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Plano de aula > História > 7º ano > A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano

Plano de aula - O comércio de escravizados na América portuguesa do século XVIII

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre O comércio de escravizados na América portuguesa do século XVIII

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Paulo Henrique Silva Pacheco

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI12, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Material complementar:

“O navio negreiro” (trechos)

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/bPXxsAhAKad89rEybDNKzuZUwh54ZHRrZTyysMmjxTZZ7bTJmZY6g3rM64UC/his7-12und03-navio-negreiro-trechos.pdf

Quatro trechos da quarta parte do poema escrito pelo baiano Castro Alves, publicado em 1870. Composto de seis partes, o poema relata a diáspora africana e a experiências destes escravizados na travessia do Atlântico.

Para você saber mais:

COLETIVO AMARO. Roberto Mendes: análise da música “Massemba”. Disponível em: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica.
Acesso em: 6 abr. 2019.

CULTURA DIGITAL. Poema “O navio negreiro”, de Castro Alves. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/. Acesso em: 6 abr. 2019.

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre Magno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. Nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

SILVA, Ana Lúcia da. A Afro-América na sala de aula: O ensino de História a partir da literatura: “O Rei Zumbi, um herói da liberdade”. In: Anais Eletrônicos do VII Encontro Internacional da ANPHLAC. Campinas. 2006. Disponível em: http://anphlac.fflch.usp.br/sites/anphlac.fflch.usp.br/files/ana_lucia_da_silva.pdf. Acesso em: 5 abr. 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Imprima e distribua para cada aluno um trecho da quarta parte do poema “Navio negreiro”, escrito por Castro Alves.

O arquivo para impressão dos trechos do poema “Navio negreiro” está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/bPXxsAhAKad89rEybDNKzuZUwh54ZHRrZTyysMmjxTZZ7bTJmZY6g3rM64UC/his7-12und03-navio-negreiro-trechos.pdf

Explique aos alunos que os versos que cada aluno recebeu constitui a quarta parte do poema escrito por Castro Alves em 1870. Informe aos alunos que, apesar de ser do século XIX, trata-se de uma descrição da diáspora africana e a experiência vivida pelos povos que atravessaram o Atlântico em navios negreiros, denunciando o abuso e os crimes cometidos contra os escravizados. Por esta razão, ao tratar da escravidão e do comércio de escravizados,

este poema torna-se um registro de grande valor.

Peça para os alunos que leiam individualmente o trecho recebido e se reúnam com quem possui a mesma estrofe do poema. No final, a sala estará dividida em quatro grupos.

Toque o áudio do poema declamado por Caetano Veloso e Maria Bethânia, disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=xTuXJRcusII.

Na impossibilidade do recurso de áudio, sugere-se a impressão e a distribuição das partes IV, V e VI do poema para os alunos e a realização de uma leitura em conjunto.

Projete e escreva no quadro as perguntas e peça para os alunos, em grupo, que respondam e depois compartilhem os seus resultados. Para qualquer necessidade de registro recomende que utilizem os cadernos. Você deve estar atento a possíveis dúvidas em relação a algumas palavras e expressões

que possam escapar ao entendimento deles. Um auxílio para uma compreensão mais complexa do poema está disponível no link: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/.

As perguntas são genéricas e cabíveis de ser respondidas por qualquer um dos quatro textos, por isso espera-se que os alunos respondam que os versos referem-se aos povos africanos, e mesmo a pessoas escravizadas vindas do continente africano que vieram forçadas para o Brasil em navios negreiros.

Peça para eles indicarem os versos que justificam as suas respostas, isso pode ajudar os grupos que ficaram com os trechos II e III a melhor responder.

Caso algum grupo não alcance parte do objetivo proposto, peça que releiam o poema e pergunte que tipo de pessoa está sendo retratada, qual a condição delas e o provável continente de sua origem.

Como adequar à sua realidade:

Projete ou escreva no quadro as seguintes palavras: “navio negreiro”, “cativeiro”, “calunga”, “candonga”, “Semba”, “Káwo-kabiesile-káwo” e “Okê-arô-okê”. Peça para a turma que leia em voz alta para depois fazer as perguntas: Vocês conhecem algumas destas palavras? Qual é a origem e o sentido de cada uma delas?

Espera-se que os alunos identifiquem que estes termos referem-se à cultura dos povos africanos e afro-brasileiros, e mesmo que estejam relacionados à escravidão. Contudo, tenha um olhar atento para a historicidade dos seus alunos e de suas famílias, quem são, de onde vieram, a região em que moral e cultura estão inseridos, pois se algum deles for um quilombola ou ser de uma religião de matriz africana poderá saber o sentido de determinadas palavras. Neste caso, tome estas experiência como uma possibilidade para apresentar o conteúdo pedindo para que contem o que sabem sobre a história da sua família e grupo social.

Toque e exiba a letra da música “Yayá massemba”, composta por Roberto Mendes e Capinan e interpretada pela cantora baiana Maria Bethânia. O áudio pode ser obtido neste link: https://www.youtube.com/watch?v=j3MLNFPGEpw

Caso prefira, exiba o vídeo em que a cantora interpreta a canção em seu show: https://www.youtube.com/watch?v=sfGMCm-ZPfQ

A letra da música e uma explicação mais complexa que contém o significado das palavras estão disponíveis neste link: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica

Depois que eles ouviram a música e leram a letra, pergunte se eles conseguiram entender os seus significados com base na situação em que são utilizadas. Pergunte qual é o assunto da canção, do que ela trata e como. É esperado que os alunos percebam que a canção trata da viagem de um navio negreiro, do comércio de escravizados, do deslocamento de um povo que se viu obrigado a deixar o seu território. Caso os alunos não alcancem a proposta da atividade, pergunte se eles já ouviram falar em “navio negreiro” e “cativeiro” e peça que expliquem e, com base nisso, leia os versos e questione os alunos a respeito do sentido positivo e negativo do emprego das palavras “calunga” e “candonga”. Em seguida, se eles supõem o que significa “Káwo-kabiesile-káwo” e “Okê-arô-okê”. Por ser termos específicos da religião de matriz africana, neste caso, o professor deverá explicar que ambas são saudações a dois orixás, Xangô e Oxóssi, que representam a justiça. Com base nesta pequena exposição, pergunte que tipo de justiça a canção reivindica. Caso a dúvida ainda persistir, pergunte quem são estas pessoas retratadas, de onde eles eram e se eles escolheram morar no Brasil.

Para você saber mais:

COLETIVO AMARO. Roberto Mendes: análise da música Massemba. Disponível em: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica. Acesso em: 6 abr. 2019.

CULTURA DIGITAL. Poema “O navio negreiro”, de Castro Alves. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/. Acesso em: 6 abr. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia para a turma e informe que todas as atividades terão como finalidade responder esta pergunta.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Projete o primeiro parágrafo do alvará escrito pelo rei D. José I, na impossibilidade do recurso, escreva o texto no quadro. Explique um alvará é um documento oficial que autoriza um indivíduo ou grupo a exercer determinada atividade. Informe que uma loja, por exemplo, deve ter um alvará de funcionamento, assim como qualquer estabelecimento comercial. Esta breve exposição faz-se necessária para ampliar a percepção do aluno durante a leitura da fonte.

Peça para algum aluno lê-lo em voz alta e solicite a atenção dos alunos, pois a atividade proposta depende fundamentalmente da compreensão do texto.

Estabelecendo uma conversa com a turma, pergunte se há alguma palavra que desconhecem e explique o seu significado.

Se achar interessante, projete a imagem do documento: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5X84BnZ8hfzq9ZGBGU8vSjVufgSt4x7FVYPn2BxSXzqtZzCFmpCR9mJkfA6H/his7-12und03-alvara-do-el-rey.pdf

Como adequar à sua realidade:

Uma possibilidade é, após a leitura do texto, exibir o documentário Terra de índio, de Samanta Pamponet, disponível pelo link https://www.youtube.com/watch?v=3ik3I8UO2as. Peça para os alunos relacionarem o que eles leram com o que eles viram e proponha que respondam as seguintes questões: Qual é o principal assunto tratado no documentário? Ele tem semelhança com o texto escrito pela antropóloga Manoela Carneiro? Por qual razão?

Se você optar por este recurso deverá adaptar o tempo da aula, pois o vídeo possui 8 minutos.

Para você saber mais:

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre MAgno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Projete ou escreva a pergunta no quadro. Esclareça que a resposta para a questão não deverá ultrapassar o tempo de 5 minutos e que qualquer anotação deve ser feita no caderno.

Solicite que cada grupo exponha as suas considerações. Espera-se que os alunos respondam que o alvará foi publicado pelo rei de Portugal, determinando que mais escravizados fossem trazidos para o Brasil para atender o interesse de aumentar a riqueza do Estado português. O principal responsável por capturar e transportar povos escravizados foi João Dansaint, junto com os seus sócios, todos mercadores de escravos. Ao que se refere à última pergunta, de forma geral, todos os grupos deverão chegar à conclusão de que o alvará aumentou, ou mesmo facilitou a vinda de escravizados para o Brasil. Contudo, cada grupo poderá propor outras respostas e caberá a você ver averiguar a lógica construída pelo aluno, tomando como base a resposta geral.

Na impossibilidade de alguns alunos não alcançarem o objetivo proposto, sugira que releiam em voz alta o documento. Gradativamente, faça uma pergunta por vez e peça para os alunos identificarem o autor e qual a sua importância. Em seguida, que eles explique que tipo de autorização foi dada e quais os interesses envolvidos, peça para eles descreverem quais as atividades econômicas são citadas na fonte e quem era o maior interessado. Pergunte como os escravizados chegariam até o Brasil e aproveite para questionar como foi a experiência para esses povos africanos. Neste momento, os alunos já estarão no esforço para fazer a relação entre o alvará e o poema. Questione o que tem de semelhante e diferente entre os dois.

Como adequar à sua realidade:

Esta fonte pode ser trabalhada com base na reportagem ”Historiadores dos EUA dizem que Portugal deve pedir desculpa por tráfico de escravos”, disponível pelo link: https://www.geledes.org.br/historiadores-dos-eua-dizem-que-portugal-deve-pedir-desculpa-por-trafico-de-escravos/

Proponha a leitura da reportagem e peça que respondam como Portugal atuou no processo de comércio da população africana.

Para você saber mais:

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre Magno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, explique que a arte, seja ela a música, a poesia, a dança, o desenho ou a pintura, pode ser um meio de expressão para protestar contra uma determinada realidade social e política e resistência, fazendo com que um tema, situação e assunto não seja ignorado e esquecido.

A partir disso, caberá a você sugerir uma destas possibilidades ou deixar a escolha de cada grupo uma destas formas artísticas para expressar a principal mensagem do poema “O navio negreiro” e apresentar em outro momento. Os alunos poderão tanto escolher o trecho recebido no início da aula quanto

a declamação feita pelo Caetano Veloso, no caso de dança e algum outro tipo de expressão corporal.

Estimule a criatividade dos alunos e esteja disponível para esclarecer dúvidas. A proposta é que cada grupo consiga sintetizar o que foi trabalhado durante a aula valorizando o poema como uma forma de resistência e não de vitimização.

Como adequar à sua realidade:

Outra possibilidade é a realização de um jogral. Para tal, escolha uma e duas partes do poema e organize uma apresentação. Para maiores informações, acesse o link a seguir:

Para você saber mais:

Resumo da aula

download Baixar plano

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI12, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Material complementar:

“O navio negreiro” (trechos)

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/bPXxsAhAKad89rEybDNKzuZUwh54ZHRrZTyysMmjxTZZ7bTJmZY6g3rM64UC/his7-12und03-navio-negreiro-trechos.pdf

Quatro trechos da quarta parte do poema escrito pelo baiano Castro Alves, publicado em 1870. Composto de seis partes, o poema relata a diáspora africana e a experiências destes escravizados na travessia do Atlântico.

Para você saber mais:

COLETIVO AMARO. Roberto Mendes: análise da música “Massemba”. Disponível em: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica.
Acesso em: 6 abr. 2019.

CULTURA DIGITAL. Poema “O navio negreiro”, de Castro Alves. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/. Acesso em: 6 abr. 2019.

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre Magno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. Nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

SILVA, Ana Lúcia da. A Afro-América na sala de aula: O ensino de História a partir da literatura: “O Rei Zumbi, um herói da liberdade”. In: Anais Eletrônicos do VII Encontro Internacional da ANPHLAC. Campinas. 2006. Disponível em: http://anphlac.fflch.usp.br/sites/anphlac.fflch.usp.br/files/ana_lucia_da_silva.pdf. Acesso em: 5 abr. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações: Imprima e distribua para cada aluno um trecho da quarta parte do poema “Navio negreiro”, escrito por Castro Alves.

O arquivo para impressão dos trechos do poema “Navio negreiro” está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/bPXxsAhAKad89rEybDNKzuZUwh54ZHRrZTyysMmjxTZZ7bTJmZY6g3rM64UC/his7-12und03-navio-negreiro-trechos.pdf

Explique aos alunos que os versos que cada aluno recebeu constitui a quarta parte do poema escrito por Castro Alves em 1870. Informe aos alunos que, apesar de ser do século XIX, trata-se de uma descrição da diáspora africana e a experiência vivida pelos povos que atravessaram o Atlântico em navios negreiros, denunciando o abuso e os crimes cometidos contra os escravizados. Por esta razão, ao tratar da escravidão e do comércio de escravizados,

este poema torna-se um registro de grande valor.

Peça para os alunos que leiam individualmente o trecho recebido e se reúnam com quem possui a mesma estrofe do poema. No final, a sala estará dividida em quatro grupos.

Toque o áudio do poema declamado por Caetano Veloso e Maria Bethânia, disponível pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=xTuXJRcusII.

Na impossibilidade do recurso de áudio, sugere-se a impressão e a distribuição das partes IV, V e VI do poema para os alunos e a realização de uma leitura em conjunto.

Projete e escreva no quadro as perguntas e peça para os alunos, em grupo, que respondam e depois compartilhem os seus resultados. Para qualquer necessidade de registro recomende que utilizem os cadernos. Você deve estar atento a possíveis dúvidas em relação a algumas palavras e expressões

que possam escapar ao entendimento deles. Um auxílio para uma compreensão mais complexa do poema está disponível no link: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/.

As perguntas são genéricas e cabíveis de ser respondidas por qualquer um dos quatro textos, por isso espera-se que os alunos respondam que os versos referem-se aos povos africanos, e mesmo a pessoas escravizadas vindas do continente africano que vieram forçadas para o Brasil em navios negreiros.

Peça para eles indicarem os versos que justificam as suas respostas, isso pode ajudar os grupos que ficaram com os trechos II e III a melhor responder.

Caso algum grupo não alcance parte do objetivo proposto, peça que releiam o poema e pergunte que tipo de pessoa está sendo retratada, qual a condição delas e o provável continente de sua origem.

Como adequar à sua realidade:

Projete ou escreva no quadro as seguintes palavras: “navio negreiro”, “cativeiro”, “calunga”, “candonga”, “Semba”, “Káwo-kabiesile-káwo” e “Okê-arô-okê”. Peça para a turma que leia em voz alta para depois fazer as perguntas: Vocês conhecem algumas destas palavras? Qual é a origem e o sentido de cada uma delas?

Espera-se que os alunos identifiquem que estes termos referem-se à cultura dos povos africanos e afro-brasileiros, e mesmo que estejam relacionados à escravidão. Contudo, tenha um olhar atento para a historicidade dos seus alunos e de suas famílias, quem são, de onde vieram, a região em que moral e cultura estão inseridos, pois se algum deles for um quilombola ou ser de uma religião de matriz africana poderá saber o sentido de determinadas palavras. Neste caso, tome estas experiência como uma possibilidade para apresentar o conteúdo pedindo para que contem o que sabem sobre a história da sua família e grupo social.

Toque e exiba a letra da música “Yayá massemba”, composta por Roberto Mendes e Capinan e interpretada pela cantora baiana Maria Bethânia. O áudio pode ser obtido neste link: https://www.youtube.com/watch?v=j3MLNFPGEpw

Caso prefira, exiba o vídeo em que a cantora interpreta a canção em seu show: https://www.youtube.com/watch?v=sfGMCm-ZPfQ

A letra da música e uma explicação mais complexa que contém o significado das palavras estão disponíveis neste link: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica

Depois que eles ouviram a música e leram a letra, pergunte se eles conseguiram entender os seus significados com base na situação em que são utilizadas. Pergunte qual é o assunto da canção, do que ela trata e como. É esperado que os alunos percebam que a canção trata da viagem de um navio negreiro, do comércio de escravizados, do deslocamento de um povo que se viu obrigado a deixar o seu território. Caso os alunos não alcancem a proposta da atividade, pergunte se eles já ouviram falar em “navio negreiro” e “cativeiro” e peça que expliquem e, com base nisso, leia os versos e questione os alunos a respeito do sentido positivo e negativo do emprego das palavras “calunga” e “candonga”. Em seguida, se eles supõem o que significa “Káwo-kabiesile-káwo” e “Okê-arô-okê”. Por ser termos específicos da religião de matriz africana, neste caso, o professor deverá explicar que ambas são saudações a dois orixás, Xangô e Oxóssi, que representam a justiça. Com base nesta pequena exposição, pergunte que tipo de justiça a canção reivindica. Caso a dúvida ainda persistir, pergunte quem são estas pessoas retratadas, de onde eles eram e se eles escolheram morar no Brasil.

Para você saber mais:

COLETIVO AMARO. Roberto Mendes: análise da música Massemba. Disponível em: http://coletivoamaro.tumblr.com/tagged/musica. Acesso em: 6 abr. 2019.

CULTURA DIGITAL. Poema “O navio negreiro”, de Castro Alves. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-navio-negreiro-de-castro-alves/. Acesso em: 6 abr. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia para a turma e informe que todas as atividades terão como finalidade responder esta pergunta.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Projete o primeiro parágrafo do alvará escrito pelo rei D. José I, na impossibilidade do recurso, escreva o texto no quadro. Explique um alvará é um documento oficial que autoriza um indivíduo ou grupo a exercer determinada atividade. Informe que uma loja, por exemplo, deve ter um alvará de funcionamento, assim como qualquer estabelecimento comercial. Esta breve exposição faz-se necessária para ampliar a percepção do aluno durante a leitura da fonte.

Peça para algum aluno lê-lo em voz alta e solicite a atenção dos alunos, pois a atividade proposta depende fundamentalmente da compreensão do texto.

Estabelecendo uma conversa com a turma, pergunte se há alguma palavra que desconhecem e explique o seu significado.

Se achar interessante, projete a imagem do documento: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5X84BnZ8hfzq9ZGBGU8vSjVufgSt4x7FVYPn2BxSXzqtZzCFmpCR9mJkfA6H/his7-12und03-alvara-do-el-rey.pdf

Como adequar à sua realidade:

Uma possibilidade é, após a leitura do texto, exibir o documentário Terra de índio, de Samanta Pamponet, disponível pelo link https://www.youtube.com/watch?v=3ik3I8UO2as. Peça para os alunos relacionarem o que eles leram com o que eles viram e proponha que respondam as seguintes questões: Qual é o principal assunto tratado no documentário? Ele tem semelhança com o texto escrito pela antropóloga Manoela Carneiro? Por qual razão?

Se você optar por este recurso deverá adaptar o tempo da aula, pois o vídeo possui 8 minutos.

Para você saber mais:

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre MAgno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Projete ou escreva a pergunta no quadro. Esclareça que a resposta para a questão não deverá ultrapassar o tempo de 5 minutos e que qualquer anotação deve ser feita no caderno.

Solicite que cada grupo exponha as suas considerações. Espera-se que os alunos respondam que o alvará foi publicado pelo rei de Portugal, determinando que mais escravizados fossem trazidos para o Brasil para atender o interesse de aumentar a riqueza do Estado português. O principal responsável por capturar e transportar povos escravizados foi João Dansaint, junto com os seus sócios, todos mercadores de escravos. Ao que se refere à última pergunta, de forma geral, todos os grupos deverão chegar à conclusão de que o alvará aumentou, ou mesmo facilitou a vinda de escravizados para o Brasil. Contudo, cada grupo poderá propor outras respostas e caberá a você ver averiguar a lógica construída pelo aluno, tomando como base a resposta geral.

Na impossibilidade de alguns alunos não alcançarem o objetivo proposto, sugira que releiam em voz alta o documento. Gradativamente, faça uma pergunta por vez e peça para os alunos identificarem o autor e qual a sua importância. Em seguida, que eles explique que tipo de autorização foi dada e quais os interesses envolvidos, peça para eles descreverem quais as atividades econômicas são citadas na fonte e quem era o maior interessado. Pergunte como os escravizados chegariam até o Brasil e aproveite para questionar como foi a experiência para esses povos africanos. Neste momento, os alunos já estarão no esforço para fazer a relação entre o alvará e o poema. Questione o que tem de semelhante e diferente entre os dois.

Como adequar à sua realidade:

Esta fonte pode ser trabalhada com base na reportagem ”Historiadores dos EUA dizem que Portugal deve pedir desculpa por tráfico de escravos”, disponível pelo link: https://www.geledes.org.br/historiadores-dos-eua-dizem-que-portugal-deve-pedir-desculpa-por-trafico-de-escravos/

Proponha a leitura da reportagem e peça que respondam como Portugal atuou no processo de comércio da população africana.

Para você saber mais:

JÚNIOR, Alfeu Garcia; LEAL, Alexandre Magno Devecchi. Discursivização da categoria tempo e construção identitária em Yayá Massemba. In: Revista África e Africanidades. Ano 8. nº 20. Jul. 2015. Disponível em: http://www.africaeafricanidades.com.br/documentos/005020072015.pdf. Acesso em: 6 abr. 2019.

SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

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Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, explique que a arte, seja ela a música, a poesia, a dança, o desenho ou a pintura, pode ser um meio de expressão para protestar contra uma determinada realidade social e política e resistência, fazendo com que um tema, situação e assunto não seja ignorado e esquecido.

A partir disso, caberá a você sugerir uma destas possibilidades ou deixar a escolha de cada grupo uma destas formas artísticas para expressar a principal mensagem do poema “O navio negreiro” e apresentar em outro momento. Os alunos poderão tanto escolher o trecho recebido no início da aula quanto

a declamação feita pelo Caetano Veloso, no caso de dança e algum outro tipo de expressão corporal.

Estimule a criatividade dos alunos e esteja disponível para esclarecer dúvidas. A proposta é que cada grupo consiga sintetizar o que foi trabalhado durante a aula valorizando o poema como uma forma de resistência e não de vitimização.

Como adequar à sua realidade:

Outra possibilidade é a realização de um jogral. Para tal, escolha uma e duas partes do poema e organize uma apresentação. Para maiores informações, acesse o link a seguir:

Para você saber mais:

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