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Plano de aula > História > 9º ano > O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XX

Plano de aula - A Revolta da Vacina: efervescência social e políticas higienistas

Plano de aula de História com atividades para 9º ano do EF sobre A Revolta da Vacina: efervescência social e políticas higienistas

Plano 02 de 2 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Talita Seniuk

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI05, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Projetor (caso este não esteja disponível, você poderá imprimir as imagens e os textos dimensionando-os ao tamanho da folha para que todos os estudantes possam visualizá-los sem muita dificuldade). No caso dos textos, além da impressão eles poderão ser transcritos no quadro. Você também poderá fazer mais cópias destas fontes para ser entregues aos estudantes, dependendo da sua disponibilidade em relação ao número de cópias.

Material complementar:

Sugestão de materiais para a Sistematização: folhas de A4 (uma para cada grupo), lápis de cor, canetinhas para a produção de pequenos cartazes com as atividades desta etapa.

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5EcGN6RbxvQBuVGzBsVcxnvA6ddzjSJRNavbjcnNUDZnpyXq4ZqjBG7zmckq/his9-05und02-contexto-1-charge-a-revolta-da-vacina.pdf

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da Introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Para você saber mais:

Caso queira complementar a temática da aula, aprofundar-se ainda mais no contexto histórico-social da Revolta da Vacina, ou realizar uma aula apenas sobre a política do Bota-abaixo, de Pereira Passos e do governo federal da época, poderá consultar o plano do 9° do Ensino Fundamental, Unidade 05, Plano 01 - HIS9_05UND01 que trata justamente deste assunto.

Caso queira, com a permissão da coordenação escolar, poderá realizar um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Ciências sobre a importância da vacina, seu surgimento, entre outros fatores.

CHALHOUB, SIDNEY. Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial. Editora Schwarcz: São Paulo, 2004.

FERREIRA, JORGE; DELGADO, LUCILIA DE ALMEIDA NEVES (org.). O Brasil republicano O tempo do liberalismo excludente - da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

MULTIRIO. A Revolta da Vacina. Disponível em: <http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-de-janeiro/66-o-rio-de-janeiro-como-distrito-federal-vitrine-cartao-postal-e-palco-da-politica-nacional/2917-a-revolta-da-vacina>. Acesso em: 6 mar. 2019.

SEVCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

BRASIL, Senado. A Revolta da Vacina. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=6i6v9f_aWjg>. Acesso em: 6 mar. 2019.

BRASIL, Ministério da Saúde. A Revolta da Vacina. Disponível em: <http://www.ccs.saude.gov.br/revolta/revolta.html>. Acesso em: 6 mar. 2019.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Sugere-se a disposição dos alunos em grupos de três ou quatro para uma melhor discussão da temática e Sistematização no final.

O objetivo da aula é que no final da mesma os alunos percebam a Revolta da Vacina como uma das mais importantes revoltas populares que ocorreram durante a Primeira República no Rio de Janeiro, ainda capital federal neste período. Ela foi uma das consequências da reforma urbana empreendida motivada por razões de saneamento e higienização citadinos no combate às doenças que assolavam os moradores, além do desejo de torná-la um cartão- postal, ou seja, uma cidade moderna, capaz de atrair investimentos estrangeiros, dando ares de uma “Paris dos trópicos”. Ainda que a reforma tenha alargado ruas e permitido a construção de novos prédios, mais salubres e com uma arquitetura que correspondia aos anseios do então prefeito Pereira Passos e do governo federal sob o comando de Rodrigues Alves (inspirados na Belle Époque da França, nas ações de Haussmann em Paris), inúmeras famílias foram simplesmente expulsas de suas moradias sem direito a indenização ou com tempo hábil para encontrar um novo local para morar, segregando ainda mais essa camada populacional composta na maior parte de pessoas pobres, como se fossem um problema secundário a ser resolvido. Essa postura, segundo muitos teóricos, contribuiu com a formação de favelas, pois foi o local mais próximo do centro da cidade, local onde havia oferta de emprego, que essas famílias se assentaram, muitas vezes em condições piores das que viviam nos cortiços demolidos. Neste sentido, a vacinação obrigatória foi o estopim, o limite entre a aceitação imposta a qualquer custo para a população e o que ela poderia aceitar sem reações, ainda mais que ela desconhecia e amedrontava-se em relação aos efeitos colaterais de que a vacinação poderia causar.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma imagem, uma charge sobre a Revolta da Vacina (revista O Malho), que ocorreu no período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro. É essencial que os estudantes percebam os elementos que a compõem e, para tanto, as questões do slide auxiliam a percepção de alguns detalhes.

Vale lembrar aos alunos o período histórico da aula, a Primeira República, compreendida entre os anos de 1889 e 1930 e seu contexto social, como a recente abolição da escravidão, a substituição do trabalho escravo pelo assalariado, a presença de imigrantes para compor a nova força de trabalho - política esta incentivada pelo próprio governo federal -, instalação de novas fábricas e indústrias, processos de urbanização muito fortes, crescimento desordenado das cidades, falta de saneamento básico, epidemias de febre amarela, varíola, peste bubônica; em especial no Rio de Janeiro a política do “Bota-abaixo”, de Pereira Passos, que demoliu inúmeros prédios antigos com o objetivo de sanear e modernizar a cidade, sem indenizar seus proprietários e moradores.

A vacinação obrigatória contra a varíola para todas as pessoas acima de 6 meses de idade foi um pedido do médico sanitarista Oswaldo Cruz (cientista, responsável pela diretoria da Saúde Pública da capital federal) ao Congresso que aprovou uma lei que permitia aos agentes de saúde invadir casas e obrigar (inclusive com o uso da força se preciso) as pessoas a tomar a vacina. Entre os dias 12 e 15 de novembro de 1904, o Rio de Janeiro transformou-se num cenário de guerra: barricadas, saques, incêndios, motins, contra a polícia e aos vacinadores, resultando em mortes, centenas de presos, tortura e exílios para o Acre.

Caso perceba que os estudantes estão com dificuldades para realizar a leitura imagética da charge que deve causar estranhamento, comente que se trata de uma revolta popular ocorrida no Rio de Janeiro, no período histórico da Primeira República. Há duas classes sociais bem definidas na imagem que estão em confronto: a da direita composta de soldados uniformizados, montados em seringas, que eram a favor da vacinação populacional, e do outro lado, à esquerda, a população que, armada com objetos do cotidiano (como penicos, serrotes, vassouras, machados, garfos etc.), enfrenta a imposição da vacina pelo Estado, por isso o confronto recebeu o nome de A Revolta da Vacina, pois atualmente a vacina é algo naturalizado em nossa sociedade, mas no período retratado não era.

Caso ache necessário, complemente comentando que a população não aceitava que em seus corpos fosse inoculada a bactéria, acreditando que isso lhes traria a doença e causaria mais males, não permitiam também de que as mulheres pusessem à mostra seus braços e pernas para a aplicação da mesma, numa atitude que iria de encontro à moral, à religião e aos costumes da época. O fervor foi alimentado pelo questionamento de algumas pessoas da eficácia da vacina diante da doença e da forma como foi imposta. Não havia o costume deste tipo de vacinação naquela época, e assim a população não tinha um preparo psicológico de como proceder e amadurecer esta atitude.

Material complementar:

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5EcGN6RbxvQBuVGzBsVcxnvA6ddzjSJRNavbjcnNUDZnpyXq4ZqjBG7zmckq/his9-05und02-contexto-1-charge-a-revolta-da-vacina.pdf

Como adequar à sua realidade:

Caso em sua região haja nos jornais locais o uso de charges que retratam com humor situações cotidianas da comunidade sobre determinados fatos, poderá usá-las em outras aula e outras temáticas, aproximando ainda mais os conteúdos escolares da realidade circundante dos alunos.

Para você saber mais:

Caso queira conhecer um pouco mais sobre a revista ilustrada O Malho, que circulou por mais de 50 anos e retratava com humor situações da vida cotidiana e da política do país.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma imagem, uma charge sobre a Revolta da Vacina (revista O Malho), que ocorreu no período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro. É essencial que os estudantes percebam os elementos que a compõem e para tanto, as questões do slide auxiliam a percepção de alguns detalhes.

Vale lembrar aos alunos o período histórico da aula, a Primeira República, compreendida entre os anos de 1889 e 1930 e seu contexto social, como a recente abolição da escravidão, a substituição do trabalho escravo pelo assalariado, a presença de imigrantes para compor a nova força de trabalho - política esta incentivada pelo próprio governo federal -, instalação de novas fábricas e indústrias, processos de urbanização muito fortes, crescimento desordenado das cidades, falta de saneamento básico, epidemias de febre amarela, varíola, peste bubônica; em especial no Rio de Janeiro a política do “Bota-abaixo”, de Pereira Passos, que demoliu inúmeros prédios antigos com o objetivo de sanear e modernizar a cidade, sem indenizar seus proprietários e moradores.

A vacinação obrigatória contra a varíola para todas as pessoas acima de 6 meses de idade foi um pedido do médico sanitarista Oswaldo Cruz (cientista, responsável pela diretoria da Saúde Pública da capital federal) ao Congresso que aprovou uma lei que permitia aos agentes de saúde invadir casas e obrigar (inclusive com o uso da força se preciso) as pessoas a tomar a vacina. Entre os dias 12 e 15 de novembro de 1904, o Rio de Janeiro transformou-se num cenário de guerra: barricadas, saques, incêndios, motins, contra a polícia e aos vacinadores, resultando em mortes, centenas de presos, tortura e exílios para o Acre.

Caso perceba que os estudantes estão com dificuldades para realizar a leitura imagética da charge que deve causar estranhamento, comente que se trata de uma revolta popular ocorrida no Rio de Janeiro, no período histórico da Primeira República. Há duas classes sociais bem definidas na imagem que estão em confronto: a da direita composta por soldados uniformizados, montados em seringas, que eram a favor da vacinação populacional, e do outro lado, à esquerda, a população que, armada com objetos do cotidiano (como penicos, serrotes, vassouras, machados, garfos etc.), enfrenta a imposição da vacina pelo Estado, por isso o confronto recebeu o nome de A Revolta da Vacina, pois atualmente a vacina é algo naturalizado em nossa sociedade, mas no período retratado não era.

Caso ache necessário, complemente comentando que a população não aceitava que em seus corpos fosse inoculada a bactéria, acreditando que isso lhes traria a doença e causaria mais males, não permitiam também de que as mulheres pusessem à mostra seus braços e pernas para a aplicação da mesma, numa atitude que iria de encontro à moral, à religião e aos costumes da época. O fervor foi alimentado pelo questionamento de algumas pessoas da eficácia da vacina frente à doença e a forma como foi imposta. Não havia o costume desse tipo de vacinação naquela época e assim a população não tinha um preparo psicológico de como proceder e amadurecer esta atitude.

Material complementar:

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5EcGN6RbxvQBuVGzBsVcxnvA6ddzjSJRNavbjcnNUDZnpyXq4ZqjBG7zmckq/his9-05und02-contexto-1-charge-a-revolta-da-vacina.pdf

Como adequar à sua realidade:

Caso em sua região haja nos jornais locais o uso de charges que retratam com humor situações cotidianas da comunidade sobre determinados fatos, poderá usá-las em outras aula e outras temáticas, aproximando ainda mais os conteúdos escolares da realidade circundante dos alunos.

Para você saber mais:

Caso queira conhecer um pouco mais sobre a revista ilustrada O Malho, que circulou por mais de 50 anos e retratava com humor situações da vida cotidiana e da política do país.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha, e a forma opressiva que os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se pode quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reforma, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período, como as desapropriações e as demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir as desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva de os agentes abordar a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir aos desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva de os agentes abordar a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram desse momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período, como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete a ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato dela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha, e a forma opressiva que os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir aos desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetidas no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato dela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram desse momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por conta da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Neste momento você deve fomentar a discussão sobre a temática, tendo as questões apresentadas no Contexto e durante a Problematização como ponto de partida. Mas é essencial que eles desenvolvam a reflexão de que a Revolta da Vacina foi uma revolta popular, que marcou o período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro durante o início do século XX, acarretando inúmeros conflitos urbanos (desentendimentos, confrontos, lesões, até mortes), pois a população não compreendia a necessidade da vacinação, o governo não se empenhou em conscientizar a todos, além de utilizar para tanto da força física para o cumprimento dessa ordem. Além disso, que o contexto da Revolta está imbuído do descontentamento da população com as desapropriações e demolições decorridas da reforma urbanística de Pereira Passos, bem como da pressão de grupos opositores ao prefeito e à própria República, que se aproveitaram da revolta da população para tentar um golpe contra o governo.

Projete, imprima ou transcreva no quadro a proposta de atividade: produção de um cartaz por grupo, com a linguagem utilizada no início do século XX, tentando convencer os revoltosos da necessidade da vacina.

Caso perceba que seja necessário para a realização da atividade, retome alguns dos comentários dados pelos estudantes nas etapas anteriores.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI05, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Projetor (caso este não esteja disponível, você poderá imprimir as imagens e os textos dimensionando-os ao tamanho da folha para que todos os estudantes possam visualizá-los sem muita dificuldade). No caso dos textos, além da impressão eles poderão ser transcritos no quadro. Você também poderá fazer mais cópias destas fontes para ser entregues aos estudantes, dependendo da sua disponibilidade em relação ao número de cópias.

Material complementar:

Sugestão de materiais para a Sistematização: folhas de A4 (uma para cada grupo), lápis de cor, canetinhas para a produção de pequenos cartazes com as atividades desta etapa.

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

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Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da Introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Para você saber mais:

Caso queira complementar a temática da aula, aprofundar-se ainda mais no contexto histórico-social da Revolta da Vacina, ou realizar uma aula apenas sobre a política do Bota-abaixo, de Pereira Passos e do governo federal da época, poderá consultar o plano do 9° do Ensino Fundamental, Unidade 05, Plano 01 - HIS9_05UND01 que trata justamente deste assunto.

Caso queira, com a permissão da coordenação escolar, poderá realizar um trabalho interdisciplinar com a disciplina de Ciências sobre a importância da vacina, seu surgimento, entre outros fatores.

CHALHOUB, SIDNEY. Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial. Editora Schwarcz: São Paulo, 2004.

FERREIRA, JORGE; DELGADO, LUCILIA DE ALMEIDA NEVES (org.). O Brasil republicano O tempo do liberalismo excludente - da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

MULTIRIO. A Revolta da Vacina. Disponível em: <http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/rio-de-janeiro/66-o-rio-de-janeiro-como-distrito-federal-vitrine-cartao-postal-e-palco-da-politica-nacional/2917-a-revolta-da-vacina>. Acesso em: 6 mar. 2019.

SEVCENKO, Nicolau. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

BRASIL, Senado. A Revolta da Vacina. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=6i6v9f_aWjg>. Acesso em: 6 mar. 2019.

BRASIL, Ministério da Saúde. A Revolta da Vacina. Disponível em: <http://www.ccs.saude.gov.br/revolta/revolta.html>. Acesso em: 6 mar. 2019.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Sugere-se a disposição dos alunos em grupos de três ou quatro para uma melhor discussão da temática e Sistematização no final.

O objetivo da aula é que no final da mesma os alunos percebam a Revolta da Vacina como uma das mais importantes revoltas populares que ocorreram durante a Primeira República no Rio de Janeiro, ainda capital federal neste período. Ela foi uma das consequências da reforma urbana empreendida motivada por razões de saneamento e higienização citadinos no combate às doenças que assolavam os moradores, além do desejo de torná-la um cartão- postal, ou seja, uma cidade moderna, capaz de atrair investimentos estrangeiros, dando ares de uma “Paris dos trópicos”. Ainda que a reforma tenha alargado ruas e permitido a construção de novos prédios, mais salubres e com uma arquitetura que correspondia aos anseios do então prefeito Pereira Passos e do governo federal sob o comando de Rodrigues Alves (inspirados na Belle Époque da França, nas ações de Haussmann em Paris), inúmeras famílias foram simplesmente expulsas de suas moradias sem direito a indenização ou com tempo hábil para encontrar um novo local para morar, segregando ainda mais essa camada populacional composta na maior parte de pessoas pobres, como se fossem um problema secundário a ser resolvido. Essa postura, segundo muitos teóricos, contribuiu com a formação de favelas, pois foi o local mais próximo do centro da cidade, local onde havia oferta de emprego, que essas famílias se assentaram, muitas vezes em condições piores das que viviam nos cortiços demolidos. Neste sentido, a vacinação obrigatória foi o estopim, o limite entre a aceitação imposta a qualquer custo para a população e o que ela poderia aceitar sem reações, ainda mais que ela desconhecia e amedrontava-se em relação aos efeitos colaterais de que a vacinação poderia causar.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma imagem, uma charge sobre a Revolta da Vacina (revista O Malho), que ocorreu no período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro. É essencial que os estudantes percebam os elementos que a compõem e, para tanto, as questões do slide auxiliam a percepção de alguns detalhes.

Vale lembrar aos alunos o período histórico da aula, a Primeira República, compreendida entre os anos de 1889 e 1930 e seu contexto social, como a recente abolição da escravidão, a substituição do trabalho escravo pelo assalariado, a presença de imigrantes para compor a nova força de trabalho - política esta incentivada pelo próprio governo federal -, instalação de novas fábricas e indústrias, processos de urbanização muito fortes, crescimento desordenado das cidades, falta de saneamento básico, epidemias de febre amarela, varíola, peste bubônica; em especial no Rio de Janeiro a política do “Bota-abaixo”, de Pereira Passos, que demoliu inúmeros prédios antigos com o objetivo de sanear e modernizar a cidade, sem indenizar seus proprietários e moradores.

A vacinação obrigatória contra a varíola para todas as pessoas acima de 6 meses de idade foi um pedido do médico sanitarista Oswaldo Cruz (cientista, responsável pela diretoria da Saúde Pública da capital federal) ao Congresso que aprovou uma lei que permitia aos agentes de saúde invadir casas e obrigar (inclusive com o uso da força se preciso) as pessoas a tomar a vacina. Entre os dias 12 e 15 de novembro de 1904, o Rio de Janeiro transformou-se num cenário de guerra: barricadas, saques, incêndios, motins, contra a polícia e aos vacinadores, resultando em mortes, centenas de presos, tortura e exílios para o Acre.

Caso perceba que os estudantes estão com dificuldades para realizar a leitura imagética da charge que deve causar estranhamento, comente que se trata de uma revolta popular ocorrida no Rio de Janeiro, no período histórico da Primeira República. Há duas classes sociais bem definidas na imagem que estão em confronto: a da direita composta de soldados uniformizados, montados em seringas, que eram a favor da vacinação populacional, e do outro lado, à esquerda, a população que, armada com objetos do cotidiano (como penicos, serrotes, vassouras, machados, garfos etc.), enfrenta a imposição da vacina pelo Estado, por isso o confronto recebeu o nome de A Revolta da Vacina, pois atualmente a vacina é algo naturalizado em nossa sociedade, mas no período retratado não era.

Caso ache necessário, complemente comentando que a população não aceitava que em seus corpos fosse inoculada a bactéria, acreditando que isso lhes traria a doença e causaria mais males, não permitiam também de que as mulheres pusessem à mostra seus braços e pernas para a aplicação da mesma, numa atitude que iria de encontro à moral, à religião e aos costumes da época. O fervor foi alimentado pelo questionamento de algumas pessoas da eficácia da vacina diante da doença e da forma como foi imposta. Não havia o costume deste tipo de vacinação naquela época, e assim a população não tinha um preparo psicológico de como proceder e amadurecer esta atitude.

Material complementar:

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

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Como adequar à sua realidade:

Caso em sua região haja nos jornais locais o uso de charges que retratam com humor situações cotidianas da comunidade sobre determinados fatos, poderá usá-las em outras aula e outras temáticas, aproximando ainda mais os conteúdos escolares da realidade circundante dos alunos.

Para você saber mais:

Caso queira conhecer um pouco mais sobre a revista ilustrada O Malho, que circulou por mais de 50 anos e retratava com humor situações da vida cotidiana e da política do país.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma imagem, uma charge sobre a Revolta da Vacina (revista O Malho), que ocorreu no período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro. É essencial que os estudantes percebam os elementos que a compõem e para tanto, as questões do slide auxiliam a percepção de alguns detalhes.

Vale lembrar aos alunos o período histórico da aula, a Primeira República, compreendida entre os anos de 1889 e 1930 e seu contexto social, como a recente abolição da escravidão, a substituição do trabalho escravo pelo assalariado, a presença de imigrantes para compor a nova força de trabalho - política esta incentivada pelo próprio governo federal -, instalação de novas fábricas e indústrias, processos de urbanização muito fortes, crescimento desordenado das cidades, falta de saneamento básico, epidemias de febre amarela, varíola, peste bubônica; em especial no Rio de Janeiro a política do “Bota-abaixo”, de Pereira Passos, que demoliu inúmeros prédios antigos com o objetivo de sanear e modernizar a cidade, sem indenizar seus proprietários e moradores.

A vacinação obrigatória contra a varíola para todas as pessoas acima de 6 meses de idade foi um pedido do médico sanitarista Oswaldo Cruz (cientista, responsável pela diretoria da Saúde Pública da capital federal) ao Congresso que aprovou uma lei que permitia aos agentes de saúde invadir casas e obrigar (inclusive com o uso da força se preciso) as pessoas a tomar a vacina. Entre os dias 12 e 15 de novembro de 1904, o Rio de Janeiro transformou-se num cenário de guerra: barricadas, saques, incêndios, motins, contra a polícia e aos vacinadores, resultando em mortes, centenas de presos, tortura e exílios para o Acre.

Caso perceba que os estudantes estão com dificuldades para realizar a leitura imagética da charge que deve causar estranhamento, comente que se trata de uma revolta popular ocorrida no Rio de Janeiro, no período histórico da Primeira República. Há duas classes sociais bem definidas na imagem que estão em confronto: a da direita composta por soldados uniformizados, montados em seringas, que eram a favor da vacinação populacional, e do outro lado, à esquerda, a população que, armada com objetos do cotidiano (como penicos, serrotes, vassouras, machados, garfos etc.), enfrenta a imposição da vacina pelo Estado, por isso o confronto recebeu o nome de A Revolta da Vacina, pois atualmente a vacina é algo naturalizado em nossa sociedade, mas no período retratado não era.

Caso ache necessário, complemente comentando que a população não aceitava que em seus corpos fosse inoculada a bactéria, acreditando que isso lhes traria a doença e causaria mais males, não permitiam também de que as mulheres pusessem à mostra seus braços e pernas para a aplicação da mesma, numa atitude que iria de encontro à moral, à religião e aos costumes da época. O fervor foi alimentado pelo questionamento de algumas pessoas da eficácia da vacina frente à doença e a forma como foi imposta. Não havia o costume desse tipo de vacinação naquela época e assim a população não tinha um preparo psicológico de como proceder e amadurecer esta atitude.

Material complementar:

Contexto 1 - Charge: A Revolta da Vacina para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/5EcGN6RbxvQBuVGzBsVcxnvA6ddzjSJRNavbjcnNUDZnpyXq4ZqjBG7zmckq/his9-05und02-contexto-1-charge-a-revolta-da-vacina.pdf

Como adequar à sua realidade:

Caso em sua região haja nos jornais locais o uso de charges que retratam com humor situações cotidianas da comunidade sobre determinados fatos, poderá usá-las em outras aula e outras temáticas, aproximando ainda mais os conteúdos escolares da realidade circundante dos alunos.

Para você saber mais:

Caso queira conhecer um pouco mais sobre a revista ilustrada O Malho, que circulou por mais de 50 anos e retratava com humor situações da vida cotidiana e da política do país.

CASA DE RUI BARBOSA. O MALHO. Disponível em: <http://omalho.casaruibarbosa.gov.br/?lk=50>. Acesso em: 28 fev. 2019.

TOLEDO JUNIOR, ANTONIO CARLOS DE CASTRO. História da Varíola. Revista Médica de Minas Gerais. Disponível em: <http://rmmg.org/artigo/detalhes/1461>. Acesso em: 6 mar. 2019.

OSWALDO CRUZ. Fundação Fiocruz. Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/trajetoria-do-medico-dedicado-ciencia>. Acesso em: 6 mar. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha, e a forma opressiva que os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se pode quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reforma, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período, como as desapropriações e as demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir as desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva de os agentes abordar a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir aos desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva de os agentes abordar a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando fala que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram desse momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período, como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DVQsaT47kherPGHxDzN99YEUBjjE8RVMwzku6acUKGQ77UnxU76vNQPgQrEN/his9-05und02-problematizacao-2-imagem-bonde-virado-na-praca-da-republica.pdf

Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JBvtr37gfDrtDu7QkXH25QF6uVzzSkCPpF63JyEPqFzfArGgCvzZQM3k4nAG/his9-05und02-problematizacao-2-texto-trecho-da-introducao-de-a-revolta-da-vacina.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete a ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato dela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha, e a forma opressiva que os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir aos desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetidas no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância desse tipo de medida preventiva e, neste contexto, o fato de ela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram deste momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por causa da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder aos questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

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Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos.

Orientações: Projete, leia, escreva no quadro ou distribua cópias impressas deste slide aos estudantes. As fontes a ser apresentadas são uma caricatura sobre a vacina, uma imagem de um bonde virado durante a Revolta da Vacina na praça da República e um trecho do livro A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes, de Nicolau Sevcenko. Você pode projetá-los ou entregar cópias impressas aos grupos. É essencial que os estudantes percebam as informações que compõem as fontes.

A imagem da charge parece demonstrar um mal-estar físico muito maior do que uma vacina pode causar aos nossos olhares contemporâneos, mas, devido ao alheamento das decisões políticas da época, uma modernização autoritária, um Estado que, em vez de assistir os desamparados os desalojava expulsando-os de suas moradias, a vacinação obrigatória representava uma violação de seus próprios corpos, um desrespeito aos seus costumes e tradições.

A imagem do bonde virado em frente à praça da República nos remete à ideia de uma desordem, de algo relacionado a um conflito, motivado por uma situação extrema. Atualmente, uma campanha de vacinação não afetaria a população como ocorreu durante a Revolta da Vacina, mas, para compreendê-la, faz-se necessário entender o contexto da época, de excessos por parte do Estado na busca de sanear e modernizar a cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas impostas a qualquer preço, o que deixava as classes mais afetadas, as mais pobres, revoltadas. E, ainda, não havia uma preocupação por parte do Estado em conscientizar a população sobre a importância deste tipo de medida preventiva e neste contexto, o fato dela ser obrigatória, era visto como uma afronta às liberdades individuais, pois não havia escolha e a forma opressiva como os agentes abordavam a população causava repulsa.

Após a análise das imagens e da leitura do texto, lance perguntas aos alunos para facilitar a compreensão da fonte neste momento, como:

  • O que o autor quis dizer quando diz que não se podem quantificar os mortos da Revolta da Vacina?
  • Quando a autoridade policial apresenta seus dados ela tenta desqualificar a revolta?
  • Quais grupos sociais sofreram mais com as reformas impostas?
  • O autor diz que, além da revolta popular, havia outros segmentos sociais que se aproveitaram desse momento, quais são eles?
  • A população reagiu apenas por causa da vacinação ou havia outros fatores que contribuíram para a revolta?

Na primeira pergunta, é esperado que os alunos respondam que os mortos da Revolta da Vacina nunca foram contados, e que é impossível saber quantos foram conforme o trecho “Nunca se contaram os mortos da Revolta da Vacina. [...] Seriam inúmeros, centenas, milhares, mas é impossível avaliar quantos”.

Na segunda pergunta, é esperado que os estudantes respondam que sim, a autoridade policial apresentou números pequenos para tentar reduzir os efeitos da revolta, pois, segundo o autor, “A autoridade policial, como seria de se esperar, apresentou números sóbrios e precisos, na tentativa de reduzir uma autêntica rebelião social à caricatura de uma baderna urbana: fútil, atabalhoada, inconsequente”.

Na terceira pergunta é esperado que os alunos informem que os grupos sociais que mais sofreram com as reformas foram os mais pobres, que foram desabrigados e vacinados a força, sem compreender a necessidade da vacinação, conforme o trecho “A constituição de uma sociedade predominantemente urbanizada, e de forte teor burguês no início da fase republicana, [...] foi acompanhada de movimentos convulsivos e crises traumáticas, cuja solução convergiu insistentemente para um sacrifício cruciante dos grupos populares”.

Na quarta pergunta, espera-se que os estudantes respondam que os grupos sociais que se aproveitaram da revolta popular foram, de um lado, jovens oficiais militares, setores urbanos, como pequenos empresários e locatários de imóveis prejudicados pelas reformas, e, de outro, monarquistas depostos pela República, conforme os trechos “O primeiro, [...] tratava-se de jovens oficiais, formados nas escolas técnicas de preparação de cadetes, onde pontificavam as novas teorias científicas que propunham uma reorganização geral da sociedade” e “Acompanhava esses jovens oficiais, [...] toda uma enorme gama de setores sociais urbanos, representada por trabalhadores do serviço público, funcionários do Estado,[...] pequenos empresários [...] e pela vasta multidão de locatários de imóveis, arruinados e desesperados, que viam o discurso estatizante, nacionalista, trabalhista e xenófobo dos cadetes como sua tábua de salvação”, além de “O outro agrupamento dos conspiradores era formado por monarquistas depostos pelo novo regime”.

Na quinta pergunta, é esperado que os alunos apontem que a reação da população se deu não apenas por conta da vacinação, mas também devido ao tratamento a que estavam submetida no período como as desapropriações e demolições, conforme o trecho “numa das mais pungentes demonstrações de resistência de grupos subalternos do país contra a exploração, a discriminação e o tratamento espúrio a que eram submetidos pela administração pública nessa fase da história”.

Caso os estudantes apresentem dificuldades para responder os questionamentos, retome alguns dos trechos destacados acima.

Material complementar:

Problematização 1 - Charge: O espeto obrigatório para impressão

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxRWW2App9hu3n7sqSH8PKh5gPk7yU9jQas6yF3usCRzuPcvZC8wa2BkHNkk/his9-05und02-problematizacao-1-charge-o-espeto-obrigatorio.pdf

Problematização 2 - Imagem: Bonde virado na Praça da República para impressão

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Problematização 2 - Texto: Trecho da introdução de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko, para impressão

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Neste momento você deve fomentar a discussão sobre a temática, tendo as questões apresentadas no Contexto e durante a Problematização como ponto de partida. Mas é essencial que eles desenvolvam a reflexão de que a Revolta da Vacina foi uma revolta popular, que marcou o período de modernização e urbanização do Rio de Janeiro durante o início do século XX, acarretando inúmeros conflitos urbanos (desentendimentos, confrontos, lesões, até mortes), pois a população não compreendia a necessidade da vacinação, o governo não se empenhou em conscientizar a todos, além de utilizar para tanto da força física para o cumprimento dessa ordem. Além disso, que o contexto da Revolta está imbuído do descontentamento da população com as desapropriações e demolições decorridas da reforma urbanística de Pereira Passos, bem como da pressão de grupos opositores ao prefeito e à própria República, que se aproveitaram da revolta da população para tentar um golpe contra o governo.

Projete, imprima ou transcreva no quadro a proposta de atividade: produção de um cartaz por grupo, com a linguagem utilizada no início do século XX, tentando convencer os revoltosos da necessidade da vacina.

Caso perceba que seja necessário para a realização da atividade, retome alguns dos comentários dados pelos estudantes nas etapas anteriores.

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