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Atividade - Brincadeiras no parque

POR: Adriana Mitiko do Nascimento Takeuti 27/11/2018
Código: EDI2_12UND04

2º ano / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.

(EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).

(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Crianças bem pequenas sobre brincadeiras no parque

Resumo

ilustracao

Com base em ideias dadas por elas, as crianças levam novos materiais para criar brincadeiras no parque.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para realizar essa atividade é importante que as brincadeiras no parque sejam frequentes dentro da rotina das crianças na escola. Tente se lembrar, busque em seus registros e converse com as crianças sobre o que há no parque e do que elas gostam de brincar quando estão nele. Você pode disponibilizar fotografias ou desenhos das crianças sobre o brincar no parque para auxiliá-las nesta conversa. Considere que o brincar do parque é um momento rico para interação e criação de brincadeiras das crianças e também para sua observação. A partir de uma sondagem de sugestões das crianças, faça com elas uma lista de materiais a serem encontrados e converse com outros adultos da escola para colaborarem na busca. É bastante pertinente ler as orientações do tópico “Materiais deste Plano”, para que os materiais selecionados favoreçam o brincar livre e investigativo das crianças e a ampliação das ações delas nos momentos no parque.

Materiais:

Sugestão de lista de materiais:

No gira-gira: gravetos e talheres para fazer batuques e criar sons.

No trepa-trepa ou outro brinquedo com barras horizontais e verticais onde a criança possa escalar: cordas para serem penduradas ou tecidos para montar cabanas.

No tanque de areia: caixas e copos para brincadeiras de casinha e percepção de pesos, funis, peneiras e panelas de verdade.

No escorregador: bolas e carretéis para deslizar.

No balanço: tocos de madeira para rolar.

Demais materiais: caixas de papelão, tecidos de vários tamanhos para amarrarem no corpo, cabos de vassoura, tábuas de madeira, sementes de diferentes tamanhos.

Tenha essa lista apenas como sugestão. O ideal é que ela seja criada a partir das reflexões realizadas com as crianças, que vocês aproveitem materiais fáceis de serem encontrados na escola e que as possibilidades de usos se ampliem no decorrer das brincadeiras no parque. Para isso, pergunte às crianças quais materiais podem ser levados para enriquecer as brincadeiras em cada brinquedo ou espaço e o que elas pretendem fazer com eles. Se possível, tenha também um aparelho fotográfico para te auxiliar a fazer registros da atividade.

Espaços:

Planeje que esta atividade inicie num local que permita uma conversa com todo o grupo, como uma sala. Em seguida, ela será realizada no parque da escola. As crianças poderão brincar nele em interação com os novos materiais selecionados. Não será definido nenhum agrupamento específico, mas será incentivado que elas se organizem nesse espaço com autonomia, optando por realizarem as brincadeiras em pequenos grupos ou individualmente.

Tempo sugerido:

Cerca de 01 hora, dependendo da rotina ou do tempo destinado à sua turma para que as crianças brinquem no parque.

Perguntas para guiar suas observações:

1. Ao se expressarem, em quais atitudes as crianças demonstram cuidado e respeito entre si?

2. Durante as brincadeiras, quais atitudes demonstram que elas identificam relações espaciais e temporais? Convidam umas às outras para entrarem e saírem de “casinhas”? Sobem e descem em brinquedos? Iniciam e terminam o “faz de conta”?

3. Quais ações, gestos e movimentos denotam o levantamento de hipóteses sobre os fenômenos percebidos? Nestas explorações, de que forma elas levam em consideração, ou não, suas solicitações e sugestões?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender as necessidades e diferenças de cada criança ou do grupo. Selecione materiais de diferentes cores, texturas e tamanhos e incentive que as crianças percebam eles por meio do tato, da visão e das explorações com o meio. Ao brincar com as crianças, proponha desafios com diferentes níveis de dificuldade, de acordo com os interesses que cada uma demonstra. Sugira que elas se apoiem durante as brincadeiras e que expressem aquilo que estão fazendo.

O que fazer durante?

1

Escolha um local apropriado para conversar com todo o grupo antes de irem para o parque, como uma sala. Conte para as crianças que vocês irão realizar uma atividade no parque que contará com elementos novos e, por isso, vão utilizar a lista que fizeram. Diga que elas poderão brincar à vontade com os parceiros que escolherem e com os brinquedos e materiais. Façam a leitura e, acompanhando cada item, apresente os materiais que vocês conseguiram. Retome as ideias que vocês tiveram sobre quais brinquedos e espaços do parque cada material pode ser utilizado.

Possíveis falas do professor neste momento: Quem consegue me ajudar a lembrar o que vamos levar para o parque? Onde pensamos em colocar esse objeto? O que vamos levar para o escorregador? E para o tanque de areia?; Anotei aqui que os tecidos vão para o trepa-trepa. A gente vai usar eles para brincar do que, mesmo?; Vamos usar os copos, funis, peneiras e panelas em outro brinquedo, além do tanque de areia?

Possíveis ações da criança neste momento: algumas crianças podem querer manusear os materiais que chamaram mais atenção. Incentive que elas compartilhem com o grupo suas ideias e lembranças sobre o que farão com estes materiais.


2

Continue a conversa. Se necessário, antecipe que no parque poderá ter outras crianças, de diferentes faixas etárias e adultos. Explique que você separou materiais suficientes para serem compartilhados e que, por isso, todos poderão se divertir juntos lá.

Em seguida, se desloquem para o parque. As crianças podem ajudar a levar os materiais ou podem se apoiar durante o trajeto, de acordo com as possibilidades de locomoção de cada uma.


3

No parque, solicite que as crianças auxiliem a levar cada material para seus respectivos brinquedos e espaços, conforme suas ideias anteriores sobre possibilidades de usos durante as brincadeiras. Não se prenda a essa organização inicial. É possível que as crianças mudem estes materiais de local conforme forem encontrando outras formas de exploração e interação.


4

Possibilite que as crianças brinquem nos brinquedos e espaços do parque, se deslocando com liberdade, interagindo ou não com os novos materiais. Elas também podem escolher quem são seus parceiros de brincadeiras, se dividindo, com autonomia, em pequenos grupos com outros adultos e crianças de diferentes faixas etárias que estejam compartilhando o parque no mesmo momento. Elas também podem preferir brincar individualmente.

Intervenha, se for solicitado, em situações de possíveis conflito, dando sugestões de brincadeiras para as que ainda não se engajaram em nenhum dos brinquedos ou grupos, ou brincando junto com elas.


5

Como as crianças estarão envolvidas em ações em diferentes brinquedos e espaços do parque, não é necessário que você intervenha em todas as propostas que estiverem ocorrendo. No entanto, é importante observar atentamente como o brincar livre é manifestado e se elas expressam sua cultura por meio dele. Observe se os materiais disponibilizados estão cumprindo a função de gerarem novas intervenções nas brincadeiras cotidianas. Perceba se as ideias levantadas anteriormente estão sendo relembradas e se estão possibilitando a ampliação das formas de brincar de acordo com os interesses e repertórios das crianças. Você poderá definir adaptações, caso repita essa atividade, a partir das observações.


6

Atente-se em como as crianças se expressam por meio das falas, gestos, movimentos e demais demonstrações de interesses pelos materiais ou fenômenos que partem deles. Note se durante esse brincar no parque elas levantam hipóteses, se demonstram curiosidade e se inventam histórias e contextos de forma diferente das quais estão habituadas, assumindo uma postura investigativa como diferentes papéis e representações.

A partir dessas observações, faça registros fotográficos, ou lembre-se de fazer posteriormente por escrito, das descobertas, desafios e soluções que elas criam. Esses registros serão de grande apoio para você, as crianças e as famílias, quando forem retomar o que fizeram ou no momento de definirem os desdobramentos.


7

Procure intervir em alguns grupos, quando notar que suas orientações podem apoiar as explorações de alguma forma ou se alguma criança te chamar para brincar junto. Incentive outros desafios e usos dos brinquedos e espaços do parque, apoiando-se na imaginação ou na investigação a partir do que as crianças já estão fazendo e adequando diferentes níveis de dificuldade. No faz de conta, brinque com elas a partir dos personagens e cenários que já foram criados, apoiando suas escolhas e referências.

Possíveis falas do professor neste momento: Como vamos equilibrar este material no balanço?; A gente está em uma caverna?; Posso colocar mais tempero aqui na comida?; Quando o barco vai partir? Vamos fazer a mala para nossa viagem?; Como a gente consegue mover este brinquedo sem encostar nele?; O que mais também pode escorregar aqui neste escorregador?; Será que o som que sai deste brinquedo, quando a gente batuca, é o mesmo que sai dos outros?; Vamos dançar no ritmo desses batuques!; Se as crianças maiores ajudarem, a gente consegue esticar este tecido lá em cima do brinquedo? O que vocês acham?; Precisamos entrar com cuidado e abaixados para não desmanchar a cabana.; O que mais poderemos colocar lá dentro, depois de montar nossa casa?; O que mais a gente pode amarrar com esta corda?


8

Se houver materiais não explorados pelas crianças, escolha alguns para brincar. Convide, aos poucos, algumas crianças para brincarem junto com você, ou relembrarem as ideias que tiveram sobre as possibilidades de brincadeiras.

Possíveis falas do professor neste momento: Você quer brincar comigo?; Quer tentar fazer também?; Vamos chamar mais crianças para brincar conosco?; Eu acho que aquele material ali, que ninguém está usando, poderia ficar aqui na nossa brincadeira. O que você acha? O que ele pode ser?; Alguém se lembra sobre as ideias para uso deste material? Alguém quer meu apoio para tentar testar?; Que legal essa brincadeira de vocês! Quais outros materiais a gente pode trazer aqui para o escorregador/balanço/gira-gira etc.?

Possíveis ações da criança neste momento: brincar com as demais crianças e o professor.; usar sementes e outros elementos da natureza, como comidinha ou outras brincadeira de imaginação.; Agrupar caixas, cabos de vassoura, tecidos e tábuas formando estruturas e construir enredos e narrativas dentro deles.


9

Atente-se ao envolvimento do grupo e respeite se algumas crianças não quiserem brincar com os novos materiais disponibilizados. Converse com elas para tentar compreender como estão se sentindo e, se achar necessário, sugira outras brincadeiras, brinquedos ou parceiros para poderem continuar aproveitando este momento no parque. Pode acontecer de algumas crianças pararem de participar da atividade. Neste caso, considere convidá-las a ficarem próximas de você e a observarem as outras crianças ou irem se preparando para a organização e finalização da atividade.


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Quando a atividade estiver chegando ao fim, percorra o parque pelos brinquedos e espaços onde as crianças estão agrupadas e avise, aos poucos, que o tempo está acabando e que elas podem terminar o que estão fazendo. Você também pode avisar que o tempo restante é de 10 ou 5 minutos, de acordo com o que considerar necessário para todo o grupo se organizar.

Possíveis ações da criança neste momento: ficar brava ou irritada com o fim da atividade; se recusar a ir parando o que estiver fazendo. Converse com essa criança, sondando como ela está se sentindo e relembrando o que vocês vão fazer em seguida, de acordo com a rotina de vocês. Comente sobre a possibilidade das outras crianças já estarem cansadas e de vocês retornarem para o parque em outro dia.


Para finalizar:

Diga para as crianças que a brincadeira chegou ao fim e solicite que elas auxiliem a guardar os materiais que deverão estar espalhados pelo parque. Ressalte que é importante que todas colaborem e considerem as outras crianças que vão brincar nele em seguida. Vocês podem cantar uma música enquanto isso, para tornar o momento mais divertido. Outra possibilidade é inventar categorias (grandes, pequenos, redondos etc.) com as crianças, para guardar os brinquedos por agrupamentos.

Por fim, se organize com todo o grupo, conforme a rotina de vocês, para irem para a próxima atividade.

Desdobramentos

Quando for realizar a proposta desta atividade novamente, promova uma conversa em grupo avaliando quais foram os usos dos materiais levados. Se possível, disponibilize as fotografias tiradas para relembrar e compartilhar as descobertas de cada criança com todos. A partir desta reflexão, mostre a lista que vocês criaram anteriormente e pergunte às crianças quais outros materiais podem ser adicionados nela. Complemente com suas sugestões. Estes materiais precisam dar continuidade à intencionalidade de utilização e ao enriquecimento das brincadeiras que ocorrem no parque. Sugestão de vídeo para suas reflexões: “Caramba, Carambola: o Brincar tá na escola!”, do CENPEC

Engajando as famílias

Em uma consigna, por meio de comunicados, relatos, fotografias ou conversas, conte para as famílias como as crianças estão encontrando novas formas de brincar com os brinquedos e espaços que existem no parque da escola. Descreva os materiais que já foram conseguidos e como eles estão sendo utilizados. Envie as listas criadas a partir dos interesses das crianças e solicite a colaboração das famílias para que os itens que ainda não foram encontrados sejam doados. Combine os dias em que os materiais possam ser entregues e as convide para brincarem junto às crianças, para que possam mostrar e descobrir diferentes formas de explorar o espaço.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Adriana Mitiko do Nascimento Takeuti

Mentor: Vládia Maria Eulálio Raposo Freire Pires

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos

Campos de Experiência:  
O EU, O OUTRO, E O NÓS; CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS; ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES.

Objetivos e códigos da Base
(EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).

(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.

(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações.

Abordagem didática:  

O movimento é fundamental para a construção da identidade e da autonomia nos primeiros anos de vida. Além de tornar possível a interação com o mundo, eles expressam sentimentos, emoções e pensamentos. As áreas externas são espaços privilegiados para promover desafios corporais para as crianças. É papel da escola oferecer oportunidades para que elas possam se movimentar livremente em ambientes seguros e acolhedores, sem a necessidade constante da ajuda do adulto. Assim, as crianças aprendem sobre necessidades, limites e possibilidades suas e dos outros.

Apoiador Técnico


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