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O que é inteligência artificial? Onde ela é aplicada?

Tecnologia

POR:
Paula Sato
Na série O Exterminador do Futuro, as máquinas se tornam auto-suficientes e se rebelam contra os humanos
Na série O Exterminador do Futuro
as máquinas se tornam auto-suficientes 
e se rebelam contra os humanos. 
Foto: Divulgação. Clique para ampliar.

"Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem", explica Marcelo Módolo, professor de Sistemas de Informação da Universidade Metodista de São Paulo. Assim, o objetivo final das pesquisas sobre esse tema é conseguir desenvolver uma máquina que possa simular algumas habilidades humanas e que os substitua em algumas atividades.

A inteligência artificial faz parte dos estudos de Ciências da Computação. Os programas utilizam a mesma linguagem de sistemas convencionais, mas com uma lógica diferente. Existem várias maneiras de se fazer essa programação. Em alguns casos, o sistema inteligente funciona com uma lógica simples - se a pergunta for x, a resposta é y. Em outros casos, como os estudos em redes neurais, a máquina tenta reproduzir o funcionamento dos neurônios humanos, em que as informações vão sendo transmitidas de uma célula a outra e se combinando com outros dados para se chegar a uma solução.

Existem vários ramos de estudo em sistemas inteligentes, cada um se dedicando a um aspecto específico do comportamento humano. "Por exemplo, há quem estude robôs e se preocupe com a parte motora. Outras áreas se debruçam sobre a fala, com o objetivo de criar máquinas que possam conversar, entender a língua e seus significados", diz Módolo. O professor também afirma que todas as pesquisas são muito especializadas e, por isso, não há ninguém que se dedique a construir uma máquina que reproduza o ser humano em sua totalidade - como acontece em filmes de ficção científica. Também, por essa razão, é muito pouco provável a produção de robôs que se tornem mais inteligentes que os humanos e possam se "rebelar". "Eu não vejo a possibilidade de um andróide similar ao homem. Existem pesquisas que tentam fazer com que o computador seja capaz de aprender, mas, mesmo assim, ele continua não tendo conhecimento de mundo", explica o professor.

Tudo isso pode parecer muito perto da ficção, mas a inteligência artificial já está presente no cotidiano de todas as pessoas. Por exemplo, no desenvolvimento de videogames que utilizam esse tipo de estudo para criar jogos cada vez mais complexos. "Nos games de futebol, cada jogador tem características muito específicas e próximas às de um competidor real. Ou seja, um é melhor em passe, mas corre menos que o outro. Para simular isso, são aplicadas técnicas de sistemas inteligentes", conta Módolo. Outro exemplo são as máquinas fotográficas que fazem o foco automático no rosto das pessoas ou que disparam ao encontrar um sorriso. Até mesmo nos corretores ortográficos dos processadores de texto de computador, é preciso um sistema inteligente para detectar que há um problema de sintaxe na frase e oferecer uma possível correção. "Muita gente reclama que o corretor sempre erra. Mas é preciso lembrar que, como os sistemas inteligentes simulam o ser humano, eles erram como nós", explica Módolo.


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