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Plano de aula > Geografia > 6º ano > Formas de representação e pensamento espacial

Plano de aula - Regeneração de rios canalizados ou tamponados

Plano de aula de Geografia com atividades para 6º ano do Fundamental sobre representar espacialmente uma proposta de regeneração de um rio que traga impactos positivos na paisagem urbana e benefícios para a população e o meio ambiente.

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Maria Catarina Donzelli Pereira

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06GE09 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa habilidade se conecta com a habilidade EF05GE8 contemplando o desenvolvimento do raciocínio espacial e escalabilidade.

Neste plano a Habilidade contemplada será desenvolvida através do estudo dos caso de dois rios localizados em países, em diferentes continentes, que viveram histórias parecidas no final do século XIX e meados do XX. Eles amenizaram seus problemas urbano-ambientais e de saneamento que surgiram com a acelerada urbanização desse período de formas bem diferentes, aproveitando os conhecimentos e técnicas disponíveis em conformidade com o que a sociedade e a economia de cada um demandavam. Mesmo sendo um fenômeno global, nem todos os povos enterraram seus rios.

Nessa trajetória os alunos terão a oportunidade de observar fotografias que tratam dos casos de cursos d’água urbanos - o rio Tamanduateí em São Paulo e o Córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul - canalizados e enterrados e a regeneração deste último. Os alunos também analisarão perfis topográficos e croquis desses dois casos e produzirão um croqui para representar uma paisagem com um rio fictício, nas mesmas condições dos citados acima e que mostre um projeto de regeneração, pensado por eles.

Ainda, os alunos verão e manusearão fotografias, perfis e croquis que representam a superfície terrestre em diversos ângulos de visão.

Materiais necessários: Folha de papel sulfite ou quadriculada, lápis, lápis de cor, borracha, conjunto de réguas, projetor e pen drive.

Material complementar:

Link para as Imagens:

Rio Tamanduateí

Córrego Cheong-gye

Para você saber mais:

Contextos prévios: domínio do conceito e produção de croquis, domínio dos conceitos de projeto e projeção.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete, escreva no quadro ou imprima o conteúdo dos slides. Diga que irão fazer um estudo comparando os problemas e as soluções encontrados pelo Brasil e pela Coréia do Sul para resolver questões ambientais, sociais e econômicas envolvendo rios urbanos canalizados e enterrados para dar espaço a construção de avenidas e viadutos para facilitar a mobilidade urbana através de carros, ônibus e caminhões a partir da segunda metade do século XX. O grande aumento do trânsito de veículos, porém, criou outros problemas como a poluição do ar, do solo e das águas, expulsando pessoas e capitais das áreas centrais, criando grandes vazios, prejudicando a economia e os grandes e pequenos negócios. Ao final da aula depois de compreenderem esse processo, suas causas e consequências, eles deverão elaborar um croqui que represente um projeto de regeneração de um rio urbano fictício que foi tamponado, e construído sobre ele um grande viaduto para ligar os bairros da cidade.

Para você saber mais:

Croqui “é um esboço cartográfico de uma determinada área ou, em outras palavras, um mapa produzido sem escala e sem os procedimentos padrões na sua elaboração, servindo apenas para a obtenção de informações gerais de uma área” (Rodolfo F. Alves Pena em Cartografia) ou segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”.

Na Regeneração Urbana, a ideia de melhorias surge associada à de desenvolvimento das funções urbanas visíveis e autoestima ou ao incremento da posição relativa de dado território numa hierarquia (urbana), melhora do IDH - Índice de Desenvolvimento Urbano, sendo uma resposta a um período de declínio. Dessa forma, a regeneração surge essencialmente como tentativa deliberada de contrariar as forças e os fatores que numa determinada conjuntura são a causa da degeneração urbana (Luís Mendes, 2013).

Como adequar à sua realidade:

Você pode propor que o estudo de caso seja de um rio da sua região ou cidade que esteja em situação semelhante aos dos cursos d’água apresentados aqui.

Fonte:

Conceitos básicos de cartografia de Rodolfo F. Alves Pena em Cartografia. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/conceitos-basicos-cartografia.htm. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Construindo um croqui de Wagner de Cerqueira e Francisco. Disponível em:https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm. Acesso em 06 de fevereiro de 2019.

A regeneração urbana na política de cidades: inflexão entre o fordismo e o pós-fordismo de Luís Mendes. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), v. 5, n. 1, p. 33-45, jan./jun. 2013. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/urbe/v5n1/a04v5n1. Acesso em 09 de fevereiro de 2019.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem para a sociedade local. Para que ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses. Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens, identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo. Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

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Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem para a sociedade local. Para que ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses. Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens, identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo. Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

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Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem, ou não para a sociedade local. Para quê ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses.

Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo (imagem 1 e 2) e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul (imagem 3 e 4)antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens e identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Imagem 1: Margem direita do rio Tamanduateí no final do séc XIX. Crédito: SMC - DPH - DIM. Foto: Guilherme Gaensly. Disponível em: http://garoahistorica.blogspot.com/2014/07/rio-tamanduatei.html. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 2: Lavadeiras no Tamanduateí, 1910. Instituto Moreira Sales – Fotógrafo: Vincenzo Pastore. Disponível em: https://www.labeurb.unicamp.br/rua/web/index.php?r=paginasartigo/viewpagina&numeroPagina=1&artigo_id=83. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

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Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem, ou não para a sociedade local. Para quê ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses.

Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo (Imagem 1 e 2) e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul (imagem 2 e 4) antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens e identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Imagem 4: O trabalho e o lazer no Córrego Cheong-Gye Fonte: Seoul Metropolitan Government (2005, p. 20). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-33692016000100113&lng=pt&tlng=pt.

Imagem 5:Por Desconhecido - Korean book "Seoul under Japanese rule(1910-1945)" published by Seoul Metropolitan City History Committee., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5780079

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, pergunte se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 5: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

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Slide Plano Aula

Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, perguntem se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 3: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

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Slide Plano Aula

Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, pergunte se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Converse com eles leve-os a perceber que o que era a solução de problemas, na dinâmica do tempo e do espaço resultou em outros problemas, talvez mais graves, mais caros e difíceis de resolver.

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 3: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

Ação Propositiva select-down

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Tempo sugerido: 16 minutos

Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

Imagem do slide 11: Perfis de antes depois. Projeto urbanístico: o rio Cheonggyecheon Universidade Federal da Bahia Faculdade de Arquitetura Atelier V Discentes: Thais Rosa, Gabriela Gaia e Sanane Sampaio Docentes: Carolina Meireles, Juliana Sacramento, Maria Mariana Costa, Renata Kimi e Zara Rodrigues Seul_Coréia do Sul, pág 13. Disponível em: https://atelie5faufba2017.files.wordpress.com/2017/06/revitalizac3a7c3a3o-do-rio-cheonggyecheon.pdf. Acesso em 05 de fevereiro de 2019.

Imagem do slide 12: Cheong Gye depois da revitalização. Por madmarv00 - originally posted to Flickr as Cheong Gye Cheon 1, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3889398.

Imagem do slide 13: Perfis do rio Tamanduateí. Aumento da faixa inundada e ocupação de várzea. Plano Diretor de Drenagem e Manejo de Águas Fluviais de São Paulo - PMAP-SP. Prefeitura de São Paulo, 2012. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/desenvolvimento_urbano/arquivos/comite_clima/plano_diretor_de_drenagem_201200712_fundap.pdf. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Para você saber mais:

“Odette Seabra (2012) observa que os espaços históricos e muitas paisagens naturais foram, gradativamente, submetidos à lógica do valor. Foi então neste processo que “[...] os rios e várzeas de São Paulo foram transformados em um espaço tecnológico” (SEABRA, 2012, p. 294). A adoção de um modelo que, de um modo geral, altera o regime das águas dos rios, atribui aos cursos d'água o papel de canais para o escoamento de esgotos e realiza a supressão das várzeas de inundação criando sobre elas corredores para a circulação de automóveis, é bastante representativa dessa estrutura tecnológica em que foram transformados os rios e as várzeas de São Paulo. Priorizou-se desde então, a manutenção deste modelo em detrimento do uso dos rios e das várzeas como espaços livres e públicos, propícios ao convívio coletivo e ao lazer, ou da sua preservação como corredor biológico, espaço para presença e circulação de flora e fauna (COSTA, 2006)” (ERIVELTON DE BRITO SILVA).

Fonte:

O rio, a cidade e o processo de urbanização: um estudo retrospectivo sobre o Rio Tamanduateí. ERIVELTON DE BRITO SILVA. Disponível em: http://ricardoantasjr.org/wp-content/uploads/2014/10/Erivelton_Reda%C3%A7%C3%A3o_TGI_final.pdf. Acesso em 07 de fevereiro de 2019.

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Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo Sugerido: 15 minutos

Orientações: Agora chegou a hora dos alunos pensarem um projeto de regeneração para um rio fictício, que tenha sido enterrado ou retificado, baseados no exemplo de Seul e do modelo pensado para o Rio Tamanduateí e desenhá-lo num croqui, com o objetivo de demonstrar essas práticas como alternativa para sua cidade ou região, tornando os rios utilizáveis também para lazer, esportes e embelezamento da paisagem.

Mostre a eles o exemplo de croqui do slide 17, disponível para impressão no link https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eWnrfAScMkprszMEtjCkAY2jdZ8bJ5CHRReG7XbfUBwQcxxHC3XEqVW7XXq5/geo6-09und01-sistematizacao-atividade.pdf. ou outro que estiver disponível nos livros didáticos ou outras fontes.

Para instruí-los você pode se inspirar na aula do professor Wagner de Cerqueira e Francisco, disponível no link https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Peça que se concentrem em um esboço. Se precisar pode ser concluído em casa ou nas aulas de Artes.

Para você saber mais:

Segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”. Acesso em 24 de fev. de 2019. Dispovível em; https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Fonte:

Prefeitura Municipal de São Paulo. Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí Projeto de Lei Nº 723/2015. Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo. Disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/OUCBT_min-ilu_B_22_visualizacao.pdf. acesso em 06 de fevereiro de 2019,

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Agora chegou a hora dos alunos pensarem um projeto de regeneração para um rio fictício, que tenha sido enterrado ou retificado, baseados no exemplo de Seul e do modelo pensado para o Rio Tamanduateí e desenhá-lo num croqui, com o objetivo de demonstrar essas práticas como alternativa para sua cidade ou região, tornando os rios utilizáveis também para lazer, esportes e embelezamento da paisagem.

Mostre a eles o exemplo de croqui do slide 17, disponível para impressão no link https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eWnrfAScMkprszMEtjCkAY2jdZ8bJ5CHRReG7XbfUBwQcxxHC3XEqVW7XXq5/geo6-09und01-sistematizacao-atividade.pdf. ou outro que estiver disponível nos livros didáticos ou outras fontes.

Para instruí-los você pode se inspirar na aula do professor Wagner de Cerqueira e Francisco, disponível no link https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Peça que se concentrem em um esboço. Se precisar pode ser concluído em casa ou nas aulas de Artes.

Para você saber mais:

Segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”. Acesso em 24 de fev. de 2019. Dispovível em; https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Fonte:

Prefeitura Municipal de São Paulo. Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí Projeto de Lei Nº 723/2015. Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo. Disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/OUCBT_min-ilu_B_22_visualizacao.pdf. acesso em 06 de fevereiro de 2019,

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06GE09 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa habilidade se conecta com a habilidade EF05GE8 contemplando o desenvolvimento do raciocínio espacial e escalabilidade.

Neste plano a Habilidade contemplada será desenvolvida através do estudo dos caso de dois rios localizados em países, em diferentes continentes, que viveram histórias parecidas no final do século XIX e meados do XX. Eles amenizaram seus problemas urbano-ambientais e de saneamento que surgiram com a acelerada urbanização desse período de formas bem diferentes, aproveitando os conhecimentos e técnicas disponíveis em conformidade com o que a sociedade e a economia de cada um demandavam. Mesmo sendo um fenômeno global, nem todos os povos enterraram seus rios.

Nessa trajetória os alunos terão a oportunidade de observar fotografias que tratam dos casos de cursos d’água urbanos - o rio Tamanduateí em São Paulo e o Córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul - canalizados e enterrados e a regeneração deste último. Os alunos também analisarão perfis topográficos e croquis desses dois casos e produzirão um croqui para representar uma paisagem com um rio fictício, nas mesmas condições dos citados acima e que mostre um projeto de regeneração, pensado por eles.

Ainda, os alunos verão e manusearão fotografias, perfis e croquis que representam a superfície terrestre em diversos ângulos de visão.

Materiais necessários: Folha de papel sulfite ou quadriculada, lápis, lápis de cor, borracha, conjunto de réguas, projetor e pen drive.

Material complementar:

Link para as Imagens:

Rio Tamanduateí

Córrego Cheong-gye

Para você saber mais:

Contextos prévios: domínio do conceito e produção de croquis, domínio dos conceitos de projeto e projeção.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete, escreva no quadro ou imprima o conteúdo dos slides. Diga que irão fazer um estudo comparando os problemas e as soluções encontrados pelo Brasil e pela Coréia do Sul para resolver questões ambientais, sociais e econômicas envolvendo rios urbanos canalizados e enterrados para dar espaço a construção de avenidas e viadutos para facilitar a mobilidade urbana através de carros, ônibus e caminhões a partir da segunda metade do século XX. O grande aumento do trânsito de veículos, porém, criou outros problemas como a poluição do ar, do solo e das águas, expulsando pessoas e capitais das áreas centrais, criando grandes vazios, prejudicando a economia e os grandes e pequenos negócios. Ao final da aula depois de compreenderem esse processo, suas causas e consequências, eles deverão elaborar um croqui que represente um projeto de regeneração de um rio urbano fictício que foi tamponado, e construído sobre ele um grande viaduto para ligar os bairros da cidade.

Para você saber mais:

Croqui “é um esboço cartográfico de uma determinada área ou, em outras palavras, um mapa produzido sem escala e sem os procedimentos padrões na sua elaboração, servindo apenas para a obtenção de informações gerais de uma área” (Rodolfo F. Alves Pena em Cartografia) ou segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”.

Na Regeneração Urbana, a ideia de melhorias surge associada à de desenvolvimento das funções urbanas visíveis e autoestima ou ao incremento da posição relativa de dado território numa hierarquia (urbana), melhora do IDH - Índice de Desenvolvimento Urbano, sendo uma resposta a um período de declínio. Dessa forma, a regeneração surge essencialmente como tentativa deliberada de contrariar as forças e os fatores que numa determinada conjuntura são a causa da degeneração urbana (Luís Mendes, 2013).

Como adequar à sua realidade:

Você pode propor que o estudo de caso seja de um rio da sua região ou cidade que esteja em situação semelhante aos dos cursos d’água apresentados aqui.

Fonte:

Conceitos básicos de cartografia de Rodolfo F. Alves Pena em Cartografia. Mundo Educação. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/conceitos-basicos-cartografia.htm. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Construindo um croqui de Wagner de Cerqueira e Francisco. Disponível em:https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm. Acesso em 06 de fevereiro de 2019.

A regeneração urbana na política de cidades: inflexão entre o fordismo e o pós-fordismo de Luís Mendes. Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), v. 5, n. 1, p. 33-45, jan./jun. 2013. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/urbe/v5n1/a04v5n1. Acesso em 09 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem para a sociedade local. Para que ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses. Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens, identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo. Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem para a sociedade local. Para que ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses. Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens, identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo. Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem, ou não para a sociedade local. Para quê ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses.

Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo (imagem 1 e 2) e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul (imagem 3 e 4)antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens e identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Imagem 1: Margem direita do rio Tamanduateí no final do séc XIX. Crédito: SMC - DPH - DIM. Foto: Guilherme Gaensly. Disponível em: http://garoahistorica.blogspot.com/2014/07/rio-tamanduatei.html. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 2: Lavadeiras no Tamanduateí, 1910. Instituto Moreira Sales – Fotógrafo: Vincenzo Pastore. Disponível em: https://www.labeurb.unicamp.br/rua/web/index.php?r=paginasartigo/viewpagina&numeroPagina=1&artigo_id=83. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Fale, projete ou escreva a pergunta no quadro. Dirija-se aos alunos e peça que imaginem o rio que passa pela sua cidade ou município. Pergunte qual a importância ele tem, ou não para a sociedade local. Para quê ele é usado? E se ele fosse enterrado. o que aconteceria? Deixe que comentem e levantem hipóteses.

Então comunique que verão dois exemplos, o do rio tamanduateí em São Paulo (Imagem 1 e 2) e o córrego Cheong-gye em Seul na Coréia do Sul (imagem 2 e 4) antes da urbanização e industrialização dos séculos XIX e XX.

Estimule-os a examinarem as imagens e identificarem os elementos que elas contêm e os usos que eles representam: as lavadeiras, o banho e dessedentação de animais e a proximidade do rio com as casas, por exemplo Levante as seguintes questões:

  • A que classe social pertencem as pessoas que estão nas fotos?
  • O que elas estão fazendo?
  • Porquê o rio Tamanduateí passa nos fundos das casas?

Espere que eles respondam e comentem entre si trocando impressões, hipóteses.

No caso do rio Tamanduateí, nota-se em segundo plano as escadas que saem dos fundos das casas dando direto para ele. Nessa época já se usava o rio para despejo dos dejetos das casas, mas também era o caminho para o transportes de alimentos e mercadorias vindas do Mercado dos Mineiros, perto dali. Nessa época São Paulo já era um centro urbano movimentado, notando-se isso nas construções maciças aparecendo no terceiro plano. Por outro lado, o fato das casas serem construídas “de costas” para o rio, denuncia seu uso e importância para a sociedade que começa a ter água encanada em casa.

No caso do Córrego Cheong-gye, não se vê a possibilidade de navegabilidade, apenas para usos de higiene, lavação de roupas, marta a sede e divertimento.

Nos dois casos nota-se a proximidade da população com as águas, não havendo temeridade nesse contato.

O objetivo aqui é fazer com que os alunos percebam o papel dos rios no dia a dia das pessoas, na economia, política e história.

Imagem 4: O trabalho e o lazer no Córrego Cheong-Gye Fonte: Seoul Metropolitan Government (2005, p. 20). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-33692016000100113&lng=pt&tlng=pt.

Imagem 5:Por Desconhecido - Korean book "Seoul under Japanese rule(1910-1945)" published by Seoul Metropolitan City History Committee., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5780079

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, pergunte se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 5: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

Slide Plano Aula

Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, perguntem se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 3: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

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Orientações: Nos slides 8 e 9 vê-se o entorno dos dois cursos cursos d'água, suas margens e várzeas enterradas e totalmente urbanizadas em menos de meio século. Esse é o momento de despertar a curiosidade e antecipar respostas ao se analisar fracassos e sucessos das tentativas mostradas nas imagens.

A imagem 5, mostra o Rio tamanduateí e o Parque Dom Pedro II, à direita e toda área próxima do rio, a Várzea do Glicério nos dias de hoje, totalmente ocupada com construções de prédios e estradas. O rio teve seu canal retificado (perdeu suas características de rio de planícies que são os meandros), e teve parte de suas cabeceiras enterradas sob a rua 25 de março e adjacências. Pergunte se conseguem identificar o rio Tamanduateí e instigue-os a apontar os elementos que mudaram na paisagem. Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele, agora? Pergunte se há moradias por perto do rio nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê ele é usado agora?

Na imagem 6, pergunte se conseguem visualizar o córrego Cheong-gye. Conseguem apontar os elementos que mudaram na paisagem? Como eles imaginam que as pessoas se relacionam com ele nesta situação? Pergunte se eles vêem moradias nessa imagem? Por quê? Há vantagens ou desvantagens para os moradores? Para quê o rio é usado agora? Há semelhanças com a foto anterior do rio Tamanduateí? Eles fariam mudanças neste cenário e no anterior? Quais?

Converse com eles leve-os a perceber que o que era a solução de problemas, na dinâmica do tempo e do espaço resultou em outros problemas, talvez mais graves, mais caros e difíceis de resolver.

Para saber mais:

Na época da virada do século XIX para o XX, a globalização da economia, puxada pela segunda Revolução Industrial, impunha um modelo urbano a serviço da produção de bens de consumo, dos grandes comerciantes e no caso do Brasil, dos produtores de café e gado. As cidades também precisavam abrigar os trabalhadores das fábricas. A demanda por terras urbanas era intensa e a indústria imobiliária pressionava para a retomada das várzeas, aterrando-as e canalizando os rios para liberar terrenos para construções.

As cidades precisavam atrair comerciantes, fazendeiros ricos e investidores estrangeiros. Era preciso sanear a cidade e produzir um modelo inspirado nas cidades européias, consideradas o melhor da arquitetura na época.

As atividades das várzeas passaram a ser vistas como feias e indesejáveis, juntamente com sua população. pois passavam uma idéia de pobreza e desleixo.

Outro aspecto a ser levado em consideração foi a opção dos grupos no poder por um modelo de mobilidade baseado no uso do automóvel, que por sua vez realimenta a produção automobilística.

Nesse modelo, chamado Rodoviarismo, há pressão sobre o poder público para a construção de grandes avenidas, túneis e viadutos com o objetivo de dar caminho ao automóvel.

Fonte das imagens:

Imagem 3: Vista aérea do Parque Dom Pedro, em postal circulado em 1981. No canto esquerdo, o Mercado Municipal, e próximo a ele o edifício do Banco das Nações. Autor desconhecido. Disponível em: https://sampahistorica.wordpress.com/2013/09/02/de-varzea-do-carmo-a-parque-dom-pedro-ii/. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Imagem 6: Antes da recuperação do rio Cheonggyecheon / Fonte: Landscape Architecture Foundation

No site: http://www.cuidedosrios.eco.br/recuperacao-do-rio-cheonggyecheon/

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Tempo sugerido: 16 minutos

Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

Imagem do slide 11: Perfis de antes depois. Projeto urbanístico: o rio Cheonggyecheon Universidade Federal da Bahia Faculdade de Arquitetura Atelier V Discentes: Thais Rosa, Gabriela Gaia e Sanane Sampaio Docentes: Carolina Meireles, Juliana Sacramento, Maria Mariana Costa, Renata Kimi e Zara Rodrigues Seul_Coréia do Sul, pág 13. Disponível em: https://atelie5faufba2017.files.wordpress.com/2017/06/revitalizac3a7c3a3o-do-rio-cheonggyecheon.pdf. Acesso em 05 de fevereiro de 2019.

Imagem do slide 12: Cheong Gye depois da revitalização. Por madmarv00 - originally posted to Flickr as Cheong Gye Cheon 1, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3889398.

Imagem do slide 13: Perfis do rio Tamanduateí. Aumento da faixa inundada e ocupação de várzea. Plano Diretor de Drenagem e Manejo de Águas Fluviais de São Paulo - PMAP-SP. Prefeitura de São Paulo, 2012. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/desenvolvimento_urbano/arquivos/comite_clima/plano_diretor_de_drenagem_201200712_fundap.pdf. Acesso em 08 de fevereiro de 2019.

Para você saber mais:

“Odette Seabra (2012) observa que os espaços históricos e muitas paisagens naturais foram, gradativamente, submetidos à lógica do valor. Foi então neste processo que “[...] os rios e várzeas de São Paulo foram transformados em um espaço tecnológico” (SEABRA, 2012, p. 294). A adoção de um modelo que, de um modo geral, altera o regime das águas dos rios, atribui aos cursos d'água o papel de canais para o escoamento de esgotos e realiza a supressão das várzeas de inundação criando sobre elas corredores para a circulação de automóveis, é bastante representativa dessa estrutura tecnológica em que foram transformados os rios e as várzeas de São Paulo. Priorizou-se desde então, a manutenção deste modelo em detrimento do uso dos rios e das várzeas como espaços livres e públicos, propícios ao convívio coletivo e ao lazer, ou da sua preservação como corredor biológico, espaço para presença e circulação de flora e fauna (COSTA, 2006)” (ERIVELTON DE BRITO SILVA).

Fonte:

O rio, a cidade e o processo de urbanização: um estudo retrospectivo sobre o Rio Tamanduateí. ERIVELTON DE BRITO SILVA. Disponível em: http://ricardoantasjr.org/wp-content/uploads/2014/10/Erivelton_Reda%C3%A7%C3%A3o_TGI_final.pdf. Acesso em 07 de fevereiro de 2019.

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Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

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Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

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Orientações: Diga que, como eles, a população, urbanistas, estudiosos e prefeitos também buscam soluções para melhorar esse cenário e que a seguir eles irão conhecer o caso do Córrego Cheong-gye, de Seul na Coréia do Sul que foi regenerado e irão comparar com as obras do Rio Tamanduateí.

Eles farão isso analisando os perfis (e cortes transversais) desses dois cursos d’água, pois neles é possível visualizar o que ocorreu na superfície (solo) e subsolo (infraestrutura).

Fale aos alunos que eles deverão se reunir em grupos quatro ou cinco, distribua a atividade da Ação Propositiva, que você deve imprimir previamente e que está disponível no link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/8nGcUmRW9GsTuaMk9KFM5RKa66BKk5v4Fw4ZepNYtdEgtyYUVADeRkWnfFdZ/geo6-09und01-acao-propositiva-atividade.pdf

Faça com que observem cada imagem, conduza-os através dessas imagens, perguntando e levando-os a compreenderem os conteúdos dos perfis e a deduzirem causas e conseqëncias das transformações ocorridas nas paisagens ilustradas de cada rio. Aqui, você deve pontuar as soluções pensadas para esses problemas e nos usos do solo e subsolo, bastante evidentes e detalhados nos planos de Seul e pouco evidentes nos planos do rio Tamanduateí.

Feito isso, libere-os para trabalhar e acompanhe os grupos de perto.

Durante os trabalhos circule entre os grupos e observe as dificuldades encontradas. Ajude-os a identificar os elementos dos perfis e as mudanças ao nível do solo e do subsolo e os novos usos do solo e subsolo.

  • Na primeira imagem vê-se dois perfis de comparação de antes e depois do Projeto de Regeneração do Córrego Cheong-gye. Pergunte quais mudanças foram benéficas para a população e o meio ambiente. O que foi feito com os carros e o esgoto? Os alunos deverão observar mais atentamente nos detalhes as técnicas de separação das águas de esgotos, das chuvas e a do volume normal do córrego.

É possível ver que foi feito uma equalização do uso do solo para carros, pedestres e ciclistas. Para isso foi preciso refazer infraestrutura no subsolo, com reformas na rede de esgotos que foram canalizados ao lado e abaixo do vau desse córrego, permitindo a coleta para tratamento sem contaminar suas águas. Também foi um estudo hidrológico para controle de enchentes. No inverno parte das águas congelam, neva e o vale do Cheong-gye, decorado com obras de arte e instalações é mais um espetáculo da natureza. Em relação à mobilidade, a rede metrôs foi remodelada, desviado o trânsito pesado, foram criadas ciclovias e corredores de ônibus.

  • A imagem do slide 9 é a última imagem sequencial do córrego Cheong-gye mostrando o projeto quase terminado e disponível para uso da população para lazer, estudo e turismo.
  • A imagem do slide 10 mostra cortes transversais do rio Tamanduateí em diferentes tempos: antes e depois da urbanização de suas margens. Aqui deve se concentrar na observação e visualização dos elementos da paisagem representadas nos perfis.

Chamar a atenção para as mudanças provocadas pela ocupação desordenada do solo, avançando sobre suas margens e ocupando o leito de vazante, substituindo a vegetação e assoreando o leito principal, diminuindo a lâmina ‘d'água e subindo o limite da área de inundação e assim, a água invade as casas em situação de chuvas. As semelhanças com a Seul de 2002, antes do projeto de regeneração urbana é bastante evidente.

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Tempo Sugerido: 15 minutos

Orientações: Agora chegou a hora dos alunos pensarem um projeto de regeneração para um rio fictício, que tenha sido enterrado ou retificado, baseados no exemplo de Seul e do modelo pensado para o Rio Tamanduateí e desenhá-lo num croqui, com o objetivo de demonstrar essas práticas como alternativa para sua cidade ou região, tornando os rios utilizáveis também para lazer, esportes e embelezamento da paisagem.

Mostre a eles o exemplo de croqui do slide 17, disponível para impressão no link https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eWnrfAScMkprszMEtjCkAY2jdZ8bJ5CHRReG7XbfUBwQcxxHC3XEqVW7XXq5/geo6-09und01-sistematizacao-atividade.pdf. ou outro que estiver disponível nos livros didáticos ou outras fontes.

Para instruí-los você pode se inspirar na aula do professor Wagner de Cerqueira e Francisco, disponível no link https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Peça que se concentrem em um esboço. Se precisar pode ser concluído em casa ou nas aulas de Artes.

Para você saber mais:

Segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”. Acesso em 24 de fev. de 2019. Dispovível em; https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Fonte:

Prefeitura Municipal de São Paulo. Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí Projeto de Lei Nº 723/2015. Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo. Disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/OUCBT_min-ilu_B_22_visualizacao.pdf. acesso em 06 de fevereiro de 2019,

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Orientações: Agora chegou a hora dos alunos pensarem um projeto de regeneração para um rio fictício, que tenha sido enterrado ou retificado, baseados no exemplo de Seul e do modelo pensado para o Rio Tamanduateí e desenhá-lo num croqui, com o objetivo de demonstrar essas práticas como alternativa para sua cidade ou região, tornando os rios utilizáveis também para lazer, esportes e embelezamento da paisagem.

Mostre a eles o exemplo de croqui do slide 17, disponível para impressão no link https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eWnrfAScMkprszMEtjCkAY2jdZ8bJ5CHRReG7XbfUBwQcxxHC3XEqVW7XXq5/geo6-09und01-sistematizacao-atividade.pdf. ou outro que estiver disponível nos livros didáticos ou outras fontes.

Para instruí-los você pode se inspirar na aula do professor Wagner de Cerqueira e Francisco, disponível no link https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Peça que se concentrem em um esboço. Se precisar pode ser concluído em casa ou nas aulas de Artes.

Para você saber mais:

Segundo Wagner de Cerqueira e Francisco “croquis são representações esquemáticas bidimensionais que abordam os fatos espaciais de maior relevância”. Acesso em 24 de fev. de 2019. Dispovível em; https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/construindo-um-croqui.htm.

Fonte:

Prefeitura Municipal de São Paulo. Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí Projeto de Lei Nº 723/2015. Prefeitura Municipal da Cidade de São Paulo. Disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/OUCBT_min-ilu_B_22_visualizacao.pdf. acesso em 06 de fevereiro de 2019,

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