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Atividade - Brincando com tecidos

POR: Jéssica Ribeiro Carnevale 30/11/2018
Código: EDI1_08UND01

1º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.

(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.

(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Bebês sobre brincadeiras com tecidos

Resumo

ilustracao

Nesta atividade, as crianças explorarão o uso de diversos tecidos para realizar brincadeiras dentro da sala.

O que fazer antes?

Materiais:

Caixas fechadas com um furo no meio por onde as crianças possam inserir suas mãos e tirar tecidos, tecidos de diversos tamanhos, cores e texturas, barbante para fazer um varal, aparelho de som ou celular para reproduzir música.

Espaços:

Essa atividade pode ser realizada na sala de referência. Providencie varais amarrando barbantes numa altura em que as crianças que andam e que não andam possam acessar e pendure os tecidos pelo varal de forma convidativa para brincarem. Espalhe algumas caixas fechadas com um furo no meio para as crianças colocarem suas mãos sem verem o que contém nela. Encha as caixas de tecidos. Coloque um som instrumental que sugira movimento, como por exemplo a música Barbapapa's Groove, do grupo Barbatuques. Reserve no local da atividade um cesto com objetos preferidos das crianças, oferecendo quando necessário.

Tempo sugerido:

Aproximadamente 40 minutos.

Perguntas para guiar suas observações:

Como os bebês exploram os tecidos? (puxam, seguram, esticam, se escondem, viram de um lado para o outro, etc…). Observe atentamente se os bebês percebem que essas suas ações têm efeitos sobre as crianças e adultos presentes...

Que ações os bebês realizam utilizando os tecidos para interagir com seus pares e adultos presentes? (entregam para os amigos, brincam de se esconder e aparecer, puxam das mãos dos amigos, imitam gestos e movimentos, etc)

Observe atentamente: o quanto essa atividade desafia corporalmente os bebês? Quais habilidades motoras foram ampliadas na proposta? (esticar o corpo para alcançar, engatinhar ou se arrastar em direção...)


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. É importante que o professor prenda os varais em alturas proporcionais às crianças que andam e que não andam. Aconchegue em seu colo e ofereça os tecidos aos bebês bem pequenos, que não se locomovem sozinhos, incentivando a participação de todos. Garanta que todos possam estar em atividade, de acordo com suas preferências, ritmos e possibilidades. Disponibilize algumas caixas de variados tamanhos já explorados em outros momentos pelo grupo para que tenham acesso quando desejarem.

O que fazer durante?

1

Ligue o som, comece apresentando as caixase convide todo o grupo a descobrir o que há dentro delas. Permita que este momento seja livre e espontâneo, convidando as crianças a se aproximarem dos varais também, respeitando o ritmo de cada bebê. Para os que não andam, posicione caixas próximas a eles possibilitando que também explorem. Disponibilize um cesto com objetos preferidos das crianças, oferecendo quando necessário. Registre em fotografias e/ou vídeos as pesquisas dos bebês para documentação pedagógica.

Possíveis ações da criança neste momento: Um bebê se aproxima da caixa, a pega, levanta, põe na boca uma parte da lateral da caixa, sente seu peso, põe no chão novamente, percebe que há um buraco nela, abaixa sua cabeça para olhar e depois coloca cuidadosamente suas mãos no buraco na expectativa de uma descoberta.


2

Nesse momento, o grupo todo continuará descobrindo, manipulando, interagindo. Observe toda movimentação e aproxime-se dos pequenos grupos formados em volta das caixas e próximos aos varais. Observe as brincadeiras e interações dos bebês e, a partir delas, proponha outras, como por exemplo de esconder-se e aparecer novamente, de esconder a caixa, de jogar um tecido leve para o alto e soprá-lo para que ele desça devagar até o chão, coloque na cabeça de uma criança tampando e revelando seu rosto, etc. Ofereça repertório de brincadeiras e valide as iniciativas que elas realizarem com os tecidos chamando atenção do grupo todo. Para os bebês que não se locomovem com autonomia, leve tecidos para brincar de se esconder e aparecer onde eles estiverem.

Possíveis ações das crianças neste momento: um bebê esconde seu rosto num tecido um pouco transparente enxergando tudo à sua volta e demonstrando em gestos que deseja interagir e compartilhar a sua descoberta com os demais.

Possíveis falas do professor neste momento: Ué, cadê o amigo (citando o nome de quem está escondido)? Será que ele sumiu? Alguém viu? Não estou vendo! Quem me ajuda a encontrá-lo?


3

Continue se aproximando dos pequenos grupos para perceber suas descobertas e interações. Amarre um tecido na sua cabeça para fazer de conta que é cabelo, no pescoço para brincar de capa de super-herói e/ou pelo corpo para fingir que é roupa/fantasia. Pergunte se alguma criança também quer amarrar um tecido em algum lugar para brincar de faz-de-conta e a auxilie conforme a demanda. Incentive e valorize as iniciativas dos bebês também nesse momento.


4

Interaja intencionalmente nas brincadeiras que as crianças criarem com a exploração do tecido e esteja atento para aproveitar alguma oportunidade que amplie ou aprofunde experiências.

Possíveis ações das crianças neste momento: um bebê brinca de tirar e colocar um tecido na caixa pelo seu buraco.

Possíveis falas do professor neste momento: Vire o buraco da caixa para o chão e pergunte: “Como você pode tirar o lenço agora?”


Para finalizar:

Esteja atento ao tempo de interesse das crianças na proposta. Conforme for percebendo menos envolvimento por parte deles, avise que em alguns minutos irão para a próxima atividade. Convide as crianças para guardarem os tecidos nas caixas, incentivando a participação de todos na organização do espaço e materiais.

Desdobramentos

Essa atividade poderá ser apresentada novamente de formas diferenciadas e instigantes para os bebês. Utilize tecidos grandes (como um lençol, por exemplo) para ampliar as brincadeiras prendendo-os para formar tendas. Ou prenda-os num varal encostado na parede onde possam esconder a si mesmo ou uma caixa de bolas, por exemplo. Espalhe tecidos menores pela sala para proporcionar deslocamentos e ampliação de movimentos e esconda os brinquedos fixos para aguçar a curiosidade dos bebês, possibilitando novas interações e descobertas.

Engajando as famílias

Considerando ser fundamental a participação das famílias, solicite que elas enviem panos, lençóis e tecidos que não usam para reaproveitamento em brincadeiras na escola. Após a atividade, relate como foi a brincadeira e a exploração às famílias no veículo de comunicação da escola (agenda, mural, etc.) e sugira que repitam a atividade em casa.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Jéssica Carnevale

Mentora: Keli Luca

Especialista do subgrupo etário: Ana Teresa Gavião

Campos de Experiência:  O eu, o nós e o outro
Corpo, gestos e movimentos
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

Objetivos e códigos da Base:

(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.

(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais. 

(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.

Abordagem didática: Quando brinca, a criança sente-se convidada, e ao mesmo tempo livre, para se desenvolver, expressar suas emoções e aprender. Para os bebês, esse momento se caracteriza pelo jogo de exercícios, com repetição de ações e manipulações de objetos como fonte de satisfação e consequente formação de hábitos. É o que Jean Piaget denomina como a atividade lúdica do período sensório-motor, que abrange os primeiros dezoitos meses de vida. Sendo assim, é preciso incluir o brincar na rotina, organizando a seleção de objetos e propondo interações entre as crianças e também com os professores.

Apoiador Técnico


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