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Plano de aula > História > 8º ano > O Brasil no século XIX

Plano de aula - Províncias e estados: transformações na fronteiras internas no Brasil no século XIX

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre Províncias e estados: transformações na fronteiras internas no Brasil no século XIX

Plano 02 de 2 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: João Carlos De Melo Silva

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08H17, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Projetor de imagens.
  • Quadro em branco e piloto.

Material complementar:

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início do século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em outra questão específica, a análise destes mapas é útil para esta aula.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações: Leia o objetivo para os alunos em voz alta.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos.

Orientações:

  • Apresente o mapa para os alunos (se não for possível projetar distribua cópias impressas do mapa em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pyQKkEm9JQ7njRs9k3UndeyVwGtkSkuJ9tV2MqSBm5CEZpwh9hMU6QajJK8w/his8-17und02-imagem-do-contexto.pdf).
  • Dê aos alunos 1 minuto para ver os detalhes da imagem. Explique que é um mapa atual do Brasil que divide os territórios por estados que falam bolacha ou biscoito.
  • Pergunte se eles falam “bolacha” ou “biscoito” de acordo com o mapa, e se eles concordam com a atribuição.
  • Faça um risco no quadro e diga que este risco representa a fronteira entre Piauí e Maranhão. Pergunte se eles acham que uma pessoa que nasceu no lado direito do risco obrigatoriamente falaria “bolacha” enquanto uma que nasceu do lado esquerdo do risco teria que falar “biscoito”. (Espera-se que os alunos digam que não, que o fato de ter nascido em algum lado da fronteira não é suficiente para definir que tipo de palavra a pessoa vai usar. Complete a discussão afirmando que as fronteiras onde o indivíduo nasceu também não devem definir todos os seus comportamentos e valores.)

Como adequar à sua realidade: Na etapa 4 o professor pode fazer esta mesma provocação com fronteiras de outros estados que usam palavras diferentes para “bolacha” ou “biscoito”. É recomendável, com base na realidade e no local do aluno, para causar um efeito melhor de proximidade do tema da aula com a vida deles.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para os mapas (10 minutos):

  • Mostre o mapa para os alunos e explique que este mapa faz parte do Atlas do Império do Brazil, de 1868. Ressalte que nesta época a divisão dos territórios internos era chamada de províncias e não de estados. Se não for possível projetar os mapas distribua cópias impressas deles em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vzPbnjfrCndKy6xEtn4fKHDpnsNMvTWapZEx99RH2wZ6hv6gG6DX9uHJN4SN/his8-17und02-fonte-da-problematizacao.pdf
  • Peça para que os alunos observem bem as fronteiras internas das províncias.
  • Logo em seguida mostre o mapa do território brasileiro atual e peça para eles anotarem as diferenças em relação aos mapas. (É possível que alguns alunos percebam que alguns territórios não estão iguais. O professor deve ajudá-los caso eles não percebam estas diferenças sozinhos. Por exemplo: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ainda não eram separados, assim como Goiás e Tocantins, o Acre não fazia parte do Brasil, Bahia e Ceará eram bem menores.

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início do século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em uma outra questão específica, a análise desses mapas é útil para est aula.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para os mapas (10 minutos):

  • Mostre o mapa para os alunos e explique que este mapa faz parte do Atlas do Império do Brazil, de 1868. Ressalte que nesta época a divisão dos territórios internos era chamada de províncias e não de estados. Se não for possivel projetar os mapas distribua cópias impressas deles em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vzPbnjfrCndKy6xEtn4fKHDpnsNMvTWapZEx99RH2wZ6hv6gG6DX9uHJN4SN/his8-17und02-fonte-da-problematizacao.pdf
  • Peça para que os alunos observem bem as fronteiras internas das províncias.
  • Logo em seguida mostre o mapa do território brasileiro atual e peça para eles anotarem as diferenças em relação aos mapas. (É possível que alguns alunos percebam que alguns territórios não estão iguais. O professor deve ajudá-los caso eles não percebam estas diferenças sozinhos. Por exemplo: Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul ainda não eram separados, assim como Goiás e Tocantins, o Acre não fazia parte do Brasil, os estados da Bahia e do Ceará eram bem menores.)

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início no século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em outra questão específica, a análise destes mapas é útil para esta aula.

Recomendamos também um diálogo com a disciplina de Geografia para trabalhar os conceitos de limite e fronteira de forma interdisciplinar.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para o texto do IHGRN (15 minutos):

  • Entregue cópias impressas da fonte para os alunos. São duas páginas para imprimir em frente e verso de uma folha. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8QHrq8v7zpzBPqNveW4aEnZpGKVTv2mx2mKeZYHZyrpWwj2YNe4GKCjyJZP3/his8-17und02-fonte-2-da-problematizacao.pdf
  • Dê aos alunos informações sobre a fonte. Explique para eles que se trata de um artigo de uma revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, e que este instituto surgiu no fim do século XIX com o objetivo de reunir documentações, fontes arqueológicas, informações sobre o estado. Como a noção de estado ainda era muito recente, os intelectuais desse instituto sentiram a necessidade de dedicar os primeiros volumes da revista a definir o que era o estado do Rio Grande do Norte. Para isso construíram narrativas de fundação, para fornecer um passado comum para os norte-rio-grandenses, e buscaram argumentos para definir até onde ia o território norte-rio-grandense. É importante ressaltar que órgãos como este surgiram em todo o Brasil para produzir uma memória oficial para cada estado, assim como foi feito um IHGB (Instituto Histórico Geográfico do Brasil) com função parecida em nível nacional.
  • Explique também que este texto específico trata sobre os limites entre o Rio Grande do Norte e o Ceará. Neste momento volte para os mapas e destaque como a divisão entre estes estados se alterou com o tempo.
  • Dê tempo para os alunos responderem as questões escritas no verso da folha. Caminhe pela sala para auxiliá-los com a leitura da fonte e as perguntas. As perguntas que deverão ser respondidas são: 1) Qual é o argumento utilizado pelo autor para definir que a região de Mossoró pertence ao Rio Grande do Norte? Os alunos deverão perceber que o autor justifica o pertencimento desta região pelo fato de ela ter sido ocupada por norte-rio-grandenses desde os tempos coloniais. 2) Qual é o motivo apontado pelo autor para os cearenses terem interesse em ampliar a região deles, tomando terras do Rio Grande do Norte? O autor explica o interesse cearense pela presença de salinas na região próxima ao território deles.
  • Pergunte aos alunos se com base nesta fonte é possível afirmar que interesses políticos e econômicos foram determinantes na definição das fronteiras internas do Brasil. Eles deverão dizer que sim, pois foi apontado na fonte que haviam interesses econômicos nas salinas e charqueadas. Além disso é ressaltado que o Ceará tentava se apoderar das terras pela “lei do mais forte” que pode ser interpretada como uma alusão à força política das oligarquias cearenses, na visão do autor, superior à força dos norte-rio-grandenses.

Para adequar à sua realidade: Sabemos que os institutos histórico geográficos se disseminaram por todo o Brasil durante o século XIX, seguindo o modelo do IHGB, que foi fundado em 1838. Se o professor quiser adaptar esta aula para a realidade de seu estado, pode consultar o acervo digital do instituto do seu estado em busca de algum registro de conflito de definição territorial parecido com este entre Rio Grande do Norte e Ceará.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

  • Apresente aos alunos o trecho da Constituição e a manchete da reportagem. Se não for possível projetar escreva no quadro ou distribua cópias impressas. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/feWzZaKPPrCYqHhTJ9N7HnsMEqKhjsCaZxhnd4EJjPSkbPEuv4AvVh7EZWRH/his8-17und02-fontes-da-sistematizacao.pdf
  • Peça para os alunos elaborarem uma redação com o tema Cidadãos sem fronteiras: porque o preconceito relacionado a lugar de origem não faz sentido.
  • Relembre os alunos do que foi discutido durante a aula, sobre como as fronteiras são resultado de relações, disputas e negociações históricas, onde entram interesses dos mais variados tipos. Logo, não podemos achar que o valor de alguém pode estar atribuído à unidade territorial onde essa pessoa nasceu e viveu. O objetivo é desnaturalizar a relação com as fronteiras e utilizar isso como um argumento contra o preconceito.
  • Oriente os alunos a utilizar estas manchetes e o texto da Lei nº 7.716 no corpo da redação para incrementar os argumentos. Por exemplo: os alunos poderão utilizar estes casos já conhecidos para ilustrar o texto e a referência da lei como mais um argumento contra o preconceito.
  • Recomendamos a exigência de no mínimo 30 linhas para o texto, mas o professor deve adaptar esta exigência à realidade da turma e ao tempo que foi gasto nas orientações da atividade.

Como adequar à sua realidade: Se achar melhor o professor pode substituir estas manchetes por outras de casos mais recentes ou que tenham acontecido em uma região mais próxima à dos alunos. Existem diversos casos de xenofobia contra pessoas de outros países ou de preconceito contra pessoas de outra região, cidade ou estado.

Para você saber mais:

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08H17, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

  • Projetor de imagens.
  • Quadro em branco e piloto.

Material complementar:

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início do século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em outra questão específica, a análise destes mapas é útil para esta aula.

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Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações: Leia o objetivo para os alunos em voz alta.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos.

Orientações:

  • Apresente o mapa para os alunos (se não for possível projetar distribua cópias impressas do mapa em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pyQKkEm9JQ7njRs9k3UndeyVwGtkSkuJ9tV2MqSBm5CEZpwh9hMU6QajJK8w/his8-17und02-imagem-do-contexto.pdf).
  • Dê aos alunos 1 minuto para ver os detalhes da imagem. Explique que é um mapa atual do Brasil que divide os territórios por estados que falam bolacha ou biscoito.
  • Pergunte se eles falam “bolacha” ou “biscoito” de acordo com o mapa, e se eles concordam com a atribuição.
  • Faça um risco no quadro e diga que este risco representa a fronteira entre Piauí e Maranhão. Pergunte se eles acham que uma pessoa que nasceu no lado direito do risco obrigatoriamente falaria “bolacha” enquanto uma que nasceu do lado esquerdo do risco teria que falar “biscoito”. (Espera-se que os alunos digam que não, que o fato de ter nascido em algum lado da fronteira não é suficiente para definir que tipo de palavra a pessoa vai usar. Complete a discussão afirmando que as fronteiras onde o indivíduo nasceu também não devem definir todos os seus comportamentos e valores.)

Como adequar à sua realidade: Na etapa 4 o professor pode fazer esta mesma provocação com fronteiras de outros estados que usam palavras diferentes para “bolacha” ou “biscoito”. É recomendável, com base na realidade e no local do aluno, para causar um efeito melhor de proximidade do tema da aula com a vida deles.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para os mapas (10 minutos):

  • Mostre o mapa para os alunos e explique que este mapa faz parte do Atlas do Império do Brazil, de 1868. Ressalte que nesta época a divisão dos territórios internos era chamada de províncias e não de estados. Se não for possível projetar os mapas distribua cópias impressas deles em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vzPbnjfrCndKy6xEtn4fKHDpnsNMvTWapZEx99RH2wZ6hv6gG6DX9uHJN4SN/his8-17und02-fonte-da-problematizacao.pdf
  • Peça para que os alunos observem bem as fronteiras internas das províncias.
  • Logo em seguida mostre o mapa do território brasileiro atual e peça para eles anotarem as diferenças em relação aos mapas. (É possível que alguns alunos percebam que alguns territórios não estão iguais. O professor deve ajudá-los caso eles não percebam estas diferenças sozinhos. Por exemplo: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ainda não eram separados, assim como Goiás e Tocantins, o Acre não fazia parte do Brasil, Bahia e Ceará eram bem menores.

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início do século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em uma outra questão específica, a análise desses mapas é útil para est aula.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para os mapas (10 minutos):

  • Mostre o mapa para os alunos e explique que este mapa faz parte do Atlas do Império do Brazil, de 1868. Ressalte que nesta época a divisão dos territórios internos era chamada de províncias e não de estados. Se não for possivel projetar os mapas distribua cópias impressas deles em tamanho grande https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/vzPbnjfrCndKy6xEtn4fKHDpnsNMvTWapZEx99RH2wZ6hv6gG6DX9uHJN4SN/his8-17und02-fonte-da-problematizacao.pdf
  • Peça para que os alunos observem bem as fronteiras internas das províncias.
  • Logo em seguida mostre o mapa do território brasileiro atual e peça para eles anotarem as diferenças em relação aos mapas. (É possível que alguns alunos percebam que alguns territórios não estão iguais. O professor deve ajudá-los caso eles não percebam estas diferenças sozinhos. Por exemplo: Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul ainda não eram separados, assim como Goiás e Tocantins, o Acre não fazia parte do Brasil, os estados da Bahia e do Ceará eram bem menores.)

Para você saber mais:

PEIXOTO, Renato Amado. Espacialidades e estratégias de produção identitária no Rio Grande do Norte no início no século XX: Nas trilhas da representação. Revista de História Regional, [s.l.], v. 15, n. 1, p.169-193, 21 jul. 2010. Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). http://dx.doi.org/10.5212/rev.hist.reg.v.15i1.169193.

Neste artigo o historiador Renato Amado analisa as diferenças entre as representações dos limites das províncias em mapas do Império e da República. Apesar de o texto se aprofundar em outra questão específica, a análise destes mapas é útil para esta aula.

Recomendamos também um diálogo com a disciplina de Geografia para trabalhar os conceitos de limite e fronteira de forma interdisciplinar.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações para o texto do IHGRN (15 minutos):

  • Entregue cópias impressas da fonte para os alunos. São duas páginas para imprimir em frente e verso de uma folha. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8QHrq8v7zpzBPqNveW4aEnZpGKVTv2mx2mKeZYHZyrpWwj2YNe4GKCjyJZP3/his8-17und02-fonte-2-da-problematizacao.pdf
  • Dê aos alunos informações sobre a fonte. Explique para eles que se trata de um artigo de uma revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, e que este instituto surgiu no fim do século XIX com o objetivo de reunir documentações, fontes arqueológicas, informações sobre o estado. Como a noção de estado ainda era muito recente, os intelectuais desse instituto sentiram a necessidade de dedicar os primeiros volumes da revista a definir o que era o estado do Rio Grande do Norte. Para isso construíram narrativas de fundação, para fornecer um passado comum para os norte-rio-grandenses, e buscaram argumentos para definir até onde ia o território norte-rio-grandense. É importante ressaltar que órgãos como este surgiram em todo o Brasil para produzir uma memória oficial para cada estado, assim como foi feito um IHGB (Instituto Histórico Geográfico do Brasil) com função parecida em nível nacional.
  • Explique também que este texto específico trata sobre os limites entre o Rio Grande do Norte e o Ceará. Neste momento volte para os mapas e destaque como a divisão entre estes estados se alterou com o tempo.
  • Dê tempo para os alunos responderem as questões escritas no verso da folha. Caminhe pela sala para auxiliá-los com a leitura da fonte e as perguntas. As perguntas que deverão ser respondidas são: 1) Qual é o argumento utilizado pelo autor para definir que a região de Mossoró pertence ao Rio Grande do Norte? Os alunos deverão perceber que o autor justifica o pertencimento desta região pelo fato de ela ter sido ocupada por norte-rio-grandenses desde os tempos coloniais. 2) Qual é o motivo apontado pelo autor para os cearenses terem interesse em ampliar a região deles, tomando terras do Rio Grande do Norte? O autor explica o interesse cearense pela presença de salinas na região próxima ao território deles.
  • Pergunte aos alunos se com base nesta fonte é possível afirmar que interesses políticos e econômicos foram determinantes na definição das fronteiras internas do Brasil. Eles deverão dizer que sim, pois foi apontado na fonte que haviam interesses econômicos nas salinas e charqueadas. Além disso é ressaltado que o Ceará tentava se apoderar das terras pela “lei do mais forte” que pode ser interpretada como uma alusão à força política das oligarquias cearenses, na visão do autor, superior à força dos norte-rio-grandenses.

Para adequar à sua realidade: Sabemos que os institutos histórico geográficos se disseminaram por todo o Brasil durante o século XIX, seguindo o modelo do IHGB, que foi fundado em 1838. Se o professor quiser adaptar esta aula para a realidade de seu estado, pode consultar o acervo digital do instituto do seu estado em busca de algum registro de conflito de definição territorial parecido com este entre Rio Grande do Norte e Ceará.

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

  • Apresente aos alunos o trecho da Constituição e a manchete da reportagem. Se não for possível projetar escreva no quadro ou distribua cópias impressas. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/feWzZaKPPrCYqHhTJ9N7HnsMEqKhjsCaZxhnd4EJjPSkbPEuv4AvVh7EZWRH/his8-17und02-fontes-da-sistematizacao.pdf
  • Peça para os alunos elaborarem uma redação com o tema Cidadãos sem fronteiras: porque o preconceito relacionado a lugar de origem não faz sentido.
  • Relembre os alunos do que foi discutido durante a aula, sobre como as fronteiras são resultado de relações, disputas e negociações históricas, onde entram interesses dos mais variados tipos. Logo, não podemos achar que o valor de alguém pode estar atribuído à unidade territorial onde essa pessoa nasceu e viveu. O objetivo é desnaturalizar a relação com as fronteiras e utilizar isso como um argumento contra o preconceito.
  • Oriente os alunos a utilizar estas manchetes e o texto da Lei nº 7.716 no corpo da redação para incrementar os argumentos. Por exemplo: os alunos poderão utilizar estes casos já conhecidos para ilustrar o texto e a referência da lei como mais um argumento contra o preconceito.
  • Recomendamos a exigência de no mínimo 30 linhas para o texto, mas o professor deve adaptar esta exigência à realidade da turma e ao tempo que foi gasto nas orientações da atividade.

Como adequar à sua realidade: Se achar melhor o professor pode substituir estas manchetes por outras de casos mais recentes ou que tenham acontecido em uma região mais próxima à dos alunos. Existem diversos casos de xenofobia contra pessoas de outros países ou de preconceito contra pessoas de outra região, cidade ou estado.

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