Estudando as lutas com recursos tecnológicos

POR:
novaescola

Objetivo(s) 

  • Identificar, demonstrar e explicar as lutas conhecidas pela turma.
  • Reconhecer as diferenças técnicas e táticas referentes às lutas.
  • Comparar as características técnicas.
  • Relacionar as lutas às suas origens sócio-históricas.

Ano(s) 

1º, 2º, 3º, 4º, 5º

Tempo estimado 

10 aulas

Material necessário 

Filmes, imagens da internet, materiais para registro.

Desenvolvimento 

1ª etapa 
Solicite aos estudantes que organizem uma listagem com as práticas corporais por eles conhecidas, que tenham confronto entre adversários e envolvam o desequilíbrio, a imobilização ou a contusão. Informe-os que deverão manter um registro de todas as atividades ao longo dos trabalhos. Em roda de conversa, estimule os estudantes a descrever características das lutas mencionadas (vestimentas, locais de prática, regras etc.). Questione o grupo a respeito da possibilidade de realização de vivências corporais de algumas das lutas citadas. A partir de explicações iniciais e com a ajuda dos alunos que praticam, divida a turma em duplas e organize algumas vivências. Logo em seguida, indague o grupo sobre as percepções, dificuldades e facilidades encontradas.

 

2ª etapa 

Após a seleção de alguns filmes que abordam as lutas, proponha para a turma assistir às imagens, a partir de um instrumento de observação que poderá ser organizado pela turma com ajuda do professor. Um rol de questões que estimulem os alunos a identificar características como: quem participa, quais as vestimentas utilizadas, como é o local da prática, quais as regras mais importantes, quais as táticas empregadas pelos lutadores, entre outras, poderá ser elaborado. A partir das respostas obtidas, promova uma discussão abrangendo as principais características das modalidades representadas. Questione os alunos acerca das origens e dos grupos sociais praticantes.

 

3ª etapa 

Elabore coletivamente uma relação de tópicos que proporcionem uma análise mais detalhada das lutas (um questionário, por exemplo). De posse desse instrumento, oriente os estudantes a navegar por portais especializados. Para além dos mecanismos de busca, convém acessar os sítios das federações e confederações das diversas modalidades, nos quais estão disponíveis informações mais completas ou acessar alguns filmes no Youtube. No retorno, os alunos podem socializar suas descobertas, registrando-as conforme a modalidade que pesquisaram, tomando o devido cuidado na transcrição da nomenclatura da modalidade no que concerne às técnicas e táticas. Na continuidade, retome as vivências corporais, com base nas informações acessadas.

4ª etapa 

Convide um praticante de lutas (conhecido, de alguma academia das redondezas, um aluno de uma turma mais avançada), para ser entrevistado pela turma e, se possível, demonstrar alguns movimentos. Prepare perguntas previamente. Estimule o grupo a fazer perguntas e esclarecer dúvidas sobre o tema. Organize algumas vivências a partir dos movimentos apresentados (repetições de golpes, chaves, movimentos de esquiva, etc., conforme a luta abordada). Os alunos poderão recorrer à internet para aprofundar seus conhecimentos sobre a luta apresentada e elaborar um pequeno glossário contendo as técnicas e táticas mais utilizadas.

5ª etapa 

Empregando os recursos disponíveis na escola ou obtidos por empréstimo pessoal ou institucional, realize filmagens das vivências e apresentações dos alunos. É importante alternar frequentemente as duplas e as modalidades. De posse das imagens, submeta-as à análise do grupo, tendo em vista o reconhecimento e "invenção" de técnicas e táticas pelos participantes.

 

Avaliação 

Analise os registros do trabalho. Procure identificar em que medida a assistência aos filmes, a discussão dos resultados da pesquisa e o contato com o praticante possibilitaram o aprofundamento dos conhecimentos sobre as lutas. De posse dos relatos finais elaborados pela turma, selecione alguns e comente-os, destacando as informações registradas. Pergunte à turma se concordam com o que foi lido e se há algo a substituir ou acrescentar.   Quer saber mais? Bibliografia NEIRA, M. G. e NUNES, M. L. F. Pedagogia da cultura corporal: crítica e alternativas. São Paulo: Phorte, 2006.    

Créditos: Marcos Garcia Neira Formação: professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

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