Em situações de conflito, devemos aguardar as soluções dos estudantes antes de intervir?

E agora, Telma? - Autonomia

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Telma Vinha
Telma Vinha. Foto: Marina Piedade E agora, Telma?

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.

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Pergunta enviada por Miguel dos Santos, Rio de Janeiro, RJ

Sim, desde que não haja agressões físicas ou verbais. Contudo, devemos observar as estratégias que os alunos empregam para solucionar os conflitos e, com base nelas, planejar mediações que os ajudem a superar dificuldades.

Crianças e jovens têm capacidade limitada de resolver problemas, controlar impulsos e alinhar perspectivas. Quando não conseguem sozinhos, precisam de apoio. Isso não significa assumir um conflito que é deles, tirando-os do processo de resolução. Ao dizer "Seu amigo ficou magoado. Que tal revezar o computador?", solucionamos a questão por ele e dificultamos que aprenda a se colocar. A postura é semelhante à do professor que resolve os exercícios antes que os alunos o façam.

Incentive a tomada de consciência: estimule a reconstituição do fato, promova a reflexão sobre ele e sugira que apresentem outras possibilidades de ação. É importante avaliar a hora de agir. Se estiverem com raiva, peça que se separem. Percebendo que resolveram o conflito, deixe para lá.

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