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Plano de aula > Geografia > 7º ano > O sujeito e seu lugar no mundo

Plano de aula - As comunidades tradicionais e a formação territorial brasileira

Analisar a importância das comunidades tradicionais na constituição da nação brasileira

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jéssica Da Silva Rodrigues Cecim

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE01 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade está relacionada com a formação territorial do Brasil em uma perspectiva que aborde, sobretudo, os imaginários estereotipados dos alunos em relação à formação do território e às paisagens brasileiras. Trata-se do aluno compreender, por meio de imagens, vídeos, músicas, mapas, literatura, dialogia, dentre outros recursos, os processos de formação territorial do Brasil e de suas regionalizações ao longo do tempo com foco nas concepções e ideias construídas sobre o território. Neste plano, especificamente, trata-se de compreender a relação entre a constituição da nação brasileira com a existência de comunidades tradicionais. Panoramas mais recentes podem ser utilizados para problematizar questões referentes a essas comunidades e as políticas territoriais ao longo do tempo histórico.

Materiais necessários:

  • Quadro
  • Projetor (caso não seja possível utilizar projetor, imprima as imagens ou busque por imagens semelhantes em livros didáticos e/ou apostilas)
  • Caderno
  • Lápis de escrever e borracha
  • atividade propositiva impressa.

Material complementar:

-Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

- Atividade propositiva: Rotação por Estações:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uCbBqjX3fqZhPBGuXw3eVgVK4k5PWSP95G6CTBFsm9KMZx8uy8FZ66KvTX6g/geo7-01und02-atividade-propositiva-estacoes-de-aprendizagem.pdf

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. De acordo com o Ministério dos Direito Humanos, em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, ciganos, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionais

Contextos prévios: Para este plano de aula é importante que os alunos estejam familiarizados com discussões referentes aos conceitos de “território” e “nação”. Trata-se de relacionar a existência de um território à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e pensar a nação no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Para esta aula explique para os alunos que vocês irão discutir sobre o que são comunidades e povos tradicionais, quais são esses povos no contexto brasileiro e qual é a sua importância na formação da nação brasileira. As discussões se darão a partir de fragmentos de reportagens, imagens de grupos tradicionais e uma atividade em grupo de Rotação por Estações. Ao final da aula, os alunos deverão escrever uma carta/e-mail sobre as principais discussões realizadas em sala.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, ciganos, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionais

Contextos prévios: Para este plano de aula é importante que os alunos estejam familiarizados com discussões referentes aos conceitos de “território” e “nação”. Trata-se de relacionar a existência de um território à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e pensar a nação no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Mostre as reportagens para os alunos com destaque ao modo como o desastre ocorrido no ano de 2015 em Mariana afetou a vida de muitas pessoas, dentre elas, populações reconhecidas como tradicionais. Pergunte aos alunos se já ouviram a expressão “comunidades/povos tradicionais”, se imaginam do que esse termo se trata. As reportagens utilizadas são apenas exemplos de situações que afetaram diretamente a vida de pessoas oriundas de comunidades tradicionais e, neste caso, não tradicionais também. O objetivo da utilização da reportagem é que os alunos possam trazer para a aula seus conhecimentos prévios sobre essas comunidades, onde eventualmente se localizam, seus modos de vida e costumes. A partir, especificamente, desta reportagem, pode ser citada como se configuram as populações ribeirinhas e comunidades indígenas e de como seu sustento está intimamente relacionado à qualidade das águas dos rios.

Caso as imagens não possam ser projetadas, é possível imprimi-las, ou ainda, copiar o seu título no quadro a apenas a frase da reportagem que diz respeito à comunidades tradicionais.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionai

-”Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia:

http://novacartografiasocial.com.br/fasciculos/povos-e-comunidades-tradicionais-do-brasil/

Materiais Complementares:

Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

Reportagem El País “Um ano do desastre de Mariana: o que foi e o que não feito para reparar os danos” de 07/11/2016:

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/04/politica/1478293515_402075.html

Reportagem Estadão “Desastre em Mariana, 2 anos: em busca da própria história e de reparação” de 05/11/2017:

https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,desastre-de-mariana-2-anos-em-busca-da-propria-historia-e-de-reparacao,70002072236

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as reportagens para os alunos com destaque ao modo como o desastre ocorrido no ano de 2015 em Mariana afetou a vida de muitas pessoas, dentre elas, populações reconhecidas como tradicionais. Pergunte aos alunos se já ouviram a expressão “comunidades/povos tradicionais”, se imaginam do que esse termo se trata. As reportagens utilizadas são apenas exemplos de situações que afetaram diretamente a vida de pessoas oriundas de comunidades tradicionais e, neste caso, não tradicionais também. O objetivo da utilização da reportagem é que os alunos possam trazer para a aula seus conhecimentos prévios sobre essas comunidades, onde eventualmente se localizam, seus modos de vida e costumes. A partir, especificamente, desta reportagem, pode ser citada como se configuram as populações ribeirinhas e comunidades indígenas e de como seu sustento está intimamente relacionado à qualidade das águas dos rios.

Caso as imagens não possam ser projetadas, é possível imprimi-las, ou ainda, copiar o seu título no quadro a apenas a frase da reportagem que diz respeito à comunidades tradicionais.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionai

-”Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia:

http://novacartografiasocial.com.br/fasciculos/povos-e-comunidades-tradicionais-do-brasil/

Materiais Complementares:

Reportagem El País “Um ano do desastre de Mariana: o que foi e o que não feito para reparar os danos” de 07/11/2016 (Acesso e 26/11/2018):

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/04/politica/1478293515_402075.html

Reportagem Estadão “Desastre em Mariana, 2 anos: em busca da própria história e de reparação” de 05/11/2017 (Acesso e 26/11/2018):

https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,desastre-de-mariana-2-anos-em-busca-da-propria-historia-e-de-reparacao,70002072236

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Mostre as imagens das representações de uma comunidade indígena, uma quilombola e uma cigana (caso prefira podem ser utilizada outras imagens que representem outros grupos). Discuta sobre essas imagens não representarem a totalidade desses povos, mas que são úteis para ilustrar a existência de diferentes grupos dentro de um mesmo território nacional. Neste ponto, é importante que os alunos percebam e tragam para a aula o que já sabem sobre a existência de povos que, em muitos casos, se organizam de modo diferente do dele. Mesmo que algum aluno se identifique com algum dos grupos apresentados durante a aula, é importante que ainda assim, ele relacione sua própria forma de vida com formas de vida diferentes. Apesar da problematização trazer uma pequena discussão sobre a diferença entre os modos de vida e organização das comunidades, sejam elas tradicionais ou não, a aula não deve se voltar a uma separação com foco na criação de um "eles" e um "nós". Na pergunta "o que eles têm em comum", foque na legitimação de todos os modos de vida, na não hierarquização entre as diferentes formas de territorialidade. Pergunte se eles já ouviram falar de alguns desses grupos, se já se relacionaram com algum deles. Mencione que, mesmo passando por mudanças ao longo do tempo, esses grupos fazem parte da nação brasileira, que é plural em seus costumes, crenças, etnias e tradições. O foco da discussão se concentra na territorialidade desses povos e no quanto sua territorialidade precisa ser respeitada para a reprodução das suas práticas. As territorialidades são plurais e independem da fixação permanente de um grupo no território, como por exemplo, a existência de diversas populações ciganas em situação de itinerância.

Caso não seja possível projetar as imagens é exequível imprimi-las ou ainda buscar por imagens semelhantes em livros didáticos e/ou apostilas.

Para você saber mais:

O conceito de territorialidade se relaciona, segundo a professora Maria Encarnação Beltrão Sposito, com as características que o território ganha de acordo com a sua utilização e sua incorporação pelo ser humano. Assim, para o professor Rogério Haesbaert, a territorialidade incorpora uma dimensão política, econômica e cultural e está ligada ao modo como as pessoas utilizam a terra, como se organizam no espaço e dão significado ao lugar.

FERREIRA, Denison da Silva. Território, territorialidade e seus múltiplos enfoques na ciência Geográfica. Campo-Território: Revista de Geografia Agrária, v. 9, nº17, p.111-135. 2014

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/zwrenStYkrxAPBFjfhg9c9EhE8mrksG7bHrB4RDvEa2k4s7Z3fHqpEfwEqd7/territorio-territorialidade-e-seus-multiplos-enfoques-na-ciencia-geografica-denisonsferreira-1.pdf

BRASIL, Ministério dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Povos Ciganos. 2015.

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/copy_of_povos-de-cultura-cigana (Acesso em dezembro de 2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Ciganos: documento orientador para os sistemas de ensino. Brasília-DF, 2014.

file:///C:/Users/user/Downloads/copy_of_secadi_ciganos_documento_orientador_para_sistemas_ensino.pdf (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental. Terras Indígenas no Brasil:

https://terrasindigenas.org.br/pt-br/ (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental. Mirim, povos indígenas no Brasil. Menos Preconceito, mais índio.

https://mirim.org/node/18545 (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental: #MenosPreconceitoMaisÍndio:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=uuzTSTmIaUc (Acesso em dezembro de 2018)

-BRASIL, Ministério dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Comunidades Quilombolas.

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/programa-brasil-quilombola (Acesso em dezembro de 2018)

-Fundação Cultural Palmares:

http://www.palmares.gov.br/

-NEXO, Journal. Como o IBGE pretende incluir quilombolas no censo de 2020. de 13/07/2018:

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/07/13/Como-o-IBGE-pretende-incluir-quilombolas-no-censo-de-2020 (Acesso em dezembro de 2018)

Materiais Complementares:

Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Esta atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Caso a turma seja pequena pode ser dividida em três grupos; se forem turmas maiores divida em mais grupos, porém sempre múltiplos de três, pois serão realizadas três Estações. Cada grupo deverá receber uma folha correspondente a uma Estação e, após 5 minutos, as folhas devem ser trocadas entre os grupos de modo que, durante dos 15 minutos de atividade, cada grupo permaneça por 5 minutos com cada Estação. Por exemplo:

5 minutos: Grupo 1 + Estação 1/Grupo 2 + Estação 2/Grupo 3 + Estação 3

5 minutos: Grupo 1 + Estação 3/Grupo 2 + Estação 1/Grupo 3 + Estação 2

5 minutos: Grupo 1 + Estação 2/Grupo 2 + Estação 3/Grupo 3 + Estação 1

A ideia da Rotação por Estações é que os alunos possam trabalhar diferentes atividades com o mesmo tema da aula.

Objetivos de cada Estação:

Estação 1: tem o objetivo de levar os alunos à reflexão de como agiriam caso se relacionassem com pessoas de alguma comunidade tradicional. A comunidade cigana (assim como a ribeirinha, quilombola e indígena) são apenas exemplos, formas do alunos compreender uma questão maior, que é a de tratar com respeito e equidade todas as formas de existir, mesmo que e, sobretudo, quando diferentes da sua. Neste ponto em específico, são apresentados estereótipos relacionados à comunidade cigana retratada na reportagem. Cabe, igualmente, a reflexão que, caso este plano seja utilizado no contexto de alguma das comunidades tradicionais aqui trabalhadas, é possível que se adapte a aula, pois há sempre um objetivo maior, que é pensar o respeito, a equidade e o acolhimento, independente da comunidade discutida.

Estação 2: tem o objetivo principal de desenvolver a concepção de que cada comunidade tradicional carrega um conjunto de técnicas que se relacionam diretamente com seus modos de vida e que para cada uma delas existe uma série de conhecimentos necessários aos diferentes povos. No caso específico da atividade, é necessário que o caiçara possua conhecimentos sobre o movimento de marés, as dinâmicas de chuva, o artesanato que produz a rede, o trabalho em equipe, dentre outros. O objetivo é mostrar que essas outras formas de territorialidade, como a dos caiçaras, carrega em si uma série de conhecimentos próprios que são importantes na suas atividades cotidianas. A ideia é levar o aluno à reflexão de que nenhum conhecimento deve ser considerado mais legítimo do que outro, pois em cada contexto um grupo de conhecimentos é necessário para a forma de vida de determinado grupo. Neste exemplo, o aluno pode ainda se perguntar “Será que eu seria capaz de realizar este tipo de pesca? Eu sei o que é necessário para que ela aconteça?” e a resposta provavelmente seria “Não”; o que seria instigante pensando que uma criança caiçara com idade aproximada do aluno talvez saiba. O propósito não é pensar quem sabe mais ou menos, mas que tipos de conhecimentos são necessários em cada lugar e em como todos eles são válidos. O estereótipo aqui trabalhado, mesmo que aparentemente de forma mais sutil, é a de que a sociedade ocidentalizada como a que conhecemos não detém todo o conhecimento, principalmente em um contexto de avanço constante da técnica a partir da ciência e que todas as formas de conhecimentos são importantes

Estação 3: tem o objetivo principal de relacionar as discussões levantadas em aula com a realidade territorial do aluno. Podem aparecer aspectos relacionados ao seu bairro, município ou comunidade a qual pertença. Trata-se de, a partir da observação da paisagem e da vivência, o aluno trazer aspectos importantes sobre a sua própria territorialidade. O intuito é que o aluno pense a territorialidade a partir de sua própria realidade/cotidiano. Após a reflexão sobre outras comunidades pensar "E como funciona na minha comunidade?". Neste ponto, torna-se importante que o aluno pense sua forma de se relacionar com o território/lugar para pensar como outras pessoas se relacionam com o delas. Desta maneira, retoma-se a principal discussão da Problematização: "O que temos de diferente? O que temos de semelhante?", pois é quando o aluno olha pra si que é capaz de enxergar que, afinal, todas as formas de existência são legítimas, todas são importantes na constituição do território nacional (que é plural) na mesma medida, uma visão que permite iniciar uma percepção sobre outras comunidades para além de estereótipos.

A concepção de "constituição do território" adotada neste plano é a de pensar a existência dessas comunidades como parte do território, independente de qual tempo (se passado ou presente) estamos lidando. Desta forma, foram apresentadas práticas dessas comunidades que demonstram a sua importância a partir da sua territorialidade própria, ou seja, de sua forma de se relacionar com o território. Assim, sua importância não se resume a quanto contribuem para o "restante" do Brasil, ou seja, uma grande comunidade "não tradicional", mas sim, pensar que suas formas de existência são tão legítimas quanto qualquer outra.

Materiais necessários:

- Atividade propositiva: Rotação por Estações:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uCbBqjX3fqZhPBGuXw3eVgVK4k5PWSP95G6CTBFsm9KMZx8uy8FZ66KvTX6g/geo7-01und02-atividade-propositiva-estacoes-de-aprendizagem.pdf

Para você saber mais:

-Rotação por Estações de Aprendizagem:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem

A atividade deste plano de aula foi baseada na proposta de Rotação por Estações de Aprendizagem, tendo sofrido pequenas modificações no que se refere, sobretudo, à utilização de tecnologias durante a atividade.

-Eles são ciganos, falta ser cidadãos (Nova Escola) - material utilizado na Estação 1:

https://novaescola.org.br/conteudo/8429/eles-sao-ciganos-falta-ser-cidadaos

-Arrasto de Praia - Praia Grande da Cajaíba, Parati/RJ - material utilizado na Estação 2

https://www.youtube.com/watch?v=2tsUHgvkqUk Não é necessário que o vídeo seja passado em sala, pois neste plano foi utilizada apenas uma imagem retirada do vídeo, que é a disparadora das discussões objetivadas para esta etapa. As imagens utilizadas em todas as estações estão presentes em arquivo disponível em “Materiais Necessários” na apresentação do plano.

-Quebradeiras de coco babaçu do interior do Maranhão - material utilizado na Estação 3

https://www.youtube.com/watch?v=GMPiFb96pVw Não é necessário que o vídeo seja passado em sala, pois neste plano foi utilizada apenas uma imagem retirada do vídeo, que é a disparadora das discussões objetivadas para esta etapa. As imagens utilizadas em todas as estações estão presentes em arquivo disponível em “Materiais Necessários” na apresentação do plano.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Peça para que os alunos escrevem uma carta ou um e-mail contando a uma amigo sobre a aula de Geografia de hoje. Nesta carta/e-mail ele deve contar sobre os principais aspectos discutidos em aula, com especial atenção ao convívio com as diferentes territorialidades, modos de vida, práticas e costumes. O título sugerido para a carta/e-mail é “O Brasil e a diversidade de pessoas dentro do território nacional”. A sistematização também pode acontecer em forma de um post no Facebook ou Instagram, caso esta realidade seja mais próxima dos alunos.

Para você saber mais:

-Eles são ciganos, falta ser cidadãos (Nova Escola) - material utilizado na Estação 1:

https://novaescola.org.br/conteudo/8429/eles-sao-ciganos-falta-ser-cidadaos

-Arrasto de Praia - Praia Grande da Cajaíba, Parati/RJ - material utilizado na Estação 2

https://www.youtube.com/watch?v=2tsUHgvkqUk

-Quebradeiras de coco babaçu do interior do Maranhão - material utilizado na Estação 3

https://www.youtube.com/watch?v=GMPiFb96pVw

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE01 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade está relacionada com a formação territorial do Brasil em uma perspectiva que aborde, sobretudo, os imaginários estereotipados dos alunos em relação à formação do território e às paisagens brasileiras. Trata-se do aluno compreender, por meio de imagens, vídeos, músicas, mapas, literatura, dialogia, dentre outros recursos, os processos de formação territorial do Brasil e de suas regionalizações ao longo do tempo com foco nas concepções e ideias construídas sobre o território. Neste plano, especificamente, trata-se de compreender a relação entre a constituição da nação brasileira com a existência de comunidades tradicionais. Panoramas mais recentes podem ser utilizados para problematizar questões referentes a essas comunidades e as políticas territoriais ao longo do tempo histórico.

Materiais necessários:

  • Quadro
  • Projetor (caso não seja possível utilizar projetor, imprima as imagens ou busque por imagens semelhantes em livros didáticos e/ou apostilas)
  • Caderno
  • Lápis de escrever e borracha
  • atividade propositiva impressa.

Material complementar:

-Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

- Atividade propositiva: Rotação por Estações:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uCbBqjX3fqZhPBGuXw3eVgVK4k5PWSP95G6CTBFsm9KMZx8uy8FZ66KvTX6g/geo7-01und02-atividade-propositiva-estacoes-de-aprendizagem.pdf

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. De acordo com o Ministério dos Direito Humanos, em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, ciganos, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionais

Contextos prévios: Para este plano de aula é importante que os alunos estejam familiarizados com discussões referentes aos conceitos de “território” e “nação”. Trata-se de relacionar a existência de um território à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e pensar a nação no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Para esta aula explique para os alunos que vocês irão discutir sobre o que são comunidades e povos tradicionais, quais são esses povos no contexto brasileiro e qual é a sua importância na formação da nação brasileira. As discussões se darão a partir de fragmentos de reportagens, imagens de grupos tradicionais e uma atividade em grupo de Rotação por Estações. Ao final da aula, os alunos deverão escrever uma carta/e-mail sobre as principais discussões realizadas em sala.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, ciganos, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionais

Contextos prévios: Para este plano de aula é importante que os alunos estejam familiarizados com discussões referentes aos conceitos de “território” e “nação”. Trata-se de relacionar a existência de um território à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e pensar a nação no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Mostre as reportagens para os alunos com destaque ao modo como o desastre ocorrido no ano de 2015 em Mariana afetou a vida de muitas pessoas, dentre elas, populações reconhecidas como tradicionais. Pergunte aos alunos se já ouviram a expressão “comunidades/povos tradicionais”, se imaginam do que esse termo se trata. As reportagens utilizadas são apenas exemplos de situações que afetaram diretamente a vida de pessoas oriundas de comunidades tradicionais e, neste caso, não tradicionais também. O objetivo da utilização da reportagem é que os alunos possam trazer para a aula seus conhecimentos prévios sobre essas comunidades, onde eventualmente se localizam, seus modos de vida e costumes. A partir, especificamente, desta reportagem, pode ser citada como se configuram as populações ribeirinhas e comunidades indígenas e de como seu sustento está intimamente relacionado à qualidade das águas dos rios.

Caso as imagens não possam ser projetadas, é possível imprimi-las, ou ainda, copiar o seu título no quadro a apenas a frase da reportagem que diz respeito à comunidades tradicionais.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionai

-”Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia:

http://novacartografiasocial.com.br/fasciculos/povos-e-comunidades-tradicionais-do-brasil/

Materiais Complementares:

Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

Reportagem El País “Um ano do desastre de Mariana: o que foi e o que não feito para reparar os danos” de 07/11/2016:

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/04/politica/1478293515_402075.html

Reportagem Estadão “Desastre em Mariana, 2 anos: em busca da própria história e de reparação” de 05/11/2017:

https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,desastre-de-mariana-2-anos-em-busca-da-propria-historia-e-de-reparacao,70002072236

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as reportagens para os alunos com destaque ao modo como o desastre ocorrido no ano de 2015 em Mariana afetou a vida de muitas pessoas, dentre elas, populações reconhecidas como tradicionais. Pergunte aos alunos se já ouviram a expressão “comunidades/povos tradicionais”, se imaginam do que esse termo se trata. As reportagens utilizadas são apenas exemplos de situações que afetaram diretamente a vida de pessoas oriundas de comunidades tradicionais e, neste caso, não tradicionais também. O objetivo da utilização da reportagem é que os alunos possam trazer para a aula seus conhecimentos prévios sobre essas comunidades, onde eventualmente se localizam, seus modos de vida e costumes. A partir, especificamente, desta reportagem, pode ser citada como se configuram as populações ribeirinhas e comunidades indígenas e de como seu sustento está intimamente relacionado à qualidade das águas dos rios.

Caso as imagens não possam ser projetadas, é possível imprimi-las, ou ainda, copiar o seu título no quadro a apenas a frase da reportagem que diz respeito à comunidades tradicionais.

Como adequar à sua realidade: Caso alguma comunidade ou povo tradicional faça parte do seu município leve essas discussões para a sala de aula. Dialogue com os alunos acerca do que eles conhecem sobre este grupo, suas vivências e modos de vida.

Para você saber mais:

As comunidades tradicionais no Brasil se relacionam àqueles grupos que se diferenciam culturalmente a partir de formas próprias de organização social e que têm nos recursos naturais e no território sua condição de reprodução cultural, social, religiosa, econômica e ancestral. Suas práticas são transmitidas de geração para geração. Em nosso país são consideradas comunidades tradicionais: quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.

-“Comunidades Tradicionais: o que são” do Ministério dos Direitos Humanos:

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionai

-”Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia:

http://novacartografiasocial.com.br/fasciculos/povos-e-comunidades-tradicionais-do-brasil/

Materiais Complementares:

Reportagem El País “Um ano do desastre de Mariana: o que foi e o que não feito para reparar os danos” de 07/11/2016 (Acesso e 26/11/2018):

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/04/politica/1478293515_402075.html

Reportagem Estadão “Desastre em Mariana, 2 anos: em busca da própria história e de reparação” de 05/11/2017 (Acesso e 26/11/2018):

https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,desastre-de-mariana-2-anos-em-busca-da-propria-historia-e-de-reparacao,70002072236

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Mostre as imagens das representações de uma comunidade indígena, uma quilombola e uma cigana (caso prefira podem ser utilizada outras imagens que representem outros grupos). Discuta sobre essas imagens não representarem a totalidade desses povos, mas que são úteis para ilustrar a existência de diferentes grupos dentro de um mesmo território nacional. Neste ponto, é importante que os alunos percebam e tragam para a aula o que já sabem sobre a existência de povos que, em muitos casos, se organizam de modo diferente do dele. Mesmo que algum aluno se identifique com algum dos grupos apresentados durante a aula, é importante que ainda assim, ele relacione sua própria forma de vida com formas de vida diferentes. Apesar da problematização trazer uma pequena discussão sobre a diferença entre os modos de vida e organização das comunidades, sejam elas tradicionais ou não, a aula não deve se voltar a uma separação com foco na criação de um "eles" e um "nós". Na pergunta "o que eles têm em comum", foque na legitimação de todos os modos de vida, na não hierarquização entre as diferentes formas de territorialidade. Pergunte se eles já ouviram falar de alguns desses grupos, se já se relacionaram com algum deles. Mencione que, mesmo passando por mudanças ao longo do tempo, esses grupos fazem parte da nação brasileira, que é plural em seus costumes, crenças, etnias e tradições. O foco da discussão se concentra na territorialidade desses povos e no quanto sua territorialidade precisa ser respeitada para a reprodução das suas práticas. As territorialidades são plurais e independem da fixação permanente de um grupo no território, como por exemplo, a existência de diversas populações ciganas em situação de itinerância.

Caso não seja possível projetar as imagens é exequível imprimi-las ou ainda buscar por imagens semelhantes em livros didáticos e/ou apostilas.

Para você saber mais:

O conceito de territorialidade se relaciona, segundo a professora Maria Encarnação Beltrão Sposito, com as características que o território ganha de acordo com a sua utilização e sua incorporação pelo ser humano. Assim, para o professor Rogério Haesbaert, a territorialidade incorpora uma dimensão política, econômica e cultural e está ligada ao modo como as pessoas utilizam a terra, como se organizam no espaço e dão significado ao lugar.

FERREIRA, Denison da Silva. Território, territorialidade e seus múltiplos enfoques na ciência Geográfica. Campo-Território: Revista de Geografia Agrária, v. 9, nº17, p.111-135. 2014

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/zwrenStYkrxAPBFjfhg9c9EhE8mrksG7bHrB4RDvEa2k4s7Z3fHqpEfwEqd7/territorio-territorialidade-e-seus-multiplos-enfoques-na-ciencia-geografica-denisonsferreira-1.pdf

BRASIL, Ministério dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Povos Ciganos. 2015.

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/copy_of_povos-de-cultura-cigana (Acesso em dezembro de 2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Ciganos: documento orientador para os sistemas de ensino. Brasília-DF, 2014.

file:///C:/Users/user/Downloads/copy_of_secadi_ciganos_documento_orientador_para_sistemas_ensino.pdf (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental. Terras Indígenas no Brasil:

https://terrasindigenas.org.br/pt-br/ (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental. Mirim, povos indígenas no Brasil. Menos Preconceito, mais índio.

https://mirim.org/node/18545 (Acesso em dezembro de 2018)

-Instituto Socioambiental: #MenosPreconceitoMaisÍndio:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=uuzTSTmIaUc (Acesso em dezembro de 2018)

-BRASIL, Ministério dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Comunidades Quilombolas.

http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/programa-brasil-quilombola (Acesso em dezembro de 2018)

-Fundação Cultural Palmares:

http://www.palmares.gov.br/

-NEXO, Journal. Como o IBGE pretende incluir quilombolas no censo de 2020. de 13/07/2018:

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/07/13/Como-o-IBGE-pretende-incluir-quilombolas-no-censo-de-2020 (Acesso em dezembro de 2018)

Materiais Complementares:

Imagens utilizadas:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EV5pmCDsSxWP467fsqQK3RjYj4fHwUqFaWyntRyh5Wgubvd4m8NBTuhek5GN/geo7-01und02-problematizacao-imagens.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Esta atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Caso a turma seja pequena pode ser dividida em três grupos; se forem turmas maiores divida em mais grupos, porém sempre múltiplos de três, pois serão realizadas três Estações. Cada grupo deverá receber uma folha correspondente a uma Estação e, após 5 minutos, as folhas devem ser trocadas entre os grupos de modo que, durante dos 15 minutos de atividade, cada grupo permaneça por 5 minutos com cada Estação. Por exemplo:

5 minutos: Grupo 1 + Estação 1/Grupo 2 + Estação 2/Grupo 3 + Estação 3

5 minutos: Grupo 1 + Estação 3/Grupo 2 + Estação 1/Grupo 3 + Estação 2

5 minutos: Grupo 1 + Estação 2/Grupo 2 + Estação 3/Grupo 3 + Estação 1

A ideia da Rotação por Estações é que os alunos possam trabalhar diferentes atividades com o mesmo tema da aula.

Objetivos de cada Estação:

Estação 1: tem o objetivo de levar os alunos à reflexão de como agiriam caso se relacionassem com pessoas de alguma comunidade tradicional. A comunidade cigana (assim como a ribeirinha, quilombola e indígena) são apenas exemplos, formas do alunos compreender uma questão maior, que é a de tratar com respeito e equidade todas as formas de existir, mesmo que e, sobretudo, quando diferentes da sua. Neste ponto em específico, são apresentados estereótipos relacionados à comunidade cigana retratada na reportagem. Cabe, igualmente, a reflexão que, caso este plano seja utilizado no contexto de alguma das comunidades tradicionais aqui trabalhadas, é possível que se adapte a aula, pois há sempre um objetivo maior, que é pensar o respeito, a equidade e o acolhimento, independente da comunidade discutida.

Estação 2: tem o objetivo principal de desenvolver a concepção de que cada comunidade tradicional carrega um conjunto de técnicas que se relacionam diretamente com seus modos de vida e que para cada uma delas existe uma série de conhecimentos necessários aos diferentes povos. No caso específico da atividade, é necessário que o caiçara possua conhecimentos sobre o movimento de marés, as dinâmicas de chuva, o artesanato que produz a rede, o trabalho em equipe, dentre outros. O objetivo é mostrar que essas outras formas de territorialidade, como a dos caiçaras, carrega em si uma série de conhecimentos próprios que são importantes na suas atividades cotidianas. A ideia é levar o aluno à reflexão de que nenhum conhecimento deve ser considerado mais legítimo do que outro, pois em cada contexto um grupo de conhecimentos é necessário para a forma de vida de determinado grupo. Neste exemplo, o aluno pode ainda se perguntar “Será que eu seria capaz de realizar este tipo de pesca? Eu sei o que é necessário para que ela aconteça?” e a resposta provavelmente seria “Não”; o que seria instigante pensando que uma criança caiçara com idade aproximada do aluno talvez saiba. O propósito não é pensar quem sabe mais ou menos, mas que tipos de conhecimentos são necessários em cada lugar e em como todos eles são válidos. O estereótipo aqui trabalhado, mesmo que aparentemente de forma mais sutil, é a de que a sociedade ocidentalizada como a que conhecemos não detém todo o conhecimento, principalmente em um contexto de avanço constante da técnica a partir da ciência e que todas as formas de conhecimentos são importantes

Estação 3: tem o objetivo principal de relacionar as discussões levantadas em aula com a realidade territorial do aluno. Podem aparecer aspectos relacionados ao seu bairro, município ou comunidade a qual pertença. Trata-se de, a partir da observação da paisagem e da vivência, o aluno trazer aspectos importantes sobre a sua própria territorialidade. O intuito é que o aluno pense a territorialidade a partir de sua própria realidade/cotidiano. Após a reflexão sobre outras comunidades pensar "E como funciona na minha comunidade?". Neste ponto, torna-se importante que o aluno pense sua forma de se relacionar com o território/lugar para pensar como outras pessoas se relacionam com o delas. Desta maneira, retoma-se a principal discussão da Problematização: "O que temos de diferente? O que temos de semelhante?", pois é quando o aluno olha pra si que é capaz de enxergar que, afinal, todas as formas de existência são legítimas, todas são importantes na constituição do território nacional (que é plural) na mesma medida, uma visão que permite iniciar uma percepção sobre outras comunidades para além de estereótipos.

A concepção de "constituição do território" adotada neste plano é a de pensar a existência dessas comunidades como parte do território, independente de qual tempo (se passado ou presente) estamos lidando. Desta forma, foram apresentadas práticas dessas comunidades que demonstram a sua importância a partir da sua territorialidade própria, ou seja, de sua forma de se relacionar com o território. Assim, sua importância não se resume a quanto contribuem para o "restante" do Brasil, ou seja, uma grande comunidade "não tradicional", mas sim, pensar que suas formas de existência são tão legítimas quanto qualquer outra.

Materiais necessários:

- Atividade propositiva: Rotação por Estações:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uCbBqjX3fqZhPBGuXw3eVgVK4k5PWSP95G6CTBFsm9KMZx8uy8FZ66KvTX6g/geo7-01und02-atividade-propositiva-estacoes-de-aprendizagem.pdf

Para você saber mais:

-Rotação por Estações de Aprendizagem:

https://novaescola.org.br/conteudo/3352/blog-aula-diferente-rotacao-estacoes-de-aprendizagem

A atividade deste plano de aula foi baseada na proposta de Rotação por Estações de Aprendizagem, tendo sofrido pequenas modificações no que se refere, sobretudo, à utilização de tecnologias durante a atividade.

-Eles são ciganos, falta ser cidadãos (Nova Escola) - material utilizado na Estação 1:

https://novaescola.org.br/conteudo/8429/eles-sao-ciganos-falta-ser-cidadaos

-Arrasto de Praia - Praia Grande da Cajaíba, Parati/RJ - material utilizado na Estação 2

https://www.youtube.com/watch?v=2tsUHgvkqUk Não é necessário que o vídeo seja passado em sala, pois neste plano foi utilizada apenas uma imagem retirada do vídeo, que é a disparadora das discussões objetivadas para esta etapa. As imagens utilizadas em todas as estações estão presentes em arquivo disponível em “Materiais Necessários” na apresentação do plano.

-Quebradeiras de coco babaçu do interior do Maranhão - material utilizado na Estação 3

https://www.youtube.com/watch?v=GMPiFb96pVw Não é necessário que o vídeo seja passado em sala, pois neste plano foi utilizada apenas uma imagem retirada do vídeo, que é a disparadora das discussões objetivadas para esta etapa. As imagens utilizadas em todas as estações estão presentes em arquivo disponível em “Materiais Necessários” na apresentação do plano.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Peça para que os alunos escrevem uma carta ou um e-mail contando a uma amigo sobre a aula de Geografia de hoje. Nesta carta/e-mail ele deve contar sobre os principais aspectos discutidos em aula, com especial atenção ao convívio com as diferentes territorialidades, modos de vida, práticas e costumes. O título sugerido para a carta/e-mail é “O Brasil e a diversidade de pessoas dentro do território nacional”. A sistematização também pode acontecer em forma de um post no Facebook ou Instagram, caso esta realidade seja mais próxima dos alunos.

Para você saber mais:

-Eles são ciganos, falta ser cidadãos (Nova Escola) - material utilizado na Estação 1:

https://novaescola.org.br/conteudo/8429/eles-sao-ciganos-falta-ser-cidadaos

-Arrasto de Praia - Praia Grande da Cajaíba, Parati/RJ - material utilizado na Estação 2

https://www.youtube.com/watch?v=2tsUHgvkqUk

-Quebradeiras de coco babaçu do interior do Maranhão - material utilizado na Estação 3

https://www.youtube.com/watch?v=GMPiFb96pVw

Slide Plano Aula

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