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Plano de aula - A rainha Njinga e as resistências africanas à dominação portuguesa

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre A rainha Njinga e as resistências africanas à dominação portuguesa

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Ruhama Ariella Sabião Batista

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Papel sulfite, lápis, giz de cera, canetas hidrográficas.

Material complementar:

Modelo da HQ

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WtSrfbhz5W559DGg9Fy5SeyZ84xRABmdMMR3Amdu7uDBPJUJFTJJxvc2Yrge/his7-14un04-modelo-da-hq-a-ser-produzida.pdf

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

FONSECA, Mariana Bracks. Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em História Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. USP: São Paulo, 2012. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-14032013-094719/publico/2012_MarianaBracksFonseca.pdf>. Acesso em: 24 fev. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos estud. - CEBRAP, São Paulo, n. 74, mar. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002006000100007>. Acesso em: 23 fev. 19.

MICHAELIS. Significado da palavra resistência. Dicionário Michaelis, 2019. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/resist%C3%AAncia/>. Acesso em: 23 fev. 19.

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na História da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

WIESER, Dóris. A Rainha Njinga no diálogo sulatlântico: género, raça e identidade. Iberoamericana, n. 17, v. 6, p. 31-53, 2017. Disponível em: <http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/29823/1/2409-5110-1-PB.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

Com os alunos divididos em duplas para a atividade de Sistematização, o professor deve deixar claro qual o contexto histórico do qual a aula se trata, o século XVII, mas também a personagem central que auxilia no entendimento destas resistências: a rainha Njinga, da atual Angola; naquele momento era governante do reino de Dongo e também comandava o Estado vizinho, Matamba. A rainha governou de 1624 a 1663 e foi protagonista das chamadas guerras angolanas.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações:

Nesta etapa, o docente deve instigar os alunos a pensar no que significa resistir, podendo ser com atitudes físicas, mas também com expressões culturais e artísticas, e pedir que eles tragam exemplos de resistência atualmente: como o movimento feminista, indígena, sem terra, e os motivos pelos quais esses grupos resistem. Inicialmente, só deve ser mostrada a imagem para que os mesmos analisem e indiquem elementos presentes nela. As perguntas que devem ser direcionadas aos alunos estão no próximo slide.

Descrição da fonte:

A fonte apresentada, pintura feita pelo artista Augustus Earle, em 1824, retrata dois homens jogando ou lutando capoeira, outras duas pessoas assistindo, e um soldado imperial provavelmente chegando para repreender o jogo, que naquele momento era proibido no Brasil.

Fonte:

EARLE, Augustus. Negros lutando. Pintura por Augustus Earle mostrando negros lutando com passos de Capoeira. Wiki Commons, 1824. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CapoeiraEarle_02.JPG>. Acesso em: 22 fev. 19.

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Entender a palavra “resistir” inicialmente fora de um contexto específico, é essencial para entender os contextos em que a resistência é inserida e ressignificada. De acordo com o Dicionário Michaelis (2019 s.p), a palavra “resistência” tem os seguintes significados: “1. Ato ou efeito de resistir;
2. Capacidade que uma força tem de se opor a outra; 3. Capacidade que o ser humano tem de suportar a fome e a fadiga; 4. Defesa contra uma investida; 5. Recusa do que é considerado contrário ao interesse próprio; 6. Não aceitação da opressão; 7. Qualidade de quem é persistente [...]”.
Por isso, eles devem identificar se resistem a algo a partir destes significados dados pelo dicionário. Então, responder se o que, os homens estão fazendo na imagem é uma forma de resistência; caso eles identifiquem, o docente deve reforçar que naquele período as manifestações culturais africanas eram proibidas, não só a capoeira, mas também as religiões, por exemplo. Desta forma, se eles não identificarem outras formas de resistência, o docente pode citar algumas da atualidade, como na cultura afro-brasileira, com os turbantes utilizados, as religiões, as manifestações culturais e religiosas; na cultura indígena, as línguas nativas que são passadas de geração em geração e que estão sendo extintas, as terras indígenas, a inserção dos indígenas nas universidades; no movimento feminista, a luta pela afirmação dos direitos das mulheres, a conscientização acerca dos estereótipos que reforçam a desigualdade de gênero etc.

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos estud. - CEBRAP, São Paulo, n. 74, mar. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002006000100007>. Acesso em: 23 fev. 19.

MICHAELIS. Significado da palavra resistência. Dicionário Michaelis, 2019. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/resist%C3%AAncia/>. Acesso em: 23 fev. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos dois subsequentes.

Orientações:

Ao deixar claro o que é resistência, nesta etapa o docente deve mostrar aos alunos como os povos africanos resistiram à escravidão, desde o século XVII, estudado neste plano, até a atualidade, em que os resquícios do sistema escravista tão instaurado no Brasil permanecem em alguns setores. Para isso, será utilizada a figura da rainha Njinga , que governava o reino do Ndongo e do Matamba, por volta de 1624 a 1663, territórios que hoje correspondem ao país africano Angola. Inicialmente, o sucessor de seu pai, Ngola Mbande Kiluanji, foi o irmão Ngola Mbande, que não tinha as mesmas habilidades e destreza para negociações e diplomacia como Njinga. Por isso, quando ele morreu, em 1624, logo Njinga toma posse e governa até 1663. Sua história completa pode ser acessada na obra da UNESCO e na dissertação “Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII”, que estará no próximo slide e também no item “Para você saber mais”.

Por ter habilidades não só de diplomacia e negociações, mas também para guerrear, a rainha Njinga tem várias representações, assim como diversos nomes atribuídos. Em seus acordos com Portugal, Njinga alegava conversão ao cristianismo, por isso, utilizava também roupas de estilo europeu-cristão, e com o batismo no catolicismo teve o nome alterado para D. Anna de Sousa. Porém, sua vida toda foi inconstante, pois mudava constantemente de roupas, religiões, e costumes, de acordo com as suas necessidades e interesses. A rainha tornou-se como um mito em Angola por ter defendido o país das invasões portuguesas e lutado nas guerras angolanas.

As perguntas que devem ser direcionadas às imagens estão no próximo slide.

Fontes das imagens:

VILLAIN, François. Anna Zingha, Queen of Matamba. Wiki Commons, 1800. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ann_Zingha,_queen_of_Matamba.jpg>. Acesso em: 10 mar. 19.

KRISTENSEN, Erik. Estátua de Dona Ana de Sousa, Ngola Ana Nzinga Mbande, rainha de Ndongo e Matamba, Luanda, Angola. Wiki Commons, 11 de abril de 2006. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nzingambande.jpg>. Acesso em: 10 mar. 19.

Para você saber mais:

WIESER, Dóris. A Rainha Njinga no diálogo sulatlântico: género, raça e identidade. Iberoamericana, n. 17, v. 6, p. 31-53, 2017. Disponível em: <http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/29823/1/2409-5110-1-PB.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na história da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

FONSECA, Mariana Bracks. Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em História Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. USP: São Paulo, 2012. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-14032013-094719/publico/2012_MarianaBracksFonseca.pdf>. Acesso em: 24 fev. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Para levar os alunos a problematizar as imagens inicialmente o professor deve deixar claro que todas as imagens referentes a Njinga são representações, ou seja, não são como a rainha era de fato, mas sim representações de suas características conforme os interesses apresentados. Na primeira questão, se os alunos não perceberem que se trata da mesma pessoa, o professor deve esclarecer isso e partir para a próxima questão, que se apresenta como um complemento da primeira. Na segunda questão então, com base nos nomes das legendas, o professor deve esclarecer que se trata da mesma pessoa, mas que sua trajetória e as necessidades de mudança relegaram a ela diferentes nomes, como o português Anna de Sousa. Além disso, pode ser chamada de de rainha Ginga, Nzinga, Nzinga Mbandi, Ngola Nzinga, Nzinga de Matamba, Ann Nzingha, entre outras denominações, mas que tratam da mesma pessoa, que pertence ao reino do Ndongo e Matamba. Na terceira questão, os estudantes devem perceber que mesmo sendo rainha, Njinga também era uma guerreira, e por isso foi uma das protagonistas da resistência dos povos africanos.
Na última questão, as principais semelhanças e diferenças que podem ser percebidas nas roupas, pose e também na diferença de tempo de uma imagem para a outra, que realmente se trata de diferentes períodos e pessoas que produziram, pois a primeira foi produzida por um europeu, em 1769, e a segunda, para rememorar a figura da rainha na capital da Angola, Luanda, já em 2002.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Na segunda etapa da Problematização, leia para os alunos a história em quadrinhos de Njinga, da página 10 à 28, e se possível, mostrar as imagens presentes no livro, que auxiliam a se identificar com a História, a leitura deve durar cerca de 7 minutos. As perguntas que devem ser realizadas aos alunos estão no próximo slide.

Fonte:

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na história da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

Nesta etapa da Problematização espera-se que os alunos percebam que a primeira imagem apresentada representa a visão europeia de Njinga, tanto em relação às roupas quanto à postura que uma rainha deveria ter naquele período. Mas, mesmo que em alguns momentos a mesma tenha se apropriado da cultura europeia, o seu perfil de guerreira é o mais descrito nas histórias e nas representações sobre ela.

Sua história auxilia de forma direta a perceber como os africanos resistiram não só com as guerras travadas contra os portugueses em Angola mas também resistindo à dominação religiosa e cultural. Além disso, a figura feminina forte e heróica contribui para a desconstrução de uma história que privilegia os grandes homens.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

Nesta etapa, os estudantes devem sistematizar a aula por meio de uma história em quadrinhos. Deve-se deixar claro que a proposta é diferente da que foi contada a eles pelo livro da UNESCO. Nesta, eles terão que falar sobre suas características, ou seja, contar sobre a personalidade da rainha, como ela se portava perante os inimigos, sua família e seu povo. Desta forma, espera-se que os alunos percebam a figura de Njinga como uma das protagonistas na resistência, identificando os aspectos da personagem que mostram a resistência travada pelos africanos.

O modelo para a criação da HQ pode ser acessado pelo link:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WtSrfbhz5W559DGg9Fy5SeyZ84xRABmdMMR3Amdu7uDBPJUJFTJJxvc2Yrge/his7-14un04-modelo-da-hq-a-ser-produzida.pdf

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Papel sulfite, lápis, giz de cera, canetas hidrográficas.

Material complementar:

Modelo da HQ

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WtSrfbhz5W559DGg9Fy5SeyZ84xRABmdMMR3Amdu7uDBPJUJFTJJxvc2Yrge/his7-14un04-modelo-da-hq-a-ser-produzida.pdf

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

FONSECA, Mariana Bracks. Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em História Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. USP: São Paulo, 2012. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-14032013-094719/publico/2012_MarianaBracksFonseca.pdf>. Acesso em: 24 fev. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos estud. - CEBRAP, São Paulo, n. 74, mar. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002006000100007>. Acesso em: 23 fev. 19.

MICHAELIS. Significado da palavra resistência. Dicionário Michaelis, 2019. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/resist%C3%AAncia/>. Acesso em: 23 fev. 19.

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na História da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

WIESER, Dóris. A Rainha Njinga no diálogo sulatlântico: género, raça e identidade. Iberoamericana, n. 17, v. 6, p. 31-53, 2017. Disponível em: <http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/29823/1/2409-5110-1-PB.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

Com os alunos divididos em duplas para a atividade de Sistematização, o professor deve deixar claro qual o contexto histórico do qual a aula se trata, o século XVII, mas também a personagem central que auxilia no entendimento destas resistências: a rainha Njinga, da atual Angola; naquele momento era governante do reino de Dongo e também comandava o Estado vizinho, Matamba. A rainha governou de 1624 a 1663 e foi protagonista das chamadas guerras angolanas.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e ao subsequente.

Orientações:

Nesta etapa, o docente deve instigar os alunos a pensar no que significa resistir, podendo ser com atitudes físicas, mas também com expressões culturais e artísticas, e pedir que eles tragam exemplos de resistência atualmente: como o movimento feminista, indígena, sem terra, e os motivos pelos quais esses grupos resistem. Inicialmente, só deve ser mostrada a imagem para que os mesmos analisem e indiquem elementos presentes nela. As perguntas que devem ser direcionadas aos alunos estão no próximo slide.

Descrição da fonte:

A fonte apresentada, pintura feita pelo artista Augustus Earle, em 1824, retrata dois homens jogando ou lutando capoeira, outras duas pessoas assistindo, e um soldado imperial provavelmente chegando para repreender o jogo, que naquele momento era proibido no Brasil.

Fonte:

EARLE, Augustus. Negros lutando. Pintura por Augustus Earle mostrando negros lutando com passos de Capoeira. Wiki Commons, 1824. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CapoeiraEarle_02.JPG>. Acesso em: 22 fev. 19.

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

Slide Plano Aula

Orientações:

Entender a palavra “resistir” inicialmente fora de um contexto específico, é essencial para entender os contextos em que a resistência é inserida e ressignificada. De acordo com o Dicionário Michaelis (2019 s.p), a palavra “resistência” tem os seguintes significados: “1. Ato ou efeito de resistir;
2. Capacidade que uma força tem de se opor a outra; 3. Capacidade que o ser humano tem de suportar a fome e a fadiga; 4. Defesa contra uma investida; 5. Recusa do que é considerado contrário ao interesse próprio; 6. Não aceitação da opressão; 7. Qualidade de quem é persistente [...]”.
Por isso, eles devem identificar se resistem a algo a partir destes significados dados pelo dicionário. Então, responder se o que, os homens estão fazendo na imagem é uma forma de resistência; caso eles identifiquem, o docente deve reforçar que naquele período as manifestações culturais africanas eram proibidas, não só a capoeira, mas também as religiões, por exemplo. Desta forma, se eles não identificarem outras formas de resistência, o docente pode citar algumas da atualidade, como na cultura afro-brasileira, com os turbantes utilizados, as religiões, as manifestações culturais e religiosas; na cultura indígena, as línguas nativas que são passadas de geração em geração e que estão sendo extintas, as terras indígenas, a inserção dos indígenas nas universidades; no movimento feminista, a luta pela afirmação dos direitos das mulheres, a conscientização acerca dos estereótipos que reforçam a desigualdade de gênero etc.

Para você saber mais:

BRASIL. Resistência negra à escravidão. Biblioteca Nacional Digital Brasil, 2019. Disponível em: <https://bndigital.bn.gov.br/dossies/trafico-de-escravos-no-brasil/resistencia-negra-a-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 19.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos estud. - CEBRAP, São Paulo, n. 74, mar. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002006000100007>. Acesso em: 23 fev. 19.

MICHAELIS. Significado da palavra resistência. Dicionário Michaelis, 2019. Disponível em: <https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/resist%C3%AAncia/>. Acesso em: 23 fev. 19.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

O tempo sugerido refere-se a este slide e aos dois subsequentes.

Orientações:

Ao deixar claro o que é resistência, nesta etapa o docente deve mostrar aos alunos como os povos africanos resistiram à escravidão, desde o século XVII, estudado neste plano, até a atualidade, em que os resquícios do sistema escravista tão instaurado no Brasil permanecem em alguns setores. Para isso, será utilizada a figura da rainha Njinga , que governava o reino do Ndongo e do Matamba, por volta de 1624 a 1663, territórios que hoje correspondem ao país africano Angola. Inicialmente, o sucessor de seu pai, Ngola Mbande Kiluanji, foi o irmão Ngola Mbande, que não tinha as mesmas habilidades e destreza para negociações e diplomacia como Njinga. Por isso, quando ele morreu, em 1624, logo Njinga toma posse e governa até 1663. Sua história completa pode ser acessada na obra da UNESCO e na dissertação “Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII”, que estará no próximo slide e também no item “Para você saber mais”.

Por ter habilidades não só de diplomacia e negociações, mas também para guerrear, a rainha Njinga tem várias representações, assim como diversos nomes atribuídos. Em seus acordos com Portugal, Njinga alegava conversão ao cristianismo, por isso, utilizava também roupas de estilo europeu-cristão, e com o batismo no catolicismo teve o nome alterado para D. Anna de Sousa. Porém, sua vida toda foi inconstante, pois mudava constantemente de roupas, religiões, e costumes, de acordo com as suas necessidades e interesses. A rainha tornou-se como um mito em Angola por ter defendido o país das invasões portuguesas e lutado nas guerras angolanas.

As perguntas que devem ser direcionadas às imagens estão no próximo slide.

Fontes das imagens:

VILLAIN, François. Anna Zingha, Queen of Matamba. Wiki Commons, 1800. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ann_Zingha,_queen_of_Matamba.jpg>. Acesso em: 10 mar. 19.

KRISTENSEN, Erik. Estátua de Dona Ana de Sousa, Ngola Ana Nzinga Mbande, rainha de Ndongo e Matamba, Luanda, Angola. Wiki Commons, 11 de abril de 2006. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nzingambande.jpg>. Acesso em: 10 mar. 19.

Para você saber mais:

WIESER, Dóris. A Rainha Njinga no diálogo sulatlântico: género, raça e identidade. Iberoamericana, n. 17, v. 6, p. 31-53, 2017. Disponível em: <http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/29823/1/2409-5110-1-PB.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na história da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

FONSECA, Mariana Bracks. Nzinga Mbandi e as guerras de resistência em Angola século XVII. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em História Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. USP: São Paulo, 2012. Disponível em: <https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-14032013-094719/publico/2012_MarianaBracksFonseca.pdf>. Acesso em: 24 fev. 19.

Slide Plano Aula

Orientações:

Para levar os alunos a problematizar as imagens inicialmente o professor deve deixar claro que todas as imagens referentes a Njinga são representações, ou seja, não são como a rainha era de fato, mas sim representações de suas características conforme os interesses apresentados. Na primeira questão, se os alunos não perceberem que se trata da mesma pessoa, o professor deve esclarecer isso e partir para a próxima questão, que se apresenta como um complemento da primeira. Na segunda questão então, com base nos nomes das legendas, o professor deve esclarecer que se trata da mesma pessoa, mas que sua trajetória e as necessidades de mudança relegaram a ela diferentes nomes, como o português Anna de Sousa. Além disso, pode ser chamada de de rainha Ginga, Nzinga, Nzinga Mbandi, Ngola Nzinga, Nzinga de Matamba, Ann Nzingha, entre outras denominações, mas que tratam da mesma pessoa, que pertence ao reino do Ndongo e Matamba. Na terceira questão, os estudantes devem perceber que mesmo sendo rainha, Njinga também era uma guerreira, e por isso foi uma das protagonistas da resistência dos povos africanos.
Na última questão, as principais semelhanças e diferenças que podem ser percebidas nas roupas, pose e também na diferença de tempo de uma imagem para a outra, que realmente se trata de diferentes períodos e pessoas que produziram, pois a primeira foi produzida por um europeu, em 1769, e a segunda, para rememorar a figura da rainha na capital da Angola, Luanda, já em 2002.

Slide Plano Aula

Orientações:

Na segunda etapa da Problematização, leia para os alunos a história em quadrinhos de Njinga, da página 10 à 28, e se possível, mostrar as imagens presentes no livro, que auxiliam a se identificar com a História, a leitura deve durar cerca de 7 minutos. As perguntas que devem ser realizadas aos alunos estão no próximo slide.

Fonte:

UNESCO. Njinga a Mbande - Série UNESCO Mulheres na história da África. UNESCO, 2014. Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/77/Nzinga_Mbandi_Queen_of_Ndongo_and_Matamba_Portuguese.pdf>. Acesso em: 23 fev. 19.

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Orientações:

Nesta etapa da Problematização espera-se que os alunos percebam que a primeira imagem apresentada representa a visão europeia de Njinga, tanto em relação às roupas quanto à postura que uma rainha deveria ter naquele período. Mas, mesmo que em alguns momentos a mesma tenha se apropriado da cultura europeia, o seu perfil de guerreira é o mais descrito nas histórias e nas representações sobre ela.

Sua história auxilia de forma direta a perceber como os africanos resistiram não só com as guerras travadas contra os portugueses em Angola mas também resistindo à dominação religiosa e cultural. Além disso, a figura feminina forte e heróica contribui para a desconstrução de uma história que privilegia os grandes homens.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações:

Nesta etapa, os estudantes devem sistematizar a aula por meio de uma história em quadrinhos. Deve-se deixar claro que a proposta é diferente da que foi contada a eles pelo livro da UNESCO. Nesta, eles terão que falar sobre suas características, ou seja, contar sobre a personalidade da rainha, como ela se portava perante os inimigos, sua família e seu povo. Desta forma, espera-se que os alunos percebam a figura de Njinga como uma das protagonistas na resistência, identificando os aspectos da personagem que mostram a resistência travada pelos africanos.

O modelo para a criação da HQ pode ser acessado pelo link:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WtSrfbhz5W559DGg9Fy5SeyZ84xRABmdMMR3Amdu7uDBPJUJFTJJxvc2Yrge/his7-14un04-modelo-da-hq-a-ser-produzida.pdf

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