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Planos de Aula
02 de Setembro de 2017 Imprimir
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Observação de nuvens

Por: novaescola

Objetivo(s) 

  • Observar mudanças na atmosfera (tempo meteorológico);
  • Registrar e perceber algumas variáveis do tempo e do clima;
  • Trabalhar com dados, gráficos e mapas meteorológicos;
  • Identificar as relações entre tempo e clima.

Conteúdo(s) 

  • Tempo e clima;
  • Observação do tempo, registro e análise de dados;
  • Imagem de satélite e a leitura meteorológica do tempo.

 

Ano(s) 

6º, 7º

Tempo estimado 

8 aulas

Material necessário 

  • Imagens da Terra e da atmosfera,
  • Atlas Visuais Terra (Ed. Ática),
  • Novo Atlas Geográfico do Estudante (Ed. FTD),
  • papel sulfite,
  • pranchetas,
  • lápis coloridos e pretos para todos ou para cada dois alunos.

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Apresente para os alunos imagens de jornal ou internet em A3 sobre o tempo em diferentes localidades. Escolhemos São Paulo e Nova York. Solicite que os alunos observem as imagens e comentem o que elas mostram. Comente que nestas imagens vemos alguns extremos que ocorrem no comportamento do tempo nestas cidades. Na região metropolitana de São Paulo já ocorreram chuvas de 50 mm num período de 2 horas durante o mês de janeiro, que é o mês mais chuvoso do verão.Para se ter uma ideia do que isto significa, neste mês costuma chover 238 mm ao longo de todo o mês. Poucos meses após o evento extremo em São Paulo, Nova York sofria com uma nevasca, outro fenômeno que ocorre no inverno do hemisfério norte, também na mesma época. A nevasca é uma precipitação intensa, ou seja um extremo climático. Camadas de gelo de quase um metro de altura atingiram casas e estradas, causando vítimas e transtornos urbanos. Estes dois exemplos mostram como o comportamento do tempo pode apresentar escalas extremas ou normais, interferindo muito em nossas vidas. Após a observação das imagens e de sua leitura coletiva, organize a turma em grupos e coloque a seguinte questão: Já observamos eventos extremos em nossa cidade? Existem diferença entre o tempo e o clima? Estimule os alunos a expressarem as noções que possuem destes dois conceitos. Convide os alunos para observar as variações no tempo na cidade.

 

2ª etapa 

Com base nas respostas, organize a observação do tempo empírico. Vamos utilizar somente a percepção sensorial para observá-lo. Explique que muitas pessoas aprenderam a ler o tempo, utilizando este tipo de observação. Organize a sala em grupos e apresente neste momento o tema de estudo desta sequência. Organize na lousa um texto coletivo sobre a noção de tempo e clima que os alunos possuem. Solicite que façam uma lista das variáveis que controlam o tempo e o clima. Anote na lousa todas as ideias que os alunos têm sobre estes dois conceitos.

3ª etapa 

Indague os alunos sobre o céu da cidade, por meio de questões, tais como: Como é o céu de nossa cidade? Incentive para que falem das cores, das sensações de umidade, de calor, etc. Organize a turma e saia da sala de aula para um lugar externo para observar o céu. Procure um lugar onde o céu possa ser amplamente visto e que permita aos alunos se sentarem no chão para observar e pensar sobre o que estão vendo. Converse sobre o que possível ver e sentir: cores, formas, nuvens, ventos, calor, umidade, etc. Em seguida, peça para que os alunos sentem no chão num lugar seguro e com papel sulfite sobre uma prancheta e lápis colorido desenhem o céu. Durante o desenho converse sobre o céu como um indicador das condições do tempo: ar quente, úmido, seco, luminosidade, nebulosidade, etc. O que o céu que observamos tem a ver com o tempo? Exponha os desenhos na sala de aula e a partir deles organize uma aula expositiva sobre a atmosfera. Utilize imagens dos Atlas Visuais Terra (Ed. Ática). Retome os desenhos sobre o céu de sua cidade e discuta as mudanças que puderam ser observadas durante o período em que estiveram desenhando: Qual foi a sensação de calor, de umidade, como estavam as nuvens no céu? Elas mudaram de formato de localização? Aproveite para explicar nesse momento com se formam as nuvens a partir da evaporação.

4ª etapa 

Distribua para os grupos uma imagem da Terra e da atmosfera e peça que cada grupo identifique as cores e o que estão vendo na imagem. Lembre que o céu que vemos a partir da Terra pode ser visto do espaço pelos satélites e que esta imagem é similar a que é vista do espaço. Esta imagem foi obtida de uma nave espacial que fotografou a Terra do espaço. Chame a atenção para as cores e o que elas significam.

5ª etapa 

Reúna os alunos em grupos e distribua notícias de jornal sobre episódios do tempo ocorridos no Brasil e no mundo (veja Anexo 2 - textos 1 e 2 anexo). Discuta as duas situações e tire dúvidas sobre os conteúdos dos textos. Faça uma síntese comparando o que pode ter ocorrido numa situação e na outra. Peça que imaginem como seria o céu desse dia nestas localidades e desenhem em papel A4 uma imagem que contenha alguns dos parâmetros do tempo das situações relatadas no texto (utilize lápis preto e colorido). Antes de iniciar o desenho, faça na lousa uma relação dos componentes do tempo meteorológico e do tempo que devem estar representados nos desenhos, tais como ventos, nuvens, chuva, temperatura etc. Converse com os alunos ao elaborar a lista destes componentes.

6ª etapa 

Exponha os desenhos para que todos observem as produções dos colegas. Organize a turma em grupos para a realização da observação do tempo e sua previsão no cotidiano de sua cidade. Apresente um modelo de ficha de previsão do tempo (disponível em jornais ou no site, onde é possível pesquisar a previsão para sua cidade). Discuta os símbolos e dados nela presentes. Divida a turma em duplas e disponibilize uma ficha semelhante para coleta de dados empíricos. Oriente os alunos quanto a forma de registro. Eles devem observar o dia ao ar livre no período da manhã, tarde e noite durante uma semana. Ao mesmo tempo que coletam e registram os dados na ficha, oriente para que assistam na TV a previsão do tempo num jornal noturno para sua região durante uma semana, utilizando uma ficha de registro semelhante aquela dos dados empíricos. Todos os dias, os alunos devem comparar sua ficha de observação sensível com a previsão da TV. Quando coincidir devem marcar na coluna correspondente um C quando não coincidir devem marcar E. Após o registro de todos os dados, analise com seus alunos como foi a previsão e a observação sensível. Houve acertos? Houve erros? Discuta com eles o papel dos dados na previsão do tempo. Se for possível leve-os a um local em sua cidade onde exista uma estação micro meteorológica para que conheçam os equipamentos utilizados no registro de dados.

7ª etapa 

Retome a discussão sobre tempo e clima, discutindo que o clima é o resultado de estudos feitos a partir de séries longas de dados, geralmente 30 anos, e que o tempo é o estado diário da atmosfera que percebemos em nossas atividades. Prepare uma aula sobre cada um dos componentes do clima explicando a sua participação na formação destes estados momentâneos e duradouros da atmosfera. Selecione alguns trechos do livro didático para leitura em casa. A partir deste momento, amplie a visão sobre o clima. Organize os alunos em duplas e solicite uma pesquisa de informação sobre os tipos de clima do Brasil. Consulte o Atlas e distribua os tipos de clima entre os grupos e oriente os alunos para que tragam informações sobre: 

- Como são as temperaturas neste tipo clima?
- Como são as chuvas?
- Qual é o tipo de cobertura vegetal que predomina nestas condições?
- Pelo tipo de clima é possível identificar alguns tipos de tempo possíveis nestas regiões?
- Quais problemas as pessoas que vivem em cidades enfrentam nestes climas?
- Quais problemas as pessoas que vivem no campo enfrentam nestes climas? 

Cada grupo deve apresentar oralmente os resultados de suas pesquisas.

Avaliação 

Ao final do estudo os alunos devem ser capazes de identificar algumas variáveis do tempo e clima, ler dados sobre clima e mapas meteorológicos e Identificar relações entre tempo e clima. Para encerrar a sequência, peça que os alunos respondam em seu caderno as perguntas apresentadas no inicio da seqüência:  - Qual a relação entre as condições do tempo e clima? - Qual a importância do clima para o meio ambiente?    Cheia do rio Uruguai provoca enchentes no RS Colaboração da Folha Online, Janeiro, 2007 As fortes chuvas que atingiram o noroeste do Rio Grande do Sul provocaram elevação de 9,48 metros no rio Uruguai na noite de domingo (20), causando enchentes nas cidades da região. No interior de São Borja, estradas tiveram que ser interditadas. Como as comportas das barragens de Itá e Machadinho foram abertas no norte do Estado, cidades ao sul de São Borja, como Itaqui e Uruguaiana, também poderão sentir os efeitos da cheia, de acordo com informações da MetSul Meteorologia. Segundo previsão do instituto, as fortes precipitações deslocam-se em direção aos Estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são esperadas chuvas fortes na terça-feira (22).   Texto 2 - Seca na Amazônia em 2005 - CPTEC/INPE e INMET - 24/10/05 O CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) juntamente com o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) traz de forma sucinta ao público informações esclarecedoras sobre a problemática da seca na Amazônia durante o ano de 2005. A Seca de 2005:  A atual seca que está afetando boa parte da região Amazônica, especialmente o setor sudoeste do Amazonas e Estado do Acre, caracteriza-se por possuir o menor índice pluviométrico nos últimos 40 anos, ultrapassando períodos como os de 1925-1926, 1968-1969 e 1997-1998, até então considerados os mais intensos. Ao se analisar os dados de precipitação no setor sul da Amazônia, verificou-se que durante a estação chuvosa de 2005, que na realidade estendeu-se de dezembro de 2004 a março de 2005, as chuvas apresentaram-se com valores de até 350 mm menores que a média histórica. Isto contribuiu para que os níveis dos rios desta região estivessem com valores bem abaixo da média no final da estação chuvosa de verão e no início do período de estiagem, que ocorre de maio a setembro. Em 2005, notou-se uma estiagem mais severa durante todos os meses do ano. Na análise dos níveis médios do Rio Negro em Manaus, desde 1903 até setembro 2005, observa-se que valores muito baixos aconteceram também nos anos de 1925 -26 (ano de El Nino), e em 1963-64. Nos meses de verão de 2005 os níveis do Rio Negro foram em média de 1.5 a 2 metros acima do normal, e a partir de agosto os valores chegaram até 4 metros abaixo do normal. Regime de chuva na região:  Climatologicamente, a região Amazônica possui precipitação média anual de aproximadamente 2.200 mm por ano, embora tenham regiões (na fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela) e próxima a Foz do Rio Amazonas em que o total anual pode ultrapassar 3.500 mm por ano. O setor sul da região, que compreende a região afetada pela seca, tem período de chuvas compreendido entre novembro e março, sendo que o período de seca ocorre entre os meses de maio e setembro. Os meses de abril e outubro são meses de transição entre um regime e outro. A distribuição de chuva no trimestre Dezembro-Janeiro-Fevereiro (DJF) apresenta uma região de precipitação alta (superior a 900 mm) situada na parte oeste e sul da Amazônia. O período de Marco-Abril-Maio (MAM) representa a estação chuvosa na região central da Amazonia próxima ao equador, já no trimestre Junho-Julho-Agosto (JJA), acontece o período de estiagem na Amazônia e o centro de máxima precipitação desloca-se para o norte, situando-se sobre Roraima e o Norte da América do Sul. Neste período de estiagem em JJA, a região Amazônica, principalmente na parte central, está sob o domínio do ramo descendente da Célula de Hadley (célula de circulação atmosférica com ventos ascendentes no Atlântico Tropical Norte e descendentes na região Amazônica), induzindo um período seco bem característico que perdura até aproximadamente os meses de setembro e outubro no sul da Amazônia e um mês mais tarde na Amazonia central. Quais são as possíveis causas da seca de 2005?  O fenômeno de deficiência de chuvas na região do Sul foi observado também em 2004, onde as vazões dos rios e as chuvas foram menores que o normal, mas sem atingir os valores extremamente baixos observados em 2005. Um dos possíveis fatores responsáveis por esta seca intensa de 2005 estaria provavelmente relacionado ao comportamento médio da temperatura da superfície do mar (TSM) nos últimos meses na bacia do Atlântico Tropical Norte, que tem se apresentado mais quente que o normal nos últimos 12 meses. Como é característico desta época do ano, o movimento ascendente do ar que normalmente ocorre no Atlântico Tropical Norte, associado à célula de Hadley, está mais intenso este ano e a zona de convergência intertropical ainda está no Hemisfério Norte. Conseqüentemente, esta intensificação da circulação atmosférica faz com que os movimentos descendentes especialmente sobre o sudoeste da Amazônia sejam mais intensos do que a média, o que dificulta a formação de nuvens e, portanto, de chuva na região. Adicionalmente, nos últimos dois meses a seca tem se agravado devido ao anticiclone do Atlântico Sul que se tornou mais intenso, estendendo-se até o continente e gerando uma região de estabilidade atmosférica que não favorece a formação de chuva no Sul da Amazônia. Há especulações de que o prolongado período de estiagem nestas regiões mais afetadas pode estar ocasionando um efeito local que contribuiu mais ainda para a diminuição das chuvas. Este efeito seria uma diminuição da reciclagem de vapor d'água pela vegetação devido à própria estiagem, implicando um feedback positivo reduzindo possivelmente as chuvas locais. Além disso, a queima de biomassa que produz fumaça pode alterar a física da formação de chuva no sul da Amazônia, e possivelmente adiar o inicio da estação chuvosa. Não se tem evidências de que esta seca de 2005 seja um indicador de mudanças climáticas na região, associadas ao desmatamento ou aquecimento global. A Seca de 2005 parece ser parte de uma variabilidade natural de clima, onde anos secos e úmidos alternam-se na escala interanual. A previsão: A previsão sazonal de clima (tendência média do estado da atmosfera), em caráter experimental, para os próximos 3 meses (Novembro-Dezembro/2005 e Janeiro/2006) indica: § Para o sudoeste do Estado do Amazonas e Acre: tendência de continuação de chuvas abaixo da média climatológica (previsão com baixa confiabilidade), § Para o centro-norte dos Estados de Roraima, do Amapá e no noroeste do Pará: chuva variando de normal a ligeiramente acima da média climatológica (previsão com confiabilidade média), e § Para o restante da Região Norte: tendência de chuvas próximas da média climatológica (previsão com confiabilidade média). Em relação a previsão de temperatura para o mesmo período, a previsão indica tendência de temperatura de normal a acima da média histórica em toda a Região. O CPTEC/INPE e o INMET continuarão monitorando o quadro de estiagem na Amazônia e voltará a divulgar boletins oportunamente. CPTEC/INPE e INMET    

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