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Plano de aula > Geografia > 7º ano > Mundo do trabalho

Plano de aula - Divisão Internacional e Territorial do Trabalho

Plano de aula de Geografia com atividades para 7° ano do Fundamental sobre Analisar o papel do Brasil na Divisão Internacional e Territorial do Trabalho

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jéssica Da Silva Rodrigues Cecim

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GEO06 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade tem por objetivo as influências da produção, circulação e consumo de mercadorias no território brasileiro, sobretudo, a partir da perspectiva ambiental e da distribuição desigual das riquezas. Trata-se de analisar as diferentes formas de ocupação e configuração do território sob as dinâmicas de produção, circulação e consumo de mercadorias. Este plano, especificamente, objetiva analisar o papel do Brasil na Divisão Territorial e Internacional do Trabalho, refletindo sobre o grupo de países do qual faz parte e do qual se diferencia a partir de um levantamento de discussões seguido de uma atividade em grupo.

Materiais necessários:

  • Quadro e/ou Projetor
  • Cartolina para atividade em grupo
  • Lápis, borracha, caneta, canetinha, lápis de cor
  • Tesoura
  • Cola

Material complementar:

Imagens utilizadas na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Xhx2cQ6QHrtX5R5jz6kJhDspvrjXJYtYrYzbd8jajeAUMmKpyqTUVqMNmsfb/geo7-06und01-imagens-da-contextualizacao.pdf

Esquema utilizado na etapa de Problematização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/SDkfFRTeCEAYYCVnWqhB3JHuTeNvGHvmjbQAn7X589282FbM4SJNQWrhfykP/geo7-06und01-esquema-da-problematizacao.pdf

Material para Infográfico da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fuFNTpwAZTRY26dzDAgCu7PeQs6fZEfQhrh9mJSMAJcgbCbMqsdxpGe6Z65Q/geo7-06und01-banco-de-dados-para-construcao-dos-infograficos.pdf

(Neste link existem exemplos de dados que podem ser utilizados na construção dos infográficos. Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir os mapas, sugere-se simplificar as informações neles contidas e colocá-las em formato de texto para que então os alunos possam escolher como representá-las. São indicados também sites e reportagem que contam com grande aporte de informações sobre o Brasil e suas transações econômica, principalmente no que se refere à exportação. Este são apenas exemplos e, caso seja considerada a alternativa de buscar outros dados, é necessário que estes foquem nos tipos de produtos produzidos e exportados pelo Brasil, presença de empresas estrangeiras em território nacional, dados socioeconômicos que se assemelhem a outros países em condições semelhantes na DIT e etc.).

Link para os mapas:

Mapa da classificação dos países baseada em dados do FMI e ONU utilizado na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/spq8tbKw4TQPXXbGrNPQ9MpSGzzyrEXrevhTP8SmFhq6hnB7DgKnpNQvbU4w/geo7-06und01-mapa-utilizado-na-etapa-de-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) se refere à uma divisão territorial do trabalho entre os diversos países do globo. Trata-se de uma divisão produtiva; uma especialização em termos de produtos finais e intermediários produzidos por cada país. Esta produção diferenciada também gera riquezas distintas entre os países, sobretudo, em uma perspectiva de grupo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos e os coloca em patamares díspares no que se refere ao tipo de produtos que é comercializado. Muito autores dividem a DIT em três períodos distintos:

1) Fase do Capitalismo Comercial, no qual as transações eram realizadas entre as metrópoles e as colônias, quando esta última provia minerais, especiarias, produtos agrícolas e contava com mão-de-obra escravizada;

2) Fase do Capitalismo Industrial, na qual as colônias forneciam produtos manufaturados, produtos agrícolas e manufaturados e as metrópoles forneciam os produtos industrializados;

3) Fase Capitalismo Financeiro, onde, sucintamente, os países desenvolvidos fornecem investimentos financeiros e tecnologia de ponta e os países subdesenvolvidos fornecem produtos industrializados, produtos agrícolas e matérias-primas.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p.

PENA, Rodolfo F. Alves. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente. A inserção subordinada do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho: consequências territoriais e perspectivas em tempos de globalização. Soc. nat. (Online) vol.22 no.2 Uberlândia Aug. 2010. Disponível em:

<https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yszWaT2a3QfPqQ3NWmBFjmAkBWDHXkqjBBxECwwNx9TrtHPBNbHGDsJNgEs7/pereira-a-insercao-do-brasil-na-dit.pdf>. Acesso em: 23 jan 2019.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o tema aos alunos, explicando que nesta aula será discutido o que é a Divisão Territorial e Internacional do Trabalho e qual é o papel do Brasil nesta divisão, refletindo sobre a influência desse papel na produção da riqueza nacional em comparação ao grupo de países do qual faz parte e do qual se diferencia.

Para você saber mais:

A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) se refere à uma divisão territorial do trabalho entre os diversos países do globo. Trata-se de uma divisão produtiva; uma especialização em termos de produtos finais e intermediários produzidos por cada país. Esta produção diferenciada também gera riquezas distintas entre os países, sobretudo, em uma perspectiva de grupo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos e os coloca em patamares díspares no que se refere ao tipo de produtos que é comercializado. Muito autores dividem a DIT em três períodos distintos:

1) Fase do Capitalismo Comercial, no qual as transações eram realizadas entre as metrópoles e as colônias, quando esta última provia minerais, especiarias e contava com mão-de-obra escravizada;

2) Fase do Capitalismo Industrial, na qual as colônias forneciam produtos manufaturados, produtos agrícolas e manufaturados e as metrópoles forneciam os produtos industrializados;

3) Fase Capitalismo Financeiro, onde, sucintamente, os países desenvolvidos fornecem investimentos financeiros e tecnologia de ponta e os países subdesenvolvidos fornecem produtos industrializados, produtos agrícolas e matérias-primas.

PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente. A inserção subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho: consequências territoriais e perspectivas em tempos de globalização. Soc. nat. (Online) vol.22 no.2 Uberlândia Aug. 2010. Disponível em:

<https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yszWaT2a3QfPqQ3NWmBFjmAkBWDHXkqjBBxECwwNx9TrtHPBNbHGDsJNgEs7/pereira-a-insercao-do-brasil-na-dit.pdf>. Acesso em 23 jan 2019.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Primeiramente, pergunte os alunos se eles imaginam do que trata uma “Divisão Internacional do Trabalho”:

  • Será um acordo de divisão de tarefas entre cada país?
  • Como será que os países definem quem vai fazer o quê?
  • O que será que o Brasil faz nessa divisão?

Este é um momento para que os alunos realmente tragam para aula os imaginários que são capazes de construir sobre essas questões. Não é esperado que os alunos venham com concepções fechadas e definidas sobre a temática, mas sim que busquem referências sobre o tema em seus variados espaços de vivência. Sobretudo na terceira pergunta, é possível que apresentem enunciados propagados pelos meios de comunicação sobre algum produto específico, ou ainda, que se utilizem do contato que tiveram com produtores, caso seja de uma família de produtores, ou conheça alguém que desenvolva atividades agrícolas. É possível ainda que pensem em termos industriais e tragam suas experiências com essa área para a sala de aula. Esta etapa é realizada com o objetivo dos alunos projetarem as diversas atividades realizadas no Brasil em relação ao exterior.

Caso os alunos não levantem esses contextos prontamente, é praticável perguntar se já ouviram falar de transações comerciais entre os países, se acham que tudo o que nós consumimos é produzido no Brasil, ou ainda, se as marcas que usamos, por exemplo, são todas nacionais e, caso não sejam, de onde será que são? Onde será que foram produzidas?

Instigue os alunos para que eles racionalizem as referências que carregam sobre os diversos produtos consumidos por eles diariamente no que se refere à sua origem em termos nacionais e globais. Utilize as imagens para incitar o debate, perguntando sobre a produção de alimentos, equipamentos eletrônicos, vestuário, produção fabril e recursos minerais (no slide aparece um minério de ferro).

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, escreva no quadro palavras-chave que os auxiliem em suas buscas por referências sobre o tema da aula, como “roupas”, “eletrônicos”, “alimentos” e etc., questionando de onde vem e quem os produz.

Imagens utilizadas na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Xhx2cQ6QHrtX5R5jz6kJhDspvrjXJYtYrYzbd8jajeAUMmKpyqTUVqMNmsfb/geo7-06und01-imagens-da-contextualizacao.pdf

Como adequar à sua realidade: É possível utilizar a realidade do município no qual a escola se localiza para discutir os principais produtos confeccionados, sejam eles industriais ou provenientes da agropecuária. Desta forma, discuta com os alunos os tipos de produtos, se é possível que eles sejam exportados, de onde vêm sua matéria-prima e etc. O objetivo é construir com os alunos uma compreensão de multiescalaridade dos fenômenos (ou seja, o modo como o território opera em diversas escalas) a partir de redes de produção, circulação e consumo das mercadorias.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Inicie este momento da aula questionando: “Como será que ocorre a Divisão Internacional do Trabalho (DIT)?” e, então, apresente o esquema de importação e exportação aos alunos e pergunte se eles conseguem identificar sobre quais processos ele se refere (compra e venda de produtos). Explique as que flechas indicam fluxos de importação e exportação de mercadorias ao longo do tempo. Certifique-se de que os alunos estejam familiarizados com a contagem dos séculos a partir de números romanos e com a diferença entre importar e exportar algo.

Explique que o esquema faz referência a três períodos distintos dessas relações capitalistas entre grupos de países e, em seguida, questione se eles já ouviram o termo “metrópole” e “colônia” e se podem dar um exemplo de um país que foi metrópole e um que já foi colônia. Procure fazer referências à possíveis questões do cotidiano, como por exemplo:

  • Vocês já ouviram falar na palavra ‘metrópole’?
  • Alguém já ouviu, por exemplo, que ‘tal cidade’ é uma grande metrópole? O que será que isso significa?”.

Caso necessário, exponha, sucintamente, que a concepção atual que temos das metrópoles é a de que são grandes cidades, mas que, também é como chamamos os países que, antes do século XX, detinham o poder sobre territórios conquistados e as colônias, por sua vez, eram territórios administrados/controlados pelo um governo da metrópole.

Na sequência, mostre o mapa da classificação dos países segundo a ONU e o FMI e pergunte o que entendem por países “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos” e vá complementando suas colocações de modo a extrapolar definições como “ricos e pobres”, construindo, desta forma, uma expansão da compreensão que carregam sobre esses termos. Aponte que existem, dentro dessas definições, outras interpretações, como países “emergentes”, que são aqueles que apresentam acelerado desenvolvimento econômico que os diferenciam de outros países periféricos, ou seja, não considerados “desenvolvidos”.

Retorne ao esquema e peça que analisem e indiquem se percebem semelhanças no decorrer dos séculos em relação aos tipos de troca:

  • Será que os países que no século século XV e XVI eram as “metrópoles”, eram os mesmos países que no século XVII, XVIII e XIX foram os “países industrializados” e que atualmente são os países desenvolvidos do século XX?
  • E em relação às antigas colônias será que acontece um processo semelhante?

Espera-se com esta etapa que os alunos sejam capazes de perceber que, no decorrer do tempo, a DIT seguiu um padrão espacial de especialização entre os países, ou seja, os modos como os territórios são configurados a partir dessa divisão, apesar de apresentarem suas especificidades entre si, também apresentam padrões de exportação e importação, de modo que os produtos de alto valor agregado são provenientes, em grande parte, dos países “desenvolvidos” (em sua maioria antigas metrópoles), ao passo que importam produtos agrícolas, recursos minerais e buscam instalar suas empresas em países com oferta de mão-de-obra barata e especializada (como é o caso de muitas das marcas de roupas e calçados, por exemplo, que eles provavelmente citaram na etapa anterior). Por fim, questione: “Em que grupo o Brasil está nesta divisão?”. Esta última questão será respondida mais profundamente enquanto os alunos realizam a etapa da Ação Propositiva.

É importante que, neste momento da aula, apesar das diferenciações construídas entre os grupos de países, sejam eles “desenvolvidos”, “subdesenvolvidos” ou “emergentes”, seja construída com os alunos a concepção de que mesmo que países estejam dentro de “grupos”, ainda assim apresentam diferenças culturais, sociais, econômicas e políticas entre si.

Caso não seja possível projetar o esquema, é possível colocá-lo no quadro ou ainda encontrá-lo nos livros didáticos e apostilas, pois trata-se de uma imagem bastante comum ao se trabalhar com a Divisão Internacional do Trabalho.

Esquema utilizado na etapa de Problematização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/SDkfFRTeCEAYYCVnWqhB3JHuTeNvGHvmjbQAn7X589282FbM4SJNQWrhfykP/geo7-06und01-esquema-da-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

Este tema carrega um grande potencial de discussão e aprofundamento dos estudos em relação à produção dos países. Poderiam ser trabalhadas questões como a presença de centros de pesquisa em tecnologia de ponta nos países “emergentes”, como é o caso do Brasil, por exemplo, assim como o grande fluxo de exportação de produtos agrícolas e minerais também realizado pelas economias ditas “desenvolvidas”, as especializações regionais existentes no Brasil a partir de uma economia voltada para a exportação, dentre outros tópicos.

Para esta aula do sétimo ano, no entanto, é significativo que os alunos tenham um primeiro contato com a existência de uma DIT, que consequentemente também é uma divisão territorial do trabalho, para que então outras discussões possam ser levantadas. Sugere-se um aprofundamento destes temas em outras aulas ou em uma aula com maior disponibilidade de tempo.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p

PENA, Rodolfo F. Alves. Divisão Internacional do Trabalho: DIT. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/divisao-internacional-trabalho-dit.htm>. Acesso em 28 jan 2019.

______________. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

______________.Países emergentes. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/paises-emergentes.htm>. Acesso em: 25 jan 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Inicie este momento da aula questionando: “Como será que ocorre a Divisão Internacional do Trabalho (DIT)?” e, então, apresente o esquema de importação e exportação aos alunos e pergunte se eles conseguem identificar sobre quais processos ele se refere (compra e venda de produtos). Explique as que flechas indicam fluxos de importação e exportação de mercadorias ao longo do tempo. Certifique-se de que os alunos estejam familiarizados com a contagem dos séculos a partir de números romanos e com a diferença entre importar e exportar algo.

Explique que o esquema faz referência a três períodos distintos dessas relações capitalistas entre grupos de países e, em seguida, questione se eles já ouviram o termo “metrópole” e “colônia” e se podem dar um exemplo de um país que foi metrópole e um que já foi colônia. Procure fazer referências à possíveis questões do cotidiano, como por exemplo:

  • Vocês já ouviram falar na palavra ‘metrópole’?
  • Alguém já ouviu, por exemplo, que ‘tal cidade’ é uma grande metrópole? O que será que isso significa?”.

Caso necessário, exponha, sucintamente, que a concepção atual que temos das metrópoles é a de que são grandes cidades, mas que, também é como chamamos os países que, antes do século XX, detinham o poder sobre territórios conquistados e as colônias, por sua vez, eram territórios administrados/controlados pelo um governo da metrópole.

Na sequência, mostre o mapa da classificação dos países segundo a ONU e o FMI e pergunte o que entendem por países “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos” e vá complementando suas colocações de modo a extrapolar definições como “ricos e pobres”, construindo, desta forma, uma expansão da compreensão que carregam sobre esses termos. Aponte que existem, dentro dessas definições, outras interpretações, como países “emergentes”, que são aqueles que apresentam acelerado desenvolvimento econômico que os diferenciam de outros países periféricos, ou seja, não considerados “desenvolvidos”.

Retorne ao esquema e peça que analisem e indiquem se percebem semelhanças no decorrer dos séculos em relação aos tipos de troca:

  • Será que os países que no século século XV e XVI eram as “metrópoles”, eram os mesmos países que no século XVII, XVIII e XIX foram os “países industrializados” e que atualmente são os países desenvolvidos do século XX?
  • E em relação às antigas colônias será que acontece um processo semelhante?

Espera-se com esta etapa que os alunos sejam capazes de perceber que, no decorrer do tempo, a DIT seguiu um padrão espacial de especialização entre os países, ou seja, os modos como os territórios são configurados a partir dessa divisão, apesar de apresentarem suas especificidades entre si, também apresentam padrões de exportação e importação, de modo que os produtos de alto valor agregado são provenientes, em grande parte, dos países “desenvolvidos” (em sua maioria antigas metrópoles), ao passo que importam produtos agrícolas, recursos minerais e buscam instalar suas empresas em países com oferta de mão-de-obra barata e especializada (como é o caso de muitas das marcas de roupas e calçados, por exemplo, que eles provavelmente citaram na etapa anterior). Por fim, questione: “Em que grupo o Brasil está nesta divisão?”. Esta última questão será respondida mais profundamente enquanto os alunos realizam a etapa da Ação Propositiva.

É importante que, neste momento da aula, apesar das diferenciações construídas entre os grupos de países, sejam eles “desenvolvidos”, “subdesenvolvidos” ou “emergentes”, seja construída com os alunos a concepção de que mesmo que países estejam dentro de “grupos”, ainda assim apresentam diferenças culturais, sociais, econômicas e políticas entre si.

Caso não seja possível projetar o esquema, é possível colocá-lo no quadro ou ainda encontrá-lo nos livros didáticos e apostilas, pois trata-se de uma imagem bastante comum ao se trabalhar com a Divisão Internacional do Trabalho.

Para você saber mais:

Este tema carrega um grande potencial de discussão e aprofundamento dos estudos em relação à produção dos países. Poderiam ser trabalhadas questões como a presença de centros de pesquisa em tecnologia de ponta nos países “emergentes”, como é o caso do Brasil, por exemplo, assim como o grande fluxo de exportação de produtos agrícolas e minerais também realizado pelas economias ditas “desenvolvidas”, as especializações regionais existentes no Brasil a partir de uma economia voltada para a exportação, dentre outros tópicos.

Para esta aula do sétimo ano, no entanto, é significativo que os alunos tenham um primeiro contato com a existência de uma DIT, que consequentemente também é uma divisão territorial do trabalho, para que então outras discussões possam ser levantadas. Sugere-se um aprofundamento destes temas em outras aulas ou em uma aula com maior disponibilidade de tempo.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p

PENA, Rodolfo F. Alves. Divisão Internacional do Trabalho: DIT. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/divisao-internacional-trabalho-dit.htm>. Acesso em 28 jan 2019.

______________. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

______________.Países emergentes. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/paises-emergentes.htm>. Acesso em: 25 jan 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Questione se os alunos estão familiarizados com a existência de infográficos, explicando que são uma ferramenta que auxilia na compreensão de determinados temas a partir da junção de texto com outros elementos informativos, como mapas, gráficos, tabelas, ilustrações e etc. A partir do material disponibilizado para essa aula e demais materiais que possam ser levados para a aula que não estejam contidos neste plano, divida os alunos em grupos de até cinco pessoas para que possam realizar a confecção de infográficos. O objetivo dos infográficos é mostrar as principais produções nacionais e, desta forma, a atuação do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho (DIT).

Incentive os alunos a se expressarem criativamente durante a confecção, reiterando que o infográfico é enriquecido na medida em que fornece elementos visuais como desenhos, organização das informações e formas criativas de apresentar os dados. Percorra os grupos durante a confecção do material os auxiliando com as dúvidas.

Caso não seja possível levar os dados impressos para colagem, passe algumas informações no quadro e peça para que os alunos construam cartazes sobre a DIT e o Brasil a partir das discussões levantadas em aula. Também é exequível pedir para que os alunos realizem pesquisas sobre dados da produção nacional para a realização dos infográficos em aula posterior, ou ainda, em um modelo de sala de aula invertida pautada em uma metodologia ativa, solicitar que os alunos realizem as pesquisas sobre esses dados em momento anterior a esta aula para que nela possam construir os infográficos com base em suas pesquisas.

Como adequar à sua realidade: O mesmo modelo de ação propositiva pode ser realizado com os dados municipais, ou ainda regionais de produção. Caso o município se localize em locais com produção tipicamente voltada à exportação, ou próximo delas, esses dados podem ser levantados, discutidos e trabalhados em aula em uma perspectiva multiescalar de análise do fenômeno, ou seja, construir com os alunos as relações escalares entre o local e o global no que se refere à produção de mercadorias.

Para você saber mais:

GAROFALO, Débora. Como as metodologias ativas favorecem o aprendizado. Nova Escola. Disponível em:

<https://novaescola.org.br/conteudo/11897/como-as-metodologias-ativas-favorecem-o-aprendizado>. Acesso em 24 jan 2019.

LIZIERO, Adriano. Geografia Visual - Infográficos. Disponível em:

<https://geografiavisual.com.br/categoria/infografico>. Acesso em 24 jan 2019.

O site apresente uma série de infográficos sobre variados temas da Geografia que podem servir de inspiração para a aula realizada a partir deste plano.

MANSANI, Mara. Como trabalhar leitura e escrita de infográficos na alfabetização. Nova Escola. Disponível em:

<https://novaescola.org.br/conteudo/10136/blog-alfabetizacao-leitura-escrita-producao-de-infograficos-sala-de-aula>. Acesso em 24 jan 2019.

SASSAKI, Cláudio. O que muda nas aulas quando se aplica a sala de aula é invertida? Nova Escola. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3376/blog-tecnologia-educacao-como-funciona-sala-de-aula-invertida>. Acesso em 24 jan 2019.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ. Infográficos. Disponível em: <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/links/links.php?categoria=24&start=0>. Acesso em 24 jan 2019.

O site apresente uma série de infográficos sobre variados temas da Geografia que podem servir de inspiração para a aula realizada a partir deste plano, como infográficos sobre os BRICS, produção pecuária, fontes energéticas, dentre outros.

______________. Infográficos: BRICS. Disponível em:

<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/marco2012/sociologia_simuladores/brics.swf>. Acesso em 24 jan 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que os grupos escolham um representante de seu grupo que deverá apresentar o infográfico por eles elaborado, explicando quais eram seus objetivos, ideia principal e opções de apresentação do tema. Conforme os alunos forem apresentando, vá reiterando o papel do Brasil na DIT, evidenciando, por meio dos dados apresentados, o grande volume de produção voltado ao mercado externo, com destaque para a produção agropecuária e presença massiva de multinacionais no território nacional.

Ao compararem suas produções, incentive os alunos a valorizarem suas próprias produções e as dos colegas, de modo que este seja um momento para que eles percebam outras possibilidades de organização dos dados que podem ou não diferir da forma como escolheram apresentá-los, o que não deslegitima o trabalho de nenhum deles.

Esta aula se trata de um contato inicial dos alunos com as diversas interações que o Brasil pode estabelecer com outros países. Ao localizá-lo na DIT, os alunos puderam entrar em contato com o arranjo territorial de produção que esta posição acarreta no território brasileiro, abrindo espaço para a compreensão de uma hierarquização entre os territórios. Apesar de, em uma compreensão geral, a aula partir de uma escala global (DIT) em direção à regional e local (o que nós produzimos no Brasil? O que é produzido no meu município?), essas escalas se atravessam constantemente e, desta forma, não há prejuízo em introduzir este tema tendo como foco a escala do local para o entendimento do global, por exemplo. Durante as aulas há muitas “idas e voltas”, posto que o conhecimento prévio do aluno está relacionado com todas essas escalas ao mesmo tempo, seja por meio da realidade que vive, do filme ou série que assistiu, da música que ouviu, da notícia que ouviu falar e assim por diante.

Como adequar à sua realidade: O mesmo modelo de aula pode ser realizado com os dados municipais, ou ainda regionais de produção. Caso o município se localize em locais com produção tipicamente voltada à exportação, ou próximo delas, esses dados podem ser levantados, discutidos e trabalhados em aula em uma perspectiva multiescalar de análise do fenômeno, ou seja, construir com os alunos as relações escalares entre o local e o global no que se refere à produção de mercadorias.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GEO06 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade tem por objetivo as influências da produção, circulação e consumo de mercadorias no território brasileiro, sobretudo, a partir da perspectiva ambiental e da distribuição desigual das riquezas. Trata-se de analisar as diferentes formas de ocupação e configuração do território sob as dinâmicas de produção, circulação e consumo de mercadorias. Este plano, especificamente, objetiva analisar o papel do Brasil na Divisão Territorial e Internacional do Trabalho, refletindo sobre o grupo de países do qual faz parte e do qual se diferencia a partir de um levantamento de discussões seguido de uma atividade em grupo.

Materiais necessários:

  • Quadro e/ou Projetor
  • Cartolina para atividade em grupo
  • Lápis, borracha, caneta, canetinha, lápis de cor
  • Tesoura
  • Cola

Material complementar:

Imagens utilizadas na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Xhx2cQ6QHrtX5R5jz6kJhDspvrjXJYtYrYzbd8jajeAUMmKpyqTUVqMNmsfb/geo7-06und01-imagens-da-contextualizacao.pdf

Esquema utilizado na etapa de Problematização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/SDkfFRTeCEAYYCVnWqhB3JHuTeNvGHvmjbQAn7X589282FbM4SJNQWrhfykP/geo7-06und01-esquema-da-problematizacao.pdf

Material para Infográfico da Ação Propositiva:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fuFNTpwAZTRY26dzDAgCu7PeQs6fZEfQhrh9mJSMAJcgbCbMqsdxpGe6Z65Q/geo7-06und01-banco-de-dados-para-construcao-dos-infograficos.pdf

(Neste link existem exemplos de dados que podem ser utilizados na construção dos infográficos. Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir os mapas, sugere-se simplificar as informações neles contidas e colocá-las em formato de texto para que então os alunos possam escolher como representá-las. São indicados também sites e reportagem que contam com grande aporte de informações sobre o Brasil e suas transações econômica, principalmente no que se refere à exportação. Este são apenas exemplos e, caso seja considerada a alternativa de buscar outros dados, é necessário que estes foquem nos tipos de produtos produzidos e exportados pelo Brasil, presença de empresas estrangeiras em território nacional, dados socioeconômicos que se assemelhem a outros países em condições semelhantes na DIT e etc.).

Link para os mapas:

Mapa da classificação dos países baseada em dados do FMI e ONU utilizado na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/spq8tbKw4TQPXXbGrNPQ9MpSGzzyrEXrevhTP8SmFhq6hnB7DgKnpNQvbU4w/geo7-06und01-mapa-utilizado-na-etapa-de-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) se refere à uma divisão territorial do trabalho entre os diversos países do globo. Trata-se de uma divisão produtiva; uma especialização em termos de produtos finais e intermediários produzidos por cada país. Esta produção diferenciada também gera riquezas distintas entre os países, sobretudo, em uma perspectiva de grupo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos e os coloca em patamares díspares no que se refere ao tipo de produtos que é comercializado. Muito autores dividem a DIT em três períodos distintos:

1) Fase do Capitalismo Comercial, no qual as transações eram realizadas entre as metrópoles e as colônias, quando esta última provia minerais, especiarias, produtos agrícolas e contava com mão-de-obra escravizada;

2) Fase do Capitalismo Industrial, na qual as colônias forneciam produtos manufaturados, produtos agrícolas e manufaturados e as metrópoles forneciam os produtos industrializados;

3) Fase Capitalismo Financeiro, onde, sucintamente, os países desenvolvidos fornecem investimentos financeiros e tecnologia de ponta e os países subdesenvolvidos fornecem produtos industrializados, produtos agrícolas e matérias-primas.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p.

PENA, Rodolfo F. Alves. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente. A inserção subordinada do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho: consequências territoriais e perspectivas em tempos de globalização. Soc. nat. (Online) vol.22 no.2 Uberlândia Aug. 2010. Disponível em:

<https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yszWaT2a3QfPqQ3NWmBFjmAkBWDHXkqjBBxECwwNx9TrtHPBNbHGDsJNgEs7/pereira-a-insercao-do-brasil-na-dit.pdf>. Acesso em: 23 jan 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente o tema aos alunos, explicando que nesta aula será discutido o que é a Divisão Territorial e Internacional do Trabalho e qual é o papel do Brasil nesta divisão, refletindo sobre a influência desse papel na produção da riqueza nacional em comparação ao grupo de países do qual faz parte e do qual se diferencia.

Para você saber mais:

A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) se refere à uma divisão territorial do trabalho entre os diversos países do globo. Trata-se de uma divisão produtiva; uma especialização em termos de produtos finais e intermediários produzidos por cada país. Esta produção diferenciada também gera riquezas distintas entre os países, sobretudo, em uma perspectiva de grupo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos e os coloca em patamares díspares no que se refere ao tipo de produtos que é comercializado. Muito autores dividem a DIT em três períodos distintos:

1) Fase do Capitalismo Comercial, no qual as transações eram realizadas entre as metrópoles e as colônias, quando esta última provia minerais, especiarias e contava com mão-de-obra escravizada;

2) Fase do Capitalismo Industrial, na qual as colônias forneciam produtos manufaturados, produtos agrícolas e manufaturados e as metrópoles forneciam os produtos industrializados;

3) Fase Capitalismo Financeiro, onde, sucintamente, os países desenvolvidos fornecem investimentos financeiros e tecnologia de ponta e os países subdesenvolvidos fornecem produtos industrializados, produtos agrícolas e matérias-primas.

PEREIRA, Mirlei Fachini Vicente. A inserção subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho: consequências territoriais e perspectivas em tempos de globalização. Soc. nat. (Online) vol.22 no.2 Uberlândia Aug. 2010. Disponível em:

<https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/yszWaT2a3QfPqQ3NWmBFjmAkBWDHXkqjBBxECwwNx9TrtHPBNbHGDsJNgEs7/pereira-a-insercao-do-brasil-na-dit.pdf>. Acesso em 23 jan 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Primeiramente, pergunte os alunos se eles imaginam do que trata uma “Divisão Internacional do Trabalho”:

  • Será um acordo de divisão de tarefas entre cada país?
  • Como será que os países definem quem vai fazer o quê?
  • O que será que o Brasil faz nessa divisão?

Este é um momento para que os alunos realmente tragam para aula os imaginários que são capazes de construir sobre essas questões. Não é esperado que os alunos venham com concepções fechadas e definidas sobre a temática, mas sim que busquem referências sobre o tema em seus variados espaços de vivência. Sobretudo na terceira pergunta, é possível que apresentem enunciados propagados pelos meios de comunicação sobre algum produto específico, ou ainda, que se utilizem do contato que tiveram com produtores, caso seja de uma família de produtores, ou conheça alguém que desenvolva atividades agrícolas. É possível ainda que pensem em termos industriais e tragam suas experiências com essa área para a sala de aula. Esta etapa é realizada com o objetivo dos alunos projetarem as diversas atividades realizadas no Brasil em relação ao exterior.

Caso os alunos não levantem esses contextos prontamente, é praticável perguntar se já ouviram falar de transações comerciais entre os países, se acham que tudo o que nós consumimos é produzido no Brasil, ou ainda, se as marcas que usamos, por exemplo, são todas nacionais e, caso não sejam, de onde será que são? Onde será que foram produzidas?

Instigue os alunos para que eles racionalizem as referências que carregam sobre os diversos produtos consumidos por eles diariamente no que se refere à sua origem em termos nacionais e globais. Utilize as imagens para incitar o debate, perguntando sobre a produção de alimentos, equipamentos eletrônicos, vestuário, produção fabril e recursos minerais (no slide aparece um minério de ferro).

Caso não seja possível projetar, tampouco imprimir as imagens, escreva no quadro palavras-chave que os auxiliem em suas buscas por referências sobre o tema da aula, como “roupas”, “eletrônicos”, “alimentos” e etc., questionando de onde vem e quem os produz.

Imagens utilizadas na etapa de Contextualização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Xhx2cQ6QHrtX5R5jz6kJhDspvrjXJYtYrYzbd8jajeAUMmKpyqTUVqMNmsfb/geo7-06und01-imagens-da-contextualizacao.pdf

Como adequar à sua realidade: É possível utilizar a realidade do município no qual a escola se localiza para discutir os principais produtos confeccionados, sejam eles industriais ou provenientes da agropecuária. Desta forma, discuta com os alunos os tipos de produtos, se é possível que eles sejam exportados, de onde vêm sua matéria-prima e etc. O objetivo é construir com os alunos uma compreensão de multiescalaridade dos fenômenos (ou seja, o modo como o território opera em diversas escalas) a partir de redes de produção, circulação e consumo das mercadorias.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Inicie este momento da aula questionando: “Como será que ocorre a Divisão Internacional do Trabalho (DIT)?” e, então, apresente o esquema de importação e exportação aos alunos e pergunte se eles conseguem identificar sobre quais processos ele se refere (compra e venda de produtos). Explique as que flechas indicam fluxos de importação e exportação de mercadorias ao longo do tempo. Certifique-se de que os alunos estejam familiarizados com a contagem dos séculos a partir de números romanos e com a diferença entre importar e exportar algo.

Explique que o esquema faz referência a três períodos distintos dessas relações capitalistas entre grupos de países e, em seguida, questione se eles já ouviram o termo “metrópole” e “colônia” e se podem dar um exemplo de um país que foi metrópole e um que já foi colônia. Procure fazer referências à possíveis questões do cotidiano, como por exemplo:

  • Vocês já ouviram falar na palavra ‘metrópole’?
  • Alguém já ouviu, por exemplo, que ‘tal cidade’ é uma grande metrópole? O que será que isso significa?”.

Caso necessário, exponha, sucintamente, que a concepção atual que temos das metrópoles é a de que são grandes cidades, mas que, também é como chamamos os países que, antes do século XX, detinham o poder sobre territórios conquistados e as colônias, por sua vez, eram territórios administrados/controlados pelo um governo da metrópole.

Na sequência, mostre o mapa da classificação dos países segundo a ONU e o FMI e pergunte o que entendem por países “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos” e vá complementando suas colocações de modo a extrapolar definições como “ricos e pobres”, construindo, desta forma, uma expansão da compreensão que carregam sobre esses termos. Aponte que existem, dentro dessas definições, outras interpretações, como países “emergentes”, que são aqueles que apresentam acelerado desenvolvimento econômico que os diferenciam de outros países periféricos, ou seja, não considerados “desenvolvidos”.

Retorne ao esquema e peça que analisem e indiquem se percebem semelhanças no decorrer dos séculos em relação aos tipos de troca:

  • Será que os países que no século século XV e XVI eram as “metrópoles”, eram os mesmos países que no século XVII, XVIII e XIX foram os “países industrializados” e que atualmente são os países desenvolvidos do século XX?
  • E em relação às antigas colônias será que acontece um processo semelhante?

Espera-se com esta etapa que os alunos sejam capazes de perceber que, no decorrer do tempo, a DIT seguiu um padrão espacial de especialização entre os países, ou seja, os modos como os territórios são configurados a partir dessa divisão, apesar de apresentarem suas especificidades entre si, também apresentam padrões de exportação e importação, de modo que os produtos de alto valor agregado são provenientes, em grande parte, dos países “desenvolvidos” (em sua maioria antigas metrópoles), ao passo que importam produtos agrícolas, recursos minerais e buscam instalar suas empresas em países com oferta de mão-de-obra barata e especializada (como é o caso de muitas das marcas de roupas e calçados, por exemplo, que eles provavelmente citaram na etapa anterior). Por fim, questione: “Em que grupo o Brasil está nesta divisão?”. Esta última questão será respondida mais profundamente enquanto os alunos realizam a etapa da Ação Propositiva.

É importante que, neste momento da aula, apesar das diferenciações construídas entre os grupos de países, sejam eles “desenvolvidos”, “subdesenvolvidos” ou “emergentes”, seja construída com os alunos a concepção de que mesmo que países estejam dentro de “grupos”, ainda assim apresentam diferenças culturais, sociais, econômicas e políticas entre si.

Caso não seja possível projetar o esquema, é possível colocá-lo no quadro ou ainda encontrá-lo nos livros didáticos e apostilas, pois trata-se de uma imagem bastante comum ao se trabalhar com a Divisão Internacional do Trabalho.

Esquema utilizado na etapa de Problematização:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/SDkfFRTeCEAYYCVnWqhB3JHuTeNvGHvmjbQAn7X589282FbM4SJNQWrhfykP/geo7-06und01-esquema-da-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

Este tema carrega um grande potencial de discussão e aprofundamento dos estudos em relação à produção dos países. Poderiam ser trabalhadas questões como a presença de centros de pesquisa em tecnologia de ponta nos países “emergentes”, como é o caso do Brasil, por exemplo, assim como o grande fluxo de exportação de produtos agrícolas e minerais também realizado pelas economias ditas “desenvolvidas”, as especializações regionais existentes no Brasil a partir de uma economia voltada para a exportação, dentre outros tópicos.

Para esta aula do sétimo ano, no entanto, é significativo que os alunos tenham um primeiro contato com a existência de uma DIT, que consequentemente também é uma divisão territorial do trabalho, para que então outras discussões possam ser levantadas. Sugere-se um aprofundamento destes temas em outras aulas ou em uma aula com maior disponibilidade de tempo.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p

PENA, Rodolfo F. Alves. Divisão Internacional do Trabalho: DIT. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/divisao-internacional-trabalho-dit.htm>. Acesso em 28 jan 2019.

______________. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

______________.Países emergentes. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/paises-emergentes.htm>. Acesso em: 25 jan 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Inicie este momento da aula questionando: “Como será que ocorre a Divisão Internacional do Trabalho (DIT)?” e, então, apresente o esquema de importação e exportação aos alunos e pergunte se eles conseguem identificar sobre quais processos ele se refere (compra e venda de produtos). Explique as que flechas indicam fluxos de importação e exportação de mercadorias ao longo do tempo. Certifique-se de que os alunos estejam familiarizados com a contagem dos séculos a partir de números romanos e com a diferença entre importar e exportar algo.

Explique que o esquema faz referência a três períodos distintos dessas relações capitalistas entre grupos de países e, em seguida, questione se eles já ouviram o termo “metrópole” e “colônia” e se podem dar um exemplo de um país que foi metrópole e um que já foi colônia. Procure fazer referências à possíveis questões do cotidiano, como por exemplo:

  • Vocês já ouviram falar na palavra ‘metrópole’?
  • Alguém já ouviu, por exemplo, que ‘tal cidade’ é uma grande metrópole? O que será que isso significa?”.

Caso necessário, exponha, sucintamente, que a concepção atual que temos das metrópoles é a de que são grandes cidades, mas que, também é como chamamos os países que, antes do século XX, detinham o poder sobre territórios conquistados e as colônias, por sua vez, eram territórios administrados/controlados pelo um governo da metrópole.

Na sequência, mostre o mapa da classificação dos países segundo a ONU e o FMI e pergunte o que entendem por países “desenvolvidos” e “subdesenvolvidos” e vá complementando suas colocações de modo a extrapolar definições como “ricos e pobres”, construindo, desta forma, uma expansão da compreensão que carregam sobre esses termos. Aponte que existem, dentro dessas definições, outras interpretações, como países “emergentes”, que são aqueles que apresentam acelerado desenvolvimento econômico que os diferenciam de outros países periféricos, ou seja, não considerados “desenvolvidos”.

Retorne ao esquema e peça que analisem e indiquem se percebem semelhanças no decorrer dos séculos em relação aos tipos de troca:

  • Será que os países que no século século XV e XVI eram as “metrópoles”, eram os mesmos países que no século XVII, XVIII e XIX foram os “países industrializados” e que atualmente são os países desenvolvidos do século XX?
  • E em relação às antigas colônias será que acontece um processo semelhante?

Espera-se com esta etapa que os alunos sejam capazes de perceber que, no decorrer do tempo, a DIT seguiu um padrão espacial de especialização entre os países, ou seja, os modos como os territórios são configurados a partir dessa divisão, apesar de apresentarem suas especificidades entre si, também apresentam padrões de exportação e importação, de modo que os produtos de alto valor agregado são provenientes, em grande parte, dos países “desenvolvidos” (em sua maioria antigas metrópoles), ao passo que importam produtos agrícolas, recursos minerais e buscam instalar suas empresas em países com oferta de mão-de-obra barata e especializada (como é o caso de muitas das marcas de roupas e calçados, por exemplo, que eles provavelmente citaram na etapa anterior). Por fim, questione: “Em que grupo o Brasil está nesta divisão?”. Esta última questão será respondida mais profundamente enquanto os alunos realizam a etapa da Ação Propositiva.

É importante que, neste momento da aula, apesar das diferenciações construídas entre os grupos de países, sejam eles “desenvolvidos”, “subdesenvolvidos” ou “emergentes”, seja construída com os alunos a concepção de que mesmo que países estejam dentro de “grupos”, ainda assim apresentam diferenças culturais, sociais, econômicas e políticas entre si.

Caso não seja possível projetar o esquema, é possível colocá-lo no quadro ou ainda encontrá-lo nos livros didáticos e apostilas, pois trata-se de uma imagem bastante comum ao se trabalhar com a Divisão Internacional do Trabalho.

Para você saber mais:

Este tema carrega um grande potencial de discussão e aprofundamento dos estudos em relação à produção dos países. Poderiam ser trabalhadas questões como a presença de centros de pesquisa em tecnologia de ponta nos países “emergentes”, como é o caso do Brasil, por exemplo, assim como o grande fluxo de exportação de produtos agrícolas e minerais também realizado pelas economias ditas “desenvolvidas”, as especializações regionais existentes no Brasil a partir de uma economia voltada para a exportação, dentre outros tópicos.

Para esta aula do sétimo ano, no entanto, é significativo que os alunos tenham um primeiro contato com a existência de uma DIT, que consequentemente também é uma divisão territorial do trabalho, para que então outras discussões possam ser levantadas. Sugere-se um aprofundamento destes temas em outras aulas ou em uma aula com maior disponibilidade de tempo.

Para o professor Rogério Haesbaert, o território carrega uma dimensão de poder, tanto em um sentido mais concreto, como dominação, quanto em um sentido mais simbólico, de apropriação. Segundo o autor, portanto, o território trata-se de algo que vai desde uma dominação político-econômica até uma dimensão cultural/simbólica e, desta forma, deve ser pensando em suas multiplicidades de poderes e agentes/sujeitos nele envolvidos e seus interesses.

HAESBAERT, Rogério. Dos múltiplos territórios à multiterritorialidade. IN: HEIDRICH, Álvaro Luiz et al. A emergência da multiterritorialidade: a ressignificação da relação do humano com o espaço. Porto Alegre: UFRGS Editora, 2008. 312p

PENA, Rodolfo F. Alves. Divisão Internacional do Trabalho: DIT. Brasil Escola. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/divisao-internacional-trabalho-dit.htm>. Acesso em 28 jan 2019.

______________. O que é território? Brasil Escola. Disponível em:

<https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-territorio.htm>. Acesso em 24 jan 2019.

______________.Países emergentes. Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/paises-emergentes.htm>. Acesso em: 25 jan 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Questione se os alunos estão familiarizados com a existência de infográficos, explicando que são uma ferramenta que auxilia na compreensão de determinados temas a partir da junção de texto com outros elementos informativos, como mapas, gráficos, tabelas, ilustrações e etc. A partir do material disponibilizado para essa aula e demais materiais que possam ser levados para a aula que não estejam contidos neste plano, divida os alunos em grupos de até cinco pessoas para que possam realizar a confecção de infográficos. O objetivo dos infográficos é mostrar as principais produções nacionais e, desta forma, a atuação do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho (DIT).

Incentive os alunos a se expressarem criativamente durante a confecção, reiterando que o infográfico é enriquecido na medida em que fornece elementos visuais como desenhos, organização das informações e formas criativas de apresentar os dados. Percorra os grupos durante a confecção do material os auxiliando com as dúvidas.

Caso não seja possível levar os dados impressos para colagem, passe algumas informações no quadro e peça para que os alunos construam cartazes sobre a DIT e o Brasil a partir das discussões levantadas em aula. Também é exequível pedir para que os alunos realizem pesquisas sobre dados da produção nacional para a realização dos infográficos em aula posterior, ou ainda, em um modelo de sala de aula invertida pautada em uma metodologia ativa, solicitar que os alunos realizem as pesquisas sobre esses dados em momento anterior a esta aula para que nela possam construir os infográficos com base em suas pesquisas.

Como adequar à sua realidade: O mesmo modelo de ação propositiva pode ser realizado com os dados municipais, ou ainda regionais de produção. Caso o município se localize em locais com produção tipicamente voltada à exportação, ou próximo delas, esses dados podem ser levantados, discutidos e trabalhados em aula em uma perspectiva multiescalar de análise do fenômeno, ou seja, construir com os alunos as relações escalares entre o local e o global no que se refere à produção de mercadorias.

Para você saber mais:

GAROFALO, Débora. Como as metodologias ativas favorecem o aprendizado. Nova Escola. Disponível em:

<https://novaescola.org.br/conteudo/11897/como-as-metodologias-ativas-favorecem-o-aprendizado>. Acesso em 24 jan 2019.

LIZIERO, Adriano. Geografia Visual - Infográficos. Disponível em:

<https://geografiavisual.com.br/categoria/infografico>. Acesso em 24 jan 2019.

O site apresente uma série de infográficos sobre variados temas da Geografia que podem servir de inspiração para a aula realizada a partir deste plano.

MANSANI, Mara. Como trabalhar leitura e escrita de infográficos na alfabetização. Nova Escola. Disponível em:

<https://novaescola.org.br/conteudo/10136/blog-alfabetizacao-leitura-escrita-producao-de-infograficos-sala-de-aula>. Acesso em 24 jan 2019.

SASSAKI, Cláudio. O que muda nas aulas quando se aplica a sala de aula é invertida? Nova Escola. Disponível em:

https://novaescola.org.br/conteudo/3376/blog-tecnologia-educacao-como-funciona-sala-de-aula-invertida>. Acesso em 24 jan 2019.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ. Infográficos. Disponível em: <http://www.geografia.seed.pr.gov.br/modules/links/links.php?categoria=24&start=0>. Acesso em 24 jan 2019.

O site apresente uma série de infográficos sobre variados temas da Geografia que podem servir de inspiração para a aula realizada a partir deste plano, como infográficos sobre os BRICS, produção pecuária, fontes energéticas, dentre outros.

______________. Infográficos: BRICS. Disponível em:

<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/marco2012/sociologia_simuladores/brics.swf>. Acesso em 24 jan 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que os grupos escolham um representante de seu grupo que deverá apresentar o infográfico por eles elaborado, explicando quais eram seus objetivos, ideia principal e opções de apresentação do tema. Conforme os alunos forem apresentando, vá reiterando o papel do Brasil na DIT, evidenciando, por meio dos dados apresentados, o grande volume de produção voltado ao mercado externo, com destaque para a produção agropecuária e presença massiva de multinacionais no território nacional.

Ao compararem suas produções, incentive os alunos a valorizarem suas próprias produções e as dos colegas, de modo que este seja um momento para que eles percebam outras possibilidades de organização dos dados que podem ou não diferir da forma como escolheram apresentá-los, o que não deslegitima o trabalho de nenhum deles.

Esta aula se trata de um contato inicial dos alunos com as diversas interações que o Brasil pode estabelecer com outros países. Ao localizá-lo na DIT, os alunos puderam entrar em contato com o arranjo territorial de produção que esta posição acarreta no território brasileiro, abrindo espaço para a compreensão de uma hierarquização entre os territórios. Apesar de, em uma compreensão geral, a aula partir de uma escala global (DIT) em direção à regional e local (o que nós produzimos no Brasil? O que é produzido no meu município?), essas escalas se atravessam constantemente e, desta forma, não há prejuízo em introduzir este tema tendo como foco a escala do local para o entendimento do global, por exemplo. Durante as aulas há muitas “idas e voltas”, posto que o conhecimento prévio do aluno está relacionado com todas essas escalas ao mesmo tempo, seja por meio da realidade que vive, do filme ou série que assistiu, da música que ouviu, da notícia que ouviu falar e assim por diante.

Como adequar à sua realidade: O mesmo modelo de aula pode ser realizado com os dados municipais, ou ainda regionais de produção. Caso o município se localize em locais com produção tipicamente voltada à exportação, ou próximo delas, esses dados podem ser levantados, discutidos e trabalhados em aula em uma perspectiva multiescalar de análise do fenômeno, ou seja, construir com os alunos as relações escalares entre o local e o global no que se refere à produção de mercadorias.

Slide Plano Aula

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