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Plano de aula > Geografia > 9º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - A visão eurocêntrica do mundo: o Ocidente, o Oriente e as heranças coloniais

Plano de aula de Geografia com atividades para 9° ano do Fundamental sobre A visão eurocêntrica do mundo: o Ocidente, o Oriente e as heranças coloniais

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Murilo Rossi

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE06 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa aula dialoga com o conteúdo com a habilidade EF09GE15, onde o foco está nas alfabetização cartográficas. Aqui o aluno terá a oportunidade de ler criticamente a projeção de Mercator e, a partir dessa crítica, elaborar uma representação que seja mais próxima da leitura de mundo atual.

Materiais necessários: revistas, jornais, cartolina (qualquer cor), tesoura, cola, hidrocor e mapas do material complementar.

Material complementar: Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

Link para os mapas:

Mapa do ocidente segundo o livro “Choque de civilizações” (1996). Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_West_-_Clash_of_Civilizations.png. Acesso em 22 de abril de 2019.

Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=mercator+projection&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Mercator_projection_SW.jpg. Acesso em 22 de abril de 2019.

Mapa invertido da América do Sul. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 22 de abril de 2019.

Para você saber mais:

Caso sua escola possua internet e computadores, seria interessante uma atividade com o site World map creator (http://worldmapcreator.com/#!/home). Nele é possível simular mapas com diferentes projeções e de distintos pontos de vista do mundo.

HUNTINGTON, Samuel P. O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756. Acesso em 22 de abril de 2019.

SALES, Carla. O mapa mercator o moderno sistema-mundo. Anais do I Congresso Brasileiro de Geografia Política, Geopolítica e Gestão do Território. Porto Alegre: Editora Letra1. Rio de Janeiro: REBRAGEO, 2014, p. 71-79. Disponível em: https://www.editoraletra1.com.br/anais-congeo/arquivos/978-85-63800-17-6-p71-79.pdf. Acesso em 22 de abril de 2019.

BROTTON, Jerry. Uma história do mundo em doze mapas. 1ªed. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em 22 de abril de 2019.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos estudos - CEBRAP, São Paulo , n. 79, p. 71-94, nov. 2007 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000300004&lng=pt&nrm=iso. Acesso em 22 de abril de 2019.

Sobre a cartografia brasileira: NUNES, Mônica Balestrin. Cartografia e paisagem: o mapa como objeto de estudo. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 65, p. 96-119, dezembro de 2016.

Contextos prévios: Projeções cartográficas

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique aos alunos que essa aula abordará o sistema colonial europeu como um dos grandes impulsos para a elaboração de um mapa do mundo eurocêntrico, isto é, com destaque para o velho mundo (Europa), à época, em crescimento a passos largos devido às grandes navegações. Eles verão que o mapa mundi que temos em nosso imaginário corresponde à projeção de Mercator, elaborada no século XVI e que traz deformidades que privilegiam o continente europeu.

Como forma de repensar essa relação geopolítica que perdura até os dias atuais, eles poderão elaborar um mapa mundi que corresponda à visão atual.

Como adequar à sua realidade:

Você pode dizer aos alunos que para pensar a cartografia brasileira necessariamente também temos que ligá-la à sua origem na cartografia europeia do século XVI, com os mapas dos descobrimentos, as primeiras expedições, os primeiros viajantes que imprimiram suas visões da nova terra segundo os interesses da Coroa e segundo as finalidades a que se propunham. A cartografia colonial brasileira, teve de início o objetivo de reconhecimento da costa, mas foi a partir do século XVIII, com a descoberta do ouro em Minas Gerais, que nossa cartografia ganhou impulso (NUNES, 2016, p. 100).

Contextos prévios: Projeções cartográficas

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: A representação de mundo tal como conhecemos é uma visão europeia que divide o espaço mundial em ‘este lado’ e o espaço ‘do outro lado’ da linha. Essa divisão em Ocidente e Oriente resume as explicações sobre o mundo colonial. Os povos orientais, segundo a visão dos europeus, não possuíam normas, conhecimentos e técnicas que eram utilizadas no ‘velho mundo’, isto é, a Europa. Criou-se assim um princípio ‘universal’ que dizia que as populações das colônias viviam sob condições sub-humanas, pois eram desprovidas da capacidade de pensar, desprovidas de saberes (SANTOS, 2007,p. 4-5). Explique que o mapa é uma forte representação desses pensamentos, pois traz consigo uma “verdade” proveniente de sua suposta acurácia, quando na realidade são representações e, portanto, cobertos de intenções.

Assim, o Ocidente não é somente aquele que conhecemos dividido pelo meridiano de Greenwich. O ocidente traz características do contexto político de elaboração do mapa, as características sociais, culturais, econômicas e religiosas. Um exemplo encontra-se expresso no mapa projetado (que pode ser impresso e pendurado no quadro para que os alunos visualizem). Esse mapa é baseado no livro “Choque de civilizações” (1996), onde a América Latina é considerada uma parte do Ocidente ou uma civilização distinta intimamente relacionada ao Ocidente e descendente dele. Os países representados em azul escuro (incluindo a maior parte dos Estados-membros da União Europeia) foram predominantemente influenciados pela civilização greco-romana e pelo cristianismo, além de moldados por intensa imigração e colonização europeia.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Apresente o mapa e questione: de que forma esse mapa poderia ser usado para legitimar a hegemonia europeia?

Após as observações dos estudantes, explique que essa projeção cartográfica do slide (que pode ser impressa) é uma das mais conhecidas e utilizadas até hoje, e se chama projeção de Mercator. Diga que ela é essencialmente eurocêntrica e, em seguida, questione-os porquê.

Explique que todo mapa é elaborado em um contexto geopolítico que deve ser levado em consideração. No caso de Mercator, o mapa foi elaborado em 1569, sendo comum associá-lo ao seu contexto histórico das grandes navegações.

Aponte que esse mapa apresenta uma concepção cilíndrica do globo com meridianos paralelos. Sua ampliação distorcida dos países das altas latitudes faz com que as terras temperadas sejam bem maiores para possibilitar a visualização das rotas das grandes navegações. Há alongamento dos polos e, com isso o agigantamento da Antártica. A Groenlândia parece do mesmo tamanho da América do Sul, quando na verdade em termos de área de superfície, ela tem apenas um oitavo do tamanho. Em contraste, a Europa parece ter o dobro do tamanho da América do Sul, quando ela realmente ocupa apenas metade da superfície (BROTTON, 2014).

Além disso, a projeção Mercator, como síntese imagética do mundo, sugere uma divisão e hierarquização de um conjunto de países. Enquanto a Europa é fixada na porção central do mapa, as demais áreas do globo são definidas em relação a ela, dentre os quais: Oriente x Ocidente, Novo mundo x Velho mundo, Norte x Sul, Tradicional x Moderno, e assim sucessivamente.

Diga que ao ser reproduzida intensamente como imagem do mundo a projeção Mercator tornou-se padrão no mapa mental de muitas pessoas, transformando uma ajuda aos navegadores em uma representação ideologizada do mundo (SEEMAN, 2003 apud SALES, 2014). Mostre a Europa dominando a porção central do mapa, com dimensões territoriais de seus países desproporcionalmente maiores. Isso possibilita que os países do norte sejam fixados no topo de nossa imagem mental sobre o mundo, ocupando grande porção das terras do planeta, enquanto ao sul é delegada a parte inferior, ficando com menos da metade do mapa (BLACK, 1997 apud SALES, 2014).

Ao final, diga que tendo em mente o contexto colonial, o fato de que a Europa está situada no centro do mundo nesta projeção, enquanto a superfície das massas terrestres estão deformadas, favorece um sentimento de superioridade dos europeus. Os estados coloniais aparecem relativamente maiores sobre o mapa do que aqueles que eram apenas as colônias.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 27 minutos

Orientações: Projete ou distribua a obra do artista plástico uruguaio Torres-García. Fale que ele foi um dos primeiros artistas do século XX a trabalhar com mapas, e dividiu com outros artistas a ideia de usar a América do Sul para evocar o pan-americanismo. Com essa proposta, ele construiu a ideia de inverter a orientação do mapa, de relativizar uma imagem padronizada de mundo para o entendimento de sua mensagem: valorizar as coisas locais da América na construção de um novo mundo e que, portanto, necessitava de um novo mapa.

Peça para que eles reparem que o artista reduziu a América do Sul ao seu contorno, cujo único referencial cartográfico é a Linha do Equador que, convencionalmente, indica a divisão global entre hemisférios Norte e Sul. É uma visão que enaltece a América Latina e, portanto, é uma visão não-eurocêntrica.

A partir dessa inspiração, divida a turma em grupos de 4 alunos. Peça para que eles elaborem um novo mapa do mundo guiado pela seguinte questão: se fosse possível reconfigurar o mapa mundi segundo uma visão de mundo atual, como ela seria?

Eles deverão elaborar os croquis em cartolinas e poderão utilizar como base um mapa mudo (disponível no site do IBGE -https://mapas.ibge.gov.br/en/escolares/mapas-mudos.html) ou criar um novo desenho para o mapa mundi. Permita que eles usem outras imagens, caso queiram fazer um mapa mundi de colagens variadas.

Não esqueça de pedir para os grupos atribuírem títulos aos mapas para facilitar a compreensão do leitor.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Peça para que os grupos apresentem seus mapas para os demais alunos. Instigue-os a focarem nas questões políticas atuais. Em casa, eles deverão elaborar um pequeno texto (6 a 8 linhas) em papel ofício explicando o mapa. O texto ficará exposto no mural da escola ao lado do mapa.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE06 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa aula dialoga com o conteúdo com a habilidade EF09GE15, onde o foco está nas alfabetização cartográficas. Aqui o aluno terá a oportunidade de ler criticamente a projeção de Mercator e, a partir dessa crítica, elaborar uma representação que seja mais próxima da leitura de mundo atual.

Materiais necessários: revistas, jornais, cartolina (qualquer cor), tesoura, cola, hidrocor e mapas do material complementar.

Material complementar: Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

Link para os mapas:

Mapa do ocidente segundo o livro “Choque de civilizações” (1996). Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_West_-_Clash_of_Civilizations.png. Acesso em 22 de abril de 2019.

Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?search=mercator+projection&title=Special%3ASearch&go=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:Mercator_projection_SW.jpg. Acesso em 22 de abril de 2019.

Mapa invertido da América do Sul. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 22 de abril de 2019.

Para você saber mais:

Caso sua escola possua internet e computadores, seria interessante uma atividade com o site World map creator (http://worldmapcreator.com/#!/home). Nele é possível simular mapas com diferentes projeções e de distintos pontos de vista do mundo.

HUNTINGTON, Samuel P. O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756. Acesso em 22 de abril de 2019.

SALES, Carla. O mapa mercator o moderno sistema-mundo. Anais do I Congresso Brasileiro de Geografia Política, Geopolítica e Gestão do Território. Porto Alegre: Editora Letra1. Rio de Janeiro: REBRAGEO, 2014, p. 71-79. Disponível em: https://www.editoraletra1.com.br/anais-congeo/arquivos/978-85-63800-17-6-p71-79.pdf. Acesso em 22 de abril de 2019.

BROTTON, Jerry. Uma história do mundo em doze mapas. 1ªed. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em 22 de abril de 2019.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. Novos estudos - CEBRAP, São Paulo , n. 79, p. 71-94, nov. 2007 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000300004&lng=pt&nrm=iso. Acesso em 22 de abril de 2019.

Sobre a cartografia brasileira: NUNES, Mônica Balestrin. Cartografia e paisagem: o mapa como objeto de estudo. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 65, p. 96-119, dezembro de 2016.

Contextos prévios: Projeções cartográficas

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique aos alunos que essa aula abordará o sistema colonial europeu como um dos grandes impulsos para a elaboração de um mapa do mundo eurocêntrico, isto é, com destaque para o velho mundo (Europa), à época, em crescimento a passos largos devido às grandes navegações. Eles verão que o mapa mundi que temos em nosso imaginário corresponde à projeção de Mercator, elaborada no século XVI e que traz deformidades que privilegiam o continente europeu.

Como forma de repensar essa relação geopolítica que perdura até os dias atuais, eles poderão elaborar um mapa mundi que corresponda à visão atual.

Como adequar à sua realidade:

Você pode dizer aos alunos que para pensar a cartografia brasileira necessariamente também temos que ligá-la à sua origem na cartografia europeia do século XVI, com os mapas dos descobrimentos, as primeiras expedições, os primeiros viajantes que imprimiram suas visões da nova terra segundo os interesses da Coroa e segundo as finalidades a que se propunham. A cartografia colonial brasileira, teve de início o objetivo de reconhecimento da costa, mas foi a partir do século XVIII, com a descoberta do ouro em Minas Gerais, que nossa cartografia ganhou impulso (NUNES, 2016, p. 100).

Contextos prévios: Projeções cartográficas

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Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: A representação de mundo tal como conhecemos é uma visão europeia que divide o espaço mundial em ‘este lado’ e o espaço ‘do outro lado’ da linha. Essa divisão em Ocidente e Oriente resume as explicações sobre o mundo colonial. Os povos orientais, segundo a visão dos europeus, não possuíam normas, conhecimentos e técnicas que eram utilizadas no ‘velho mundo’, isto é, a Europa. Criou-se assim um princípio ‘universal’ que dizia que as populações das colônias viviam sob condições sub-humanas, pois eram desprovidas da capacidade de pensar, desprovidas de saberes (SANTOS, 2007,p. 4-5). Explique que o mapa é uma forte representação desses pensamentos, pois traz consigo uma “verdade” proveniente de sua suposta acurácia, quando na realidade são representações e, portanto, cobertos de intenções.

Assim, o Ocidente não é somente aquele que conhecemos dividido pelo meridiano de Greenwich. O ocidente traz características do contexto político de elaboração do mapa, as características sociais, culturais, econômicas e religiosas. Um exemplo encontra-se expresso no mapa projetado (que pode ser impresso e pendurado no quadro para que os alunos visualizem). Esse mapa é baseado no livro “Choque de civilizações” (1996), onde a América Latina é considerada uma parte do Ocidente ou uma civilização distinta intimamente relacionada ao Ocidente e descendente dele. Os países representados em azul escuro (incluindo a maior parte dos Estados-membros da União Europeia) foram predominantemente influenciados pela civilização greco-romana e pelo cristianismo, além de moldados por intensa imigração e colonização europeia.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Apresente o mapa e questione: de que forma esse mapa poderia ser usado para legitimar a hegemonia europeia?

Após as observações dos estudantes, explique que essa projeção cartográfica do slide (que pode ser impressa) é uma das mais conhecidas e utilizadas até hoje, e se chama projeção de Mercator. Diga que ela é essencialmente eurocêntrica e, em seguida, questione-os porquê.

Explique que todo mapa é elaborado em um contexto geopolítico que deve ser levado em consideração. No caso de Mercator, o mapa foi elaborado em 1569, sendo comum associá-lo ao seu contexto histórico das grandes navegações.

Aponte que esse mapa apresenta uma concepção cilíndrica do globo com meridianos paralelos. Sua ampliação distorcida dos países das altas latitudes faz com que as terras temperadas sejam bem maiores para possibilitar a visualização das rotas das grandes navegações. Há alongamento dos polos e, com isso o agigantamento da Antártica. A Groenlândia parece do mesmo tamanho da América do Sul, quando na verdade em termos de área de superfície, ela tem apenas um oitavo do tamanho. Em contraste, a Europa parece ter o dobro do tamanho da América do Sul, quando ela realmente ocupa apenas metade da superfície (BROTTON, 2014).

Além disso, a projeção Mercator, como síntese imagética do mundo, sugere uma divisão e hierarquização de um conjunto de países. Enquanto a Europa é fixada na porção central do mapa, as demais áreas do globo são definidas em relação a ela, dentre os quais: Oriente x Ocidente, Novo mundo x Velho mundo, Norte x Sul, Tradicional x Moderno, e assim sucessivamente.

Diga que ao ser reproduzida intensamente como imagem do mundo a projeção Mercator tornou-se padrão no mapa mental de muitas pessoas, transformando uma ajuda aos navegadores em uma representação ideologizada do mundo (SEEMAN, 2003 apud SALES, 2014). Mostre a Europa dominando a porção central do mapa, com dimensões territoriais de seus países desproporcionalmente maiores. Isso possibilita que os países do norte sejam fixados no topo de nossa imagem mental sobre o mundo, ocupando grande porção das terras do planeta, enquanto ao sul é delegada a parte inferior, ficando com menos da metade do mapa (BLACK, 1997 apud SALES, 2014).

Ao final, diga que tendo em mente o contexto colonial, o fato de que a Europa está situada no centro do mundo nesta projeção, enquanto a superfície das massas terrestres estão deformadas, favorece um sentimento de superioridade dos europeus. Os estados coloniais aparecem relativamente maiores sobre o mapa do que aqueles que eram apenas as colônias.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

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Tempo sugerido: 27 minutos

Orientações: Projete ou distribua a obra do artista plástico uruguaio Torres-García. Fale que ele foi um dos primeiros artistas do século XX a trabalhar com mapas, e dividiu com outros artistas a ideia de usar a América do Sul para evocar o pan-americanismo. Com essa proposta, ele construiu a ideia de inverter a orientação do mapa, de relativizar uma imagem padronizada de mundo para o entendimento de sua mensagem: valorizar as coisas locais da América na construção de um novo mundo e que, portanto, necessitava de um novo mapa.

Peça para que eles reparem que o artista reduziu a América do Sul ao seu contorno, cujo único referencial cartográfico é a Linha do Equador que, convencionalmente, indica a divisão global entre hemisférios Norte e Sul. É uma visão que enaltece a América Latina e, portanto, é uma visão não-eurocêntrica.

A partir dessa inspiração, divida a turma em grupos de 4 alunos. Peça para que eles elaborem um novo mapa do mundo guiado pela seguinte questão: se fosse possível reconfigurar o mapa mundi segundo uma visão de mundo atual, como ela seria?

Eles deverão elaborar os croquis em cartolinas e poderão utilizar como base um mapa mudo (disponível no site do IBGE -https://mapas.ibge.gov.br/en/escolares/mapas-mudos.html) ou criar um novo desenho para o mapa mundi. Permita que eles usem outras imagens, caso queiram fazer um mapa mundi de colagens variadas.

Não esqueça de pedir para os grupos atribuírem títulos aos mapas para facilitar a compreensão do leitor.

Material complementar

Imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/UmkWGm2wxUY7EFg62pK2vBPFzZwYrPHMmHyG4zG8rBuaCT4Z8XDA9nGc8y7A/geo9-06und1-imagens.pdf

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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Peça para que os grupos apresentem seus mapas para os demais alunos. Instigue-os a focarem nas questões políticas atuais. Em casa, eles deverão elaborar um pequeno texto (6 a 8 linhas) em papel ofício explicando o mapa. O texto ficará exposto no mural da escola ao lado do mapa.

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