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Plano de aula > História > 9º ano > O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX

Plano de aula - O movimento eugenista e as mulheres

Plano de aula de História com atividades para 9º ano do EF sobre O movimento eugenista e as mulheres

Plano 02 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Roberta Duarte Da Silva

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor para exibição de imagens e textos. Caso não tenha disponibilidade deste aparelho, poderão ser realizadas impressões das imagens e dos textos para ser disponibilizados para as equipes.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ydeYXxV4b5eEK4tTNzcTt6QqZuuhMSJ5zhRtGwszbbzJHHxYrN7px6vEC8Ze/his9-08und02-contexto-imagens-almanaque-da-saude-da-mulher.pdf

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

Para você saber mais:

Para que você possa conduzir esta aula com mais propriedade, recomendamos algumas leituras sobre os debates raciais em torno da sociedade brasileira no período após da Independência do Brasil. Após este marco político, passou a ser pauta de discussão da elite brasileira a preocupação com a formação de uma nação soberana, desenvolvida economicamente, mas que acima de tudo partilhasse os ideais de civilização europeus. Uma coisa era certa, a identidade nacional, que estava em processo de construção, não poderia estar associada à população negra ou indígena, mesmo representando a maior parte da população brasileira, pois eram relacionados a doenças, vícios e todo tipo de problemas que afligiam ou poderiam vir a afligir a sociedade brasileira. Neste contexto, muitos intelectuais brasileiros no fim do século XIX e início do século XX passaram a defender uma política de “branqueamento” e de eugenia da população como a aposta mais efetiva para que o Brasil conseguisse se enquadrar nos padrões civilizatórios europeus.

O movimento eugenista buscava “aperfeiçoar” a raça humana por meio da procriação seletiva de seres humanos. Imbuídos de ideias advindas do determinismo biológico, teoria que pregava a superioridade de algumas raças e etnias sobre outras, notadamente a superioridade de europeus fenotipicamente arianos sobre outras populações, procuravam branquear a sociedade, além de impedir a reprodução de indivíduos portadores de deficiências físicas ou mentais. No Brasil, um dos maiores divulgadores do movimento eugenista foi o médico Renato Kehl, fundador da Sociedade Eugênica de São Paulo.

Neste contexto, o papel atribuído às mulheres foi o de esposa e mãe, e o foco passa a ser a preservação de sua saúde, com ênfase na saúde materna e nos cuidados do pré-natal. O trabalho fora do domicílio era visto com maus olhos pelos eugenistas por acreditarem que causaria a degeneração das famílias e dos lares brasileiros. As feministas eram vistas como empecilho para o estabelecimento de uma sociedade ideal, pois suas reivindicações eram vistas como entraves ao papel tradicional de reprodutoras das mulheres. Ao mesmo tempo, as mulheres brasileiras passaram a trabalhar cada vez mais fora do lar para conseguir seu sustento e surge o movimento sufragista brasileiro, com um de seus maiores expoentes sendo Bertha Lutz, que formou em 1919, no Rio de Janeiro, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. O movimento sufragista feminino brasileiro obteve grande vitória em 1932, quando o então presidente, Getúlio Vargas, instalou novo código eleitoral que garantia às mulheres o direito ao voto.

COUTO, Rita Cristina C. de Medeiros. Eugenia, loucura e condição feminina. Fundação Carlos Chagas: Cadernos de Pesquisa, n. 90, 1994. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/892>. Acesso em: 5 mar. 2019.

CUPELLO, Priscila Céspede. A mulher (a)normal: Representações do feminino em periódicos científicos e revistas leigas na cidade do Rio de Janeiro (1925-1933). Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2013. (Dissertação de Mestrado). Disponível em: <https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/18973>.
Acesso em: 9 mar. 2019.

MORAIS, Ana Karoline Lima de. Folheando a saúde: o almanaque d’A saúde da mulher e a construção do feminino nas décadas de 1930 e 1940. Campina Grande – PB: Universidade Estadual da Paraíba, 2018, p. 07. (Trabalho de conclusão de curso). Disponível em: <http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/18226/1/PDF%20-%20ANA%20KAROLINE%20LIMA%20DE%20MORAIS.pdf>.
Acesso em: 10 mar. 2019.

ROCHA, Simone. A educação como ideal eugênico: o movimento eugenista e o discurso educacional no boletim de eugenia 1929-1933. Curitiba: Caderno de Pesquisa - Pensamento Educacional, v. 6, n. 13, mai./ago. 2011. Disponível em: <https://seer.utp.br/index.php/a/article/view/423>. Acesso em: 6 mar. 2019.

SILVA, André Luiz dos S.; GOELLNER, Silvana Vilodre. “Sedentárias” e coquettes à margem: Feminilidades desviantes na obra de Renato Kehl. Pensar a prática 11/03: 251-259, set./dez. 2008. Disponível em: <https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/4865/4971>. Acesso em: 5 mar. 2019.

SOUZA, Vanderlei Sebastião de. A eugenia no Brasil: Ciência e pensamento social no movimento eugenista brasileiro do entre-guerras. Londrina: XXIII ANPUH, 2005. Disponível em: <http://conselheiros6.nute.ufsc.br/ebook/medias/pdf/A%20eugenia%20no%20Brasil-%20inserido.compressed.pdf>.
Acesso em: 6 mar. 2019.

STEPAN, Nancy Leys. Eugenia no Brasil, 1917-1940. In: HOCHMAN, G., and ARMUS, D., orgs. Cuidar, controlar, curar: ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2004. História e Saúde collection, p. 351-353. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/7bzx4/pdf/hochman-9788575413111-11.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2019.

SÓ HISTÓRIA. Bertha Lutz. Biografia. Disponível em: <https://www.sohistoria.com.br/biografias/berta/>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Solicite que os alunos se organizem em equipes de três alunos. A escolha das equipes pode ser direcionada, com o propósito de garantir que os alunos possam se apoiar de maneira efetiva para a realização desta atividade.

O objetivo da aula poderá ser projetado, escrito no quadro ou lido para a turma. Este momento é muito importante para que os alunos compreendam a temática que será estudada e qual sua importância. No entanto, procure não antecipar algumas questões neste início a fim de garantir a atenção e interesse dos alunos durante toda a vivência da aula.

A finalidade desta aula é fazer com que os alunos compreendam o debate em torno das questões eugênicas e o papel da mulher após Proclamação da República, compreendendo as peculiaridades em torno do movimento eugenista difundido no período e a sua relação com a vida das mulheres brasileiras.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Para a promoção de uma aula significativa e motivadora, é importante pensar em estratégias que incentivem o protagonismo dos alunos e que atribuam sentido à temática estudada. Logo, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar algumas imagens que representam o cotidiano de mulheres no Brasil no período da Primeira República (1889-1930) e alguns anos após a Revolução de 1930. Oriente os alunos a observar atentamente todos os detalhes das imagens. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre a pintura apresentada:

  • Do que trata a primeira imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?
  • Do que trata a segunda imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?

Almeja-se que os alunos consigam identificar que a primeira imagem é de um almanaque de 1933, conforme o título, e que representa figuras femininas de maneira bem angelical e traz a chamada informando que “a saúde da mulher é o amparo poderoso para o sexo frágil”. Trata-se de artigo que comenta sobre cuidados com a saúde feminina.

Na segunda imagem, espera-se que os estudantes percebam que se trata de um almanaque de 1931, conforme o título, e que ela retrata mulheres de várias idades, jovens, adultas e velhas, e que traz os dizeres “o melhor remédio para incômodos de senhoras em todas as idades é a saúde da mulher”, e que provavelmente se trata artigo sobre a saúde feminina.

Em seguida pergunte que relação os alunos acreditam que existe entre as duas imagens. Permita que os estudantes exponham o que sabem, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizaram por meio da análise das imagens.

Espera-se que após a leitura dos textos da Problematização os alunos compreendam que as duas imagens representam o ideal da mulher do período, com o foco em sua saúde.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ydeYXxV4b5eEK4tTNzcTt6QqZuuhMSJ5zhRtGwszbbzJHHxYrN7px6vEC8Ze/his9-08und02-contexto-imagens-almanaque-da-saude-da-mulher.pdf

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Para a promoção de uma aula significativa e motivadora, é importante pensar em estratégias que incentivem o protagonismo dos alunos e que atribuam sentido à temática estudada. Logo, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar algumas imagens que representam o cotidiano de mulheres no Brasil no período da Primeira República (1889-1930) e alguns anos após a Revolução de 1930. Oriente os alunos a observar atentamente todos os detalhes das imagens. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre a pintura apresentada:

  • Do que trata a primeira imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?
  • Do que trata a segunda imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?

Almeja-se que os alunos consigam identificar que a primeira imagem é de um almanaque de 1933, conforme o título, e que representa figuras femininas de maneira bem angelical e traz a chamada informando que “a saúde da mulher é o amparo poderoso para o sexo frágil”. Trata-se de artigo que comenta sobre cuidados com a saúde feminina.

Na segunda imagem, espera-se que os estudantes percebam que se trata de um almanaque de 1931, conforme o título, e que ela retrata mulheres de várias idades, jovens, adultas e velhas e que traz os dizeres “o melhor remédio para incômodos de senhoras em todas as idades é a saúde da mulher”, e que provavelmente se trata artigo sobre a saúde feminina.

Em seguida pergunte que relação os alunos acreditam que existe entre as duas imagens. Permita que os estudantes exponham o que sabem, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizaram por meio da análise das imagens.

Espera-se que após a leitura dos textos da Problematização os alunos compreendam que as duas imagens representam o ideal da mulher do período, com o foco em sua saúde.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ydeYXxV4b5eEK4tTNzcTt6QqZuuhMSJ5zhRtGwszbbzJHHxYrN7px6vEC8Ze/his9-08und02-contexto-imagens-almanaque-da-saude-da-mulher.pdf

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizarem uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizarem uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir esta delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a Ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que, com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações ao professor: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas? Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir esta delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Sem desfazer as equipes, procure estimular um olhar reflexivo sobre este assunto, lançando para a turma o seguinte desafio: com base nas leituras e discussões realizadas na aula, produzam uma notícia de jornal relatando quais as implicações da ideologia eugenista difundida no período pós- Proclamação da República para as mulheres brasileiras neste período. Para auxiliar as equipes, você pode sugerir que esta matéria tenha entre 15 e 20 linhas, sendo necessário ter um título. Forneça um tempo para que produzam este material de maneira colaborativa junto com suas equipes.

Almeja-se que nos textos produzidos os alunos possam retratar como este movimento contribuiu para divulgar inúmeras imagens estereotipadas das mulheres, de que são inferiores, incapazes, frágeis ou ainda de que a sua emancipação política, social e financeira levaria ao fim das famílias e ao abandono dos filhos. Caso os estudantes apresentem dificuldades para realizar esta atividade, retome algumas das respostas dadas por eles durante o Contexto e a Problematização da aula e trechos dos textos destacados durante as etapas anteriores da aula.

Em seguida, peça que os alunos se organizem em um grande círculo para que as equipes realizem a leitura de suas reportagens para todos da sala. Para finalizar a atividade, após a realização de todas as leituras você pode sugerir que os alunos colem os textos produzidos em um grande mural na sala de aula, a fim de expor o material produzido por eles. O mural pode ser decorado com desenhos ou imagens impressas que se relacionem ao tema da aula.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI08, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários:

Projetor para exibição de imagens e textos. Caso não tenha disponibilidade deste aparelho, poderão ser realizadas impressões das imagens e dos textos para ser disponibilizados para as equipes.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ydeYXxV4b5eEK4tTNzcTt6QqZuuhMSJ5zhRtGwszbbzJHHxYrN7px6vEC8Ze/his9-08und02-contexto-imagens-almanaque-da-saude-da-mulher.pdf

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

Para você saber mais:

Para que você possa conduzir esta aula com mais propriedade, recomendamos algumas leituras sobre os debates raciais em torno da sociedade brasileira no período após da Independência do Brasil. Após este marco político, passou a ser pauta de discussão da elite brasileira a preocupação com a formação de uma nação soberana, desenvolvida economicamente, mas que acima de tudo partilhasse os ideais de civilização europeus. Uma coisa era certa, a identidade nacional, que estava em processo de construção, não poderia estar associada à população negra ou indígena, mesmo representando a maior parte da população brasileira, pois eram relacionados a doenças, vícios e todo tipo de problemas que afligiam ou poderiam vir a afligir a sociedade brasileira. Neste contexto, muitos intelectuais brasileiros no fim do século XIX e início do século XX passaram a defender uma política de “branqueamento” e de eugenia da população como a aposta mais efetiva para que o Brasil conseguisse se enquadrar nos padrões civilizatórios europeus.

O movimento eugenista buscava “aperfeiçoar” a raça humana por meio da procriação seletiva de seres humanos. Imbuídos de ideias advindas do determinismo biológico, teoria que pregava a superioridade de algumas raças e etnias sobre outras, notadamente a superioridade de europeus fenotipicamente arianos sobre outras populações, procuravam branquear a sociedade, além de impedir a reprodução de indivíduos portadores de deficiências físicas ou mentais. No Brasil, um dos maiores divulgadores do movimento eugenista foi o médico Renato Kehl, fundador da Sociedade Eugênica de São Paulo.

Neste contexto, o papel atribuído às mulheres foi o de esposa e mãe, e o foco passa a ser a preservação de sua saúde, com ênfase na saúde materna e nos cuidados do pré-natal. O trabalho fora do domicílio era visto com maus olhos pelos eugenistas por acreditarem que causaria a degeneração das famílias e dos lares brasileiros. As feministas eram vistas como empecilho para o estabelecimento de uma sociedade ideal, pois suas reivindicações eram vistas como entraves ao papel tradicional de reprodutoras das mulheres. Ao mesmo tempo, as mulheres brasileiras passaram a trabalhar cada vez mais fora do lar para conseguir seu sustento e surge o movimento sufragista brasileiro, com um de seus maiores expoentes sendo Bertha Lutz, que formou em 1919, no Rio de Janeiro, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. O movimento sufragista feminino brasileiro obteve grande vitória em 1932, quando o então presidente, Getúlio Vargas, instalou novo código eleitoral que garantia às mulheres o direito ao voto.

COUTO, Rita Cristina C. de Medeiros. Eugenia, loucura e condição feminina. Fundação Carlos Chagas: Cadernos de Pesquisa, n. 90, 1994. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/892>. Acesso em: 5 mar. 2019.

CUPELLO, Priscila Céspede. A mulher (a)normal: Representações do feminino em periódicos científicos e revistas leigas na cidade do Rio de Janeiro (1925-1933). Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2013. (Dissertação de Mestrado). Disponível em: <https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/18973>.
Acesso em: 9 mar. 2019.

MORAIS, Ana Karoline Lima de. Folheando a saúde: o almanaque d’A saúde da mulher e a construção do feminino nas décadas de 1930 e 1940. Campina Grande – PB: Universidade Estadual da Paraíba, 2018, p. 07. (Trabalho de conclusão de curso). Disponível em: <http://dspace.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/123456789/18226/1/PDF%20-%20ANA%20KAROLINE%20LIMA%20DE%20MORAIS.pdf>.
Acesso em: 10 mar. 2019.

ROCHA, Simone. A educação como ideal eugênico: o movimento eugenista e o discurso educacional no boletim de eugenia 1929-1933. Curitiba: Caderno de Pesquisa - Pensamento Educacional, v. 6, n. 13, mai./ago. 2011. Disponível em: <https://seer.utp.br/index.php/a/article/view/423>. Acesso em: 6 mar. 2019.

SILVA, André Luiz dos S.; GOELLNER, Silvana Vilodre. “Sedentárias” e coquettes à margem: Feminilidades desviantes na obra de Renato Kehl. Pensar a prática 11/03: 251-259, set./dez. 2008. Disponível em: <https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/4865/4971>. Acesso em: 5 mar. 2019.

SOUZA, Vanderlei Sebastião de. A eugenia no Brasil: Ciência e pensamento social no movimento eugenista brasileiro do entre-guerras. Londrina: XXIII ANPUH, 2005. Disponível em: <http://conselheiros6.nute.ufsc.br/ebook/medias/pdf/A%20eugenia%20no%20Brasil-%20inserido.compressed.pdf>.
Acesso em: 6 mar. 2019.

STEPAN, Nancy Leys. Eugenia no Brasil, 1917-1940. In: HOCHMAN, G., and ARMUS, D., orgs. Cuidar, controlar, curar: ensaios históricos sobre saúde e doença na América Latina e Caribe [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2004. História e Saúde collection, p. 351-353. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/7bzx4/pdf/hochman-9788575413111-11.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2019.

SÓ HISTÓRIA. Bertha Lutz. Biografia. Disponível em: <https://www.sohistoria.com.br/biografias/berta/>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações: Solicite que os alunos se organizem em equipes de três alunos. A escolha das equipes pode ser direcionada, com o propósito de garantir que os alunos possam se apoiar de maneira efetiva para a realização desta atividade.

O objetivo da aula poderá ser projetado, escrito no quadro ou lido para a turma. Este momento é muito importante para que os alunos compreendam a temática que será estudada e qual sua importância. No entanto, procure não antecipar algumas questões neste início a fim de garantir a atenção e interesse dos alunos durante toda a vivência da aula.

A finalidade desta aula é fazer com que os alunos compreendam o debate em torno das questões eugênicas e o papel da mulher após Proclamação da República, compreendendo as peculiaridades em torno do movimento eugenista difundido no período e a sua relação com a vida das mulheres brasileiras.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Para a promoção de uma aula significativa e motivadora, é importante pensar em estratégias que incentivem o protagonismo dos alunos e que atribuam sentido à temática estudada. Logo, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar algumas imagens que representam o cotidiano de mulheres no Brasil no período da Primeira República (1889-1930) e alguns anos após a Revolução de 1930. Oriente os alunos a observar atentamente todos os detalhes das imagens. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre a pintura apresentada:

  • Do que trata a primeira imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?
  • Do que trata a segunda imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?

Almeja-se que os alunos consigam identificar que a primeira imagem é de um almanaque de 1933, conforme o título, e que representa figuras femininas de maneira bem angelical e traz a chamada informando que “a saúde da mulher é o amparo poderoso para o sexo frágil”. Trata-se de artigo que comenta sobre cuidados com a saúde feminina.

Na segunda imagem, espera-se que os estudantes percebam que se trata de um almanaque de 1931, conforme o título, e que ela retrata mulheres de várias idades, jovens, adultas e velhas, e que traz os dizeres “o melhor remédio para incômodos de senhoras em todas as idades é a saúde da mulher”, e que provavelmente se trata artigo sobre a saúde feminina.

Em seguida pergunte que relação os alunos acreditam que existe entre as duas imagens. Permita que os estudantes exponham o que sabem, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizaram por meio da análise das imagens.

Espera-se que após a leitura dos textos da Problematização os alunos compreendam que as duas imagens representam o ideal da mulher do período, com o foco em sua saúde.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ydeYXxV4b5eEK4tTNzcTt6QqZuuhMSJ5zhRtGwszbbzJHHxYrN7px6vEC8Ze/his9-08und02-contexto-imagens-almanaque-da-saude-da-mulher.pdf

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Para a promoção de uma aula significativa e motivadora, é importante pensar em estratégias que incentivem o protagonismo dos alunos e que atribuam sentido à temática estudada. Logo, com a intenção de auxiliar na ministração desta aula, descrevemos algumas importantes orientações para a condução deste momento.

Inicie a aula informando aos alunos que neste primeiro momento eles devem analisar algumas imagens que representam o cotidiano de mulheres no Brasil no período da Primeira República (1889-1930) e alguns anos após a Revolução de 1930. Oriente os alunos a observar atentamente todos os detalhes das imagens. Em seguida, realize alguns questionamentos para a turma, incitando assim algumas reflexões sobre a pintura apresentada:

  • Do que trata a primeira imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?
  • Do que trata a segunda imagem? Que informações podemos obter por meio de sua análise?

Almeja-se que os alunos consigam identificar que a primeira imagem é de um almanaque de 1933, conforme o título, e que representa figuras femininas de maneira bem angelical e traz a chamada informando que “a saúde da mulher é o amparo poderoso para o sexo frágil”. Trata-se de artigo que comenta sobre cuidados com a saúde feminina.

Na segunda imagem, espera-se que os estudantes percebam que se trata de um almanaque de 1931, conforme o título, e que ela retrata mulheres de várias idades, jovens, adultas e velhas e que traz os dizeres “o melhor remédio para incômodos de senhoras em todas as idades é a saúde da mulher”, e que provavelmente se trata artigo sobre a saúde feminina.

Em seguida pergunte que relação os alunos acreditam que existe entre as duas imagens. Permita que os estudantes exponham o que sabem, pois o objetivo deste momento é saber quais associações realizaram por meio da análise das imagens.

Espera-se que após a leitura dos textos da Problematização os alunos compreendam que as duas imagens representam o ideal da mulher do período, com o foco em sua saúde.

Material complementar:

Contexto - Imagens: Almanaque da saúde da mulher (1931 e 1933) para impressão:

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Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizarem uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizarem uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir esta delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para a leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a Ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

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Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que, com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Orientações ao professor: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar esse momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas? Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto, poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com esse texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir essa delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

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Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Com a turma ainda organizada em equipes, os estudantes serão convidados a realizar a leitura de três textos, sendo um extraído do Almanaque para a saúde das mulheres de 1938, um extraído do texto “Eugenia no Brasil”, de Nancy Stepan, e um extraído do texto “A mulher (a)normal”, de Priscilla Cupello. Ressaltamos ser importante não adiantar para a turma o conteúdo dos trechos, pois eles serão questionados posteriormente sobre isso. Informe que os textos trazem um debate interessante sobre o papel atribuído às mulheres na construção do Brasil dentro da visão do movimento eugenista no Brasil, apresentando alguns pontos importantes das teorias que estavam em pauta no período pós-Proclamação da República.

A dinâmica para leitura do texto poderá ser selecionada pelo professor, levando-se em consideração a opção que julgar ser mais eficiente para sua turma:

Sugestão 1 - Os trechos poderão ser projetados para todos os grupos, disponibilizando um tempo para que possam realizar a leitura de cada slide. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre os textos de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento.

Sugestão 2 - Para cada grupo de três alunos poderá ser entregue uma cópia impressa dos textos a fim de que a leitura seja realizada de maneira mais efetiva. Em seguida, convide os alunos a formar um grande círculo para realizar uma discussão sobre o texto de maneira coletiva, lançando algumas mediações para guiar este momento. Durante as apresentações faça as mediações necessárias para que durante a discussão os alunos compreendam o objetivo da aula.

Independentemente da dinâmica selecionada para leitura do texto, o professor deverá ser bastante criterioso na questão do tempo, orientando os alunos que fiquem focados na realização das atividades propostas.

Segue alguma sugestões de mediações que podem ser realizadas durante as discussões sobre os textos:

  • Qual a visão do primeiro texto sobre o corpo feminino? O que a ciência poderia fazer pelas mulheres de acordo com este texto?
  • Quais as principais ideias defendidas pelos eugenistas de acordo com o segundo texto? Qual seria o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas?
    Que tipos de eugenia existiam no período de acordo com este texto? Como eram vistas as feministas pelos eugenistas?
  • Qual era uma das grandes preocupações dos médicos eugenistas do período de acordo com o terceiro texto? Que comportamentos o Dr. Júlio Porto-Carrero alertava que poderiam levar à “dissolução dos costumes sociais”? O psiquiatra se colocava a favor ou contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico? Que justificativas ele usava?

Sobre o primeiro texto é esperado que os alunos respondam que o texto diz que o corpo femininoé de delicadeza extrema, exigindo cuidados permanentes para que funcione com regularidade” e que o texto informa que a ciência poderia corrigir esta delicadeza pois “põe ao alcance da mulher os meios adequados para corrigir as deficiências da Natureza”.

No segundo texto, almeja-se que os estudantes respondam que as principais ideias defendidas pelos eugenistas eram “a própria reprodução humana – sexualidade, matrimônio e o problema de infecções, especialmente por doenças venéreas, em um casamento” e que “Ao enfatizar que era por seus efeitos sobre as células reprodutivas que as influências ambientais mais ameaçavam a hereditariedade”, além de “a eugenia brasileira vinculava-se estreitamente a uma ideologia conservadora, familiar”. Que o papel das mulheres dentro das ideias eugênicas era o de esposa e mãe pois “Para as moças, eugenia significava maternidade ‘digna’, com ênfase na saúde materna e no cuidado pré-natal”. Que a eugenia era dividida em três tipos “ ‘positiva’, que se preocupava com uma procriação sadia; ‘preventiva’, que tratava da conquista dos fatores ambientais disgênicos (saneamento); e ‘negativa’, que visava a impedir a procriação dos que não tinham saúde”. E que as feministas eram vistas com maus olhos por muitos eugenistas pois “Muitos eugenistas criticavam as feministas brasileiras [...] porque o feminismo representaria, na opinião dos eugenistas, uma ameaça ao tradicional papel reprodutivo da mulher”.

No terceiro texto é esperado que os alunos respondam que, de acordo com o texto, uma das principais preocupações dos médicos eugenistas do período “se focava na vida citadina, que, segundo eles, causava danos irreversíveis à moral e aos bons costumes das famílias brasileiras”. Que os comportamentos aos quais o Dr. Porto-Carrero alertava que poderiam levar a “dissolução dos costumes sociais” eram “a emancipação da mulher, a cooperação desta no trabalho fora do lar, o divórcio, a vida cada vez mais externa”. E que o psiquiatra se colocava contra o trabalho de mulheres fora do ambiente doméstico pois “O psiquiatra se posicionava fortemente contra a atuação feminina em trabalhos fora do ambiente doméstico, pois os considerava contrários à natureza feminina” e “Outro problema derivado da emancipação da mulher era a necessidade de colocar as crianças em ‘educandários, desde as curvas idades do jardim de infância’ [...], o que ocasionava a ‘perda do sentido do lar’, pois, de acordo com Porto-Carrero, a família se tornava ‘um conceito cada vez mais abstrato’, assim como o ‘casamento, cada vez mais fácil de contrair e de se desfazer”, mostrando a preocupação dos eugenistas de que com a emancipação feminina, seu trabalho e participação na vida política as famílias seriam desfeitas, aumentando o número de divórcios.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados anteriormente. Vá anotando os principais comentários e respostas dos alunos no quadro.

Material complementar:

Problematização - Textos: Almanaque da mulher de 1938, Eugenia no Brasil e A mulher (a)normal para impressão:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CUYV9RDhZHQrsfqP9zm6HsXXFBHp7FxFV9HXk6HYgEkR9GGdPYQbY4nd9zBq/his9-08und02-problematizacao-textos-almanaque-da-mulher-de-1938.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Sem desfazer as equipes, procure estimular um olhar reflexivo sobre este assunto, lançando para a turma o seguinte desafio: com base nas leituras e discussões realizadas na aula, produzam uma notícia de jornal relatando quais as implicações da ideologia eugenista difundida no período pós- Proclamação da República para as mulheres brasileiras neste período. Para auxiliar as equipes, você pode sugerir que esta matéria tenha entre 15 e 20 linhas, sendo necessário ter um título. Forneça um tempo para que produzam este material de maneira colaborativa junto com suas equipes.

Almeja-se que nos textos produzidos os alunos possam retratar como este movimento contribuiu para divulgar inúmeras imagens estereotipadas das mulheres, de que são inferiores, incapazes, frágeis ou ainda de que a sua emancipação política, social e financeira levaria ao fim das famílias e ao abandono dos filhos. Caso os estudantes apresentem dificuldades para realizar esta atividade, retome algumas das respostas dadas por eles durante o Contexto e a Problematização da aula e trechos dos textos destacados durante as etapas anteriores da aula.

Em seguida, peça que os alunos se organizem em um grande círculo para que as equipes realizem a leitura de suas reportagens para todos da sala. Para finalizar a atividade, após a realização de todas as leituras você pode sugerir que os alunos colem os textos produzidos em um grande mural na sala de aula, a fim de expor o material produzido por eles. O mural pode ser decorado com desenhos ou imagens impressas que se relacionem ao tema da aula.

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