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Plano de aula > História > 2º ano > A comunidade e seus registros

Plano de aula - Os bairros e seus espaços de lazer e sociabilidades

Plano de aula de História com atividades para 2º ano do EF sobre Os bairros e seus espaços de lazer e sociabilidades

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Deise Silva Sousa

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 100 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Vá ao arquivo municipal e reproduza as fotografias antigas dos bairros da cidade. Você pode fotografar com o seu celular aquelas que apresentam praças, coretos, calçadões e parques, além de outros lugares e momentos de lazer da população no passado. Estas serão as principais fontes deste plano. Você pode imprimi-las ou transformá-las em slides que serão usados na aula. Além disso serão necessários, lápis de cor e papel ofício.

Como adequar a sua realidade: Você pode também, convidar dois ou três moradores do bairro onde a escola se encontra, se possível, pessoas que vivenciaram mudanças na estrutura física do bairro em momentos distintos de sua história, para que falem aos alunos sobre suas experiências, sobre os impactos nas mudanças estruturais do bairro em suas vidas e sobre suas impressões de um modo geral. Para isso é preciso uma organização prévia que implica pesquisar e conhecer os entrevistados, orientá-los sobre o tema específico da entrevista, agendar local e horário para cada uma delas: caso aconteçam dentro da escola, é preciso informar aos colaboradores da instituição a respeito da visita, e caso aconteça fora da escola, é preciso informá-los assim como aos responsáveis pelas crianças sobre a atividade, neste caso ainda, recomendamos o uso de espaços públicos para a execução da entrevista, como uma praça do bairro, de modo que os referenciais da memória dos entrevistados sejam explicitados pelo próprio ambiente.

Para você saber mais:

Sobre direito à cidade:

Sobre a recomendação da atenção aos marcos e processos sociais de construção dos espaços, recomenda-se a leitura de:

  • CERTEAU, Michel de. Capítulo VII - Caminhadas pela cidade p.157-177. In: ______ A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. 22. ed. Petrópolis, RJ: Vozes. 2014.
  • DURAN, Marília Claret Geraes. Maneiras de pensar o cotidiano com Michel de Certeau. Revista Diálogo Educacional (PUCPR) , v. 7, p. 115-128, 2007. Disponível em: http://dx.doi.org/10.7213/rde.v7i22.4177
  • JOSGRILBERG, Fabio Botelho. O lugar praticado. In: ______ Cotidiano e invenção: os espaços de Michel de Certeau. 1. ed. São Paulo: Escrituras, 2005. v. 1. p. 73-86. Disponível em:

https://books.google.com.br/books?id=hfHoAgAAQBAJ&lpg=PA17&ots=i5OF8qaLyL&dq=resenha%20do%20livro%20a%20inven%C3%A7%C3%A3o%20do%20cotidiano%20michel%20de%20certeau&lr&hl=pt-BR&pg=PA15#v=onepage&q&f=false

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Apresente o tema aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Peça aos alunos que desenhem os espaços de lazer dos seus bairros e que os identifiquem (se são praças, parques, jardins botânicos, quintais, espaços destinados a crianças em shopping centers, etc). Incentive a inclusão das representações de pessoas e do que elas costumam fazer para se divertir nestes espaços.

Para você saber mais:

Sobre o trabalho com as expressões das crianças a respeito de suas percepções do mundo ao seu redor:

  • PIRES, Flávia. Ser adulta e pesquisar crianças: explorando possibilidades metodológicas na pesquisa antropológica. Rev. Antropol. [online]. 2007, vol.50, n.1, pp.225-270. ISSN 0034-7701. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-77012007000100006 Acesso em 18 de março de 2019
  • Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento. O NEPSID tem uma série de materiais muito interessantes a respeito dos modos de expressão das crianças e da construção de conhecimento escolar a partir deles, entre outros temas relacionados. Disponível em: https://www.nepsid.com.br/nepsid Acesso em 18 de março de 2019

Sobre as interações das crianças com os espaços públicos:

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 45 minutos

Orientações:

Fale com os alunos a respeito da fotografia como representação do real, como elaboração que parte de um ponto de vista enraizado no contexto histórico de sua própria produção. A fotografia não é um “congelamento do momento real”, mas uma interpretação do momento vivenciado elaborada enquanto ele acontece. É importante que neste ponto fique explícita a execução da própria atividade que acontecerá em seguida: as fotografias, enquanto elaborações do passado produzidas no passado, serão lidas/interpretadas pelos alunos para que eles construam suas próprias impressões a respeito da história dos lugares por elas representados, e este momento é o exercício de uma das etapas do trabalho dos historiadores, a saber: ler o objeto sob uma perspectiva problematizadora, ou seja, orientada por questionamentos que contribuem para a compreensão de um contexto passado. Esta leitura é o que transforma o objeto em questão (as fotografias) em fontes, porque lhes confere outros sentidos além daqueles que já lhes são ou foram atribuídos.

  • Em seguida reúna os alunos em trios e peça que identifiquem:

a) os lugares retratados: são praças, parques, feiras, jardins botânicos, quintais, espaços destinados a crianças em shopping centers, ou outros? Os lugares são conhecidos pelas crianças da turma? Eles ainda existem? Quais ruas delimitam estes espaços?

b) o que as pessoas estão fazendo em cada uma das imagens: elas estão se divertindo? De quais formas? Elas parecem se sentir bem naquele espaço? Elas são crianças ou adultos? O que as crianças estão fazendo? O que os adultos estão fazendo?,

c) a que temporalidades elas pertencem: como são as roupas das pessoas? Elas se parecem com as nossas roupas? As pessoas estão posicionadas na cena do mesmo modo como o fazemos ao tirar uma foto hoje em dia? Isso tudo pode ser observado através dos indícios contidos nas próprias imagens.

  • Em seguida, identifique os nomes e as localizações de cada uma delas no momento em que as fotos foram tiradas e no momento presente, retomando o item “a)”. Possivelmente algumas serão as mesmas localidades as quais os alunos se referiram anteriormente em seus desenhos. E isso conduz a aula ao próximo momento.

Como adequar à sua realidade: Caso não tenha acesso ao arquivo local previamente, ou não encontre as fotografias necessárias para esta atividade, é possível adaptá-la da seguinte maneira:

  • Entre em contato com os moradores mais antigos de cada bairro onde as crianças moram, entreviste-os a respeito de como eram os espaços de lazer e quais eram as práticas de divertimento nos bairros nos momentos em que mais e melhor se recordam deles em sua juventude, e tragam o conteúdo em áudio, vídeo ou transcrição para a aula. Nesse caso, o momento da problematização partiria da análise dos conteúdos dos relatos, permitindo às crianças uma fonte diferente para interpretação e exigindo a adaptação dos questionamentos propostos acima. Para tanto, recomendamos algumas leituras nas orientações que se seguem.

Para você saber mais:

Sobre experimentos antropológicos com as categorias envolvidas nesta aula:

  • CUNEGATTO, Thais. Etnografia na Rua da Praia: um estudo antropológico sobre cotidiano, memória e formas de sociabilidade no centro urbano porto-alegrense. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. 2009. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/18434
  • Considerando o autor como um homem permeado por seu tempo e pelos condicionantes da pesquisa em ciências humanas e sociais na época, diferentes da produção e prática destas mesmas ciências no presente momento, recomenda-se a leitura de: FERNANDES, Florestan. As “trocinhas” do Bom Retiro: Contribuição ao Estudo Folclórico e Sociológico da Cultura e dos Grupos Infantis. In: Revista Pro-?osições. vol. 15. n. 1 (43). jan/abrl 2004. p. 229-250. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643855
  • SANTOS, Ana Carolina Pereira Martins dos; CAVALETTI, Darleng Arten. As crianças no espaço público: refletindo e propondo mudanças. In: NASCIMENTO, Maria Leticia; GOBBI, Marcia Aparecida (Orgs.) Infâncias sul-americanas: crianças nas cidades, políticas e participação. São Paulo: FEUSP, 2017. p. 50-57. Disponível em: http://www4.fe.usp.br/wp-content/uploads/infanciasok.pdf
  • FARIAS, Rhaisa Naiade Pael. Dentro, fora, aqui e ali: a cidade como direito da criança. In: In: NASCIMENTO, Maria Leticia; GOBBI, Marcia Aparecida (Orgs.) Infâncias sul-americanas: crianças nas cidades, políticas e participação. São Paulo: FEUSP, 2017. p. 204-216. Disponível em: http://www4.fe.usp.br/wp-content/uploads/infanciasok.pdf
  • ARAÚJO, Giovanna de Aquino Fonseca. Tradição, Rituais de Encontro e Espaços de Convívio intergeracional nas feiras portuguesas contemporâneas. Revista Longeviver,n. 57. ano IX, p. 5-11, 2018. Disponível em: http://portaldoenvelhecimento.com/revista-nova/index.php/revistaportal/article/view/722

Sobre a fotografia como fonte para a análise histórica:

Sobre a memória e a oralidade como fontes:

Imagens utilizadas neste slide:

Canto superior esquerdo: Fonte da imagem: O negro brasileiro nas primeiras décadas do século XX: [cultura e aspectos sociais]. p. Foto 015. Disponível em: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80279 . Acesso em 15 de novembro de 2018.

Canto inferior esquerdo: Fonte da imagem:Lume - Repositório Digital UFRGS. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/9916 Acesso em 15 de novembro de 2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Peça aos alunos que identifiquem as semelhanças e diferenças entre os espaços que eles retrataram por meio dos desenhos e aqueles que viram nas fotografias antigas.

Essas indicações devem ser feitas no próprio desenho inicial, implementando-o com as informações produzidas, de modo comparativo (caso se trate do mesmo espaço representado anteriormente pelo aluno e fotografado no passado). Ou através da produção de outro desenho (caso os espaços referenciados sejam diferentes).

É importante que os alunos expressem as diferenças temporais observadas no espaço e nas pessoas retratadas em relação ao momento presente.

As narrativas das crianças e as narrativas advindas das fontes (oralidade ou fotografia) devem ser postas sob análise comparativa, indicando os pontos onde elas convergem e divergem, respondendo a questões como:

  • o que permaneceu através do intervalo de tempo entre nossas impressões e os registros das fontes?
  • o que mudou nesse intervalo?
  • como essas mudanças aconteceram?
  • quais foram os seus impactos no cotidiano do bairro?
  • essas mudanças afetaram as áreas verdes do bairro? como?
  • os lugares das nossas memórias são os mesmos que os lugares que encontramos nas fontes?

O produto final da atividade: os desenhos com indicações das comparações e da análise feita entre os aspectos dos espaços do bairro no passado. Deve ser exposto na escola para que as outras pessoas que frequentam estes espaços possam conhecer a análise elaborada pela turma e dialogar a respeito delas.

Como adaptar a sua realidade: A atividade proposta e seu produto final partem de noções de georreferenciamento e geovisualização aplicadas às memórias, experiências e expressões encontradas nas fontes usadas ao longo desta aula. Um dos desdobramentos desta atividade pode ser a construção de maquetes que representem as narrativas utilizadas ao longo da aula e tentando responder às questões supracitadas. Nesse sentido, além da maquete (e diante da disponibilidade do recurso) é possível também usar ferramentas como o Google Maps e o Google Street View para executar o georreferenciamento online, com base nas mesmas fontes e aplicando as mesmas questões indicadas ao longo das etapas da aula para identificar as alterações nos espaços públicos por meio da comparação de mapas produzidos em outros momentos da história da cidade e aqueles representados pelo Google Maps.

Para você saber mais:

Sobre geovisualização e georreferenciamento

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 100 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade (EF02HI01) Reconhecer espaços de sociabilidade e identificar os motivos que aproximam e separam as pessoas em diferentes grupos sociais ou de parentesco, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Vá ao arquivo municipal e reproduza as fotografias antigas dos bairros da cidade. Você pode fotografar com o seu celular aquelas que apresentam praças, coretos, calçadões e parques, além de outros lugares e momentos de lazer da população no passado. Estas serão as principais fontes deste plano. Você pode imprimi-las ou transformá-las em slides que serão usados na aula. Além disso serão necessários, lápis de cor e papel ofício.

Como adequar a sua realidade: Você pode também, convidar dois ou três moradores do bairro onde a escola se encontra, se possível, pessoas que vivenciaram mudanças na estrutura física do bairro em momentos distintos de sua história, para que falem aos alunos sobre suas experiências, sobre os impactos nas mudanças estruturais do bairro em suas vidas e sobre suas impressões de um modo geral. Para isso é preciso uma organização prévia que implica pesquisar e conhecer os entrevistados, orientá-los sobre o tema específico da entrevista, agendar local e horário para cada uma delas: caso aconteçam dentro da escola, é preciso informar aos colaboradores da instituição a respeito da visita, e caso aconteça fora da escola, é preciso informá-los assim como aos responsáveis pelas crianças sobre a atividade, neste caso ainda, recomendamos o uso de espaços públicos para a execução da entrevista, como uma praça do bairro, de modo que os referenciais da memória dos entrevistados sejam explicitados pelo próprio ambiente.

Para você saber mais:

Sobre direito à cidade:

Sobre a recomendação da atenção aos marcos e processos sociais de construção dos espaços, recomenda-se a leitura de:

  • CERTEAU, Michel de. Capítulo VII - Caminhadas pela cidade p.157-177. In: ______ A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. 22. ed. Petrópolis, RJ: Vozes. 2014.
  • DURAN, Marília Claret Geraes. Maneiras de pensar o cotidiano com Michel de Certeau. Revista Diálogo Educacional (PUCPR) , v. 7, p. 115-128, 2007. Disponível em: http://dx.doi.org/10.7213/rde.v7i22.4177
  • JOSGRILBERG, Fabio Botelho. O lugar praticado. In: ______ Cotidiano e invenção: os espaços de Michel de Certeau. 1. ed. São Paulo: Escrituras, 2005. v. 1. p. 73-86. Disponível em:

https://books.google.com.br/books?id=hfHoAgAAQBAJ&lpg=PA17&ots=i5OF8qaLyL&dq=resenha%20do%20livro%20a%20inven%C3%A7%C3%A3o%20do%20cotidiano%20michel%20de%20certeau&lr&hl=pt-BR&pg=PA15#v=onepage&q&f=false

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Apresente o tema aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Peça aos alunos que desenhem os espaços de lazer dos seus bairros e que os identifiquem (se são praças, parques, jardins botânicos, quintais, espaços destinados a crianças em shopping centers, etc). Incentive a inclusão das representações de pessoas e do que elas costumam fazer para se divertir nestes espaços.

Para você saber mais:

Sobre o trabalho com as expressões das crianças a respeito de suas percepções do mundo ao seu redor:

  • PIRES, Flávia. Ser adulta e pesquisar crianças: explorando possibilidades metodológicas na pesquisa antropológica. Rev. Antropol. [online]. 2007, vol.50, n.1, pp.225-270. ISSN 0034-7701. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-77012007000100006 Acesso em 18 de março de 2019
  • Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento. O NEPSID tem uma série de materiais muito interessantes a respeito dos modos de expressão das crianças e da construção de conhecimento escolar a partir deles, entre outros temas relacionados. Disponível em: https://www.nepsid.com.br/nepsid Acesso em 18 de março de 2019

Sobre as interações das crianças com os espaços públicos:

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 45 minutos

Orientações:

Fale com os alunos a respeito da fotografia como representação do real, como elaboração que parte de um ponto de vista enraizado no contexto histórico de sua própria produção. A fotografia não é um “congelamento do momento real”, mas uma interpretação do momento vivenciado elaborada enquanto ele acontece. É importante que neste ponto fique explícita a execução da própria atividade que acontecerá em seguida: as fotografias, enquanto elaborações do passado produzidas no passado, serão lidas/interpretadas pelos alunos para que eles construam suas próprias impressões a respeito da história dos lugares por elas representados, e este momento é o exercício de uma das etapas do trabalho dos historiadores, a saber: ler o objeto sob uma perspectiva problematizadora, ou seja, orientada por questionamentos que contribuem para a compreensão de um contexto passado. Esta leitura é o que transforma o objeto em questão (as fotografias) em fontes, porque lhes confere outros sentidos além daqueles que já lhes são ou foram atribuídos.

  • Em seguida reúna os alunos em trios e peça que identifiquem:

a) os lugares retratados: são praças, parques, feiras, jardins botânicos, quintais, espaços destinados a crianças em shopping centers, ou outros? Os lugares são conhecidos pelas crianças da turma? Eles ainda existem? Quais ruas delimitam estes espaços?

b) o que as pessoas estão fazendo em cada uma das imagens: elas estão se divertindo? De quais formas? Elas parecem se sentir bem naquele espaço? Elas são crianças ou adultos? O que as crianças estão fazendo? O que os adultos estão fazendo?,

c) a que temporalidades elas pertencem: como são as roupas das pessoas? Elas se parecem com as nossas roupas? As pessoas estão posicionadas na cena do mesmo modo como o fazemos ao tirar uma foto hoje em dia? Isso tudo pode ser observado através dos indícios contidos nas próprias imagens.

  • Em seguida, identifique os nomes e as localizações de cada uma delas no momento em que as fotos foram tiradas e no momento presente, retomando o item “a)”. Possivelmente algumas serão as mesmas localidades as quais os alunos se referiram anteriormente em seus desenhos. E isso conduz a aula ao próximo momento.

Como adequar à sua realidade: Caso não tenha acesso ao arquivo local previamente, ou não encontre as fotografias necessárias para esta atividade, é possível adaptá-la da seguinte maneira:

  • Entre em contato com os moradores mais antigos de cada bairro onde as crianças moram, entreviste-os a respeito de como eram os espaços de lazer e quais eram as práticas de divertimento nos bairros nos momentos em que mais e melhor se recordam deles em sua juventude, e tragam o conteúdo em áudio, vídeo ou transcrição para a aula. Nesse caso, o momento da problematização partiria da análise dos conteúdos dos relatos, permitindo às crianças uma fonte diferente para interpretação e exigindo a adaptação dos questionamentos propostos acima. Para tanto, recomendamos algumas leituras nas orientações que se seguem.

Para você saber mais:

Sobre experimentos antropológicos com as categorias envolvidas nesta aula:

  • CUNEGATTO, Thais. Etnografia na Rua da Praia: um estudo antropológico sobre cotidiano, memória e formas de sociabilidade no centro urbano porto-alegrense. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. 2009. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/18434
  • Considerando o autor como um homem permeado por seu tempo e pelos condicionantes da pesquisa em ciências humanas e sociais na época, diferentes da produção e prática destas mesmas ciências no presente momento, recomenda-se a leitura de: FERNANDES, Florestan. As “trocinhas” do Bom Retiro: Contribuição ao Estudo Folclórico e Sociológico da Cultura e dos Grupos Infantis. In: Revista Pro-?osições. vol. 15. n. 1 (43). jan/abrl 2004. p. 229-250. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8643855
  • SANTOS, Ana Carolina Pereira Martins dos; CAVALETTI, Darleng Arten. As crianças no espaço público: refletindo e propondo mudanças. In: NASCIMENTO, Maria Leticia; GOBBI, Marcia Aparecida (Orgs.) Infâncias sul-americanas: crianças nas cidades, políticas e participação. São Paulo: FEUSP, 2017. p. 50-57. Disponível em: http://www4.fe.usp.br/wp-content/uploads/infanciasok.pdf
  • FARIAS, Rhaisa Naiade Pael. Dentro, fora, aqui e ali: a cidade como direito da criança. In: In: NASCIMENTO, Maria Leticia; GOBBI, Marcia Aparecida (Orgs.) Infâncias sul-americanas: crianças nas cidades, políticas e participação. São Paulo: FEUSP, 2017. p. 204-216. Disponível em: http://www4.fe.usp.br/wp-content/uploads/infanciasok.pdf
  • ARAÚJO, Giovanna de Aquino Fonseca. Tradição, Rituais de Encontro e Espaços de Convívio intergeracional nas feiras portuguesas contemporâneas. Revista Longeviver,n. 57. ano IX, p. 5-11, 2018. Disponível em: http://portaldoenvelhecimento.com/revista-nova/index.php/revistaportal/article/view/722

Sobre a fotografia como fonte para a análise histórica:

Sobre a memória e a oralidade como fontes:

Imagens utilizadas neste slide:

Canto superior esquerdo: Fonte da imagem: O negro brasileiro nas primeiras décadas do século XX: [cultura e aspectos sociais]. p. Foto 015. Disponível em: http://acervo.bndigital.bn.br/sophia/index.asp?codigo_sophia=80279 . Acesso em 15 de novembro de 2018.

Canto inferior esquerdo: Fonte da imagem:Lume - Repositório Digital UFRGS. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/9916 Acesso em 15 de novembro de 2018.

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Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Peça aos alunos que identifiquem as semelhanças e diferenças entre os espaços que eles retrataram por meio dos desenhos e aqueles que viram nas fotografias antigas.

Essas indicações devem ser feitas no próprio desenho inicial, implementando-o com as informações produzidas, de modo comparativo (caso se trate do mesmo espaço representado anteriormente pelo aluno e fotografado no passado). Ou através da produção de outro desenho (caso os espaços referenciados sejam diferentes).

É importante que os alunos expressem as diferenças temporais observadas no espaço e nas pessoas retratadas em relação ao momento presente.

As narrativas das crianças e as narrativas advindas das fontes (oralidade ou fotografia) devem ser postas sob análise comparativa, indicando os pontos onde elas convergem e divergem, respondendo a questões como:

  • o que permaneceu através do intervalo de tempo entre nossas impressões e os registros das fontes?
  • o que mudou nesse intervalo?
  • como essas mudanças aconteceram?
  • quais foram os seus impactos no cotidiano do bairro?
  • essas mudanças afetaram as áreas verdes do bairro? como?
  • os lugares das nossas memórias são os mesmos que os lugares que encontramos nas fontes?

O produto final da atividade: os desenhos com indicações das comparações e da análise feita entre os aspectos dos espaços do bairro no passado. Deve ser exposto na escola para que as outras pessoas que frequentam estes espaços possam conhecer a análise elaborada pela turma e dialogar a respeito delas.

Como adaptar a sua realidade: A atividade proposta e seu produto final partem de noções de georreferenciamento e geovisualização aplicadas às memórias, experiências e expressões encontradas nas fontes usadas ao longo desta aula. Um dos desdobramentos desta atividade pode ser a construção de maquetes que representem as narrativas utilizadas ao longo da aula e tentando responder às questões supracitadas. Nesse sentido, além da maquete (e diante da disponibilidade do recurso) é possível também usar ferramentas como o Google Maps e o Google Street View para executar o georreferenciamento online, com base nas mesmas fontes e aplicando as mesmas questões indicadas ao longo das etapas da aula para identificar as alterações nos espaços públicos por meio da comparação de mapas produzidos em outros momentos da história da cidade e aqueles representados pelo Google Maps.

Para você saber mais:

Sobre geovisualização e georreferenciamento

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