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Plano de aula > Língua Portuguesa > 2º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Refletindo sobre a modalidade escrita da língua

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 2º ano do EF sobre Refletindo sobre a modalidade escrita da língua

Plano 01 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ingrid Da Silva Ramalho

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é trabalhar estruturas silábicas e convenções da Língua Portuguesa já conhecidas pelas crianças (usos de letras maiúsculas e minúsculas, segmentação entre palavras e pontuação) em textos de adivinhas e anedotas.

Materiais necessários: Quadro/projetor; giz/pincel de diferentes cores; adivinha e anedota previamente selecionadas.

Dificuldades antecipadas: Dificuldades na interpretação autônoma das adivinhas e anedotas, quando inseridas na modalidade escrita da Língua Portuguesa, decorrentes da incompreensão sobre as convenções ortográficas já conhecidas (segmentação convencional de palavras, pontuação, uso de letras maiúsculas e minúsculas) e das especificidades dos gêneros trabalhados.

Referências sobre o assunto:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018.

PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo - Recuperação Língua Portuguesa. Unidade III - Palavra Dialogada. São Paulo: 2011. Disponível em: <http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf>. Acesso em: 06 dez 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 03 minutos

Orientações:

  • Projete ou leia o tema da aula para a turma.
  • Inicie a aula introduzindo as crianças no gênero adivinha, questionando-as com algumas charadas.
  • Pergunte, por exemplo: “O que é o que é? Feito para andar, mas não anda?” e “O que é o que é? Dá muitas voltas e não sai do lugar?”. Após as perguntas, diga para as crianças: “Logo mais refletiremos sobre as respostas corretas dessas perguntas, mas antes, gostaria de saber… Vocês já viram algum outro texto assim?”; “O que esse tipo de texto propõe?”, espera-se que as crianças digam que os textos trazem uma pergunta desafio para que elas tentem encontrar sua resposta com base em seus conhecimentos e nas dicas dadas. Evidencie que vocês trabalharão textos com essa mesma proposta na aula e que damos a eles o nome de adivinhas. Diga que além desse gênero trabalharão anedotas, que é um texto humorístico como a adivinha, mas que traz algumas particularidades.

Materiais complementares:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 09 minutos

Orientações:

  • Tenha em mente que a habilidade da BNCC focada aqui, prevê o trabalho prévio com as crianças sobre estruturas silábicas e convenções da Língua Portuguesa, tais como, a segmentação convencional de palavras, usos de letras maiúsculas e minúsculas e pontuação. Portanto, a habilidade envolve diferentes conhecimentos gramaticais e foca no uso dessas estruturas nas produções textuais cotidianas dos/as estudantes. Para a sistematização dos conhecimentos sobre a ortografia deve haver uma progressão iniciada apenas após a compreensão da base alfabética, já a compreensão do sistema de pontuação deve acontecer pela análise da ocorrência em textos e pela reflexão sobre os sentidos provocados em textos de diferentes situações de escrita.
  • Note que para o uso de letras maiúsculas e minúsculas, as crianças já devem então ter tido contato com diferentes tipos de letras, pois enquanto utilizam apenas a caixa alta em seus textos, distinção como essa não faz sentido.
  • Organize a sala em formato de meia lua para facilitar a interação entre professor/a e estudantes e entre os/as próprios/as estudantes.
  • A proposta para a etapa de introdução é trabalhar brevemente os gêneros adivinha e anedota, apresentando as características gerais dos gêneros que servirão de suporte para as crianças descobrirem algumas inadequações relacionadas aos aspectos trabalhados nessa aula (segmentação convencional de palavras, alguns sinais de pontuação (ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação) e usos de letras maiúsculas e minúsculas em textos desses gêneros).
  • Projete/insira no quadro as duas adivinhas trabalhadas oralmente na apresentação do tema (que iniciam com a pergunta ‘O que é o que é?’) e uma outra adivinha que já parte da charada proposta (como sugestão, utilizaremos um texto trazido em um material produzido pela Secretaria de Educação do Governo do Estado do Paraná, a adivinha encontra-se na página 15); dessa forma, os/as estudantes conhecerão dois modelos diferentes de adivinhas. Inicialmente esses textos serão apresentados sem resposta, para que, no grande grupo, as crianças possam vivenciá-los, isto é, tentar encontrar sua solução por meio da ativação de seus conhecimentos sociais, culturais e linguísticos. Solicite três voluntários/as para lerem os textos no quadro/projetado, lembrando as crianças da importância de colocarem em suas leituras as intenções trazidas pelos sinais de pontuação.
  • Após as leituras, dê 1 minuto para que as crianças possam decifrar as adivinhas trazidas. A resposta da primeira adivinha deve ser ‘a rua’, a resposta da segunda adivinha deve ser ‘o relógio’ e a resposta da terceira, ‘para ver de perto’. Note que para a compreensão plena da resposta da terceira adivinha, é necessário que as crianças percebam a oralidade de ‘ver de’ perto, trazida na resposta e percebam que a oralização dessa estrutura é semelhante à da cor ‘verde', trazida na charada; para isso enfatize bem essa resposta. Corrija ou confirme as respostas dadas.
  • Logo após, pergunte: “O que vocês acharam das adivinhas?”, espera-se que as crianças tenham gostado dos textos. Logo após, pergunte: “Vocês conhecem outras adivinhas?’; “Alguém poderia dar um exemplo?”, espera-se que as crianças comecem a citar algumas adivinhas no grande grupo.
  • Evidencie: “Como vimos, a adivinha é um texto que propõe uma adivinhação, nela há uma pergunta e espera-se uma resposta. A adivinha traz também um certo tom de humor; algumas começam com ‘O que é o que é?’ e outras, não. Agora veremos outro texto que também tem como intenção divertir.”.

Materiais complementares:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 15. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018 (texto adaptado).

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Neste segundo slide da introdução, trabalharemos com uma anedota. Diferente da adivinha, a anedota conta uma pequena história, onde não há explicitamente uma pergunta ao/à interlocutor/a.
  • Insira/projete uma anedota no quadro. Dê um tempo para que, individualmente, cada criança leia em voz baixa a anedota apresentada, posteriormente, solicite o auxílio de uma criança para ler a anedota em voz alta para o grande grupo, para que assim, a turma possa perceber a sonoridade da palavra ‘atum’. Logo após, pergunte: “O que acharam desse texto?”, “O que vocês compreenderam?”; “Acharam engraçado?”, espera-se que as crianças, além de terem achado a anedota engraçada, compreendam que o texto narra uma situação vivenciada por duas pessoas; uma primeira que tenta fazer uma brincadeira com a atendente da peixaria e a atendente que já conhece aquele truque e frustra os planos do menino. Reforçando o que foi trabalhado em momento anterior, diga: “Esse texto é uma anedota. Como já disse anteriormente, adivinhas e anedotas são textos com a intenção de divertir, mas diferente das adivinhas, as anedotas contam uma pequena história.”.
  • Trabalharemos brevemente com essas questões para que as crianças possam perceber, ainda que de forma não aprofundada, ao menos uma diferença e uma semelhança entre os gêneros adivinhas e anedotas. Isso é interessante porque os/as alunos/as trabalharão com uma adivinha e uma anedota na etapa de desenvolvimento.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 22. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Para a etapa de desenvolvimento, a partir de uma narrativa contada pelo/a professor/a, os/as estudantes analisarão uma adivinha escrita de forma correta e de forma incorreta (com palavras aglutinadas, com sinais de pontuação inseridos de forma inadequada (ou não inseridos) e com erros nos usos de letras maiúsculas e minúsculas) e uma anedota com duas versões, assim como a adivinha.
  • Com essa análise as crianças descobrirão a importância de considerar os aspectos convencionais da Língua Portuguesa em textos, trabalhando a habilidade prevista para esta aula. O/a professor/a trabalhará como mediador/a ao longo de todo o desenvolvimento para ajudar as crianças nas análises e comparações a serem realizadas.
  • Apresente a história para as crianças: “Certa vez, em uma turma que dei aula, eu realizei um ditado de uma adivinha e de uma anedota. Nessa ocasião duas crianças escreveram de forma bem diferente os textos ditados. Primeiramente, mostrarei para vocês como essas crianças escreveram a adivinha que ditei.” (escreva ou projete as duas versões da adivinha).
  • Oriente: “Juntos/as, todos/as vocês deverão ler o texto escrito pela criança 1 e logo depois, o texto escrito pela criança 2.”. Após as leituras das crianças, questione: “Quais são as semelhanças e diferenças entre os dois textos?”, espera-se que as crianças consigam relembrar/identificar que os dois textos são da mesma adivinha e logo após digam que os textos estão dispostos de formas diferentes. Posteriormente, questione: “Qual versão do texto foi mais fácil de ler? Por que vocês acham isso?”, espera-se que as crianças digam que o texto da criança 2 foi mais fácil de ler e citem em suas respostas ao menos 1 dos aspectos que serão trabalhados aqui (segmentação convencional de palavras, pontuação e usos de letras maiúsculas e minúsculas).
  • Para focar nos aspectos relacionados à segmentação convencional de palavras, pergunte ao grande grupo: “Olhando para o texto da criança 2, por qual motivo há espaços em branco?” (aponte esses espaços para que as crianças compreendam melhor a pergunta), espera-se que retomando os conhecimentos prévios que já devem ter sido trabalhados em algum momento anteriormente, as crianças respondam que os espaços em branco servem para separar as palavras quando encontram-se na modalidade escrita. Após essa conclusão, questione: “Devemos colocar espaços em brancos separando as palavras em um texto escrito? O texto da criança 2 está correto?”, espera-se que as crianças digam ‘sim’ para as duas perguntas.
  • Depois disso, focando no texto disposto de maneira incorreta, pergunte: “Já que vocês falaram que devemos colocar os espaços em branco em um texto escrito para separar as palavras, respondam: “O texto 1 traz isso?’, espera-se que as crianças respondam negativamente. Evidencie: “Agora um/a estudante irá até o quadro fazer a separação, mas no lugar do espaço, colocará um traço (|).”. Dê para a criança utilizar um giz/pincel de uma cor diferente da que está o texto, para os traços ganharem mais destaque.
  • Continue orientando: “Esse/a estudante fará essa atividade com a ajuda de vocês, são vocês que dirão onde deverão ser inseridos os espaços!”, escolha um/a voluntário e dê início a atividade. Corrija ou confirme as hipóteses de segmentação sugeridas pelo grande grupo e inseridas no quadro pelo/a voluntário/a.
  • Depois, para trabalhar a pontuação, pergunte ao grande grupo: “Agora que o/a estudante já separou as palavras no texto da criança 1, vamos novamente comparar os dois textos. Há algum outro erro? Qual?”, espera-se que as crianças identifiquem que há ainda erros de pontuação e nos usos de letras maiúsculas e minúsculas (optamos por orientar primeiro o trabalho com a pontuação, mas não há problemas caso opte por mudar a ordem). Depois da identificação das demais inadequações, peça para que juntas, as crianças releiam a primeira frase do texto da criança 1, reforçando que elas devem colocar a intenção do ponto trazido no texto durante o momento da leitura; da mesma forma peça para realizarem a leitura da primeira frase escrita pela criança 2.
  • Após isso, pergunte: “O sentido da frase mudou quando no texto 1 foi usado o ponto de exclamação e no texto 2 foi utilizado o ponto de interrogação? Por qual motivo isso aconteceu?”, espera-se que retomando os conhecimentos prévios sobre os usos dos sinais de pontuação que já viram em aulas anteriores (ponto de interrogação, ponto de exclamação e ponto final) as crianças digam que os sentidos das frases são modificados dependendo do ponto utilizado.
  • Retomando os sentidos propiciados pelos usos dos sinais de pontuação, pergunte: “Qual é o sentido que colocamos em um texto escrito quando utilizamos o ponto de interrogação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de interrogação traz ao texto escrito a intencionalidade de fazer uma pergunta; de forma semelhante, questione: “Quais são os sentidos que podemos colocar em um texto escrito quando utilizamos o ponto de exclamação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de exclamação pode marcar as intencionalidades de ordem, surpresa, súplica, etc, em um texto escrito. Para relembrar o uso do ponto final, pergunte: “E o ponto final? Quando utilizamos?”, espera-se que as crianças digam que o ponto final marque o fim de uma frase declarativa ou afirmativa (ainda que não utilizem essa nomenclatura).
  • Posteriormente, amplie as reflexões das crianças: “Em alguns casos, dependendo do sentido que queremos colocar em um texto escrito, é possível modificarmos uma frase apenas trocando o ponto de interrogação, por exemplo, se eu quiser escrever a pergunta ‘Hoje é sexta-feira?’, no quadro, eu devo utilizar o…?”, espera-se que as crianças respondam que no contexto perguntado deve-se utilizar o ponto de interrogação, corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Continue: “Agora, se estou feliz porque a semana está acabando e quero expressar toda a minha alegria escrevendo no quadro ‘Hoje é sexta-feira!’, devo utilizar o…?”, espera-se que as crianças digam que nesse caso é necessário utilizar o ponto de exclamação; corrija ou confirme as respostas dadas. Prossiga: “Agora, se eu quero apenas responder a pergunta feita no início ‘Hoje é sexta-feira?’, declarando e escrevendo no quadro que ‘Hoje é sexta-feira.’ ou que ‘Hoje não é sexta-feira’, devo utilizar o…?”, espera-se que os/as estudantes digam que para essas respostas, devemos utilizar ponto final, corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Após essa retomada, pergunte: “Há algum outro local do texto da criança 1 com pontuação inadequada ou com falta de pontuação?”, espera-se que as crianças digam que falta um ponto final para fechar a segunda frase do texto, confirme ou corrija as hipóteses levantadas e solicite a ajuda de outro/a estudante para marcar com um ‘X’ o ponto de exclamação inserido incorretamente no final da primeira frase e inserir o ponto de interrogação (novamente, dê para a criança voluntária, um giz/pincel de cor diferente, para que assim as demais possam comparar melhor os textos; posteriormente, peça para que a criança voluntária insira o ponto final na segunda frase.
  • Ao final do trabalho com pontuação, evidencie: “Aqui, nós trabalhamos apenas o ponto de interrogação, o ponto de exclamação e o ponto final, mas há outros tipos de pontuação também, como, por exemplo, o dois-pontos que ocorre logo após a palavra ‘resposta’. Trabalharemos com esse e outros sinais de pontuação em outras aulas.”.
  • Por fim, para focar na análise dos usos de letras maiúsculas e minúsculas pergunte: “Agora que já separamos as palavras do texto da criança 1 e que também já corrigimos a pontuação, vamos olhar novamente para os dois textos e observar se ainda tem algo para ser corrigido… Comparando os textos 1 e 2, o que vocês acham? O texto 1 está totalmente corrigido? O que falta?”, espera-se que as crianças identifiquem que ainda é necessário corrigir os usos das letras maiúsculas e minúsculas. Antes de iniciar essa etapa, questione: “Quando utilizamos as letras maiúsculas?”, espera-se que as crianças retomem que isso ocorre no início da primeira palavra de uma frase ou em nomes próprios. Depois disso, pergunte: “Há algum nome próprio na adivinha que estamos trabalhamos?”, espera-se que as crianças digam que não. Logo após pergunte: “Alguém poderia dar exemplos de nomes próprios?”, corrija ou confirme as respostas das crianças (essa questão será trabalhada de forma mais detalhada durante a análise e correção de uma anedota que trará em seu texto um nome próprio, em etapa posterior). Logo após, oriente: “Já que vocês comentaram que só utilizamos letras maiúsculas em nomes próprios e início de frases e não há nenhum nome próprio na adivinha, onde devemos inserir as letras maiúsculas no texto da criança 1? espera-se que as crianças digam que isso deve ocorrer apenas nas palavras ‘Qual’ e ‘Resposta’, por estarem no início de frases da adivinha. Peça que um/a estudante vá até o quadro e com uma cor diferente de giz/pincel, realize as modificações propostas pelo grande grupo. Logo após, questione: “Há outras palavras no texto que estão escritas com letras maiúsculas? Quais são elas?”, espera-se que as crianças reconheçam as letras maiúsculas inseridas em outras palavras do texto (Remédio, O, Dor, De e Cabeça), após essas respostas, questione: “O que devemos fazer com essas letras?”, espera-se que as crianças analisem que devemos trocar as letras maiúsculas que estão inseridas de forma incorreta por letras minúsculas. Solicite um/a outro/a voluntário/a para realizar essas modificações (utilizando uma cor diferente de giz/pincel), seguindo as sugestões do grande grupo. Confirme ou corrija as hipóteses levantadas.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 21. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018.

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Slide Plano Aula

Orientações:

  • Após o término da análise da adivinha, siga os mesmos passos para a análise da anedota disponibilizada aqui.
  • Oriente: “Juntos/as, todos/as vocês deverão ler a anedota escrita pela criança 1 e logo depois, a anedota escrita pela criança 2.”. Após as leituras das crianças, questione: “Quais são as semelhanças e diferenças entre os dois textos?”, espera-se que as crianças consigam relembrar/identificar que os dois textos são da mesma anedota e logo após digam que eles estão dispostos de formas diferentes. Posteriormente, questione: “Qual versão do texto foi mais fácil de ler? Por que vocês acham isso?”, espera-se que as crianças digam que o texto da criança 2 foi mais fácil de ler e citem em suas respostas ao menos 1 dos aspectos que serão trabalhados aqui (segmentação convencional de palavras, pontuação e usos de letras maiúsculas e minúsculas), rememorando o trabalho realizado durante a correção da adivinha.
  • Para focar nos aspectos relacionados à segmentação convencional de palavras, pergunte ao grande grupo: “Olhando para o texto da criança 2, por qual motivo há espaços em branco?” (aponte esses espaços para que as crianças compreendam melhor a pergunta), espera-se que retomando o que realizaram na etapa anterior respondam que os espaços em branco servem para separar as palavras quando encontram-se na modalidade escrita. Após essa resposta, questione: “Devemos colocar espaços em brancos separando as palavras em um texto escrito? O texto da criança 2 está correto?”, espera-se que as crianças digam ‘sim’ para as duas perguntas. Depois disso, focando no texto da criança 2, pergunte: “Já que vocês falaram que devemos colocar os espaços em branco em um texto escrito para separar as palavras, respondam: “O texto 1 traz isso?’, espera-se que as crianças respondam negativamente. Evidencie: “Agora um/a estudante irá até o quadro fazer a correção, assim como fizemos com a adivinha, mas no lugar do espaço, colocará um traço (|) com uma cor de giz/pincel diferente. Esse/a estudante fará essa atividade com a ajuda de vocês, são vocês que dirão onde deverão ser inseridos os espaços!”, escolha um/a voluntário que ainda não tenha participado de forma tão ativa durante esta aula para ir até o quadro realizar as correções ditas pela turma. Corrija ou confirme as hipóteses de segmentação sugeridas pelo grande grupo e inseridas no quadro pelo/a voluntário/a.
  • Para trabalhar a pontuação, pergunte ao grande grupo: “Agora que o/a estudante já separou as palavras no texto da criança 1, vamos novamente comparar os dois textos. Há algum outro erro? Qual?”, espera-se que as crianças identifiquem que há ainda erros de pontuação e nos usos de letras maiúsculas e minúsculas. Depois disso, peça para que juntas, as crianças releiam o pedido que Rosa faz ao seu filho no texto 1 (“—Pedrinho, vá ver se o açougueiro tem pé de porco?”) reforçando que elas devem colocar as intenções dos pontos trazidos no texto durante o momento da leitura; da mesma forma peça para realizarem a leitura do mesmo trecho escrito pela criança 2 (“—Pedrinho, vá ver se o açougueiro tem pé de porco.”). Após isso, pergunte: “O sentido da frase mudou quando no texto 1 foi usado o ponto de interrogação e no texto 2 foi utilizado o ponto final? Por qual motivo isso aconteceu?”, espera-se que retomando os conhecimentos prévios sobre os usos dos sinais de pontuação as crianças digam que os sentidos das frases são modificados dependendo do ponto utilizado.
  • Retomando os sentidos propiciados pelos usos dos sinais de pontuação, pergunte novamente: “Qual é o sentido que colocamos em um texto escrito quando utilizamos o ponto de interrogação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de interrogação traz ao texto escrito a intencionalidade de fazer uma pergunta; de forma semelhante, pergunte: “Quais são os sentidos que podemos colocar em um texto escrito quando utilizamos o ponto de exclamação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de exclamação pode marcar as intencionalidades de ordem, surpresa, súplica, etc, em um texto escrito; pergunte também: “Quando utilizamos o ponto final?”, espera-se que as crianças digam que utilizamos esse ponto para fechar frases declarativas em um texto escrito. Para iniciar as correções dos sinais de pontuação, pergunte: “Comparando os textos escritos pela criança 1 e pela criança 2, há algum outro local do texto da criança 1 com pontuação inadequada ou com falta de pontuação?”, espera-se que as crianças digam que devem corrigir também um ponto de exclamação utilizado no lugar de um ponto final e um ponto de interrogação que está sendo utilizado no lugar de um ponto final. Confirme ou corrija as hipóteses levantadas e solicite a ajuda de outro/a estudante para marcar com um ‘X’ os sinais de pontuação que aparecem inseridos de forma incorreta e colocar ao lado, as respostas adequadas com o auxílio da turma. Novamente, para ressaltar a existência de outros sinais de pontuação, pergunte: “Nas versões da anedota que estamos trabalhando, além do ponto final, do ponto de interrogação e do ponto de exclamação há mais dois sinais de pontuação que ainda não aprendemos, vocês conseguem identificar quais são eles?”, é possível que as crianças identifiquem o dois-pontos por já ter sido mencionado por você durante a análise da adivinha e consigam identificar o travessão, ainda que não nomeie esse sinal; quando isso ocorrer, diga que o ponto que abre as falas dos personagens nos textos é chamado de travessão e que também trabalharão com esse sinal em outras aulas.
  • Para finalizar esta etapa, focando na análise dos usos de letras maiúsculas e minúsculas pergunte: “Agora que já separamos as palavras do texto da criança 1 e que também já corrigimos a pontuação, vamos olhar novamente para os dois textos e observar se ainda tem algo para ser corrigido… Comparando os textos 1 e 2, o que vocês acham? O texto 1 está totalmente corrigido? O que falta?”, espera-se que as crianças identifiquem que ainda é necessário corrigir os usos das letras maiúsculas e minúsculas. Antes de iniciar essa etapa, pergunte: “Quando utilizamos as letras maiúsculas?”, espera-se que as crianças retomem que isso ocorre no início da primeira palavra de uma frase ou em nomes próprios. Depois disso, pergunte: “Há algum nome próprio na anedota que estamos trabalhamos?”, espera-se que as crianças digam sim, que ‘Rosa’ e ‘Pedrinho’ são nomes próprios. Logo após questione: “Alguém poderia dar exemplos de nomes próprios?”, corrija ou confirme as respostas das crianças e reforce que nomes próprios não são apenas nomes de pessoas, mas também nomes de países, cidades, estados, de animais (quando não estamos falando de sua espécie) ou mesmo de planetas. Dê um exemplo: “Brasil é o nome de um país, então escrevemos a letra ‘B’ de forma maiúscula!”, “Alguém poderia me dar um exemplo de nomes próprios de cidades, estados, de seus animais de estimação ou de um planeta?”, confirme ou corrija as hipóteses levantadas. Focando no nome ‘Rosa’, pergunte: “A palavra Rosa/rosa sempre é escrita com letra maiúscula?”, espera-se que as crianças digam que não, caso isso ocorra, amplie a reflexão: “Se eu disser ‘Pedrinho comprou uma rosa para a sua mãe.’ o ‘R’ inicial da palavra é escrito com letra maiúscula ou minúscula? Por que?”, espera-se que as crianças digam que nesse caso, a escrita levaria letra minúscula porque a palavra não seria um nome próprio. Sane as eventuais dúvidas que surgirem.
  • Logo após, para trabalhar com o outro contexto que ocorre letra maiúscula, pergunte: “Quando fizemos a correção da adivinha, vocês disseram que também utilizamos letra maiúscula no início de frases. Comparando as anedotas, quais palavras que iniciam frases devemos corrigir?”, espera-se que as crianças digam que essas palavras são ‘dona’ e ‘ele’. Nesse momento, solicite que um/a estudante vá até o quadro e corrija o que já trabalharam aqui (o uso de letra maiúscula nos nomes próprios ‘Pedrinho’ e ‘Rosa’ e nas palavras que iniciam frases (‘Dona’ e ‘Ele’), seguindo a forma que estamos trabalhando aqui. Posteriormente, questione: “Há mais alguma palavra no texto da criança 1 com erros de usos de letras maiúsculas e minúsculas? Quais?”, espera-se que as crianças percebam que há ainda as palavras ‘Filho’ e ‘Hora’ escritas de maneira inadequada. Quando isso ocorrer, amplie o questionamento: “Por que essas palavras estão escritas de maneira incorreta?”, espera-se que as crianças digam que essas palavras devem ser iniciadas com letras minúsculas, pois não são nomes próprios e não ocorrem em início de frase no contexto da adivinha. Corrija ou confirme as respostas dadas pelas crianças.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 38. Volume II. 2012. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf. Acesso em: 02 dez 2018.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 08 minutos

Orientações:

  • Para o fechamento da aula, você deverá primeiramente recolher as impressões das crianças sobre as atividades realizadas e logo após, retomar as características dos gêneros trabalhados. Posteriormente, você deverá fomentar reflexões que além de retomar os conteúdos trabalhados durante a aula, propicie que as crianças reflitam sobre diferenças da língua oral e escrita.
  • Inicie o fechamento com perguntas, como, por exemplo: “O que acharam da aula de hoje?”; “Vocês gostaram de trabalhar com adivinhas e anedotas?”; “Do que gostaram mais?”, “Qual a principal diferença que vimos entre uma adivinha e uma anedota? E a principal semelhança?”, espera-se que as crianças tenham gostado da aula e digam que enquanto uma adivinha pede uma resposta, a anedota conta uma pequena história e que ambas são divertidas.
  • Logo após, questione: “E sobre a forma que devemos escrever um texto escrito? O que aprenderam?”, espera-se que as crianças ressaltem a importância de segmentarmos corretamente as palavras para uma melhor leitura, de pontuarmos adequadamente um texto para marcarmos na escrita as intencionalidades da fala e de realizarmos os usos adequados de letras maiúsculas e minúsculas.
  • Para ampliar as reflexões sobre o primeiro aspecto trabalhado (segmentação de palavras), retome a resposta de uma das adivinhas trabalhadas no momento da introdução, inserindo no quadro: “Para ver de perto.” e pergunte: “Se não houvesse espaços em brancos nessa frase ou se eles estivessem inseridos de forma inadequada, quais seriam os prejuízos para o/a leitor/a?”, é possível que as crianças inicialmente foquem apenas nas dificuldades de leitura e interpretação. Ampliando as reflexões, fomente: “Observem bem a frase, se eu retirasse algum espaço em branco eu transformaria duas palavras em uma só, vocês conseguem identificar onde isso ocorreria?”, esperasse que as crianças identifiquem que retirando o espaço em branco que separa ‘ver’ e ‘de’, a palavra seria transformada em ‘verde’. Corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Logo após, pergunte: “Na fala, nós precisamos separar as palavras com um espaço em branco? Como mostramos ao outro que uma palavra termina?”, espera-se que as crianças concluam que os espaços em branco entre as palavras podem ser comparados às pausas que damos quando pronunciamos uma frase.”. Corrija ou confirme as respostas das crianças.
  • Para retomar o segundo aspecto trabalhado, oriente: “Lembram do exemplo que dei quando estávamos corrigindo a pontuação da adivinha? Eu o escreverei no quadro agora (escreva o exemplo), olhando para ele, o que ocorreria no texto se eu não colocasse nenhum sinal de pontuação na frase?”, espera-se que as crianças digam que o/a leitor/a não saberia identificar as intenções da frase. Corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Amplie o questionamento, perguntando: “E na fala, como marcamos as intenções que queremos dar aos textos que pronunciamos?”, espera-se que as crianças concluam que fazemos isso por meio das entonações dadas (ou da ‘forma de falar’).
  • Para retomar o terceiro aspecto trabalhado, diga: “Na anedota que vimos, há uma palavra que dependendo do contexto pode ser uma flor ou o nome de uma pessoa, lembram dela? Qual é a palavra?”, espera-se que as crianças digam que é ‘Rosa/rosa’ (nesse momento, insira no quadro duas formas para a palavra e uma frase em caixa alta). Logo, questione: “Se eu escrevesse no quadro ‘A ROSA É BELA.” sem utilizar letras maiúsculas ou minúsculas, a frase seria facilmente interpretada pelo/a leitor/a? Por que?”, espera-se que as crianças analisem que nesse caso, o/a leitor/a não saberia identificar se a frase seria relacionada à pessoa chamada Rosa ou à uma flor do tipo rosa. Confirme ou corrija as respostas dos/as estudantes. Para trabalhar as diferenças entre a língua oral e escrita, pergunte ainda: “Durante a fala, colocamos letras maiúsculas ou minúsculas em nomes próprios? Como a outra pessoa compreende o assunto sobre o qual estamos falando?”, espera-se que as crianças respondam de forma negativa a primeira questão e ressaltem que só é possível o interlocutor nos compreender por causa do contexto (ainda que não usem esses termos). Depois pergunte: “E como o/a outro/a consegue compreender que terminamos uma frase e começamos outra, já que não marcamos a fala com letra maiúscula?”, espera-se que as crianças digam que isso ocorre porque damos uma pausa maior (que a pausa entre as palavras) entre uma frase e outra.
  • Anote as principais dúvidas das crianças para serem trabalhadas de forma mais aprofundada posteriormente e corrija ou confirme as hipóteses levantadas.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é trabalhar estruturas silábicas e convenções da Língua Portuguesa já conhecidas pelas crianças (usos de letras maiúsculas e minúsculas, segmentação entre palavras e pontuação) em textos de adivinhas e anedotas.

Materiais necessários: Quadro/projetor; giz/pincel de diferentes cores; adivinha e anedota previamente selecionadas.

Dificuldades antecipadas: Dificuldades na interpretação autônoma das adivinhas e anedotas, quando inseridas na modalidade escrita da Língua Portuguesa, decorrentes da incompreensão sobre as convenções ortográficas já conhecidas (segmentação convencional de palavras, pontuação, uso de letras maiúsculas e minúsculas) e das especificidades dos gêneros trabalhados.

Referências sobre o assunto:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018.

PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Educação. Aprender os padrões da linguagem escrita de modo reflexivo - Recuperação Língua Portuguesa. Unidade III - Palavra Dialogada. São Paulo: 2011. Disponível em: <http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/16464.pdf>. Acesso em: 06 dez 2018.

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Tempo sugerido: 03 minutos

Orientações:

  • Projete ou leia o tema da aula para a turma.
  • Inicie a aula introduzindo as crianças no gênero adivinha, questionando-as com algumas charadas.
  • Pergunte, por exemplo: “O que é o que é? Feito para andar, mas não anda?” e “O que é o que é? Dá muitas voltas e não sai do lugar?”. Após as perguntas, diga para as crianças: “Logo mais refletiremos sobre as respostas corretas dessas perguntas, mas antes, gostaria de saber… Vocês já viram algum outro texto assim?”; “O que esse tipo de texto propõe?”, espera-se que as crianças digam que os textos trazem uma pergunta desafio para que elas tentem encontrar sua resposta com base em seus conhecimentos e nas dicas dadas. Evidencie que vocês trabalharão textos com essa mesma proposta na aula e que damos a eles o nome de adivinhas. Diga que além desse gênero trabalharão anedotas, que é um texto humorístico como a adivinha, mas que traz algumas particularidades.

Materiais complementares:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 09 minutos

Orientações:

  • Tenha em mente que a habilidade da BNCC focada aqui, prevê o trabalho prévio com as crianças sobre estruturas silábicas e convenções da Língua Portuguesa, tais como, a segmentação convencional de palavras, usos de letras maiúsculas e minúsculas e pontuação. Portanto, a habilidade envolve diferentes conhecimentos gramaticais e foca no uso dessas estruturas nas produções textuais cotidianas dos/as estudantes. Para a sistematização dos conhecimentos sobre a ortografia deve haver uma progressão iniciada apenas após a compreensão da base alfabética, já a compreensão do sistema de pontuação deve acontecer pela análise da ocorrência em textos e pela reflexão sobre os sentidos provocados em textos de diferentes situações de escrita.
  • Note que para o uso de letras maiúsculas e minúsculas, as crianças já devem então ter tido contato com diferentes tipos de letras, pois enquanto utilizam apenas a caixa alta em seus textos, distinção como essa não faz sentido.
  • Organize a sala em formato de meia lua para facilitar a interação entre professor/a e estudantes e entre os/as próprios/as estudantes.
  • A proposta para a etapa de introdução é trabalhar brevemente os gêneros adivinha e anedota, apresentando as características gerais dos gêneros que servirão de suporte para as crianças descobrirem algumas inadequações relacionadas aos aspectos trabalhados nessa aula (segmentação convencional de palavras, alguns sinais de pontuação (ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação) e usos de letras maiúsculas e minúsculas em textos desses gêneros).
  • Projete/insira no quadro as duas adivinhas trabalhadas oralmente na apresentação do tema (que iniciam com a pergunta ‘O que é o que é?’) e uma outra adivinha que já parte da charada proposta (como sugestão, utilizaremos um texto trazido em um material produzido pela Secretaria de Educação do Governo do Estado do Paraná, a adivinha encontra-se na página 15); dessa forma, os/as estudantes conhecerão dois modelos diferentes de adivinhas. Inicialmente esses textos serão apresentados sem resposta, para que, no grande grupo, as crianças possam vivenciá-los, isto é, tentar encontrar sua solução por meio da ativação de seus conhecimentos sociais, culturais e linguísticos. Solicite três voluntários/as para lerem os textos no quadro/projetado, lembrando as crianças da importância de colocarem em suas leituras as intenções trazidas pelos sinais de pontuação.
  • Após as leituras, dê 1 minuto para que as crianças possam decifrar as adivinhas trazidas. A resposta da primeira adivinha deve ser ‘a rua’, a resposta da segunda adivinha deve ser ‘o relógio’ e a resposta da terceira, ‘para ver de perto’. Note que para a compreensão plena da resposta da terceira adivinha, é necessário que as crianças percebam a oralidade de ‘ver de’ perto, trazida na resposta e percebam que a oralização dessa estrutura é semelhante à da cor ‘verde', trazida na charada; para isso enfatize bem essa resposta. Corrija ou confirme as respostas dadas.
  • Logo após, pergunte: “O que vocês acharam das adivinhas?”, espera-se que as crianças tenham gostado dos textos. Logo após, pergunte: “Vocês conhecem outras adivinhas?’; “Alguém poderia dar um exemplo?”, espera-se que as crianças comecem a citar algumas adivinhas no grande grupo.
  • Evidencie: “Como vimos, a adivinha é um texto que propõe uma adivinhação, nela há uma pergunta e espera-se uma resposta. A adivinha traz também um certo tom de humor; algumas começam com ‘O que é o que é?’ e outras, não. Agora veremos outro texto que também tem como intenção divertir.”.

Materiais complementares:

DIANA, Daniela. Adivinhas. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/adivinhas/>. Acesso em: 13 dez 2018.

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 15. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018 (texto adaptado).

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Orientações:

  • Neste segundo slide da introdução, trabalharemos com uma anedota. Diferente da adivinha, a anedota conta uma pequena história, onde não há explicitamente uma pergunta ao/à interlocutor/a.
  • Insira/projete uma anedota no quadro. Dê um tempo para que, individualmente, cada criança leia em voz baixa a anedota apresentada, posteriormente, solicite o auxílio de uma criança para ler a anedota em voz alta para o grande grupo, para que assim, a turma possa perceber a sonoridade da palavra ‘atum’. Logo após, pergunte: “O que acharam desse texto?”, “O que vocês compreenderam?”; “Acharam engraçado?”, espera-se que as crianças, além de terem achado a anedota engraçada, compreendam que o texto narra uma situação vivenciada por duas pessoas; uma primeira que tenta fazer uma brincadeira com a atendente da peixaria e a atendente que já conhece aquele truque e frustra os planos do menino. Reforçando o que foi trabalhado em momento anterior, diga: “Esse texto é uma anedota. Como já disse anteriormente, adivinhas e anedotas são textos com a intenção de divertir, mas diferente das adivinhas, as anedotas contam uma pequena história.”.
  • Trabalharemos brevemente com essas questões para que as crianças possam perceber, ainda que de forma não aprofundada, ao menos uma diferença e uma semelhança entre os gêneros adivinhas e anedotas. Isso é interessante porque os/as alunos/as trabalharão com uma adivinha e uma anedota na etapa de desenvolvimento.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 22. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações:

  • Para a etapa de desenvolvimento, a partir de uma narrativa contada pelo/a professor/a, os/as estudantes analisarão uma adivinha escrita de forma correta e de forma incorreta (com palavras aglutinadas, com sinais de pontuação inseridos de forma inadequada (ou não inseridos) e com erros nos usos de letras maiúsculas e minúsculas) e uma anedota com duas versões, assim como a adivinha.
  • Com essa análise as crianças descobrirão a importância de considerar os aspectos convencionais da Língua Portuguesa em textos, trabalhando a habilidade prevista para esta aula. O/a professor/a trabalhará como mediador/a ao longo de todo o desenvolvimento para ajudar as crianças nas análises e comparações a serem realizadas.
  • Apresente a história para as crianças: “Certa vez, em uma turma que dei aula, eu realizei um ditado de uma adivinha e de uma anedota. Nessa ocasião duas crianças escreveram de forma bem diferente os textos ditados. Primeiramente, mostrarei para vocês como essas crianças escreveram a adivinha que ditei.” (escreva ou projete as duas versões da adivinha).
  • Oriente: “Juntos/as, todos/as vocês deverão ler o texto escrito pela criança 1 e logo depois, o texto escrito pela criança 2.”. Após as leituras das crianças, questione: “Quais são as semelhanças e diferenças entre os dois textos?”, espera-se que as crianças consigam relembrar/identificar que os dois textos são da mesma adivinha e logo após digam que os textos estão dispostos de formas diferentes. Posteriormente, questione: “Qual versão do texto foi mais fácil de ler? Por que vocês acham isso?”, espera-se que as crianças digam que o texto da criança 2 foi mais fácil de ler e citem em suas respostas ao menos 1 dos aspectos que serão trabalhados aqui (segmentação convencional de palavras, pontuação e usos de letras maiúsculas e minúsculas).
  • Para focar nos aspectos relacionados à segmentação convencional de palavras, pergunte ao grande grupo: “Olhando para o texto da criança 2, por qual motivo há espaços em branco?” (aponte esses espaços para que as crianças compreendam melhor a pergunta), espera-se que retomando os conhecimentos prévios que já devem ter sido trabalhados em algum momento anteriormente, as crianças respondam que os espaços em branco servem para separar as palavras quando encontram-se na modalidade escrita. Após essa conclusão, questione: “Devemos colocar espaços em brancos separando as palavras em um texto escrito? O texto da criança 2 está correto?”, espera-se que as crianças digam ‘sim’ para as duas perguntas.
  • Depois disso, focando no texto disposto de maneira incorreta, pergunte: “Já que vocês falaram que devemos colocar os espaços em branco em um texto escrito para separar as palavras, respondam: “O texto 1 traz isso?’, espera-se que as crianças respondam negativamente. Evidencie: “Agora um/a estudante irá até o quadro fazer a separação, mas no lugar do espaço, colocará um traço (|).”. Dê para a criança utilizar um giz/pincel de uma cor diferente da que está o texto, para os traços ganharem mais destaque.
  • Continue orientando: “Esse/a estudante fará essa atividade com a ajuda de vocês, são vocês que dirão onde deverão ser inseridos os espaços!”, escolha um/a voluntário e dê início a atividade. Corrija ou confirme as hipóteses de segmentação sugeridas pelo grande grupo e inseridas no quadro pelo/a voluntário/a.
  • Depois, para trabalhar a pontuação, pergunte ao grande grupo: “Agora que o/a estudante já separou as palavras no texto da criança 1, vamos novamente comparar os dois textos. Há algum outro erro? Qual?”, espera-se que as crianças identifiquem que há ainda erros de pontuação e nos usos de letras maiúsculas e minúsculas (optamos por orientar primeiro o trabalho com a pontuação, mas não há problemas caso opte por mudar a ordem). Depois da identificação das demais inadequações, peça para que juntas, as crianças releiam a primeira frase do texto da criança 1, reforçando que elas devem colocar a intenção do ponto trazido no texto durante o momento da leitura; da mesma forma peça para realizarem a leitura da primeira frase escrita pela criança 2.
  • Após isso, pergunte: “O sentido da frase mudou quando no texto 1 foi usado o ponto de exclamação e no texto 2 foi utilizado o ponto de interrogação? Por qual motivo isso aconteceu?”, espera-se que retomando os conhecimentos prévios sobre os usos dos sinais de pontuação que já viram em aulas anteriores (ponto de interrogação, ponto de exclamação e ponto final) as crianças digam que os sentidos das frases são modificados dependendo do ponto utilizado.
  • Retomando os sentidos propiciados pelos usos dos sinais de pontuação, pergunte: “Qual é o sentido que colocamos em um texto escrito quando utilizamos o ponto de interrogação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de interrogação traz ao texto escrito a intencionalidade de fazer uma pergunta; de forma semelhante, questione: “Quais são os sentidos que podemos colocar em um texto escrito quando utilizamos o ponto de exclamação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de exclamação pode marcar as intencionalidades de ordem, surpresa, súplica, etc, em um texto escrito. Para relembrar o uso do ponto final, pergunte: “E o ponto final? Quando utilizamos?”, espera-se que as crianças digam que o ponto final marque o fim de uma frase declarativa ou afirmativa (ainda que não utilizem essa nomenclatura).
  • Posteriormente, amplie as reflexões das crianças: “Em alguns casos, dependendo do sentido que queremos colocar em um texto escrito, é possível modificarmos uma frase apenas trocando o ponto de interrogação, por exemplo, se eu quiser escrever a pergunta ‘Hoje é sexta-feira?’, no quadro, eu devo utilizar o…?”, espera-se que as crianças respondam que no contexto perguntado deve-se utilizar o ponto de interrogação, corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Continue: “Agora, se estou feliz porque a semana está acabando e quero expressar toda a minha alegria escrevendo no quadro ‘Hoje é sexta-feira!’, devo utilizar o…?”, espera-se que as crianças digam que nesse caso é necessário utilizar o ponto de exclamação; corrija ou confirme as respostas dadas. Prossiga: “Agora, se eu quero apenas responder a pergunta feita no início ‘Hoje é sexta-feira?’, declarando e escrevendo no quadro que ‘Hoje é sexta-feira.’ ou que ‘Hoje não é sexta-feira’, devo utilizar o…?”, espera-se que os/as estudantes digam que para essas respostas, devemos utilizar ponto final, corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Após essa retomada, pergunte: “Há algum outro local do texto da criança 1 com pontuação inadequada ou com falta de pontuação?”, espera-se que as crianças digam que falta um ponto final para fechar a segunda frase do texto, confirme ou corrija as hipóteses levantadas e solicite a ajuda de outro/a estudante para marcar com um ‘X’ o ponto de exclamação inserido incorretamente no final da primeira frase e inserir o ponto de interrogação (novamente, dê para a criança voluntária, um giz/pincel de cor diferente, para que assim as demais possam comparar melhor os textos; posteriormente, peça para que a criança voluntária insira o ponto final na segunda frase.
  • Ao final do trabalho com pontuação, evidencie: “Aqui, nós trabalhamos apenas o ponto de interrogação, o ponto de exclamação e o ponto final, mas há outros tipos de pontuação também, como, por exemplo, o dois-pontos que ocorre logo após a palavra ‘resposta’. Trabalharemos com esse e outros sinais de pontuação em outras aulas.”.
  • Por fim, para focar na análise dos usos de letras maiúsculas e minúsculas pergunte: “Agora que já separamos as palavras do texto da criança 1 e que também já corrigimos a pontuação, vamos olhar novamente para os dois textos e observar se ainda tem algo para ser corrigido… Comparando os textos 1 e 2, o que vocês acham? O texto 1 está totalmente corrigido? O que falta?”, espera-se que as crianças identifiquem que ainda é necessário corrigir os usos das letras maiúsculas e minúsculas. Antes de iniciar essa etapa, questione: “Quando utilizamos as letras maiúsculas?”, espera-se que as crianças retomem que isso ocorre no início da primeira palavra de uma frase ou em nomes próprios. Depois disso, pergunte: “Há algum nome próprio na adivinha que estamos trabalhamos?”, espera-se que as crianças digam que não. Logo após pergunte: “Alguém poderia dar exemplos de nomes próprios?”, corrija ou confirme as respostas das crianças (essa questão será trabalhada de forma mais detalhada durante a análise e correção de uma anedota que trará em seu texto um nome próprio, em etapa posterior). Logo após, oriente: “Já que vocês comentaram que só utilizamos letras maiúsculas em nomes próprios e início de frases e não há nenhum nome próprio na adivinha, onde devemos inserir as letras maiúsculas no texto da criança 1? espera-se que as crianças digam que isso deve ocorrer apenas nas palavras ‘Qual’ e ‘Resposta’, por estarem no início de frases da adivinha. Peça que um/a estudante vá até o quadro e com uma cor diferente de giz/pincel, realize as modificações propostas pelo grande grupo. Logo após, questione: “Há outras palavras no texto que estão escritas com letras maiúsculas? Quais são elas?”, espera-se que as crianças reconheçam as letras maiúsculas inseridas em outras palavras do texto (Remédio, O, Dor, De e Cabeça), após essas respostas, questione: “O que devemos fazer com essas letras?”, espera-se que as crianças analisem que devemos trocar as letras maiúsculas que estão inseridas de forma incorreta por letras minúsculas. Solicite um/a outro/a voluntário/a para realizar essas modificações (utilizando uma cor diferente de giz/pincel), seguindo as sugestões do grande grupo. Confirme ou corrija as hipóteses levantadas.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 21. Volume II. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf>. Acesso em: 02 dez 2018.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Após o término da análise da adivinha, siga os mesmos passos para a análise da anedota disponibilizada aqui.
  • Oriente: “Juntos/as, todos/as vocês deverão ler a anedota escrita pela criança 1 e logo depois, a anedota escrita pela criança 2.”. Após as leituras das crianças, questione: “Quais são as semelhanças e diferenças entre os dois textos?”, espera-se que as crianças consigam relembrar/identificar que os dois textos são da mesma anedota e logo após digam que eles estão dispostos de formas diferentes. Posteriormente, questione: “Qual versão do texto foi mais fácil de ler? Por que vocês acham isso?”, espera-se que as crianças digam que o texto da criança 2 foi mais fácil de ler e citem em suas respostas ao menos 1 dos aspectos que serão trabalhados aqui (segmentação convencional de palavras, pontuação e usos de letras maiúsculas e minúsculas), rememorando o trabalho realizado durante a correção da adivinha.
  • Para focar nos aspectos relacionados à segmentação convencional de palavras, pergunte ao grande grupo: “Olhando para o texto da criança 2, por qual motivo há espaços em branco?” (aponte esses espaços para que as crianças compreendam melhor a pergunta), espera-se que retomando o que realizaram na etapa anterior respondam que os espaços em branco servem para separar as palavras quando encontram-se na modalidade escrita. Após essa resposta, questione: “Devemos colocar espaços em brancos separando as palavras em um texto escrito? O texto da criança 2 está correto?”, espera-se que as crianças digam ‘sim’ para as duas perguntas. Depois disso, focando no texto da criança 2, pergunte: “Já que vocês falaram que devemos colocar os espaços em branco em um texto escrito para separar as palavras, respondam: “O texto 1 traz isso?’, espera-se que as crianças respondam negativamente. Evidencie: “Agora um/a estudante irá até o quadro fazer a correção, assim como fizemos com a adivinha, mas no lugar do espaço, colocará um traço (|) com uma cor de giz/pincel diferente. Esse/a estudante fará essa atividade com a ajuda de vocês, são vocês que dirão onde deverão ser inseridos os espaços!”, escolha um/a voluntário que ainda não tenha participado de forma tão ativa durante esta aula para ir até o quadro realizar as correções ditas pela turma. Corrija ou confirme as hipóteses de segmentação sugeridas pelo grande grupo e inseridas no quadro pelo/a voluntário/a.
  • Para trabalhar a pontuação, pergunte ao grande grupo: “Agora que o/a estudante já separou as palavras no texto da criança 1, vamos novamente comparar os dois textos. Há algum outro erro? Qual?”, espera-se que as crianças identifiquem que há ainda erros de pontuação e nos usos de letras maiúsculas e minúsculas. Depois disso, peça para que juntas, as crianças releiam o pedido que Rosa faz ao seu filho no texto 1 (“—Pedrinho, vá ver se o açougueiro tem pé de porco?”) reforçando que elas devem colocar as intenções dos pontos trazidos no texto durante o momento da leitura; da mesma forma peça para realizarem a leitura do mesmo trecho escrito pela criança 2 (“—Pedrinho, vá ver se o açougueiro tem pé de porco.”). Após isso, pergunte: “O sentido da frase mudou quando no texto 1 foi usado o ponto de interrogação e no texto 2 foi utilizado o ponto final? Por qual motivo isso aconteceu?”, espera-se que retomando os conhecimentos prévios sobre os usos dos sinais de pontuação as crianças digam que os sentidos das frases são modificados dependendo do ponto utilizado.
  • Retomando os sentidos propiciados pelos usos dos sinais de pontuação, pergunte novamente: “Qual é o sentido que colocamos em um texto escrito quando utilizamos o ponto de interrogação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de interrogação traz ao texto escrito a intencionalidade de fazer uma pergunta; de forma semelhante, pergunte: “Quais são os sentidos que podemos colocar em um texto escrito quando utilizamos o ponto de exclamação?”, espera-se que as crianças digam que o ponto de exclamação pode marcar as intencionalidades de ordem, surpresa, súplica, etc, em um texto escrito; pergunte também: “Quando utilizamos o ponto final?”, espera-se que as crianças digam que utilizamos esse ponto para fechar frases declarativas em um texto escrito. Para iniciar as correções dos sinais de pontuação, pergunte: “Comparando os textos escritos pela criança 1 e pela criança 2, há algum outro local do texto da criança 1 com pontuação inadequada ou com falta de pontuação?”, espera-se que as crianças digam que devem corrigir também um ponto de exclamação utilizado no lugar de um ponto final e um ponto de interrogação que está sendo utilizado no lugar de um ponto final. Confirme ou corrija as hipóteses levantadas e solicite a ajuda de outro/a estudante para marcar com um ‘X’ os sinais de pontuação que aparecem inseridos de forma incorreta e colocar ao lado, as respostas adequadas com o auxílio da turma. Novamente, para ressaltar a existência de outros sinais de pontuação, pergunte: “Nas versões da anedota que estamos trabalhando, além do ponto final, do ponto de interrogação e do ponto de exclamação há mais dois sinais de pontuação que ainda não aprendemos, vocês conseguem identificar quais são eles?”, é possível que as crianças identifiquem o dois-pontos por já ter sido mencionado por você durante a análise da adivinha e consigam identificar o travessão, ainda que não nomeie esse sinal; quando isso ocorrer, diga que o ponto que abre as falas dos personagens nos textos é chamado de travessão e que também trabalharão com esse sinal em outras aulas.
  • Para finalizar esta etapa, focando na análise dos usos de letras maiúsculas e minúsculas pergunte: “Agora que já separamos as palavras do texto da criança 1 e que também já corrigimos a pontuação, vamos olhar novamente para os dois textos e observar se ainda tem algo para ser corrigido… Comparando os textos 1 e 2, o que vocês acham? O texto 1 está totalmente corrigido? O que falta?”, espera-se que as crianças identifiquem que ainda é necessário corrigir os usos das letras maiúsculas e minúsculas. Antes de iniciar essa etapa, pergunte: “Quando utilizamos as letras maiúsculas?”, espera-se que as crianças retomem que isso ocorre no início da primeira palavra de uma frase ou em nomes próprios. Depois disso, pergunte: “Há algum nome próprio na anedota que estamos trabalhamos?”, espera-se que as crianças digam sim, que ‘Rosa’ e ‘Pedrinho’ são nomes próprios. Logo após questione: “Alguém poderia dar exemplos de nomes próprios?”, corrija ou confirme as respostas das crianças e reforce que nomes próprios não são apenas nomes de pessoas, mas também nomes de países, cidades, estados, de animais (quando não estamos falando de sua espécie) ou mesmo de planetas. Dê um exemplo: “Brasil é o nome de um país, então escrevemos a letra ‘B’ de forma maiúscula!”, “Alguém poderia me dar um exemplo de nomes próprios de cidades, estados, de seus animais de estimação ou de um planeta?”, confirme ou corrija as hipóteses levantadas. Focando no nome ‘Rosa’, pergunte: “A palavra Rosa/rosa sempre é escrita com letra maiúscula?”, espera-se que as crianças digam que não, caso isso ocorra, amplie a reflexão: “Se eu disser ‘Pedrinho comprou uma rosa para a sua mãe.’ o ‘R’ inicial da palavra é escrito com letra maiúscula ou minúscula? Por que?”, espera-se que as crianças digam que nesse caso, a escrita levaria letra minúscula porque a palavra não seria um nome próprio. Sane as eventuais dúvidas que surgirem.
  • Logo após, para trabalhar com o outro contexto que ocorre letra maiúscula, pergunte: “Quando fizemos a correção da adivinha, vocês disseram que também utilizamos letra maiúscula no início de frases. Comparando as anedotas, quais palavras que iniciam frases devemos corrigir?”, espera-se que as crianças digam que essas palavras são ‘dona’ e ‘ele’. Nesse momento, solicite que um/a estudante vá até o quadro e corrija o que já trabalharam aqui (o uso de letra maiúscula nos nomes próprios ‘Pedrinho’ e ‘Rosa’ e nas palavras que iniciam frases (‘Dona’ e ‘Ele’), seguindo a forma que estamos trabalhando aqui. Posteriormente, questione: “Há mais alguma palavra no texto da criança 1 com erros de usos de letras maiúsculas e minúsculas? Quais?”, espera-se que as crianças percebam que há ainda as palavras ‘Filho’ e ‘Hora’ escritas de maneira inadequada. Quando isso ocorrer, amplie o questionamento: “Por que essas palavras estão escritas de maneira incorreta?”, espera-se que as crianças digam que essas palavras devem ser iniciadas com letras minúsculas, pois não são nomes próprios e não ocorrem em início de frase no contexto da adivinha. Corrija ou confirme as respostas dadas pelas crianças.

Materiais complementares:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria de Educação. O professor PDE e os desafios da escola pública paranaense - Produção Didático-Pedagógica. p. 38. Volume II. 2012. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2012/2012_ufpr_port_pdp_roselis_rita_dybas.pdf. Acesso em: 02 dez 2018.

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Tempo sugerido: 08 minutos

Orientações:

  • Para o fechamento da aula, você deverá primeiramente recolher as impressões das crianças sobre as atividades realizadas e logo após, retomar as características dos gêneros trabalhados. Posteriormente, você deverá fomentar reflexões que além de retomar os conteúdos trabalhados durante a aula, propicie que as crianças reflitam sobre diferenças da língua oral e escrita.
  • Inicie o fechamento com perguntas, como, por exemplo: “O que acharam da aula de hoje?”; “Vocês gostaram de trabalhar com adivinhas e anedotas?”; “Do que gostaram mais?”, “Qual a principal diferença que vimos entre uma adivinha e uma anedota? E a principal semelhança?”, espera-se que as crianças tenham gostado da aula e digam que enquanto uma adivinha pede uma resposta, a anedota conta uma pequena história e que ambas são divertidas.
  • Logo após, questione: “E sobre a forma que devemos escrever um texto escrito? O que aprenderam?”, espera-se que as crianças ressaltem a importância de segmentarmos corretamente as palavras para uma melhor leitura, de pontuarmos adequadamente um texto para marcarmos na escrita as intencionalidades da fala e de realizarmos os usos adequados de letras maiúsculas e minúsculas.
  • Para ampliar as reflexões sobre o primeiro aspecto trabalhado (segmentação de palavras), retome a resposta de uma das adivinhas trabalhadas no momento da introdução, inserindo no quadro: “Para ver de perto.” e pergunte: “Se não houvesse espaços em brancos nessa frase ou se eles estivessem inseridos de forma inadequada, quais seriam os prejuízos para o/a leitor/a?”, é possível que as crianças inicialmente foquem apenas nas dificuldades de leitura e interpretação. Ampliando as reflexões, fomente: “Observem bem a frase, se eu retirasse algum espaço em branco eu transformaria duas palavras em uma só, vocês conseguem identificar onde isso ocorreria?”, esperasse que as crianças identifiquem que retirando o espaço em branco que separa ‘ver’ e ‘de’, a palavra seria transformada em ‘verde’. Corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Logo após, pergunte: “Na fala, nós precisamos separar as palavras com um espaço em branco? Como mostramos ao outro que uma palavra termina?”, espera-se que as crianças concluam que os espaços em branco entre as palavras podem ser comparados às pausas que damos quando pronunciamos uma frase.”. Corrija ou confirme as respostas das crianças.
  • Para retomar o segundo aspecto trabalhado, oriente: “Lembram do exemplo que dei quando estávamos corrigindo a pontuação da adivinha? Eu o escreverei no quadro agora (escreva o exemplo), olhando para ele, o que ocorreria no texto se eu não colocasse nenhum sinal de pontuação na frase?”, espera-se que as crianças digam que o/a leitor/a não saberia identificar as intenções da frase. Corrija ou confirme as hipóteses levantadas. Amplie o questionamento, perguntando: “E na fala, como marcamos as intenções que queremos dar aos textos que pronunciamos?”, espera-se que as crianças concluam que fazemos isso por meio das entonações dadas (ou da ‘forma de falar’).
  • Para retomar o terceiro aspecto trabalhado, diga: “Na anedota que vimos, há uma palavra que dependendo do contexto pode ser uma flor ou o nome de uma pessoa, lembram dela? Qual é a palavra?”, espera-se que as crianças digam que é ‘Rosa/rosa’ (nesse momento, insira no quadro duas formas para a palavra e uma frase em caixa alta). Logo, questione: “Se eu escrevesse no quadro ‘A ROSA É BELA.” sem utilizar letras maiúsculas ou minúsculas, a frase seria facilmente interpretada pelo/a leitor/a? Por que?”, espera-se que as crianças analisem que nesse caso, o/a leitor/a não saberia identificar se a frase seria relacionada à pessoa chamada Rosa ou à uma flor do tipo rosa. Confirme ou corrija as respostas dos/as estudantes. Para trabalhar as diferenças entre a língua oral e escrita, pergunte ainda: “Durante a fala, colocamos letras maiúsculas ou minúsculas em nomes próprios? Como a outra pessoa compreende o assunto sobre o qual estamos falando?”, espera-se que as crianças respondam de forma negativa a primeira questão e ressaltem que só é possível o interlocutor nos compreender por causa do contexto (ainda que não usem esses termos). Depois pergunte: “E como o/a outro/a consegue compreender que terminamos uma frase e começamos outra, já que não marcamos a fala com letra maiúscula?”, espera-se que as crianças digam que isso ocorre porque damos uma pausa maior (que a pausa entre as palavras) entre uma frase e outra.
  • Anote as principais dúvidas das crianças para serem trabalhadas de forma mais aprofundada posteriormente e corrija ou confirme as hipóteses levantadas.

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