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Atividade - Chamada como estratégia de leitura para crianças

POR: Danielle Moreira de Oliveira 30/11/2018
Código: EDI2_22UND01

Creche / Educação Infantil

Atividade alinhada à BNCC:

(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).

(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

Plano de atividade de Educação Infantil com atividades para Crianças bem Pequenas sobre dialogar com crianças e adultos, identificar quais e quantos alunos tem na sala

Resumo

ilustracao

Usando fichas com os nomes das crianças, elas tentarão descobrir quais e quantos alunos estão presentes em sala.

O que fazer antes?

Contextos prévios:

Para a realização desta proposta, é necessário que você já tenha realizado algumas atividades com os nomes das crianças e com as fotos delas, em uma perspectiva de identidade e, principalmente,explorado a chamada com fotos. Caso contrário, você pode utilizar a foto nesta atividade como apoio para identificação das crianças, tampando-as de vez em quando para incitar o pensamento sobre a leitura dos nomes. Procure estabelecer alguns critérios para a escolha dos nomes. (neste dia, serão problematizados nomes com as mesmas letras iniciais, nomes com as mesmas letras finais, nomes grandes, nomes pequenos, nomes parecidos etc.) A ideia é que a cada roda de chamada, parte dos nomes do grupo seja utilizada para a problematização que instiga o desenvolvimento de estratégias de leitura pelas crianças.

Materiais:

Confeccione previamente fichas com os nomes das crianças em letra maiúscula. Confeccione também um mural para a exposição dos nomes (sugestão: cartaz com pregas). Separe letras móveis e diferentes portadores de textos como revistas, jornais, livros e teclado de computador para atividade de transição e uma mesa da altura das crianças.Separe também papel e canetinha para o registro do número de presentes e ausentes.

Espaços:

Organize um espaço na própria sala onde será realizada a roda de conversa. Monte também um cenário de escritório com livros, teclado de computador ou uma sala de espera do médico com poltronas (pode ser a cadeira da sala com uma almofada), revistas e jornais para que as crianças brinquem de faz de conta. Organize um cantinho com as letras móveis em mesas acessíveis às crianças. É importante que o mural esteja fixado na parede na altura em que elas possam alcançar com facilidade, para poderem manusear os nomes.

Tempo sugerido:

Aproximadamente uma hora.

Perguntas para guiar suas observações:

Que estratégias as crianças utilizam para ler o próprio nome e os nomes dos colegas? Elas dialogam com o grupo e com o professor expressando suas opiniões?

Quais hipóteses as crianças formulam ao se depararem com os nomes sem as fotos? Como elas comunicam suas idéias as outras crianças e ao professor?

As crianças reconhecem o próprio nome? Quais artifícios utilizam para identificá-lo? Demonstram interesse na leitura de seus nomes e de seus colegas?


Para incluir todos:

Identifique barreiras físicas, comunicacionais ou relacionais que podem impedir que uma criança ou o grupo participe e aprenda. Reflita e proponha apoios para atender às necessidades e às diferenças de cada criança ou do grupo. Alguma criança pode participar da atividade observando e escutando as contribuições e ações dos colegas. Observe e incentive-a. Você pode chamá-la para se sentar mais próximo de você, pedir que segure as fichas, que aponte para o nome ou letra, envolvendo-a na interação com o grupo. Não obrigue-a a fazer isso, pois as crianças também aprendem por meio da observação.

O que fazer durante?

1

Reúna o grande grupo na roda de conversa e fale que hoje faremos a chamada, para saber quem veio e quem não veio, de uma maneira diferente. Mostre que você trouxe as fichas com os nomes de cada criança, sem as fotos, indique uma das fichas e pergunte: Como faremos para saber de quem é o nome escrito aqui?Elas podem tentar adivinhar falando nomes aleatórios, sugerir que o professor coloque a foto para facilitar a identificação ou, até mesmo, propor fazer um encanto para saber o que está escrito. Outras crianças podem apontar para uma letra conhecida sinalizando de quem pode ser o nome.Ouça e respeite todas as hipóteses, explorando-as com as crianças. Caso nenhuma criança proponha a leitura, sugira que tentem realizá-la em conjunto.


2

A partir dos critérios escolhidos para problematizar a leitura, escolhaum dos nomes e observe as ações e as estratégias das criançaspara ler da maneira delas. Algumas podem reconhecer a letra inicial ou outra, apontando-as na ficha; outras podem facilmente reconhecer e apontar o dono do nome. Acolha essas indicações e, a partir delas, estimule-as com intervenções que aprofundem os conhecimentos demonstrados, ampliando as estratégias delas. Organize as fichas no meio da roda para que as crianças as observem e as manuseiem enquanto você pergunta se no grupo há crianças que têm o mesmo nome, se possuem nomes parecidos ou que começam ou terminam da mesma forma, a depender do critério anterior que você estabeleceu.Ouça-as e peça que mostrem quais são esses nomes em um esforço leitor e convide-as para fazer uma leitura, apontando para as letras ou partesiguais.

Possíveis ações e falas do professor neste momento: Alguém sabe dizer o que está escrito aqui? Você acha que é o seu nome? Ah, você já sabe com qual letra começa. Mostre um outro nome que inicia com a mesma letra, questione: E este aqui? Poderia ser o seu nome também? Como fazemos para saber qual dos dois é o seu?


3

Procure trazer outros nomes que se iniciam da mesma forma, mas terminam com letras diferentes ou que são de tamanhos distintos (por exemplo: FÁBIO e FABRÍCIO). Ajude as crianças a utilizar as estratégias que vão compartilhando e construindo. A cada dois ou três nomes utilizados para a leitura neste dia, leia outros para as crianças do grupo, mas sempre dê a possibilidade de que encontrem seu nome em meio às fichas. Note o que dialogam, como se expressam, como interagem com as fichas e com os colegas. Perceba as estratégias de leitura que usam ao buscar pelos nomes, ao indicar o do colega, ao pegar um parecido pensando ser o seu próprio etc.

Possíveis falas do professor neste momento: Vamos olhar para estes dois nomes. Eles são iguais ou diferentes? O que eles têm de semelhante e de diferente? Verdade, algumas letras são iguais. Mas e o tamanho deles? Será que podemos considerar o tamanho do nome para podermos descobrir de quem é? O que vocês acham? Agora vou ler para vocês alguns nomes e o dono dele pode pegar para colocar em nosso mural. Assim poderemos saber quem veio e quem não veio hoje.


4

Convide as crianças para colocar os nomes no mural. Pergunte a elas como farão para saber quantas crianças vieram e quantas faltaram. Ouça hipóteses e contribuições para seguir a atividade explorando as estratégias sugeridas por elas. Caso nenhuma criança sugira a contagem, a proponha. Registre em um papel o número de crianças presentes e o de ausentes e peça ajuda de uma criança para fixá-lo próximo ao mural. Possibilite que as criançasmanuseiem os nomes, brinquem com eles e que o mural sirva de apoio e fonte de consulta para outras leituras eescritas.


Para finalizar:

Algumas crianças podem estar muito interessadas em continuar a conversa sobre os nomes próprios, contar os colegas ou brincar com eles no mural fixado na parede enquanto outras vão preferir atividades diferentes, se dividindo em pequenos grupos. Para atender aos interesses delas, possibilite que continuem e ainda disponibilize as letras móveis e diferentes portadores de textos para manusearem ou brincarem de faz de conta, nos cenários que você organizou. Esses cantos podem ficar permanentes na sala, para a exploração pelas crianças em outras atividades, em especial na organização de cantos ou momentos de livre escolha, como cenários de faz de conta, poisutilizar portadores textuais diversos em contextos de brincadeiras de faz de conta ajuda a ampliar o contato das crianças com a linguagem escrita. Avise que em alguns minutos a atividade irá terminar e que todos precisarão ajudar na organização da sala e dos materiais.Ao final desse tempo, cante uma música que sinalize o momento da arrumação. (Sugestão: “Hora de organizar” que você encontra aqui.)

Desdobramentos

É importante repetir a atividade com os nomes próprios para que as crianças se apropriem da leitura e escrita dos nomes e de seu propósito social. Utilize suas observações para planejar oportunidades que desafiem o grupo, contribuindo no processo de construção da competência leitora. Você pode variar os critérios e os nomes que irá problematizar a cada roda de chamada. Também pode utilizar as fichas para escolher o ajudante do dia por meio de sorteios, brincadeiras, músicas ou parlendas ou construir com as crianças um cartaz no qual todos os dias será incluído o nome do ajudante, que será convidado a escrever seu próprio nome, à sua maneira.

Engajando as famílias

Construa com as crianças um mural interativo que ficará no hall de entrada, próximo à porta da sala. Ao chegar à escola, as famílias serão convidadas para colocar o nome da criança do lado da foto, construindo a lista de crianças presentes e ausentes do dia.Os nomes ficarão misturados, desafiando os familiares a encontrar o nome junto às crianças.


Este plano de atividade foi elaborado pelo Time de Autores NOVA ESCOLA

Autor:  Danielle Moreira de Oliveira Barroso

Mentora:  Nilcileni Aparecida Ebani Brambilla

Especialista do subgrupo etário: Karina Rizek

Sugestão de idade: 3 anos.

Campos de Experiência:  O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação.

Objetivos e códigos da Base:

(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).

(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.

(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.

Abordagem didática: As crianças aprendem sobre o sistema de escrita quando estão imersas na cultura letrada. Ou seja, ao serem convidadas a interagir e fazer uso de tudo o que envolve o ato de ler e escrever em situações diversas, nas quais o porquê de tais ações esteja explícito, sem que essas sejam apenas tarefas escolares. O professor pode criar na sala um ambiente alfabetizador, com portadores textuais que tenham significado na rotina escolar (etiquetas com o nome em pertences pessoais, quadros de aniversariantes do mês, cartazes com a lista de histórias favoritas etc). É importante que os pequenos façam uso desses portadores para que possam compreender seu significado e propósito.

Apoiador Técnico


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