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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - Conhecendo algumas figuras de linguagem

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do Fundamental sobre figuras de linguagem

Plano 01 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Ruth De Castro Almeida Barbosa

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de três planos de aula com foco em Análise linguística e semiótica. A finalidade deste conjunto de planos é construir os conceitos de comparação, metáfora e personificação, identificar tais figuras e os efeitos de sentido destas figuras de linguagem em poemas.

Materiais necessários:

Um livro (preferencialmente de poemas, já que a identificação das figuras de linguagem se dará em textos poéticos).

Projetor para exibição de trechos de poemas (ou cartazes, ou quadro e giz).

Cartões com exemplos de metáforas, comparações e personificação.

Dificuldades antecipadas: Uma dificuldade possível é a confusão entre os termos “comparação” e “metáfora”, ou “metáfora” e “personificação” ou mesmo o desejo de saber, efetivamente, o que é cada um dos tipos de figura de linguagem. O professor não deverá se preocupar em passar as nomenclaturas para os alunos fazendo com que eles as memorizem. O efeito de sentido é o mais importante. Isto tem de ficar claro para eles. Outra possível dificuldade é o aluno não saber o que é sentido conotativo e denotativo. Se perceber a necessidade de explicar a matéria, o professor pode e deve parar a aula para tal, começando por palavras que os alunos dominem os dois sentidos, como “coração”. Pergunte aos alunos o que é um coração. Eles dirão, certamente, que é um órgão do corpo humano, responsável pelo bombeamento de sangue. Pergunte, em seguida, o que significa dizer que alguém tem um coração de pedra. Seria um órgão de pedra? Certamente, os alunos responderão que não, que se trata de uma pessoa fria, insensível, ruim. Explique, então, que estes sentidos, como eles veem, são diferentes. No sentido denotativo - sentido comum presente no dicionário - é um órgão do corpo humano, mas, quando acompanhado pela expressão “de pedra”, assume um sentido conotativo, e que este sentido, normalmente, é empregado na literatura, em poemas, por não se dizer diretamente o que se quer dizer.

Referências sobre o assunto:

AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.

CUNHA, Celso. Gramática básica do português contemporâneo. Disponível em http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

Figuras de linguagem: metáfora. Disponível em: https://www.figurasdelinguagem.com/metafora/. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

MARTIN, W. a. (1998). Gramática e composição do inglês da escola secundária. Nova Deli: S. Chand and Company Ltd. Disponível em: https://pt.esdifferent.com/difference-between-metaphor-and-personification. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações:

  • Pergunte aos alunos se eles sabem o que são figuras de linguagem e para que elas são usadas.
  • Apresente o tema da aula dizendo aos alunos que eles farão a leitura de poemas para descobrir a função de algumas palavras,

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos.

Orientações:

  • Mostre as figuras aos estudantes e pergunte o que estão vendo. Provavelmente, responderão: uma professora, um livro e uma pipa.
  • Problematize a resposta, perguntando se estão vendo isso que vocês falaram ou outra coisa. Caso mantenham a resposta ou fiquem em silêncio, apresente-lhes o livro e peça que comparem a figura com o livro. Pergunte, novamente, se são a mesma coisa. Leve os alunos à conclusão de que a figura é uma representação. Pergunte, então, o que mais as figuras podem representar. Por exemplo, a figura 1 poderia significar “educação”, “aula”, a 2, “sabedoria”, e a 3, “liberdade, descanso, despreocupação”.
  • A partir daí, introduza o conceito de figuras de linguagem: a língua portuguesa também tem figuras. Não se trata destas figuras que se vê nos livros; são chamadas figuras de linguagem. São recursos usados na fala e na escrita como substituição da ideia, representação, às vezes próxima da realidade, mas às vezes não tão próxima assim.
  • Pergunte, então, o que seriam figuras de linguagem, considerando o que foi falado e a atividade de olhar as figuras, levando-os à conclusão de que seria, então, uma representação literária de algo que se quer dizer e que, muitas vezes, não se sabe ou não se quer falar diretamente e principalmente que são recursos da língua para dar mais expressividade, mais força, mais contundência àquilo que se quer dizer; não dizendo de forma literal, denotativa.
  • Continue a conversa, discutindo: Se a figura de linguagem não diz de forma denotativa, ela deve ser usada em textos literários ou em notícias, por exemplo? (Espera-se que os alunos digam que seria em textos literários, já que não diz de forma literal, denotativa. Se não, exemplifique com duas frases - Naquela cidade há um rio. A menina chorou um rio de lágrimas - e pergunte qual estaria mais adequada a um texto jornalístico e qual seria mais propícia em um texto literário. A primeira seria mais adequada a um texto jornalístico e a segunda a um texto literário.)
  • Diga-lhes que um gênero textual que usa muitas figuras de linguagem é o texto poético e que verão, nesta aula, algumas estrofes de poemas que trazem figuras de linguagem.

Materiais complementares:

  • Projetor para exibição das imagens ou imagens do slide acima, impressas em tamanho adequado para visualização dos estudantes, caso não seja possível o uso de projetor.
  • Um livro, de preferência, de poemas, já que é o gênero que será trabalhado na aula (Sugestão: AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.)

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos.

Orientações:

  • Atente para o fato de que o desenvolvimento está dividido em quatro slides a fim de controlar o tempo - os 35 minutos serão divididos entre os três.
  • Fale um pouco sobre Mario Quintana: poeta do século XX, nascido em Porto Alegre, em 1906, e falecido em 1994. Seus poemas destacam-se pelo bom humor e pela simplicidade. O trecho que lerão faz parte de um poema que explica o que são poemas.
  • Peça a um aluno para ler o poema.
  • Pergunte: Como Quintana explicou o que são poemas - de forma conotativa ou denotativa? (Conotativa.) Como vocês sabem disso? (A explicação que ele deu não é próxima ao mundo real, porque poemas não são pássaros.) O que fez com que o texto ficasse poético? (Exatamente o fato de usar uma linguagem diferenciada ou uma figura de linguagem.)
  • Pergunte o que acharam desta forma de escrever e por que ela é adequada ao texto. (Espera-se que os alunos consigam perceber que o uso das figuras de linguagem tende a enriquecer os poemas e a estimular a imaginação do leitor.) Interfira nas respostas dadas pelos alunos por meio de outros questionamentos que os instiguem a pensar sobre as escolhas do poeta ao “comparar” poemas com pássaros.
  • Exiba a caixa de texto acima e peça aos alunos que leiam o trecho de um poema de Quintana.
  • Conclua com os alunos: O que, exatamente, este jeito de escrever proporciona? (Provavelmente, os alunos chegarão à conclusão de que houve uma comparação de forma “disfarçada”, que se falou que uma coisa é sem ser exatamente, que é como se “parecesse com outra coisa”. Conduza a conversa para este tipo de raciocínio.)
  • Pergunte: Haveria outro jeito de fazer esta transferência? Ou de que outra forma poderíamos escrever estes versos? (Caso não haja respostas dentro do esperado - com o uso de “como” ou outro conector semelhante, pergunte: Haveria jeito de escrever estes versos, usando a palavra “como”? Como ficariam?
  • Aguarde as respostas e registre-las enquanto os alunos falam. Leia os novos versos formados: “Os poemas são como pássaros que chegam não se sabe de onde pousam no livro que lês” e pergunte: A mudança foi só na forma de escrever? (Pode ser que alguns alunos digam que sim. Neste caso, continue a discussão, problematizando a situação.) Qual das duas formas define mais os poemas? (A primeira, já que a segunda fala que “se parece” com pássaros e a primeira fala que “são” pássaros. Mesmo sabendo que não “são” pássaros, o leitor imagina mais a respeito do poema.)
  • Usando o recurso de projeção, projete o segundo quadro (veja no próximo slide).

Materiais complementares:

Projetor para exibição dos trechos exibidos nos slides. (Caso não seja possível usar o projetor, os versos podem ser escritos no quadro mesmo, pois são pequenos, ou em cartazes.)

Cartões com exemplos de metáforas, comparações e personificação. Para acessar o documento para impressão de cartões, clique aqui.

Obs.: Os materiais aqui listados serão usados ao longo do desenvolvimento (portanto, ao longo dos quatro slides apresentados para este fim.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Lembre que este é o segundo slide do desenvolvimento (são quatro no total). Esta informação é importante para a divisão do tempo de desenvolvimento.
  • Exiba o slide acima e peça que leiam o poema de José Paulo Paes, também poeta do século XX, cuja obra é caracterizada pela simplicidade.
  • Peça que os alunos comparem as construções feitas por Paes e Quintana: ambos os poetas usam figuras de linguagem, mas as frases são elaboradas de maneiras diferentes. O que as diferencia? (Espera-se que os alunos respondam que Paes usa a palavra “como” para estabelecer a relação de comparação, enquanto Quintana estabelece esta relação de forma direta, sem usar um termo que estabeleça esta ideia.)
  • Explique que o uso feito por Paes também é uma figura de linguagem, mas recebe outro nome porque traz uma palavra que estabelece a relação. Pergunte qual a relação estabelecida (provavelmente os alunos chegarão à conclusão de que é uma comparação.)
  • Diga que há poetas que preferem escrever usando este recurso. Pergunte: Qual a “vantagem” de usar uma comparação? (Espera-se que os alunos digam que isso facilita o entendimento do texto. Diga que José Paulo Paes escreveu muito para crianças e, por isso, o uso da comparação tornaria o texto mais fácil de ser entendido. Dependendo do rumo que as respostas seguirem, leve-os a pensar nas situações diárias em que, muitas vezes, por não sabermos exatamente como explicar algo, fazemos comparações.)
  • Pergunte qual a diferença entre as duas figuras vistas até então (provavelmente, os alunos responderão que as duas figuras mostram uma comparação, mas a primeira - metáfora - faz isso sem o uso do conector).

Materiais complementares:

Ver materiais citados no slide 4 deste documento.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Lembre-se de que este é o penúltimo slide do desenvolvimento. Administre bem o tempo a fim de aproveitá-lo adequadamente.
  • Peça que leiam a estrofe apresentada acima, apresentando-lhes mais um autor do século XX que escrevia também para crianças. Chame a atenção para o último verso: “Nada, nadador”. Pergunte: Considerando este verso, a que água o autor se refere? (Possivelmente responderão que é a água do mar ou de um rio fundo, já que a água leva e mata. Se não souberem, continue com as perguntas para concluir sobre isso depois.)
  • Pergunte quem faz as ações do verso. (Responderão que é a água.) É possível uma água lamber, abraçar, levar, matar? Falando assim, atribuindo ações humanas à água, o que o poeta conseguiu nos mostrar sobre ela? (Que ela pode ser muito perigosa.)
  • Explique que a figura de linguagem usada pelo autor chama-se personificação, que consiste em atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou seres irracionais.
  • Oriente os alunos para a atividade seguinte. Eles receberão cartões com exemplos de metáfora, comparação e personificação, e deverão, em grupos de cinco pessoas, mais ou menos, conforme possibilidade de divisão da turma, identificar as figuras de linguagem estudadas (note que ainda não terão de usar a nomenclatura), além de explicar o efeito de sentido que o uso destas figuras causou nos trechos dos poemas em que elas se encontram.

Materiais complementares:

Ver materiais citados no slide 4 deste documento.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Este é o último slide destinado às atividades de desenvolvimento. Ele contém os trechos que estarão nos cartões para o trabalho dos alunos (atividade citada no slide anterior). Os estudantes foram divididos em grupos para oportunizar a troca de informações e a interação entre os alunos. Para acompanhar melhor este processo, ande entre os grupos auxiliando os estudantes enquanto estes discutem, entre si, suas conclusões. Estes momentos são ótimos para percebermos a linha de raciocínio das crianças.
  • Promova a socialização das respostas (você encontra sugestões de respostas aqui).

Materiais complementares:

Veja materiais citados no slide 4 deste documento.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Peça aos alunos que, depois de terem lido alguns poemas em que os poetas brincaram com as palavras e seus sentidos, respondam: De que maneira podemos brincar com as palavras e seus significados num poema? (Espera-se que digam que é usando figuras de linguagem diferentes, de acordo com o objetivo de comunicação; assim, podemos comparar de forma mais fácil de ser entendida, usando o “como”; podemos deixar esta comparação subentendida, e podemos também atribuir ações ou sentimentos não humanos a outros seres. Caso os alunos não cheguem a estas conclusões, conduza o pensamento deles, com perguntas: Precisamos escrever as palavras com o seu sentido comum, que aparece no dicionário e todos usam em qualquer situação? (Não. Podemos usar figuras de linguagem.) E como usamos figuras de linguagem? (Não falando diretamente o assunto, usando palavras em sentido conotativo, fazendo comparações, atribuindo ações a seres não humanos.)

Materiais complementares: Quadro e giz para registro da tabela.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é a primeira aula de um conjunto de três planos de aula com foco em Análise linguística e semiótica. A finalidade deste conjunto de planos é construir os conceitos de comparação, metáfora e personificação, identificar tais figuras e os efeitos de sentido destas figuras de linguagem em poemas.

Materiais necessários:

Um livro (preferencialmente de poemas, já que a identificação das figuras de linguagem se dará em textos poéticos).

Projetor para exibição de trechos de poemas (ou cartazes, ou quadro e giz).

Cartões com exemplos de metáforas, comparações e personificação.

Dificuldades antecipadas: Uma dificuldade possível é a confusão entre os termos “comparação” e “metáfora”, ou “metáfora” e “personificação” ou mesmo o desejo de saber, efetivamente, o que é cada um dos tipos de figura de linguagem. O professor não deverá se preocupar em passar as nomenclaturas para os alunos fazendo com que eles as memorizem. O efeito de sentido é o mais importante. Isto tem de ficar claro para eles. Outra possível dificuldade é o aluno não saber o que é sentido conotativo e denotativo. Se perceber a necessidade de explicar a matéria, o professor pode e deve parar a aula para tal, começando por palavras que os alunos dominem os dois sentidos, como “coração”. Pergunte aos alunos o que é um coração. Eles dirão, certamente, que é um órgão do corpo humano, responsável pelo bombeamento de sangue. Pergunte, em seguida, o que significa dizer que alguém tem um coração de pedra. Seria um órgão de pedra? Certamente, os alunos responderão que não, que se trata de uma pessoa fria, insensível, ruim. Explique, então, que estes sentidos, como eles veem, são diferentes. No sentido denotativo - sentido comum presente no dicionário - é um órgão do corpo humano, mas, quando acompanhado pela expressão “de pedra”, assume um sentido conotativo, e que este sentido, normalmente, é empregado na literatura, em poemas, por não se dizer diretamente o que se quer dizer.

Referências sobre o assunto:

AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.

CUNHA, Celso. Gramática básica do português contemporâneo. Disponível em http://www.aulete.com.br/site.php?mdl=gramatica. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

Figuras de linguagem: metáfora. Disponível em: https://www.figurasdelinguagem.com/metafora/. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

MARTIN, W. a. (1998). Gramática e composição do inglês da escola secundária. Nova Deli: S. Chand and Company Ltd. Disponível em: https://pt.esdifferent.com/difference-between-metaphor-and-personification. Acesso em: 2 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minuto.

Orientações:

  • Pergunte aos alunos se eles sabem o que são figuras de linguagem e para que elas são usadas.
  • Apresente o tema da aula dizendo aos alunos que eles farão a leitura de poemas para descobrir a função de algumas palavras,

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 9 minutos.

Orientações:

  • Mostre as figuras aos estudantes e pergunte o que estão vendo. Provavelmente, responderão: uma professora, um livro e uma pipa.
  • Problematize a resposta, perguntando se estão vendo isso que vocês falaram ou outra coisa. Caso mantenham a resposta ou fiquem em silêncio, apresente-lhes o livro e peça que comparem a figura com o livro. Pergunte, novamente, se são a mesma coisa. Leve os alunos à conclusão de que a figura é uma representação. Pergunte, então, o que mais as figuras podem representar. Por exemplo, a figura 1 poderia significar “educação”, “aula”, a 2, “sabedoria”, e a 3, “liberdade, descanso, despreocupação”.
  • A partir daí, introduza o conceito de figuras de linguagem: a língua portuguesa também tem figuras. Não se trata destas figuras que se vê nos livros; são chamadas figuras de linguagem. São recursos usados na fala e na escrita como substituição da ideia, representação, às vezes próxima da realidade, mas às vezes não tão próxima assim.
  • Pergunte, então, o que seriam figuras de linguagem, considerando o que foi falado e a atividade de olhar as figuras, levando-os à conclusão de que seria, então, uma representação literária de algo que se quer dizer e que, muitas vezes, não se sabe ou não se quer falar diretamente e principalmente que são recursos da língua para dar mais expressividade, mais força, mais contundência àquilo que se quer dizer; não dizendo de forma literal, denotativa.
  • Continue a conversa, discutindo: Se a figura de linguagem não diz de forma denotativa, ela deve ser usada em textos literários ou em notícias, por exemplo? (Espera-se que os alunos digam que seria em textos literários, já que não diz de forma literal, denotativa. Se não, exemplifique com duas frases - Naquela cidade há um rio. A menina chorou um rio de lágrimas - e pergunte qual estaria mais adequada a um texto jornalístico e qual seria mais propícia em um texto literário. A primeira seria mais adequada a um texto jornalístico e a segunda a um texto literário.)
  • Diga-lhes que um gênero textual que usa muitas figuras de linguagem é o texto poético e que verão, nesta aula, algumas estrofes de poemas que trazem figuras de linguagem.

Materiais complementares:

  • Projetor para exibição das imagens ou imagens do slide acima, impressas em tamanho adequado para visualização dos estudantes, caso não seja possível o uso de projetor.
  • Um livro, de preferência, de poemas, já que é o gênero que será trabalhado na aula (Sugestão: AGUIAR, Vera (coord.). Poesia fora da estante. Porto Alegre: Editora Projeto; CPL-PUCRS, 1997.)
Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos.

Orientações:

  • Atente para o fato de que o desenvolvimento está dividido em quatro slides a fim de controlar o tempo - os 35 minutos serão divididos entre os três.
  • Fale um pouco sobre Mario Quintana: poeta do século XX, nascido em Porto Alegre, em 1906, e falecido em 1994. Seus poemas destacam-se pelo bom humor e pela simplicidade. O trecho que lerão faz parte de um poema que explica o que são poemas.
  • Peça a um aluno para ler o poema.
  • Pergunte: Como Quintana explicou o que são poemas - de forma conotativa ou denotativa? (Conotativa.) Como vocês sabem disso? (A explicação que ele deu não é próxima ao mundo real, porque poemas não são pássaros.) O que fez com que o texto ficasse poético? (Exatamente o fato de usar uma linguagem diferenciada ou uma figura de linguagem.)
  • Pergunte o que acharam desta forma de escrever e por que ela é adequada ao texto. (Espera-se que os alunos consigam perceber que o uso das figuras de linguagem tende a enriquecer os poemas e a estimular a imaginação do leitor.) Interfira nas respostas dadas pelos alunos por meio de outros questionamentos que os instiguem a pensar sobre as escolhas do poeta ao “comparar” poemas com pássaros.
  • Exiba a caixa de texto acima e peça aos alunos que leiam o trecho de um poema de Quintana.
  • Conclua com os alunos: O que, exatamente, este jeito de escrever proporciona? (Provavelmente, os alunos chegarão à conclusão de que houve uma comparação de forma “disfarçada”, que se falou que uma coisa é sem ser exatamente, que é como se “parecesse com outra coisa”. Conduza a conversa para este tipo de raciocínio.)
  • Pergunte: Haveria outro jeito de fazer esta transferência? Ou de que outra forma poderíamos escrever estes versos? (Caso não haja respostas dentro do esperado - com o uso de “como” ou outro conector semelhante, pergunte: Haveria jeito de escrever estes versos, usando a palavra “como”? Como ficariam?
  • Aguarde as respostas e registre-las enquanto os alunos falam. Leia os novos versos formados: “Os poemas são como pássaros que chegam não se sabe de onde pousam no livro que lês” e pergunte: A mudança foi só na forma de escrever? (Pode ser que alguns alunos digam que sim. Neste caso, continue a discussão, problematizando a situação.) Qual das duas formas define mais os poemas? (A primeira, já que a segunda fala que “se parece” com pássaros e a primeira fala que “são” pássaros. Mesmo sabendo que não “são” pássaros, o leitor imagina mais a respeito do poema.)
  • Usando o recurso de projeção, projete o segundo quadro (veja no próximo slide).

Materiais complementares:

Projetor para exibição dos trechos exibidos nos slides. (Caso não seja possível usar o projetor, os versos podem ser escritos no quadro mesmo, pois são pequenos, ou em cartazes.)

Cartões com exemplos de metáforas, comparações e personificação. Para acessar o documento para impressão de cartões, clique aqui.

Obs.: Os materiais aqui listados serão usados ao longo do desenvolvimento (portanto, ao longo dos quatro slides apresentados para este fim.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Lembre que este é o segundo slide do desenvolvimento (são quatro no total). Esta informação é importante para a divisão do tempo de desenvolvimento.
  • Exiba o slide acima e peça que leiam o poema de José Paulo Paes, também poeta do século XX, cuja obra é caracterizada pela simplicidade.
  • Peça que os alunos comparem as construções feitas por Paes e Quintana: ambos os poetas usam figuras de linguagem, mas as frases são elaboradas de maneiras diferentes. O que as diferencia? (Espera-se que os alunos respondam que Paes usa a palavra “como” para estabelecer a relação de comparação, enquanto Quintana estabelece esta relação de forma direta, sem usar um termo que estabeleça esta ideia.)
  • Explique que o uso feito por Paes também é uma figura de linguagem, mas recebe outro nome porque traz uma palavra que estabelece a relação. Pergunte qual a relação estabelecida (provavelmente os alunos chegarão à conclusão de que é uma comparação.)
  • Diga que há poetas que preferem escrever usando este recurso. Pergunte: Qual a “vantagem” de usar uma comparação? (Espera-se que os alunos digam que isso facilita o entendimento do texto. Diga que José Paulo Paes escreveu muito para crianças e, por isso, o uso da comparação tornaria o texto mais fácil de ser entendido. Dependendo do rumo que as respostas seguirem, leve-os a pensar nas situações diárias em que, muitas vezes, por não sabermos exatamente como explicar algo, fazemos comparações.)
  • Pergunte qual a diferença entre as duas figuras vistas até então (provavelmente, os alunos responderão que as duas figuras mostram uma comparação, mas a primeira - metáfora - faz isso sem o uso do conector).

Materiais complementares:

Ver materiais citados no slide 4 deste documento.

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Orientações:

  • Lembre-se de que este é o penúltimo slide do desenvolvimento. Administre bem o tempo a fim de aproveitá-lo adequadamente.
  • Peça que leiam a estrofe apresentada acima, apresentando-lhes mais um autor do século XX que escrevia também para crianças. Chame a atenção para o último verso: “Nada, nadador”. Pergunte: Considerando este verso, a que água o autor se refere? (Possivelmente responderão que é a água do mar ou de um rio fundo, já que a água leva e mata. Se não souberem, continue com as perguntas para concluir sobre isso depois.)
  • Pergunte quem faz as ações do verso. (Responderão que é a água.) É possível uma água lamber, abraçar, levar, matar? Falando assim, atribuindo ações humanas à água, o que o poeta conseguiu nos mostrar sobre ela? (Que ela pode ser muito perigosa.)
  • Explique que a figura de linguagem usada pelo autor chama-se personificação, que consiste em atribuir sensações, sentimentos, comportamentos, características e/ou qualidades essencialmente humanas (seres animados) aos objetos inanimados ou seres irracionais.
  • Oriente os alunos para a atividade seguinte. Eles receberão cartões com exemplos de metáfora, comparação e personificação, e deverão, em grupos de cinco pessoas, mais ou menos, conforme possibilidade de divisão da turma, identificar as figuras de linguagem estudadas (note que ainda não terão de usar a nomenclatura), além de explicar o efeito de sentido que o uso destas figuras causou nos trechos dos poemas em que elas se encontram.

Materiais complementares:

Ver materiais citados no slide 4 deste documento.

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Orientações:

  • Este é o último slide destinado às atividades de desenvolvimento. Ele contém os trechos que estarão nos cartões para o trabalho dos alunos (atividade citada no slide anterior). Os estudantes foram divididos em grupos para oportunizar a troca de informações e a interação entre os alunos. Para acompanhar melhor este processo, ande entre os grupos auxiliando os estudantes enquanto estes discutem, entre si, suas conclusões. Estes momentos são ótimos para percebermos a linha de raciocínio das crianças.
  • Promova a socialização das respostas (você encontra sugestões de respostas aqui).

Materiais complementares:

Veja materiais citados no slide 4 deste documento.

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Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações:

  • Peça aos alunos que, depois de terem lido alguns poemas em que os poetas brincaram com as palavras e seus sentidos, respondam: De que maneira podemos brincar com as palavras e seus significados num poema? (Espera-se que digam que é usando figuras de linguagem diferentes, de acordo com o objetivo de comunicação; assim, podemos comparar de forma mais fácil de ser entendida, usando o “como”; podemos deixar esta comparação subentendida, e podemos também atribuir ações ou sentimentos não humanos a outros seres. Caso os alunos não cheguem a estas conclusões, conduza o pensamento deles, com perguntas: Precisamos escrever as palavras com o seu sentido comum, que aparece no dicionário e todos usam em qualquer situação? (Não. Podemos usar figuras de linguagem.) E como usamos figuras de linguagem? (Não falando diretamente o assunto, usando palavras em sentido conotativo, fazendo comparações, atribuindo ações a seres não humanos.)

Materiais complementares: Quadro e giz para registro da tabela.

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