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Plano de aula > História > 8º ano > O mundo contemporâneo: o Antigo Regime em crise

Plano de aula - Trabalho infantil na Revolução Industrial

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre Trabalho infantil na Revolução Industrial

Plano 01 de 2 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Gabriel Amato Bruno De Lima

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI03, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

– Cópias impressas das imagens e textos ou data show para projeção destas fontes.

– Dicionários (caso disponíveis/necessários).

– Folhas para elaboração do cartaz (A4 ou A3 ou cartolina).

– Lápis de cor, canetinha, cola, durex, revistas que possam ser recortadas (ou impressão de imagens para colagem).

Material complementar:

Cartaz do Dia contra o trabalho infantil (2010):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xXmtGm6ZFmggKgnckZxtmnrydRUShXR3gVmqZuwUCfbjTgkbKx4na4EscFh7/his8-03und01--cartaz-dia-contra-o-trabalho-infantil.pdf

Print da reportagem “No Brasil, o trabalho infantil atinge 2,7 milhões de crianças e adolescentes” (2017):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZuMdG9BRjVbzjmRccuQDymAeJ6zBqEErQFXZrFUzVGyqtYsdvtPgSTvHuQrS/his8-03und01--trabalho-infantil-no-brasil.pdf

“A vida e as aventuras de Michael Armstrong, o menino da fábrica” (1876):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/YmwkvVf2VbDkfqeWpN6EaFEXxAbGXngdFVHA32STw7r9KgCXACwjekWBFqhM/his8-03und01--a-vida-e-as-aventuras-de-michael-armstrong-o-menino-da-fabrica.pdf

Trecho de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (1845), por Friedrich Engels:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xPWekv5eXtC9CmHuwqnHEA32UUZbqtsDu7tnNupQQqemPsYEFFcaPpFQVUeC/his8-03und01--trecho-de-a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra-por-friedrich-engels-1845.pdf

Trecho de Oliver Twist (1837), por Charles Dickens:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hX6An5w68qg6JMCMJmEux2rJ9sCyYzFbj7zG4V8sXQBdXaKhNS987j3m5JHx/his8-03und01--trecho-de-oliver-twist-por-charles-dickens.pdf

Para você saber mais:

COSTA, Ângelo Fabiano Farias da. Uma infância roubada pelo trabalho. Correio Braziliense, 12/8/2018. Disponível em: <http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/uma-infancia-roubada-pelo-trabalho/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Combatendo o trabalho infantil: guia para educadores. Brasília: OIT, 2001. Disponível em: >https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---americas/---ro-lima/---ilo-brasilia/documents/publication/wcms_233633.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

REDE PETECA. Mapa do trabalho infantil. Disponível em: <https://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

EDITORA FTD. O trabalho infantil na Revolução Industrial. 2018. 2m57s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=SMgaQOK68LI>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

KUHLMANN, Moysés. Resenha de “Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente”, por Colin Heywood. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 125, maio/ago. 2005, p. 239-242. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v35n125/a1435125.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

SANTOS JUNIOR, José Pacheco dos; MATIAS, Kamilla Dantas; e PEREIRA, Rita de Cássia Mendes. O trabalho infantil nos Estados Unidos pelas lentes de Lewis Hine. Discursos fotográficos, Londrina, v.9, n.14, jan./jun. 2013, p.123-140. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.5433/1984-7939.2013v9n14p123>. Acesso em: 26 de jan. de 2019.

EDITORA MELHORAMENTOS. Projeto pedagógico: Oliver Twist. Disponível em: <http://editoramelhoramentos.com.br/v2/wp-content/uploads/2012/07/OLIVER-TWIST.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

THE SCHOOL OF LIFE. Literature – Charles Dickens. 2016. 10m38s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=N9dB9BZWDBU>. Acesso em: 24 de jan. de 2019. Vídeo em inglês, mas é possível habilitar legendas em português no próprio YouTube.

LOMBARDI, José Claudinei. Trabalho e educação infantil em Marx e Engels. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n. 39, set. 2010, p. 136-152. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/39/art08_39.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. Lembre-se de não antecipar as reflexões da aula neste momento, pois a intenção é que os estudantes construam o raciocínio apenas com a sua mediação.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Imprima e cole no quadro ou, caso esteja usando um data show, projete o cartaz da campanha de combate ao trabalho infantil de 2010, disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xXmtGm6ZFmggKgnckZxtmnrydRUShXR3gVmqZuwUCfbjTgkbKx4na4EscFh7/his8-03und01--cartaz-dia-contra-o-trabalho-infantil.pdf

Inicialmente, peça a um dos estudantes que leia o cartaz identificando o tema da campanha e os elementos imagéticos da fonte (catavento, martelo, lápis). Depois, questione a turma:

  • Por que ainda há trabalho infantil? Por que este tipo de prática é condenada? Qual a relação entre trabalho infantil (representado, no cartaz, pelo martelo) e a educação (representada pelo lápis)? Por que trabalho e educação são vistos como opostos no cartaz? Por que algumas crianças trabalham em nosso tempo presente? (O objetivo, neste momento, é que os estudantes percebam que o trabalho infantil pode ser uma realidade distante para algumas crianças, mas que ele ainda é presente por uma série de razões, seja por necessidade econômica ou costumes culturais arraigados, por exemplo.)

Você pode, também, chamar a atenção para a data presente no cartaz (12 de junho), instituída como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil pela Lei nº 11.542/2007. A intenção é que os estudantes identifiquem que, no presente, há uma associação da infância como o tempo da educação escolar, não como o período do trabalho, mas que, ainda assim, o trabalho infantil é uma realidade na vida de milhares de crianças. Para isso, pergunte:

  • Por que uma campanha contra o trabalho infantil é necessária em nosso contexto? (O raciocínio esperado é que, se há necessidade de uma campanha contra esta prática, é porque ela ainda existe.)

Como adequar à sua realidade: É possível usar o “Mapa do trabalho infantil”, elaborado pela Rede PetecaChega de trabalho em infantil com base em dados estatísticos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele está disponível no link: https://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/ Trata-se de um mapa interativo, em que é possível escolher um dos estados brasileiros e acessar o perfil do trabalho infantil na região, com o número de ocupados entre 5 e 17 anos e os setores da economia em que este tipo de exploração foi identificado. Com um enfoque no estado ou região dos estudantes, esta estratégia pode aproximar a temática da exploração do trabalho infantil da realidade imediata dos alunos.

Para você saber mais:

COSTA, Ângelo Fabiano Farias da. Uma infância roubada pelo trabalho. Correio Braziliense, 12/8/2018. Disponível em: <http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/uma-infancia-roubada-pelo-trabalho/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Combatendo o trabalho infantil: guia para educadores. Brasília: OIT, 2001. Disponível em: >https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---americas/---ro-lima/---ilo-brasilia/documents/publication/wcms_233633.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Neste segundo momento, apresente aos estudantes o print da reportagem sobre trabalho infantil no Brasil hoje: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZuMdG9BRjVbzjmRccuQDymAeJ6zBqEErQFXZrFUzVGyqtYsdvtPgSTvHuQrS/his8-03und01--trabalho-infantil-no-brasil.pdf

Peça a um aluno que leia a manchete e identifique os principais dados sobre ela, perguntando:

  • Quando ela foi publicada? Em qual revista?
  • Qual seria a idade da pessoa fotografada na imagem que ilustra a reportagem? Qual trabalho ela está fazendo?

A intenção é que os estudantes identifiquem a existência do problema da exploração do trabalho infantil no presente, estabelecendo uma relação com a necessidade de uma campanha contra esta prática. A reportagem foi publicada em 2010, na revista Carta Capital, e apresenta como imagem ilustrativa uma criança (em torno de 10 anos) trabalhando no conserto de um carro.

Depois, medeie a reflexão sobre a fonte. Para isso, pergunte:

  • Por que algumas crianças precisam trabalhar?
  • Qual o impacto negativo que este trabalho pode trazer para elas?
  • Neste contexto, qual a importância de campanhas como a que vocês acabaram de conhecer e de reportagens como esta?

Espera-se que os estudantes consigam relacionar as desigualdades de renda entre as famílias, o que impõe a necessidade do trabalho a algumas crianças, ainda que esta prática tenha um impacto negativo ao que consideramos, no tempo presente, como característicos da infância (educação, lazer etc.). Além disso, o objetivo é levar os estudantes a refletir sobre a necessidade de trazer a público e denunciar a existência do problema, inclusive para combatê-lo.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos.

Orientações: Imprima e cole no quadro, ou, caso esteja usando data show, projete a ilustração sobre o trabalho infantil na Inglaterra do século XIX, disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/YmwkvVf2VbDkfqeWpN6EaFEXxAbGXngdFVHA32STw7r9KgCXACwjekWBFqhM/his8-03und01--a-vida-e-as-aventuras-de-michael-armstrong-o-menino-da-fabrica.pdf

Questione os estudantes:

  • Esta ilustração é coerente ou não com o cartaz da campanha e a reportagem que vocês acabaram de analisar? Por quê?

A intenção é que eles identifiquem a existência de trabalho infantil no passado, mais especificamente durante a Revolução Industrial do século XIX, em contraste com os esforços de proibição legal deste tipo de prática no presente. Por outro lado, a intenção é que eles também percebem o traço de continuidade entre passado e presente no que diz respeito ao trabalho infantil.

Logo em seguida, continue mediando a leitura da fonte com perguntas como:

  • Quais personagens estão representados na imagem? Qual a idade destes personagens? Onde eles estão e o que eles estão fazendo?
  • Quais elementos da imagem indicam que este é um ambiente de trabalho industrial? O que se produzia com a máquina de tear representada na imagem?
  • Considerando o contexto da Revolução Industrial, por que as crianças eram membros de famílias que necessitavam trabalhar?

O objetivo é chamar a atenção dos estudantes para a dimensão histórica do problema do trabalho infantil, levando-os a questionar sobre as relações entre passado e presente pela aproximação: crianças no ambiente da fábrica, trabalhando. Neste sentido, espera-se que eles identifiquem que crianças na faixa etária de 8-10 anos, no primeiro plano da imagem, e adultos são representados num ambiente da indústria têxtil, onde se produzia tecidos com a máquina de tear. No contexto da Inglaterra do século XIX, a nova lógica econômica do capitalismo industrial nascente, caracterizada pela busca do lucro e pela exploração do trabalho, impunha a necessidade do trabalho para as crianças vindas de famílias mais pobres.

Para você saber mais:

EDITORA FTD. O trabalho infantil na Revolução Industrial. 2018. 2m57s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=SMgaQOK68LI>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

KUHLMANN, Moysés. Resenha de “Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente”, por Colin Heywood. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 125, maio/ago. 2005, p. 239-242. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v35n125/a1435125.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Distribua cópias para os estudantes, caso seja possível imprimir, ou projete, caso esteja usando data show, os dois trechos de fontes sobre o cotidiano da classe operária inglesa durante a Revolução Industrial, disponíveis nos links: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xPWekv5eXtC9CmHuwqnHEA32UUZbqtsDu7tnNupQQqemPsYEFFcaPpFQVUeC/his8-03und01--trecho-de-a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra-por-friedrich-engels-1845.pdf e https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hX6An5w68qg6JMCMJmEux2rJ9sCyYzFbj7zG4V8sXQBdXaKhNS987j3m5JHx/his8-03und01--trecho-de-oliver-twist-por-charles-dickens.pdf

Peça a um estudante que identifique as informações básicas sobre a primeira fonte, o trecho de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de
F. Engels, com perguntas como:

  • Quem é o autor? Qual é o título do livro? Quando ele foi publicado?

Caso julgue necessário, peça a este estudante que leia o verbete sobre Engels disponível no mesmo link para ajudar na identificação destas informações. Espera-se que os alunos identifiquem que o livro foi escrito por Engels no século XIX (contexto da Revolução Industrial).

Depois, peça a outro estudante que leia o trecho. Medeie a leitura, com perguntas como:

  • Como o autor descreve as condições de trabalho das crianças na indústria?
  • Quanto tempo uma criança trabalhava na Inglaterra do período?
  • Qual tipo de trabalho estas crianças faziam, segundo o autor?
  • Engels concorda com o trabalho infantil? Por quê?
  • Quais eram os efeitos para a saúde das crianças trabalhadoras desta situação, segundo o autor?
  • Por que os filhos de famílias operárias precisavam trabalhar no século XIX?

Espera-se que os alunos identifiquem a postura contrária de Engels ao trabalho infantil bem como o caráter de denúncia social de seu texto. Além disso, espera-se que eles sejam capazes de compreender que, segundo Engels, as crianças trabalhavam em péssimas condições (o ambiente fabril era “insalubre”, segundo o autor) e em longas jornadas (entre 8 e 6 horas e meia). Esta situação piorava a já ruim condição de vida dos filhos de operários, levando a problemas de saúde e à alta taxa de mortalidade.

Também podem ser feitos questionamentos como:

  • Trabalhando tanto tempo como apontado pela fonte, sobraria tempo para que estas crianças fizessem outras atividades que hoje consideramos parte da infância, como o lazer e a educação?
  • Será que este impacto do trabalho também está presente nas crianças que trabalham hoje?

Espera-se que os estudantes consigam perceber os impedimentos para o lazer e a educação que jornadas de trabalho trazem para as crianças, comparando a existência desta preocupação no presente com sua inexistência no passado. Neste momento, talvez seja interessante informar aos estudantes que, ao contrário do que acontece no tempo presente (e que, ainda assim, nem sempre é respeitado), a educação não era vista como um direito das crianças na Inglaterra do século XIX. As necessidades econômicas básicas, ligadas ao próprio sustento das famílias mais pobres (alimentação, moradia etc.), impunham o trabalho para as crianças.

Para você saber mais:

LOMBARDI, José Claudinei. Trabalho e educação infantil em Marx e Engels. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n. 39, set. 2010, p. 136-152. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/39/art08_39.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Depois, peça a outro estudante que identifique as informações básicas sobre a segunda fonte, o trecho de Oliver Twist, de C. Dickens, com perguntas como:

Quem é o autor?

– Qual é o título do livro?

– Quando ele foi publicado?

Caso julgue necessário, peça a este estudante que leia o verbete sobre Dickens disponível no mesmo link para ajudar na identificação destas informações. Espera-se que os alunos identifiquem que o livro foi escrito por Dickens no século XIX (contexto da Revolução Industrial).

Num segundo momento, peça a outro aluno que leia a fonte. Na medida em que a leitura for acontecendo, questione os estudantes:

Como era Oliver Twist, segundo o trecho?

– Como era o seu cotidiano?

– Ele era bem tratado no orfanato em que morava?

Como o trabalho aparece na vida de Oliver? Por que ele tinha que trabalhar, considerando o contexto inglês da Revolução Industrial?

– Qual era o ofício que o sr. Gamfield se dispõe a ensinar para ele? Por que este ofício era considerado perigoso para os padrões da época?

Ao responder estes questionamentos, espera-se que os alunos percebem que Oliver Twist era uma criança pobre, com características físicas frágeis, e que ele não era bem tratado no orfanato em que morava. Lá, ele não recebia a quantidade de alimento necessário para matar sua fome e era castigado por pedir mais comida. Além disso, é por iniciativa do próprio orfanato que Oliver é levado a trabalhar. O sr. Gamfield se dispõe a ensinar Oliver a limpar chaminés – que se multiplicavam neste contexto, considerando o funcionamento das fábricas da Revolução Industrial –, ofício considerado perigoso pelo alto índice de acidentes.

A intenção com a leitura comentada dos dois trechos é que os estudantes consigam identificar as principais características apontadas por Engels e Dickens para o trabalho infantil durante a Revolução Industrial. É possível também comparar os textos, perguntando aos alunos: Por que podemos dizer que o primeiro texto é uma análise social e o segundo, uma obra literária? Neste momento, os alunos podem retomar os dados apresentados por Engels para fundamentar sua denúncia e o caráter literário do texto de Dickens (criação de personagens, descrição de sentimentos etc.).

Há, também, a possibilidade de trabalho interdisciplinar com Língua Inglesa e/ou Língua Portuguesa e/ou Literatura. Durante a leitura das fontes, a turma pode criar um vocabulário no quadro, com a ajuda de um dicionário.

Para você saber mais:

EDITORA MELHORAMENTOS. Projeto pedagógico: Oliver Twist. Disponível em: <http://editoramelhoramentos.com.br/v2/wp-content/uploads/2012/07/OLIVER-TWIST.pdf>. Acesso em 24 de jan. de 2019.

THE SCHOOL OF LIFE. Literature – Charles Dickens. 2016. 10m38s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=N9dB9BZWDBU>. Acesso em: 24 de jan. de 2019. (Vídeo em inglês, mas é possível habilitar legendas em português no próprio YouTube.)

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Divida a turma em pequenos grupos (três a quatro integrantes) e distribua o material que será utilizado na atividade de Sistematização (folhas de papel em branco, lápis para colorir, imagens para colagem etc.). Distribua para os grupos revistas que possam ser recortadas pelos alunos para a produção dos cartazes. Lembre aos estudantes que eles também podem desenhar ou escrever trechos das fontes analisadas nos cartazes. Caso possível, as fontes iconográficas usadas durante a aula também podem ser utilizadas pelos estudantes.

Peça aos grupos que produzam um cartaz com o tema “O trabalho infantil, passado e presente”. Lembre aos alunos que um cartaz é uma forma de comunicação direta, rápida, com imagens e frases de fácil leitura. Diga também que, em suas produções, eles devem incorporar as fontes discutidas, comparando passado (Inglaterra do século XIX) e presente (Brasil de hoje) tanto pela aproximação como pela distância. Enquanto os estudantes produzem os cartazes, circule pela sala e procure estimular os grupos a deixar clara esta dimensão histórica com perguntas como: O que mudou do século XIX com relação ao tempo presente? O que permaneceu? Quais informações discutidas durante a aula podem ser incorporadas ao cartaz para demonstrar estas mudanças e permanências?

Na medida em que os grupos forem finalizando os cartazes, cole o material na sala de aula para fazer uma exposição com os resultados da atividade.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI03, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

– Cópias impressas das imagens e textos ou data show para projeção destas fontes.

– Dicionários (caso disponíveis/necessários).

– Folhas para elaboração do cartaz (A4 ou A3 ou cartolina).

– Lápis de cor, canetinha, cola, durex, revistas que possam ser recortadas (ou impressão de imagens para colagem).

Material complementar:

Cartaz do Dia contra o trabalho infantil (2010):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xXmtGm6ZFmggKgnckZxtmnrydRUShXR3gVmqZuwUCfbjTgkbKx4na4EscFh7/his8-03und01--cartaz-dia-contra-o-trabalho-infantil.pdf

Print da reportagem “No Brasil, o trabalho infantil atinge 2,7 milhões de crianças e adolescentes” (2017):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZuMdG9BRjVbzjmRccuQDymAeJ6zBqEErQFXZrFUzVGyqtYsdvtPgSTvHuQrS/his8-03und01--trabalho-infantil-no-brasil.pdf

“A vida e as aventuras de Michael Armstrong, o menino da fábrica” (1876):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/YmwkvVf2VbDkfqeWpN6EaFEXxAbGXngdFVHA32STw7r9KgCXACwjekWBFqhM/his8-03und01--a-vida-e-as-aventuras-de-michael-armstrong-o-menino-da-fabrica.pdf

Trecho de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (1845), por Friedrich Engels:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xPWekv5eXtC9CmHuwqnHEA32UUZbqtsDu7tnNupQQqemPsYEFFcaPpFQVUeC/his8-03und01--trecho-de-a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra-por-friedrich-engels-1845.pdf

Trecho de Oliver Twist (1837), por Charles Dickens:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hX6An5w68qg6JMCMJmEux2rJ9sCyYzFbj7zG4V8sXQBdXaKhNS987j3m5JHx/his8-03und01--trecho-de-oliver-twist-por-charles-dickens.pdf

Para você saber mais:

COSTA, Ângelo Fabiano Farias da. Uma infância roubada pelo trabalho. Correio Braziliense, 12/8/2018. Disponível em: <http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/uma-infancia-roubada-pelo-trabalho/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Combatendo o trabalho infantil: guia para educadores. Brasília: OIT, 2001. Disponível em: >https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---americas/---ro-lima/---ilo-brasilia/documents/publication/wcms_233633.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

REDE PETECA. Mapa do trabalho infantil. Disponível em: <https://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

EDITORA FTD. O trabalho infantil na Revolução Industrial. 2018. 2m57s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=SMgaQOK68LI>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

KUHLMANN, Moysés. Resenha de “Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente”, por Colin Heywood. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 125, maio/ago. 2005, p. 239-242. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v35n125/a1435125.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

SANTOS JUNIOR, José Pacheco dos; MATIAS, Kamilla Dantas; e PEREIRA, Rita de Cássia Mendes. O trabalho infantil nos Estados Unidos pelas lentes de Lewis Hine. Discursos fotográficos, Londrina, v.9, n.14, jan./jun. 2013, p.123-140. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.5433/1984-7939.2013v9n14p123>. Acesso em: 26 de jan. de 2019.

EDITORA MELHORAMENTOS. Projeto pedagógico: Oliver Twist. Disponível em: <http://editoramelhoramentos.com.br/v2/wp-content/uploads/2012/07/OLIVER-TWIST.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

THE SCHOOL OF LIFE. Literature – Charles Dickens. 2016. 10m38s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=N9dB9BZWDBU>. Acesso em: 24 de jan. de 2019. Vídeo em inglês, mas é possível habilitar legendas em português no próprio YouTube.

LOMBARDI, José Claudinei. Trabalho e educação infantil em Marx e Engels. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n. 39, set. 2010, p. 136-152. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/39/art08_39.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente este slide e faça uma leitura coletiva. Lembre-se de não antecipar as reflexões da aula neste momento, pois a intenção é que os estudantes construam o raciocínio apenas com a sua mediação.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Imprima e cole no quadro ou, caso esteja usando um data show, projete o cartaz da campanha de combate ao trabalho infantil de 2010, disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xXmtGm6ZFmggKgnckZxtmnrydRUShXR3gVmqZuwUCfbjTgkbKx4na4EscFh7/his8-03und01--cartaz-dia-contra-o-trabalho-infantil.pdf

Inicialmente, peça a um dos estudantes que leia o cartaz identificando o tema da campanha e os elementos imagéticos da fonte (catavento, martelo, lápis). Depois, questione a turma:

  • Por que ainda há trabalho infantil? Por que este tipo de prática é condenada? Qual a relação entre trabalho infantil (representado, no cartaz, pelo martelo) e a educação (representada pelo lápis)? Por que trabalho e educação são vistos como opostos no cartaz? Por que algumas crianças trabalham em nosso tempo presente? (O objetivo, neste momento, é que os estudantes percebam que o trabalho infantil pode ser uma realidade distante para algumas crianças, mas que ele ainda é presente por uma série de razões, seja por necessidade econômica ou costumes culturais arraigados, por exemplo.)

Você pode, também, chamar a atenção para a data presente no cartaz (12 de junho), instituída como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil pela Lei nº 11.542/2007. A intenção é que os estudantes identifiquem que, no presente, há uma associação da infância como o tempo da educação escolar, não como o período do trabalho, mas que, ainda assim, o trabalho infantil é uma realidade na vida de milhares de crianças. Para isso, pergunte:

  • Por que uma campanha contra o trabalho infantil é necessária em nosso contexto? (O raciocínio esperado é que, se há necessidade de uma campanha contra esta prática, é porque ela ainda existe.)

Como adequar à sua realidade: É possível usar o “Mapa do trabalho infantil”, elaborado pela Rede PetecaChega de trabalho em infantil com base em dados estatísticos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele está disponível no link: https://www.chegadetrabalhoinfantil.org.br/mapa-do-trabalho-infantil/ Trata-se de um mapa interativo, em que é possível escolher um dos estados brasileiros e acessar o perfil do trabalho infantil na região, com o número de ocupados entre 5 e 17 anos e os setores da economia em que este tipo de exploração foi identificado. Com um enfoque no estado ou região dos estudantes, esta estratégia pode aproximar a temática da exploração do trabalho infantil da realidade imediata dos alunos.

Para você saber mais:

COSTA, Ângelo Fabiano Farias da. Uma infância roubada pelo trabalho. Correio Braziliense, 12/8/2018. Disponível em: <http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/uma-infancia-roubada-pelo-trabalho/>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Combatendo o trabalho infantil: guia para educadores. Brasília: OIT, 2001. Disponível em: >https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/---americas/---ro-lima/---ilo-brasilia/documents/publication/wcms_233633.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

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Orientações: Neste segundo momento, apresente aos estudantes o print da reportagem sobre trabalho infantil no Brasil hoje: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZuMdG9BRjVbzjmRccuQDymAeJ6zBqEErQFXZrFUzVGyqtYsdvtPgSTvHuQrS/his8-03und01--trabalho-infantil-no-brasil.pdf

Peça a um aluno que leia a manchete e identifique os principais dados sobre ela, perguntando:

  • Quando ela foi publicada? Em qual revista?
  • Qual seria a idade da pessoa fotografada na imagem que ilustra a reportagem? Qual trabalho ela está fazendo?

A intenção é que os estudantes identifiquem a existência do problema da exploração do trabalho infantil no presente, estabelecendo uma relação com a necessidade de uma campanha contra esta prática. A reportagem foi publicada em 2010, na revista Carta Capital, e apresenta como imagem ilustrativa uma criança (em torno de 10 anos) trabalhando no conserto de um carro.

Depois, medeie a reflexão sobre a fonte. Para isso, pergunte:

  • Por que algumas crianças precisam trabalhar?
  • Qual o impacto negativo que este trabalho pode trazer para elas?
  • Neste contexto, qual a importância de campanhas como a que vocês acabaram de conhecer e de reportagens como esta?

Espera-se que os estudantes consigam relacionar as desigualdades de renda entre as famílias, o que impõe a necessidade do trabalho a algumas crianças, ainda que esta prática tenha um impacto negativo ao que consideramos, no tempo presente, como característicos da infância (educação, lazer etc.). Além disso, o objetivo é levar os estudantes a refletir sobre a necessidade de trazer a público e denunciar a existência do problema, inclusive para combatê-lo.

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Tempo sugerido: 23 minutos.

Orientações: Imprima e cole no quadro, ou, caso esteja usando data show, projete a ilustração sobre o trabalho infantil na Inglaterra do século XIX, disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/YmwkvVf2VbDkfqeWpN6EaFEXxAbGXngdFVHA32STw7r9KgCXACwjekWBFqhM/his8-03und01--a-vida-e-as-aventuras-de-michael-armstrong-o-menino-da-fabrica.pdf

Questione os estudantes:

  • Esta ilustração é coerente ou não com o cartaz da campanha e a reportagem que vocês acabaram de analisar? Por quê?

A intenção é que eles identifiquem a existência de trabalho infantil no passado, mais especificamente durante a Revolução Industrial do século XIX, em contraste com os esforços de proibição legal deste tipo de prática no presente. Por outro lado, a intenção é que eles também percebem o traço de continuidade entre passado e presente no que diz respeito ao trabalho infantil.

Logo em seguida, continue mediando a leitura da fonte com perguntas como:

  • Quais personagens estão representados na imagem? Qual a idade destes personagens? Onde eles estão e o que eles estão fazendo?
  • Quais elementos da imagem indicam que este é um ambiente de trabalho industrial? O que se produzia com a máquina de tear representada na imagem?
  • Considerando o contexto da Revolução Industrial, por que as crianças eram membros de famílias que necessitavam trabalhar?

O objetivo é chamar a atenção dos estudantes para a dimensão histórica do problema do trabalho infantil, levando-os a questionar sobre as relações entre passado e presente pela aproximação: crianças no ambiente da fábrica, trabalhando. Neste sentido, espera-se que eles identifiquem que crianças na faixa etária de 8-10 anos, no primeiro plano da imagem, e adultos são representados num ambiente da indústria têxtil, onde se produzia tecidos com a máquina de tear. No contexto da Inglaterra do século XIX, a nova lógica econômica do capitalismo industrial nascente, caracterizada pela busca do lucro e pela exploração do trabalho, impunha a necessidade do trabalho para as crianças vindas de famílias mais pobres.

Para você saber mais:

EDITORA FTD. O trabalho infantil na Revolução Industrial. 2018. 2m57s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=SMgaQOK68LI>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

KUHLMANN, Moysés. Resenha de “Uma história da infância: da Idade Média à época contemporânea no Ocidente”, por Colin Heywood. Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 125, maio/ago. 2005, p. 239-242. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v35n125/a1435125.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

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Orientações: Distribua cópias para os estudantes, caso seja possível imprimir, ou projete, caso esteja usando data show, os dois trechos de fontes sobre o cotidiano da classe operária inglesa durante a Revolução Industrial, disponíveis nos links: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xPWekv5eXtC9CmHuwqnHEA32UUZbqtsDu7tnNupQQqemPsYEFFcaPpFQVUeC/his8-03und01--trecho-de-a-situacao-da-classe-trabalhadora-na-inglaterra-por-friedrich-engels-1845.pdf e https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hX6An5w68qg6JMCMJmEux2rJ9sCyYzFbj7zG4V8sXQBdXaKhNS987j3m5JHx/his8-03und01--trecho-de-oliver-twist-por-charles-dickens.pdf

Peça a um estudante que identifique as informações básicas sobre a primeira fonte, o trecho de A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de
F. Engels, com perguntas como:

  • Quem é o autor? Qual é o título do livro? Quando ele foi publicado?

Caso julgue necessário, peça a este estudante que leia o verbete sobre Engels disponível no mesmo link para ajudar na identificação destas informações. Espera-se que os alunos identifiquem que o livro foi escrito por Engels no século XIX (contexto da Revolução Industrial).

Depois, peça a outro estudante que leia o trecho. Medeie a leitura, com perguntas como:

  • Como o autor descreve as condições de trabalho das crianças na indústria?
  • Quanto tempo uma criança trabalhava na Inglaterra do período?
  • Qual tipo de trabalho estas crianças faziam, segundo o autor?
  • Engels concorda com o trabalho infantil? Por quê?
  • Quais eram os efeitos para a saúde das crianças trabalhadoras desta situação, segundo o autor?
  • Por que os filhos de famílias operárias precisavam trabalhar no século XIX?

Espera-se que os alunos identifiquem a postura contrária de Engels ao trabalho infantil bem como o caráter de denúncia social de seu texto. Além disso, espera-se que eles sejam capazes de compreender que, segundo Engels, as crianças trabalhavam em péssimas condições (o ambiente fabril era “insalubre”, segundo o autor) e em longas jornadas (entre 8 e 6 horas e meia). Esta situação piorava a já ruim condição de vida dos filhos de operários, levando a problemas de saúde e à alta taxa de mortalidade.

Também podem ser feitos questionamentos como:

  • Trabalhando tanto tempo como apontado pela fonte, sobraria tempo para que estas crianças fizessem outras atividades que hoje consideramos parte da infância, como o lazer e a educação?
  • Será que este impacto do trabalho também está presente nas crianças que trabalham hoje?

Espera-se que os estudantes consigam perceber os impedimentos para o lazer e a educação que jornadas de trabalho trazem para as crianças, comparando a existência desta preocupação no presente com sua inexistência no passado. Neste momento, talvez seja interessante informar aos estudantes que, ao contrário do que acontece no tempo presente (e que, ainda assim, nem sempre é respeitado), a educação não era vista como um direito das crianças na Inglaterra do século XIX. As necessidades econômicas básicas, ligadas ao próprio sustento das famílias mais pobres (alimentação, moradia etc.), impunham o trabalho para as crianças.

Para você saber mais:

LOMBARDI, José Claudinei. Trabalho e educação infantil em Marx e Engels. Revista HISTEDBR Online, Campinas, n. 39, set. 2010, p. 136-152. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/39/art08_39.pdf>. Acesso em: 24 de jan. de 2019.

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Orientações: Depois, peça a outro estudante que identifique as informações básicas sobre a segunda fonte, o trecho de Oliver Twist, de C. Dickens, com perguntas como:

Quem é o autor?

– Qual é o título do livro?

– Quando ele foi publicado?

Caso julgue necessário, peça a este estudante que leia o verbete sobre Dickens disponível no mesmo link para ajudar na identificação destas informações. Espera-se que os alunos identifiquem que o livro foi escrito por Dickens no século XIX (contexto da Revolução Industrial).

Num segundo momento, peça a outro aluno que leia a fonte. Na medida em que a leitura for acontecendo, questione os estudantes:

Como era Oliver Twist, segundo o trecho?

– Como era o seu cotidiano?

– Ele era bem tratado no orfanato em que morava?

Como o trabalho aparece na vida de Oliver? Por que ele tinha que trabalhar, considerando o contexto inglês da Revolução Industrial?

– Qual era o ofício que o sr. Gamfield se dispõe a ensinar para ele? Por que este ofício era considerado perigoso para os padrões da época?

Ao responder estes questionamentos, espera-se que os alunos percebem que Oliver Twist era uma criança pobre, com características físicas frágeis, e que ele não era bem tratado no orfanato em que morava. Lá, ele não recebia a quantidade de alimento necessário para matar sua fome e era castigado por pedir mais comida. Além disso, é por iniciativa do próprio orfanato que Oliver é levado a trabalhar. O sr. Gamfield se dispõe a ensinar Oliver a limpar chaminés – que se multiplicavam neste contexto, considerando o funcionamento das fábricas da Revolução Industrial –, ofício considerado perigoso pelo alto índice de acidentes.

A intenção com a leitura comentada dos dois trechos é que os estudantes consigam identificar as principais características apontadas por Engels e Dickens para o trabalho infantil durante a Revolução Industrial. É possível também comparar os textos, perguntando aos alunos: Por que podemos dizer que o primeiro texto é uma análise social e o segundo, uma obra literária? Neste momento, os alunos podem retomar os dados apresentados por Engels para fundamentar sua denúncia e o caráter literário do texto de Dickens (criação de personagens, descrição de sentimentos etc.).

Há, também, a possibilidade de trabalho interdisciplinar com Língua Inglesa e/ou Língua Portuguesa e/ou Literatura. Durante a leitura das fontes, a turma pode criar um vocabulário no quadro, com a ajuda de um dicionário.

Para você saber mais:

EDITORA MELHORAMENTOS. Projeto pedagógico: Oliver Twist. Disponível em: <http://editoramelhoramentos.com.br/v2/wp-content/uploads/2012/07/OLIVER-TWIST.pdf>. Acesso em 24 de jan. de 2019.

THE SCHOOL OF LIFE. Literature – Charles Dickens. 2016. 10m38s. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=N9dB9BZWDBU>. Acesso em: 24 de jan. de 2019. (Vídeo em inglês, mas é possível habilitar legendas em português no próprio YouTube.)

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Divida a turma em pequenos grupos (três a quatro integrantes) e distribua o material que será utilizado na atividade de Sistematização (folhas de papel em branco, lápis para colorir, imagens para colagem etc.). Distribua para os grupos revistas que possam ser recortadas pelos alunos para a produção dos cartazes. Lembre aos estudantes que eles também podem desenhar ou escrever trechos das fontes analisadas nos cartazes. Caso possível, as fontes iconográficas usadas durante a aula também podem ser utilizadas pelos estudantes.

Peça aos grupos que produzam um cartaz com o tema “O trabalho infantil, passado e presente”. Lembre aos alunos que um cartaz é uma forma de comunicação direta, rápida, com imagens e frases de fácil leitura. Diga também que, em suas produções, eles devem incorporar as fontes discutidas, comparando passado (Inglaterra do século XIX) e presente (Brasil de hoje) tanto pela aproximação como pela distância. Enquanto os estudantes produzem os cartazes, circule pela sala e procure estimular os grupos a deixar clara esta dimensão histórica com perguntas como: O que mudou do século XIX com relação ao tempo presente? O que permaneceu? Quais informações discutidas durante a aula podem ser incorporadas ao cartaz para demonstrar estas mudanças e permanências?

Na medida em que os grupos forem finalizando os cartazes, cole o material na sala de aula para fazer uma exposição com os resultados da atividade.

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