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Plano de aula > História > 7º ano > A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano

Plano de aula - A sociedade brasileira e as suas cores

Plano de aula de História com atividades para 7º ano do EF sobre A sociedade brasileira e as suas cores

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Paulo Henrique Silva Pacheco

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI10 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Computador

Projetor;

Caixa de som/Rádio;

Tintas a base de água próprias para serem aplicadas na pele, nas cores branca, azul, vermelha e amarela.

Material complementar:
Grupos humanos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/X4FmkZ5fupVsqmdR9ngrZQ7CmnzxtamShGgpzgFCFrh4mMXNx36wFpK8EZA4/his7-10und02-grupos-humanos.pdf

Relação do grupos humanos mencionados na música “Inclassificáveis”, de Arnaldo Antunes com os seus respectivos significados. Alguns desses grupos são resultados de uma junção de palavras propostas pelo compositor. O professor deverá cortar por linhas, preservando em uma mesma tira de papel o número (que servirá para divisão dos grupos), as palavra e o seu significado.

Texto I

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fXfb7DPrrUzJvJjxErVgwkrDUW7MjstwvSfDxPGEqgVEpAVDaerDC7C8JJcQ/his07-und02-texto-i.pdf

Trecho da dissertação, “Como se deve escrever a história do Brasil”, do alemão Von Martius, vencedor do prêmio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1844. Nela, o naturalista defendeu a fusão das “três raças”, sendo retomada no livro Casa grande e senzala, de Gilberto Freire, onde ganhou uma dimensão antropológica em função da noção de cultura.

Texto IIhttps://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8aMyC687ksar2k8e9ePE77Zth88bnSskGTp6bsDBb2s6mQRUn43wZ4sH8V2X/his7-10und02-tento-ii.pdf

Parte de um artigo escrito pela doutora em serviço social Cláudia Alves Durans, no qual se propõe a analisar as complexas relações étnico-raciais do Brasil.

Texto III

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JZRMkWwQa4rbDKxX3maQt6vRxmbbNrsruqUHjC9sR2dfxVKMQUFW6C8qca4Z/his07-und02-texto-iii.pdf

Este é um trecho de um capítulo do livro Racismo no Brasil, escrito por Adilton de Paula enquanto coordenou o Núcleo de Estudos Negros e atuou como membro da Executiva Nacional da Coordenação Nacional das Entidades Negras (Conen). Nele, consta a diferença entre “raça” e “grupos humanos”, um esforço para promover a igualdade de direitos entre os diversos grupos humanos com o objetivo de denunciar o racismo que no sistema educacional brasileiro.

Tons de pele

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JcUfJJZeNHECXQcaRs2WpBvNXSfu7FSKwEbAbufQSkXhm6vKRq9VZKz7RQQA/his7-10und02-tons-de-pele.pdf

Folha que deverá ser reproduzida a partir da quantidade dos alunos e servirá de base para o registro das cores dos alunos, atividade proposta na sistematização. Ao final, as folhas deverão ser coladas uma a outra, na horizontal, pelo lado direito, para formar um grande painel.

Para você saber mais:CARDOSO, Priscila. Qual é a cor da pele? In: Nova Escola. 01 nov. 2014. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3490/qual-e-a-cor-da-cor-da-pele. Acessado em: 07 fev. 2019.

CARVALHO, Ruth; MATIAS, Fernando. Sobre a música “Inclassificáveis” de Arnaldo Antunes. In: Expertusperennis. 24 mar. 2011. Disponível em: https://expertusperennis.wordpress.com/2011/03/24/inclassificaveis/. Acessado em: 06 fev. 2019.

DURANS, Cláudia Alves. Questão social e relações étnico-raciais no Brasil. In. Revista Política Pública. São Luís, Número Especial, p. 391-399, julho de 2014. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/viewFile/2731/3930. Acessado em: 10 fev. 2019.

IHGB. Brasil: 500 anos de povoamento / IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. - Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acessado em: 07 fev. 2019.

KAERCHER, Gladis. Cor de pele de que? Representatividade na escola. In: TEDxUNISINOS. 17 set. 2018. 14”45’ Col.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Uw0gkV7SnUY. Acessado em: 07 fev. 2019.

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivalda; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

RODRIGUES, Miguel. Dúdú e o lápis cor de pele. 12 out. 2018. 19”04’. Col..Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. Acessado em: 08 fev. 2019.

VON MARTIUS, Carl Friedrich Philipp. Como se deve escrever a História do Brasil. In: IHGB. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ou Jornal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Tomo Sexto. Vol. 6. Rio de Janeiro. 1844. pp. 381-403. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Rz2CtbtXezApFTEW64h8zWpbHkQ4hFv6FeeNvaTaCQJNAYYMKAXgsFEz5Ha8/rihgb1844t0006.pdf. Acessado em: 06 fev. 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos.

Orientações ao professor: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam onde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações: Imprima ou reproduza em folha de ofício e em seguida recorte as palavras referentes aos grupos humanos e distribua para cada aluno. Caso o número de alunos seja maior do que a quantidade de palavras, repita-as.

O arquivo para impressão dos Grupos Humanos está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/X4FmkZ5fupVsqmdR9ngrZQ7CmnzxtamShGgpzgFCFrh4mMXNx36wFpK8EZA4/his7-10und02-grupos-humanos.pdf

Peça para os alunos lerem individualmente as suas palavras e os seus significados. Será comum que alguns demonstrem um certo estranhamento, visto que resultam da junção de palavras pensadas pelo poeta e compositor brasileiro, Arnaldo Antunes.

Projete ou escreva no quadro a informação e as perguntas a respeito da música. Caso disponha do recurso, toque o áudio ou projete o vídeo com a música “Inclassificáveis”, de Arnaldo antunes, que está disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Seg6joy5nDU.

Caso não possua o recurso necessário, imprima a letra da música ou mesmo escreva-a no quadro. Para isso, acesso o site: https://www.letras.mus.br/arnaldo-antunes/91636/.

Após terem contato com a letra da música, oriente os grupos para responderem as perguntas que ajudarão a entender melhor a música e a intenção do artista.

Com o objetivo de promover um grande diálogo com a turma, projete ou escreva as perguntas no quadro e peça para os alunos responderem de forma conjunta. O professor deverá cuidar da organização durante as respostas, pois é de suma importância que todos consigam escutar a contribuição dos colegas. O objetivo é levar os alunos a perceberem que as palavras sugerem que a sociedade brasileira é formada por grupos humanos diferenciados. Essa consideração é construída a partir do momento em que o aluno chegar próximo a compreensão de que a palavra “Inclassificáveis” refere-se ao que não pode, ou não é capaz, de atender a um critério específico. A partir disso, a segunda resposta dos alunos deverá está relacionada à diferença das pessoas, à diversidade das características de grupos humanos. A leitura de cada palavra e do seu respectivo significado iluminará esse aspecto e dará condições de possibilidades para analisar as próximas fontes.

Para uma análise mais complexa da composição, se for o caso, o professor deve estar atento a construção dos seus neologismos. As duas primeiras estrofes sugerem o questionamento sobre o que resultaria da relações ascendentes entre brancos, negros e índios. Tal abordagem remete às “três raças", uma perspectiva de análise proposta pelo naturalista alemão Von Martius, ganhador do prêmio do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e publicada em seu periódico, em 1844.

A partir desse questionamento, os dois próximos parágrafos constituem-se como uma resposta os questionamentos feitos. Arnaldo Antunes apresenta 20 nomes de grupos humanos, sendo nove delas uma construção construção que resulta de outros dois grupos, que ao longo dos séculos se emigraram para o Brasil, e, em grande parte, estão reunidos na quarta estrofe.

Nos dois versos que compõem quinta estrofe, o autor conclui que “o que somos", ou seja, o que o povo brasileiro é, não pode ser classificado. É neste momento que a letra justifica o título “Inclassificáveis" e o uso do plural se torna um artifício para indicar a diversidade da população, negando a predominância de uma única singularidade. Essa ideia tem fundamento na sexta estrofe, quando as palavras “lei", “vez" e “deus" tornam-se “leis", “vezes" e “deuses".

Nessa afirmação há resistência às determinações que foram impostas verticalmente e que ainda subjugam a população, seja no âmbito jurídico, político e religioso. Em relação a este último, é possível remeter a imposição religiosa a qual a população indígena, africana e negra foram, e ainda estão, sujeitas ao longo desses 500 anos do “descobrimento". Isolado, um verso compõe a sétima e última estrofe da canção. Talvez, por uma tentativa de iluminar o lugar e os direitos de todos os brasileiros, o “sol", astro maior, deveria se tornar “sois".

Como adequar à sua realidade:

Uma boa alternativa para o desenvolvimento desta aula é trabalhar com o Professor de Artes. A partir dessa possibilidade, a aula pode começar com exibição de algumas obras da coleção “Polvo”, da artista plástica Andriana Varejão e depois a sua análise e relação com as fontes. Veja a reportagem no link: https://oglobo.globo.com/cultura/todas-as-peles-de-adriana-varejao-sao-reunidas-na-mostra-polvo-em-sao-paulo-12069345.

Outra sugestão para introduzir o assunto é exibindo o curta metragem “Dúdú e o lápis cor de pele”, desponível neste link: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. A partir da sua experiência com a turma, crie perguntas que se relacionam com o tema proposto e, principalmente, com as fontes.

Para você saber mais:

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivaldo; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Escreva no quadro o problema que conduzirá toda a aula. Informe a turma que a sua resolução será um processo coletivo construído a partir da comparação de fontes em grupo.

Peça para os alunos se reunirem em grupos, usando como critério o número que está junto com a palavra.

Formados os grupos, sugira que leiam, em voz alta, o problema que conduz a aula.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Orientações: Projete, escreva no quadro ou entregue impresso para os grupos o Texto I. Sugira uma leitura em conjunto para facilitar a compreensão.

O arquivo para impressão do Texto I está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fXfb7DPrrUzJvJjxErVgwkrDUW7MjstwvSfDxPGEqgVEpAVDaerDC7C8JJcQ/his07-und02-texto-i.pdf

Para você saber mais:

VON MARTIUS, Carl Friedrich Philipp. Como se deve escrever a História do Brasil. In: IHGB. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ou Jornal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Tomo Sexto. Vol. 6. Rio de Janeiro. 1844. pp. 381-382. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Rz2CtbtXezApFTEW64h8zWpbHkQ4hFv6FeeNvaTaCQJNAYYMKAXgsFEz5Ha8/rihgb1844t0006.pdf. Acessado em: 06 fev. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Orientações: Projete, escreva no quadro ou entregue impresso para os grupos o Texto II. Sugira uma leitura em conjunto para facilitar a compreensão.

O arquivo para impressão do Texto II está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8aMyC687ksar2k8e9ePE77Zth88bnSskGTp6bsDBb2s6mQRUn43wZ4sH8V2X/his7-10und02-tento-ii.pdf

Para você saber mais:

DURANS, Cláudia Alves. Questão social e relações étnico-raciais no Brasil. In. Revista Política Pública. São Luís, Número Especial, p. 392, julho de 2014. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/viewFile/2731/3930. Acessado em: 10 fev. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Imprima o Texto III e distribua para os grupos. Na impossibilidade do recurso, escreva o texto no quadro ou leia-o para a turma.

O arquivo para impressão do Texto III está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JZRMkWwQa4rbDKxX3maQt6vRxmbbNrsruqUHjC9sR2dfxVKMQUFW6C8qca4Z/his07-und02-texto-iii.pdf

Para você saber mais:

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivalda; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, projete ou escreva as perguntas no quadro. O professor deverá informar aos alunos que as respostas facilitarão a realização de uma análise comparativa das fontes.

Em um primeiro momento, é importante que o professor esteja disponível para as dúvidas que possam emergir, mas que não interfira na leitura e nas considerações feitas pelos alunos. A medida em que perceberem as dificuldades, o diálogo no grupo é motivado. Contudo,

Após os alunos terem respondido as questões, em um tempo que não deverá ser maior do que cinco minutos, leia as perguntas e peça os alunos dos grupos responderem. Opte por dar a possibilidade da maioria responder, selecionando uma questão para cada. A proposta é fazer com que o maior número de alunos participem, dando a oportunidade de falar para todos. Dessa forma, acredita-se que é possível fazer com que os alunos atentem para a diversidade nas respostas.

Qualquer anotação deverá ser feita no caderno.

Em resumo, espera-se que os alunos reconheçam que no Texto I o naturalista alemão identifica os brancos, negros e “índios” como as “três raças” e que da “mescla” delas fundou-se a população brasileira e identifiquem que o pesquisador coloca a “raça branca” como superior , argumentando que o encontro foi uma “providência divina” e que o sangue português seria capaz de absorver este encontro.

Antes de propor a análise comparativa, é importante que o professor averigue as respostas e vejam se elas estão coerentes com o objetivo e o problema da aula. Caso algum grupo, ou aluno, não tenham alcançado a proposta o professor deverá voltar ao Texto I e ler com o aluno. Refaça as perguntas gradativamente. Relacionar o texto com a análise que foi feita com a música pode contribuir para aumentar a compreensão do aluno.

Em relação à comparação, é relevante que os alunos reconheçam a diferença em relação ao ano de produção dos textos. O Texto II sugere a complexidade das relações étnicos-raciais a partir do seu silenciamento diante de uma história dita como “oficial”. O professor deve aproveitar a oportunidade para levar os alunos a atentarem para quem escreve a história e como ela é escrita, quem ela ilumina e o que ela silencia. Neste caso, os grupos humanos descendentes dos africanos e dos povos nativos têm passado por um processo de silenciamento e ocupado um lugar de inferioridade a partir do uso do termo “raça”. A questão principal é afirmar que o termo “raça” denota uma diferenciação que atualmente não pode mais ser aceitável e por isso nega o texto de Von Martius. Além disso, os grupos deverão reconhecer que a alternativa mais adequada para substituir o termo “raça” é “grupos humanos”, uma vez que pertencemos à mesma espécie e que a diferença da cor da pele, culturais e fenotípicas em nada se relaciona com a ideia de superioridade. Chegando próximo a essas ideias, os alunos serão capazes de concluir que o uso de “raça” valoriza os brancos em relação aos negros e indígenas.

Na incompreensão de algum ponto, refaça o procedimento sugerido anteriormente. Volte ao texto, leia junto e relembre a música.

Como adequar à sua realidade:

Com a finalidade de mostrar como a ideia de superioridade da dita “raça branca” ainda prevalece nos dias atuais e o quanto isso é pejorativo para os grupos indígenas e negros, o professor pode propor a análise da reportagem da revista Veja, publicada em agosto de 2018, em que o General Antonio Hamilton Mourão afirmou em uma fala que “o Brasil herdou a ‘indolência’ dos indígenas e a ‘malandragem’ dos africanos”. A reportagem está disponível aqui: https://veja.abril.com.br/blog/rio-grande-do-sul/vice-de-bolsonaro-pais-herdou-indolencia-do-indio-e-malandragem-do-negro/

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, diga à turma que agora conheceremos a cor da pele de cada aluno. Entre os grupos, distribua em pequenos potes, ou porções em um pedaço de papelão resistente, as tintas nas cores branca, amarela, azul e vermelha, pincéis, pote com água e uma página da folha para registro. Caso não disponha de pincéis, eles poderão ser substituídos por palitos de sorvete e o pote com água por um pedaço de pano.

O arquivo “Tons de pele” para impressão está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JcUfJJZeNHECXQcaRs2WpBvNXSfu7FSKwEbAbufQSkXhm6vKRq9VZKz7RQQA/his7-10und02-tons-de-pele.pdf

O objetivo principal desta atividade é desconstruir um padrão um padrão instituído por uma mercado que há décadas ditou que a cor de pele seria um rosa claro. Atualmente, os materiais de pintura, assim como o de maquiagem, já se adaptaram à diversidade do tom de pele dos brasileiros, mas a pele branca ainda é um padrão imposto à sociedade. Aproveite esta atividade para romper com essa ideia e mostrar para os alunos a diversidade das que constituem a população brasileira.

Primeiramente, peça para os alunos colocarem em sua pele, na palma superior de uma das mãos, uma pequena porção das tintas vermelha, amarela e azul, informando que devem sempre limpar o pincel quando forem pegar as tintas. O resultado inicial será uma base escura que servirá para alcançarem o tom da pele.

Em seguida, oriente os alunos a começarem a comparar a base com o seu tom de pele. Informe que se há necessidade de clarear, eles devem acrescentar mais branco e se precisarem escurecer, adicionar pequenas porções de vermelho e azul. Para que a pele tenha um tom mais quente e maior luminosidade é preciso colocar mais amarelo e para uma pele mais avermelhada, mais vermelho.

A partir daí será um momento de testes que pode demorar. O professor deve andar pela sala e ajudar os alunos que demonstrarem dificuldades. A medida que cada aluno alcançar o seu tom de pele, peça para ele pintar o círculo da folha com a cor da sua pele e ao lado colocar o seu nome. Terminado o trabalho, cole as folhas e exponha na sala de aula. Peça para os alunos olharem o painel e perceberem a diversidade de cores existentes apenas na sala de aula e pergunte se essa diferença justifica uma pessoa ter menos direitos, ou mais privilégios, do que a outra.

Caso disponha de tempo, o professor ainda pode pedir que a turma crie, escolha um verso da música, ou um trecho do Texto II para servir de título ou mensagem para o painel.

Como adequar à sua realidade:

Outra opção para a identificação das cores é trabalhar com grãos, cereais e sementes de tons terrosos. Separe porções de linhaça, castanhas, café e aveia, por exemplo, e peça para que os alunos encontrem aqueles que mais se aproximam do seu tom de pele e após escolherem cole-os na folha e monte o painel.

Ainda é possível introduzir esta ativa criando uma sistematização do conteúdo a partir da reportagem “De que cor é o lápis ‘cor de pele’? Marca quebra preconceitos e cria 12 “cores de pele”, disponível neste link: https://www.google.com/amp/s/www.geledes.org.br/de-que-cor-e-o-lapis-cor-de-pele-marca-quebra-preconceitos-e-cria-12-cores-de-pele/amp/

Para você saber mais:

CARDOSO, Priscila. Qual é a cor da pele? In: Nova Escola. 01 nov. 2014. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3490/qual-e-a-cor-da-cor-da-pele. Acessado em: 07 fev. 2019.

KAERCHER, Gladis. Cor de pele de que? Representatividade na escola. In: TEDxUNISINOS. 17 set. 2018. 14”45’ Col.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Uw0gkV7SnUY. Acessado em: 07 fev. 2019.

RODRIGUES, Miguel. Dúdú e o lápis cor de pele. 12 out. 2018. 19”04’. Col..Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. Acessado em: 08 fev. 2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07HI10 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Computador

Projetor;

Caixa de som/Rádio;

Tintas a base de água próprias para serem aplicadas na pele, nas cores branca, azul, vermelha e amarela.

Material complementar:
Grupos humanos

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/X4FmkZ5fupVsqmdR9ngrZQ7CmnzxtamShGgpzgFCFrh4mMXNx36wFpK8EZA4/his7-10und02-grupos-humanos.pdf

Relação do grupos humanos mencionados na música “Inclassificáveis”, de Arnaldo Antunes com os seus respectivos significados. Alguns desses grupos são resultados de uma junção de palavras propostas pelo compositor. O professor deverá cortar por linhas, preservando em uma mesma tira de papel o número (que servirá para divisão dos grupos), as palavra e o seu significado.

Texto I

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fXfb7DPrrUzJvJjxErVgwkrDUW7MjstwvSfDxPGEqgVEpAVDaerDC7C8JJcQ/his07-und02-texto-i.pdf

Trecho da dissertação, “Como se deve escrever a história do Brasil”, do alemão Von Martius, vencedor do prêmio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1844. Nela, o naturalista defendeu a fusão das “três raças”, sendo retomada no livro Casa grande e senzala, de Gilberto Freire, onde ganhou uma dimensão antropológica em função da noção de cultura.

Texto IIhttps://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8aMyC687ksar2k8e9ePE77Zth88bnSskGTp6bsDBb2s6mQRUn43wZ4sH8V2X/his7-10und02-tento-ii.pdf

Parte de um artigo escrito pela doutora em serviço social Cláudia Alves Durans, no qual se propõe a analisar as complexas relações étnico-raciais do Brasil.

Texto III

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JZRMkWwQa4rbDKxX3maQt6vRxmbbNrsruqUHjC9sR2dfxVKMQUFW6C8qca4Z/his07-und02-texto-iii.pdf

Este é um trecho de um capítulo do livro Racismo no Brasil, escrito por Adilton de Paula enquanto coordenou o Núcleo de Estudos Negros e atuou como membro da Executiva Nacional da Coordenação Nacional das Entidades Negras (Conen). Nele, consta a diferença entre “raça” e “grupos humanos”, um esforço para promover a igualdade de direitos entre os diversos grupos humanos com o objetivo de denunciar o racismo que no sistema educacional brasileiro.

Tons de pele

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JcUfJJZeNHECXQcaRs2WpBvNXSfu7FSKwEbAbufQSkXhm6vKRq9VZKz7RQQA/his7-10und02-tons-de-pele.pdf

Folha que deverá ser reproduzida a partir da quantidade dos alunos e servirá de base para o registro das cores dos alunos, atividade proposta na sistematização. Ao final, as folhas deverão ser coladas uma a outra, na horizontal, pelo lado direito, para formar um grande painel.

Para você saber mais:CARDOSO, Priscila. Qual é a cor da pele? In: Nova Escola. 01 nov. 2014. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3490/qual-e-a-cor-da-cor-da-pele. Acessado em: 07 fev. 2019.

CARVALHO, Ruth; MATIAS, Fernando. Sobre a música “Inclassificáveis” de Arnaldo Antunes. In: Expertusperennis. 24 mar. 2011. Disponível em: https://expertusperennis.wordpress.com/2011/03/24/inclassificaveis/. Acessado em: 06 fev. 2019.

DURANS, Cláudia Alves. Questão social e relações étnico-raciais no Brasil. In. Revista Política Pública. São Luís, Número Especial, p. 391-399, julho de 2014. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/viewFile/2731/3930. Acessado em: 10 fev. 2019.

IHGB. Brasil: 500 anos de povoamento / IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. - Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv6687.pdf. Acessado em: 07 fev. 2019.

KAERCHER, Gladis. Cor de pele de que? Representatividade na escola. In: TEDxUNISINOS. 17 set. 2018. 14”45’ Col.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Uw0gkV7SnUY. Acessado em: 07 fev. 2019.

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivalda; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

RODRIGUES, Miguel. Dúdú e o lápis cor de pele. 12 out. 2018. 19”04’. Col..Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. Acessado em: 08 fev. 2019.

VON MARTIUS, Carl Friedrich Philipp. Como se deve escrever a História do Brasil. In: IHGB. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ou Jornal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Tomo Sexto. Vol. 6. Rio de Janeiro. 1844. pp. 381-403. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Rz2CtbtXezApFTEW64h8zWpbHkQ4hFv6FeeNvaTaCQJNAYYMKAXgsFEz5Ha8/rihgb1844t0006.pdf. Acessado em: 06 fev. 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos.

Orientações ao professor: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam onde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações: Imprima ou reproduza em folha de ofício e em seguida recorte as palavras referentes aos grupos humanos e distribua para cada aluno. Caso o número de alunos seja maior do que a quantidade de palavras, repita-as.

O arquivo para impressão dos Grupos Humanos está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/X4FmkZ5fupVsqmdR9ngrZQ7CmnzxtamShGgpzgFCFrh4mMXNx36wFpK8EZA4/his7-10und02-grupos-humanos.pdf

Peça para os alunos lerem individualmente as suas palavras e os seus significados. Será comum que alguns demonstrem um certo estranhamento, visto que resultam da junção de palavras pensadas pelo poeta e compositor brasileiro, Arnaldo Antunes.

Projete ou escreva no quadro a informação e as perguntas a respeito da música. Caso disponha do recurso, toque o áudio ou projete o vídeo com a música “Inclassificáveis”, de Arnaldo antunes, que está disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Seg6joy5nDU.

Caso não possua o recurso necessário, imprima a letra da música ou mesmo escreva-a no quadro. Para isso, acesso o site: https://www.letras.mus.br/arnaldo-antunes/91636/.

Após terem contato com a letra da música, oriente os grupos para responderem as perguntas que ajudarão a entender melhor a música e a intenção do artista.

Com o objetivo de promover um grande diálogo com a turma, projete ou escreva as perguntas no quadro e peça para os alunos responderem de forma conjunta. O professor deverá cuidar da organização durante as respostas, pois é de suma importância que todos consigam escutar a contribuição dos colegas. O objetivo é levar os alunos a perceberem que as palavras sugerem que a sociedade brasileira é formada por grupos humanos diferenciados. Essa consideração é construída a partir do momento em que o aluno chegar próximo a compreensão de que a palavra “Inclassificáveis” refere-se ao que não pode, ou não é capaz, de atender a um critério específico. A partir disso, a segunda resposta dos alunos deverá está relacionada à diferença das pessoas, à diversidade das características de grupos humanos. A leitura de cada palavra e do seu respectivo significado iluminará esse aspecto e dará condições de possibilidades para analisar as próximas fontes.

Para uma análise mais complexa da composição, se for o caso, o professor deve estar atento a construção dos seus neologismos. As duas primeiras estrofes sugerem o questionamento sobre o que resultaria da relações ascendentes entre brancos, negros e índios. Tal abordagem remete às “três raças", uma perspectiva de análise proposta pelo naturalista alemão Von Martius, ganhador do prêmio do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e publicada em seu periódico, em 1844.

A partir desse questionamento, os dois próximos parágrafos constituem-se como uma resposta os questionamentos feitos. Arnaldo Antunes apresenta 20 nomes de grupos humanos, sendo nove delas uma construção construção que resulta de outros dois grupos, que ao longo dos séculos se emigraram para o Brasil, e, em grande parte, estão reunidos na quarta estrofe.

Nos dois versos que compõem quinta estrofe, o autor conclui que “o que somos", ou seja, o que o povo brasileiro é, não pode ser classificado. É neste momento que a letra justifica o título “Inclassificáveis" e o uso do plural se torna um artifício para indicar a diversidade da população, negando a predominância de uma única singularidade. Essa ideia tem fundamento na sexta estrofe, quando as palavras “lei", “vez" e “deus" tornam-se “leis", “vezes" e “deuses".

Nessa afirmação há resistência às determinações que foram impostas verticalmente e que ainda subjugam a população, seja no âmbito jurídico, político e religioso. Em relação a este último, é possível remeter a imposição religiosa a qual a população indígena, africana e negra foram, e ainda estão, sujeitas ao longo desses 500 anos do “descobrimento". Isolado, um verso compõe a sétima e última estrofe da canção. Talvez, por uma tentativa de iluminar o lugar e os direitos de todos os brasileiros, o “sol", astro maior, deveria se tornar “sois".

Como adequar à sua realidade:

Uma boa alternativa para o desenvolvimento desta aula é trabalhar com o Professor de Artes. A partir dessa possibilidade, a aula pode começar com exibição de algumas obras da coleção “Polvo”, da artista plástica Andriana Varejão e depois a sua análise e relação com as fontes. Veja a reportagem no link: https://oglobo.globo.com/cultura/todas-as-peles-de-adriana-varejao-sao-reunidas-na-mostra-polvo-em-sao-paulo-12069345.

Outra sugestão para introduzir o assunto é exibindo o curta metragem “Dúdú e o lápis cor de pele”, desponível neste link: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. A partir da sua experiência com a turma, crie perguntas que se relacionam com o tema proposto e, principalmente, com as fontes.

Para você saber mais:

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivaldo; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Escreva no quadro o problema que conduzirá toda a aula. Informe a turma que a sua resolução será um processo coletivo construído a partir da comparação de fontes em grupo.

Peça para os alunos se reunirem em grupos, usando como critério o número que está junto com a palavra.

Formados os grupos, sugira que leiam, em voz alta, o problema que conduz a aula.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Orientações: Projete, escreva no quadro ou entregue impresso para os grupos o Texto I. Sugira uma leitura em conjunto para facilitar a compreensão.

O arquivo para impressão do Texto I está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fXfb7DPrrUzJvJjxErVgwkrDUW7MjstwvSfDxPGEqgVEpAVDaerDC7C8JJcQ/his07-und02-texto-i.pdf

Para você saber mais:

VON MARTIUS, Carl Friedrich Philipp. Como se deve escrever a História do Brasil. In: IHGB. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ou Jornal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Tomo Sexto. Vol. 6. Rio de Janeiro. 1844. pp. 381-382. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Rz2CtbtXezApFTEW64h8zWpbHkQ4hFv6FeeNvaTaCQJNAYYMKAXgsFEz5Ha8/rihgb1844t0006.pdf. Acessado em: 06 fev. 2019.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Orientações: Projete, escreva no quadro ou entregue impresso para os grupos o Texto II. Sugira uma leitura em conjunto para facilitar a compreensão.

O arquivo para impressão do Texto II está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8aMyC687ksar2k8e9ePE77Zth88bnSskGTp6bsDBb2s6mQRUn43wZ4sH8V2X/his7-10und02-tento-ii.pdf

Para você saber mais:

DURANS, Cláudia Alves. Questão social e relações étnico-raciais no Brasil. In. Revista Política Pública. São Luís, Número Especial, p. 392, julho de 2014. Disponível em: http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/viewFile/2731/3930. Acessado em: 10 fev. 2019.

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Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Imprima o Texto III e distribua para os grupos. Na impossibilidade do recurso, escreva o texto no quadro ou leia-o para a turma.

O arquivo para impressão do Texto III está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JZRMkWwQa4rbDKxX3maQt6vRxmbbNrsruqUHjC9sR2dfxVKMQUFW6C8qca4Z/his07-und02-texto-iii.pdf

Para você saber mais:

PAULA. Adilton de. Educar o Brasil com raça: “Das raças ao racismo que ninguém vê”. In: SANTOS, Genivalda; SILVA, Maria Palmira da. Racismo no Brasil: percepções da discriminação e do preconceito no século XXI. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2005. pp. 88-93.

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Tempo sugerido: 12 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, projete ou escreva as perguntas no quadro. O professor deverá informar aos alunos que as respostas facilitarão a realização de uma análise comparativa das fontes.

Em um primeiro momento, é importante que o professor esteja disponível para as dúvidas que possam emergir, mas que não interfira na leitura e nas considerações feitas pelos alunos. A medida em que perceberem as dificuldades, o diálogo no grupo é motivado. Contudo,

Após os alunos terem respondido as questões, em um tempo que não deverá ser maior do que cinco minutos, leia as perguntas e peça os alunos dos grupos responderem. Opte por dar a possibilidade da maioria responder, selecionando uma questão para cada. A proposta é fazer com que o maior número de alunos participem, dando a oportunidade de falar para todos. Dessa forma, acredita-se que é possível fazer com que os alunos atentem para a diversidade nas respostas.

Qualquer anotação deverá ser feita no caderno.

Em resumo, espera-se que os alunos reconheçam que no Texto I o naturalista alemão identifica os brancos, negros e “índios” como as “três raças” e que da “mescla” delas fundou-se a população brasileira e identifiquem que o pesquisador coloca a “raça branca” como superior , argumentando que o encontro foi uma “providência divina” e que o sangue português seria capaz de absorver este encontro.

Antes de propor a análise comparativa, é importante que o professor averigue as respostas e vejam se elas estão coerentes com o objetivo e o problema da aula. Caso algum grupo, ou aluno, não tenham alcançado a proposta o professor deverá voltar ao Texto I e ler com o aluno. Refaça as perguntas gradativamente. Relacionar o texto com a análise que foi feita com a música pode contribuir para aumentar a compreensão do aluno.

Em relação à comparação, é relevante que os alunos reconheçam a diferença em relação ao ano de produção dos textos. O Texto II sugere a complexidade das relações étnicos-raciais a partir do seu silenciamento diante de uma história dita como “oficial”. O professor deve aproveitar a oportunidade para levar os alunos a atentarem para quem escreve a história e como ela é escrita, quem ela ilumina e o que ela silencia. Neste caso, os grupos humanos descendentes dos africanos e dos povos nativos têm passado por um processo de silenciamento e ocupado um lugar de inferioridade a partir do uso do termo “raça”. A questão principal é afirmar que o termo “raça” denota uma diferenciação que atualmente não pode mais ser aceitável e por isso nega o texto de Von Martius. Além disso, os grupos deverão reconhecer que a alternativa mais adequada para substituir o termo “raça” é “grupos humanos”, uma vez que pertencemos à mesma espécie e que a diferença da cor da pele, culturais e fenotípicas em nada se relaciona com a ideia de superioridade. Chegando próximo a essas ideias, os alunos serão capazes de concluir que o uso de “raça” valoriza os brancos em relação aos negros e indígenas.

Na incompreensão de algum ponto, refaça o procedimento sugerido anteriormente. Volte ao texto, leia junto e relembre a música.

Como adequar à sua realidade:

Com a finalidade de mostrar como a ideia de superioridade da dita “raça branca” ainda prevalece nos dias atuais e o quanto isso é pejorativo para os grupos indígenas e negros, o professor pode propor a análise da reportagem da revista Veja, publicada em agosto de 2018, em que o General Antonio Hamilton Mourão afirmou em uma fala que “o Brasil herdou a ‘indolência’ dos indígenas e a ‘malandragem’ dos africanos”. A reportagem está disponível aqui: https://veja.abril.com.br/blog/rio-grande-do-sul/vice-de-bolsonaro-pais-herdou-indolencia-do-indio-e-malandragem-do-negro/

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Mantendo os grupos, diga à turma que agora conheceremos a cor da pele de cada aluno. Entre os grupos, distribua em pequenos potes, ou porções em um pedaço de papelão resistente, as tintas nas cores branca, amarela, azul e vermelha, pincéis, pote com água e uma página da folha para registro. Caso não disponha de pincéis, eles poderão ser substituídos por palitos de sorvete e o pote com água por um pedaço de pano.

O arquivo “Tons de pele” para impressão está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JcUfJJZeNHECXQcaRs2WpBvNXSfu7FSKwEbAbufQSkXhm6vKRq9VZKz7RQQA/his7-10und02-tons-de-pele.pdf

O objetivo principal desta atividade é desconstruir um padrão um padrão instituído por uma mercado que há décadas ditou que a cor de pele seria um rosa claro. Atualmente, os materiais de pintura, assim como o de maquiagem, já se adaptaram à diversidade do tom de pele dos brasileiros, mas a pele branca ainda é um padrão imposto à sociedade. Aproveite esta atividade para romper com essa ideia e mostrar para os alunos a diversidade das que constituem a população brasileira.

Primeiramente, peça para os alunos colocarem em sua pele, na palma superior de uma das mãos, uma pequena porção das tintas vermelha, amarela e azul, informando que devem sempre limpar o pincel quando forem pegar as tintas. O resultado inicial será uma base escura que servirá para alcançarem o tom da pele.

Em seguida, oriente os alunos a começarem a comparar a base com o seu tom de pele. Informe que se há necessidade de clarear, eles devem acrescentar mais branco e se precisarem escurecer, adicionar pequenas porções de vermelho e azul. Para que a pele tenha um tom mais quente e maior luminosidade é preciso colocar mais amarelo e para uma pele mais avermelhada, mais vermelho.

A partir daí será um momento de testes que pode demorar. O professor deve andar pela sala e ajudar os alunos que demonstrarem dificuldades. A medida que cada aluno alcançar o seu tom de pele, peça para ele pintar o círculo da folha com a cor da sua pele e ao lado colocar o seu nome. Terminado o trabalho, cole as folhas e exponha na sala de aula. Peça para os alunos olharem o painel e perceberem a diversidade de cores existentes apenas na sala de aula e pergunte se essa diferença justifica uma pessoa ter menos direitos, ou mais privilégios, do que a outra.

Caso disponha de tempo, o professor ainda pode pedir que a turma crie, escolha um verso da música, ou um trecho do Texto II para servir de título ou mensagem para o painel.

Como adequar à sua realidade:

Outra opção para a identificação das cores é trabalhar com grãos, cereais e sementes de tons terrosos. Separe porções de linhaça, castanhas, café e aveia, por exemplo, e peça para que os alunos encontrem aqueles que mais se aproximam do seu tom de pele e após escolherem cole-os na folha e monte o painel.

Ainda é possível introduzir esta ativa criando uma sistematização do conteúdo a partir da reportagem “De que cor é o lápis ‘cor de pele’? Marca quebra preconceitos e cria 12 “cores de pele”, disponível neste link: https://www.google.com/amp/s/www.geledes.org.br/de-que-cor-e-o-lapis-cor-de-pele-marca-quebra-preconceitos-e-cria-12-cores-de-pele/amp/

Para você saber mais:

CARDOSO, Priscila. Qual é a cor da pele? In: Nova Escola. 01 nov. 2014. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/3490/qual-e-a-cor-da-cor-da-pele. Acessado em: 07 fev. 2019.

KAERCHER, Gladis. Cor de pele de que? Representatividade na escola. In: TEDxUNISINOS. 17 set. 2018. 14”45’ Col.. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Uw0gkV7SnUY. Acessado em: 07 fev. 2019.

RODRIGUES, Miguel. Dúdú e o lápis cor de pele. 12 out. 2018. 19”04’. Col..Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-VGpB_8b77U. Acessado em: 08 fev. 2019.

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