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Plano de aula > Geografia > 7º ano > Mundo do trabalho

Plano de aula - Atividades extrativistas no Brasil

Plano de aula de Geografia com atividades para 7º ano do Fundamental sobre conhecer as principais atividades extrativistas do Brasil, analisando as mais tradicionais e a mineração moderna.

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jéssica Da Silva Rodrigues Cecim

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE05 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Esta habilidade objetiva a análise de fatos e situações representativas de alterações espaciais decorrentes a partir do mercantilismo e do estabelecimento do capitalismo. O plano, em específico, objetiva a compreensão das principais atividades desenvolvidas pelo Brasil no ramo do extrativismo a partir de uma comparação entre as atividades mais tradicionais e a mineração moderna a partir de discussões e atividade de grupo.

Materiais necessários: Quadro, projetor, caderno, lápis grafite, borracha, lápis de cor, caneta.

Material complementar:

Imagens utilizadas no plano:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PGeXGzMx4xyhKz59pyMAvqzeX898qUxmyGsDtkM5x5354t4RAESdtm8eYZNT/ge07-05und03-imagens-utilizadas-no-plano.pdf

Estações da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7mTqjNT2Vzau5zbCCMBQX7Eh5r7r6ENrsnwmEuqbB8aSBfVhUTXQ8dKuftZB/ge07-05und03-acao-propositiva-atividade.pdf

Link para os mapas:

Mapa mudo utilizado na Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JdqGvbzcWwcnSv5fG5sxKEwEBhVy8WAZHPjJWW7ZSqWFM94MprDNh52C7kPa/ge07-05und03-acao-propositiva-mapa.pdf

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. L&PM Pocket, Porto Alegre, 2014. 400p

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

HOMMA, Alfredo Kingo Oyama. Extrativismo, Biodiversidade e Biopirataria na Amazônia. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Secretaria de Gestão e Estratégia Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Brasília-DF, 2008. Disponível em:

https://www.researchgate.net/profile/Alfredo_Homma/publication/268219189_Extrativismo_biodiversidade_e_biopirataria_na_Amazonia/links/5465cbff0cf2f5eb17ff6862/Extrativismo-biodiversidade-e-biopirataria-na-Amazonia.pdf (Acesso em 18/02/2019)

SASSAKI, Claudio. Aule diferente, aposte na Rotação por Estações de Aprendizagem. Nova Escola, 21 de outubro de 2016. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem (Acesso em 18/02/2019)

EXAME, Revista. As 15 maiores empresas de mineração. Revista Exame, 13 de setembro de 2016. Disponível em:

https://exame.abril.com.br/revista-exame/as-15-maiores-empresas-de-mineracao/ (Acesso em 18/02/2019)

Contextos prévios: É recomendável que os alunos estejam familiarizados com questões sobre o Pacto Colonial enquanto uma medida de controle realizada do século XVI ao XVIII no contexto mercantilista. Desta forma, as metrópoles controlavam o que e como eram as produções realizadas pelas colônias sob seus domínios em um pacto de exclusividade. Nos territórios dominados pela Espanha houve a intensificação dos processos de extração de minérios (como ouro e prata). No caso brasileiro, investiu-se na monocultura (sendo este até os dias atuais o principal modelo de produção agrícola nacional), além da extração do ouro. Assim, durante o Pacto Colonial, o Brasil apresentou três principais ciclos produtivos, sendo eles: o pau-brasil, a cana-de-açúcar e o ouro.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o tema da aula aos alunos e pergunte se eles sabem a que se refere a palavra “extrativismo”, pedindo para que eles prestem atenção à palavra e se ela os lembra de alguma outra. Espera-se que os alunos a associem com “extração”. Caso seja necessário, explique que “extrair” significa “retirar” e que nesta aula será estudado quais são as atividades econômicas brasileiras que se ocupam em retirar algo de algum lugar a fins de comercialização.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insere, ou alguma localidade próxima, se ocupe de alguma atividade extrativista traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Apresente aos alunos a imagem a partir da projeção do slide ou de material impresso. Questione quais seriam as origens dos itens que aparecem na imagem, como as cadeiras, as roupas, a mesa e madeira, os papéis em cima da mesa e etc. Assim, questione: “De onde vocês acham que vem o papel?” “Quais são os materiais presentes na cadeira? De onde eles vêm?” e assim por diante. A imagem contida no slide é apenas um exemplo dentro de um campo de possibilidades. Caso não seja possível projetar ou imprimir as imagens, é exequível e, inclusive, recomendável questioná-los sobre os objetos existentes dentro da sala de aula. Por exemplo, aponte para uma cadeira e pergunte: “De onde vocês acreditam que veio a madeira/plástico desta cadeira? E o ferro das pernas da cadeira? De onde vem o material que compõe o quadro? E o giz? E o caderno de vocês?”.

Permita que os alunos deem palpites sobre a origem dos produtos, inclusive, caso aconteça, de que país ou localidade do país o produto é proveniente. Nesta etapa é apenas necessário que os alunos realizem o movimento mental de se questionar acerca da origem dos produtos presentes cotidianamente em suas vidas para que, em momento posterior, possam relacioná-los a uma produção nacional estruturada a partir deste tipo de atividade econômica e que sua ocorrência é latente desde o período colonial, no qual os fluxos entre metrópoles e colônia se pautavam, inicialmente, na extração de pau-brasil e, posteriormente, na extração mineral.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insere, ou alguma localidade próxima, se ocupe de alguma atividade extrativista traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione se eles acham que ainda existam atividades extrativistas no Brasil. Em seguida, das mulheres extraindo o látex da seringueira e fale sobre outras formas de extrativismo, como a pesca e a extração de látex. Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” discutindo que a imagem diz respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, o que são commodities e atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído. Cite o Pacto Colonial realizado entre as metrópoles e as colônias durante o mercantilismo e construa com os alunos a noção de que, à época, o ouro extraído das minas brasileiras era destinado à Coroa Portuguesa até a vinda da corte para o Brasil, quando o Pacto teve seu fim. Explique, sucintamente, que grande parte do ouro brasileiro foi também destinado à Inglaterra devido à dependência financeira entre Portugal e Inglaterra. Pergunte se alguém poderia dizer que outro produto foi explorado a partir de atividade extrativista no Brasil antes mesmo do início da exploração do ouro. Diga que é um produto mais facilmente explorado e que servia de matéria-prima para a produção de tintura em tecidos portugueses. Caso nenhum aluno aponte, indique a ocorrência de exploração do pau-brasil.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione: “Será que ainda existem atividades extrativistas no Brasil?”. Permita que, rapidamente, os alunos possam trazer respostas para essa pergunta, sendo possível que, dentre respostas positivas, surjam alguns exemplos de atividades a depender da realidade em que vive o aluno.

Em seguida, apresente a imagem dos pescadores de lambaris e das mulheres extraindo o látex da seringueira e pergunte aos alunos: “Se considerarmos extrativismo todas aquelas atividade que retiram da natureza produtos naturais que poderão ser prontamente consumidos ou direcionados ao comércio ou indústria, seria a pesca um exemplo de atividade extrativista?”. Espera-se que os alunos respondam que sim, caso respondam que não, retome as definições de extrativismo iniciadas ainda na apresentação da aula e, se possível, conte com o auxílio dos alunos que responderam que “sim” para ajuda na construção do conhecimento dos alunos que responderam “não”.

Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” e da extração de petróleo realizada pela Petrobrás, discutindo que ambas as paisagens representadas pelas imagens dizem respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, que commodities são produtos tidos como matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, sendo produzidos em grandes escalas e tendo seu valor definido pelo mercado mundial, ou seja, independente de que país produziu é definido um único preço, pois têm um baixo grau de diferenciação entre si. Atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído. Cite o Pacto Colonial realizado entre as metrópoles e as colônias durante o mercantilismo e construa com os alunos a noção de que, à época, o ouro extraído das minas brasileiras era destinado à Coroa Portuguesa até a vinda da corte para o Brasil, quando o Pacto teve seu fim. Explique, sucintamente, que grande parte do ouro brasileiro foi também destinado à Inglaterra devido à dependência financeira entre Portugal e Inglaterra. Pergunte se alguém poderia dizer que outro produto foi explorado a partir de atividade extrativista no Brasil antes mesmo do início da exploração do ouro. Diga que é um produto mais facilmente explorado e que servia de matéria-prima para a produção de tintura em tecidos portugueses. Caso nenhum aluno aponte, indique a ocorrência de exploração do pau-brasil.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione: “Será que ainda existem atividades extrativistas no Brasil?”. Permita que, rapidamente, os alunos possam trazer respostas para essa pergunta, sendo possível que, dentre respostas positivas, surjam alguns exemplos de atividades a depender da realidade em que vive o aluno.

Em seguida, apresente a imagem dos pescadores de lambaris e das mulheres extraindo o látex da seringueira e pergunte aos alunos: “Se considerarmos extrativismo todas aquelas atividade que retiram da natureza produtos naturais que poderão ser prontamente consumidos ou direcionados ao comércio ou indústria, seria a pesca um exemplo de atividade extrativista?”. Espera-se que os alunos respondam que sim, caso respondam que não, retome as definições de extrativismo iniciadas ainda na apresentação da aula e, se possível, conte com o auxílio dos alunos que responderam que “sim” para ajuda na construção do conhecimento dos alunos que responderam “não”.

Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” e da extração de petróleo realizada pela Petrobrás, discutindo que ambas as paisagens representadas pelas imagens dizem respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, que commodities são produtos tidos como matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, sendo produzidos em grandes escalas e tendo seu valor definido pelo mercado mundial, ou seja, independente de que país produziu é definido um único preço, pois têm um baixo grau de diferenciação entre si. Atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 21 minutos

Orientações: Esta atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Caso a turma seja pequena pode ser dividida em três grupos; se forem turmas maiores divida em mais grupos, porém sempre múltiplos de três, pois serão realizadas três Estações. Cada grupo deverá receber uma folha correspondente a uma Estação e, após 7 minutos, as folhas devem ser trocadas entre os grupos de modo que, durante os 21 minutos de atividade, cada grupo permaneça por 7 minutos com cada Estação. Por exemplo:

7 minutos: Grupo 1 + Estação 1/Grupo 2 + Estação 2/Grupo 3 + Estação 3

7 minutos: Grupo 1 + Estação 3/Grupo 2 + Estação 1/Grupo 3 + Estação 2

7 minutos: Grupo 1 + Estação 2/Grupo 2 + Estação 3/Grupo 3 + Estação 1

A ideia da Rotação por Estações é que os alunos possam trabalhar diferentes atividades com o mesmo tema da aula. Peça que os alunos anotem as respostas de cada atividade em seus cadernos e, especificamente para as atividades 1 e 2, distribua dois mapas mudos para cada grupo (um para cada atividade).

Objetivos de cada Estação:

Estação 1: Esta estação traz um trecho do livro “As veias abertas da América Latina” de Eduardo Galeano e duas questões sobre o trecho destacado. Seu objetivo é construir a reflexão de que outros países da América Latina passaram por processos semelhantes ao Brasil no que tange às dinâmicas do Pacto Colonial (seja entre Brasil e Portugal ou Potosí e Espanha) na exploração de suas matérias-primas (no Brasil o ouro, em Potosí a prata). Esta Estação realiza uma comparação entre o Brasil e outro país com histórico similar de exploração, auxiliando em uma construção do conhecimento a partir de uma multiescalaridade dos fenômenos. A depender do contexto da escola (ver “Como adequar à sua realidade”), a atividade extrativista enquanto um processo espacial pode ser pensada em termos de “município ou região”, “Brasil” e “América Latina - Europa”, levando o aluno a reflexões de que estes eventos não ocorrem de modo isolado e que as diversas escalas de análise se atravessam. Espera-se que os alunos apontem a atividade econômica de extrativismo mineral do ouro e da prata.

Estação 2: Esta estação objetiva apresentar aos alunos os principais produtos do extrativismo vegetal no Brasil e sua área de ocorrência. A elaboração do mapa os auxilia a espacializar as produções e a perceber sua concentração em alguns estados quando comparado a outros que apresentam produções menos significativas. Sugere-se que os alunos elenquem cores para cada um dos produtos e pintem cada estado com o conjunto de cores correspondentes à sua produção (por exemplo, o Pará contaria com três cores distintas, representando o palmito, o açaí e a castanha do pará). A questão “Quais desses produtos você não conhece ou nunca ouviu falar?” tem o objetivo de discutir graus de familiarização que podemos ter em relação aos principais produtos nacionais de origem extrativista. Sugere-se que em casa ou em aula posterior, os alunos realizem pesquisas sobre esses produtos e quais são seus usos e produtos que deles derivam para que possam assim visualizar a grande gama de diversidade produtiva brasileira.

Estação 3: Semelhante à Estação 2, esta estação objetiva apresentar aos alunos os principais produtos do extrativismo mineral no Brasil e sua área de ocorrência. A elaboração do mapa os auxilia a espacializar as produções e a perceber sua concentração em alguns estados quando comparado a outros que apresentam produções menos significativas. Os alunos serão levados a perceber que, neste caso, a concentração da exploração é ainda mais evidente do que no extrativismo vegetal e recomenda-se que na etapa de Sistematização seja destacada a ação de grandes empresas na operação dessas atividades. Desta forma, salienta-se a Serra dos Carajás no Pará (estanho, cobre, bauxita, ouro, manganês e ferro) e o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais (ferro e manganês e, no século XVII, sendo caracterizado principalmente pela extração do ouro). Atente para a questão de que os minérios trazidos na tabela são aqueles que Brasil exporta, o que significa que existem outros que são extraídos em território nacional, mas que são utilizados apenas para consumo interno.

Solicite que os alunos coloquem títulos e criem legendas para ambos os mapas.

Durante a atividade vá passando pelos grupos auxiliando com possíveis dúvidas.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

SALLA, Fernanda. Os elementos que compõem um mapa. Nova Escola. 01 de agosto de 2011. Disponivel em: https://novaescola.org.br/conteudo/206/os-elementos-que-compoem-um-mapa (Acesso em 27/01/2019)

SASSAKI, Claudio. Aule diferente, aposte na Rotação por Estações de Aprendizagem. Nova Escola, 21 de outubro de 2016. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem (Acesso em 18/02/2019)

A atividade deste plano de aula foi baseada na proposta de Rotação por Estações de Aprendizagem, tendo sofrido pequenas modificações no que se refere, sobretudo, à utilização de tecnologias durante a atividade.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Pergunte aos alunos o que eles responderam na Estação 1, selecionado entre duas e três respostas. Em seguida, discuta com os alunos a noção da existência de um Pacto Colonial durante o período em que o Brasil e outros países da América Latina se encontravam em situação de colônias, discutindo a semelhança entre as cidades de Marina e Potosí trazidas pelo texto no que se refere a um momento de grande crescimento econômico devido à exploração do ouro e da prata, respectivamente, seguido de um contexto de menos luxo e riqueza, de acordo com o texto. Atualmente, o município de Marina cerca de 80% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em função da exploração do minério de ferro, fazendo parte do Quadrilátero Ferrífero.

Na sequência, questione os alunos acerca da Estação 2 no que se refere à concentração do extrativismo vegetal em estados do norte e nordeste, seguido do centro-oeste, sudeste e sul. Destaque a diversidade dessa atividade e questione quais desses produtos são familiares para os alunos e se conhecem os produtos que este produtos primários originam. Como sugerido na etapa anterior, caso não desconheçam grande parte dos produtos, peça para que pesquisem em casa suas derivações. Exponha que muitas dessas atividades são realizadas por comunidades tradicionais, como as quebradeiras de coco babaçu e os seringueiros.

No que se refere à Estação 3, questione novamente se há uma concentração das atividades em alguns estados, conferindo destaque a Serra dos Carajás no Pará e o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Discuta que, diferentemente do extrativismo vegetal, que conta com grande parcela de trabalhadores provenientes de comunidades tradicionais, a exploração dos minérios no Brasil é realizada por grandes empresas, como a Vale, a Samarco e a Votorantim, por exemplo, e que atividades extrativistas, de modo geral, trazem grandes impactos socioambientais onde ocorrem, principalmente em situações de falha em fiscalização das atividades, como o ocorrido em Mariana em 2015 e em Brumadinho em 2019, ambas por rompimentos de barragem de rejeitos (resíduos) da mineração.

Este plano objetivou trazer aos alunos as principais atividades extrativistas desenvolvidas no Brasil, analisando seu desenvolvimento a partir do mercantilismo e do modo capitalista de produção. Sugere-se trabalhar mais detalhadamente algumas dessas atividades em outras aulas, bem como os impactos socioambientais de tais atividades.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

EXAME, Revista. As 15 maiores empresas de mineração. Revista Exame, 13 de setembro de 2016. Disponível em:

https://exame.abril.com.br/revista-exame/as-15-maiores-empresas-de-mineracao/ (Acesso em 18/02/2019)

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE05 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Esta habilidade objetiva a análise de fatos e situações representativas de alterações espaciais decorrentes a partir do mercantilismo e do estabelecimento do capitalismo. O plano, em específico, objetiva a compreensão das principais atividades desenvolvidas pelo Brasil no ramo do extrativismo a partir de uma comparação entre as atividades mais tradicionais e a mineração moderna a partir de discussões e atividade de grupo.

Materiais necessários: Quadro, projetor, caderno, lápis grafite, borracha, lápis de cor, caneta.

Material complementar:

Imagens utilizadas no plano:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/PGeXGzMx4xyhKz59pyMAvqzeX898qUxmyGsDtkM5x5354t4RAESdtm8eYZNT/ge07-05und03-imagens-utilizadas-no-plano.pdf

Estações da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7mTqjNT2Vzau5zbCCMBQX7Eh5r7r6ENrsnwmEuqbB8aSBfVhUTXQ8dKuftZB/ge07-05und03-acao-propositiva-atividade.pdf

Link para os mapas:

Mapa mudo utilizado na Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JdqGvbzcWwcnSv5fG5sxKEwEBhVy8WAZHPjJWW7ZSqWFM94MprDNh52C7kPa/ge07-05und03-acao-propositiva-mapa.pdf

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. L&PM Pocket, Porto Alegre, 2014. 400p

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

HOMMA, Alfredo Kingo Oyama. Extrativismo, Biodiversidade e Biopirataria na Amazônia. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Secretaria de Gestão e Estratégia Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Brasília-DF, 2008. Disponível em:

https://www.researchgate.net/profile/Alfredo_Homma/publication/268219189_Extrativismo_biodiversidade_e_biopirataria_na_Amazonia/links/5465cbff0cf2f5eb17ff6862/Extrativismo-biodiversidade-e-biopirataria-na-Amazonia.pdf (Acesso em 18/02/2019)

SASSAKI, Claudio. Aule diferente, aposte na Rotação por Estações de Aprendizagem. Nova Escola, 21 de outubro de 2016. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem (Acesso em 18/02/2019)

EXAME, Revista. As 15 maiores empresas de mineração. Revista Exame, 13 de setembro de 2016. Disponível em:

https://exame.abril.com.br/revista-exame/as-15-maiores-empresas-de-mineracao/ (Acesso em 18/02/2019)

Contextos prévios: É recomendável que os alunos estejam familiarizados com questões sobre o Pacto Colonial enquanto uma medida de controle realizada do século XVI ao XVIII no contexto mercantilista. Desta forma, as metrópoles controlavam o que e como eram as produções realizadas pelas colônias sob seus domínios em um pacto de exclusividade. Nos territórios dominados pela Espanha houve a intensificação dos processos de extração de minérios (como ouro e prata). No caso brasileiro, investiu-se na monocultura (sendo este até os dias atuais o principal modelo de produção agrícola nacional), além da extração do ouro. Assim, durante o Pacto Colonial, o Brasil apresentou três principais ciclos produtivos, sendo eles: o pau-brasil, a cana-de-açúcar e o ouro.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o tema da aula aos alunos e pergunte se eles sabem a que se refere a palavra “extrativismo”, pedindo para que eles prestem atenção à palavra e se ela os lembra de alguma outra. Espera-se que os alunos a associem com “extração”. Caso seja necessário, explique que “extrair” significa “retirar” e que nesta aula será estudado quais são as atividades econômicas brasileiras que se ocupam em retirar algo de algum lugar a fins de comercialização.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insere, ou alguma localidade próxima, se ocupe de alguma atividade extrativista traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Apresente aos alunos a imagem a partir da projeção do slide ou de material impresso. Questione quais seriam as origens dos itens que aparecem na imagem, como as cadeiras, as roupas, a mesa e madeira, os papéis em cima da mesa e etc. Assim, questione: “De onde vocês acham que vem o papel?” “Quais são os materiais presentes na cadeira? De onde eles vêm?” e assim por diante. A imagem contida no slide é apenas um exemplo dentro de um campo de possibilidades. Caso não seja possível projetar ou imprimir as imagens, é exequível e, inclusive, recomendável questioná-los sobre os objetos existentes dentro da sala de aula. Por exemplo, aponte para uma cadeira e pergunte: “De onde vocês acreditam que veio a madeira/plástico desta cadeira? E o ferro das pernas da cadeira? De onde vem o material que compõe o quadro? E o giz? E o caderno de vocês?”.

Permita que os alunos deem palpites sobre a origem dos produtos, inclusive, caso aconteça, de que país ou localidade do país o produto é proveniente. Nesta etapa é apenas necessário que os alunos realizem o movimento mental de se questionar acerca da origem dos produtos presentes cotidianamente em suas vidas para que, em momento posterior, possam relacioná-los a uma produção nacional estruturada a partir deste tipo de atividade econômica e que sua ocorrência é latente desde o período colonial, no qual os fluxos entre metrópoles e colônia se pautavam, inicialmente, na extração de pau-brasil e, posteriormente, na extração mineral.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insere, ou alguma localidade próxima, se ocupe de alguma atividade extrativista traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione se eles acham que ainda existam atividades extrativistas no Brasil. Em seguida, das mulheres extraindo o látex da seringueira e fale sobre outras formas de extrativismo, como a pesca e a extração de látex. Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” discutindo que a imagem diz respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, o que são commodities e atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

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Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído. Cite o Pacto Colonial realizado entre as metrópoles e as colônias durante o mercantilismo e construa com os alunos a noção de que, à época, o ouro extraído das minas brasileiras era destinado à Coroa Portuguesa até a vinda da corte para o Brasil, quando o Pacto teve seu fim. Explique, sucintamente, que grande parte do ouro brasileiro foi também destinado à Inglaterra devido à dependência financeira entre Portugal e Inglaterra. Pergunte se alguém poderia dizer que outro produto foi explorado a partir de atividade extrativista no Brasil antes mesmo do início da exploração do ouro. Diga que é um produto mais facilmente explorado e que servia de matéria-prima para a produção de tintura em tecidos portugueses. Caso nenhum aluno aponte, indique a ocorrência de exploração do pau-brasil.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione: “Será que ainda existem atividades extrativistas no Brasil?”. Permita que, rapidamente, os alunos possam trazer respostas para essa pergunta, sendo possível que, dentre respostas positivas, surjam alguns exemplos de atividades a depender da realidade em que vive o aluno.

Em seguida, apresente a imagem dos pescadores de lambaris e das mulheres extraindo o látex da seringueira e pergunte aos alunos: “Se considerarmos extrativismo todas aquelas atividade que retiram da natureza produtos naturais que poderão ser prontamente consumidos ou direcionados ao comércio ou indústria, seria a pesca um exemplo de atividade extrativista?”. Espera-se que os alunos respondam que sim, caso respondam que não, retome as definições de extrativismo iniciadas ainda na apresentação da aula e, se possível, conte com o auxílio dos alunos que responderam que “sim” para ajuda na construção do conhecimento dos alunos que responderam “não”.

Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” e da extração de petróleo realizada pela Petrobrás, discutindo que ambas as paisagens representadas pelas imagens dizem respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, que commodities são produtos tidos como matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, sendo produzidos em grandes escalas e tendo seu valor definido pelo mercado mundial, ou seja, independente de que país produziu é definido um único preço, pois têm um baixo grau de diferenciação entre si. Atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

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Orientações: Apresente a gravura de Rugendas sobre a atividade extrativista de mineração no Brasil durante o século XIX. Peça para os alunos que, a partir das imagens e de seu imaginário, descrevam como acreditam que as atividades de mineração ocorriam neste período. Questione sobre como era feito o trabalho, quem o fazia e se imaginam para onde ia todo o ouro extraído. Cite o Pacto Colonial realizado entre as metrópoles e as colônias durante o mercantilismo e construa com os alunos a noção de que, à época, o ouro extraído das minas brasileiras era destinado à Coroa Portuguesa até a vinda da corte para o Brasil, quando o Pacto teve seu fim. Explique, sucintamente, que grande parte do ouro brasileiro foi também destinado à Inglaterra devido à dependência financeira entre Portugal e Inglaterra. Pergunte se alguém poderia dizer que outro produto foi explorado a partir de atividade extrativista no Brasil antes mesmo do início da exploração do ouro. Diga que é um produto mais facilmente explorado e que servia de matéria-prima para a produção de tintura em tecidos portugueses. Caso nenhum aluno aponte, indique a ocorrência de exploração do pau-brasil.

Na sequência, diga que, de modo geral, é possível realizar três tipos de extrativismo: o vegetal, animal e mineral e questione: “Será que ainda existem atividades extrativistas no Brasil?”. Permita que, rapidamente, os alunos possam trazer respostas para essa pergunta, sendo possível que, dentre respostas positivas, surjam alguns exemplos de atividades a depender da realidade em que vive o aluno.

Em seguida, apresente a imagem dos pescadores de lambaris e das mulheres extraindo o látex da seringueira e pergunte aos alunos: “Se considerarmos extrativismo todas aquelas atividade que retiram da natureza produtos naturais que poderão ser prontamente consumidos ou direcionados ao comércio ou indústria, seria a pesca um exemplo de atividade extrativista?”. Espera-se que os alunos respondam que sim, caso respondam que não, retome as definições de extrativismo iniciadas ainda na apresentação da aula e, se possível, conte com o auxílio dos alunos que responderam que “sim” para ajuda na construção do conhecimento dos alunos que responderam “não”.

Apresente a imagem da extração de ferro do Projeto Grande Carajás (que engloba os estados do Pará, Tocantins e Maranhão), explorado pela empresa privada “Vale” e da extração de petróleo realizada pela Petrobrás, discutindo que ambas as paisagens representadas pelas imagens dizem respeito ao extrativismo mineral. Diga que o Brasil apresenta uma grande variedade de produtos provenientes do extrativismo (também chamados de “produtos primários”), como plantas medicinais (principalmente na Amazônia), peixes, madeira, minérios, a seringueira (utilizada na produção da borracha), o cacau, a água mineral, o petróleo, gás natural e etc. Discuta que o extrativismo é a principal atividade econômica de muitas famílias que têm sua subsistência baseada nestes produtos e que, ao mesmo tempo, a partir da mineração moderna, existem grandes empresas que exploram os minérios brasileiros (como o ferro, o alumínio, o estanho, o cobre, o ouro, quartzo e o nióbio) e os exportam para outros países, sendo o Brasil um dos principais produtores mundiais de minérios, que são chamados de commodities no mercado internacional. Explique, sucintamente, que commodities são produtos tidos como matérias-primas ou com pequeno grau de industrialização, sendo produzidos em grandes escalas e tendo seu valor definido pelo mercado mundial, ou seja, independente de que país produziu é definido um único preço, pois têm um baixo grau de diferenciação entre si. Atente para o fato de que os maiores produtores de commodities geralmente são países com grande extensão territorial (como China, Estados Unidos e o próprio Brasil). Questione os alunos se eles imaginam o porquê deste cenário. É esperado que eles respondam que devido ao seu tamanho, o país tenha mais espaço para produzir e também para variar sua produção.

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, busque por imagens semelhantes na internet, livros didáticos, jornais e revistas, ou ainda, procure retomar possíveis referências dos alunos a partir de seus espaços de vivência, da televisão e outros tipos de mídia por meio das quais eles possam ter tido contato com o tema em questão.

Sugere-se trabalhar em outra aula a localização das atividades extrativistas brasileiras e discutir quais são alguns dos produtos aos quais dão origem após os processos industriais.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

Extrativismo são todas aquelas atividades e coleta de produtos naturais, sejam estes de origem animal, vegetal ou mineral e que, usualmente, são utilizados como matéria-prima na confecção de outros produtos. No Brasil, este tipo de produção como atividade econômica de grande destaque tem origem com a exploração do pau-brasil ainda no século XVI, seguida pela extração do ouro no século XVII. A partir do Pacto Colonial realizado entre Portugal (metrópole) e o Brasil (colônia), os produtos explorados eram destinado a Portugal, permitindo seu enriquecimento e pagamento de dívidas, sobretudo com a Inglaterra. Ao longo de sua história, o Brasil também fez uso das chamadas “drogas do sertão”, madeira, borracha, amêndoas, folhas e raízes, atualmente 65% das exportações brasileiras têm origem nas commodities (que incluem os produtos provenientes do extrativismo e da agropecuária, como frango e soja), sendo caracterizado como um dos maiores produtores mundiais de commodities (dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

CASTRO, José Roberto. As commodities e seu impacto na economia do Brasil. Nexo Jornal. 31 de março de 2016. Disponível em:

https://www.nexojornal.com.br/explicado/2016/03/31/As-commodities-e-seu-impacto-na-economia-do-Brasil (Acesso em 18/02/2019)

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Tempo sugerido: 21 minutos

Orientações: Esta atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Caso a turma seja pequena pode ser dividida em três grupos; se forem turmas maiores divida em mais grupos, porém sempre múltiplos de três, pois serão realizadas três Estações. Cada grupo deverá receber uma folha correspondente a uma Estação e, após 7 minutos, as folhas devem ser trocadas entre os grupos de modo que, durante os 21 minutos de atividade, cada grupo permaneça por 7 minutos com cada Estação. Por exemplo:

7 minutos: Grupo 1 + Estação 1/Grupo 2 + Estação 2/Grupo 3 + Estação 3

7 minutos: Grupo 1 + Estação 3/Grupo 2 + Estação 1/Grupo 3 + Estação 2

7 minutos: Grupo 1 + Estação 2/Grupo 2 + Estação 3/Grupo 3 + Estação 1

A ideia da Rotação por Estações é que os alunos possam trabalhar diferentes atividades com o mesmo tema da aula. Peça que os alunos anotem as respostas de cada atividade em seus cadernos e, especificamente para as atividades 1 e 2, distribua dois mapas mudos para cada grupo (um para cada atividade).

Objetivos de cada Estação:

Estação 1: Esta estação traz um trecho do livro “As veias abertas da América Latina” de Eduardo Galeano e duas questões sobre o trecho destacado. Seu objetivo é construir a reflexão de que outros países da América Latina passaram por processos semelhantes ao Brasil no que tange às dinâmicas do Pacto Colonial (seja entre Brasil e Portugal ou Potosí e Espanha) na exploração de suas matérias-primas (no Brasil o ouro, em Potosí a prata). Esta Estação realiza uma comparação entre o Brasil e outro país com histórico similar de exploração, auxiliando em uma construção do conhecimento a partir de uma multiescalaridade dos fenômenos. A depender do contexto da escola (ver “Como adequar à sua realidade”), a atividade extrativista enquanto um processo espacial pode ser pensada em termos de “município ou região”, “Brasil” e “América Latina - Europa”, levando o aluno a reflexões de que estes eventos não ocorrem de modo isolado e que as diversas escalas de análise se atravessam. Espera-se que os alunos apontem a atividade econômica de extrativismo mineral do ouro e da prata.

Estação 2: Esta estação objetiva apresentar aos alunos os principais produtos do extrativismo vegetal no Brasil e sua área de ocorrência. A elaboração do mapa os auxilia a espacializar as produções e a perceber sua concentração em alguns estados quando comparado a outros que apresentam produções menos significativas. Sugere-se que os alunos elenquem cores para cada um dos produtos e pintem cada estado com o conjunto de cores correspondentes à sua produção (por exemplo, o Pará contaria com três cores distintas, representando o palmito, o açaí e a castanha do pará). A questão “Quais desses produtos você não conhece ou nunca ouviu falar?” tem o objetivo de discutir graus de familiarização que podemos ter em relação aos principais produtos nacionais de origem extrativista. Sugere-se que em casa ou em aula posterior, os alunos realizem pesquisas sobre esses produtos e quais são seus usos e produtos que deles derivam para que possam assim visualizar a grande gama de diversidade produtiva brasileira.

Estação 3: Semelhante à Estação 2, esta estação objetiva apresentar aos alunos os principais produtos do extrativismo mineral no Brasil e sua área de ocorrência. A elaboração do mapa os auxilia a espacializar as produções e a perceber sua concentração em alguns estados quando comparado a outros que apresentam produções menos significativas. Os alunos serão levados a perceber que, neste caso, a concentração da exploração é ainda mais evidente do que no extrativismo vegetal e recomenda-se que na etapa de Sistematização seja destacada a ação de grandes empresas na operação dessas atividades. Desta forma, salienta-se a Serra dos Carajás no Pará (estanho, cobre, bauxita, ouro, manganês e ferro) e o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais (ferro e manganês e, no século XVII, sendo caracterizado principalmente pela extração do ouro). Atente para a questão de que os minérios trazidos na tabela são aqueles que Brasil exporta, o que significa que existem outros que são extraídos em território nacional, mas que são utilizados apenas para consumo interno.

Solicite que os alunos coloquem títulos e criem legendas para ambos os mapas.

Durante a atividade vá passando pelos grupos auxiliando com possíveis dúvidas.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

SALLA, Fernanda. Os elementos que compõem um mapa. Nova Escola. 01 de agosto de 2011. Disponivel em: https://novaescola.org.br/conteudo/206/os-elementos-que-compoem-um-mapa (Acesso em 27/01/2019)

SASSAKI, Claudio. Aule diferente, aposte na Rotação por Estações de Aprendizagem. Nova Escola, 21 de outubro de 2016. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem (Acesso em 18/02/2019)

A atividade deste plano de aula foi baseada na proposta de Rotação por Estações de Aprendizagem, tendo sofrido pequenas modificações no que se refere, sobretudo, à utilização de tecnologias durante a atividade.

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Tempo sugerido: 9 minutos

Orientações: Pergunte aos alunos o que eles responderam na Estação 1, selecionado entre duas e três respostas. Em seguida, discuta com os alunos a noção da existência de um Pacto Colonial durante o período em que o Brasil e outros países da América Latina se encontravam em situação de colônias, discutindo a semelhança entre as cidades de Marina e Potosí trazidas pelo texto no que se refere a um momento de grande crescimento econômico devido à exploração do ouro e da prata, respectivamente, seguido de um contexto de menos luxo e riqueza, de acordo com o texto. Atualmente, o município de Marina cerca de 80% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em função da exploração do minério de ferro, fazendo parte do Quadrilátero Ferrífero.

Na sequência, questione os alunos acerca da Estação 2 no que se refere à concentração do extrativismo vegetal em estados do norte e nordeste, seguido do centro-oeste, sudeste e sul. Destaque a diversidade dessa atividade e questione quais desses produtos são familiares para os alunos e se conhecem os produtos que este produtos primários originam. Como sugerido na etapa anterior, caso não desconheçam grande parte dos produtos, peça para que pesquisem em casa suas derivações. Exponha que muitas dessas atividades são realizadas por comunidades tradicionais, como as quebradeiras de coco babaçu e os seringueiros.

No que se refere à Estação 3, questione novamente se há uma concentração das atividades em alguns estados, conferindo destaque a Serra dos Carajás no Pará e o Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Discuta que, diferentemente do extrativismo vegetal, que conta com grande parcela de trabalhadores provenientes de comunidades tradicionais, a exploração dos minérios no Brasil é realizada por grandes empresas, como a Vale, a Samarco e a Votorantim, por exemplo, e que atividades extrativistas, de modo geral, trazem grandes impactos socioambientais onde ocorrem, principalmente em situações de falha em fiscalização das atividades, como o ocorrido em Mariana em 2015 e em Brumadinho em 2019, ambas por rompimentos de barragem de rejeitos (resíduos) da mineração.

Este plano objetivou trazer aos alunos as principais atividades extrativistas desenvolvidas no Brasil, analisando seu desenvolvimento a partir do mercantilismo e do modo capitalista de produção. Sugere-se trabalhar mais detalhadamente algumas dessas atividades em outras aulas, bem como os impactos socioambientais de tais atividades.

Como adequar à sua realidade: Caso o município onde a escola se insira no contexto extrativista, ou alguma localidade próxima se ocupe de alguma atividade extrativista, traga este situação para a discussão em sala, permitindo que os alunos relacionem este tema com atividades presentes em seu cotidiano.

Para você saber mais:

EXAME, Revista. As 15 maiores empresas de mineração. Revista Exame, 13 de setembro de 2016. Disponível em:

https://exame.abril.com.br/revista-exame/as-15-maiores-empresas-de-mineracao/ (Acesso em 18/02/2019)

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