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Inglês: ajudando imigrantes, alunos podem aprender a língua com propósito social

Professora Cristiane Dias encontrou um objetivo legítimo para que seus alunos aprendessem inglês: ajudar estrangeiros. Conheça em detalhes a sequência didática estruturada por ela

Autor: Rita Trevisan

A Base enfatiza que o aprendizagem do inglês deve ser capaz de proporcionar novas formas de participação de jovens e crianças em um mundo cada vez mais globalizado.  Ao desenvolver e aplicar a sequência We speak the same language, a professora Cristiane Dias, da E.E.B. Maria José Hülse Peixoto, conseguiu aproximar seus alunos da realidade dos imigrantes da cidade de Criciúma, em Santa Catarina.

“Tudo começou quando eu estava em um shopping, perto da escola e vi dois imigrantes africanos tentando se comunicar com uma vendedora, sem sucesso, pois ela não falava inglês. Pensei que aquilo poderia acontecer com qualquer um dos meus alunos, pois a cidade recebe um grande número de imigrantes e tem, como um importante aspecto de sua formação, a diversidade”, diz a professora.

O tema, tratado em classe, colocou os alunos diante do “Outro”, que a BNCC enfatiza trabalhar, situando a língua como possibilidade de incluir quem vem de fora. O apelo social contribuiu para que os estudantes desenvolvessem uma visão crítica sobre a realidade que os cerca e o exercício da cidadania ativa, o que está alinhado às competências específicas da Base para o Componente.




 
Confira a sequência, passo a passo

Toda a sequência foi aplicada no período de, aproximadamente, dois meses, e contemplou as seguintes atividades:

APRESENTANDO O TEMA

Na primeira aula, a professora escreveu no quadro a palavra xenophobia e perguntou se os alunos conheciam o significado. Alguns responderam que já tinham ouvido palavra e a associaram ao preconceito.

 A professora, então, colocou a definição, da palavra em inglês, no quadro
.

 Depois, os alunos assistiram um vídeo curto sobre um supermercado alemão que retirou todos os produtos estrangeiros das prateleiras. Na sequência, ela mostrou uma apresentação em PowerPoint com fotos do Monumento às Etnias, localizado em Criciúma, fotos da Festa das Etnias e outras manifestações locais que mostram o acolhimento aos imigrantes.

 Então, ela propôs uma breve pesquisa sobre o sobrenome dos alunos e rapidamente os estudantes chegaram à conclusão de que eles eram descendentes das famílias colonizadoras e, de alguma forma, também eram imigrantes.

APRENDENDO O CONTEÚDO

 Nas aulas seguintes, os alunos receberam o conteúdo curricular que daria base para a produção que seria elaborada, ao final da sequência:

 Directions (ex.: turn right, turn left, go straight etc.)

 Places (ex.: health center, soccer field etc.)

 Adjectives (como usar os adjetivos em inglês para nomes de lugares, ex.: Manentti Supermarket, Cardoso Bakery, etc.)

 Possessive case (ex.: Anselmo’s Lanches e José’s house)

 Questions (ex.: Can you tell me where Cardoso Bakery is?)

 Interrogative pronouns (ex.: how, where, etc.)

 Com essas atividades, os alunos já estavam preparados para elaborar um diálogo em que um deles pedia informação sobre um lugar e o outro dava a localização. Eles produziram esse diálogo em inglês, com apoio da professora, até eliminarem todas as dúvidas.

DIALOGANDO

 O próximo desafio era apresentar o diálogo. Sabendo que alguns alunos tinham dificuldade com a pronúncia e outros tinham muita vergonha de se apresentar diante da turma falando um outro idioma, a professora deu a opção de que gravassem um áudio ou um vídeo.

 O que realmente chamou a atenção dos alunos foi o
Voki, um aplicativo gratuito que permite criar um avatar que lê em inglês e com sotaque (australiano, americano, britânico etc). Houve uma dupla que optou por utilizar outro aplicativo, chamado Dialoog. Os materiais foram enviados à professora por WhatsApp, que os colocou no Data Show.

EXPERIÊNCIA PARA A VIDA

 Terminadas as apresentações, a professora fez um fechamento da sequência, falando sobre as mudanças vistas na cidade, na atualidade, por conta dos estrangeiros.

 Houve, ainda, um breve debate, retomando a questão da imigração. A professora perguntou aos alunos o que eles gostariam de saber se tivessem a oportunidade de conversar com um imigrante: quando vieram ao Brasil, onde trabalham, o que acham da cidade, e estimulou essa troca, fora da sala de aula.

AVALIAÇÃO

 Para avaliar os conhecimentos adquiridos pelos alunos, a professora também retomou conteúdos gramaticais estudados ao longo da sequência, por meio de atividades escritas.


 Unidades temáticas do nono ano contempladas na atividade

  • Interação discursiva
  • Compreensão oral
  • Produção oral
  • Práticas de escrita
  • Estudo do léxico
  • Gramática 
  • A língua inglesa no mundo
  • Comunicação intercultural

 Objetos de conhecimento

  • Construção de identidades no mundo globalizado
  • A língua inglesa e seu papel no intercâmbio científico, econômico e político
  • Produção de textos escritos, com mediação do professor/colegas 
  • Reflexão pós-leitura

 Habilidade

(EF09LI19) Discutir a comunicação intercultural por meio da língua inglesa como mecanismo de valorização pessoal e de construção de identidades no mundo globalizado.