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Plano de aula - Transformações econômicas e culturais provocadas pelo tráfico de escravizados

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre Transformações econômicas e culturais provocadas pelo tráfico de escravizados

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ruhama Ariella Sabião Batista

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Papel sulfite, quadro, giz.

Material complementar:

Modelo do artigo de jornal:

Para o professor - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pFfpty6SSMDEktp932UD5QGBhK4M5GqznMzfcJr6Fjhtp79VmAv73ychFtQj/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-professor.pdf

Para o aluno - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CanHzKwTdANG8QJmCct5JXtPufUGePvhp9eA4D7KavBJ6Pbuvz5AeqUJDA2F/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-aluno.pdf

Para você saber mais:

ACERVO AGUDÁ. Acervo do Agudá - os “brasileiros” do Benin. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/>.
Acesso em: 18 fev. 19.

ACERVO AGUDÁ. Celebração de Nossa Senhora do Bonfim - Desfile. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/pt/conjuntos-tematicos/celebracao-de-n-s-do-bonfim-desfile>. Acesso em: 18 fev. 19.

AZEVEDO, Gê. As igrejas, capelas e passos de Ouro Preto. Mineiros na estrada, 13 de setembro de 2017. Disponível em: <http://www.mineirosnaestrada.com.br/igrejas-ouro-preto/>. Acesso em: 18 fev. 19.

EBC. Relações entre Brasil e África são inseparáveis e caminham para futuro promissor. Agência EBC, 31 de maio de 2015. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/05/relacoes-entre-brasil-e-africa-sao-inseparaveis-e-caminham-para-futuro>. Acesso em: 18 fev. 19.

PORTUGAL FILHO, Fernandez. O uso mágico e terapêutico do sabão da costa. São Paulo: Editora Ísis, 2015. Disponível em: <https://issuu.com/editoraisis/docs/issuu_-_sabao_da_costa>. Acesso em: 4 mar. 19.

ROSSI, Amanda. Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com africanos escravizados. BBC News São Paulo, 7 de agosto de 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235 >. Acesso em: 18 fev. 19.

SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: EdUERJ, 2004.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

Os alunos devem estar agrupados em quatro ou cinco pessoas para a Sistematização posterior. O objetivo deste plano é levar os alunos a compreender as transformações econômicas e culturais no mundo Atlântico provocadas pelo tráfico de escravizados. Para isso, é necessário relacionar os continentes africano, americano, europeu e asiático, visto que os três primeiros protagonizaram o tráfico, e foram palco de alterações em suas configurações culturais, principalmente o Brasil e a África. O objetivo, então, é instigá-los a perceber como as relações culturais e econômicas podem ser vistas até a atualidade, ainda que tenham sido fruto de processos históricos anteriores. Para isso, pode se apresentar o mapa dos fluxos do tráfico de escravizados e a figura de Francisco Félix de Souza, o Chachá I (traficante de escravizados), que foram preponderantes na configuração de intensas trocas culturais entre as regiões de maior fluxo de escravizados e o Brasil, principalmente o litoral.

Para você saber mais:

Fundação Getulio Vargas. Mapa do tráfico negreiro – 1502-1866. Atlas FGV, 2019. Disponível em: <https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866>. Acesso em: 18 fev. 19.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos.

O tempo sugerido é referente a este slide e ao subsequente.

Orientações:

As perguntas que devem ser feitas aos alunos com base na fonte apresentada estão no próximo slide. É importante atentar inicialmente para a descrição da fonte para instruir e instigar os alunos com perguntas que se relacionam à fonte, assim como as que já estão no slide subsequente.

Descrição da fonte:

A fonte em questão trata-se de uma propaganda do produto “Sabão da Preta Mina”. De acordo com a descrição, o sabão curava “manchas, sardas, espinhas, rugosidades, cravos, vermelhidões, comichões, irritações, frieiras, feridas, caspa, perda de cabelo, dores, eczemas (espécie de doença de pele, dermatose), darthros (espécie de doença de pele, dermatose), golpes, contusões, queimaduras, erysipelas (outra espécie de doença de pele) e inflamações”. O sabão era produzido na Costa da África, indicado por diversos médicos europeus e brasileiros, e vendido no Brasil sob encomenda. Por que não era produzido no Brasil? A valorização do sabão da costa, muito utilizado ainda hoje, está na utilização de recursos naturais do local onde era produzido e da forma artesanal de produção, feito de dendê virgem e manteiga de karité.

Sobre o sabão da costa (Òsé Dudu)

De acordo com Portugal Filho (2015) o sabão da costa é comum em todos os mercados populares de diversos países africanos, o nome original é
òsé dudu, que em iorubá significa “sabão negro”. Os originais são bastante pastosos, e fazem bastante espuma, são associados a ervas secas, azeites, óleos, minerais, ossos de diversos animais, e uma infinidade de elementos próprios à cultura iorubá. Uma das finalidades do sabão é também espiritual, pois segundo o autor limpa astralmente uma pessoa. Devido aos seus efeitos místicos, o produto é muito utilizado pelas pessoas adeptas do candomblé, que o utilizam como forma de purificação espiritual. A fonte mostra que a África também produzia, e não só fornecia matéria prima e mão de obra escrava para o continente americano. Desta forma, também pode-se perceber que não somente a herança cultural foi deixada mas também houve transformações econômicas a partir do tráfico de escravizados.

Para você saber mais:

PORTUGAL FILHO, Fernandez. O uso mágico e terapêutico do sabão da costa. São Paulo: Editora Ísis, 2015. Disponível em: <https://issuu.com/editoraisis/docs/issuu_-_sabao_da_costa>. Acesso em: 4 mar. 19.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

A fonte apresentada é rica em informações e pode ser explorada de formas diversas com os estudantes. Com base na leitura conjunta é possível perceber que se trata de uma propaganda sobre um produto africano. Entretanto, está escrito em português, o que significa que a propaganda estava circulando no continente americano. O produto servia para curar diversos tipos de problema de pele, desde tipos específicos de doença
de pele até cravos, espinhas, comichões e rugosidades. Os médicos que atestaram e indicaram o produto eram franceses, alemães, portugueses, argentinos, chilenos, peruanos, brasileiros, entre outros, o que mostra a grande circulação que o produto tinha no período. Além disso, em um contexto em que o saneamento básico não era acessível a todos, e que não havia diferentes tratamentos para doenças de pele, um produto com componentes naturais, vindo diretamente da África, ganhava grande importância para o tratamento destes problemas.

A fonte apresentada marca então o encontro entre África, Brasil e Europa, e como as transformações não ocorreram somente no continente americano que recebeu grande quantidade de escravizados, mas também na África, que passa a ser valorizada também pelos seus recursos naturais e formas artesanais de produção, além de diferentes aspectos culturais e econômicos que poderão ser vistos por meio das fontes da Problematização.

Para você saber mais:

EBC. Relações entre Brasil e África são inseparáveis e caminham para futuro promissor. Agência EBC, 31 de maio de 2015. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/05/relacoes-entre-brasil-e-africa-sao-inseparaveis-e-caminham-para-futuro>. Acesso em: 18 fev. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 17 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos dois subsequentes.

Orientações:

As perguntas que devem ser realizadas para as fontes estão no slide 9. Devem ser realizadas em conjunto para que os alunos consigam fazer as relações do hibridismo cultural possibilitado pelas trocas econômicas e culturais do Atlântico nos séculos XVI a XIX, bem como com o Oriente,
a partir da influência do islamismo, que foi difundido pela África a partir da expansão islâmica dos séculos X a XVI.

Para que se entenda a diversidade de povos que foram trazidos cativos ao Brasil, considera-se fundamental apresentar o mapa do tráfico de escravizados, com ênfase ao fluxo Atlântico e aos locais de onde mais saíam pessoas: Lagos, São Jorge da Mina, Ajudá, Cabinda, Porto Novo.

Fundação Getulio Vargas. Mapa do tráfico negreiro – 1502-1866. Atlas FGV, 2019. Disponível em: <https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866>. Acesso em: 18 fev. 19.

Descrição da fonte:

A fotografia em questão trata-se do fim do século XX, quase 100 anos após a abolição da escravatura do Brasil. Mas as comemorações em homenagem a Nossa Senhora do Bonfim são parte da cultura e das tradições da comunidade Agudá, no Benim, em Porto Novo (um dos principais portos de embarque de escravos na costa atlântica). A comunidade, em sua maioria católica, organiza-se para grandes desfiles de rua. Percebe-se também que alguns elementos remetem ao Carnaval brasileiro, como os bonecos de Olinda, as penas de pavão da mulher à frente, e a própria bandeira do Brasil.

A comunidade Agudá é fruto de trocas entre portugueses, brasileiros e africanos, o que caracteriza as relações econômicas entre estes povos. A figura de Francisco Félix de Souza, considerado o primeiro chachá (denominado pelo então dada do Daomé, Estado poderoso da região) auxilia a entender essas relações, pois foi filho de um português com uma nativa, e seu pai já era um mercador de escravos, o que o tornou traficante também. Nascido no século XVIII, mas vivendo boa parte do XIX sendo traficante de escravos, sua figura é muito controversa e rende diferentes discussões acerca de sua aparências, riqueza, e contradições como traficante. Quando passaram a valer as leis abolicionistas no Brasil e começou a volta dos africanos ao seu continente, muitos encontraram no chachá uma figura amigável e que representava a cultura afro-brasileira, por isso foi formada uma comunidade ao redor de sua residência, que se tornou os Agudás (para saber mais sobre os agudás e ter acesso a diferentes conjuntos temáticos de suas tradições, acesse os links no item “Para você saber mais”).

Fonte:

GURAN, Milton. Le reflux de la traite négrière: les agudas du Bénin. Gradhiva, n° 8 n.s, 2008. Disponível em: <https://docplayer.fr/41154437-Le-reflux-de-la-traite-negriere-les-agudas-du-benin.html>. Acesso em: 18 fev. 19.

Glossário

Chachá

Apesar de não haver uma definição da natureza da titulação chachá, o nome foi dado a Francisco Félix de Souza quando se tornou primeiro conselheiro do rei do Daomé, e seus sucessores passaram a ser denominados também “chachá”. Atualmente o oitavo chachá recebe o título de vice-rei de Uidá, no Benin, onde vive a comunidade Agudá.

Hibridismo

Termo utilizado para descrever as características religiosas, culturais e das múltiplas identidades que coincidem e se misturam em um mundo globalizado. Peter Burke (2003) fala em hibridismo cultural, social, religioso, musical, dentre outros, que podem ser encontrados em todas as partes do mundo em diferentes práticas culturais.

Para você saber mais:

ACERVO AGUDÁ. Acervo do Agudá - os “brasileiros” do Benin. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/>.
Acesso em: 18 fev. 19.

ACERVO AGUDÁ. Celebração de Nossa Senhora do Bonfim - Desfile. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/pt/conjuntos-tematicos/celebracao-de-n-s-do-bonfim-desfile>. Acesso em: 18 fev. 19.

ROSSI, Amanda. Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com africanos escravizados. BBC News São Paulo, 7 de agosto de 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235 >. Acesso em: 18 fev. 19.

SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: EdUERJ, 2004.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

A fonte apresentada é uma mesquita construída por africanos que voltaram para a África depois da escravidão no Brasil. A mesquita está localizada em Porto Novo, capital do Benin, antigo porto de fluxo do tráfico de escravizados. A mesquita guarda muitas semelhanças com as igrejas no estilo barroco no Brasil do século XIX, como as igrejas de Ouro Preto - MG (Veja no item “Para você saber mais”), apesar de pertencentes ao catolicismo, e não ao islamismo. A fonte é rica para o estudo das transformações econômicas e culturais a partir do tráfico de escravizados, pois observa-se que mesquitas construídas em outras localidades da África (podem ser encontradas em pesquisas no Google com a palavra-chave “mesquitas na África”) não guardam as mesmas semelhanças com as igrejas do Brasil como esta da fonte apresentada.

Fonte:

Tatewaki Nio. Fotografia de mesquita em Porto Novo - Realizado com o incentivo da Bolsa de Fotografia ZUM/Instituto Moreira Salles, 2017. Disponível em: <http://www.infoartsp.com.br/noticias/bolsa-de-fotografia-zum-ims-2018/>. Acesso em: 18 fev. 19.

Para você saber mais:

AZEVEDO, Gê. As igrejas, capelas e passos de Ouro Preto. Mineiros na estrada, 13 de setembro de 2017. Disponível em: <http://www.mineirosnaestrada.com.br/igrejas-ouro-preto/>. Acesso em: 18 fev. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Ao apresentar as fontes, é importante não limitar as respostas dos alunos somente às perguntas previamente estruturadas, pois os mesmos podem observar novos elementos e fazer outras ligações não previstas. Entretanto, os questionamentos auxiliam a organizar o pensamento do estudante e a direcionar as fontes para responder ao objetivo inicial. Importa que os estudantes observem as semelhanças com a cultura brasileira, como na religião, no Carnaval, na arquitetura e que percebam os itens já colocados na descrição de cada fonte. Apesar de pertencer a diferentes grupos, que guardam diferenças religiosas, as imagens têm em comum o elemento brasileiro, que se alia à cultura europeia no século XIX, ao mundo oriental a partir do islamismo, e às próprias raízes africanas, que no Brasil, se tornaram afro-brasileiras e passaram também a incorporar a cultura africana pós abolição da escravidão.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos.

Orientações:

Com base nas fontes apresentadas e nas discussões acerca das trocas econômicas e culturais que possibilitaram influências entre todas as partes envolvidas no tráfico de escravizados, os alunos devem criar uma matéria de jornal que evidencie: uma temática; uma imagem que descreva; e informações básicas sobre o tema escolhido. O objetivo é fazer com que os alunos relacionem as fontes apresentadas a outras vivências conhecidas da cultura afro-brasileira e tenham a possibilidade de fazer um paralelo com a atualidade. A matéria pode seguir o modelo impresso ou ser escrita pelos próprios alunos.

Modelo do artigo de jornal:

Para o professor - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pFfpty6SSMDEktp932UD5QGBhK4M5GqznMzfcJr6Fjhtp79VmAv73ychFtQj/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-professor.pdf

Para o aluno - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CanHzKwTdANG8QJmCct5JXtPufUGePvhp9eA4D7KavBJ6Pbuvz5AeqUJDA2F/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-aluno.pdf

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Papel sulfite, quadro, giz.

Material complementar:

Modelo do artigo de jornal:

Para o professor - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pFfpty6SSMDEktp932UD5QGBhK4M5GqznMzfcJr6Fjhtp79VmAv73ychFtQj/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-professor.pdf

Para o aluno - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CanHzKwTdANG8QJmCct5JXtPufUGePvhp9eA4D7KavBJ6Pbuvz5AeqUJDA2F/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-aluno.pdf

Para você saber mais:

ACERVO AGUDÁ. Acervo do Agudá - os “brasileiros” do Benin. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/>.
Acesso em: 18 fev. 19.

ACERVO AGUDÁ. Celebração de Nossa Senhora do Bonfim - Desfile. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/pt/conjuntos-tematicos/celebracao-de-n-s-do-bonfim-desfile>. Acesso em: 18 fev. 19.

AZEVEDO, Gê. As igrejas, capelas e passos de Ouro Preto. Mineiros na estrada, 13 de setembro de 2017. Disponível em: <http://www.mineirosnaestrada.com.br/igrejas-ouro-preto/>. Acesso em: 18 fev. 19.

EBC. Relações entre Brasil e África são inseparáveis e caminham para futuro promissor. Agência EBC, 31 de maio de 2015. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/05/relacoes-entre-brasil-e-africa-sao-inseparaveis-e-caminham-para-futuro>. Acesso em: 18 fev. 19.

PORTUGAL FILHO, Fernandez. O uso mágico e terapêutico do sabão da costa. São Paulo: Editora Ísis, 2015. Disponível em: <https://issuu.com/editoraisis/docs/issuu_-_sabao_da_costa>. Acesso em: 4 mar. 19.

ROSSI, Amanda. Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com africanos escravizados. BBC News São Paulo, 7 de agosto de 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235 >. Acesso em: 18 fev. 19.

SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: EdUERJ, 2004.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

Os alunos devem estar agrupados em quatro ou cinco pessoas para a Sistematização posterior. O objetivo deste plano é levar os alunos a compreender as transformações econômicas e culturais no mundo Atlântico provocadas pelo tráfico de escravizados. Para isso, é necessário relacionar os continentes africano, americano, europeu e asiático, visto que os três primeiros protagonizaram o tráfico, e foram palco de alterações em suas configurações culturais, principalmente o Brasil e a África. O objetivo, então, é instigá-los a perceber como as relações culturais e econômicas podem ser vistas até a atualidade, ainda que tenham sido fruto de processos históricos anteriores. Para isso, pode se apresentar o mapa dos fluxos do tráfico de escravizados e a figura de Francisco Félix de Souza, o Chachá I (traficante de escravizados), que foram preponderantes na configuração de intensas trocas culturais entre as regiões de maior fluxo de escravizados e o Brasil, principalmente o litoral.

Para você saber mais:

Fundação Getulio Vargas. Mapa do tráfico negreiro – 1502-1866. Atlas FGV, 2019. Disponível em: <https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866>. Acesso em: 18 fev. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos.

O tempo sugerido é referente a este slide e ao subsequente.

Orientações:

As perguntas que devem ser feitas aos alunos com base na fonte apresentada estão no próximo slide. É importante atentar inicialmente para a descrição da fonte para instruir e instigar os alunos com perguntas que se relacionam à fonte, assim como as que já estão no slide subsequente.

Descrição da fonte:

A fonte em questão trata-se de uma propaganda do produto “Sabão da Preta Mina”. De acordo com a descrição, o sabão curava “manchas, sardas, espinhas, rugosidades, cravos, vermelhidões, comichões, irritações, frieiras, feridas, caspa, perda de cabelo, dores, eczemas (espécie de doença de pele, dermatose), darthros (espécie de doença de pele, dermatose), golpes, contusões, queimaduras, erysipelas (outra espécie de doença de pele) e inflamações”. O sabão era produzido na Costa da África, indicado por diversos médicos europeus e brasileiros, e vendido no Brasil sob encomenda. Por que não era produzido no Brasil? A valorização do sabão da costa, muito utilizado ainda hoje, está na utilização de recursos naturais do local onde era produzido e da forma artesanal de produção, feito de dendê virgem e manteiga de karité.

Sobre o sabão da costa (Òsé Dudu)

De acordo com Portugal Filho (2015) o sabão da costa é comum em todos os mercados populares de diversos países africanos, o nome original é
òsé dudu, que em iorubá significa “sabão negro”. Os originais são bastante pastosos, e fazem bastante espuma, são associados a ervas secas, azeites, óleos, minerais, ossos de diversos animais, e uma infinidade de elementos próprios à cultura iorubá. Uma das finalidades do sabão é também espiritual, pois segundo o autor limpa astralmente uma pessoa. Devido aos seus efeitos místicos, o produto é muito utilizado pelas pessoas adeptas do candomblé, que o utilizam como forma de purificação espiritual. A fonte mostra que a África também produzia, e não só fornecia matéria prima e mão de obra escrava para o continente americano. Desta forma, também pode-se perceber que não somente a herança cultural foi deixada mas também houve transformações econômicas a partir do tráfico de escravizados.

Para você saber mais:

PORTUGAL FILHO, Fernandez. O uso mágico e terapêutico do sabão da costa. São Paulo: Editora Ísis, 2015. Disponível em: <https://issuu.com/editoraisis/docs/issuu_-_sabao_da_costa>. Acesso em: 4 mar. 19.

Slide Plano Aula

Orientações:

A fonte apresentada é rica em informações e pode ser explorada de formas diversas com os estudantes. Com base na leitura conjunta é possível perceber que se trata de uma propaganda sobre um produto africano. Entretanto, está escrito em português, o que significa que a propaganda estava circulando no continente americano. O produto servia para curar diversos tipos de problema de pele, desde tipos específicos de doença
de pele até cravos, espinhas, comichões e rugosidades. Os médicos que atestaram e indicaram o produto eram franceses, alemães, portugueses, argentinos, chilenos, peruanos, brasileiros, entre outros, o que mostra a grande circulação que o produto tinha no período. Além disso, em um contexto em que o saneamento básico não era acessível a todos, e que não havia diferentes tratamentos para doenças de pele, um produto com componentes naturais, vindo diretamente da África, ganhava grande importância para o tratamento destes problemas.

A fonte apresentada marca então o encontro entre África, Brasil e Europa, e como as transformações não ocorreram somente no continente americano que recebeu grande quantidade de escravizados, mas também na África, que passa a ser valorizada também pelos seus recursos naturais e formas artesanais de produção, além de diferentes aspectos culturais e econômicos que poderão ser vistos por meio das fontes da Problematização.

Para você saber mais:

EBC. Relações entre Brasil e África são inseparáveis e caminham para futuro promissor. Agência EBC, 31 de maio de 2015. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/05/relacoes-entre-brasil-e-africa-sao-inseparaveis-e-caminham-para-futuro>. Acesso em: 18 fev. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 17 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos dois subsequentes.

Orientações:

As perguntas que devem ser realizadas para as fontes estão no slide 9. Devem ser realizadas em conjunto para que os alunos consigam fazer as relações do hibridismo cultural possibilitado pelas trocas econômicas e culturais do Atlântico nos séculos XVI a XIX, bem como com o Oriente,
a partir da influência do islamismo, que foi difundido pela África a partir da expansão islâmica dos séculos X a XVI.

Para que se entenda a diversidade de povos que foram trazidos cativos ao Brasil, considera-se fundamental apresentar o mapa do tráfico de escravizados, com ênfase ao fluxo Atlântico e aos locais de onde mais saíam pessoas: Lagos, São Jorge da Mina, Ajudá, Cabinda, Porto Novo.

Fundação Getulio Vargas. Mapa do tráfico negreiro – 1502-1866. Atlas FGV, 2019. Disponível em: <https://atlas.fgv.br/marcos/trabalho-e-escravidao/mapas/trafico-negreiro-1502-1866>. Acesso em: 18 fev. 19.

Descrição da fonte:

A fotografia em questão trata-se do fim do século XX, quase 100 anos após a abolição da escravatura do Brasil. Mas as comemorações em homenagem a Nossa Senhora do Bonfim são parte da cultura e das tradições da comunidade Agudá, no Benim, em Porto Novo (um dos principais portos de embarque de escravos na costa atlântica). A comunidade, em sua maioria católica, organiza-se para grandes desfiles de rua. Percebe-se também que alguns elementos remetem ao Carnaval brasileiro, como os bonecos de Olinda, as penas de pavão da mulher à frente, e a própria bandeira do Brasil.

A comunidade Agudá é fruto de trocas entre portugueses, brasileiros e africanos, o que caracteriza as relações econômicas entre estes povos. A figura de Francisco Félix de Souza, considerado o primeiro chachá (denominado pelo então dada do Daomé, Estado poderoso da região) auxilia a entender essas relações, pois foi filho de um português com uma nativa, e seu pai já era um mercador de escravos, o que o tornou traficante também. Nascido no século XVIII, mas vivendo boa parte do XIX sendo traficante de escravos, sua figura é muito controversa e rende diferentes discussões acerca de sua aparências, riqueza, e contradições como traficante. Quando passaram a valer as leis abolicionistas no Brasil e começou a volta dos africanos ao seu continente, muitos encontraram no chachá uma figura amigável e que representava a cultura afro-brasileira, por isso foi formada uma comunidade ao redor de sua residência, que se tornou os Agudás (para saber mais sobre os agudás e ter acesso a diferentes conjuntos temáticos de suas tradições, acesse os links no item “Para você saber mais”).

Fonte:

GURAN, Milton. Le reflux de la traite négrière: les agudas du Bénin. Gradhiva, n° 8 n.s, 2008. Disponível em: <https://docplayer.fr/41154437-Le-reflux-de-la-traite-negriere-les-agudas-du-benin.html>. Acesso em: 18 fev. 19.

Glossário

Chachá

Apesar de não haver uma definição da natureza da titulação chachá, o nome foi dado a Francisco Félix de Souza quando se tornou primeiro conselheiro do rei do Daomé, e seus sucessores passaram a ser denominados também “chachá”. Atualmente o oitavo chachá recebe o título de vice-rei de Uidá, no Benin, onde vive a comunidade Agudá.

Hibridismo

Termo utilizado para descrever as características religiosas, culturais e das múltiplas identidades que coincidem e se misturam em um mundo globalizado. Peter Burke (2003) fala em hibridismo cultural, social, religioso, musical, dentre outros, que podem ser encontrados em todas as partes do mundo em diferentes práticas culturais.

Para você saber mais:

ACERVO AGUDÁ. Acervo do Agudá - os “brasileiros” do Benin. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/>.
Acesso em: 18 fev. 19.

ACERVO AGUDÁ. Celebração de Nossa Senhora do Bonfim - Desfile. Acervo Agudá, 2019. Disponível em: <http://acervoaguda.com.br/pt/conjuntos-tematicos/celebracao-de-n-s-do-bonfim-desfile>. Acesso em: 18 fev. 19.

ROSSI, Amanda. Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com africanos escravizados. BBC News São Paulo, 7 de agosto de 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45092235 >. Acesso em: 18 fev. 19.

SILVA, Alberto da Costa e. Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: EdUERJ, 2004.

Slide Plano Aula

Orientações:

Descrição da fonte:

A fonte apresentada é uma mesquita construída por africanos que voltaram para a África depois da escravidão no Brasil. A mesquita está localizada em Porto Novo, capital do Benin, antigo porto de fluxo do tráfico de escravizados. A mesquita guarda muitas semelhanças com as igrejas no estilo barroco no Brasil do século XIX, como as igrejas de Ouro Preto - MG (Veja no item “Para você saber mais”), apesar de pertencentes ao catolicismo, e não ao islamismo. A fonte é rica para o estudo das transformações econômicas e culturais a partir do tráfico de escravizados, pois observa-se que mesquitas construídas em outras localidades da África (podem ser encontradas em pesquisas no Google com a palavra-chave “mesquitas na África”) não guardam as mesmas semelhanças com as igrejas do Brasil como esta da fonte apresentada.

Fonte:

Tatewaki Nio. Fotografia de mesquita em Porto Novo - Realizado com o incentivo da Bolsa de Fotografia ZUM/Instituto Moreira Salles, 2017. Disponível em: <http://www.infoartsp.com.br/noticias/bolsa-de-fotografia-zum-ims-2018/>. Acesso em: 18 fev. 19.

Para você saber mais:

AZEVEDO, Gê. As igrejas, capelas e passos de Ouro Preto. Mineiros na estrada, 13 de setembro de 2017. Disponível em: <http://www.mineirosnaestrada.com.br/igrejas-ouro-preto/>. Acesso em: 18 fev. 19.

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Orientações:

Ao apresentar as fontes, é importante não limitar as respostas dos alunos somente às perguntas previamente estruturadas, pois os mesmos podem observar novos elementos e fazer outras ligações não previstas. Entretanto, os questionamentos auxiliam a organizar o pensamento do estudante e a direcionar as fontes para responder ao objetivo inicial. Importa que os estudantes observem as semelhanças com a cultura brasileira, como na religião, no Carnaval, na arquitetura e que percebam os itens já colocados na descrição de cada fonte. Apesar de pertencer a diferentes grupos, que guardam diferenças religiosas, as imagens têm em comum o elemento brasileiro, que se alia à cultura europeia no século XIX, ao mundo oriental a partir do islamismo, e às próprias raízes africanas, que no Brasil, se tornaram afro-brasileiras e passaram também a incorporar a cultura africana pós abolição da escravidão.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos.

Orientações:

Com base nas fontes apresentadas e nas discussões acerca das trocas econômicas e culturais que possibilitaram influências entre todas as partes envolvidas no tráfico de escravizados, os alunos devem criar uma matéria de jornal que evidencie: uma temática; uma imagem que descreva; e informações básicas sobre o tema escolhido. O objetivo é fazer com que os alunos relacionem as fontes apresentadas a outras vivências conhecidas da cultura afro-brasileira e tenham a possibilidade de fazer um paralelo com a atualidade. A matéria pode seguir o modelo impresso ou ser escrita pelos próprios alunos.

Modelo do artigo de jornal:

Para o professor - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/pFfpty6SSMDEktp932UD5QGBhK4M5GqznMzfcJr6Fjhtp79VmAv73ychFtQj/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-professor.pdf

Para o aluno - https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CanHzKwTdANG8QJmCct5JXtPufUGePvhp9eA4D7KavBJ6Pbuvz5AeqUJDA2F/his7-14und03-modelo-de-artigo-de-jornal-aluno.pdf

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