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5 ações práticas para construir uma escola conectada

POR:
NOVA ESCOLA

Foto: Shutterstock

Há poucas semanas, estive em um evento em que era discutida a forma de incluir a tecnologia na escola – tema que já não é mais novo, mas continua gerando reflexão devido a sua complexidade. Entre os participantes, havia representantes de escolas de São Paulo, funcionários da Google e do Smart Lab. Ninguém apresentou um único e certo caminho para todos os desafios encontrados, mas mostraram alguns caminhos. Robson Lisboa, idealizador do projeto de tecnologia educacional SmartLab, disse que estamos chegando a um momento de superconectividade, com cada vez maior conexão à internet, e uso de dispositivos e aplicativos variados. E completou: “As escolas devem utilizar o potencial das tecnologias para transformar o processo de aprendizado, caminhando na direção do que o Boston Consulting Group chamou de Smart Education, que é a Educação inteligente, conectada e tecnológica.”

Atendendo ao nosso convite, Robson escreveu o texto abaixo elegendo cinco ações que podem inspirar as escolas a construir essa Smart Education:

-  A primeira ação prática para que a escola possa alavancar a sua capacidade de construir seu futuro por meio da tecnologia é a capacitação. Com a formação continuada, a escola poderá usar a tecnologia no processo de aprendizado de forma eficiente, inovadora e fácil. Isso significa formação de professores e gestores e também significa esquentar o debate sobre as mudanças sociais e tecnológicas que impactam o futuro mais próximo, mais tangível da escola.

- O segundo ponto: consistência e continuidade. Ao promover mudanças que envolvam novas tecnologias, é necessário usar as soluções de forma consistente e contínua. Esses dois componentes também conferem segurança aos professores e alunos em relação ao uso das novas plataformas e de suas muitas possibilidades.

- O terceiro ponto tem a ver com a formação ética e moral no uso da tecnologia, tanto para o aprendizado, quanto para a vida como um todo. Seria a cidadania digital. Muitas escolas ficam preocupadas com os riscos da superexposição e do acesso das crianças a conteúdos impróprios. A única saída é a educação para a cidadania digital, estruturada para alunos, professores e famílias. Algumas questões listadas pela empresa americana Common Sense Media são: como evitar o bullying digital; os cuidados com a exposição exagerada na internet e redes sociais; a postagem de material inapropriado; o acesso a conteúdo inadequado para a idade das crianças.

- Em quarto lugar, é importante que as escolas transformem continuamente os ambientes físicos e virtuais que ela usa no processo de aprendizado dos alunos, modernizando-os e tornando a escola um lugar muito mais atraente para o processo de aprendizagem. Para ficar mais prático, o ideal seria que a escola montasse um plano de mudanças no qual ela experimentaria ações e verificaria sua eficácia – medindo, por exemplo, o desempenho em notas, a satisfação dos alunos e dos professores com as mudanças.

- Por último, a escola deve usar ferramentas contemporâneas que ajudem os alunos a se preparar para a vida com conteúdos e plataformas conectados com suas realidades atuais e futuras. A Unesco, ao lançar um programa que lista as habilidades do século 21 que devem ser desenvolvidas em cada criança, trouxe uma grande contribuição para escolas e famílias no sentido de buscar entender o que irá fazer diferença para as vidas dessas crianças no momento em que se tornarem adultas. Algumas das habilidades são: raciocínio lógico e matemático, habilidades sociocognitivas, resolução de problemas, mentalidade criativa e reflexão.

A contribuição de Robson termina com uma provocação: “Nós também somos a geração conectada e isso traz uma responsabilidade maior para não ignorarmos os potenciais das novas tecnologias, das novas ferramentas. Temos que nos desafiar a sair da zona de conforto e implementar mudanças continuamente de forma inteligente”.

Você concorda com os pontos levantados? Quais deles acredita que já fazem parte de sua rotina na escola?

Vamos trocar experiências nos comentários abaixo!

Até a próxima,

Beatriz Santomauro

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