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Plano de aula > Língua Portuguesa > 6º ano > Oralidade

Plano de aula - Assembleia

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do Fundamental sobre assembleia

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Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ariane Previde Paz

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Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é uma proposta de atividade permanente para trabalhar Assembleia. O campo de atuação priorizado nessa atividade é Vida Pública e a prática de linguagem é a Oralidade.

Justificativa: Frente à necessidade de se discutir as relações interpessoais na busca de uma convivência positiva e democrática, a ASSEMBLEIA é um espaço em que se valoriza o diálogo na resolução de problemas, se exercita a capacidade de argumentar oralmente e se aprende a explicitar e sustentar o ponto de vista com apoio de evidências, fortalecendo, assim, a construção da cidadania e dos valores de democracia, de respeito, de justiça, de solidariedade. No geral, são reuniões periódicas que regularizam as relações de convívio entre as pessoas de uma comunidade. No ciclo entre o 6º e o 7º anos, as discussões, subsidiadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, abrangem, não somente o interior da escola, mas ampliam-se à comunidade externa.

Materiais necessários:

Cartolina ou papel kraft; Canetas hidrográficas; Folha de sulfite ou folha pautada; Lápis.

Dificuldades antecipadas:

Dificuldades para respeitar os turnos de fala; Revelar medo ou vergonha de expor as ideias; Mobilizar a discussão, criando obstáculos à participação dos colegas; Dificuldades em cooperar com o grupo de trabalho; Dificuldades para retomar a ideia sem apenas repeti-la; Não empregar linguagem respeitosa; Desprezar ou ameaçar alguém que sustenta um ponto de vista diferente; Propor sugestões punitivas cuja decisão não compete a uma assembleia; Mostrar desânimo a respeito da função da assembleia; Não conter a ansiedade nas participações; Desviar-se dos tópicos em discussão, afastando-se da finalidade do encontro; Sugerir soluções amplas demais; Dificuldades para compreender a linguagem do Estatuto da Criança e do Adolescente; Não compreender a diferença entre direitos e deveres; Distinguir argumentos válidos de inválidos; Apresentar argumentos baseados no senso comum; Não encontrar problemas da comunidade por naturalizar aquela situação; Criar regras que favoreçam pequenos grupos em detrimento da maioria.

Referências sobre o assunto:

Visite a atividade permanente sobre Assembleia destinada ao Fundamental no site da Revista Escola para compreender a progressão estabelecida.

Assembleias Escolares - MEC TV Escola: https://www.youtube.com/watch?v=dUQ80t0JhzE. Acesso em: 20 de dez de 2018.

ARAUJO, Ulisses F. Autogestão na sala de aula: as assembleias escolares. São Paulo: Summus, 2015

PUIG, Josep Maria. Democracia e participação escolar: proposta de atividades. São Paulo: Moderna, 2005

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de Dezembro de 1988.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei 8.069/90, de 13 de julho de 1990.

Dinâmica da atividade select-down

Slide Plano Aula

Sensibilização:

  • É o momento em que os alunos compreendem o objetivo de uma assembleia relacionando a discussão a um documento oficial.
  • Acontece somente uma vez antes de iniciar as reuniões periódicas, mas pode ser retomado durante o ano, se necessário.
  • É dividido em três momentos.

1º Momento

  • Organize a turma em pequenos grupos.
  • Cada grupo recebe uma pergunta. Se houver poucos grupos, cada grupo pode encarregar-se de responder mais de uma questão.
  • Estabeleça 10 minutos para que os grupos discutam a questão recebida.
  • Peça que cada grupo compartilhe as conclusões com os outros grupos.
  • Anote de maneira sucinta cada conclusão em um espaço visível a todos, por exemplo, no quadro.
  • Desafie cada grupo com as seguintes perguntas:

1. 1. Quais são os direitos dos alunos dentro da escola?

2. 2. Quais são os deveres dos alunos dentro da escola?

3. 3. Quais são os direitos dos professores dentro da escola?

4. 4. Quais são os deveres dos professores dentro da escola?

5. 5. Quais são os direitos dos demais funcionários da escola: cozinheiros, porteiro, funcionários da limpeza, inspetor, coordenador pedagógico, diretor, secretário? – Liste todas as profissões presentes na escola.

6. 6. Quais são os deveres dos demais funcionários da escola: cozinheiros, porteiro, funcionários da limpeza, inspetor, coordenador pedagógico, diretor, secretário? – Liste todas as profissões presentes na escola.

7. 7. Quais são os deveres da família dos alunos?

8. 8. Quais são os direitos da família dos alunos?

9. 9. Quais são os direitos da comunidade ao redor da escola?

10. Quais são os deveres da comunidade ao redor da escola?

11. Quais são os direitos do governo em relação à escola?

12. Quais são os deveres do governo em relação à escola?

  • Após todos os apontamentos dos alunos, pergunte novamente de maneira geral:

1.Todos os direitos e deveres apresentados aqui são respeitados? Por quê?

2. Existem práticas que são consideradas normais pela frequência com que acontecem?

3. Vocês conhecem algum documento oficial que auxilia na compreensão dos deveres e dos direitos dos alunos, funcionários, família e governo?

  • Aguarde as observações dos alunos e apresente o Estatuto da Criança e do Adolescente.
  • Apresente o documento e crie um clima de suspense e curiosidade. Pergunte a eles:

1. Quem aqui é criança?

Provavelmente, muitos não se consideram crianças. Então, leia o artigo 2º do ECA: “considera-se criança a pessoa de até 12 (doze) anos de idade incompletos”.

2. Os pais são obrigados a matricular os filhos na escola?

3. Quem já ouviu falar sobre conselho tutelar?

  • Não dê as respostas das perguntas 2 e 3, mas esclareça que o Estatuto da Criança e do Adolescente responde a todas essas perguntas.
  • Crie, se necessário, outras questões que despertem curiosidade nos alunos.

2º Momento

  • Recapitule o documento ECA apresentado no primeiro momento.
  • Há outros documentos que podem ser utilizados para discutir assuntos que envolvam a comunidade escolar, por exemplo, os artigos 13 e 67 da Lei de Diretrizes e Bases estabelecem os deveres e os direitos dos funcionários da educação.
  • Distribua os capítulos abaixo, do Estatuto da Criança e do Adolescente, para que os alunos leiam em grupo e apresente para a sala. Dependendo da complexidade e da extensão do capítulo, divida-o em diferentes partes.
  • Capítulo II - Do Direito à Vida e à Saúde.
  • Capítulo III, seção I - Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária.
  • Capítulo IV - Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer.
  • Peça aos alunos que compartilhem as impressões, dúvidas, opiniões, sentimentos sobre a leitura feita.
  • Busque valorizar a escola como um espaço de convivência e socialização, em que os deveres e direitos estão atrelados. Se é dever do professor zelar pela aprendizagem dos alunos, o que os alunos podem fazer para que isso aconteça? E a direção da escola? E o funcionário da limpeza? E o governo?
  • É importante que os alunos compreendam que o convívio escolar não abrange somente o espaço interior da escola, mas contempla, também, as relações vividas na comunidade fora da escola.
  • Deixe uma cópia dos dois documentos para que os alunos possam consultá-los quando acharem necessário.

3º Momento

  • Mas o que é uma assembleia?
  • Esclareça aos alunos que a Assembleia é um momento democrático em que se discutem diferentes situações que acontecem dentro e fora da escola para esclarecer, intervir, prevenir e resolver situações de conflitos que possam envolver discriminação, injustiça, exclusão, violência.
  • Explique que a Assembleia é constituída por três momentos extremamente importantes para que a participação de todos seja garantida, que obstáculos sejam reconhecidos e possibilidades, identificadas.
  • Preparação – antecede a reunião e cada grupo será responsável por uma sessão. É o momento também em que a pauta será elaborada por todos os alunos da turma.
  • Grande dia: é o exato momento em que a pauta é discutida.
  • Comprometimento: as responsabilidades e os compromissos assumidos por todos.
  • Periodicidade: Apresente um calendário anual e decida com a turma os dias das reuniões. Caso necessite mudá-los, discuta com a turma e esclareça as razões.
  • Divida a turmas em grupos com, no mínimo, 4 alunos.
  • Para promover momentos de fala e escuta, acordos são necessários, por isso, construa com os alunos alguns combinados que facilitem o diálogo, por exemplo:
  • Respeitar os turnos de fala.
  • Evitar fofocas.
  • Ser claro, objetivo e sucinto.
  • Respeitar a pluralidade de opiniões.
  • Ressalte a importância de o grupo não ser construído somente por afinidades.
  • Utilize critérios de agrupamento para que o grupo seja composto por alunos com diferentes habilidades: leitura, escrita, oralidade, de comunicação, de mediação e de organização.
  • Cada grupo será responsável por uma sessão.
  • Confeccione um cartaz com as datas e o grupo responsável por cada reunião.
  • Deixe o cartaz visível para toda a turma.

Elaboração da pauta

  • A pauta é ação coletiva que ocorre durante todo o mês que antecede o dia da Assembleia.
  • Os assuntos debatidos estão relacionados à comunidade escolar: a partir dos direitos e deveres de cada um, os alunos discutem, sugerem e intervêm em diferentes situações de forma ampla, autônoma e singular.
  • Confeccione um cartaz dividido em três partes: Eu critico/ Eu felicito/ Eu sugiro.
  • A pauta é registrada neste cartaz.
  • No campo EU CRITICO, os alunos registram os aspectos passíveis de censura.
  • Deixe o cartaz acessível a todos da sala para que eles registrem as situações que precisam ser discutidas no campo EU CRITICO e acrescentem sugestões no campo EU SUGIRO.
  • Pontue sempre as colaborações entre os alunos no campo EU FELICITO para incentivá-los a colaborar com o restante da turma.
  • Fique atento a pequenos avanços. É importante que os alunos sintam-se respeitados e valorizados.
  • Estimule os alunos a diagnosticar as causas e consequências de diferentes ações, sugestões e decisões.
  • Não aceite a resposta: “sempre foi assim”.
  • Solicite aos alunos que leiam e reflitam sobre a pauta durante o mês.
  • Faltando aproximadamente quatro dias para a Assembleia, o grupo responsável, com a mediação do professor, dispõe os assuntos de acordo com a complexidade e o tema para que a pauta não se torne exaustiva. Divida os assuntos em:

1. Situação aluno-aluno.

1.1. São situações que envolvem diretamente os alunos. Pode ter sido mediada por um funcionário, mas ainda não foi esclarecida.

2. Situação aluno-funcionário.

2.1. São situações que envolvem, além dos alunos, qualquer funcionário da escola.

2.2. Se o funcionário não puder comparecer à Assembleia, o grupo organizador precisa dialogar com o funcionário para esclarecer a situação para a sala ouvindo ambas as partes.

3. Situação família-escola.

3.1. São situações de esclarecimento ou de proximidade entre família e escola.

4. Situação externas.

4.1. Qualquer situação que está além dos muros da escola, mas contribui para a interação da escola com a comunidade escolar, por exemplo, solicitar ao posto de saúde uma visita à escola, organizar um passeio cultural, propor um momento de interação escola-creche-asilo.

  • Decida com o grupo em que ordem os assuntos serão tratados na Assembleia.
  • De acordo com a divisão dos assuntos e da ordem estabelecida, um aluno reescreve na Ata no campo Criticamos.
  • Como a pauta será organizada em função do agrupamento, um aluno reescreva os assuntos na ata cujo modelo está anexado.
  • A pauta precisa estar visível para a turma, por isso, ou confeccione um cartaz com a pauta ou distribua uma cópia para cada grupo.
  • Observe e pontue com o grupo as sugestões apresentadas no campo EU SUGIRO, entretanto, só poderão constar na ata após aprovação na Assembleia.
  • Associe as situações ou sugestões ao Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo: piadas discriminatórias que constrangem o outro ou um determinado grupo. A partir dessa situação, o grupo organizador pesquisa no Estatuto da Criança e do Adolescente e concretiza a sugestão.
  • Todos os alunos podem consultar a legislação para sugerir soluções.
  • Nenhuma sugestão pode infringir os documentos legais.
  • O contato com documentos legais amplia a visão de democracia de maneira autônoma e singular.
  • Estabeleça com o grupo as responsabilidades de cada integrante:

1. Leitor - responsável por ler os combinados da última reunião, as felicitações e a pauta.

2. Relator da ata - responsável por registrar os assuntos e os acordos de maneira neutra, clara e sucinta.

3. Organizador da ordem das falas - responsável em sistematizar as falas dos alunos e coletar as assinaturas.

4. Mediador - com o auxílio do professor, o mediador esclarece as dúvidas da pauta, controla o tempo de fala e evita possíveis desvios do assunto.

  • As mesmas responsabilidades podem ser compartilhadas com mais de um aluno, por exemplo, dois mediadores.

Orientações: Assembleia

Tempo sugerido: 15 minutos

1. ESPAÇO ABERTO

  • O grupo responsável organiza a sala para receber os colegas e garantir os exercícios do diálogo.
  • A organização da sala precisa favorecer a formação de uma roda de conversa.
  • Deixe a pauta visível para todos.
  • O aluno responsável lê os tópicos principais da pauta.
  • Outro aluno do grupo responsável relê os combinados discutidos na última sessão.
  • A cada combinado, questione se foi cumprido, se está em processo ou se precisa ser discutido novamente.
  • Após a votação contabilizada, um aluno anota os assuntos que precisam ser discutidos.
  • Caso haja tempo disponível, discuta os assuntos na própria reunião. Caso contrário, farão parte da pauta da reunião seguinte.
  • Estimule a argumentação dos alunos por meio de perguntas:
  • O que você fez para que o combinado fosse cumprido?
  • O que você está disposto a fazer?

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Tempo sugerido: 25 minutos

2. PAUTA DE HOJE·

  • Inicie a leitura da pauta respeitando os agrupamentos e a ordem estabelecida.
  • Após a leitura da situação descrita na pauta, pergunte para a turma se os alunos que propuseram tal situação gostariam de posicionar-se.
  • Aguarde o posicionamento e amplie as discussões para o grupo.
  • Esclareça todas as dúvidas.
  • Valide todos os apontamentos por meio de uma escuta qualificada, ou seja, verifique se todos compreenderam a situação.
  • Leia as sugestões registradas na pauta no campo EU SUGIRO relacionada ao assunto discutido, se houver.
  • Peça sugestões, acordos ou proponha determinar regras como forma de resolver o assunto discutido.
  • Solicite que cada um pense em como transformar uma reclamação em uma ação.
  • Ressalte a importância de escutar com atenção todas as falas sem julgamentos.
  • Discordar faz parte da discussão, mas é necessário que as ideias não sejam rebatidas, e sim discutidas.
  • Incentive o emprego de expressões modalizadoras: por favor, é possível, talvez, infelizmente, felizmente.
  • Enfatize a importância de refletir sobre as causa e as consequências das atitudes, das ideias e sugestões.
  • Anote no quadro ou em outro suporte que seja visível a todos as sugestões, as regras, os combinados propostos pelos grupos.
  • Analise com a turma as implicações de cada sugestão.
  • Solicite aos alunos que as intervenções sejam claras, adequadas e breves, por isso, estimule que reflitam antes de falar.
  • Os acordos tornam-se legítimos quando são aprovados pela maioria a partir de uma votação em que se posicionam: A FAVOR, CONTRA OU ABSTENÇÃO.
  • A votação é individual.
  • Questione as situações:

1. O que causou tal situação?

2. Qual foi a consequência da situação?

3. Poderia ter sido evitada?

4. As consequências afetam os alunos, os funcionários, a família, a comunidade?

  • Se a pauta estiver vinculada a uma cena de violência, discriminação, bullying, acrescente ao debate questões que façam os alunos se colocarem no lugar do outro e entender determinado comportamento diante da situação:

1. Quem presenciou?

2. Quem já vivenciou tal situação? Foi confortável?

3. Normalmente, quem são envolvidos? Há algum estereótipo?

4. A escola contribui para que a situação aconteça?

5. Acontece somente dentro da escola?

6. Há alguma ideia para preveni-la?

  • As decisões são anotadas na ata pelo aluno relator.
  • Um aluno do grupo responsável por aquela sessão anotará os nomes dos alunos que desejam falar, respeitando a ordem de levantar a mão. Essa ordem deve ser registrada em um lugar visível a todos os participantes da Assembleia.
  • As sugestões aprovadas que necessitem de autorização ou validação de uma autoridade dentro da escola devem constar na ata, entretanto, será necessária a presença de uma autoridade, diretor, coordenador pedagógico, assistente de diretor, para legitimá-la ou não.
  • O mediador tem um papel importante na articulação e organização de toda a reunião, por isso, amplie e facilite a participação do aluno mediador sem negar, contudo, a responsabilidade de um educador.

Felicitações

  • Encerradas todas as discussões, peça a um aluno do grupo responsável que leia todas as felicitações.
  • Proporcione um ambiente para que os alunos sintam-se respeitados e valorizados.
  • Resgate a autoimagem por meio da valorização das ações positivas.
  • Ressalte a importância de elogiar também pessoas que fizeram a diferença, mas não estão presentes na reunião, por exemplo, funcionários, alunos de outras turmas, família, comunidade.
  • Convide as diferentes pessoas que foram citadas para compartilhar desse momento agradável.

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Tempo sugerido: 10 minutos

3. RESPONSABILIDADES

  • Encerradas todas as discussões, o aluno relator finaliza a ata.
  • Com a mediação do professor, o aluno relator é responsável por registrar todos os acordos, regras e combinados na ata.
  • É importante que o aluno relator compreenda que o registro deve ser neutro, sucinto e claro.
  • O professor orienta o registro e estimula a capacidade de escrever com autonomia.
  • Um aluno lê a ata.
  • O aluno organizador solicita a assinatura de todos, efetivando o compromisso com o grupo.
  • Uma cópia da ata é exposta no painel e um novo cartaz é confeccionado para a próxima sessão.

Sobre a ata: A construção da ata, além da sistematização das ações e reflexões de todo o processo, consolida a participação coletiva, por isso, o registro e o arquivamento dela é extremamente importante, caso precise retomá-la.

  • Oriente o relator a:
  • Não usar siglas e abreviaturas.
  • Não nomear, nos campos CRITICAMOS E SUGERIMOS, as pessoas na ata. Usar expressões impessoais como: foi discutido, foi falado, declararam, disseram.
  • Passar um risco em todas as linhas que não foram utilizadas.
  • Em uma folha, estruture a ata para que o grupo responsável pela sessão preencha alguns dados antes da reunião da Assembleia. O modelo abaixo é uma sugestão disponível para a impressão no link: https://drive.google.com/open?id=1ZPHv2Pp1V_9wMOElwKD_LDQg_JpjaKL7F5DBY5Nn0i8. Acesso em: 20 de dez de 2018

ASSEMBLEIA

Escola: nome completo da escola

Data: data da reunião

Grupo responsável: nome de todos os integrantes do grupo organizador daquela reunião.

Criticamos: é o registro da pauta de acordo com o agrupamento realizado. No dia da Assembleia, esse campo já deve estar preenchido, entretanto, deixe algumas linhas para assuntos que podem ser sugeridos.

Sugerimos: registros das conclusões decididas no dia da Assembleia. Caso algum aluno tenha registrado antecipadamente na pauta alguma sugestão, ela só poderá constituir a ata se for aprovada pelos alunos na Assembleia.

Parabenizamos: Todas as felicitações são registradas neste campo, entretanto, deixe algumas linhas para elogios que aconteçam durante a reunião. Aponte o nome e a ação positiva.

Assinaturas: Todos os presentes assinam a ata.

  • É importante que a ata seja concluída no mesmo dia da reunião.
  • Solicite que os alunos do grupo responsável apontem pontos positivos e negativos que possam ajudar e orientar o novo grupo.

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Autoavaliação

Orientações:

  • Encerrada a reunião, faça uma breve autoavaliação para que os alunos tomem consciência das suas responsabilidades e do seu próprio percurso dentro da Assembleia.
  • Pergunte:
  • Eu sugeri propostas que ajudam a solucionar os problemas discutidos?
  • Ouvi com atenção as colocações dos meus colegas?
  • Respeitei os turno de fala?
  • Posicionei-me de forma clara, objetiva, sucinta e respeitosa?
  • Os compromissos assumidos foram cumpridos por mim?

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ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Orientações:

2. Explique aos alunos que o Estatuto é um documento que regulamenta as relações humanas em sociedade. Assista ao vídeo com a turma e discuta:

  • O Estatuto da Criança e do Adolescente tem sido cumprido? Por quê?
  • Quais são os assuntos abordados que você mais se preocupou? Por quê?
  • A nossa escola está envolvida nos problemas? Como a escola pode ajudar a solucioná-los?
  • O que vocês acham que podem ser feito para que o Estatuto não seja somente um documento?

3. Encerrada a discussão, esclareça aos alunos que, se eles desejarem, podem acrescentar o problemas discutidos na pauta da Assembleia.

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Orientações:

  • Crie um espaço na escola para que os alunos divulguem as ações realizadas e os direitos e deveres discutidos.
  • O painel será um meio de divulgação das discussões realizadas na Assembleia.
  • Cada grupo será responsável por organizar o cartaz, entretanto, todos o alunos podem participar compartilhando seus conhecimentos e interesses.
  • Confeccione um painel para que os alunos compartilhem os aprendizados discutidos na Assembleia por meio da expressão: VOCÊ SABIA. Exemplo: Você sabia que toda criança tem direito à educação? e/ou Você sabia que a campanha de vacinação começará no próximo mês?

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é uma proposta de atividade permanente para trabalhar Assembleia. O campo de atuação priorizado nessa atividade é Vida Pública e a prática de linguagem é a Oralidade.

Justificativa: Frente à necessidade de se discutir as relações interpessoais na busca de uma convivência positiva e democrática, a ASSEMBLEIA é um espaço em que se valoriza o diálogo na resolução de problemas, se exercita a capacidade de argumentar oralmente e se aprende a explicitar e sustentar o ponto de vista com apoio de evidências, fortalecendo, assim, a construção da cidadania e dos valores de democracia, de respeito, de justiça, de solidariedade. No geral, são reuniões periódicas que regularizam as relações de convívio entre as pessoas de uma comunidade. No ciclo entre o 6º e o 7º anos, as discussões, subsidiadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, abrangem, não somente o interior da escola, mas ampliam-se à comunidade externa.

Materiais necessários:

Cartolina ou papel kraft; Canetas hidrográficas; Folha de sulfite ou folha pautada; Lápis.

Dificuldades antecipadas:

Dificuldades para respeitar os turnos de fala; Revelar medo ou vergonha de expor as ideias; Mobilizar a discussão, criando obstáculos à participação dos colegas; Dificuldades em cooperar com o grupo de trabalho; Dificuldades para retomar a ideia sem apenas repeti-la; Não empregar linguagem respeitosa; Desprezar ou ameaçar alguém que sustenta um ponto de vista diferente; Propor sugestões punitivas cuja decisão não compete a uma assembleia; Mostrar desânimo a respeito da função da assembleia; Não conter a ansiedade nas participações; Desviar-se dos tópicos em discussão, afastando-se da finalidade do encontro; Sugerir soluções amplas demais; Dificuldades para compreender a linguagem do Estatuto da Criança e do Adolescente; Não compreender a diferença entre direitos e deveres; Distinguir argumentos válidos de inválidos; Apresentar argumentos baseados no senso comum; Não encontrar problemas da comunidade por naturalizar aquela situação; Criar regras que favoreçam pequenos grupos em detrimento da maioria.

Referências sobre o assunto:

Visite a atividade permanente sobre Assembleia destinada ao Fundamental no site da Revista Escola para compreender a progressão estabelecida.

Assembleias Escolares - MEC TV Escola: https://www.youtube.com/watch?v=dUQ80t0JhzE. Acesso em: 20 de dez de 2018.

ARAUJO, Ulisses F. Autogestão na sala de aula: as assembleias escolares. São Paulo: Summus, 2015

PUIG, Josep Maria. Democracia e participação escolar: proposta de atividades. São Paulo: Moderna, 2005

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de Dezembro de 1988.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei 8.069/90, de 13 de julho de 1990.

Slide Plano Aula

Sensibilização:

  • É o momento em que os alunos compreendem o objetivo de uma assembleia relacionando a discussão a um documento oficial.
  • Acontece somente uma vez antes de iniciar as reuniões periódicas, mas pode ser retomado durante o ano, se necessário.
  • É dividido em três momentos.

1º Momento

  • Organize a turma em pequenos grupos.
  • Cada grupo recebe uma pergunta. Se houver poucos grupos, cada grupo pode encarregar-se de responder mais de uma questão.
  • Estabeleça 10 minutos para que os grupos discutam a questão recebida.
  • Peça que cada grupo compartilhe as conclusões com os outros grupos.
  • Anote de maneira sucinta cada conclusão em um espaço visível a todos, por exemplo, no quadro.
  • Desafie cada grupo com as seguintes perguntas:

1. 1. Quais são os direitos dos alunos dentro da escola?

2. 2. Quais são os deveres dos alunos dentro da escola?

3. 3. Quais são os direitos dos professores dentro da escola?

4. 4. Quais são os deveres dos professores dentro da escola?

5. 5. Quais são os direitos dos demais funcionários da escola: cozinheiros, porteiro, funcionários da limpeza, inspetor, coordenador pedagógico, diretor, secretário? – Liste todas as profissões presentes na escola.

6. 6. Quais são os deveres dos demais funcionários da escola: cozinheiros, porteiro, funcionários da limpeza, inspetor, coordenador pedagógico, diretor, secretário? – Liste todas as profissões presentes na escola.

7. 7. Quais são os deveres da família dos alunos?

8. 8. Quais são os direitos da família dos alunos?

9. 9. Quais são os direitos da comunidade ao redor da escola?

10. Quais são os deveres da comunidade ao redor da escola?

11. Quais são os direitos do governo em relação à escola?

12. Quais são os deveres do governo em relação à escola?

  • Após todos os apontamentos dos alunos, pergunte novamente de maneira geral:

1.Todos os direitos e deveres apresentados aqui são respeitados? Por quê?

2. Existem práticas que são consideradas normais pela frequência com que acontecem?

3. Vocês conhecem algum documento oficial que auxilia na compreensão dos deveres e dos direitos dos alunos, funcionários, família e governo?

  • Aguarde as observações dos alunos e apresente o Estatuto da Criança e do Adolescente.
  • Apresente o documento e crie um clima de suspense e curiosidade. Pergunte a eles:

1. Quem aqui é criança?

Provavelmente, muitos não se consideram crianças. Então, leia o artigo 2º do ECA: “considera-se criança a pessoa de até 12 (doze) anos de idade incompletos”.

2. Os pais são obrigados a matricular os filhos na escola?

3. Quem já ouviu falar sobre conselho tutelar?

  • Não dê as respostas das perguntas 2 e 3, mas esclareça que o Estatuto da Criança e do Adolescente responde a todas essas perguntas.
  • Crie, se necessário, outras questões que despertem curiosidade nos alunos.

2º Momento

  • Recapitule o documento ECA apresentado no primeiro momento.
  • Há outros documentos que podem ser utilizados para discutir assuntos que envolvam a comunidade escolar, por exemplo, os artigos 13 e 67 da Lei de Diretrizes e Bases estabelecem os deveres e os direitos dos funcionários da educação.
  • Distribua os capítulos abaixo, do Estatuto da Criança e do Adolescente, para que os alunos leiam em grupo e apresente para a sala. Dependendo da complexidade e da extensão do capítulo, divida-o em diferentes partes.
  • Capítulo II - Do Direito à Vida e à Saúde.
  • Capítulo III, seção I - Do Direito à Convivência Familiar e Comunitária.
  • Capítulo IV - Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer.
  • Peça aos alunos que compartilhem as impressões, dúvidas, opiniões, sentimentos sobre a leitura feita.
  • Busque valorizar a escola como um espaço de convivência e socialização, em que os deveres e direitos estão atrelados. Se é dever do professor zelar pela aprendizagem dos alunos, o que os alunos podem fazer para que isso aconteça? E a direção da escola? E o funcionário da limpeza? E o governo?
  • É importante que os alunos compreendam que o convívio escolar não abrange somente o espaço interior da escola, mas contempla, também, as relações vividas na comunidade fora da escola.
  • Deixe uma cópia dos dois documentos para que os alunos possam consultá-los quando acharem necessário.

3º Momento

  • Mas o que é uma assembleia?
  • Esclareça aos alunos que a Assembleia é um momento democrático em que se discutem diferentes situações que acontecem dentro e fora da escola para esclarecer, intervir, prevenir e resolver situações de conflitos que possam envolver discriminação, injustiça, exclusão, violência.
  • Explique que a Assembleia é constituída por três momentos extremamente importantes para que a participação de todos seja garantida, que obstáculos sejam reconhecidos e possibilidades, identificadas.
  • Preparação – antecede a reunião e cada grupo será responsável por uma sessão. É o momento também em que a pauta será elaborada por todos os alunos da turma.
  • Grande dia: é o exato momento em que a pauta é discutida.
  • Comprometimento: as responsabilidades e os compromissos assumidos por todos.
  • Periodicidade: Apresente um calendário anual e decida com a turma os dias das reuniões. Caso necessite mudá-los, discuta com a turma e esclareça as razões.
  • Divida a turmas em grupos com, no mínimo, 4 alunos.
  • Para promover momentos de fala e escuta, acordos são necessários, por isso, construa com os alunos alguns combinados que facilitem o diálogo, por exemplo:
  • Respeitar os turnos de fala.
  • Evitar fofocas.
  • Ser claro, objetivo e sucinto.
  • Respeitar a pluralidade de opiniões.
  • Ressalte a importância de o grupo não ser construído somente por afinidades.
  • Utilize critérios de agrupamento para que o grupo seja composto por alunos com diferentes habilidades: leitura, escrita, oralidade, de comunicação, de mediação e de organização.
  • Cada grupo será responsável por uma sessão.
  • Confeccione um cartaz com as datas e o grupo responsável por cada reunião.
  • Deixe o cartaz visível para toda a turma.

Elaboração da pauta

  • A pauta é ação coletiva que ocorre durante todo o mês que antecede o dia da Assembleia.
  • Os assuntos debatidos estão relacionados à comunidade escolar: a partir dos direitos e deveres de cada um, os alunos discutem, sugerem e intervêm em diferentes situações de forma ampla, autônoma e singular.
  • Confeccione um cartaz dividido em três partes: Eu critico/ Eu felicito/ Eu sugiro.
  • A pauta é registrada neste cartaz.
  • No campo EU CRITICO, os alunos registram os aspectos passíveis de censura.
  • Deixe o cartaz acessível a todos da sala para que eles registrem as situações que precisam ser discutidas no campo EU CRITICO e acrescentem sugestões no campo EU SUGIRO.
  • Pontue sempre as colaborações entre os alunos no campo EU FELICITO para incentivá-los a colaborar com o restante da turma.
  • Fique atento a pequenos avanços. É importante que os alunos sintam-se respeitados e valorizados.
  • Estimule os alunos a diagnosticar as causas e consequências de diferentes ações, sugestões e decisões.
  • Não aceite a resposta: “sempre foi assim”.
  • Solicite aos alunos que leiam e reflitam sobre a pauta durante o mês.
  • Faltando aproximadamente quatro dias para a Assembleia, o grupo responsável, com a mediação do professor, dispõe os assuntos de acordo com a complexidade e o tema para que a pauta não se torne exaustiva. Divida os assuntos em:

1. Situação aluno-aluno.

1.1. São situações que envolvem diretamente os alunos. Pode ter sido mediada por um funcionário, mas ainda não foi esclarecida.

2. Situação aluno-funcionário.

2.1. São situações que envolvem, além dos alunos, qualquer funcionário da escola.

2.2. Se o funcionário não puder comparecer à Assembleia, o grupo organizador precisa dialogar com o funcionário para esclarecer a situação para a sala ouvindo ambas as partes.

3. Situação família-escola.

3.1. São situações de esclarecimento ou de proximidade entre família e escola.

4. Situação externas.

4.1. Qualquer situação que está além dos muros da escola, mas contribui para a interação da escola com a comunidade escolar, por exemplo, solicitar ao posto de saúde uma visita à escola, organizar um passeio cultural, propor um momento de interação escola-creche-asilo.

  • Decida com o grupo em que ordem os assuntos serão tratados na Assembleia.
  • De acordo com a divisão dos assuntos e da ordem estabelecida, um aluno reescreve na Ata no campo Criticamos.
  • Como a pauta será organizada em função do agrupamento, um aluno reescreva os assuntos na ata cujo modelo está anexado.
  • A pauta precisa estar visível para a turma, por isso, ou confeccione um cartaz com a pauta ou distribua uma cópia para cada grupo.
  • Observe e pontue com o grupo as sugestões apresentadas no campo EU SUGIRO, entretanto, só poderão constar na ata após aprovação na Assembleia.
  • Associe as situações ou sugestões ao Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo: piadas discriminatórias que constrangem o outro ou um determinado grupo. A partir dessa situação, o grupo organizador pesquisa no Estatuto da Criança e do Adolescente e concretiza a sugestão.
  • Todos os alunos podem consultar a legislação para sugerir soluções.
  • Nenhuma sugestão pode infringir os documentos legais.
  • O contato com documentos legais amplia a visão de democracia de maneira autônoma e singular.
  • Estabeleça com o grupo as responsabilidades de cada integrante:

1. Leitor - responsável por ler os combinados da última reunião, as felicitações e a pauta.

2. Relator da ata - responsável por registrar os assuntos e os acordos de maneira neutra, clara e sucinta.

3. Organizador da ordem das falas - responsável em sistematizar as falas dos alunos e coletar as assinaturas.

4. Mediador - com o auxílio do professor, o mediador esclarece as dúvidas da pauta, controla o tempo de fala e evita possíveis desvios do assunto.

  • As mesmas responsabilidades podem ser compartilhadas com mais de um aluno, por exemplo, dois mediadores.

Orientações: Assembleia

Tempo sugerido: 15 minutos

1. ESPAÇO ABERTO

  • O grupo responsável organiza a sala para receber os colegas e garantir os exercícios do diálogo.
  • A organização da sala precisa favorecer a formação de uma roda de conversa.
  • Deixe a pauta visível para todos.
  • O aluno responsável lê os tópicos principais da pauta.
  • Outro aluno do grupo responsável relê os combinados discutidos na última sessão.
  • A cada combinado, questione se foi cumprido, se está em processo ou se precisa ser discutido novamente.
  • Após a votação contabilizada, um aluno anota os assuntos que precisam ser discutidos.
  • Caso haja tempo disponível, discuta os assuntos na própria reunião. Caso contrário, farão parte da pauta da reunião seguinte.
  • Estimule a argumentação dos alunos por meio de perguntas:
  • O que você fez para que o combinado fosse cumprido?
  • O que você está disposto a fazer?

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

2. PAUTA DE HOJE·

  • Inicie a leitura da pauta respeitando os agrupamentos e a ordem estabelecida.
  • Após a leitura da situação descrita na pauta, pergunte para a turma se os alunos que propuseram tal situação gostariam de posicionar-se.
  • Aguarde o posicionamento e amplie as discussões para o grupo.
  • Esclareça todas as dúvidas.
  • Valide todos os apontamentos por meio de uma escuta qualificada, ou seja, verifique se todos compreenderam a situação.
  • Leia as sugestões registradas na pauta no campo EU SUGIRO relacionada ao assunto discutido, se houver.
  • Peça sugestões, acordos ou proponha determinar regras como forma de resolver o assunto discutido.
  • Solicite que cada um pense em como transformar uma reclamação em uma ação.
  • Ressalte a importância de escutar com atenção todas as falas sem julgamentos.
  • Discordar faz parte da discussão, mas é necessário que as ideias não sejam rebatidas, e sim discutidas.
  • Incentive o emprego de expressões modalizadoras: por favor, é possível, talvez, infelizmente, felizmente.
  • Enfatize a importância de refletir sobre as causa e as consequências das atitudes, das ideias e sugestões.
  • Anote no quadro ou em outro suporte que seja visível a todos as sugestões, as regras, os combinados propostos pelos grupos.
  • Analise com a turma as implicações de cada sugestão.
  • Solicite aos alunos que as intervenções sejam claras, adequadas e breves, por isso, estimule que reflitam antes de falar.
  • Os acordos tornam-se legítimos quando são aprovados pela maioria a partir de uma votação em que se posicionam: A FAVOR, CONTRA OU ABSTENÇÃO.
  • A votação é individual.
  • Questione as situações:

1. O que causou tal situação?

2. Qual foi a consequência da situação?

3. Poderia ter sido evitada?

4. As consequências afetam os alunos, os funcionários, a família, a comunidade?

  • Se a pauta estiver vinculada a uma cena de violência, discriminação, bullying, acrescente ao debate questões que façam os alunos se colocarem no lugar do outro e entender determinado comportamento diante da situação:

1. Quem presenciou?

2. Quem já vivenciou tal situação? Foi confortável?

3. Normalmente, quem são envolvidos? Há algum estereótipo?

4. A escola contribui para que a situação aconteça?

5. Acontece somente dentro da escola?

6. Há alguma ideia para preveni-la?

  • As decisões são anotadas na ata pelo aluno relator.
  • Um aluno do grupo responsável por aquela sessão anotará os nomes dos alunos que desejam falar, respeitando a ordem de levantar a mão. Essa ordem deve ser registrada em um lugar visível a todos os participantes da Assembleia.
  • As sugestões aprovadas que necessitem de autorização ou validação de uma autoridade dentro da escola devem constar na ata, entretanto, será necessária a presença de uma autoridade, diretor, coordenador pedagógico, assistente de diretor, para legitimá-la ou não.
  • O mediador tem um papel importante na articulação e organização de toda a reunião, por isso, amplie e facilite a participação do aluno mediador sem negar, contudo, a responsabilidade de um educador.

Felicitações

  • Encerradas todas as discussões, peça a um aluno do grupo responsável que leia todas as felicitações.
  • Proporcione um ambiente para que os alunos sintam-se respeitados e valorizados.
  • Resgate a autoimagem por meio da valorização das ações positivas.
  • Ressalte a importância de elogiar também pessoas que fizeram a diferença, mas não estão presentes na reunião, por exemplo, funcionários, alunos de outras turmas, família, comunidade.
  • Convide as diferentes pessoas que foram citadas para compartilhar desse momento agradável.

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Tempo sugerido: 10 minutos

3. RESPONSABILIDADES

  • Encerradas todas as discussões, o aluno relator finaliza a ata.
  • Com a mediação do professor, o aluno relator é responsável por registrar todos os acordos, regras e combinados na ata.
  • É importante que o aluno relator compreenda que o registro deve ser neutro, sucinto e claro.
  • O professor orienta o registro e estimula a capacidade de escrever com autonomia.
  • Um aluno lê a ata.
  • O aluno organizador solicita a assinatura de todos, efetivando o compromisso com o grupo.
  • Uma cópia da ata é exposta no painel e um novo cartaz é confeccionado para a próxima sessão.

Sobre a ata: A construção da ata, além da sistematização das ações e reflexões de todo o processo, consolida a participação coletiva, por isso, o registro e o arquivamento dela é extremamente importante, caso precise retomá-la.

  • Oriente o relator a:
  • Não usar siglas e abreviaturas.
  • Não nomear, nos campos CRITICAMOS E SUGERIMOS, as pessoas na ata. Usar expressões impessoais como: foi discutido, foi falado, declararam, disseram.
  • Passar um risco em todas as linhas que não foram utilizadas.
  • Em uma folha, estruture a ata para que o grupo responsável pela sessão preencha alguns dados antes da reunião da Assembleia. O modelo abaixo é uma sugestão disponível para a impressão no link: https://drive.google.com/open?id=1ZPHv2Pp1V_9wMOElwKD_LDQg_JpjaKL7F5DBY5Nn0i8. Acesso em: 20 de dez de 2018

ASSEMBLEIA

Escola: nome completo da escola

Data: data da reunião

Grupo responsável: nome de todos os integrantes do grupo organizador daquela reunião.

Criticamos: é o registro da pauta de acordo com o agrupamento realizado. No dia da Assembleia, esse campo já deve estar preenchido, entretanto, deixe algumas linhas para assuntos que podem ser sugeridos.

Sugerimos: registros das conclusões decididas no dia da Assembleia. Caso algum aluno tenha registrado antecipadamente na pauta alguma sugestão, ela só poderá constituir a ata se for aprovada pelos alunos na Assembleia.

Parabenizamos: Todas as felicitações são registradas neste campo, entretanto, deixe algumas linhas para elogios que aconteçam durante a reunião. Aponte o nome e a ação positiva.

Assinaturas: Todos os presentes assinam a ata.

  • É importante que a ata seja concluída no mesmo dia da reunião.
  • Solicite que os alunos do grupo responsável apontem pontos positivos e negativos que possam ajudar e orientar o novo grupo.

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Este slide não deve ser exibido para os alunos, ele apenas apresenta uma nova possibilidade da dinâmica de sessão, para que você, professor, possa planejar-se por meio de outras opções.

Autoavaliação

Orientações:

  • Encerrada a reunião, faça uma breve autoavaliação para que os alunos tomem consciência das suas responsabilidades e do seu próprio percurso dentro da Assembleia.
  • Pergunte:
  • Eu sugeri propostas que ajudam a solucionar os problemas discutidos?
  • Ouvi com atenção as colocações dos meus colegas?
  • Respeitei os turno de fala?
  • Posicionei-me de forma clara, objetiva, sucinta e respeitosa?
  • Os compromissos assumidos foram cumpridos por mim?

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ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Orientações:

2. Explique aos alunos que o Estatuto é um documento que regulamenta as relações humanas em sociedade. Assista ao vídeo com a turma e discuta:

  • O Estatuto da Criança e do Adolescente tem sido cumprido? Por quê?
  • Quais são os assuntos abordados que você mais se preocupou? Por quê?
  • A nossa escola está envolvida nos problemas? Como a escola pode ajudar a solucioná-los?
  • O que vocês acham que podem ser feito para que o Estatuto não seja somente um documento?

3. Encerrada a discussão, esclareça aos alunos que, se eles desejarem, podem acrescentar o problemas discutidos na pauta da Assembleia.

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Orientações:

  • Crie um espaço na escola para que os alunos divulguem as ações realizadas e os direitos e deveres discutidos.
  • O painel será um meio de divulgação das discussões realizadas na Assembleia.
  • Cada grupo será responsável por organizar o cartaz, entretanto, todos o alunos podem participar compartilhando seus conhecimentos e interesses.
  • Confeccione um painel para que os alunos compartilhem os aprendizados discutidos na Assembleia por meio da expressão: VOCÊ SABIA. Exemplo: Você sabia que toda criança tem direito à educação? e/ou Você sabia que a campanha de vacinação começará no próximo mês?

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