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Plano de aula > Geografia > 9º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - Austrália: colonização inglesa e atual situação dos aborígenes

Compreender a colonização inglesa como precursora da dizimação e dominação dos povos aborígenes na Austrália

Plano 05 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Murilo Rossi

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE06 que busca associar o critério de divisão do mundo em ocidente e oriente com o sistema colonial implantado pelas potências europeias. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. A habilidade EF09GE01 pode ser trabalhada posteriormente pois busca analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência cultural em diferentes tempos e lugares. Assim como, a habilidade EF09GE03 que aborda a identificação das diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.

Materiais necessários: Arquivo de Contextualização impresso.

Material complementar:

Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7qnfTMHQgFsYABJDTqCCCat3dZnemvbRpRNCMBDrBE5gP7KDTTyJ9M4HDPRN/geo09-06und05-contextualizacao-informacoes.pdf

Para você saber mais:

A reportagem completa a “A aborígene de ouro“ está disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-aborigine-de-ouro/. Acesso em 17/04/2019.

Sobre os aborígenes australianos e a colonização europeia consulte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abor%C3%ADgenes_australianos. Acesso em 17/04/2019.

A respeito da situação atual dos aborígenes e os principais problemas que enfrentam, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/aborigenes. Acesso em 17/04/2019.

Também pode buscar informações em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/aborigenes-australianos.htm. Acesso em 17/04/2019.

Contextos prévios: Para o desenvolvimento desse plano é importante que os alunos tenham conhecimento sobre as colonizações europeias nos continentes da Ásia, Oceania e África e a imposição de sua superioridade religiosa e étnica sobre outros povos nativos.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Leia o slide inicial em voz alta. Explique aos alunos que esse plano de aula busca compreender a colonização inglesa como precursora da dizimação e dominação dos povos aborígenes na Austrália. Eles irão analisar um excerto de reportagem que relata a ocupação nativa aborígene no país antes da colonização inglesa e uma tabela com indicadores socioeconômicos com a comparação dos aborígenes com os australianos na atualidade. O objetivo é que discutam entre si como os ingleses procederam com os povos aborígenes na colonização da Austrália e como os trataram. Depois, em grupos de 3 a 4 pessoas, os alunos devem debater e fazer um relatório a respeito da atual condição desses povos, comparando com os povos indígenas brasileiros e levantando os preconceitos existentes contras as minorias étnicas.

Se achar necessário, solicite aos alunos que façam uma pesquisa prévia sobre o assunto, procurando sobre situação antiga e atual dos aborígenes australianos e a sua relação com a colonização inglesa na Austrália.

Como adequar à sua realidade: Você pode comentar a respeito da situação dos indígenas brasileiros que além do extermínio e escravização ao longo do domínio e colonização portuguesa no Brasil, sofrem com preconceito e discriminação. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Atualmente, há cerca de 305 povos indígenas no Brasil, totalizando aproximadamente 900.000 pessoas, ou 0,4% da população do país e que continuam lutando pelo reconhecimento de seus direitos e homologação de suas terras. Para mais informações, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/indios-brasileiros. Acesso em 17/04/2019. Também: https://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/. Acesso em 17/04/2019.

Contextos prévios: Para o desenvolvimento desse plano é importante que os alunos tenham conhecimento sobre as colonizações europeias nos continentes da Ásia, Oceania e África e a imposição de sua superioridade religiosa e étnica sobre outros povos nativos.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Leia o slide em voz alta, com excerto do texto e dados da tabela. Demonstre na tabelas que os indicadores sociais dos povos aborígenes é deficitário em relação aos dados dos australiano (renda, desemprego, taxa de escolaridade). Questione os alunos se eles já ouviram falar e o que eles conhecem dos povos aborígenes da Austrália. Oriente-os a respeito:

A habitação humana da Austrália teve seu início estimado entre 48 000 e 42 000 anos atrás, possivelmente com a migração de pessoas por pontes de terra e por cruzamentos pelo mar de curta distância, no que é atualmente o sudeste da Ásia. Estes primeiros habitantes podem ter sido antepassados dos modernos indígenas australianos. Na época da colonização europeia no final do século XVIII, a maioria dos indígenas australianos eram caçadores-coletores, com uma complexa cultura oral e valores espirituais com base em reverência à terra e uma crença no Tempo do Sonho. Os habitantes das Ilhas do Estreito de Torres, etnicamente melanésios, foram originalmente horticultores e caçadores-coletores.

Os aborígenes australianos descendem, provavelmente, de emigrantes africanos que, há cerca de 50.000 anos, cruzaram o mar usando canoas e toscas embarcações. Nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, possuindo vários rios caudalosos que se transformaram posteriormente em córregos ou desapareceram. Antes da invasão, os Aborígenes viviam por toda a Austrália, embora a maior densidade populacional estivesse ao longo da costa. Aqui, parece que o povo alternou sazonalmente entre assentamentos permanentes nas proximidades do mar e outros nas cabeceiras dos rios costeiros.

Provas sugerem que estas comunidades geriam muito cuidadosamente o seu ecossistema de modo a garantir um abastecimento regular de comida, por exemplo, plantando inhames silvestres em jardins que eles próprios irrigavam ou construindo diques artificiais para alargar o habitat das enguias.Estes povos Aborígenes que viviam no interior, na floresta rasteira e no deserto, sobreviviam com base na caça e na recoleção, queimando o matagal para estimular o crescimento de plantas. Eram peritos em encontrar água.

Os ingleses colonizaram o continente no século XVIII e encontraram 300 mil aborígenes divididos em mais de 500 grupos étnicos diferentes. Uns com apenas 100 membros, outros com 1.500, conforme a diversidade e abundância de recursos alimentares. Falavam duzentas línguas - hoje apenas vinte se mantêm fortes.

Material complementar

Excerto da reportagem da revista Superinteressante “A aborígene de ouro“ e tabela com os indicadores socioeconômicos australianos (disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-aborigine-de-ouro/. Acesso em 17/04/2019): https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7qnfTMHQgFsYABJDTqCCCat3dZnemvbRpRNCMBDrBE5gP7KDTTyJ9M4HDPRN/geo09-06und05-contextualizacao-informacoes.pdf

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Leia o slide em voz alta, com excerto do texto e dados da tabela. Questione os alunos se eles já ouviram falar nos povos aborígenes da Austrália. Oriente-os a respeito da ocupação humana na Austrália:

A habitação humana da Austrália teve seu início estimado entre 48 000 e 42 000 anos atrás, possivelmente com a migração de pessoas por pontes de terra e por cruzamentos pelo mar de curta distância, no que é atualmente o sudeste da Ásia. Estes primeiros habitantes podem ter sido antepassados dos modernos indígenas australianos. Na época da colonização europeia no final do século XVIII, a maioria dos indígenas australianos eram caçadores-coletores, com uma complexa cultura oral e valores espirituais com base em reverência à terra e uma crença no Tempo do Sonho. Os habitantes das Ilhas do Estreito de Torres, etnicamente melanésios, foram originalmente horticultores e caçadores-coletores.

Os aborígenes australianos descendem, provavelmente, de emigrantes africanos que, há cerca de 50.000 anos, cruzaram o mar usando canoas e toscas embarcações. Nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, possuindo vários rios caudalosos que se transformaram posteriormente em córregos ou desapareceram. Os ingleses colonizaram o continente no século XVIII e encontraram 300 mil aborígenes divididos em mais de 500 grupos étnicos diferentes. Uns com apenas 100 membros, outros com 1.500, conforme a diversidade e abundância de recursos alimentares. Falavam duzentas línguas - hoje apenas vinte se mantêm fortes.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Estimule aos alunos abordarem a chegada dos ingleses na Austrália de maneira hostil e dominadora, considerando os povos aborígenes como inferiores. Acrescente junto às discussões em salas dados sobre a colonização inglesa:

O Império Britânico tratou os aborígenes com racismo e foram violentos com eles. Desde o início da invasão britânica, os Aborígenes têm visto as suas terras serem roubadas ou destruídas. Praticaram massacres enormes, decretaram leis discriminatórias e a sua imposição religiosa quase acabou com seus cultos animistas. Em 1806, o racismo dos colonizadores e soldados os levou a violar locais sagrados aborígenes e a caçar aborígenes por prazer. Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou 100 000 crianças aborígenes - a maioria de pele clara, ou seja, mestiços - dos pais e entregou-as a famílias brancas ou internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental e para que se erradicassem os traços da cultura e da língua aborígene.Esse tipo de ação foi chamada de "Política de Assimilação". Os australianos chamam de "geração roubada" a essas crianças.

As invasões iniciais também ocasionaram grandes epidemias que vitimaram milhares– outros ainda foram massacrados. Apenas nos primeiros cem anos, após a primeira invasão das suas terras, o seu número foi reduzido de uma população estimada em um milhão a pouco mais de 60.000 indivíduos.

Como adequar à sua realidade: Você pode associar o domínio inglês na Austrália com a colonização portuguesa no Brasil e consequente escravização, catequização e extermínio dos indígenas brasileiros.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Após as reflexões anteriores, sobre a chegada dos ingleses na Austrália e políticas adotadas contra os aborígenes, solicite que os alunos formem grupos de 3 a 4 pessoas. Eles devem discutir as atuais condições em que vivem os aborígenes na Austrália e comparar com a opressão também sofrida pelas minorias étnicas e povos indígenas brasileiros.

Até 1962, os aborígenes não votavam. Puderam recensear-se pela primeira vez cinco anos depois. Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de 40.000, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália.

Hoje, mais de metade de todos os Aborígenes vive em cidades, normalmente nos subúrbios em condições terríveis. Muitos outros trabalham como temporários nos ranchos de gado que se apoderaram das suas terras. Muitos deles, sobretudo na parte norte do continente, conseguiram manter a sua terra e por isso ainda caçam e recolhem plantas silvestres.

Até 1992, quando finalmente foi revogado, o princípio legal sobre a terra Aborígene, vigente nas leis britânica e posteriormente australiana, era aquele de ‘terra nullius’– o qual entendia que a terra tinha estado vazia antes da chegada dos britânicos, que não pertencia a ninguém e que portanto poderia ser tomada legalmente. Hoje a maioria da terra deve ainda ser devolvida e a sua perda tem tido um efeito devastador tanto social como fisicamente no povo Aborígene. Atualmente, eles ainda enfrentam atitudes racistas e acontecem incidentes periódicos de violência contra eles, particularmente contra aqueles que estão sob custódia policial. As suas pobres condições de vida, de um modo geral, ocasionam altos índices de mortalidade infantil, elevada taxa de suicídios e uma esperança de vida mais baixa que o restante da população. Ainda constituem uma parte desproporcionada da população encarcerada do país.

Um julgamento histórico do Supremo Tribunal em 1992 jogou fora o princípio racista ‘terra nullius’ em que haviam sido baseadas as atitudes legais australianas aos direitos territoriais dos aborígenes. Pela primeira vez, a decisão reconheceu a existência do ‘titulo nativo’ dos aborígenes a grandes partes da Austrália rural. Muitos grupos aborígenes, como os Martu da Austrália ocidental, usaram a decisão para pressionar para o reconhecimento legal deles como donos de sua terra ancestral. Outros, no entanto, não conseguiram superar os obstáculos legais colocados em seu caminho pelo governo.

Em 2007, a publicação de um relatório sobre os abusos sexuais e a violência nas comunidades aborígenes no Território do Norte causou uma grande controvérsia. Para responder ao relatório, o governo lançou a “Resposta à Emergência Nacional do Território do Norte”. Muitas das medidas deste programa, tais como a remoção do direito das comunidades aborígenes para controlar o acesso a suas terras, e a aquisição compulsória de algumas comunidades, provocou muito ressentimento entre os aborígenes. Em 2008, John Howard, primeiro-ministro da Austrália, lamentou publicamente o fato do” sequestros” das crianças aborígenes, mas não quis pedir desculpas oficiais, pois isto iria acarretar em milhões de dólares de indenizações para as famílias ou seus descendentes. Com o intuito de minimizar essa triste história, o governo australiano está desenvolvendo políticas antidiscriminação, e preservando as tribos Aborígenes que restaram, proporcionando a preservação das tradições desse povo.

Como adequar à sua realidade: Você pode comentar a respeito da situação dos indígenas brasileiros que além do extermínio e escravização ao longo do domínio e colonização portuguesa no Brasil, sofrem com preconceito e discriminação. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Atualmente, há cerca de 305 povos indígenas no Brasil, totalizando aproximadamente 900.000 pessoas, ou 0,4% da população do país e que continuam lutando pelo reconhecimento de seus direitos e homologação de suas terras. Para mais informações, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/indios-brasileiros. Acesso em 17/04/2019. Também: https://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/. Acesso em 17/04/2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Solicite aos alunos que apresentem seus relatórios e comparem as situações encontradas entre eles. Eles devem chegar a conclusão que os povos aborígenes além de discriminados, foram dizimados e oprimidos pelos ingleses com a sustentação da cultura ocidental, religião e língua superiores aos povos nativos. Assim como no Brasil, outras minorias étnicas também viveram essa imposição imperialista da cultura europeia na colonização.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE06 que busca associar o critério de divisão do mundo em ocidente e oriente com o sistema colonial implantado pelas potências europeias. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. A habilidade EF09GE01 pode ser trabalhada posteriormente pois busca analisar criticamente de que forma a hegemonia europeia foi exercida em várias regiões do planeta, notadamente em situações de conflito, intervenções militares e/ou influência cultural em diferentes tempos e lugares. Assim como, a habilidade EF09GE03 que aborda a identificação das diferentes manifestações culturais de minorias étnicas como forma de compreender a multiplicidade cultural na escala mundial, defendendo o princípio do respeito às diferenças.

Materiais necessários: Arquivo de Contextualização impresso.

Material complementar:

Contextualização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7qnfTMHQgFsYABJDTqCCCat3dZnemvbRpRNCMBDrBE5gP7KDTTyJ9M4HDPRN/geo09-06und05-contextualizacao-informacoes.pdf

Para você saber mais:

A reportagem completa a “A aborígene de ouro“ está disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-aborigine-de-ouro/. Acesso em 17/04/2019.

Sobre os aborígenes australianos e a colonização europeia consulte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abor%C3%ADgenes_australianos. Acesso em 17/04/2019.

A respeito da situação atual dos aborígenes e os principais problemas que enfrentam, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/aborigenes. Acesso em 17/04/2019.

Também pode buscar informações em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/aborigenes-australianos.htm. Acesso em 17/04/2019.

Contextos prévios: Para o desenvolvimento desse plano é importante que os alunos tenham conhecimento sobre as colonizações europeias nos continentes da Ásia, Oceania e África e a imposição de sua superioridade religiosa e étnica sobre outros povos nativos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Leia o slide inicial em voz alta. Explique aos alunos que esse plano de aula busca compreender a colonização inglesa como precursora da dizimação e dominação dos povos aborígenes na Austrália. Eles irão analisar um excerto de reportagem que relata a ocupação nativa aborígene no país antes da colonização inglesa e uma tabela com indicadores socioeconômicos com a comparação dos aborígenes com os australianos na atualidade. O objetivo é que discutam entre si como os ingleses procederam com os povos aborígenes na colonização da Austrália e como os trataram. Depois, em grupos de 3 a 4 pessoas, os alunos devem debater e fazer um relatório a respeito da atual condição desses povos, comparando com os povos indígenas brasileiros e levantando os preconceitos existentes contras as minorias étnicas.

Se achar necessário, solicite aos alunos que façam uma pesquisa prévia sobre o assunto, procurando sobre situação antiga e atual dos aborígenes australianos e a sua relação com a colonização inglesa na Austrália.

Como adequar à sua realidade: Você pode comentar a respeito da situação dos indígenas brasileiros que além do extermínio e escravização ao longo do domínio e colonização portuguesa no Brasil, sofrem com preconceito e discriminação. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Atualmente, há cerca de 305 povos indígenas no Brasil, totalizando aproximadamente 900.000 pessoas, ou 0,4% da população do país e que continuam lutando pelo reconhecimento de seus direitos e homologação de suas terras. Para mais informações, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/indios-brasileiros. Acesso em 17/04/2019. Também: https://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/. Acesso em 17/04/2019.

Contextos prévios: Para o desenvolvimento desse plano é importante que os alunos tenham conhecimento sobre as colonizações europeias nos continentes da Ásia, Oceania e África e a imposição de sua superioridade religiosa e étnica sobre outros povos nativos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Leia o slide em voz alta, com excerto do texto e dados da tabela. Demonstre na tabelas que os indicadores sociais dos povos aborígenes é deficitário em relação aos dados dos australiano (renda, desemprego, taxa de escolaridade). Questione os alunos se eles já ouviram falar e o que eles conhecem dos povos aborígenes da Austrália. Oriente-os a respeito:

A habitação humana da Austrália teve seu início estimado entre 48 000 e 42 000 anos atrás, possivelmente com a migração de pessoas por pontes de terra e por cruzamentos pelo mar de curta distância, no que é atualmente o sudeste da Ásia. Estes primeiros habitantes podem ter sido antepassados dos modernos indígenas australianos. Na época da colonização europeia no final do século XVIII, a maioria dos indígenas australianos eram caçadores-coletores, com uma complexa cultura oral e valores espirituais com base em reverência à terra e uma crença no Tempo do Sonho. Os habitantes das Ilhas do Estreito de Torres, etnicamente melanésios, foram originalmente horticultores e caçadores-coletores.

Os aborígenes australianos descendem, provavelmente, de emigrantes africanos que, há cerca de 50.000 anos, cruzaram o mar usando canoas e toscas embarcações. Nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, possuindo vários rios caudalosos que se transformaram posteriormente em córregos ou desapareceram. Antes da invasão, os Aborígenes viviam por toda a Austrália, embora a maior densidade populacional estivesse ao longo da costa. Aqui, parece que o povo alternou sazonalmente entre assentamentos permanentes nas proximidades do mar e outros nas cabeceiras dos rios costeiros.

Provas sugerem que estas comunidades geriam muito cuidadosamente o seu ecossistema de modo a garantir um abastecimento regular de comida, por exemplo, plantando inhames silvestres em jardins que eles próprios irrigavam ou construindo diques artificiais para alargar o habitat das enguias.Estes povos Aborígenes que viviam no interior, na floresta rasteira e no deserto, sobreviviam com base na caça e na recoleção, queimando o matagal para estimular o crescimento de plantas. Eram peritos em encontrar água.

Os ingleses colonizaram o continente no século XVIII e encontraram 300 mil aborígenes divididos em mais de 500 grupos étnicos diferentes. Uns com apenas 100 membros, outros com 1.500, conforme a diversidade e abundância de recursos alimentares. Falavam duzentas línguas - hoje apenas vinte se mantêm fortes.

Material complementar

Excerto da reportagem da revista Superinteressante “A aborígene de ouro“ e tabela com os indicadores socioeconômicos australianos (disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a-aborigine-de-ouro/. Acesso em 17/04/2019): https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/7qnfTMHQgFsYABJDTqCCCat3dZnemvbRpRNCMBDrBE5gP7KDTTyJ9M4HDPRN/geo09-06und05-contextualizacao-informacoes.pdf

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Orientações: Leia o slide em voz alta, com excerto do texto e dados da tabela. Questione os alunos se eles já ouviram falar nos povos aborígenes da Austrália. Oriente-os a respeito da ocupação humana na Austrália:

A habitação humana da Austrália teve seu início estimado entre 48 000 e 42 000 anos atrás, possivelmente com a migração de pessoas por pontes de terra e por cruzamentos pelo mar de curta distância, no que é atualmente o sudeste da Ásia. Estes primeiros habitantes podem ter sido antepassados dos modernos indígenas australianos. Na época da colonização europeia no final do século XVIII, a maioria dos indígenas australianos eram caçadores-coletores, com uma complexa cultura oral e valores espirituais com base em reverência à terra e uma crença no Tempo do Sonho. Os habitantes das Ilhas do Estreito de Torres, etnicamente melanésios, foram originalmente horticultores e caçadores-coletores.

Os aborígenes australianos descendem, provavelmente, de emigrantes africanos que, há cerca de 50.000 anos, cruzaram o mar usando canoas e toscas embarcações. Nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, possuindo vários rios caudalosos que se transformaram posteriormente em córregos ou desapareceram. Os ingleses colonizaram o continente no século XVIII e encontraram 300 mil aborígenes divididos em mais de 500 grupos étnicos diferentes. Uns com apenas 100 membros, outros com 1.500, conforme a diversidade e abundância de recursos alimentares. Falavam duzentas línguas - hoje apenas vinte se mantêm fortes.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Estimule aos alunos abordarem a chegada dos ingleses na Austrália de maneira hostil e dominadora, considerando os povos aborígenes como inferiores. Acrescente junto às discussões em salas dados sobre a colonização inglesa:

O Império Britânico tratou os aborígenes com racismo e foram violentos com eles. Desde o início da invasão britânica, os Aborígenes têm visto as suas terras serem roubadas ou destruídas. Praticaram massacres enormes, decretaram leis discriminatórias e a sua imposição religiosa quase acabou com seus cultos animistas. Em 1806, o racismo dos colonizadores e soldados os levou a violar locais sagrados aborígenes e a caçar aborígenes por prazer. Em meados dos anos 1900, com a Austrália já independente da Inglaterra, a discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de ascendência inglesa continuava. Entre 1910 e 1970, o governo da Austrália retirou 100 000 crianças aborígenes - a maioria de pele clara, ou seja, mestiços - dos pais e entregou-as a famílias brancas ou internou-as em centros educativos para incutir nelas a cultura ocidental e para que se erradicassem os traços da cultura e da língua aborígene.Esse tipo de ação foi chamada de "Política de Assimilação". Os australianos chamam de "geração roubada" a essas crianças.

As invasões iniciais também ocasionaram grandes epidemias que vitimaram milhares– outros ainda foram massacrados. Apenas nos primeiros cem anos, após a primeira invasão das suas terras, o seu número foi reduzido de uma população estimada em um milhão a pouco mais de 60.000 indivíduos.

Como adequar à sua realidade: Você pode associar o domínio inglês na Austrália com a colonização portuguesa no Brasil e consequente escravização, catequização e extermínio dos indígenas brasileiros.

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Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Após as reflexões anteriores, sobre a chegada dos ingleses na Austrália e políticas adotadas contra os aborígenes, solicite que os alunos formem grupos de 3 a 4 pessoas. Eles devem discutir as atuais condições em que vivem os aborígenes na Austrália e comparar com a opressão também sofrida pelas minorias étnicas e povos indígenas brasileiros.

Até 1962, os aborígenes não votavam. Puderam recensear-se pela primeira vez cinco anos depois. Por volta de 1965, a população de aborígenes puros chegava a pouco mais de 40.000, pois foram massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o norte da Austrália.

Hoje, mais de metade de todos os Aborígenes vive em cidades, normalmente nos subúrbios em condições terríveis. Muitos outros trabalham como temporários nos ranchos de gado que se apoderaram das suas terras. Muitos deles, sobretudo na parte norte do continente, conseguiram manter a sua terra e por isso ainda caçam e recolhem plantas silvestres.

Até 1992, quando finalmente foi revogado, o princípio legal sobre a terra Aborígene, vigente nas leis britânica e posteriormente australiana, era aquele de ‘terra nullius’– o qual entendia que a terra tinha estado vazia antes da chegada dos britânicos, que não pertencia a ninguém e que portanto poderia ser tomada legalmente. Hoje a maioria da terra deve ainda ser devolvida e a sua perda tem tido um efeito devastador tanto social como fisicamente no povo Aborígene. Atualmente, eles ainda enfrentam atitudes racistas e acontecem incidentes periódicos de violência contra eles, particularmente contra aqueles que estão sob custódia policial. As suas pobres condições de vida, de um modo geral, ocasionam altos índices de mortalidade infantil, elevada taxa de suicídios e uma esperança de vida mais baixa que o restante da população. Ainda constituem uma parte desproporcionada da população encarcerada do país.

Um julgamento histórico do Supremo Tribunal em 1992 jogou fora o princípio racista ‘terra nullius’ em que haviam sido baseadas as atitudes legais australianas aos direitos territoriais dos aborígenes. Pela primeira vez, a decisão reconheceu a existência do ‘titulo nativo’ dos aborígenes a grandes partes da Austrália rural. Muitos grupos aborígenes, como os Martu da Austrália ocidental, usaram a decisão para pressionar para o reconhecimento legal deles como donos de sua terra ancestral. Outros, no entanto, não conseguiram superar os obstáculos legais colocados em seu caminho pelo governo.

Em 2007, a publicação de um relatório sobre os abusos sexuais e a violência nas comunidades aborígenes no Território do Norte causou uma grande controvérsia. Para responder ao relatório, o governo lançou a “Resposta à Emergência Nacional do Território do Norte”. Muitas das medidas deste programa, tais como a remoção do direito das comunidades aborígenes para controlar o acesso a suas terras, e a aquisição compulsória de algumas comunidades, provocou muito ressentimento entre os aborígenes. Em 2008, John Howard, primeiro-ministro da Austrália, lamentou publicamente o fato do” sequestros” das crianças aborígenes, mas não quis pedir desculpas oficiais, pois isto iria acarretar em milhões de dólares de indenizações para as famílias ou seus descendentes. Com o intuito de minimizar essa triste história, o governo australiano está desenvolvendo políticas antidiscriminação, e preservando as tribos Aborígenes que restaram, proporcionando a preservação das tradições desse povo.

Como adequar à sua realidade: Você pode comentar a respeito da situação dos indígenas brasileiros que além do extermínio e escravização ao longo do domínio e colonização portuguesa no Brasil, sofrem com preconceito e discriminação. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Atualmente, há cerca de 305 povos indígenas no Brasil, totalizando aproximadamente 900.000 pessoas, ou 0,4% da população do país e que continuam lutando pelo reconhecimento de seus direitos e homologação de suas terras. Para mais informações, acesse: https://www.survivalbrasil.org/povos/indios-brasileiros. Acesso em 17/04/2019. Também: https://www.sohistoria.com.br/ef2/indios/. Acesso em 17/04/2019.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Solicite aos alunos que apresentem seus relatórios e comparem as situações encontradas entre eles. Eles devem chegar a conclusão que os povos aborígenes além de discriminados, foram dizimados e oprimidos pelos ingleses com a sustentação da cultura ocidental, religião e língua superiores aos povos nativos. Assim como no Brasil, outras minorias étnicas também viveram essa imposição imperialista da cultura europeia na colonização.

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Competências Gerais na BNCC

O curso, ministrado por Anna Penido, tem o objetivo de apoiar redes de ensino, escolas e professores no planejamento de práticas pedagógicas que desenvolvam as competências gerais.

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