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Plano de aula: Justos entre as Nações: resistência, solidariedade e escolhas morais frente ao nazismo

mais ações

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Descrição

Este plano apresenta uma aula em que os estudantes exploram, por meio da metodologia de rotação por estações, episódios reais de resistência ao nazismo durante o Holocausto, com foco nas pessoas reconhecidas como “Justos entre as Nações”, indivíduos não judeus que, em risco pessoal, salvaram vidas perseguidas pelo regime nazista.

Materiais sugeridos


Equipamentos e dispositivos:

computador e projetor.

Materiais diversos:
- Celulares ou tablets com acesso à internet (opcional, para pesquisa).
- Impressões das Estações (textos, imagens, documentos).
- Post-its (ou tiras de papel colorido) e canetas coloridas.

Unidade temática (História, Geografia, Arte)/Prática de Linguagem (língua Portuguesa)

  • Totalitarismos e conflitos mundiais

Habilidades BNCC:

Objeto de conhecimento

  • Judeus e outras vítimas do holocausto

Objetivos de aprendizagem

  • Reconhecer o papel dos “Justos entre as Nações” como exemplos de resistência humanitária.

  • Analisar escolhas morais e formas de solidariedade em contextos de violência extrema.

  • Desenvolver pensamento crítico por meio da análise de documentos históricos.

Competências gerais

4. Comunicação.

5. Trabalho e projeto de vida.

6. Empatia e cooperação.

7. Responsabilidade e cidadania.

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O Nível de Competência Digital proposto para a aplicação deste plano é Básico
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Acesse

Bibliografia

  • PEREIRA, Nilton Mullet; GITZ, Ilton. Ensinando sobre o Holocausto na escola. Porto Alegre: Grupo A, 2023.

  • KOIFMAN, Fábio. Souza Dantas: justo entre las naciones. 1. ed. Brasília: FUNAG - Fundação Alexandre de Gusmão, 2020. 160 p.
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Aula

Sobre esta aula

Tempo previsto: 100 minutos

Dificuldades antecipadas:

A temática do Holocausto envolve violência extrema, discriminação e perda humana, o que pode despertar emoções intensas nos estudantes. Alguns podem se sentir profundamente tocados, apresentando desconforto, tristeza ou até mesmo retraimento, preferindo não participar de determinadas discussões. Outros podem trazer relatos pessoais ou familiares de situações de preconceito, exclusão ou violência, o que exige do professor uma postura acolhedora e sensível para garantir um ambiente seguro de compartilhamento. Essa dimensão emocional torna essencial uma mediação cuidadosa, capaz de equilibrar a profundidade histórica com o bem-estar dos estudantes.

Outro desafio envolve a compreensão moral e ética das ações dos chamados “Justos entre as Nações”. Muitos estudantes podem ter dificuldade em entender que a resistência ao nazismo não foi simples nem organizada de maneira uniforme. É comum que não percebam que atos de solidariedade representavam riscos imensos, como prisão, tortura ou morte, e que escolhas individuais, mesmo pequenas, podiam ter um impacto coletivo significativo. Com isso, podem interpretar as ações dos “Justos entre as Nações” de forma romantizada ou simplificada, sem reconhecer a complexidade moral envolvida em ajudar pessoas perseguidas por um regime totalitário.

Além disso, alguns estudantes podem apresentar dificuldade em distinguir fatos históricos de opiniões pessoais. É comum que misturem o que “pensam” ou “acreditam” com o que de fato ocorreu, especialmente quando se trata de eventos distantes no tempo, porém próximos em debates sociais contemporâneos. Essa confusão pode levar a paralelos inadequados entre o nazismo e situações atuais, criando comparações superficiais ou imprecisas. Sem uma mediação crítica, estudantes podem interpretar o passado à luz de julgamentos rápidos, sem considerar evidências históricas ou a complexidade dos processos analisados. Por isso, o papel do professor é fundamental na orientação para que o debate se mantenha rigoroso, respeitoso e baseado em fatos.

Conversa inicial/Introdução

Tempo previsto: 20 minutos

Inicie realizando uma visita virtual pelo site do Memorial do Holocausto Yad Vashem, passando por materiais que abordem a tragédia do Holocausto, que levou a 6 milhões de judeus mortos.

Escreva no quadro a pergunta:

- “O que significa fazer o certo em tempos sombrios?”

Convide os estudantes a responderem livremente.

As respostas dos estudantes podem incluir ideias como:

- “Ter coragem mesmo quando é perigoso.”

- “Ajudar alguém que está sendo injustiçado.”

- “Não concordar com o que todo mundo está fazendo só porque é mais fácil.”

- “Defender a vida de outras pessoas.”

- “Ir contra regras que machucam ou discriminam.”

- “Proteger quem está em risco, mesmo que ninguém mais faça isso.”

- “Escolher a humanidade em vez do ódio.”

- “Não ser indiferente ao sofrimento dos outros.”

- “Denunciar injustiças, mesmo sabendo que pode ser difícil.”

- “Não se deixar levar pela violência e pela propaganda.”

Essas respostas demonstram compreensão moral inicial e servem como ponto de partida para aprofundar o tema.

Após ouvir as respostas dos estudantes, explique que compreender o período do nazismo não se limita a estudar sua violência, mas também a perceber como, mesmo em um contexto dominado pelo medo, pela propaganda e pelo totalitarismo, existiram pessoas comuns que escolheram proteger vidas.

O Yad Vashem, Memorial do Holocausto em Jerusalém, honra com o título de “Justos entre as Nações” os indivíduos não judeus que arriscaram a própria segurança, liberdade e, muitas vezes, as próprias vidas para salvar judeus perseguidos pelo regime nazista. Esses atos mostram que, mesmo em tempos sombrios, é possível agir com humanidade, ética e coragem.

Para aprofundar essa compreensão, contextualize que esses gestos de solidariedade ocorreram em meio à emergência dos regimes totalitários, quando o nazismo consolidava um Estado baseado na ideologia racial, na eliminação de liberdades individuais e na criação de inimigos internos. As políticas de extermínio transformaram preconceitos em ação estatal, criando prisões, guetos, deportações e campos de morte.

Nesse cenário de vigilância e ameaça, qualquer ajuda oferecida a judeus era considerada crime. Por isso, ao estudar os “Justos entre as Nações”, também estudamos o papel da resistência e da solidariedade, entendendo que escolhas éticas individuais podem se tornar formas profundas de resistência frente à desumanização.

Explique que os estudantes percorrerão hoje diferentes estações de aprendizagem para investigar documentos, imagens e relatos que revelam como essas escolhas foram possíveis.

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