene australiano se refere às populações originárias da Austrália e de algumas ilhas vizinhas, como a Tasmânia. Acredita-se que os povos que deram origem aos aborígenes chegaram à Austrália há mais de 65 mil anos. Ainda hoje os aborígenes produzem arte rupestre, servindo de fonte de estudo para muitos pesquisadores da Pré-História. Atualmente existem cerca de 750 mil aborígenes na Austrália, divididos em mais de 400 povos. O povo san, também conhecido como bosquímano, vive na região do deserto da Namíbia e do Kalahari há milhares de anos. Acredita-se que os san são um dos povos mais antigos do planeta. A maior parte da população San é formada por caçadores e coletores. Os san possuem uma língua baseada em “cliques” e “estalos”, muitos linguistas acreditam que é uma das línguas mais próximas das primeiras faladas pelo ser humano.

Os yanomami habitam a região da floresta Amazônica brasileira e venezuelana e foram contatados na década de 1970. Muitos geneticistas e linguistas afirmam que os yanomami estão isolados dos demais indígenas da América do Sul há pelo menos 700 anos. Atualmente existem cerca de 20 mil yanomami no Brasil e na Venezuela.

Os yanomami - 1984. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=nITmDt7annA Acesso em: 21 de novembro de 2018. Vídeo do Globo Repórter, de 1984, onde são mostrados alguns grupos yanomami relativamente isolados. No vídeo, são mostrados a tecnologia de tecelagem, de pesca, de caça, além de crenças religiosas e rituais de cura dos yanomami.

Vídeo: El crepúsculo de los aborígenes de Australia - National Geographic, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=UOftJeVKIXk Acesso em: 17 de novembro de 2018. No vídeo, são mostrados o cotidiano e algumas tradições de diversos povos aborígenes australianos, além da relação destes com a fauna e a flora locais. No vídeo são mostrados ainda a música aborígene, aspectos da sua religião, tipos de pintura corporal e a produção de pinturas em paredes, muito parecidas com pinturas rupestres pré-históricas.

Página síntese do módulo Physical Characteristics of Humans do curso World Civilizations I, da Washington State University. Fonte: Unesp, disponível em http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev3.htm Acesso em: 18 de novembro de 2018. O texto mostra aspectos culturais, que diferencia os seres humanos dos demais animais, também discorre sobre o que caracteriza a espécie humana.

Matéria, “DNA revela que bosquímanos são descendentes dos primeiros humanos”. Jornal O Globo, disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/dna-revela-que-bosquimanos-sao-descendentes-de-primeiros-humanos-6157271 Acesso em: 20 de novembro de 2018.

Vídeo: Koisan click language, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=W6WO5XabD-s Acesso em: 20 de novembro de 2018. No vídeo, um caçador fala na língua san. No vídeo é possível ouvir o estalados típicos da língua san.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Projete a imagem da reconstituição facial de Luzia, produzida em 2000, fonte: Wikipedia, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg#/media/File:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg Acesso em: 18 de novembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre a aparência dela e que estabeleçam relações entre o aborígene australiano, o homem do povo san e os asiáticos mostrados no início desta aula. Solicite que debatam se Luzia se assemelha mais aos aborígenes, com o povo san ou com os asiáticos e os motivos que os levaram a tais conclusões. É esperado que os alunos associem a reconstrução facial de Luzia ao aborígene ou ao africano. Questione os estudantes sobre como o rosto de Luzia foi reconstruído e o motivo de ela estar sem cabelo. É esperado que os estudantes respondam que o rosto de Luzia foi reconstruído utilizando por base seu crânio, não existe cabelo na reconstrução facial porque não foi encontrado nenhum fio de cabelo dela preservado, o que impossibilita a reconstituição. Após a discussão feita em cada trio, solicite que os estudantes façam o registro das conclusões no caderno.

Em seguida, entregue um mapa “Populações nativas e Luzia” (imagem do próximo slide) para cada trio, fonte: Wikimedia Commons, disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:White_World_Map(Pacfic-centered)_Blank.png (SOLICITEI A PRODUÇÃO DO MAPA) Acesso em: 17 de novembro de 2018. Peça para que os estudantes discutam em seus grupos teorias para pessoas negróides terem chegado à América por meio dos dados apresentados no mapa. Cada trio pode criar mais de uma teoria. Solicite que cada grupo trace no mapa os possíveis caminhos utilizados para as populações negróides chegarem à América. Quando todos os trios terminarem, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem para os demais estudantes suas teorias. É esperado que os alunos tracem nos mapas possíveis rotas para a chegada do ser humano à América, contemplando a habilidade relacionada a esta aula, “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América, por populações negróides, não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América. A teoria de Walter Neves, professor da USP, em São Paulo, defende que o povo de Lagoa Santa é fruto de uma ocupação negroide anterior à ocupação asiática, ele cita o Estreito de Bering como rota utilizada pelo ser humano para o povoamento da América (Fonte: Revista da Fapesp “O pai de Luzia”, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdf Acesso em:
5 de dezembro de 2018). Para Walter Neves, portanto, existiram duas migrações para a América. Paul Rivet, etnólogo francês, defendeu a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, utilizando suas ilhas como bases para esta migração. Paul Rivet, para corroborar sua teoria, utilizou a linguística, analisando palavras semelhantes entre as populações da América do Sul e da Polinésia (Fonte: Enciclopedia do Mundo, disponível em: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Paul_Rivet Acesso em: 5 de dezembro de 2018.) Além disso, Rivet utilizou escavações arqueológicas e semelhanças entre rituais realizados por povos da América e da Polinésia. Segundo Rivet, vestígios das mesmas plantas e animais foram encontrados na América do Sul e na Polinésia. A última teoria de povoamento da América por populações negróides defende a travessia direta da África para a América.
Esta teoria é defendida pela arqueóloga, também francesa, Niède Guidon. Ela defende que esta travessia teria ocorrido há mais de 50 mil anos
(Fonte: Revista Fapesp Niède Guidon, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2008/12/01/niede-guidon/ Acesso em: 5 de dezembro de 2018.)

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O crânio de Luzia e partes de seu esqueleto foram escavados no sítio arqueológico chamado de Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, por volta do ano de 1970. O sítio da Lapa Vermelha foi escavado por Peter Lund no século XIX. Acredita-se que Luzia, como o arqueólogo Walter Neves nomeou o esqueleto, tenha morrido há 11.500 anos, sendo o esqueleto mais antigo encontrado na América do Sul. Luzia tinha aproximadamente 20 anos quando morreu. A primeira reconstrução facial de Luzia foi feita em 2000, em Manchester, na Inglaterra. A reconstrução facial feita na Inglaterra, pela equipe do Dr. Richard Neave, é atualmente alvo de muitas críticas, muitos especialistas em crânios humanos afirmam que o crânio de Luzia possui traços mistos negróides e asiáticos, e não só negróides, como nesta reconstituição facial. Em 2018, um estudo genético realizado em conjunto com a USP, Harvard e o Instituto Max Planck, analisou os restos de Luzia e chegou à conclusão que seu código genético é semelhante ao de povos da América do Norte e não da Austrália ou África.

Luzia se tornou famosa em 2018, quando o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi destruído por um incêndio. Houve a preocupação de os restos mortais de Luzia ter se perdidos neste incêndio. Cerca de 15 dias após o fim das chamas, seus restos foram encontrados no meio dos escombros, relativamente preservados.

Página sobre a “Expedição Kon-Tiki”, fonte: Museu Marítimo, disponível em https://www.museumaritimo.com.br/single-post/2017/08/29/A-Expedi%C3%A7%C3%A3o-Kon-Tiki Acesso em: 17 de novembro de 2018. A página conta a história da Expedição Kon-Tiki, liderada por Thor Heyerdahl. A expedição partiu do Peru e navegou até a Polinésia. O barco, chamado de Kon-Tiki, foi feito com técnicas e materiais que o homem pré-histórico encontraria na América e em parte das ilhas da Polinésia. A expedição provou que a viagem pelo Pacífico era possível, a missão foi completada em cerca de 100 dias. A expedição comandada por Thor utilizou a corrente marítima do Pacífico na região da linha do Equador, que corre de leste para oeste. Ao sul corre uma corrente na direção contrária. Por meio desta corrente seria possível ao ser humano navegar da Polinésia até a América do Sul.

Vídeo: Kon-Tiki Museum – Oslo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=aaQTaJy0KFc&t=721s Acesso em: 18 de novembro de 2018. Vídeo que mostra o interior do Museu Kon-Tiki, na cidade de Oslo, na Noruega. No vídeo é possível ver uma réplica da embarcação utilizada na travessia da América do Sul até a Polinésia. Também é possível observar no início do vídeo o barco Ra II. Esta embarcação foi utilizada por Thor Heyerdahl para fazer a travessia da África até o Caribe, na América. A expedição do oceano Atlântico provou que era possível a viagem na Pré-História, utilizando apenas as correntes oceânicas. O vídeo mostra ainda diversos objetos utilizados na expedição além de fotografias. Ainda é possível saber mais sobre as expedições de Heyerdahl no site do Museu de Kon-Tiki, disponível em https://www.kon-tiki.no/expeditions/ Acesso em: 18 de novembro de 2018, o site possui versão em língua portuguesa.

Matéria, “Cães acompanharam humanos em travessia do estreito de Bering, segundo estudo”, fonte: G1, disponível em https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/caes-acompanharam-humanos-em-travessia-do-estreito-de-bering-segundo-estudo.ghtml Acesso em: 18 de novembro de 2018. A matéria divulga a pesquisa que cruzou dados genéticos de diversas espécies de cães da América com cães da Eurásia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que cães atravessaram o Estreito de Bering com os seres humanos.

Vídeo: A jornada da vida – O Brasil antes do descobrimento. Fonte: Rede Globo de Televisão, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AOFWs7iEJiI Acesso em 18 de novembro de 2018. Matéria do Fantástico que mostra a reconstituição facial de Luzia, uma entrevista com Walter Neves e debates sobre as teorias para o povoamento da América.

Reconstituição do rosto de Luzia, Museu Nacional, disponível em: http://www.museunacional.ufrj.br/guiaMN/Guia/paginas/7/resconstluzia.htm Acesso em: 17 de novembro de 2018. O texto aponta alguns dados sobre a reconstituição facial de Luzia, feita no ano de 2000.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido:

Orientações: Projete a imagem da reconstituição facial de Luzia, produzida em 2000, fonte: Wikipedia, disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg#/media/File:Reconstitui%C3%A7%C3%A3o_de_Luzia_MN_01.jpg Acesso em: 18 de novembro de 2018, e solicite que os trios discutam sobre a aparência dela e que estabeleçam relações entre o aborígene australiano, o homem do povo san e os asiáticos mostrados no início desta aula. Solicite que debatam se Luzia se assemelha mais aos aborígenes, com o povo san ou com os asiáticos e os motivos que os levaram a tais conclusões. É esperado que os alunos associem a reconstrução facial de Luzia ao aborígene ou africano. Questione os estudantes sobre como o rosto de Luzia foi reconstruído e o motivo de ela estar sem cabelo. É esperado que os estudantes respondam que o rosto de Luzia foi reconstruído utilizando por base seu crânio, não existe cabelo na reconstrução facial porque não foi encontrado nenhum fio de cabelo dela preservado, o que impossibilita a reconstituição. Após a discussão feita em cada trio, solicite que os estudantes façam o registro das conclusões no caderno.

Em seguida, entregue um mapa “populações nativas e Luzia” (imagem do próximo slide) para cada trio, fonte: Wikimedia Commons, disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:White_World_Map(Pacfic-centered)_Blank.png (SOLICITEI A PRODUÇÃO DO MAPA) Acesso em: 17 de novembro de 2018. Peça para que os estudantes discutam em seus grupos teorias para pessoas negróides terem chegado à América por meio dos dados apresentados no mapa. Cada trio pode criar mais de uma teoria. Solicite que cada grupo trace no mapa os possíveis caminhos utilizados para as populações negróides chegarem à América. Quando todos os trios terminarem, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem para os demais estudantes suas teorias. É esperado que os alunos tracem nos mapas possíveis rotas para a chegada do ser humano à América, contemplando a habilidade relacionada a esta aula, “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América, por populações negróides, não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América. A teoria de Walter Neves, professor da USP, em São Paulo, defende que o povo de Lagoa Santa é fruto de uma ocupação negroide anterior à ocupação asiática, ele cita o Estreito de Bering como rota utilizada pelo ser humano para o povoamento da América (Fonte: Revista da Fapesp, “O pai de Luzia”, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/05/Pesquisa_195-14.pdfAcesso em: 5 de dezembro de 2018). Para Walter Neves, portanto, existiram duas migrações para a América. Paul Rivet, um etnólogo francês, defendeu a teoria de povoamento da América pelo oceano Pacífico, utilizando suas ilhas como bases para esta migração. Paul Rivet, para corroborar sua teoria, utilizou a linguística, analisando palavras semelhantes entre as populações da América do Sul e da Polinésia (Fonte: Enciclopedia do Mundo, disponível em: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Paul_Rivet Aesso em: 5 de dezembro de 2018). Além disso, Rivet utilizou escavações arqueológicas e semelhanças entre rituais realizados por povos da América e da Polinésia. Segundo Rivet, vestígios das mesmas plantas e animais foram encontradas na América do Sul e na Polinésia. A última teoria de povoamento da América por populações negróides defende a travessia direta da África para a América.
Esta teoria é defendida pela arqueóloga, também francesa, Niède Guidon. Ela defende que esta travessia teria ocorrido há mais de 50 mil anos
(Fonte: Revista Fapesp, Niède Guidon, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2008/12/01/niede-guidon/ Acesso em: 5 de dezembro de 2018.)

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar as imagens, o que é mais sustentável, você pode imprimi-las e entregá-las aos grupos ou, ainda, imprimi-las em formato A4 ou A3 e deixá-las em um local visível para os estudantes. Você pode também solicitar que os estudantes utilizem seus celulares para acessar as imagens.

Para você saber mais: O crânio de Luzia e partes de seu esqueleto foram escavados no sítio arqueológico chamado de Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, por volta do ano de 1970. O sítio da Lapa Vermelha foi escavado por Peter Lund no século XIX. Acredita-se que Luzia, como o arqueólogo Walter Neves nomeou o esqueleto, tenha morrido há 11.500 anos, sendo o esqueleto mais antigo encontrado na América do Sul. Luzia tinha aproximadamente 20 anos quando morreu. A primeira reconstrução facial de Luzia foi feita em 2000, em Manchester, na Inglaterra. A reconstrução facial feita na Inglaterra, pela equipe do Dr. Richard Neave, é atualmente alvo de muitas críticas, muitos especialistas em crânios humanos afirmam que o crânio de Luzia possui traços mistos negróides e asiáticos, e não só negróides, como nesta reconstituição facial. Em 2018, um estudo genético realizado em conjunto com a USP, Harvard e o Instituto Max Planck, analisou os restos de Luzia e chegou à conclusão que seu código genético é semelhante ao de povos da América do Norte e não da Austrália ou África.

Luzia se tornou famosa em 2018, quando o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi destruído por um incêndio. Houve a preocupação deos restos mortais de Luzia terem se perdido neste incêndio. Cerca de 15 dias após o fim das chamas, seus restos foram encontrados no meio dos escombros, relativamente preservados.

Página sobre a “Expedição Kon-Tiki”, fonte: Museu Marítimo, disponível em https://www.museumaritimo.com.br/single-post/2017/08/29/A-Expedi%C3%A7%C3%A3o-Kon-Tiki Acesso em: 17 de novembro de 2018. A página conta a história da Expedição Kon-Tiki, liderada por Thor Heyerdahl. A expedição partiu do Peru e navegou até a Polinésia. O barco, chamado de Kon-Tiki, foi feito com técnicas e materiais que o homem pré-histórico encontraria na América e em parte das ilhas da Polinésia. A expedição provou que a viagem pelo Pacífico era possível, a missão foi completada em cerca de 100 dias. A expedição comandada por Thor utilizou a corrente marítima do Pacífico na região da linha do Equador, que corre de leste para oeste. Ao sul corre uma corrente na direção contrária. Por meio desta corrente seria possível ao ser humano navegar da Polinésia até a América do Sul.

Vídeo: Kon-Tiki Museum – Oslo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=aaQTaJy0KFc&t=721s Acesso em: 18 de novembro de 2018. Vídeo que mostra o interior do Museu Kon-Tiki, na cidade de Oslo, na Noruega. No vídeo é possível ver uma réplica da embarcação utilizada na travessia da América do Sul até a Polinésia. Também é possível observar no início do vídeo o barco Ra II. Esta embarcação foi utilizada por Thor Heyerdahl para fazer a travessia da África até o Caribe, na América. A expedição do oceano Atlântico provou que era possível a viagem na Pré-História, utilizando apenas as correntes oceânicas. O vídeo mostra ainda diversos objetos utilizados na expedição além de fotografias. Ainda é possível saber mais sobre as expedições de Heyerdahl no site do Museu de Kon-Tiki, disponível em https://www.kon-tiki.no/expeditions/ Acesso em: 18 de novembro de 2018, o site possui versão em língua portuguesa.

Matéria, “Cães acompanharam humanos em travessia do estreito de Bering, segundo estudo”, fonte: G1, disponível em https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/caes-acompanharam-humanos-em-travessia-do-estreito-de-bering-segundo-estudo.ghtml Acesso em: 18 de novembro de 2018. A matéria divulga a pesquisa que cruzou dados genéticos de diversas espécies de cães da América com cães da Eurásia. Os pesquisadores chegaram à conclusão que cães atravessaram o Estreito de Bering com os seres humanos.

Vídeo: A jornada da vida – O Brasil antes do descobrimento. Fonte: Rede Globo de Televisão, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AOFWs7iEJiI Acesso em: 18 de novembro de 2018. Matéria do Fantástico que mostra a reconstituição facial de Luzia, uma entrevista com Walter Neves e debates sobre as teorias para o povoamento da América.

Reconstituição do rosto de Luzia, Museu Nacional, disponível em: http://www.museunacional.ufrj.br/guiaMN/Guia/paginas/7/resconstluzia.htm Acesso em: 17 de novembro de 2018. O texto aponta alguns dados sobre a reconstituição facial de Luzia, feita no ano de 2000.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Entregue uma tira de papel para cada trio e solicite que o trio escreva, nesta tira, suas conclusões sobre o povoamento da América e que, após escreverem suas conclusões, colem sua tira no painel de conclusões. Monte o painel com papel pardo, 40 kg, cartolina ou mesmo no painel da sala. No final da aula, solicite que todos os estudantes leiam as tiras no painel de conclusões, esta é uma boa maneira dos estudantes compartilharem seus conhecimentos e produções.

Os possíveis “caminhos” criados pelos estudantes para o povoamento da América por populações negróides não serão diferentes dos caminhos citados nas principais teorias de povoamento da América, o caminho pelo estreito de Bering, via ilhas do Pacífico e pelo Oceano Atlântico.

Para terminar a aula, lance algumas perguntas aos estudantes para que fiquem instigados a continuar as pesquisas sobre o povoamento da América. Pergunte aos estudantes se eles acreditam mesmo que houve uma ocupação de populações negróides na América e o que poderia ter acontecido com estas populações. Deixe estas questões em aberto para os estudantes.

Como adequar à sua realidade: Em vez de projetar este slide, você pode escrevê-lo no quadro, entregá-lo impresso ou ainda realizar a leitura dele.

Para você saber mais: A origem de Luzia é uma questão que tem gerado muitas discussões entre os cientistas que estudaram seu esqueleto e de outros membros do grupo de Lagoa Santa. De um lado, liderados por Walter Neves, temos cientistas que defendem a ancestralidade e os traços negróides deLuzia. Neves baseia sua teoria em dados biométricos, por meio da análise do esqueleto de Luzia. De outro lado, temos um grupo que defende a ideia que Luzia é descendente de populações da América do Norte, e não da África, Polinésia ou Austrália. André Strauss é um dos que defendem esta teoria, ele a fundamenta por meio de análise genética de esqueletos.

Matéria, “Luzia, o mais antigo fóssil humano brasileiro, teria um rosto diferente do que se pensava”, fonte: O Globo, disponível em https://oglobo.globo.com/sociedade/luzia-mais-antigo-fossil-humano-brasileiro-teria-um-rosto-diferente-do-que-se-pensava-23221026 Acesso em: 27 de novembro de 2018. Nesta matéria, é divulgado o novo estudo do crânio de Luzia, publicado em 2018, que propõe traços diferentes do rosto de Luzia, em comparação com a reconstituição facial feita em 2000. Segundo análises genéticas, Luzia não teria ancestrais diretos africanos e sim traços mongóis.

Matéria, “A nova face de Luzia”, fonte: revista Exame, disponível em https://exame.abril.com.br/ciencia/a-nova-face-de-luzia-e-do-povo-de-lagoa-santa/ Acesso em: 27 de novembro de 2018. A matéria apresenta a nova reconstrução facial feita de Luzi, em 2018. A nova reconstrução facial é fruto do estudo realizado em conjunto pelas universidade de Harvard, USP e pelo Instituto Max Plank.

Entrevista com Niède Guidon no programa Roda Vida, fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=AXa2e5AcU0E Acesso em: 27 de novembro de 2018.

Nesta entrevista, a arqueóloga Niède Guidon expõe parte da sua teoria e os principais vestígios arqueológicos encontrados por ela e sua equipe na Serra da Capivara, no Piauí. Guidon defende que seres humanos, provenientes da África, atravessaram o oceano Atlântico para o Brasil há cerca de 50 mil anos.

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