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Plano de aula > História > 8º ano > Os processos de independência nas Américas

Plano de aula - Resistência de escravizados: petições e acordos por melhores condições de vida ou liberdade (XVIII-XIX)

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre Resistência de escravizados: petições e acordos por melhores condições de vida ou liberdade (XVIII-XIX)

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Guilherme Barboza De Fraga

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI14 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Data show para projetar as imagens e textos. Se não houver esta possibilidade, levar a cópia impressa das imagens e dos textos.

Material complementar:

Contexto - documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/zRg6EtybTP4a22w5ythqNheq7kbhTpKqNJ6uqGtDrx3VQTx4aZ3KktbJpcXz/his8-14und03-contexto-documentos.pdf

Problematização - documentos para análise dos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/R3TyNMNr6uGuyN4z3aheSJvVVpa2zNCzaRa8jFuKcTTkknxBqTepgX7djyRA/his8-14und03-problematizacao-documentos-para-analise-dos-grupos.pdf

Problematização - Expectativa de resposta dos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mX69UmrC2w9KTBxCpwkxaDtPdfsn9qNHkeeNhFxVYyeXEEbHuZTUmmHVaKNg/his8-14und03-problematizacao-expectativa-de-resposta-dos-grupos.pdf

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso do projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam a proposta e compreendam qual a expectativa de aprendizado ao fim da aula.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

Leia a frase com a turma e observe a imagem. Depois, faça as seguintes provocações iniciais:

  • A escravidão foi uma instituição que vigorou no Brasil por mais de três séculos. O que a frase aponta sobre a escravidão?
  • O que significa resistir à escravidão?
  • Cite algumas formas de resistência à escravidão praticadas no Brasil colonial:

Espera-se que os alunos identifiquem que a frase trata sobre a resistência à escravidão, indicando que, em qualquer lugar onde houve escravidão, seja ela de negros africanos ou de indígenas, houve resistência. Resistir à escravidão significa tentar conquistar a liberdade, garantir melhores condições de vida ou desobedecer ordens, mantendo suas crenças e cultura. Espera-se que os alunos citem formas de resistência de diferentes impactos: praticando religiões de origem africana, jogando capoeira, promovendo festejos (congado, reisado, jongo), desobedecendo, fazendo corpo mole no trabalho, quebrando ferramentas, incendiando plantações, suicidando-se, agredindo feitores e senhores, organizando revoltas, negociando melhores condições de vida e trabalho, fugindo sozinhos ou com companheiros, formando quilombos, dentre outras possibilidades. Vale lembrar que o escravizado era um “bem precioso” e sabia disso. Logo, suas estratégias de resistência poderiam transitar entre o embate aberto e coletivo e as micro-resistências individuais cotidianas.

Caso não seja possível projetar a frase e as imagens, leve-as impressas.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e0/Obaluaye_no_Opanij%C3%A9_Orossi.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/27/Juliao12.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Impressões Rebeldes - Universidade Federal Fluminense. Disponível em: http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1685-quilombo-dos-palmares-pernambuco. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/CapoeiraEarle_02.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Como adequar à sua realidade: Caso você esteja em uma região em que haja quilombos ou festividades referentes a cultura afro-brasileira, utilize suas referências para realizar esta discussão e reflexão junto a sua turma.

Para você saber mais:

REIS, João José e SILVA, Eduardo. Negociações e Conflito; a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

REIS, João José. Revoltas Escravas. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. Editora Companhia das Letras, 2018. p. 392.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

O trecho do livro de Laura de Mello e Souza que trata de escravizados que buscavam as autoridades para clamar por justiça. Após a leitura do trecho, faça os seguintes questionamentos:

  • Sobre o que trata o trecho?
  • O que levava alguns libertos a serem reescravizados?
  • O que esses negros libertos faziam quando eram reescravizados?
  • De acordo com o trecho, como era a justiça nesses casos?

Espera-se que os alunos identifiquem que o trecho comenta sobre um tipo de resistência: recorrer às autoridades (Justiça) em situações como a de reescravização de negros libertos. Muitas vezes, por engano (ao serem confundidos com outro escravizado, capturados por capitães do mato, presos quando não portavam sua carta de alforria…) ou por má-fé (para atender às vontades de traficantes, capitães do mato e senhores de escravos) alguns libertos eram reescravizados. Nessa situação desesperadora, visto que já haviam conquistado ou comprado sua carta de alforria, muitos libertos recorriam às autoridades, entrando com processos na Justiça. Porém, segundo o texto, a Justiça era lenta e quase sempre falha.

Caso não seja possível projetar o texto, leve impresso.

Fonte: SOUZA, Laura de Mello e. Opulência e miséria nas Minas Gerais. São Paulo: Brasiliense, 1997. p. 62. (Tudo é História)

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

A proposta da aula é dividir a turma em grupos menores para que cada grupo analise um documento que apresenta um tipo de resistência à escravidão: proposta de acordo, testamente e requerimento individual e coletivo à Assembleia Constituinte. Ao todo, são quatro documentos a serem analisados.

Os textos para análise dos grupos estão disponíveis nesse documento:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/R3TyNMNr6uGuyN4z3aheSJvVVpa2zNCzaRa8jFuKcTTkknxBqTepgX7djyRA/his8-14und03-problematizacao-documentos-para-analise-dos-grupos.pdf

Gabarito para o professor - Resposta das questões analisadas pelos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mX69UmrC2w9KTBxCpwkxaDtPdfsn9qNHkeeNhFxVYyeXEEbHuZTUmmHVaKNg/his8-14und03-problematizacao-expectativa-de-resposta-dos-grupos.pdf

Sugestão Complementar: Caso tenha maior disponibilidade de tempo de trabalho com a turma, peça para que os grupos troquem os documentos entre si, de modo que todos terão acesso ao conjunto de casos estudados.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

Leia os trechos com a turma e peça que analisem a manifestação do deputado da Assembleia Constituinte (Costa Aguiar) e a decisão final do Imperador D. Pedro I, ressaltando que essas eram algumas possibilidades de respostas aos requerimentos naquele momento histórico - logo após a independência do Brasil e na ausência de uma Constituição.

Em seguida, solicite aos alunos que discutam e elaborem, em grupos menores (os mesmos formados anteriormente), possíveis respostas para o requerimento de Maria Joaquina, para o Tratado de Paz proposto pelos trabalhadores do engenho e para o requerimento coletivo de Inácio Rodrigues e outros escravizados. Quanto ao Testamento, proponha ao grupo uma reflexão sobre sua viabilidade.

Algumas proposições poderão nortear esta etapa de atividades:

  • No caso do requerimento à Assembleia Constituinte, qual seria o posicionamento do governo imperial diante do pedido da escravizada: acolheriam seu pedido e garantiriam a ela a liberdade combinada com sua senhora ou apoiaria Felizarda Querubina em sua decisão de manter Maria Joaquina na condição de escravizada?
  • Quanto ao Tratado de Paz proposto pelos escravizados trabalhadores do engenho baiano, qual seria a resposta de seu senhor: atenderia parcial ou totalmente às solicitações ou recusaria os pedidos feitos?
  • E no caso do requerimento coletivo, qual seria a decisão final: o pedido de assistência gratuita seria concedido pela Assembleia, a decisão em primeira instância seria respeitada até a decisão em instância superior ou o direito à propriedade de Águeda Caetana estaria acima da benevolência da Assembleia nesse momento?
  • Quanto ao Testamento, o fato de ser um liberto deixando bens (por meio de um procurador visto que não sabia assinar) poderia ser questionado após sua morte, pondo em dúvidas sua garantia ao direito de propriedade? Ele poderia correr riscos em relação a essa garantia?

É importante lembrar os alunos da necessidade de considerar em suas decisões que o sistema escravista permaneceu vigente no Brasil até o ano de 1888 e que tais decisões são individuais, não eliminando a estrutura da escravidão - ou seja, não garantindo abolição da escravatura.

Após a produção em grupos menores, solicite que os alunos comentem o que foi discutido no grupo e qual a decisão em relação aos pedidos feitos pelos escravizados.

Fonte: RODRIGUES, Jaime. Liberdade, humanidade e propriedade: os escravos e a Assembléia Constituinte de 1823. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 39, 1995. p. 164 e 166. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/72079 Acesso: 09/05/2019.

Sugestão complementar: Solicite que os estudantes organizem uma exposição com o nome: “Onde houve escravidão houve resistência”, composta por cartazes com desenhos, fotografias e frases representando os diferentes modos de resistência a escravidão, focando nas petições à Justiça, acordos com senhores e modos de solidariedade entre cativos e libertos. Exponha este material em algum espaço adequado da sua escola e organize a turma para explicar sobre este trabalho às pessoas que visitarem a exposição.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08HI14 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Data show para projetar as imagens e textos. Se não houver esta possibilidade, levar a cópia impressa das imagens e dos textos.

Material complementar:

Contexto - documentos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/zRg6EtybTP4a22w5ythqNheq7kbhTpKqNJ6uqGtDrx3VQTx4aZ3KktbJpcXz/his8-14und03-contexto-documentos.pdf

Problematização - documentos para análise dos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/R3TyNMNr6uGuyN4z3aheSJvVVpa2zNCzaRa8jFuKcTTkknxBqTepgX7djyRA/his8-14und03-problematizacao-documentos-para-analise-dos-grupos.pdf

Problematização - Expectativa de resposta dos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mX69UmrC2w9KTBxCpwkxaDtPdfsn9qNHkeeNhFxVYyeXEEbHuZTUmmHVaKNg/his8-14und03-problematizacao-expectativa-de-resposta-dos-grupos.pdf

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o Contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o objetivo aos alunos, escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso do projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam a proposta e compreendam qual a expectativa de aprendizado ao fim da aula.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

Leia a frase com a turma e observe a imagem. Depois, faça as seguintes provocações iniciais:

  • A escravidão foi uma instituição que vigorou no Brasil por mais de três séculos. O que a frase aponta sobre a escravidão?
  • O que significa resistir à escravidão?
  • Cite algumas formas de resistência à escravidão praticadas no Brasil colonial:

Espera-se que os alunos identifiquem que a frase trata sobre a resistência à escravidão, indicando que, em qualquer lugar onde houve escravidão, seja ela de negros africanos ou de indígenas, houve resistência. Resistir à escravidão significa tentar conquistar a liberdade, garantir melhores condições de vida ou desobedecer ordens, mantendo suas crenças e cultura. Espera-se que os alunos citem formas de resistência de diferentes impactos: praticando religiões de origem africana, jogando capoeira, promovendo festejos (congado, reisado, jongo), desobedecendo, fazendo corpo mole no trabalho, quebrando ferramentas, incendiando plantações, suicidando-se, agredindo feitores e senhores, organizando revoltas, negociando melhores condições de vida e trabalho, fugindo sozinhos ou com companheiros, formando quilombos, dentre outras possibilidades. Vale lembrar que o escravizado era um “bem precioso” e sabia disso. Logo, suas estratégias de resistência poderiam transitar entre o embate aberto e coletivo e as micro-resistências individuais cotidianas.

Caso não seja possível projetar a frase e as imagens, leve-as impressas.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e0/Obaluaye_no_Opanij%C3%A9_Orossi.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/27/Juliao12.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Impressões Rebeldes - Universidade Federal Fluminense. Disponível em: http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/?revoltas_categoria=1685-quilombo-dos-palmares-pernambuco. Acesso em 27/04/2019.

Fonte da imagem: Wikimedia. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/51/CapoeiraEarle_02.JPG. Acesso em 27/04/2019.

Como adequar à sua realidade: Caso você esteja em uma região em que haja quilombos ou festividades referentes a cultura afro-brasileira, utilize suas referências para realizar esta discussão e reflexão junto a sua turma.

Para você saber mais:

REIS, João José e SILVA, Eduardo. Negociações e Conflito; a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

REIS, João José. Revoltas Escravas. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz; GOMES, Flávio dos Santos (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. Editora Companhia das Letras, 2018. p. 392.

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Orientações:

O trecho do livro de Laura de Mello e Souza que trata de escravizados que buscavam as autoridades para clamar por justiça. Após a leitura do trecho, faça os seguintes questionamentos:

  • Sobre o que trata o trecho?
  • O que levava alguns libertos a serem reescravizados?
  • O que esses negros libertos faziam quando eram reescravizados?
  • De acordo com o trecho, como era a justiça nesses casos?

Espera-se que os alunos identifiquem que o trecho comenta sobre um tipo de resistência: recorrer às autoridades (Justiça) em situações como a de reescravização de negros libertos. Muitas vezes, por engano (ao serem confundidos com outro escravizado, capturados por capitães do mato, presos quando não portavam sua carta de alforria…) ou por má-fé (para atender às vontades de traficantes, capitães do mato e senhores de escravos) alguns libertos eram reescravizados. Nessa situação desesperadora, visto que já haviam conquistado ou comprado sua carta de alforria, muitos libertos recorriam às autoridades, entrando com processos na Justiça. Porém, segundo o texto, a Justiça era lenta e quase sempre falha.

Caso não seja possível projetar o texto, leve impresso.

Fonte: SOUZA, Laura de Mello e. Opulência e miséria nas Minas Gerais. São Paulo: Brasiliense, 1997. p. 62. (Tudo é História)

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Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

A proposta da aula é dividir a turma em grupos menores para que cada grupo analise um documento que apresenta um tipo de resistência à escravidão: proposta de acordo, testamente e requerimento individual e coletivo à Assembleia Constituinte. Ao todo, são quatro documentos a serem analisados.

Os textos para análise dos grupos estão disponíveis nesse documento:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/R3TyNMNr6uGuyN4z3aheSJvVVpa2zNCzaRa8jFuKcTTkknxBqTepgX7djyRA/his8-14und03-problematizacao-documentos-para-analise-dos-grupos.pdf

Gabarito para o professor - Resposta das questões analisadas pelos grupos:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/mX69UmrC2w9KTBxCpwkxaDtPdfsn9qNHkeeNhFxVYyeXEEbHuZTUmmHVaKNg/his8-14und03-problematizacao-expectativa-de-resposta-dos-grupos.pdf

Sugestão Complementar: Caso tenha maior disponibilidade de tempo de trabalho com a turma, peça para que os grupos troquem os documentos entre si, de modo que todos terão acesso ao conjunto de casos estudados.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações:

Leia os trechos com a turma e peça que analisem a manifestação do deputado da Assembleia Constituinte (Costa Aguiar) e a decisão final do Imperador D. Pedro I, ressaltando que essas eram algumas possibilidades de respostas aos requerimentos naquele momento histórico - logo após a independência do Brasil e na ausência de uma Constituição.

Em seguida, solicite aos alunos que discutam e elaborem, em grupos menores (os mesmos formados anteriormente), possíveis respostas para o requerimento de Maria Joaquina, para o Tratado de Paz proposto pelos trabalhadores do engenho e para o requerimento coletivo de Inácio Rodrigues e outros escravizados. Quanto ao Testamento, proponha ao grupo uma reflexão sobre sua viabilidade.

Algumas proposições poderão nortear esta etapa de atividades:

  • No caso do requerimento à Assembleia Constituinte, qual seria o posicionamento do governo imperial diante do pedido da escravizada: acolheriam seu pedido e garantiriam a ela a liberdade combinada com sua senhora ou apoiaria Felizarda Querubina em sua decisão de manter Maria Joaquina na condição de escravizada?
  • Quanto ao Tratado de Paz proposto pelos escravizados trabalhadores do engenho baiano, qual seria a resposta de seu senhor: atenderia parcial ou totalmente às solicitações ou recusaria os pedidos feitos?
  • E no caso do requerimento coletivo, qual seria a decisão final: o pedido de assistência gratuita seria concedido pela Assembleia, a decisão em primeira instância seria respeitada até a decisão em instância superior ou o direito à propriedade de Águeda Caetana estaria acima da benevolência da Assembleia nesse momento?
  • Quanto ao Testamento, o fato de ser um liberto deixando bens (por meio de um procurador visto que não sabia assinar) poderia ser questionado após sua morte, pondo em dúvidas sua garantia ao direito de propriedade? Ele poderia correr riscos em relação a essa garantia?

É importante lembrar os alunos da necessidade de considerar em suas decisões que o sistema escravista permaneceu vigente no Brasil até o ano de 1888 e que tais decisões são individuais, não eliminando a estrutura da escravidão - ou seja, não garantindo abolição da escravatura.

Após a produção em grupos menores, solicite que os alunos comentem o que foi discutido no grupo e qual a decisão em relação aos pedidos feitos pelos escravizados.

Fonte: RODRIGUES, Jaime. Liberdade, humanidade e propriedade: os escravos e a Assembléia Constituinte de 1823. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 39, 1995. p. 164 e 166. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/72079 Acesso: 09/05/2019.

Sugestão complementar: Solicite que os estudantes organizem uma exposição com o nome: “Onde houve escravidão houve resistência”, composta por cartazes com desenhos, fotografias e frases representando os diferentes modos de resistência a escravidão, focando nas petições à Justiça, acordos com senhores e modos de solidariedade entre cativos e libertos. Exponha este material em algum espaço adequado da sua escola e organize a turma para explicar sobre este trabalho às pessoas que visitarem a exposição.

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