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Plano de aula > História > 7º ano > A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano

Plano de aula - Os engenhos de açúcar na formação do território da América portuguesa

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre Os engenhos de açúcar na formação do território da América portuguesa

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Paulo Henrique Silva Pacheco

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Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI11, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Projetor, computador.

Mapa da Capitania de Pernambuco

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/k3FNF4j2RqA2hDY6W72AgpmWXevx5uepWmpB5PZGNRB2N27rpkh4Xk2A5fA4/his7-11und02-mapa-da-capitania-de-pernambuco.pdf

Ilustração de Frans Post, produzida entre os anos de 1630 e 1654, na qual retrata um engenho de açúcar na ilha de Itamaracá, em Pernambuco. A imagem emerge do reflorescimento dos engenhos durante o século XVII, enquanto o território foi uma possessão holandesa. Nesta época, a região era o principal centro produtor de açúcar, incluindo a mão de obra escrava empregada nos engenhos.

Texto I

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/cq36gbScWNBsCkH3H4yXKxW7SEb8WyXpwt4kgAG4Vrmc7srQz2AxknbrctnM/his7-11und02-texto-i.pdf

Em meados do século XVI, com o objetivo de centralizar a administração da colônia brasileira, D. João III decidiu aumentar o controle sobre os recursos financeiros e o povoamento do território português na América. Nomeou Tomé de Sousa como Governador-Geral da colônia, com a incumbência de executar uma série de determinações a favor da administração real das capitanias, como parâmetro, redigiu um “regimento”. Neste trecho, D. João III destaca a importância da construção de engenhos de açúcar para o povoamento do país e a sua concessão para aqueles que tivessem interesse em construir um.

Texto II

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5ze2z9UcSDkFukQn7vv7cxgtSPEQxsyCpVqhGHY237pDbZqqQTSbRv9x4d6r/his7-11und02-texto-ii.pdf

Neste trecho, o historiador Boris Fausto informa as demandas para a instalação de um engenho, algumas das suas partes e a importância do uso da força hidráulica para a produção do açúcar.

Para você saber mais:

A FEIRA. Derivados da Cana. In: UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/afeira/materias-primas/outros/cana-de-acucar/derivados-da-cana.
Acesso em: 1º fev. 2019.

POST, Frans. Engenho de açúcar na Ilha de Itamaracá em Pernambuco. (1630-1654). In: Wikipedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1a/AMH-7745-KB_Map_of_Pernambuco_and_Tamarica.jpg. Acesso em: 2 fev. 2019.

MULTIRIO. Ocupação litorânea: O engenho colonial. In: Multirio: a mídia educativa da cidade. Disponível em: http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/america-portuguesa/80-ocupa%C3%A7%C3%A3o-litor%C3%A2nea/8733-o-engenho-colonial. Acesso em: 4 fev. 2019.

NOVACANA.COM. Como é feito o processamento da cana-de-açúcar nas usinas. In. NovaCana.Com. Disponível em: https://www.novacana.com/usina/como-e-feito-processamento-cana-de-acucar. Acesso em: 1º fev. 2019.

UOL. Regimento de Tomé de Sousa - A “Constituição” do Governo Geral. 26 jun. 2014. In: Educação.uol. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/regimento-de-tome-de-sousa-a-constituicao-do-governo-geral.htm. Acesso em: 4 fev. 2019.

LOPES, Lilian Maria de Siqueira. A alimentação no Brasil colônia. UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano. Curso de História (monografia). Lins – SP. 2009. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/49596.pdf. Acesso em: 5 fev. 2019.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala, formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal . Global editora, 48ª edição. Recife, Pernambuco, 2003.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Garanta o protagonismo dos alunos questionando-os e fazendo emergir sabores pessoais que tanto podem revelar hábitos alimentares de uma sociedade quanto introduzir o tema da aula.

Projete, escreva no quadro ou leia as perguntas para a turma. Após a leitura, proponha uma conversa em conjunto com os alunos, onde eles deverão responder as perguntas. Neste momento, é importante que o professor garanta a participação de todos os alunos, visto que esta atividade parte do universo pessoal do aluno para alcançar a compreensão de um processo histórico.

Em relação aos doces, é esperada uma diversidade nas respostas, mas todas farão referência ou ao seu cotidiano ou à cultura gastronômica de determinada região, podendo ou não ter açúcar. Pode ser que algum doce mencionado seja tradicional de determinada cultura ou etnia. Caso o aluno não saiba responder, pergunte quem tem o hábito de fazer a receita e há quanto tempo é feita. A respeito da origem do açúcar e o início da sua produção, há a expectativa que eles respondam que venham da cana-de-açúcar e que a sua produção começou com a chegada dos portugueses na América. Caso eles estranhem as duas últimas perguntas, é preciso que o professor intervenha e questione, em primeiro lugar, se eles já repararam em alguma embalagem de açúcar, pois muitas possuem desenhos de cana-de-açúcar e engenhos. Se, ainda assim, os estudantes não conseguirem produzir uma resposta coerente com as questões, interrogue se o açúcar é algo recente ou antigo e, tomando como base o período que está sendo estudado, pergunte se haveria a possibilidade de os portugueses terem trazido a cultura do açúcar para o Brasil.

Dependendo da região dos alunos, existe a possibilidade de os alunos mostrarem mais interesse por doces industrializados. Neste caso, pergunte se eles gostam de algum doce típico da região, mencione alguns, se for o caso. Questione a respeito dos doces caseiros que eles já experimentaram e se eles lembram onde foi, quem fez e qual foi a sensação. Caso não lembrem, cite alguns doces típicos e refaça as perguntas. O importante é que esta atividade ative memórias e sabores capazes de atribuir maior sentido à aula.

Como adequar à sua realidade:

Uma sugestão para começar a aula e interagir o assunto da aula com a realidade dos alunos é levar um pedaço de rapadura, um pouco de melado ou outro doce que remetam diretamente ao açúcar oriundo da cana e oferecer para os alunos, tendo atenção para possíveis restrições alimentares. Após experimentarem, peça para falarem o que acharam e depois faça as perguntas.

Outra possibilidade para contextualizar a aula é apresentar os derivados da cana-de-açúcar, seja promovendo uma exposição com os materiais ou imagens deles que permitam aos alunos entender que a cana-de-açúcar e os seus resíduos são matérias-primas para mais de 70 produtos.

Para você saber mais:

A FEIRA. Derivados da Cana. In: UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/afeira/materias-primas/outros/cana-de-acucar/derivados-da-cana.

Acesso em: 1º fev. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete ou escreva no quadro o problema da aula para a turma.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Organize a sala em grupos. Informe à turma que você proporá uma divisão e que os grupos não deverão ter mais do que quatro pessoas.
O professor é livre para escolher o critério, mas deve estar atento para manter a diversidade, o que pode resultar na melhor aprendizagem.

Projete o Mapa da Capitania de Pernambuco ou imprima e distribua para os grupos.

O arquivo para impressão do Mapa da Capitania de Pernambuco está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/k3FNF4j2RqA2hDY6W72AgpmWXevx5uepWmpB5PZGNRB2N27rpkh4Xk2A5fA4/his7-11und02-mapa-da-capitania-de-pernambuco.pdf

Peça para os grupos observarem atentamente o mapa para responder as perguntas. Informe que qualquer anotação deverá ser feita no caderno e

que as observações da imagem serão ampliadas com base na leitura das próximas fontes. Espera-se que os alunos identifiquem no mapa o destaque dado à ilustração e que ela reproduz um engenho de açúcar. Esta percepção coloca o aluno diante de uma estrutura organizacional da produção que impulsionou a economia colonial, principalmente nos séculos XVI e XVII. Caso os alunos não alcancem tal objetivo, apresente mais uma vez o mapa e pergunte o que a ilustração representa. Peçam para identificarem a vegetação, o tipo de construção e as máquinas.

Como adequar à sua realidade:

Caso o professor atue em região produtora de açúcar, proponha uma comparação entre os equipamentos que aparecem na construção que se destaca no mapa e as técnicas que atualmente são utilizadas. Questione as semelhanças, as diferenças e como isso interfere no modo de produção.

Outra possibilidade é o professor trabalhar com atlas ou cartas topográficas do período. Geralmente, nelas são registrados os engenhos, as fazendas e outras atividades econômicas que se desenvolveram na colônia, sendo possível problematizar desde o local onde foram implementadas e até as suas quantidades, possibilitando que o aluno conclua qual era a principal atividade econômica da época. Muitas destas fontes podem ser consultadas gratuitamente pelo site da Biblioteca Nacional (https://www.bn.gov.br/). Uma das fontes que podem ser utilizadas é o atlas feito por João Teixeira Albernaz II, produzido em 1666. Uma carta com 29 folhas que abrange todo o litoral brasileiro. Este documento está disponível no link: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart1079075/cart1079075.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Projete, imprima ou escreva no quadro o texto. Peça para os grupos que leiam e entendam do que se trata o documento. Neste momento, o professor deverá circular pela sala e estar disponível para esclarecer qualquer dúvida a respeito.

O arquivo do Texto I está disponível para impressão aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/cq36gbScWNBsCkH3H4yXKxW7SEb8WyXpwt4kgAG4Vrmc7srQz2AxknbrctnM/his7-11und02-texto-i.pdf

Para você saber mais:

UOL. Regimento de Tomé de Sousa - A “Constituição” do Governo Geral. 26 jun. 2014. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/regimento-de-tome-de-sousa-a-constituicao-do-governo-geral.htm. Acesso em: 4 fev. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Projete, imprima ou escreva no quadro o texto. Peça para os grupos que leiam e entendam do que se trata o documento. Neste momento, o professor deverá circular pela sala e estar disponível para esclarecer qualquer dúvida a respeito.

O arquivo do Texto II está disponível para impressão aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5ze2z9UcSDkFukQn7vv7cxgtSPEQxsyCpVqhGHY237pDbZqqQTSbRv9x4d6r/his7-11und02-texto-ii.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Projete ou escreva no quadro as perguntas. Peça para os alunos que , em grupo, respondam e anotem as suas considerações no caderno. Esta atividade não deve ultrapassar o tempo de 5 minutos.

Em seguida, o professor deverá escolher um integrante de cada grupo para apresentar as suas constatações. Espera-se que os alunos identifiquem a função do rio na imagem e relacionem com as informações contidas nos dois textos, no qual o primeiro coloca este recurso como uma condição e o segundo informa que os engenhos que se utilizam da força hidráulica são capazes de produzir e se destacam em relação aos demais, que usavam ou a força animal ou a força humana. Em seguida, os alunos poderão identificar que a cana está localizada na parte inferior esquerda da imagem, onde pode ser visto um animal puxando uma carroça, assim como na parte central, a moenda está no lado superior esquerdo e a casa grande está no lado oposto da imagem. Caso o professor tenha distribuído a imagem impressa, os alunos poderão enumerá-la. Voltando ao Texto I, os alunos poderão entender que, além da produção de açúcar, o engenho serviu para povoar o litoral brasileiro. Desta forma, o termo “pessoas” está relacionado aos donos dos engenhos, estando os negros trazidos do continente africano submetidos ao trabalho escravo.

Caso algum grupo, ou aluno, não responda corretamente as perguntas caberá ao professor pedir que os alunos leiam novamente os textos e, primeiramente, encontre neles trechos que mencionem o uso de água nos engenhos. No Texto I os alunos poderão marcar, por exemplo, “Às águas das ribeiras (margens dos rios) que estiverem dentro do termo para se poder fazer engenhos de açúcar ou outro qualquer, darei sesmarias livremente sem foro”. Já no Texto II, “Os engenhos movidos a água, por seu maior tamanho e produtividade, ficaram conhecidos como engenhos reais”. Em seguida, volte à imagem e peça para que encontrem o rio e descrevam a sua função no engenho. Desta forma, peça para que eles identifiquem na mesma imagem a descrição do Boris Fausto, “as plantações de cana, o equipamento para processá-la, as construções, os escravos e outros itens, como gado, pastagens, carros de transporte, além da casa-grande”. Retornando ao Texto I, pergunte aos alunos qual era a obrigação da “pessoa” que assumia o compromisso de construir um engenho.

É muito provável que identifiquem o trecho “as ditas pessoas se obrigarão a fazer cada um em sua terra uma torre ou casa forte da feição (...) para segurança e povoadores de seu limite”. Aproveite o trecho para perguntar: Que pessoas são estas? Seriam os colonos ou os africanos? Caso demonstrem dúvida, retome a conteúdos anteriores e questione a quem coube a colonização do território português na América. Para concluírem que à população africana foi imposto o trabalho escravo, retorne à imagem e peça para que eles descrevam as atividades que os africanos estão exercendo e se eles correspondem à mesma condição determinada às “pessoas”.

Caso os alunos alunos ainda demonstrem dificuldades para relacionar a organização dos engenhos com o povoamento do litoral, retome os textos e utilize o mapa disponível no link: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/uniao_iberica.html

Para você saber mais:

MULTIRIO. Ocupação litorânea: O engenho colonial. In: Multirio: a mídia educativa da cidade. Disponível em: http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/america-portuguesa/80-ocupa%C3%A7%C3%A3o-litor%C3%A2nea/8733-o-engenho-colonial. Acesso em: 4 fev. 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia as informações e o enunciado da atividade.

Mantendo a formação dos grupos, proponha à turma a construção de um caderno de receitas de doces regionais. O professor deverá estimular os alunos a conhecer a sua historicidade com base nos hábitos gastronômicos, o que pode emergir de conversas com pessoas mais velhas, consultas a sites e livros de receitas.

Para tal, oriente os alunos a fazer uma listagem de doces caseiros e peça para que eles escrevam as suas receitas em um caderno específico para a receita ou em folhas que no final poderão ser reunidas e grampeadas. Sugira a inclusão de fotos ou desenhos do prato pronto e, principalmente, oriente os alunos para que cada receita acompanhe uma narrativa no qual o aluno informe quem faz o prato, em que momento ele é feito e o que os familiares ou amigos acham dele, ou seja, informe que cada receita deverá estar relacionada a um momento de vida do aluno.

Caso os alunos não consigam fazer tal relação, sugira que eles informem a história da receita, a sua origem, como ela surgiu ou foi criada.

Como adequar à sua realidade:

Uma sugestão para a Sistematização é trabalhar com os doces que foram instituídos como patrimônio imaterial. Esta atividade exigirá que o professor apresente a noção “patrimônio cultural” e a sua importância para a promoção da cultura regional. O professor poderá propor que os alunos pesquisem quais são as receitas que fazem parte desta categoria e se alguma delas pertence à região ou ao estado em que vivem. No final, os alunos poderão compartilhar os resultados obtidos.

Outra sugestão é a realização de uma feira gastronômica, ou um café da manhã, onde os alunos, junto com os seus familiares, façam os doces, levem para a escola e expliquem a origem da receita e suas lembranças. Esta pode ser uma aula em que as tradições e as experiências familiares possam ser compartilhadas.

Para você saber mais:

LOPES, Lilian Maria de Siqueira. A alimentação no Brasil colônia. UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano. Curso de História (monografia). Lins – SP. 2009. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/49596.pdf. Acesso em: 5 fev. 2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI11, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Projetor, computador.

Mapa da Capitania de Pernambuco

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/k3FNF4j2RqA2hDY6W72AgpmWXevx5uepWmpB5PZGNRB2N27rpkh4Xk2A5fA4/his7-11und02-mapa-da-capitania-de-pernambuco.pdf

Ilustração de Frans Post, produzida entre os anos de 1630 e 1654, na qual retrata um engenho de açúcar na ilha de Itamaracá, em Pernambuco. A imagem emerge do reflorescimento dos engenhos durante o século XVII, enquanto o território foi uma possessão holandesa. Nesta época, a região era o principal centro produtor de açúcar, incluindo a mão de obra escrava empregada nos engenhos.

Texto I

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/cq36gbScWNBsCkH3H4yXKxW7SEb8WyXpwt4kgAG4Vrmc7srQz2AxknbrctnM/his7-11und02-texto-i.pdf

Em meados do século XVI, com o objetivo de centralizar a administração da colônia brasileira, D. João III decidiu aumentar o controle sobre os recursos financeiros e o povoamento do território português na América. Nomeou Tomé de Sousa como Governador-Geral da colônia, com a incumbência de executar uma série de determinações a favor da administração real das capitanias, como parâmetro, redigiu um “regimento”. Neste trecho, D. João III destaca a importância da construção de engenhos de açúcar para o povoamento do país e a sua concessão para aqueles que tivessem interesse em construir um.

Texto II

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5ze2z9UcSDkFukQn7vv7cxgtSPEQxsyCpVqhGHY237pDbZqqQTSbRv9x4d6r/his7-11und02-texto-ii.pdf

Neste trecho, o historiador Boris Fausto informa as demandas para a instalação de um engenho, algumas das suas partes e a importância do uso da força hidráulica para a produção do açúcar.

Para você saber mais:

A FEIRA. Derivados da Cana. In: UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/afeira/materias-primas/outros/cana-de-acucar/derivados-da-cana.
Acesso em: 1º fev. 2019.

POST, Frans. Engenho de açúcar na Ilha de Itamaracá em Pernambuco. (1630-1654). In: Wikipedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1a/AMH-7745-KB_Map_of_Pernambuco_and_Tamarica.jpg. Acesso em: 2 fev. 2019.

MULTIRIO. Ocupação litorânea: O engenho colonial. In: Multirio: a mídia educativa da cidade. Disponível em: http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/america-portuguesa/80-ocupa%C3%A7%C3%A3o-litor%C3%A2nea/8733-o-engenho-colonial. Acesso em: 4 fev. 2019.

NOVACANA.COM. Como é feito o processamento da cana-de-açúcar nas usinas. In. NovaCana.Com. Disponível em: https://www.novacana.com/usina/como-e-feito-processamento-cana-de-acucar. Acesso em: 1º fev. 2019.

UOL. Regimento de Tomé de Sousa - A “Constituição” do Governo Geral. 26 jun. 2014. In: Educação.uol. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/regimento-de-tome-de-sousa-a-constituicao-do-governo-geral.htm. Acesso em: 4 fev. 2019.

LOPES, Lilian Maria de Siqueira. A alimentação no Brasil colônia. UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano. Curso de História (monografia). Lins – SP. 2009. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/49596.pdf. Acesso em: 5 fev. 2019.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande e senzala, formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal . Global editora, 48ª edição. Recife, Pernambuco, 2003.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar no fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Garanta o protagonismo dos alunos questionando-os e fazendo emergir sabores pessoais que tanto podem revelar hábitos alimentares de uma sociedade quanto introduzir o tema da aula.

Projete, escreva no quadro ou leia as perguntas para a turma. Após a leitura, proponha uma conversa em conjunto com os alunos, onde eles deverão responder as perguntas. Neste momento, é importante que o professor garanta a participação de todos os alunos, visto que esta atividade parte do universo pessoal do aluno para alcançar a compreensão de um processo histórico.

Em relação aos doces, é esperada uma diversidade nas respostas, mas todas farão referência ou ao seu cotidiano ou à cultura gastronômica de determinada região, podendo ou não ter açúcar. Pode ser que algum doce mencionado seja tradicional de determinada cultura ou etnia. Caso o aluno não saiba responder, pergunte quem tem o hábito de fazer a receita e há quanto tempo é feita. A respeito da origem do açúcar e o início da sua produção, há a expectativa que eles respondam que venham da cana-de-açúcar e que a sua produção começou com a chegada dos portugueses na América. Caso eles estranhem as duas últimas perguntas, é preciso que o professor intervenha e questione, em primeiro lugar, se eles já repararam em alguma embalagem de açúcar, pois muitas possuem desenhos de cana-de-açúcar e engenhos. Se, ainda assim, os estudantes não conseguirem produzir uma resposta coerente com as questões, interrogue se o açúcar é algo recente ou antigo e, tomando como base o período que está sendo estudado, pergunte se haveria a possibilidade de os portugueses terem trazido a cultura do açúcar para o Brasil.

Dependendo da região dos alunos, existe a possibilidade de os alunos mostrarem mais interesse por doces industrializados. Neste caso, pergunte se eles gostam de algum doce típico da região, mencione alguns, se for o caso. Questione a respeito dos doces caseiros que eles já experimentaram e se eles lembram onde foi, quem fez e qual foi a sensação. Caso não lembrem, cite alguns doces típicos e refaça as perguntas. O importante é que esta atividade ative memórias e sabores capazes de atribuir maior sentido à aula.

Como adequar à sua realidade:

Uma sugestão para começar a aula e interagir o assunto da aula com a realidade dos alunos é levar um pedaço de rapadura, um pouco de melado ou outro doce que remetam diretamente ao açúcar oriundo da cana e oferecer para os alunos, tendo atenção para possíveis restrições alimentares. Após experimentarem, peça para falarem o que acharam e depois faça as perguntas.

Outra possibilidade para contextualizar a aula é apresentar os derivados da cana-de-açúcar, seja promovendo uma exposição com os materiais ou imagens deles que permitam aos alunos entender que a cana-de-açúcar e os seus resíduos são matérias-primas para mais de 70 produtos.

Para você saber mais:

A FEIRA. Derivados da Cana. In: UFRGS. Disponível em: http://www.ufrgs.br/afeira/materias-primas/outros/cana-de-acucar/derivados-da-cana.

Acesso em: 1º fev. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete ou escreva no quadro o problema da aula para a turma.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Organize a sala em grupos. Informe à turma que você proporá uma divisão e que os grupos não deverão ter mais do que quatro pessoas.
O professor é livre para escolher o critério, mas deve estar atento para manter a diversidade, o que pode resultar na melhor aprendizagem.

Projete o Mapa da Capitania de Pernambuco ou imprima e distribua para os grupos.

O arquivo para impressão do Mapa da Capitania de Pernambuco está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/k3FNF4j2RqA2hDY6W72AgpmWXevx5uepWmpB5PZGNRB2N27rpkh4Xk2A5fA4/his7-11und02-mapa-da-capitania-de-pernambuco.pdf

Peça para os grupos observarem atentamente o mapa para responder as perguntas. Informe que qualquer anotação deverá ser feita no caderno e

que as observações da imagem serão ampliadas com base na leitura das próximas fontes. Espera-se que os alunos identifiquem no mapa o destaque dado à ilustração e que ela reproduz um engenho de açúcar. Esta percepção coloca o aluno diante de uma estrutura organizacional da produção que impulsionou a economia colonial, principalmente nos séculos XVI e XVII. Caso os alunos não alcancem tal objetivo, apresente mais uma vez o mapa e pergunte o que a ilustração representa. Peçam para identificarem a vegetação, o tipo de construção e as máquinas.

Como adequar à sua realidade:

Caso o professor atue em região produtora de açúcar, proponha uma comparação entre os equipamentos que aparecem na construção que se destaca no mapa e as técnicas que atualmente são utilizadas. Questione as semelhanças, as diferenças e como isso interfere no modo de produção.

Outra possibilidade é o professor trabalhar com atlas ou cartas topográficas do período. Geralmente, nelas são registrados os engenhos, as fazendas e outras atividades econômicas que se desenvolveram na colônia, sendo possível problematizar desde o local onde foram implementadas e até as suas quantidades, possibilitando que o aluno conclua qual era a principal atividade econômica da época. Muitas destas fontes podem ser consultadas gratuitamente pelo site da Biblioteca Nacional (https://www.bn.gov.br/). Uma das fontes que podem ser utilizadas é o atlas feito por João Teixeira Albernaz II, produzido em 1666. Uma carta com 29 folhas que abrange todo o litoral brasileiro. Este documento está disponível no link: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart1079075/cart1079075.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Projete, imprima ou escreva no quadro o texto. Peça para os grupos que leiam e entendam do que se trata o documento. Neste momento, o professor deverá circular pela sala e estar disponível para esclarecer qualquer dúvida a respeito.

O arquivo do Texto I está disponível para impressão aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/cq36gbScWNBsCkH3H4yXKxW7SEb8WyXpwt4kgAG4Vrmc7srQz2AxknbrctnM/his7-11und02-texto-i.pdf

Para você saber mais:

UOL. Regimento de Tomé de Sousa - A “Constituição” do Governo Geral. 26 jun. 2014. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/regimento-de-tome-de-sousa-a-constituicao-do-governo-geral.htm. Acesso em: 4 fev. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos.

Orientações: Projete, imprima ou escreva no quadro o texto. Peça para os grupos que leiam e entendam do que se trata o documento. Neste momento, o professor deverá circular pela sala e estar disponível para esclarecer qualquer dúvida a respeito.

O arquivo do Texto II está disponível para impressão aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5ze2z9UcSDkFukQn7vv7cxgtSPEQxsyCpVqhGHY237pDbZqqQTSbRv9x4d6r/his7-11und02-texto-ii.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Projete ou escreva no quadro as perguntas. Peça para os alunos que , em grupo, respondam e anotem as suas considerações no caderno. Esta atividade não deve ultrapassar o tempo de 5 minutos.

Em seguida, o professor deverá escolher um integrante de cada grupo para apresentar as suas constatações. Espera-se que os alunos identifiquem a função do rio na imagem e relacionem com as informações contidas nos dois textos, no qual o primeiro coloca este recurso como uma condição e o segundo informa que os engenhos que se utilizam da força hidráulica são capazes de produzir e se destacam em relação aos demais, que usavam ou a força animal ou a força humana. Em seguida, os alunos poderão identificar que a cana está localizada na parte inferior esquerda da imagem, onde pode ser visto um animal puxando uma carroça, assim como na parte central, a moenda está no lado superior esquerdo e a casa grande está no lado oposto da imagem. Caso o professor tenha distribuído a imagem impressa, os alunos poderão enumerá-la. Voltando ao Texto I, os alunos poderão entender que, além da produção de açúcar, o engenho serviu para povoar o litoral brasileiro. Desta forma, o termo “pessoas” está relacionado aos donos dos engenhos, estando os negros trazidos do continente africano submetidos ao trabalho escravo.

Caso algum grupo, ou aluno, não responda corretamente as perguntas caberá ao professor pedir que os alunos leiam novamente os textos e, primeiramente, encontre neles trechos que mencionem o uso de água nos engenhos. No Texto I os alunos poderão marcar, por exemplo, “Às águas das ribeiras (margens dos rios) que estiverem dentro do termo para se poder fazer engenhos de açúcar ou outro qualquer, darei sesmarias livremente sem foro”. Já no Texto II, “Os engenhos movidos a água, por seu maior tamanho e produtividade, ficaram conhecidos como engenhos reais”. Em seguida, volte à imagem e peça para que encontrem o rio e descrevam a sua função no engenho. Desta forma, peça para que eles identifiquem na mesma imagem a descrição do Boris Fausto, “as plantações de cana, o equipamento para processá-la, as construções, os escravos e outros itens, como gado, pastagens, carros de transporte, além da casa-grande”. Retornando ao Texto I, pergunte aos alunos qual era a obrigação da “pessoa” que assumia o compromisso de construir um engenho.

É muito provável que identifiquem o trecho “as ditas pessoas se obrigarão a fazer cada um em sua terra uma torre ou casa forte da feição (...) para segurança e povoadores de seu limite”. Aproveite o trecho para perguntar: Que pessoas são estas? Seriam os colonos ou os africanos? Caso demonstrem dúvida, retome a conteúdos anteriores e questione a quem coube a colonização do território português na América. Para concluírem que à população africana foi imposto o trabalho escravo, retorne à imagem e peça para que eles descrevam as atividades que os africanos estão exercendo e se eles correspondem à mesma condição determinada às “pessoas”.

Caso os alunos alunos ainda demonstrem dificuldades para relacionar a organização dos engenhos com o povoamento do litoral, retome os textos e utilize o mapa disponível no link: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/uniao_iberica.html

Para você saber mais:

MULTIRIO. Ocupação litorânea: O engenho colonial. In: Multirio: a mídia educativa da cidade. Disponível em: http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/america-portuguesa/80-ocupa%C3%A7%C3%A3o-litor%C3%A2nea/8733-o-engenho-colonial. Acesso em: 4 fev. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia as informações e o enunciado da atividade.

Mantendo a formação dos grupos, proponha à turma a construção de um caderno de receitas de doces regionais. O professor deverá estimular os alunos a conhecer a sua historicidade com base nos hábitos gastronômicos, o que pode emergir de conversas com pessoas mais velhas, consultas a sites e livros de receitas.

Para tal, oriente os alunos a fazer uma listagem de doces caseiros e peça para que eles escrevam as suas receitas em um caderno específico para a receita ou em folhas que no final poderão ser reunidas e grampeadas. Sugira a inclusão de fotos ou desenhos do prato pronto e, principalmente, oriente os alunos para que cada receita acompanhe uma narrativa no qual o aluno informe quem faz o prato, em que momento ele é feito e o que os familiares ou amigos acham dele, ou seja, informe que cada receita deverá estar relacionada a um momento de vida do aluno.

Caso os alunos não consigam fazer tal relação, sugira que eles informem a história da receita, a sua origem, como ela surgiu ou foi criada.

Como adequar à sua realidade:

Uma sugestão para a Sistematização é trabalhar com os doces que foram instituídos como patrimônio imaterial. Esta atividade exigirá que o professor apresente a noção “patrimônio cultural” e a sua importância para a promoção da cultura regional. O professor poderá propor que os alunos pesquisem quais são as receitas que fazem parte desta categoria e se alguma delas pertence à região ou ao estado em que vivem. No final, os alunos poderão compartilhar os resultados obtidos.

Outra sugestão é a realização de uma feira gastronômica, ou um café da manhã, onde os alunos, junto com os seus familiares, façam os doces, levem para a escola e expliquem a origem da receita e suas lembranças. Esta pode ser uma aula em que as tradições e as experiências familiares possam ser compartilhadas.

Para você saber mais:

LOPES, Lilian Maria de Siqueira. A alimentação no Brasil colônia. UNISALESIANO Centro Universitário Católico Salesiano. Curso de História (monografia). Lins – SP. 2009. Disponível em: http://www.unisalesiano.edu.br/biblioteca/monografias/49596.pdf. Acesso em: 5 fev. 2019.

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