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Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia

Entenda os principais pontos dos três eixos e veja exemplos de como trabalhá-los em sala de aula

Autor: Rosi Rico

O ponto central da unidade temática Matéria e Energia é desenvolver a capacidade de entender a natureza da matéria e os diferentes usos da energia. Isso envolve compreender a origem, a utilização e o processamento de recursos naturais e energéticos.



 O que ensinar no Fundamental 1

  • Considere esse um período para construir as primeiras noções sobre os materiais: usos, propriedades e interações com luz, som, calor, eletricidade, umidade e outros conceitos.
  • As crianças precisam ser preparadas para reconhecer a importância da água, em seus diferentes estados físicos, para a agricultura, o clima, a geração de energia elétrica e o equilíbrio dos ecossistemas. Elas devem conseguir discutir e propor maneiras sustentáveis de utilizar o recurso. Espera-se também que consigam construir propostas coletivas de consumo mais consciente e de descarte adequado ou reciclagem dos resíduos domésticos.
  • A unidade prevê aprendizagens ligadas ao autocuidado, como saber evitar acidentes domésticos (com objetos cortantes, eletricidade e produtos de limpeza etc) e os prejuízos da exposição ao som (poluição sonora, por exemplo) e à luminosidade excessiva (como radiação solar).

Na prática

É possível aliar o estudo sobre os recursos naturais e as matérias-primas que geram os produtos que utilizamos no cotidiano (mesa, lápis, caderno etc) com o aprendizado sobre como são feitos os descartes dos resíduos utilizados na fabricação deles e, depois, fazer a ponte para falar sobre lixo doméstico e processos para reciclá-lo. Conheça um exemplo na reportagem publicada na revista Nova Escola.



 O que ensinar no Fundamental 2

  • Mais familiarizados com o ambiente, a perspectiva é que os estudantes aprendam sobre o sistema produtivo que envolvem a exploração dos fenômenos relacionados aos materiais e à energia e seus impactos na qualidade ambiental. Espera-se que todos consigam, por exemplo, avaliar vantagens e desvantagens da geração de produtos sintéticos, como os medicamentos, com base no impacto em recursos naturais, uso de determinados combustíveis e da produção, transformação e propagação de variados tipos de energia. As reflexões devem conduzir à construção de hábitos mais sustentáveis no uso de recursos naturais e científico-tecnológicos.
  • Espera-se que os jovens entendam, por exemplo, o funcionamento dos circuitos elétricos residenciais e sejam capazes de planejar os próprios circuitos a partir de diferentes materiais, assim como propor ações coletivas para o melhor uso da energia na escola e na comunidade.
  • Neste período, os alunos também necessitam compreender as radiações eletromagnéticas, incluindo as implicações de seu uso em controle remoto, celular, raios-X etc. O aprendizado sobre a tecnologia abrange suas aplicações na medicina diagnóstica e no tratamento de doenças.


Na prática



E o plástico?

Pesquisar, debater e realizar experimentos pode ser uma opção para entender de onde vem, o que é e para onde vai o plástico – tão presente em tantos objetos do cotidiano dos estudantes. Uma professora de São José do Rio Preto ensina como fazer plástico com batatas e vinagre. Na sala de informática, ela exibiu um vídeo e uma apresentação sobre o descarte dos objetos e seu tempo de decomposição. Em seguida, perguntou "O que podemos fazer a respeito?" e instruiu a sala a pesquisar sobre o descarte daqueles objetos e os impactos ambientais. Veja como foi a atividade nesta reportagem.

Na prática



Imagem e som

Para levar os alunos a investigar os mecanismos envolvidos na transmissão e recepção de imagem e som e entender como esse conhecimento colaborou na criação de sistemas de comunicação, uma opção é convidá-los a construir máquinas simples e utilizar simuladores digitais gratuitos. Aqui, você acessa exemplo de plano de aula para tratar do assunto.  


Fotos: GettyImages.