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Plano de aula - Sílabas e mais sílabas… Tantas palavras

POR: Michele Rabelo 25/02/2019
Código: LPO1_12ATS01

1º ano / Língua Portuguesa / Atividade de Sistematização

Plano de aula alinhado à BNCC:

(EF01LP08) Relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita.

(EF01LP09) Comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais.

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 1º ano do EF sobre Sílabas e mais sílabas… Tantas palavras

 

Sobre este plano select-down

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita, bem como, comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais.

Materiais necessários:

  • Espaço para brincar de roda.
  • Materiais para construir painel com letra da música impressa ou à mão.
  • Recursos para imprimir ou confeccionar à mão fichas com sílabas e atividades para alunos.

Dificuldades antecipadas: Crianças que ainda não conseguiram perceber que a nossa escrita representa sons da fala (hipótese pré silábica e silábicos sem valor sonoro) certamente apresentarão maiores dificuldades em realizar as identificações das palavras, bem como, construir as palavras a partir de sílabas. Os agrupamentos produtivos serão de fundamental importância para que elas participem das dinâmicas e passem a vivenciar a escrita sob outras perspectivas.

Ao contrário, crianças que já compreenderam como funciona o nosso sistema de escrita (hipótese alfabética) podem não encontrar tantos desafios nas propostas, neste caso, cabe ao professor desafiá-los:

  • Com as sílabas complexas: A sílaba canônica é a mais comum na nossa língua, por isso, a denominamos como simples - sua estrutura é composta por uma consoante e uma vogal - CV. As demais estruturas trazem maiores desafios a quem está aprendendo, por isso denominamos, sílabas complexas. Clique aqui e acesse um texto que aprofunda esse tema. Exemplo: Lápis - LÁ = CV (sílaba simples) e PIS = CVC (sílaba complexa).
  • Lembre-se que uma boa leitura requer atenção a alguns itens, que obviamente, ajudará as crianças do primeiro ano, em processo de aquisição do SEA, a adquirir uma postura leitora. Para isso, não podemos deixar de chamar a atenção dos aprendizes com relação à:
  • Respeito à pontuação: Respeitando as vírgulas, os pontos finais, etc.
  • Entonação de voz: A maneira que pronunciamos as palavras em voz alta tem haver com o seu significado, por exemplo, pronunciar as palavras “amor” e “lixo”. Trazendo para o nosso plano há de se encontrar um tom adequado para pronunciar os versos “rebola, pai, rebola filho” e outro para “de uma queda foi ao chão”.
  • Ritmo: Relaciona-se com a fluência da leitura que é conquistado com a prática.
  • Clique aqui e acesse um artigo que trata da questão da entonação e do ritmo na leitura e pode ajudá-lo, professor, a visualizar com mais clareza a proposta deste plano.

Referências sobre o assunto:

BREDA, Tadeu. Leitura feita pelo aluno, antes de saber ler convencionalmente. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2486/leitura-feita-pelo-aluno-antes-de-saber-ler-convencionalmente>. Acesso em: 26 nov. 2018.

Cantigas de roda. Pastoral da Criança. Disponível em: <https://www.pastoraldacrianca.org.br/cantigas-de-roda>. Acesso em: 26 nov. 2018.

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, D. Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2007.

LOPES, A. Como aprender: coloque ritmo a sua leitura. Disponível em: <http://www.maisaprendizagem.com.br/como-aprender-coloque-ritmo/>. Acesso em: 02 dez. 2018.

MARTINS, R.M.F. Estrutura Silábica. Glossário Ceale. Disponível em: <http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/estrutura-silabica>. Acesso em: 02 dez. 2018.

MASSUCATO, M.; MAYRINK, E.D. A função das listas na alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1360/a-funcao-das-listas-na-alfabetizacao>. Acesso em: 26 nov. 2018..

MORAIS, A.G. Como eu ensino Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

PINHEIRO, T. Organizar a rotina da alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/308/organizar-a-rotina-da-alfabetizacao>. Acesso em: 02 dez. 2018.

SOARES, M. Aprendizado inicial da escrita: uma proposta de sistematização. Disponível em: <http://www.plataformadoletramento.org.br/hotsite/aprendizado-inicial-da-escrita/>. Acesso em: 02 dez. 2018.

VICHESI, B.; MARTINS, A.R. 7 perguntas sobre textos memorizados na alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2508/7-perguntas-sobre-textos-memorizados-na-alfabetizacao>. Acesso em: 26 nov. 2018..

WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002.

Tema da aula select-down

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete o slide e o leia com ar de mistério.
  • Pergunte às crianças se sabem o significado da palavra desvendar (Resposta: descobrir, revelar).
  • Revele às crianças que na aula de hoje vocês encontrarão palavras e a partir delas irão estudar sons de algumas sílabas de palavras, mas que para isso terão que ser como os investigadores de mistérios: prestar muita atenção nos detalhes!
  • Diga que o primeiro passo será encontrar palavras que estão escondidas em cantigas e que por isso, agora, vocês vão conversar sobre cantigas...

Introdução select-down

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações:

  • Pergunte às crianças se já brincaram de roda, quais música usaram, de quais mais gostaram.
  • Proponha a elas construírem uma lista com os nomes das cantigas conhecidas.
  • Caso o repertório / a lembrança das crianças sejam pobres, você pode enriquecê-los com sugestões de cantigas. Caso você precise de algumas dicas, clique aqui e acesse este site da Pastoral da criança que tem uma referência com cerca de trinta letras de cantigas e mais a forma de se brincar.
  • Orientações para construção da lista:
  • Prenda um papel no quadro para que todos possam vê-lo enquanto você escreve. Você será o escriba, um bom modelo escritor.
  • As crianças devem ditar os nomes das cantigas de roda que conhecem.
  • Enquanto você escreve, fale as sílabas em voz alta para que todos escutem.
  • Peça ajuda das crianças em relação às letras. Pergunte, por exemplo, quais letras você precisa para escrever “ciranda”.
  • Observe que crianças com diferentes hipóteses de escrita tenham vez para falar. É possível que aquelas que tenham hipótese alfabética queiram se manifestar a todo momento, mas você precisa garantir que todos tenham espaço para refletir e verbalizar.
  • Problematize dizendo: vou ler o que vocês ditaram “cirada” (sem a letra n). Então questione se está correto. Pergunte o que precisa ser alterado para “cirada” virar “ciranda” (Resposta: N).
  • Ou ainda: O “PE” de peixinho é o mesmo “PE” de um amigo aqui da sala. Alguém sabe de quem? (Resposta: Por exemplo de uma criança chamada Pedro). Verifiquem no painel dos nomes se mais algum amigo tem esta sílaba no nome.
  • Realize algumas problematizações como estas. No entanto, cuide da gestão do tempo para que seja possível a realização da próxima etapa da introdução: brincar.
  • Fixe o painel em sala de aula, em lugar visível e com fácil acesso pelas crianças. A lista com os nomes das cantigas pode incentivá-los a ler, ainda que não façam convencionalmente, colocando em jogo procedimentos de leitura de ajuste. Clique aqui e acesse texto que trata deste conceito.
  • Reserve um tempo em sua rotina para convidá-los a ler. Sugiro que seja aos poucos, mas dando conta que semanalmente, todos tenham tido a oportunidade de ler. Há um texto de grande valor no site da Nova Escola que trata da importância da organização e sistematização da rotina na alfabetização, clique aqui.
  • No momento da leitura incentive-os a apontar o dedinho para onde está recitando.
  • Com este movimento espera-se que o estudante relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Diga: Você leu “janelinha”, mas esta palavra começa com “sa”. É isso mesmo que está escrito? Perguntas assim farão refletir a respeito da escrita.
  • Observe que isto ocorrerá mais efetivamente à medida que a criança tiver maior conhecimento em relação ao nosso sistema de escrita.
  • Uma outra questão fundamental é que uma vez memorizado os nomes das cantigas, eles passarão a ter função de palavras estáveis e a lista comporá o repertório das crianças e as ajudarão em novas escritas. Clique aqui para aprofundar mais no tema.
  • Com as lembranças afloradas e a lista pronta, convide-as a saírem para brincar de roda. A intenção didática neste momento é mobilizá-las a aprender a cantiga de memória . Que tenham na escola um lugar mágico de alegria e aprendizagem. E também que memorizem as cantigas, para que assim, possam desenvolver melhores estratégias de leitura e escrita quando propostas em sala de aula. Uma vez memorizado o conteúdo, podem dedicar-se exclusivamente, à reflexão do sistema de escrita alfabética. Clique aqui e acesse documento que trata do trabalho com textos memorizados.

Desenvolvimento select-down

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

  • Imprima ou confeccione cartazes com cinco cantigas de roda. Clique aqui e acesse o arquivo para impressão.
  • Fixe os cartazes no quadro. Realize a leitura coletivamente. Aponte para o cartaz acompanhando a leitura, mas aponte para os versos e não para as palavras. A intenção neste momento é que as crianças se familiarizem com os textos.
  • Cante com as crianças. Para que as crianças se familiarizem com as cantigas é necessário que você cante várias vezes junto com a turma. Incentive-os a cantar e dançar com você. Torne o momento divertido e mobilizador.
  • Agora separe-as em duplas com o critério da hipótese de escrita. Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais avançada na hipótese de escrita, realize a atividade sozinha.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é estudantes com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Chame duas duplas com hipóteses de escrita próximas a frente da sala.
  • Oriente às crianças a lerem as cantigas. Àquelas que não lêem convencionalmente farão a leitura de ajuste. Essa estratégia as ajudará a memorizar as letras das músicas.
  • Peça que uma dupla localize uma palavra nos painéis das cantigas.
  • Faça a mesma coisa com a outra dupla, mas com uma palavra diferente.
  • Utilize como critério palavras que você possa problematizar através das intervenções (perguntas para os alunos) partindo das sílabas e suas sonoridades, como por exemplo: irmão e mão / maluco e melão / João e manjericão / Pernambuco e até / Terezinha e Tereza:
  • Mão e irmão: O que tem de interessantes nessas duas palavras? (Resposta: na formação da palavra irmão está mão).
  • Maluco e melão: Nessas duas palavras tem o “m”. Em uma ele está acompanhado pelo “a” e na outra ele veio acompanhado do “e”. E como ficaria se ele estivesse com o “i”, “o”, “u” e “ão”? (Respostas: mi, mo, mu, mão).
  • João e manjericão: Essas palavras combinam de que forma? (Resposta: terminam com o mesmo som ão).
  • Pernambuco e até: Qual palavra é maior? (Resposta: Pernambuco) Como vocês sabem? (Reposta: Pela quantidade de letras) Quantas letras têm? (Resposta: 10 e 3 letras) Quantas sílabas têm? (Resposta: 4 e 2 sílabas) Qual é a primeira sílaba? (Resposta: Per e a) Qual é a última sílaba? (Resposta: Co e té).
  • As crianças colocarão em jogo tudo o que sabem a respeito do nosso sistema de escrita para localizarem as palavras.
  • Por exemplo, para uma dupla a palavra “irmão” e para outra dupla a palavra “mão”.
  • O primeiro passo é identificar a qual cantiga pertence a palavra.
  • Após identificado a cantiga, se necessário, cante novamente com as crianças. Aponte para os versos, se necessário, mas não aponte as palavras.
  • Encoraje as crianças a cantarem e acompanharem com o dedinho embaixo das palavras no painel. Dessa forma poderão tentar ajustar o que falam com o que está escrito, e assim, localizar a palavra.
  • Após localizado as palavras, uma dupla confere a da outra, se de fato são as palavras corretas. Devem dizer se concordam ou não e o porquê. Neste momento o seu papel é de mediar e fazer perguntas que levem os estudantes a explicarem como pensaram, justificarem suas respostas. Por exemplo, coloque o dedinho e leia esta palavra. Como você sabe que está escrito “mão”? (Resposta: Porque tem o “m” ou porque tem o “m” com “ão” e forma “mão”).
  • Crianças com maior compreensão podem já fazer alguma relação entre sons e grafias e portanto não fazerem a estratégia de ajuste, mas sim a leitura convencional.
  • Já para as crianças com hipótese alfabética que tiverem muita facilidade você pode pedir que, após a localização da palavra, realizem a leitura da cantiga em voz alta, com entonação e ritmo.
  • No caso de alguma dupla ter muita dificuldade (de não localizar a palavra, o verso e nem mesmo a cantiga), você pode dar maiores dicas, como por exemplo, indicar que a palavra está no segundo ou terceiro versos. Você também pode dizer: a cantiga é esta, vou cantá-la novamente e quero que vocês se atentem à palavra, nesse momento indique o verso que você está cantando. Assim, você vai reduzir o campo de busca, mas não vai eliminar o desafio.
  • Incentive-os a utilizar os nomes dos amigos como referências para relacionar os sons às grafias. Como por exemplo o “JA” de Janaina é o “JA” de janelinha.
  • Você dará atenção para cada quatro crianças por vez. Enquanto isso, proponha as demais que, individualmente, escolham uma cantiga e ilustrem. A ilustração requer que as crianças compreendam o texto. Diga que você espera riqueza de detalhes no desenho.

Fechamento select-down

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Retire os painéis do quadro.
  • Ainda na mesma formação de duplas, explique que você tem um novo desafio:
  • Formar palavras que estão com as suas sílabas embaralhadas.
  • São palavras que têm nas cantigas.
  • Cada dupla receberá um conjunto de sílabas suficientes para formar três palavras.
  • Mais uma vez as crianças colocarão em jogo o que sabem para formar as palavras:
  • Primeiramente terão que decodificar as sílabas.
  • Depois juntá-las na tentativa de formar palavras.
  • Há três grupos de palavras. Clique aqui para acessar o arquivo e imprimir:
  • Para duplas que tenham crianças com hipótese pré silábica: até, lata, maluco.
  • Para duplas que tenham crianças com hipóteses silábicas (sem e com valor sonoro): Terezinha, coração, mão.
  • Para duplas que tenham crianças com hipóteses de escrita silábica alfabética e alfabética: terceiro, cavalheiros, Pernambuco.
  • Atenção: Você pode substituir as palavras e realizar a atividade em outras circunstâncias, por isso, se a linha de raciocínio que foram selecionadas essas palavras:
  • Até, lata e maluco foram selecionadas para as crianças com hipótese pré silábica por se tratarem de sílabas simples (consoante e vogal) e também por se tratarem de palavras com uma quantidade de letras que, normalmente, são confortáveis para crianças com essa hipótese (de quatro a seis letras). Com exceção da palavra “até” que tem apenas três letras e uma das sílabas tem a sua estrutura apenas com uma vogal - a sua escolha foi proposital para provocar, desafiar ainda mais.
  • Terezinha, coração e mão foram selecionadas para as crianças com hipóteses silábicas (com e sem valor sonoro) por serem palavras com mais de seis letras, terem em sua maioria sílabas simples, porém, uma delas ser complexa. A palavra “mão” a exemplo do grupo anterior tem a intenção didática de provocar, de fazer perceber que as palavras são não apenas compostas, mas também, estruturadas de diferentes formas (apenas com uma sílaba, apenas com três letras, etc).
  • Terceiro, cavalheiros e Pernambuco foram selecionadas para as crianças com hipóteses silábica alfabética e alfabética por serem palavras que possuem um grau maior de complexidade na maioria de suas sílabas. E as crianças deste grupo percebem e se sentem desafiadas com essa complexidade: como já percebem todos os sons querem dar conta de representá-los. Diferentemente dos outros grupos de crianças, que normalmente, colocam uma letra para a sílaba e ficam satisfeitas.
  • Clique aqui e acesse uma plataforma que trata com muita propriedade da maneira como as crianças normalmente compreendem o nosso sistema de escrita de acordo com suas hipóteses. Dessa forma, você poderá se preparar melhor na escolha das ferramentas a trabalhar com as crianças.
  • Circule pelas duplas e procure problematizar fazendo pensar a respeito do nosso sistema de escrita. Lembre-se que a melhor forma de fazer refletir é com um ponto de interrogação. Então não dê respostas, mas procure mostrar caminhos para que as crianças encontrem o que buscam. Como por exemplo:
  • Para formar “maluco” uma dupla no lugar do “lu” usou “la”. Peça que a dupla coloque o dedinho embaixo da palavra e leia.
  • Que aponte para cada sílaba correspondente.
  • Se ainda assim não perceberem, questione como é que se escreve “Lucas”. Que eles mostrem no painel da sala. Pergunte “Lucas” começa com qual sílaba? (Resposta: Lu). Então pergunte se podemos encontrar o “lu” de Lucas na palavra “maluco”.
  • Caso alguma dupla esteja com muita facilidade, insira sílabas aleatórias, no final do arquivo tem uma tabela com elas, o que dificultará o desafio.
  • Após a formação das palavras incentive-os a ler indicando com o dedinho as sílabas pronunciadas.
  • Após a formação das palavras diga à turma que você fará algumas perguntas para todas as duplas (neste momento o foco estará no desenvolvimento da habilidade de comparar palavras por meio de suas sílabas):
  • Qual é a palavra que tem mais sílabas na sua mesa? (Resposta: cada dupla falará a maior palavra: maluco, Terezinha, Pernambuco).
  • Esta palavra começa com qual sílaba?
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam a sílaba inicial uma embaixo da outra (cada criança escreve a sílaba da sua palavra)
  • Quais são as sílabas que estão no meio das palavras? (Resposta: lu, rezi, nambu)
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam as sílabas mediais ao lado das escritas pelos amigos (cada criança escreve a (s) sílaba (s) da sua palavra)
  • Qual é a última sílaba das palavras? (Resposta: ma, Te ou Per).
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam a sílaba final ao lado das escritas pelos amigos (cada criança escreve a sílaba da sua palavra)
  • Pergunte à turma:
  • Quantas letras têm as palavras maluco (Resposta: 6), Terezinha (Resposta: 9) e Pernambuco (Resposta: 10).
  • Quantas sílabas têm as palavras maluco (Resposta: 3), Terezinha (Resposta: 4) e Pernambuco (Resposta: 4).
  • Qual a menor palavra? (Resposta: maluco).
  • Qual é a maior palavra? (Resposta: Pernambuco porque tem 10 letras).
  • Problematize: Mas Pernambuco tem quatro sílabas como Terezinha, então por que Pernambuco tem 10 letras? (Resposta: Porque as sílabas PER e NAM têm três letras e em Terezinha, apenas o NHA tem três letras).

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. A finalidade desse conjunto de planos é relacionar elementos sonoros (sílabas, fonemas, partes de palavras) com sua representação escrita, bem como, comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais.

Materiais necessários:

  • Espaço para brincar de roda.
  • Materiais para construir painel com letra da música impressa ou à mão.
  • Recursos para imprimir ou confeccionar à mão fichas com sílabas e atividades para alunos.

Dificuldades antecipadas: Crianças que ainda não conseguiram perceber que a nossa escrita representa sons da fala (hipótese pré silábica e silábicos sem valor sonoro) certamente apresentarão maiores dificuldades em realizar as identificações das palavras, bem como, construir as palavras a partir de sílabas. Os agrupamentos produtivos serão de fundamental importância para que elas participem das dinâmicas e passem a vivenciar a escrita sob outras perspectivas.

Ao contrário, crianças que já compreenderam como funciona o nosso sistema de escrita (hipótese alfabética) podem não encontrar tantos desafios nas propostas, neste caso, cabe ao professor desafiá-los:

  • Com as sílabas complexas: A sílaba canônica é a mais comum na nossa língua, por isso, a denominamos como simples - sua estrutura é composta por uma consoante e uma vogal - CV. As demais estruturas trazem maiores desafios a quem está aprendendo, por isso denominamos, sílabas complexas. Clique aqui e acesse um texto que aprofunda esse tema. Exemplo: Lápis - LÁ = CV (sílaba simples) e PIS = CVC (sílaba complexa).
  • Lembre-se que uma boa leitura requer atenção a alguns itens, que obviamente, ajudará as crianças do primeiro ano, em processo de aquisição do SEA, a adquirir uma postura leitora. Para isso, não podemos deixar de chamar a atenção dos aprendizes com relação à:
  • Respeito à pontuação: Respeitando as vírgulas, os pontos finais, etc.
  • Entonação de voz: A maneira que pronunciamos as palavras em voz alta tem haver com o seu significado, por exemplo, pronunciar as palavras “amor” e “lixo”. Trazendo para o nosso plano há de se encontrar um tom adequado para pronunciar os versos “rebola, pai, rebola filho” e outro para “de uma queda foi ao chão”.
  • Ritmo: Relaciona-se com a fluência da leitura que é conquistado com a prática.
  • Clique aqui e acesse um artigo que trata da questão da entonação e do ritmo na leitura e pode ajudá-lo, professor, a visualizar com mais clareza a proposta deste plano.

Referências sobre o assunto:

BREDA, Tadeu. Leitura feita pelo aluno, antes de saber ler convencionalmente. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2486/leitura-feita-pelo-aluno-antes-de-saber-ler-convencionalmente>. Acesso em: 26 nov. 2018.

Cantigas de roda. Pastoral da Criança. Disponível em: <https://www.pastoraldacrianca.org.br/cantigas-de-roda>. Acesso em: 26 nov. 2018.

FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artmed, 1999.

LERNER, D. Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2007.

LOPES, A. Como aprender: coloque ritmo a sua leitura. Disponível em: <http://www.maisaprendizagem.com.br/como-aprender-coloque-ritmo/>. Acesso em: 02 dez. 2018.

MARTINS, R.M.F. Estrutura Silábica. Glossário Ceale. Disponível em: <http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/estrutura-silabica>. Acesso em: 02 dez. 2018.

MASSUCATO, M.; MAYRINK, E.D. A função das listas na alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1360/a-funcao-das-listas-na-alfabetizacao>. Acesso em: 26 nov. 2018..

MORAIS, A.G. Como eu ensino Sistema de escrita alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

PINHEIRO, T. Organizar a rotina da alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/308/organizar-a-rotina-da-alfabetizacao>. Acesso em: 02 dez. 2018.

SOARES, M. Aprendizado inicial da escrita: uma proposta de sistematização. Disponível em: <http://www.plataformadoletramento.org.br/hotsite/aprendizado-inicial-da-escrita/>. Acesso em: 02 dez. 2018.

VICHESI, B.; MARTINS, A.R. 7 perguntas sobre textos memorizados na alfabetização. Nova Escola. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/2508/7-perguntas-sobre-textos-memorizados-na-alfabetizacao>. Acesso em: 26 nov. 2018..

WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002.

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete o slide e o leia com ar de mistério.
  • Pergunte às crianças se sabem o significado da palavra desvendar (Resposta: descobrir, revelar).
  • Revele às crianças que na aula de hoje vocês encontrarão palavras e a partir delas irão estudar sons de algumas sílabas de palavras, mas que para isso terão que ser como os investigadores de mistérios: prestar muita atenção nos detalhes!
  • Diga que o primeiro passo será encontrar palavras que estão escondidas em cantigas e que por isso, agora, vocês vão conversar sobre cantigas...

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações:

  • Pergunte às crianças se já brincaram de roda, quais música usaram, de quais mais gostaram.
  • Proponha a elas construírem uma lista com os nomes das cantigas conhecidas.
  • Caso o repertório / a lembrança das crianças sejam pobres, você pode enriquecê-los com sugestões de cantigas. Caso você precise de algumas dicas, clique aqui e acesse este site da Pastoral da criança que tem uma referência com cerca de trinta letras de cantigas e mais a forma de se brincar.
  • Orientações para construção da lista:
  • Prenda um papel no quadro para que todos possam vê-lo enquanto você escreve. Você será o escriba, um bom modelo escritor.
  • As crianças devem ditar os nomes das cantigas de roda que conhecem.
  • Enquanto você escreve, fale as sílabas em voz alta para que todos escutem.
  • Peça ajuda das crianças em relação às letras. Pergunte, por exemplo, quais letras você precisa para escrever “ciranda”.
  • Observe que crianças com diferentes hipóteses de escrita tenham vez para falar. É possível que aquelas que tenham hipótese alfabética queiram se manifestar a todo momento, mas você precisa garantir que todos tenham espaço para refletir e verbalizar.
  • Problematize dizendo: vou ler o que vocês ditaram “cirada” (sem a letra n). Então questione se está correto. Pergunte o que precisa ser alterado para “cirada” virar “ciranda” (Resposta: N).
  • Ou ainda: O “PE” de peixinho é o mesmo “PE” de um amigo aqui da sala. Alguém sabe de quem? (Resposta: Por exemplo de uma criança chamada Pedro). Verifiquem no painel dos nomes se mais algum amigo tem esta sílaba no nome.
  • Realize algumas problematizações como estas. No entanto, cuide da gestão do tempo para que seja possível a realização da próxima etapa da introdução: brincar.
  • Fixe o painel em sala de aula, em lugar visível e com fácil acesso pelas crianças. A lista com os nomes das cantigas pode incentivá-los a ler, ainda que não façam convencionalmente, colocando em jogo procedimentos de leitura de ajuste. Clique aqui e acesse texto que trata deste conceito.
  • Reserve um tempo em sua rotina para convidá-los a ler. Sugiro que seja aos poucos, mas dando conta que semanalmente, todos tenham tido a oportunidade de ler. Há um texto de grande valor no site da Nova Escola que trata da importância da organização e sistematização da rotina na alfabetização, clique aqui.
  • No momento da leitura incentive-os a apontar o dedinho para onde está recitando.
  • Com este movimento espera-se que o estudante relacione aquilo que está falando com o que está escrito.
  • Diga: Você leu “janelinha”, mas esta palavra começa com “sa”. É isso mesmo que está escrito? Perguntas assim farão refletir a respeito da escrita.
  • Observe que isto ocorrerá mais efetivamente à medida que a criança tiver maior conhecimento em relação ao nosso sistema de escrita.
  • Uma outra questão fundamental é que uma vez memorizado os nomes das cantigas, eles passarão a ter função de palavras estáveis e a lista comporá o repertório das crianças e as ajudarão em novas escritas. Clique aqui para aprofundar mais no tema.
  • Com as lembranças afloradas e a lista pronta, convide-as a saírem para brincar de roda. A intenção didática neste momento é mobilizá-las a aprender a cantiga de memória . Que tenham na escola um lugar mágico de alegria e aprendizagem. E também que memorizem as cantigas, para que assim, possam desenvolver melhores estratégias de leitura e escrita quando propostas em sala de aula. Uma vez memorizado o conteúdo, podem dedicar-se exclusivamente, à reflexão do sistema de escrita alfabética. Clique aqui e acesse documento que trata do trabalho com textos memorizados.

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

  • Imprima ou confeccione cartazes com cinco cantigas de roda. Clique aqui e acesse o arquivo para impressão.
  • Fixe os cartazes no quadro. Realize a leitura coletivamente. Aponte para o cartaz acompanhando a leitura, mas aponte para os versos e não para as palavras. A intenção neste momento é que as crianças se familiarizem com os textos.
  • Cante com as crianças. Para que as crianças se familiarizem com as cantigas é necessário que você cante várias vezes junto com a turma. Incentive-os a cantar e dançar com você. Torne o momento divertido e mobilizador.
  • Agora separe-as em duplas com o critério da hipótese de escrita. Devem trabalhar juntas crianças que possuam hipóteses próximas para que não se corra o risco de que, aquela que é mais avançada na hipótese de escrita, realize a atividade sozinha.
  • Lembrando que as hipóteses são: pré silábica, silábica sem valor sonoro, silábica com valor sonoro, silábica alfabética e alfabética. Clique aqui para saber mais.
  • Agrupe por exemplo, crianças com hipótese alfabética com aquelas que possuam hipótese silábica alfabética. Ou ainda, alunos com hipótese silábica com valor sonoro com aqueles que têm a hipótese silábica sem valor sonoro. Um outro modelo de agrupamento é estudantes com hipótese silábica sem valor sonoro com aqueles com hipótese pré silábica.
  • Chame duas duplas com hipóteses de escrita próximas a frente da sala.
  • Oriente às crianças a lerem as cantigas. Àquelas que não lêem convencionalmente farão a leitura de ajuste. Essa estratégia as ajudará a memorizar as letras das músicas.
  • Peça que uma dupla localize uma palavra nos painéis das cantigas.
  • Faça a mesma coisa com a outra dupla, mas com uma palavra diferente.
  • Utilize como critério palavras que você possa problematizar através das intervenções (perguntas para os alunos) partindo das sílabas e suas sonoridades, como por exemplo: irmão e mão / maluco e melão / João e manjericão / Pernambuco e até / Terezinha e Tereza:
  • Mão e irmão: O que tem de interessantes nessas duas palavras? (Resposta: na formação da palavra irmão está mão).
  • Maluco e melão: Nessas duas palavras tem o “m”. Em uma ele está acompanhado pelo “a” e na outra ele veio acompanhado do “e”. E como ficaria se ele estivesse com o “i”, “o”, “u” e “ão”? (Respostas: mi, mo, mu, mão).
  • João e manjericão: Essas palavras combinam de que forma? (Resposta: terminam com o mesmo som ão).
  • Pernambuco e até: Qual palavra é maior? (Resposta: Pernambuco) Como vocês sabem? (Reposta: Pela quantidade de letras) Quantas letras têm? (Resposta: 10 e 3 letras) Quantas sílabas têm? (Resposta: 4 e 2 sílabas) Qual é a primeira sílaba? (Resposta: Per e a) Qual é a última sílaba? (Resposta: Co e té).
  • As crianças colocarão em jogo tudo o que sabem a respeito do nosso sistema de escrita para localizarem as palavras.
  • Por exemplo, para uma dupla a palavra “irmão” e para outra dupla a palavra “mão”.
  • O primeiro passo é identificar a qual cantiga pertence a palavra.
  • Após identificado a cantiga, se necessário, cante novamente com as crianças. Aponte para os versos, se necessário, mas não aponte as palavras.
  • Encoraje as crianças a cantarem e acompanharem com o dedinho embaixo das palavras no painel. Dessa forma poderão tentar ajustar o que falam com o que está escrito, e assim, localizar a palavra.
  • Após localizado as palavras, uma dupla confere a da outra, se de fato são as palavras corretas. Devem dizer se concordam ou não e o porquê. Neste momento o seu papel é de mediar e fazer perguntas que levem os estudantes a explicarem como pensaram, justificarem suas respostas. Por exemplo, coloque o dedinho e leia esta palavra. Como você sabe que está escrito “mão”? (Resposta: Porque tem o “m” ou porque tem o “m” com “ão” e forma “mão”).
  • Crianças com maior compreensão podem já fazer alguma relação entre sons e grafias e portanto não fazerem a estratégia de ajuste, mas sim a leitura convencional.
  • Já para as crianças com hipótese alfabética que tiverem muita facilidade você pode pedir que, após a localização da palavra, realizem a leitura da cantiga em voz alta, com entonação e ritmo.
  • No caso de alguma dupla ter muita dificuldade (de não localizar a palavra, o verso e nem mesmo a cantiga), você pode dar maiores dicas, como por exemplo, indicar que a palavra está no segundo ou terceiro versos. Você também pode dizer: a cantiga é esta, vou cantá-la novamente e quero que vocês se atentem à palavra, nesse momento indique o verso que você está cantando. Assim, você vai reduzir o campo de busca, mas não vai eliminar o desafio.
  • Incentive-os a utilizar os nomes dos amigos como referências para relacionar os sons às grafias. Como por exemplo o “JA” de Janaina é o “JA” de janelinha.
  • Você dará atenção para cada quatro crianças por vez. Enquanto isso, proponha as demais que, individualmente, escolham uma cantiga e ilustrem. A ilustração requer que as crianças compreendam o texto. Diga que você espera riqueza de detalhes no desenho.

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações:

  • Retire os painéis do quadro.
  • Ainda na mesma formação de duplas, explique que você tem um novo desafio:
  • Formar palavras que estão com as suas sílabas embaralhadas.
  • São palavras que têm nas cantigas.
  • Cada dupla receberá um conjunto de sílabas suficientes para formar três palavras.
  • Mais uma vez as crianças colocarão em jogo o que sabem para formar as palavras:
  • Primeiramente terão que decodificar as sílabas.
  • Depois juntá-las na tentativa de formar palavras.
  • Há três grupos de palavras. Clique aqui para acessar o arquivo e imprimir:
  • Para duplas que tenham crianças com hipótese pré silábica: até, lata, maluco.
  • Para duplas que tenham crianças com hipóteses silábicas (sem e com valor sonoro): Terezinha, coração, mão.
  • Para duplas que tenham crianças com hipóteses de escrita silábica alfabética e alfabética: terceiro, cavalheiros, Pernambuco.
  • Atenção: Você pode substituir as palavras e realizar a atividade em outras circunstâncias, por isso, se a linha de raciocínio que foram selecionadas essas palavras:
  • Até, lata e maluco foram selecionadas para as crianças com hipótese pré silábica por se tratarem de sílabas simples (consoante e vogal) e também por se tratarem de palavras com uma quantidade de letras que, normalmente, são confortáveis para crianças com essa hipótese (de quatro a seis letras). Com exceção da palavra “até” que tem apenas três letras e uma das sílabas tem a sua estrutura apenas com uma vogal - a sua escolha foi proposital para provocar, desafiar ainda mais.
  • Terezinha, coração e mão foram selecionadas para as crianças com hipóteses silábicas (com e sem valor sonoro) por serem palavras com mais de seis letras, terem em sua maioria sílabas simples, porém, uma delas ser complexa. A palavra “mão” a exemplo do grupo anterior tem a intenção didática de provocar, de fazer perceber que as palavras são não apenas compostas, mas também, estruturadas de diferentes formas (apenas com uma sílaba, apenas com três letras, etc).
  • Terceiro, cavalheiros e Pernambuco foram selecionadas para as crianças com hipóteses silábica alfabética e alfabética por serem palavras que possuem um grau maior de complexidade na maioria de suas sílabas. E as crianças deste grupo percebem e se sentem desafiadas com essa complexidade: como já percebem todos os sons querem dar conta de representá-los. Diferentemente dos outros grupos de crianças, que normalmente, colocam uma letra para a sílaba e ficam satisfeitas.
  • Clique aqui e acesse uma plataforma que trata com muita propriedade da maneira como as crianças normalmente compreendem o nosso sistema de escrita de acordo com suas hipóteses. Dessa forma, você poderá se preparar melhor na escolha das ferramentas a trabalhar com as crianças.
  • Circule pelas duplas e procure problematizar fazendo pensar a respeito do nosso sistema de escrita. Lembre-se que a melhor forma de fazer refletir é com um ponto de interrogação. Então não dê respostas, mas procure mostrar caminhos para que as crianças encontrem o que buscam. Como por exemplo:
  • Para formar “maluco” uma dupla no lugar do “lu” usou “la”. Peça que a dupla coloque o dedinho embaixo da palavra e leia.
  • Que aponte para cada sílaba correspondente.
  • Se ainda assim não perceberem, questione como é que se escreve “Lucas”. Que eles mostrem no painel da sala. Pergunte “Lucas” começa com qual sílaba? (Resposta: Lu). Então pergunte se podemos encontrar o “lu” de Lucas na palavra “maluco”.
  • Caso alguma dupla esteja com muita facilidade, insira sílabas aleatórias, no final do arquivo tem uma tabela com elas, o que dificultará o desafio.
  • Após a formação das palavras incentive-os a ler indicando com o dedinho as sílabas pronunciadas.
  • Após a formação das palavras diga à turma que você fará algumas perguntas para todas as duplas (neste momento o foco estará no desenvolvimento da habilidade de comparar palavras por meio de suas sílabas):
  • Qual é a palavra que tem mais sílabas na sua mesa? (Resposta: cada dupla falará a maior palavra: maluco, Terezinha, Pernambuco).
  • Esta palavra começa com qual sílaba?
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam a sílaba inicial uma embaixo da outra (cada criança escreve a sílaba da sua palavra)
  • Quais são as sílabas que estão no meio das palavras? (Resposta: lu, rezi, nambu)
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam as sílabas mediais ao lado das escritas pelos amigos (cada criança escreve a (s) sílaba (s) da sua palavra)
  • Qual é a última sílaba das palavras? (Resposta: ma, Te ou Per).
  • Peça que três crianças venham ao quadro e escrevam a sílaba final ao lado das escritas pelos amigos (cada criança escreve a sílaba da sua palavra)
  • Pergunte à turma:
  • Quantas letras têm as palavras maluco (Resposta: 6), Terezinha (Resposta: 9) e Pernambuco (Resposta: 10).
  • Quantas sílabas têm as palavras maluco (Resposta: 3), Terezinha (Resposta: 4) e Pernambuco (Resposta: 4).
  • Qual a menor palavra? (Resposta: maluco).
  • Qual é a maior palavra? (Resposta: Pernambuco porque tem 10 letras).
  • Problematize: Mas Pernambuco tem quatro sílabas como Terezinha, então por que Pernambuco tem 10 letras? (Resposta: Porque as sílabas PER e NAM têm três letras e em Terezinha, apenas o NHA tem três letras).

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor:  Michele Rabelo
Mentor: Priscila Medeiros
Especialista: Tânia Rios
Título da aula: Sílabas e mais sílabas… Tantas palavras
Finalidade da aula: Localizar palavras em uma cantiga de roda e depois refletir sobre a escrita a partir das sílabas.
Ano: 1º ano do Ensino Fundamental
Objeto(s) do conhecimento: Construção do sistema alfabético
Prática de linguagem: Análise linguística e semiótica
Habilidade(s) da BNCC: EF01LP08, EF01LP09
Esta é a primeira aula de um conjunto de 3 planos de aula com foco em análise linguística e semiótica. Recomendamos o uso desse plano em sequência.  

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