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Plano de aula > Geografia > 7º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - Quilombos e remanescentes quilombolas no Brasil

Plano de aula de Geografia com atividades para 7° ano do Fundamental sobre Reconhecer o significado de quilombo e a territorialidade das comunidades remanescentes quilombolas

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Laiany Rose Souza Santos

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE03 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Nessa aula em específica

Materiais necessários: Caderno, lápis e borracha.

Material complementar:

Imagens da contextualização disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Atividade da ação propositiva disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ck3pyrUFWsTdhXfAVFxM9VtW5abYNmWsuPXWdUUdWWRFXEZeMAFHcxzrbpKy/geo7-03und03-acao-propositiva-atividade.pdf

A imagem da ação propositiva disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hawTQ9Pw3qZJ8Z68zZrXrm8BrGPrAKcVufxCfEBHbaZfFENQzCC7d2mqHAbF/geo7-03und03-acao-propositiva-imagem.pdf

Para você saber mais:

“Os quilombos receberam os que precisavam de abrigo; foram criados tendo como orientação a coletividade, a identificação e a aceitação. Nasceram como refúgios, esconderijos; hoje são o lar de 16 milhões de pessoas em todo o Brasil e criaram uma cultura única. A Constituição de 1988 lhes concedeu o direito à terra; entretanto, este era contestado desde 2004 por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Por isso, o dia 8 de fevereiro de 2018 entrou para a história do movimento quilombola: o Supremo Tribunal Federal não só julgou a ação improcedente como afastou definitivamente outro fantasma que o rondava, o “marco temporal”. Segundo esta tese jurídica, só teria direito à terra as comunidades que estivessem de posse dela até a data da promulgação da Constituição (5 de outubro de 1988), mesmo se tivessem sido expulsas com violência. Esta vitória no STF abriu horizontes inéditos, mas também trouxe novos desafios para os quilombolas”

Quilombo em movimento. Disponível em: https://umagotanooceano.org/?bibliografia=quilombo-em-movimento, acesso em 07 de abril de 2019.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou questione para a turma o que é Quilombo e o que é Quilombola? E utilizando das respostas da turma dialogar para explicar o Quilombo enquanto lugar, a partir do conceito geográfico de pertencimento e quilombola enquanto pessoas que tiveram em sua história processos de escravidão. Se atentar para não estereotipar em “escravos” e sim usar “pessoas escravizadas”, porque ninguém nasce escravo, mas se fez/faz pelo processo de dominação. Lembrar de falar que ao mesmo tempo que existia esse processo de dominação as pessoas também não aceitavam harmoniosamente e por isso se rebelavam e fugiam, como forma de resistência, buscando lugares escondidos na mata para sobreviver e acolher outras que fugiam.

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida num contexto quilombola vale dar relevância a essa condição e valorizar o território levantando questões da territorialidade local, quais sejam, expressão da vivência cotidiana, cultura, etc.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Projete o slide, ou escreva no quadro, ou fale para a turma a questão problematizadora “O que é um quilombo e onde estão?”. Busque conhecer o que a turma conhece sobre, e instigue através de questões como “você já ouviu falar de quilombo na televisão?”, “conhece alguma música que fala de quilombo?”, utilize-se das respostas da turma para construir uma conceituação sobre quilombo, podendo explicar a origem do termo Quilombo, que vem do Quimbundo, Kilombo ou do Umbundo, ochilombo, que são línguas presentes na Angola, e significa lugar de pouso, e mostrar que no Brasil o termo foi ressignificado para definir onde refugiava ou para onde iam as pessoas escravizadas que buscavam escapar da dominação de outras pessoas que consideravam-se donos e os tornavam produtos, a serem usados, vendidos e tratados a seu bel-prazer. Por isso a relevância dessas comunidades, por representar resistência do povo negro, que hoje vivem nesses lugares que podem ser no espaço rural ou urbano.

Na Constituição Federal de 1988, especificamente no Artigo 215 assegura aos quilombolas o direito à terra, e seu reconhecimento oficial como comunidade quilombola se dá pela Fundação Cultural Palmares.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Retome a discussão da etapa passada e explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão. Para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos

Orientações: Projete o slide para a turma, ou explique que ser negro não é questão de cor de pele. Pode usar como referência a música Alienação do Ilê Aiyê disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I4auE-7YzhE, e usar a letra para levantar a questão e mostrar que o que define as pessoas negras e quilombolas não é cor de pele e nem estereótipos. Assim lançar para a turma “o que define então ser quilombola?” e buscar através das respostas ir construindo coletivamente outras expressões da territorialidade.

Em seguida entregue a atividade com trecho da música Racismo é burrice de Gabriel Pensador e peça para que com o auxílio de palavras-chaves possam escrever um pequeno parágrafo que fale sobre ser quilombola.

Material complementar

Atividade disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ck3pyrUFWsTdhXfAVFxM9VtW5abYNmWsuPXWdUUdWWRFXEZeMAFHcxzrbpKy/geo7-03und03-acao-propositiva-atividade.pdf

A imagem utilizada encontra-se disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hawTQ9Pw3qZJ8Z68zZrXrm8BrGPrAKcVufxCfEBHbaZfFENQzCC7d2mqHAbF/geo7-03und03-acao-propositiva-imagem.pdf

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Retome o conceito de Quilombo, como sendo um lugar fixo ou móvel, que significa nas línguas presentes em Angola lugar de pouso, no Brasil ressignificado para lugar de resistência do povo negro que tem foi escravizado e os remanescentes. Em seguida convide a turma a fazer um Quilombo, um lugar de resistência e expressão da cultura negra, trazendo para a realidade da vivência da turma. “Vamos fazer um quilombo do 7° ano?”. Peça que escrevam nomes de artistas que lutam contra o combate ao racismo, de músicas que falam sobre a questão negra, filmes, e mostre como está presente no cotidiano e como é uma luta de todos, pois romper com esse processo de hierarquização que inferioriza o povo negro é sermos todos livres.

Como adequar à sua realidade: Caso a escola esteja inserida num contexto quilombola ou tenha comunidade quilombola próxima procure buscar nomes de pessoas que são referência na comunidade e contar suas histórias.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE03 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Nessa aula em específica

Materiais necessários: Caderno, lápis e borracha.

Material complementar:

Imagens da contextualização disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Atividade da ação propositiva disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ck3pyrUFWsTdhXfAVFxM9VtW5abYNmWsuPXWdUUdWWRFXEZeMAFHcxzrbpKy/geo7-03und03-acao-propositiva-atividade.pdf

A imagem da ação propositiva disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hawTQ9Pw3qZJ8Z68zZrXrm8BrGPrAKcVufxCfEBHbaZfFENQzCC7d2mqHAbF/geo7-03und03-acao-propositiva-imagem.pdf

Para você saber mais:

“Os quilombos receberam os que precisavam de abrigo; foram criados tendo como orientação a coletividade, a identificação e a aceitação. Nasceram como refúgios, esconderijos; hoje são o lar de 16 milhões de pessoas em todo o Brasil e criaram uma cultura única. A Constituição de 1988 lhes concedeu o direito à terra; entretanto, este era contestado desde 2004 por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Por isso, o dia 8 de fevereiro de 2018 entrou para a história do movimento quilombola: o Supremo Tribunal Federal não só julgou a ação improcedente como afastou definitivamente outro fantasma que o rondava, o “marco temporal”. Segundo esta tese jurídica, só teria direito à terra as comunidades que estivessem de posse dela até a data da promulgação da Constituição (5 de outubro de 1988), mesmo se tivessem sido expulsas com violência. Esta vitória no STF abriu horizontes inéditos, mas também trouxe novos desafios para os quilombolas”

Quilombo em movimento. Disponível em: https://umagotanooceano.org/?bibliografia=quilombo-em-movimento, acesso em 07 de abril de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou questione para a turma o que é Quilombo e o que é Quilombola? E utilizando das respostas da turma dialogar para explicar o Quilombo enquanto lugar, a partir do conceito geográfico de pertencimento e quilombola enquanto pessoas que tiveram em sua história processos de escravidão. Se atentar para não estereotipar em “escravos” e sim usar “pessoas escravizadas”, porque ninguém nasce escravo, mas se fez/faz pelo processo de dominação. Lembrar de falar que ao mesmo tempo que existia esse processo de dominação as pessoas também não aceitavam harmoniosamente e por isso se rebelavam e fugiam, como forma de resistência, buscando lugares escondidos na mata para sobreviver e acolher outras que fugiam.

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida num contexto quilombola vale dar relevância a essa condição e valorizar o território levantando questões da territorialidade local, quais sejam, expressão da vivência cotidiana, cultura, etc.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Projete o slide, ou escreva no quadro, ou fale para a turma a questão problematizadora “O que é um quilombo e onde estão?”. Busque conhecer o que a turma conhece sobre, e instigue através de questões como “você já ouviu falar de quilombo na televisão?”, “conhece alguma música que fala de quilombo?”, utilize-se das respostas da turma para construir uma conceituação sobre quilombo, podendo explicar a origem do termo Quilombo, que vem do Quimbundo, Kilombo ou do Umbundo, ochilombo, que são línguas presentes na Angola, e significa lugar de pouso, e mostrar que no Brasil o termo foi ressignificado para definir onde refugiava ou para onde iam as pessoas escravizadas que buscavam escapar da dominação de outras pessoas que consideravam-se donos e os tornavam produtos, a serem usados, vendidos e tratados a seu bel-prazer. Por isso a relevância dessas comunidades, por representar resistência do povo negro, que hoje vivem nesses lugares que podem ser no espaço rural ou urbano.

Na Constituição Federal de 1988, especificamente no Artigo 215 assegura aos quilombolas o direito à terra, e seu reconhecimento oficial como comunidade quilombola se dá pela Fundação Cultural Palmares.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Retome a discussão da etapa passada e explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

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Orientações: Explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão. Para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Explique para a turma que o povo quilombola expressa o passado remanescente (ou seja, que ainda existe no presente) da escravidão, que ainda sente na pele (e muitas vezes pela cor da pele) que a Abolição foi incompleta. Ao mesmo tempo que os tornavam “livres” também não era dada a possibilidade da garantia da terra para viver, sendo colocados à margem da sociedade. E hoje, reflexo disso a população periférica, pobre, carcerária serem de maioria pessoas negras, assim falar de racismo no Brasil é reconhecer nossa história para buscar acertar nos erros do presente.

Apresente o mapa das comunidades quilombolas no Brasil e faça uma referência histórica ao período de escravidão para onde vieram mais pessoas negras também é o lugar que foi marcado pelo porto em que recebiam as pessoas escravizadas pela dominação. Em seguida apresente a notícia do jornal Brasil de Fato de que muitas comunidades quilombolas ainda não foram reconhecidas e questione da turma o porquê da demora em reconhecer e quais os impactos nesse processo?

Espera-se levantar a ideia de que enquanto não reconhece a terra como bem comum, lugar de resistência, quilombo, ela ainda está inserida no mercado de terras, o que serve para compra, venda, expansão do agronegócio (agricultura comercial) e portanto economicamente para o sistema capitalista mais viável.

Imagens disponíveis em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/565EFdHJa6AjzVBGxdFYTPvmDNZmg84P6ErvGwK7U6r6aJDKyYfumqP2h59B/geo7-03und03-problematizacao-imagem.pdf

Como adequar à sua realidade: Se a escola está inserida no contexto quilombola ou próxima a uma comunidade quilombola, levantar as principais problemáticas da comunidades e como as políticas públicas destinadas quase sempre chegam de forma desadequada a elas.

Para você saber mais:

Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Racismo e Violência contra quilombos no Brasil. Disponível em: <https://terradedireitos.org.br/uploads/arquivos/09-12_Racismo-e-Violencia-Quilombola_CONAQ_Terra-de-Direitos_FN_REVISAO_Digital-(1).pdf>, acesso em 07 de abril de 2019.

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Tempo sugerido: 12 minutos

Orientações: Projete o slide para a turma, ou explique que ser negro não é questão de cor de pele. Pode usar como referência a música Alienação do Ilê Aiyê disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=I4auE-7YzhE, e usar a letra para levantar a questão e mostrar que o que define as pessoas negras e quilombolas não é cor de pele e nem estereótipos. Assim lançar para a turma “o que define então ser quilombola?” e buscar através das respostas ir construindo coletivamente outras expressões da territorialidade.

Em seguida entregue a atividade com trecho da música Racismo é burrice de Gabriel Pensador e peça para que com o auxílio de palavras-chaves possam escrever um pequeno parágrafo que fale sobre ser quilombola.

Material complementar

Atividade disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Ck3pyrUFWsTdhXfAVFxM9VtW5abYNmWsuPXWdUUdWWRFXEZeMAFHcxzrbpKy/geo7-03und03-acao-propositiva-atividade.pdf

A imagem utilizada encontra-se disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hawTQ9Pw3qZJ8Z68zZrXrm8BrGPrAKcVufxCfEBHbaZfFENQzCC7d2mqHAbF/geo7-03und03-acao-propositiva-imagem.pdf

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Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Retome o conceito de Quilombo, como sendo um lugar fixo ou móvel, que significa nas línguas presentes em Angola lugar de pouso, no Brasil ressignificado para lugar de resistência do povo negro que tem foi escravizado e os remanescentes. Em seguida convide a turma a fazer um Quilombo, um lugar de resistência e expressão da cultura negra, trazendo para a realidade da vivência da turma. “Vamos fazer um quilombo do 7° ano?”. Peça que escrevam nomes de artistas que lutam contra o combate ao racismo, de músicas que falam sobre a questão negra, filmes, e mostre como está presente no cotidiano e como é uma luta de todos, pois romper com esse processo de hierarquização que inferioriza o povo negro é sermos todos livres.

Como adequar à sua realidade: Caso a escola esteja inserida num contexto quilombola ou tenha comunidade quilombola próxima procure buscar nomes de pessoas que são referência na comunidade e contar suas histórias.

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