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Plano de aula > História > 9º ano > Totalitarismos e conflitos mundiais

Plano de aula - Movimentos de resistência ao colonialismo: o Pan-africanismo

Plano de aula de História com atividades para 9º ano do EF sobre Movimentos de resistência ao colonialismo: o Pan-africanismo

Plano 02 de 3 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Aline Aparecida Pereira Zacheu

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Multimídia, folhas impressas, folhas de sulfite, lápis, canetas, quadro e giz.

Material complementar:

Documento 1: Poesia “Naturalidade”

De autoria de Rui Knopfli (1932-1997), a poesia retrata a preocupação do autor em reconhecer-se como africano vendo em si as influências europeias. Rui Knopfli foi poeta, jornalista e crítico literário e, apesar de também ter nacionalidade portuguesa, o moçambicano nunca esqueceu suas raízes.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xymJNeYjtyhDVcJn5WekKKpy9NghjYZHxBduz4HjdyUtXkvQ4GxXamrZdKET/his9-14und02-poesia-africana-naturalidade.pdf

Documento 2: Imagens de congressos Pan-africanos

O primeiro congresso Pan-africano aconteceu em 1919, em Paris, sob a organização de Du Bois. O congresso tinha como objetivo conclamar o direito do negro à sua própria personalidade e lutar pela independência das colônias africanas sob o jugo dos países imperialistas europeus. A partir dele, outros tantos foram organizados, tanto em território africano como em terras europeias e americanas. Os congressos e as conferências influenciaram o surgimento de grupos de luta e resistência no mundo todo.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/MYVTxRVg9kBmZr4wYPW7jKvcQrcS7PQTtMxnSnxPQRNbXj84H9hwG8MdkNTr/his9-14und02-2-conferencia-pan-africanismo.pdf

Documento 3: Definição de Pan-africanismo

O excerto, linkado logo abaixo, traz a definição de Pan-africanismo, sendo que, para isso, os autores, Renato Aquino da Silva e Henrique Cunha Júnior, relacionam Nelson Mandela com o conceito de Pan-africanismo ao lutar pela liberdade e identidade da cultura africana.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXp2BUsZNnH5eYRSS8MPadZfsEChQsYCN7aa9Y2uCC6MZdZNUH7E83aEGvwX/his9-14und02-definicao-de-pan-africanismo.pdf

Para você saber mais:

Verbete com a definição de Resistência. Disponível em: https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 20/2/2019.

“Pan-africanismo: o conceito que mudou a história do negro no mundo contemporâneo”. Disponível em: https://www.geledes.org.br/pan-africanismo-o-conceito-que-mudou-historia-do-negro-no-mundo-contemporaneo/ Acesso em: 20/2/2019.

DÁSKALOS, Maria Alexandre; APA, Lívia; BARBEITOS, Arlindo. Poesia africana de língua portuguesa: antologia. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003. p. 210.

HERNANDEZ, Leila leite. O Pan-africanismo. In: ___. A África na sala de aula - visita à História contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008. pp.131-155.

SILVA, Renata Aquino; Júnior, Henrique Cunha. Mandela líder maior de uma geração de Pan-africanismo libertário. In: Ciência e luta de classes digital. Ano I, Vol. I. N. 1.

SILVA, Kalina; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009. pp.15-18.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2014. pp.164-168.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Com o intuito de garantir que todos os estudantes tenham conhecimento do que será trabalhado nesta aula e o que eles aprenderão com as análises e discussões propostas, projete, imprima ou escreva o objetivo da aula em local visível.

A leitura de toda a sala é indispensável e, apesar de ser um momento rápido, deve-se ter em mente que o objetivo da aula foi construído pensando nas aprendizagens e no protagonismo dos estudantes. Por isso, direcione sempre a aula para dúvidas e questionamentos compartilhados, aumentando as possibilidades de aprendizagens colaborativas.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

A fim de garantir que a aprendizagem seja construída de maneira colaborativa e, prezando pela autonomia e pelo protagonismo dos estudantes, organize a sala em grupos de quatro ou cinco estudantes, de maneira que todos possam apoiar suas aprendizagens nas habilidades e competências dos demais estudantes pertencentes ao grupo. Desta forma, divida os grupos de trabalho explicando para a turma o motivo do trabalho em grupo e o motivo do direcionamento das divisões.

A contextualização desta aula acontecerá em dois momentos: no primeiro (este slide) os estudantes irão questionar-se em grupos sobre os conhecimentos que eles possuem a respeito do comportamento social que replicam hoje e que podem ser observados nas roupas que vestem, na língua que falam, na religião que praticam e, ainda, se concordam com este comportamento e se já pensaram em resistir a ele, burlá-lo ou mesmo lutar contra ele. O segundo momento estará mais detalhado no próximo slide.

Não há necessidade de trabalhar com eles cada questionamento isoladamente, o que se espera é que o ato de pensar sobre seus costumes e comportamentos desperte outras oportunidades de sensibilização para a temática e a conteúdo proposto. A ideia inicial é que, ao se questionarem, os estudantes percebam que há influências portuguesas/europeias e de outros povos em nosso modo de vida e organização social e que foram implantados no país no momento em que fomos colonizados por meio de conquista, luta e exploração contra os povos nativos.

Ao terem em mente que há uma aculturação europeia em nosso território, espera-se que os estudantes consigam projetar para o território africano dos séculos XIX e XX como foi estabelecido o processo de colonização e aculturação europeias sob os que lá estavam.

Nesta aula, utilizaremos o conceito histórico de “aculturação” como um fenômeno oriundo do contato (interação) entre culturas diversas onde, necessariamente, uma se sobrepõe à outra por meio de um controle social. Desta forma, deve-se entender a aculturação como uma imposição de valores culturais de uma sociedade para outra, como é o caso da aculturação imposta não somente em países africanos mas também na América, na Ásia e na Oceania durante os tempos de colonização desde o século XV.

Quanto à ideia de “resistir” aos costumes e modos de organização social oriundas de outros povos, a expectativa é que os estudantes demonstrem suas insatisfações com este método imposto a nós, em algum momento, ou hábito em específico. Esta discussão facilitará a compreensão dos estudantes sobre o que foi a resistência ao colonialismo europeu na África e, como os grupos dispostos a lutar organizaram-se, criando inclusive o conceito de Pan-africanismo.

Para você saber mais:

Verbete sobre “aculturação”:

SILVA, Kalina; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009. pp.15-18.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações:

A proposta de análise das fotos é a de rotação por estações, ou seja, com a sala ainda dividida em grupos o professor irá programar uma maneira para que todos os grupos tenham acesso às fotos, uma de cada vez. Para melhor compreensão, preparamos um pequeno roteiro:

1- Entregar uma foto para cada grupo (será necessário a impressão de fotos em uma quantidade suficiente para que cada grupo comece a atividade com uma foto em mãos). Por exemplo, se você organizou a sala em seis grupos, precisará imprimir duas cópias de cada foto.

2- Após entregar uma foto a cada grupo, oriente-os que há um tempo programado para a análise de cada foto e, por isso, eles devem atentar especificamente ao que foi descrito no slide. Não há um momento de discussão ou resolução de dúvidas agora, isso poderá acontecer somente no final da atividade.

3- Assim que terminar o tempo proposto de análise, o professor recolhe rapidamente as fotos e as direciona para o grupo seguinte. Neste momento, o professor pode pedir a ajuda de um estudante para agilizar a troca das fotos entre os grupos. Como as fotos são numeradas, o professor também pode numerar os grupos para que não aconteçam confusões durante as trocas.

4- Assim que os grupos analisarem as três fotos, o professor finaliza a atividade e pode iniciar as trocas de observações e sentimentos quanto à estrutura da atividade realizada. Para esta etapa da atividade são necessários, ao menos, 4 minutos.

As três fotos selecionadas para esta atividade pertencem a momentos diferentes do histórico de congressos e conferências Pan-africanos que aconteceram em vários países diferentes. O primeiro congresso aconteceu em 1919 e o arquivo com as fotos está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/MYVTxRVg9kBmZr4wYPW7jKvcQrcS7PQTtMxnSnxPQRNbXj84H9hwG8MdkNTr/his9-14und02-2-conferencia-pan-africanismo.pdf

Ao observar as fotos, espera-se que os estudantes as questionem usando os tópicos do slide e ainda:

  • Tenham a percepção de que nas fotos há presença de brancos e negros, ou seja, o conceito de Pan-africanismo não era somente defendido por negros, africanos ou não.
  • Ao analisarem as roupas e os adereços pode-se perceber a influência dos costumes europeus, pois as roupas, os chapéus e os sapatos são aos moldes dos hábitos dos colonizadores do território, ilustrando, na prática, o que se teve por aculturação.
  • Nas duas primeiras fotos, espera-se que os estudantes notem que os congressos e as conferências Pan-africanos tinham uma organização e uma estrutura muito formalizada, com momentos de ouvir os que tinham a palavra e ainda momento de registro oficial de fotografia. No entanto, a última foto pode ser utilizada para a discussão de como os congressos e as conferências eram atacados e, como, de fato, o Pan-africanismo foi uma resistência.

Para você saber mais:

DÁSKALOS, Maria Alexandre; APA, Lívia; BARBEITOS, Arlindo. Poesia africana de língua portuguesa: antologia. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003. p. 210.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações:

Escolha um estudante para fazer a leitura da definição de Pan-africanismo utilizada nesta aula. A leitura poderá ser em voz alta para que todos da sala consigam ouvir e atentar ao exposto. A leitura do conceito será importante para que os estudantes consigam subsídios teóricos para a atividade de Sistematização da aula. O arquivo está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXp2BUsZNnH5eYRSS8MPadZfsEChQsYCN7aa9Y2uCC6MZdZNUH7E83aEGvwX/his9-14und02-definicao-de-pan-africanismo.pdf

Com os estudantes ainda organizados em grupos, proponha a leitura do poema “Naturalidade”, de Rui Knopfli. Caso não consiga projetá-lo, o poema também pode ser impresso. O arquivo do poema está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xymJNeYjtyhDVcJn5WekKKpy9NghjYZHxBduz4HjdyUtXkvQ4GxXamrZdKET/his9-14und02-poesia-africana-naturalidade.pdf

A leitura deverá ser compartilhada por todos do grupo, ou, ainda, o grupo poderá eleger um leitor. Após a leitura o grupo orientará seus pensamentos de acordo com os tópicos para questionamentos do slide.

Desta forma, espera-se que todos possam perceber que o autor, mesmo que se reconhecendo como africano, contesta a influência europeia sobre sua cultura e já não tem certeza sobre suas influências e as considerações das pessoas sobre sua personalidade. E, ainda, espera-se que os estudantes compreendam que as possibilidades de resistência ao colonialismo por vezes aconteciam mediante a afronta do colonizado e o reconhecimento de sua cultura e naturalidade, que deveria ser preservada.

Para você saber mais:

SILVA, Renata Aquino; Júnior, Henrique Cunha. Mandela líder maior de uma geração de Pan-africanismo Libertário. In: Ciência e Luta de Classes Digital. Ano I, Vol. I. N.01.

“Pan-africanismo: o conceito que mudou a história do negro no mundo contemporâneo”. Disponível em: https://www.geledes.org.br/pan-africanismo-o-conceito-que-mudou-historia-do-negro-no-mundo-contemporaneo/ Acesso em: 20/2/2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações:

Para sistematizar a aprendizagem desta aula, propõe-se uma atividade de elaboração de uma estrofe de poema ou outra forma de poesia que contemple o conteúdo proposto, ou seja, devem estar presentes os conceitos de Pan-africanismo e resistência.

Espera-se que os estudantes consigam expressar-se poeticamente ou de outra forma artística que se fazer necessário para melhor adaptar a aula à turma, tendo como ponto central a explanação e o posicionamento crítico sobre a resistência ao colonialismo europeu no continente africano, focalizando no Pan-africanismo e seus desdobramentos.

A análise de fotos e a leitura do poema servirão de embasamento teórico e motivação para a realização desta atividade. Uma sugestão para a realização da atividade de maneira mais eficiente e dentro do tempo previsto é: converse com os estudante e oriente que não há necessidade de ficarem presos à estrutura do poema formal (métrica, rima), que o mais importante neste momento é a expressão crítica e artística relacionada com o tema da aula.

Assim que terminarem a elaboração da estrofe, peça aos estudantes para afixar suas produções em local visível para a toda a turma, onde eles possam circular, ler e conversar sobre as produções dos demais grupos. Neste momento de trocas é muito importante que o professor acompanhe as trocas entre os estudantes e que possa intervir em casos de críticas demasiadas ou ainda dúvidas sobre os trabalhos expostos.

Em tempo, ao discutir o conceito de “resistência” com os estudantes o professor tem a possibilidade de enriquecer a discussão com exemplos da história mundial e brasileira também. Em momentos de luta contra a ordem imposta ou de questionamentos civis aos modelos ditatoriais e anti-democráticos, como a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), os movimentos de resistência foram extremamente atuantes e importantes para a volta da democracia em solo brasileiro. A aula “Movimentos de resistência à ditadura civil-militar” trabalha bem esta questão e pode auxiliar o professor na concepção do conceito de uma forma mais abrangente e dialogada com a História nacional.

Como adequar à sua realidade: Caso perceba que alguns estudantes ainda encontram dificuldades em compreender o sentido do termo “Resistência” nesta aula, você poderá utilizar o verbete do dicionário online Aurélio. O link para acessar ao verbete é este: https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 3/1/2019.

Para você saber mais:

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2014. pp.164-168.

Verbete com a definição de “Resistência”. Disponível em:https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 20/2/2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09HI14, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Multimídia, folhas impressas, folhas de sulfite, lápis, canetas, quadro e giz.

Material complementar:

Documento 1: Poesia “Naturalidade”

De autoria de Rui Knopfli (1932-1997), a poesia retrata a preocupação do autor em reconhecer-se como africano vendo em si as influências europeias. Rui Knopfli foi poeta, jornalista e crítico literário e, apesar de também ter nacionalidade portuguesa, o moçambicano nunca esqueceu suas raízes.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xymJNeYjtyhDVcJn5WekKKpy9NghjYZHxBduz4HjdyUtXkvQ4GxXamrZdKET/his9-14und02-poesia-africana-naturalidade.pdf

Documento 2: Imagens de congressos Pan-africanos

O primeiro congresso Pan-africano aconteceu em 1919, em Paris, sob a organização de Du Bois. O congresso tinha como objetivo conclamar o direito do negro à sua própria personalidade e lutar pela independência das colônias africanas sob o jugo dos países imperialistas europeus. A partir dele, outros tantos foram organizados, tanto em território africano como em terras europeias e americanas. Os congressos e as conferências influenciaram o surgimento de grupos de luta e resistência no mundo todo.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/MYVTxRVg9kBmZr4wYPW7jKvcQrcS7PQTtMxnSnxPQRNbXj84H9hwG8MdkNTr/his9-14und02-2-conferencia-pan-africanismo.pdf

Documento 3: Definição de Pan-africanismo

O excerto, linkado logo abaixo, traz a definição de Pan-africanismo, sendo que, para isso, os autores, Renato Aquino da Silva e Henrique Cunha Júnior, relacionam Nelson Mandela com o conceito de Pan-africanismo ao lutar pela liberdade e identidade da cultura africana.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXp2BUsZNnH5eYRSS8MPadZfsEChQsYCN7aa9Y2uCC6MZdZNUH7E83aEGvwX/his9-14und02-definicao-de-pan-africanismo.pdf

Para você saber mais:

Verbete com a definição de Resistência. Disponível em: https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 20/2/2019.

“Pan-africanismo: o conceito que mudou a história do negro no mundo contemporâneo”. Disponível em: https://www.geledes.org.br/pan-africanismo-o-conceito-que-mudou-historia-do-negro-no-mundo-contemporaneo/ Acesso em: 20/2/2019.

DÁSKALOS, Maria Alexandre; APA, Lívia; BARBEITOS, Arlindo. Poesia africana de língua portuguesa: antologia. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003. p. 210.

HERNANDEZ, Leila leite. O Pan-africanismo. In: ___. A África na sala de aula - visita à História contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008. pp.131-155.

SILVA, Renata Aquino; Júnior, Henrique Cunha. Mandela líder maior de uma geração de Pan-africanismo libertário. In: Ciência e luta de classes digital. Ano I, Vol. I. N. 1.

SILVA, Kalina; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009. pp.15-18.

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2014. pp.164-168.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Com o intuito de garantir que todos os estudantes tenham conhecimento do que será trabalhado nesta aula e o que eles aprenderão com as análises e discussões propostas, projete, imprima ou escreva o objetivo da aula em local visível.

A leitura de toda a sala é indispensável e, apesar de ser um momento rápido, deve-se ter em mente que o objetivo da aula foi construído pensando nas aprendizagens e no protagonismo dos estudantes. Por isso, direcione sempre a aula para dúvidas e questionamentos compartilhados, aumentando as possibilidades de aprendizagens colaborativas.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos.

Orientações:

A fim de garantir que a aprendizagem seja construída de maneira colaborativa e, prezando pela autonomia e pelo protagonismo dos estudantes, organize a sala em grupos de quatro ou cinco estudantes, de maneira que todos possam apoiar suas aprendizagens nas habilidades e competências dos demais estudantes pertencentes ao grupo. Desta forma, divida os grupos de trabalho explicando para a turma o motivo do trabalho em grupo e o motivo do direcionamento das divisões.

A contextualização desta aula acontecerá em dois momentos: no primeiro (este slide) os estudantes irão questionar-se em grupos sobre os conhecimentos que eles possuem a respeito do comportamento social que replicam hoje e que podem ser observados nas roupas que vestem, na língua que falam, na religião que praticam e, ainda, se concordam com este comportamento e se já pensaram em resistir a ele, burlá-lo ou mesmo lutar contra ele. O segundo momento estará mais detalhado no próximo slide.

Não há necessidade de trabalhar com eles cada questionamento isoladamente, o que se espera é que o ato de pensar sobre seus costumes e comportamentos desperte outras oportunidades de sensibilização para a temática e a conteúdo proposto. A ideia inicial é que, ao se questionarem, os estudantes percebam que há influências portuguesas/europeias e de outros povos em nosso modo de vida e organização social e que foram implantados no país no momento em que fomos colonizados por meio de conquista, luta e exploração contra os povos nativos.

Ao terem em mente que há uma aculturação europeia em nosso território, espera-se que os estudantes consigam projetar para o território africano dos séculos XIX e XX como foi estabelecido o processo de colonização e aculturação europeias sob os que lá estavam.

Nesta aula, utilizaremos o conceito histórico de “aculturação” como um fenômeno oriundo do contato (interação) entre culturas diversas onde, necessariamente, uma se sobrepõe à outra por meio de um controle social. Desta forma, deve-se entender a aculturação como uma imposição de valores culturais de uma sociedade para outra, como é o caso da aculturação imposta não somente em países africanos mas também na América, na Ásia e na Oceania durante os tempos de colonização desde o século XV.

Quanto à ideia de “resistir” aos costumes e modos de organização social oriundas de outros povos, a expectativa é que os estudantes demonstrem suas insatisfações com este método imposto a nós, em algum momento, ou hábito em específico. Esta discussão facilitará a compreensão dos estudantes sobre o que foi a resistência ao colonialismo europeu na África e, como os grupos dispostos a lutar organizaram-se, criando inclusive o conceito de Pan-africanismo.

Para você saber mais:

Verbete sobre “aculturação”:

SILVA, Kalina; SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos. São Paulo: Contexto, 2009. pp.15-18.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações:

A proposta de análise das fotos é a de rotação por estações, ou seja, com a sala ainda dividida em grupos o professor irá programar uma maneira para que todos os grupos tenham acesso às fotos, uma de cada vez. Para melhor compreensão, preparamos um pequeno roteiro:

1- Entregar uma foto para cada grupo (será necessário a impressão de fotos em uma quantidade suficiente para que cada grupo comece a atividade com uma foto em mãos). Por exemplo, se você organizou a sala em seis grupos, precisará imprimir duas cópias de cada foto.

2- Após entregar uma foto a cada grupo, oriente-os que há um tempo programado para a análise de cada foto e, por isso, eles devem atentar especificamente ao que foi descrito no slide. Não há um momento de discussão ou resolução de dúvidas agora, isso poderá acontecer somente no final da atividade.

3- Assim que terminar o tempo proposto de análise, o professor recolhe rapidamente as fotos e as direciona para o grupo seguinte. Neste momento, o professor pode pedir a ajuda de um estudante para agilizar a troca das fotos entre os grupos. Como as fotos são numeradas, o professor também pode numerar os grupos para que não aconteçam confusões durante as trocas.

4- Assim que os grupos analisarem as três fotos, o professor finaliza a atividade e pode iniciar as trocas de observações e sentimentos quanto à estrutura da atividade realizada. Para esta etapa da atividade são necessários, ao menos, 4 minutos.

As três fotos selecionadas para esta atividade pertencem a momentos diferentes do histórico de congressos e conferências Pan-africanos que aconteceram em vários países diferentes. O primeiro congresso aconteceu em 1919 e o arquivo com as fotos está disponível aqui:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/MYVTxRVg9kBmZr4wYPW7jKvcQrcS7PQTtMxnSnxPQRNbXj84H9hwG8MdkNTr/his9-14und02-2-conferencia-pan-africanismo.pdf

Ao observar as fotos, espera-se que os estudantes as questionem usando os tópicos do slide e ainda:

  • Tenham a percepção de que nas fotos há presença de brancos e negros, ou seja, o conceito de Pan-africanismo não era somente defendido por negros, africanos ou não.
  • Ao analisarem as roupas e os adereços pode-se perceber a influência dos costumes europeus, pois as roupas, os chapéus e os sapatos são aos moldes dos hábitos dos colonizadores do território, ilustrando, na prática, o que se teve por aculturação.
  • Nas duas primeiras fotos, espera-se que os estudantes notem que os congressos e as conferências Pan-africanos tinham uma organização e uma estrutura muito formalizada, com momentos de ouvir os que tinham a palavra e ainda momento de registro oficial de fotografia. No entanto, a última foto pode ser utilizada para a discussão de como os congressos e as conferências eram atacados e, como, de fato, o Pan-africanismo foi uma resistência.

Para você saber mais:

DÁSKALOS, Maria Alexandre; APA, Lívia; BARBEITOS, Arlindo. Poesia africana de língua portuguesa: antologia. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 2003. p. 210.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos.

Orientações:

Escolha um estudante para fazer a leitura da definição de Pan-africanismo utilizada nesta aula. A leitura poderá ser em voz alta para que todos da sala consigam ouvir e atentar ao exposto. A leitura do conceito será importante para que os estudantes consigam subsídios teóricos para a atividade de Sistematização da aula. O arquivo está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXp2BUsZNnH5eYRSS8MPadZfsEChQsYCN7aa9Y2uCC6MZdZNUH7E83aEGvwX/his9-14und02-definicao-de-pan-africanismo.pdf

Com os estudantes ainda organizados em grupos, proponha a leitura do poema “Naturalidade”, de Rui Knopfli. Caso não consiga projetá-lo, o poema também pode ser impresso. O arquivo do poema está disponível aqui: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/xymJNeYjtyhDVcJn5WekKKpy9NghjYZHxBduz4HjdyUtXkvQ4GxXamrZdKET/his9-14und02-poesia-africana-naturalidade.pdf

A leitura deverá ser compartilhada por todos do grupo, ou, ainda, o grupo poderá eleger um leitor. Após a leitura o grupo orientará seus pensamentos de acordo com os tópicos para questionamentos do slide.

Desta forma, espera-se que todos possam perceber que o autor, mesmo que se reconhecendo como africano, contesta a influência europeia sobre sua cultura e já não tem certeza sobre suas influências e as considerações das pessoas sobre sua personalidade. E, ainda, espera-se que os estudantes compreendam que as possibilidades de resistência ao colonialismo por vezes aconteciam mediante a afronta do colonizado e o reconhecimento de sua cultura e naturalidade, que deveria ser preservada.

Para você saber mais:

SILVA, Renata Aquino; Júnior, Henrique Cunha. Mandela líder maior de uma geração de Pan-africanismo Libertário. In: Ciência e Luta de Classes Digital. Ano I, Vol. I. N.01.

“Pan-africanismo: o conceito que mudou a história do negro no mundo contemporâneo”. Disponível em: https://www.geledes.org.br/pan-africanismo-o-conceito-que-mudou-historia-do-negro-no-mundo-contemporaneo/ Acesso em: 20/2/2019.

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Tempo sugerido: 18 minutos.

Orientações:

Para sistematizar a aprendizagem desta aula, propõe-se uma atividade de elaboração de uma estrofe de poema ou outra forma de poesia que contemple o conteúdo proposto, ou seja, devem estar presentes os conceitos de Pan-africanismo e resistência.

Espera-se que os estudantes consigam expressar-se poeticamente ou de outra forma artística que se fazer necessário para melhor adaptar a aula à turma, tendo como ponto central a explanação e o posicionamento crítico sobre a resistência ao colonialismo europeu no continente africano, focalizando no Pan-africanismo e seus desdobramentos.

A análise de fotos e a leitura do poema servirão de embasamento teórico e motivação para a realização desta atividade. Uma sugestão para a realização da atividade de maneira mais eficiente e dentro do tempo previsto é: converse com os estudante e oriente que não há necessidade de ficarem presos à estrutura do poema formal (métrica, rima), que o mais importante neste momento é a expressão crítica e artística relacionada com o tema da aula.

Assim que terminarem a elaboração da estrofe, peça aos estudantes para afixar suas produções em local visível para a toda a turma, onde eles possam circular, ler e conversar sobre as produções dos demais grupos. Neste momento de trocas é muito importante que o professor acompanhe as trocas entre os estudantes e que possa intervir em casos de críticas demasiadas ou ainda dúvidas sobre os trabalhos expostos.

Em tempo, ao discutir o conceito de “resistência” com os estudantes o professor tem a possibilidade de enriquecer a discussão com exemplos da história mundial e brasileira também. Em momentos de luta contra a ordem imposta ou de questionamentos civis aos modelos ditatoriais e anti-democráticos, como a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), os movimentos de resistência foram extremamente atuantes e importantes para a volta da democracia em solo brasileiro. A aula “Movimentos de resistência à ditadura civil-militar” trabalha bem esta questão e pode auxiliar o professor na concepção do conceito de uma forma mais abrangente e dialogada com a História nacional.

Como adequar à sua realidade: Caso perceba que alguns estudantes ainda encontram dificuldades em compreender o sentido do termo “Resistência” nesta aula, você poderá utilizar o verbete do dicionário online Aurélio. O link para acessar ao verbete é este: https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 3/1/2019.

Para você saber mais:

SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2014. pp.164-168.

Verbete com a definição de “Resistência”. Disponível em:https://dicionariodoaurelio.com/resistencia Acesso em: 20/2/2019.

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