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Plano de aula > História > 9º ano > O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX

Plano de aula - Trabalho e resistência feminina na Primeira República

Plano de aula de História com atividades para 9º ano do EF sobre Trabalho e resistência feminina na Primeira República

Plano 03 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Roberta Duarte Da Silva

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor para exibição de slides, imagens e textos. Caso não tenha disponibilidade deste aparelho, poderão ser realizadas impressões das imagens e textos para ser disponibilizados para as equipes.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Para você saber mais:

Para a condução desta aula, será necessário estar apropriado das discussões e estudos em torno do trabalho feminino em fins do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Sabemos que não foram poucos os estereótipos criados para as mulheres neste período. Usualmente identificadas como “belo sexo” e “sexo frágil”, a mulher acabou emoldurada nessas e em outras tantas expressões que tendiam por limitar muitas de suas ações ao mundo privado e seu ordenamento. Em termos gerais, havia um consenso na sociedade nesse período que o universo feminino resumia-se ao mundo doméstico, aos cuidados com o marido e com os filhos. Mas, em contrapartida, sabe-se que muitas outras vivências dissonantes destes estereótipos também compuseram a rotina deste momento histórico. É o caso das mulheres que precisaram adentrar nos espaços públicos por uma questão de sobrevivência e, diante destes padrões de moralidade, viviam num intenso dilema entre a necessidade de buscar seu sustento e o risco de serem taxadas de “mulheres públicas”. Em virtude de suas condições econômicas, estes personagens tenderam a seguir outros caminhos, não os caminhos preestabelecidos pelas normas e códigos de conduta tidos como ideais, mas caminhos alternativos, que ampliaram os limites impostos e aumentaram sua autonomia pessoal.

As atividades ligadas ao mundo doméstico se apresentavam como a principal oportunidade de emprego as mulheres pobres nas diversas províncias do Brasil. Os principais serviços que podiam ser desenvolvidos era o de criada, cozinheira, lavadeira, engomadeira, costureira, ama de leite, ama-seca, entre outros. Por outro lado, observou-se que muitas mulheres foram empregadas em indústrias, tendo em vista que estudos apontam que grande parte do proletariado brasileiro neste período, era formado por mulheres e crianças. Mas, em vez de ser admiradas como “boas trabalhadoras”, assim como eram vistos os homens, estas personagens tinham que lidar com as imposições morais e defender a sua reputação diante dos inúmeros casos de assédio sexual nestes ambientes. A realidade não era fácil e muitos eram os desafios vivenciados cotidianamente pelas mulheres que precisavam trabalhar para garantir seu sustento e muitas vezes o de toda a sua família.

Para aprofundar a compreensão sobre o cotidiano, o trabalho e a resistência feminina no período da República Velha, indicamos as seguintes leituras:

CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COSTA, S. G. Movimentos Feministas, Feminismos In: Revista Estudos Feministas. Vol.12 N. Especial. Florianópolis: UFSC/CFC/CCE/2004. p. 23-36.

FONSECA, C. Ser mulher, mãe e pobre. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997. p. 510-553.

PENA, M. V. J. Mulheres e trabalhadoras. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

RAGO, E. J. Higiene, Feminismo e Moral Sexual. In: Gênero: Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero – NUTEG. V.6, Nº1, 2º semestre de 2005, Niterói: EdUFF. p.105-116.

RAGO, L. M.. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar. Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra: 1985.

RAGO, Margareth. Trabalho feminino e sexualidade. In: PRIORE, Mary Del (Org). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Pp. 484 a 507.

SOIHET, R. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana 1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Solicite que os alunos se organizem em equipes de três. A escolha das equipes pode ser direcionada, com o propósito de garantir que os alunos possam se apoiar de maneira efetiva para a realização desta atividade.

O objetivo da aula poderá ser projetado, escrito no quadro ou lido para a turma. Este momento é muito importante para que os alunos compreendam a temática que será estudada e qual sua importância. No entanto, procure não antecipar algumas questões neste início a fim de garantir a atenção e o interesse dos alunos durante toda a vivência da aula.

A finalidade desta aula é fazer com que os alunos compreendam o cotidiano do trabalho e da resistência feminina no período da Primeira República, procurando identificar as principais dificuldades enfrentadas por estas personagens.

Para você saber mais:

De acordo com a historiadora Margareth Rago, nas primeiras décadas do século XX houve um significativo impulso nas atividades industriais brasileiras, contexto este que passou a demandar maior quantidade de trabalhadores para suprir as necessidades deste mercado em expansão. Por representarem uma mão de obra mais barata, no Brasil grande parte do proletariado era formada por mulheres e crianças. Muitos foram os desafios e as dificuldades enfrentados por estas operárias, que, além de se submeter a longas jornadas de trabalho, baixos salários, precárias condições de trabalho, maus-tratos dos patrões, tinham que conviver diariamente com assédio sexual.

Contudo, é importante ressaltar que, mesmo tendo uma participação ativa em greves e mobilizações em torno das más condições de trabalho nos ambientes fabris, as operárias eram descritas como mulheres “frágeis e infelizes”, que não tinham estabilidade emocional para lidar com estes conflitos e por isso precisariam da proteção e ajuda dos homens. Logo, percebe-se que vários foram os estereótipos que cercaram a figura feminina trabalhadora neste período, pensamentos estes que durante muito tempo trataram a operária como um ser vitimizado e frágil, sem nenhuma possibilidade de resistência. Em termos gerais, estas máximas representavam um modelo idealizado de como as mulheres deveriam ser e de como deveriam se comportar, legitimadas por um discurso preconceituoso e, sobretudo, machista. Aquelas que, por diferentes motivos, não seguiam estas normas sociais, acabavam tendo que lidar com rotinas diárias de resistência e violência.

Logo, esta aula tem como objetivo discutir o contexto do trabalho operário feminino no período da República Velha, enxergando o papel ativo destas personagens na resistência contra estes padrões. Para se aprofundar mais sobre a temática do trabalho operário feminino neste período, recomendamos as seguintes leituras:

CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COSTA, S. G. Movimentos feministas,feminismos In: Revista Estudos Feministas. Vol.12 N. Especial. Florianópolis: UFSC /CFC/CCE/2004. p. 23-36.

FONSECA, C. Ser mulher, mãe e pobre. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997. p. 510-553.

GOMES, Angela Maria de Castro. Cidadania e Direitos do Trabalho. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=_gyMHLTK03EC&oi=fnd&pg=PA73&dq=angela+de+castro+gomes&ots=rq2x4TWHLI&sig=XAurlQtE83K0SAy4onEzSc5wjaU#v=onepage&q&f=false>. Acesso em: 20 abr. 2019.

PENA, M. V. J. Mulheres e trabalhadoras. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

RAGO, Margareth. Trabalho feminino e sexualidade. In: PRIORE, Mary Del (Org). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Pgs. 484 à 507.

SOIHET, R. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana 1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Com a finalidade de gerar um aprendizado significativo para os alunos, garantindo assim seu protagonismo em todos os momentos da aula, ressalta-se ser importante não expor os motivos que lhe levaram à formulação desta atividade. Portanto, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar um trecho de um acordo aprovado no primeiro congresso operário brasileiro, ocorrido em 1906. Para que os alunos entendam do que trata este texto, julgamos importante conversar com a turma sobre a importância deste congresso, que fundou as bases para a criação da Confederação Operária Brasileira (COB), primeira central sindical do Brasil. Esta confederação representou um avanço significativo para o movimento operário no país, contribuindo para a criação de uma identidade comum entre os trabalhadores do Brasil, especialmente através de seu jornal A voz do trabalhador, o qual era publicado quinzenalmente.

Projete ou entregue uma cópia deste texto para as equipes, orientando que realizem uma leitura atenta do conteúdo retratado. Forneça o tempo de 5 minutos para que a leitura seja realizada. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre como as operárias eram percebidas no período em questão:

  • De acordo com o texto, como as mulheres operárias eram vistas?
  • Por que as mulheres operárias eram tidas como concorrentes dos homens?
  • De acordo com o texto, as operárias representavam uma classe unida e coesa?
  • As operárias eram organizadas sindicalmente, de acordo com o texto?

Permita que os estudantes exponham o que pensam, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizam por meio da análise do texto. Almeja-se que os alunos, por meio do primeiro questionamento, consigam identificar que as mulheres eram vistas como concorrentes dos homens. Esta concorrência se dava pelo motivo de as mulheres representarem uma mão de obra mais barata e, por isso, bastante explorada em diversos tipos de indústria, principalmente as do ramo têxtil. O texto sugere também que as mulheres não representavam uma classe coesa e unida, ressaltando que não eram organizadas sindicalmente.

Questione os alunos se eles acham que este documento foi escrito por um homem ou por uma mulher. Espera-se que eles percebam que se trata de um texto escrito por um grupo de homens e que as representações trazidas tratam na verdade da maneira como as mulheres eram vistas no período. Ou seja, este documento trata de uma construção masculina da identidade das mulheres trabalhadoras, tendo em vista que a maior parte da documentação produzida neste período sobre o universo fabril era produzida por autoridades públicas masculinas.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Tiago. Anarquismo, sindicatos e revolução no Brasil (1906 - 1936). Rio de Janeiro: tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências humanas e filosofia, 2009. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/stricto/td/1142.pdf>. Acesso em: 11 de março de 2019.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Com a finalidade de gerar um aprendizado significativo para os alunos, garantindo assim seu protagonismo em todos os momentos da aula, ressalta-se ser importante não expor os motivos que lhe levaram à formulação desta atividade. Portanto, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar um trecho de um acordo aprovado no primeiro congresso operário brasileiro, ocorrido em 1906. Para que os alunos entendam do que se trata este texto, julgamos importante conversar com a turma sobre a importância deste congresso, que fundou as bases para a criação da Confederação Operária Brasileira (COB), primeira central sindical do Brasil. Esta confederação representou um avanço significativo para o movimento operário no país, contribuindo para a criação de uma identidade comum entre os trabalhadores do Brasil, especialmente através de seu jornal A voz do trabalhador, o qual era publicado quinzenalmente.

Projete ou entregue uma cópia desse texto para as equipes, orientando que realizem uma leitura atenta do conteúdo retratado. Forneça o tempo de 5 minutos para que a leitura seja realizada. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre como as operárias eram percebidas no período em questão:

  • De acordo com o texto, como as mulheres operárias eram vistas?
  • Por que as mulheres operárias eram tidas como concorrentes dos homens?
  • De acordo com o texto, as operárias representavam uma classe unida e coesa?
  • As operárias eram organizadas sindicalmente, de acordo com o texto?

Permita que os estudantes exponham o que pensam, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizam por meio da análise do texto. Almeja-se que os alunos, por meio do primeiro questionamento, consigam identificar que as mulheres eram vistas como concorrentes dos homens. Esta concorrência se dava pelo motivo de as mulheres representarem uma mão de obra mais barata e, por isso, bastante explorada em diversos tipos de indústria, principalmente as do ramo têxtil. O texto sugere também que as mulheres não representavam uma classe coesa e unida, ressaltando que não eram organizadas sindicalmente.

Questione os alunos se eles acham que este documento foi escrito por um homem ou por uma mulher. Espera-se que eles percebam que se trata de um texto escrito por um grupo de homens e que as representações trazidas tratam, na verdade, da maneira como as mulheres eram vsitas no período. Ou seja, este documento trata de uma construção masculina da identidade das mulheres trabalhadoras, tendo em vista que a maior parte da documentação produzida neste período sobre o universo fabril era produzida por autoridades públicas masculinas.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Tiago. Anarquismo, sindicatos e revolução no Brasil (1906-1936). Rio de Janeiro: tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências humanas e filosofia, 2009. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/stricto/td/1142.pdf>. Acesso em: 11 de março de 2019.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para a leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que essas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuída às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por estas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes terão lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratavam-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para a leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuída às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e dos estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes terão lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seu cotidiano. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seu cotidiano. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por estas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e da defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Sem desfazer as equipes, procure estimular um olhar reflexivo sobre este assunto, lançando o seguinte desafio: “Junto com sua equipe construam um manifesto relacionando as dificuldades encontradas pelas mulheres que viveram na Primeira República e nos dias de hoje”, apontando algumas das dificuldades enfrentadas por estas personagens neste período e atualmente. Informe que eles precisarão ser bem criativos e que deverão criar este manifesto baseando-se nas discussões realizadas ao longo da aula. Forneça o tempo de 8 minutos para que as equipes realizem estes textos, que como sugestão poderão ter entre 10 e 15 linhas.

Almeja-se que os manifestos produzidos pelas equipes retratem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas operárias no período da Primeira República, assim como quais medidas precisariam ser tomadas para que estas diferenças e problemas acabassem. Além disso, que relacionem as dificuldades do período com algumas dificuldades enfrentadas pelas mulheres atualmente, como pouco reconhecimento do trabalho feminino; diferenças em relação a salários e cargos entre homens e mulheres; a associação das mulheres ao trabalho doméstico, e a baixa representatividade política feminina. Caso os estudantes apresentem dificuldades para realizar esta atividade, retome algumas das respostas dadas por eles durante o Contexto e a Problematização da aula e trechos dos textos destacados durante as etapas anteriores da aula.

Em seguida, peça que os alunos se organizem em um grande círculo para que as equipes realizem a leitura de seus manifestos para todos da sala. Para finalizar a atividade, após a realização de todas as leituras você pode sugerir que os alunos colem os textos produzidos em um grande mural na sala de aula, a fim de expor o material produzido por eles. O mural pode ser decorado com desenhos ou imagens impressas que se relacionem ao tema da aula.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor para exibição de slides, imagens e textos. Caso não tenha disponibilidade deste aparelho, poderão ser realizadas impressões das imagens e textos para ser disponibilizados para as equipes.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Para você saber mais:

Para a condução desta aula, será necessário estar apropriado das discussões e estudos em torno do trabalho feminino em fins do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Sabemos que não foram poucos os estereótipos criados para as mulheres neste período. Usualmente identificadas como “belo sexo” e “sexo frágil”, a mulher acabou emoldurada nessas e em outras tantas expressões que tendiam por limitar muitas de suas ações ao mundo privado e seu ordenamento. Em termos gerais, havia um consenso na sociedade nesse período que o universo feminino resumia-se ao mundo doméstico, aos cuidados com o marido e com os filhos. Mas, em contrapartida, sabe-se que muitas outras vivências dissonantes destes estereótipos também compuseram a rotina deste momento histórico. É o caso das mulheres que precisaram adentrar nos espaços públicos por uma questão de sobrevivência e, diante destes padrões de moralidade, viviam num intenso dilema entre a necessidade de buscar seu sustento e o risco de serem taxadas de “mulheres públicas”. Em virtude de suas condições econômicas, estes personagens tenderam a seguir outros caminhos, não os caminhos preestabelecidos pelas normas e códigos de conduta tidos como ideais, mas caminhos alternativos, que ampliaram os limites impostos e aumentaram sua autonomia pessoal.

As atividades ligadas ao mundo doméstico se apresentavam como a principal oportunidade de emprego as mulheres pobres nas diversas províncias do Brasil. Os principais serviços que podiam ser desenvolvidos era o de criada, cozinheira, lavadeira, engomadeira, costureira, ama de leite, ama-seca, entre outros. Por outro lado, observou-se que muitas mulheres foram empregadas em indústrias, tendo em vista que estudos apontam que grande parte do proletariado brasileiro neste período, era formado por mulheres e crianças. Mas, em vez de ser admiradas como “boas trabalhadoras”, assim como eram vistos os homens, estas personagens tinham que lidar com as imposições morais e defender a sua reputação diante dos inúmeros casos de assédio sexual nestes ambientes. A realidade não era fácil e muitos eram os desafios vivenciados cotidianamente pelas mulheres que precisavam trabalhar para garantir seu sustento e muitas vezes o de toda a sua família.

Para aprofundar a compreensão sobre o cotidiano, o trabalho e a resistência feminina no período da República Velha, indicamos as seguintes leituras:

CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COSTA, S. G. Movimentos Feministas, Feminismos In: Revista Estudos Feministas. Vol.12 N. Especial. Florianópolis: UFSC/CFC/CCE/2004. p. 23-36.

FONSECA, C. Ser mulher, mãe e pobre. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997. p. 510-553.

PENA, M. V. J. Mulheres e trabalhadoras. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

RAGO, E. J. Higiene, Feminismo e Moral Sexual. In: Gênero: Núcleo Transdisciplinar de Estudos de Gênero – NUTEG. V.6, Nº1, 2º semestre de 2005, Niterói: EdUFF. p.105-116.

RAGO, L. M.. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar. Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra: 1985.

RAGO, Margareth. Trabalho feminino e sexualidade. In: PRIORE, Mary Del (Org). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Pp. 484 a 507.

SOIHET, R. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana 1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Solicite que os alunos se organizem em equipes de três. A escolha das equipes pode ser direcionada, com o propósito de garantir que os alunos possam se apoiar de maneira efetiva para a realização desta atividade.

O objetivo da aula poderá ser projetado, escrito no quadro ou lido para a turma. Este momento é muito importante para que os alunos compreendam a temática que será estudada e qual sua importância. No entanto, procure não antecipar algumas questões neste início a fim de garantir a atenção e o interesse dos alunos durante toda a vivência da aula.

A finalidade desta aula é fazer com que os alunos compreendam o cotidiano do trabalho e da resistência feminina no período da Primeira República, procurando identificar as principais dificuldades enfrentadas por estas personagens.

Para você saber mais:

De acordo com a historiadora Margareth Rago, nas primeiras décadas do século XX houve um significativo impulso nas atividades industriais brasileiras, contexto este que passou a demandar maior quantidade de trabalhadores para suprir as necessidades deste mercado em expansão. Por representarem uma mão de obra mais barata, no Brasil grande parte do proletariado era formada por mulheres e crianças. Muitos foram os desafios e as dificuldades enfrentados por estas operárias, que, além de se submeter a longas jornadas de trabalho, baixos salários, precárias condições de trabalho, maus-tratos dos patrões, tinham que conviver diariamente com assédio sexual.

Contudo, é importante ressaltar que, mesmo tendo uma participação ativa em greves e mobilizações em torno das más condições de trabalho nos ambientes fabris, as operárias eram descritas como mulheres “frágeis e infelizes”, que não tinham estabilidade emocional para lidar com estes conflitos e por isso precisariam da proteção e ajuda dos homens. Logo, percebe-se que vários foram os estereótipos que cercaram a figura feminina trabalhadora neste período, pensamentos estes que durante muito tempo trataram a operária como um ser vitimizado e frágil, sem nenhuma possibilidade de resistência. Em termos gerais, estas máximas representavam um modelo idealizado de como as mulheres deveriam ser e de como deveriam se comportar, legitimadas por um discurso preconceituoso e, sobretudo, machista. Aquelas que, por diferentes motivos, não seguiam estas normas sociais, acabavam tendo que lidar com rotinas diárias de resistência e violência.

Logo, esta aula tem como objetivo discutir o contexto do trabalho operário feminino no período da República Velha, enxergando o papel ativo destas personagens na resistência contra estes padrões. Para se aprofundar mais sobre a temática do trabalho operário feminino neste período, recomendamos as seguintes leituras:

CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. São Paulo: Brasiliense, 1986.

COSTA, S. G. Movimentos feministas,feminismos In: Revista Estudos Feministas. Vol.12 N. Especial. Florianópolis: UFSC /CFC/CCE/2004. p. 23-36.

FONSECA, C. Ser mulher, mãe e pobre. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997. p. 510-553.

GOMES, Angela Maria de Castro. Cidadania e Direitos do Trabalho. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2002. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=_gyMHLTK03EC&oi=fnd&pg=PA73&dq=angela+de+castro+gomes&ots=rq2x4TWHLI&sig=XAurlQtE83K0SAy4onEzSc5wjaU#v=onepage&q&f=false>. Acesso em: 20 abr. 2019.

PENA, M. V. J. Mulheres e trabalhadoras. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

RAGO, Margareth. Trabalho feminino e sexualidade. In: PRIORE, Mary Del (Org). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2004. Pgs. 484 à 507.

SOIHET, R. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana 1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Com a finalidade de gerar um aprendizado significativo para os alunos, garantindo assim seu protagonismo em todos os momentos da aula, ressalta-se ser importante não expor os motivos que lhe levaram à formulação desta atividade. Portanto, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar um trecho de um acordo aprovado no primeiro congresso operário brasileiro, ocorrido em 1906. Para que os alunos entendam do que trata este texto, julgamos importante conversar com a turma sobre a importância deste congresso, que fundou as bases para a criação da Confederação Operária Brasileira (COB), primeira central sindical do Brasil. Esta confederação representou um avanço significativo para o movimento operário no país, contribuindo para a criação de uma identidade comum entre os trabalhadores do Brasil, especialmente através de seu jornal A voz do trabalhador, o qual era publicado quinzenalmente.

Projete ou entregue uma cópia deste texto para as equipes, orientando que realizem uma leitura atenta do conteúdo retratado. Forneça o tempo de 5 minutos para que a leitura seja realizada. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre como as operárias eram percebidas no período em questão:

  • De acordo com o texto, como as mulheres operárias eram vistas?
  • Por que as mulheres operárias eram tidas como concorrentes dos homens?
  • De acordo com o texto, as operárias representavam uma classe unida e coesa?
  • As operárias eram organizadas sindicalmente, de acordo com o texto?

Permita que os estudantes exponham o que pensam, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizam por meio da análise do texto. Almeja-se que os alunos, por meio do primeiro questionamento, consigam identificar que as mulheres eram vistas como concorrentes dos homens. Esta concorrência se dava pelo motivo de as mulheres representarem uma mão de obra mais barata e, por isso, bastante explorada em diversos tipos de indústria, principalmente as do ramo têxtil. O texto sugere também que as mulheres não representavam uma classe coesa e unida, ressaltando que não eram organizadas sindicalmente.

Questione os alunos se eles acham que este documento foi escrito por um homem ou por uma mulher. Espera-se que eles percebam que se trata de um texto escrito por um grupo de homens e que as representações trazidas tratam na verdade da maneira como as mulheres eram vistas no período. Ou seja, este documento trata de uma construção masculina da identidade das mulheres trabalhadoras, tendo em vista que a maior parte da documentação produzida neste período sobre o universo fabril era produzida por autoridades públicas masculinas.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Tiago. Anarquismo, sindicatos e revolução no Brasil (1906 - 1936). Rio de Janeiro: tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências humanas e filosofia, 2009. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/stricto/td/1142.pdf>. Acesso em: 11 de março de 2019.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Com a finalidade de gerar um aprendizado significativo para os alunos, garantindo assim seu protagonismo em todos os momentos da aula, ressalta-se ser importante não expor os motivos que lhe levaram à formulação desta atividade. Portanto, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar um trecho de um acordo aprovado no primeiro congresso operário brasileiro, ocorrido em 1906. Para que os alunos entendam do que se trata este texto, julgamos importante conversar com a turma sobre a importância deste congresso, que fundou as bases para a criação da Confederação Operária Brasileira (COB), primeira central sindical do Brasil. Esta confederação representou um avanço significativo para o movimento operário no país, contribuindo para a criação de uma identidade comum entre os trabalhadores do Brasil, especialmente através de seu jornal A voz do trabalhador, o qual era publicado quinzenalmente.

Projete ou entregue uma cópia desse texto para as equipes, orientando que realizem uma leitura atenta do conteúdo retratado. Forneça o tempo de 5 minutos para que a leitura seja realizada. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre como as operárias eram percebidas no período em questão:

  • De acordo com o texto, como as mulheres operárias eram vistas?
  • Por que as mulheres operárias eram tidas como concorrentes dos homens?
  • De acordo com o texto, as operárias representavam uma classe unida e coesa?
  • As operárias eram organizadas sindicalmente, de acordo com o texto?

Permita que os estudantes exponham o que pensam, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizam por meio da análise do texto. Almeja-se que os alunos, por meio do primeiro questionamento, consigam identificar que as mulheres eram vistas como concorrentes dos homens. Esta concorrência se dava pelo motivo de as mulheres representarem uma mão de obra mais barata e, por isso, bastante explorada em diversos tipos de indústria, principalmente as do ramo têxtil. O texto sugere também que as mulheres não representavam uma classe coesa e unida, ressaltando que não eram organizadas sindicalmente.

Questione os alunos se eles acham que este documento foi escrito por um homem ou por uma mulher. Espera-se que eles percebam que se trata de um texto escrito por um grupo de homens e que as representações trazidas tratam, na verdade, da maneira como as mulheres eram vsitas no período. Ou seja, este documento trata de uma construção masculina da identidade das mulheres trabalhadoras, tendo em vista que a maior parte da documentação produzida neste período sobre o universo fabril era produzida por autoridades públicas masculinas.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Tiago. Anarquismo, sindicatos e revolução no Brasil (1906-1936). Rio de Janeiro: tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências humanas e filosofia, 2009. Disponível em: <http://www.historia.uff.br/stricto/td/1142.pdf>. Acesso em: 11 de março de 2019.

Material complementar:

Texto: Bases de acordo da Confederação Operária Brasileira - 1906.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/qvCkA4naTdNywby28HTnqGwEzd2RH8ryDRgcZnVKQ8gFrSnksQRFBmFeDHW6/his9-08und03-contexto-bases-de-acordo-da-confederacao-operaria-brasileira-1906.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para a leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que essas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuída às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por estas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes terão lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratavam-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para a leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuída às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e dos estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes terão lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seus cotidianos. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seu cotidiano. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por essas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma dividida equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de um texto da historiadora Margareth Rago sobre trabalho feminino e sexualidade no período da Primeira República. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Mas procure informar que o texto em questão traz um reflexão importante sobre o cotidiano das operárias brasileiras no período da Primeira República, apontando para questões importantes discutidas anteriormente durante a Contextualização.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando o tempo de 2 minutos para que possam realizar a leitura de cada slide. Desta maneira, ao término dos 10 minutos, almeja-se que todos os estudantes tenham lido o texto. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante a discussão, oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula e oriente as equipes a escrever frases que resumam o cotidiano das operárias no período da Primeira República, formando assim um grande painel sobre a temática em questão.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • De acordo com a autora, como as operárias eram representadas pela sociedade na época?
  • Qual era o perfil das mulheres que trabalhavam nas primeiras fábricas brasileiras?
  • Quais as principais dificuldades enfrentadas pelas operárias em seu cotidiano nas fábricas?
  • Segundo esta autora, as operárias representavam uma classe unida e coesa?

Por meio desta discussão pretende-se que os alunos consigam compreender um pouco do cotidiano das operárias no período da Primeira República do Brasil e suas formas de resistência, desmistificando a ideia de que estas personagens eram frágeis e sem nenhuma atuação política, conforme sugerido no documento trabalhado na Contextualização. Almeja-se que a turma compreenda que a vulnerabilidade emocional e a fragilidade atribuídas às operárias, tratava-se na verdade de uma construção masculina de sua identidade. Diferentemente destas imagens e estereótipos amplamente divulgados, as operárias tinham uma expressiva participação política no período, estando envolvidas ativamente em muitas greves e mobilizações contra a exploração do trabalho nos estabelecimentos fabris entre os anos de 1890 e 1930, conforme explicitado no texto.

Durante a discussão, espera-se que os alunos também consigam identificar as inúmeras dificuldades enfrentadas por estas operárias em seu cotidiano. Se os alunos não conseguirem identificar com facilidade esta questão, você poderá retomar alguns trechos do texto junto a eles, que comprovem alguns dos problemas enfrentados por estas personagens, tais como “[...] variação salarial à intimidação física, da desqualificação intelectual ao assédio sexual [...]”, dentre outros.

Por fim, retome a discussão iniciada na Contextualização, questionando se, segundo a autora Margareth Rago, as operárias representavam uma classe unida e coesa. Conforme pesquisa realizada pela autora “as anarquistas e socialistas procuraram organizar as trabalhadoras, nas primeiras décadas do século, convocando-as para as assembleias sindicais ou para discutir os problemas femininos dentro dos sindicatos e comitês a que pertenciam”, demonstrando assim que elas possuíam sim uma participação política ativa e que estavam articuladas em prol da conquista e da defesa dos seus direitos.

Material complementar:

Texto: Trabalho feminino e sexualidade - Margareth Rago:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jbsKf9NAppv7NZnfzA6MywX4TbWUjYtmhnBexxVUxngHHTB2Rxs4N6D5kM7f/his9-08und03-problematizacao-texto-trabalho-feminino-e-sexualidade-margareth-rago.pdf

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Sem desfazer as equipes, procure estimular um olhar reflexivo sobre este assunto, lançando o seguinte desafio: “Junto com sua equipe construam um manifesto relacionando as dificuldades encontradas pelas mulheres que viveram na Primeira República e nos dias de hoje”, apontando algumas das dificuldades enfrentadas por estas personagens neste período e atualmente. Informe que eles precisarão ser bem criativos e que deverão criar este manifesto baseando-se nas discussões realizadas ao longo da aula. Forneça o tempo de 8 minutos para que as equipes realizem estes textos, que como sugestão poderão ter entre 10 e 15 linhas.

Almeja-se que os manifestos produzidos pelas equipes retratem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas operárias no período da Primeira República, assim como quais medidas precisariam ser tomadas para que estas diferenças e problemas acabassem. Além disso, que relacionem as dificuldades do período com algumas dificuldades enfrentadas pelas mulheres atualmente, como pouco reconhecimento do trabalho feminino; diferenças em relação a salários e cargos entre homens e mulheres; a associação das mulheres ao trabalho doméstico, e a baixa representatividade política feminina. Caso os estudantes apresentem dificuldades para realizar esta atividade, retome algumas das respostas dadas por eles durante o Contexto e a Problematização da aula e trechos dos textos destacados durante as etapas anteriores da aula.

Em seguida, peça que os alunos se organizem em um grande círculo para que as equipes realizem a leitura de seus manifestos para todos da sala. Para finalizar a atividade, após a realização de todas as leituras você pode sugerir que os alunos colem os textos produzidos em um grande mural na sala de aula, a fim de expor o material produzido por eles. O mural pode ser decorado com desenhos ou imagens impressas que se relacionem ao tema da aula.

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