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Plano de aula > História > 6º ano > História: tempo, espaço e formas de registros

Plano de aula - Sambaquis fluviais

Plano de aula de História com atividades para 6º ano do EF sobre Sambaquis fluviais

Plano 05 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jair Messias Ferreira Junior

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI06 “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Caderno, lápis, caneta, borracha e dicionário. Imagens, infográfico e texto impressos para os trios e uma folha sulfite A4 para cada aluno. Caso não consiga imprimir o material para cada grupo, projete-o ou imprima-o em formato grande, afixando-o em local visível para todos os grupos.

Material complementar:

Imagem - Crânio de Luzio e Luzia com legenda

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/w8Ye2UQR4vjAj7XTpJkk6rPBqG5J2uG5Fjh59EHSGWYknCVUNSk6EC8ufqkV/his6-06und05-cranios-de-luzia-e-luzio.pdf

Imagem - Mandíbulas inferiores de Luzio e de um sambaquieiro do litoral

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/wKTB3DabZ8aB7Z5p4bMuEsber5XcARYkWFznYbFfn9HZDeH9Fsf3djMmKA92/his6-06und05-mandibula-inferior-de-luzio-e-um-sambaquieiro-do-litoral-com-legenda.pdf

Texto - Arqueologia e os dentes

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/kdSSUaNQqbFJ4jfudCSnxpWv8YfjSxx5nCBqxZ6t7a9YHg2GBXDedvfSKFE9/his6-06und05-texto-arqueologia-e-os-dentes.pdf

Tabela - Luzio x sambaquieiro do litoral

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf

Infográfico “Vida num sambaqui”

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uwSeSCAzWR6x5PjMHNVgCw23KzDVMFTmHtcpjaA7SYqgQ6AXNMzZpCpC69dM/his6-06und05-infografico-vida-num-sambaqui.pdf

Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

PLENS, Cláudia. Processos construtivos de um sambaqui fluvial. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2013. Disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/106993 Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O artigo analisa o processo construtivo de um sambaqui fluvial chamado Sítio do Moraes (6.000 AP - 4000 AP), localizado no município de Miracatu, no estado de São Paulo.

CONSTANTINO, Camila Alves. Análise zooarqueológica de um sambaqui fluvial: o caso do sítio Capelinha I. Dissertação de mestrado. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2009. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-07022011-094134/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Em sua tese de mestrado, Camila Constantino utilizou-se da zooarqueologia para analisar os vestígios encontrados no sítio Capelinha I. A pesquisa de Camila reforço a tese de que a principal alimentação dos sambaquieiros da região provinha da Mata Atlântica.

Vídeo, Sambaquis, Vale do Ribeira, arqueologia de São Paulo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e-a0peXbfB4&t=539s Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Documentário produzido em conjunto entre o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e a Fapesp. O documentário apresenta as escavações e as análises dos vestígios do sítio arqueológico Capelinha I, sítio onde foi encontrado Luzio, o esqueleto mais antigo do estado de São Paulo encontrado até o momento.

Texto, “Muito antes da chegada de Cabral”. Revista Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2000/03/46_arqueologia.pdf?e1244a Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

DE MELO, João Carlos Ferreira; SILVEIRA, Eloiza regina da; BANDEIRA, Dione da Rocha. Arqueobotânica de um sambaqui sul-brasileiro: integrando indícios sobre o paleoambiente e o uso de recursos florestais. Universidade da Região de Joinville, 2016. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/bgoeldi/v11n3/1981-8122-bgoeldi-11-3-0727.pdf Acesso em: 23 de dezembro de 2018. A pesquisa analisou algumas madeiras encontradas dentro de sambaqui e estabeleceu relações entre a vegetação local e o uso desta pelos povos sambaquieiros da região
de Joinville.

Vídeo, SP arqueologia, sítio pré-histórico, sambaquis. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=3rY4RTXnnhE&t=207s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pela Univesp que mostra os principais conceitos relacionados aos povos sambaquieiros. No vídeo é apresentado o sambaqui Nóbrega, em Ilha Comprida, município do litoral de São Paulo.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Para você saber mais:

A dieta de Luzio, Revista Pesquisa Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de novembro de 2018. Nesta matéria são descritos os hábitos alimentares de Luzio, esqueleto mais antigo do estado de São Paulo, encontrado em um sambaqui fluvial. O teste de carbono 14 datou Luzio em 10 mil anos.

LIMA, André Penin Santos de. Análise dos processos formativos do sítio Capelinha I - Estabelecimento de um contexto microrregional, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 2005. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-19102006-153609/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Nesta dissertação de mestrado, André Penin estuda os processos formativos do sítio Capelinha I, local onde o esqueleto do chamado Luzio foi encontrado.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Certifique que cada trio possui, no mínimo, um dicionário. Depois, disponiblize ou projete para os estudantes as imagens do crânio de Luzio e de Luzia, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam às questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam, com base na imagem e na sua legenda, que o nome Luzio é uma alusão a Luzia, esqueleto mais antigo
do Brasil, com cerca de 11,5 mil anos. Luzio possui o crânio muito parecido com o de Luzia, o que leva a maior parte dos arqueólogos a afirmar que Luzio é descendente do povo de Lagoa Santa, do qual Luzia fazia parte. Luzia, assim como Luzio, possuía traços negroides. Caso os estudantes não cheguem à conclusão de que Luzio é uma alusão a Luzia, pergunte quem foi Luzia, qual a importância dela para a História do Brasil e das Américas. Questione sobre o incêndio do Museu Nacional em 2018. Caso um grupo não chegue à conclusão, peça para que alunos de outros grupos respondam.

Deixe que os estudantes pesquisem pelas palavras “sambaqui” e “fluvial” no dicionário. Alguns dicionários escolares não possuem o verbete sambaqui. Caso isso ocorra, escreva no quadro o verbete sambaqui do dicionário Aurélio Online, “Nome dado às camadas geológicas constituídas por depósitos de conchas, cascos de ostras, esqueletos e restos de cozinha dos índios pré-históricos brasileiros, e encontrados ao longo do litoral ou de rios e lagoas próximos a ele”, disponível em https://www.dicio.com.br/sambaqui/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É esperado que os grupos cheguem à conclusão de que os sambaquis fluviais são amontoados de conchas produzidos por populações pré-históricas produzidas próximas de rios.

A região do Vale do Rio Ribeira de Iguape, localizado na Região Sudeste do estado de São Paulo, possui os sambaquis mais antigos do Brasil. A região fica distante dezenas de quilômetros do mar. Acredita-se que os sambaquieiros do Ribeira são provenientes do planalto. As escarpas da região são suaves, o que facilitaria a migração de população do planalto para a planície costeira e vice-versa. Muitos dos sambaquis da região foram construídos com conchas de animais da Mata Atlântica. O “povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte, é um híbrido entre populações do
interior e populações do litoral.

Para você saber mais: Os sambaquis fluviais da região do rio Ribeira de Iguape são os mais antigos datados até hoje no Brasil. Os primeiros da região foram datados em 10 mil anos. O povo de Capelinha I tinha sua alimentação baseada na caça de pequenos mamíferos terrestres, como macacos, cotias, preás, veados, entre outros, além de jacarés e muitas aves. Os sambaquieiros de Capelinha também praticavam a coleta na Mata Atlântica e, aparentemente, mantinham contato com o litoral, distante hoje mais de 40 quilômetros, e, na época, mais distante ainda por causa do nível mais baixo do oceano. É comum encontrar, nas escavações arqueológicas na região, vestígios de tubarões e raias, por exemplo.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negróides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PIVETTA, Marcos. O Homem de Capelinha. Fapesp, 2005. Neste texto, Pivetta discorre sobre o provável modo de vida do que ele chama de “Povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte. Disponível em http://agencia.fapesp.br/homem-de-capelinha/3825/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

Vídeo: Sambaqui da Beirada - arqueologia na praça. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1R8JOIue4J4&t=1321s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. O documentário mostra alguns sambaquis da região de Saquarema, no estado do Rio de Janeiro. Documentário produzido pela UFRJ que mostra os principais sambaquis da região de Saquarema. O vídeo possui o depoimento de diversos especialistas que estudam os sambaquis, arqueólogos, antropólogos, biopaleontólogos, entre outros.

Vídeo: Retratos catarinenses - O Museu do Sambaqui. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e_1_yGOP6o0 Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pelo programa Retratos catarinenses que mostra o interior do Museu do Sambaqui, localizado em Florianópolis, estado de Santa Catarina. Parte do acervo do museu é exibida na reportagem.

Mapa “Sambaquis do litoral brasileiro”. Fonte: Socioambietal.org, disponível em https://img.socioambiental.org/v/publico/pibmirim/antes-de-cabral/sambaquis.jpg.html Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Certifique que cada trio possui, no mínimo, um dicionário. Depois, disponibilize ou projete para os estudantes a imagem do crânio de Luzio e de Luzia. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam, com base na imagem e na sua legenda, que o nome Luzio é uma alusão a Luzia, esqueleto mais antigo do Brasil, com cerca de 11,5 mil anos. Luzio possui o crânio muito parecido com o de Luzia, o que leva a maior parte dos arqueólogos a afirmar que Luzio é descendente do povo de Lagoa Santa, do qual Luzia fazia parte. Luzia, assim como Luzio, possuía traços negroides. Caso os estudantes não cheguem à conclusão de que Luzio é uma alusão a Luzia, pergunte quem foi Luzia, qual a importância dela para a História do Brasil e das Américas. Questione sobre o incêndio do Museu Nacional em 2018. Caso um grupo não chegue à conclusão, peça para que alunos de outros grupos respondam.

Deixe que os estudantes pesquisem pelas palavras “sambaqui” e “fluvial” no dicionário. Alguns dicionários escolares não possuem o verbete sambaqui, caso isso ocorra, escreva no quadro o verbete sambaqui do dicionário Aurélio Online, “Nome dado às camadas geológicas constituídas por depósitos de conchas, cascos de ostras, esqueletos e restos de cozinha dos índios pré-históricos brasileiros, e encontradas ao longo do litoral ou de rios e lagoas próximos a ele”, disponível em https://www.dicio.com.br/sambaqui/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É esperado que os grupos cheguem à conclusão de que os sambaquis fluviais são amontoados de conchas produzidos por populações pré-históricas próximos de rios.

A região do Vale do Rio Ribeira de Iguape, localizado na Região Sudeste do estado de São Paulo, possui os sambaquis mais antigos do Brasil. A região fica distante dezenas de quilômetros do mar. Acredita-se que os sambaquieiros do Ribeira são provenientes do planalto. As escarpas da região são suaves, o que facilitaria a migração de população do planalto para a planície costeira e vice-versa. Muitos dos sambaquis da região foram construídos com conchas de animais da Mata Atlântica. O “povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte, é um híbrido entre populações do interior e populações do litoral.

Para você saber mais: Os sambaquis fluviais da região do rio Ribeira de Iguape são os mais antigos datados até hoje no Brasil, os primeiros da região foram datados em 10 mil anos. O povo de Capelinha I tinha sua alimentação baseada na caça de pequenos mamíferos terrestres, como macacos, cotias, preás, veados, entre outros, além de jacarés e muitas aves. Os sambaquieiros de Capelinha também praticavam a coleta na Mata Atlântica e, aparentemente, mantinham contato com o litoral, distante hoje mais de 40 quilômetros e, na época, mais distante ainda por causa do nível mais baixo do oceano. É comum o achado, nas escavações arqueológicas na região, de vestígios de tubarões e raias, por exemplo.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negroides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PIVETTA, Marcos. O Homem de Capelinha. Fapesp, 2005. Neste texto, Pivetta discorre sobre o provável modo de vida do que ele chama de “Povo de Capelinha”, povo do qual Luzio fazia parte. Disponível em http://agencia.fapesp.br/homem-de-capelinha/3825/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

Vídeo: Sambaqui da Beirada - arqueologia na praça. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1R8JOIue4J4&t=1321s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. O documentário mostra alguns sambaquis da região de Saquarema, no estado do Rio de Janeiro. Documentário produzido pela UFRJ e que mostra os principais sambaquis da região de Saquarema. O vídeo possui o depoimento de diversos especialistas que estudam os sambaquis, arqueólogos, antropólogos, biopaleontólogos, entre outros.

Vídeo: Retratos catarinenses - O Museu do Sambaqui. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e_1_yGOP6o0 Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pelo programa Retratos catarinenses que mostra o interior do Museu do Sambaqui, localizado em Florianópolis, estado de Santa Catarina. Parte do acervo do museu é exibida na reportagem.

Mapa “Sambaquis do litoral brasileiro”. Fonte: Socioambietal.org, disponível em https://img.socioambiental.org/v/publico/pibmirim/antes-de-cabral/sambaquis.jpg.html Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

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Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, da hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você, professor. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem às fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Como adequar à sua realidade: Caso não consiga imprimir às imagens com a legenda, projete-as para os alunos os disponibilize-as em uma impressão grande, para que todos alunos possam ver. Você pode ainda solicitar que os estudantes usem o celular para observar as imagens.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries, estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries em seus dentes, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto, entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor e que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura onde a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378. Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

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Slide Plano Aula

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, da hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem as fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries, estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries em seus dentes, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378 . Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

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Slide Plano Aula

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia. Por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, desde a hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem às fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries. Estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto, entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia E etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378 . Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

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Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, desde a hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você, professor. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem as fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Como adequar à sua realidade: Caso não consiga imprimir as imagens com a legenda, projete-as para os alunos os disponibilize-as em uma impressão grande, para que todos alunos possam ver. Você pode ainda solicitar que os estudantes usem o celular para observar as imagens.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries. Estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca a alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378. Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

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Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Entregue uma folha sulfite A4 para cada aluno de cada trio e solicite que produzam uma história em quadrinhos sobre o cotidiano de Luzio. Solicite que os estudantes utilizem as fontes apresentadas nesta aula e a redação que produziu para a produção deste HQ.

Durante a execução da atividade, passe pelos trios, auxiliando-os. Os estudantes podem dividir a folha em quatro, seis ou oito quadros, peça para que pintem seus HQs, que criem balões de diálogo e um cenário.

Quando os estudantes terminarem suas HQs, afixe as produções no mural da sala. Caso a sala não possua um mural, monte um com papel pardo, papel 40 Kg ou folhas de cartolina. Deixe que os estudantes observem as produções dos colegas, esta é uma boa maneira de os alunos compartilhar suas ideias e produções.

Como adequar à sua realidade: Caso não seja possível imprimir um infográfico “Vida num sambaqui” para cada grupo, projete-o para toda turma. Você pode ainda imprimir uma ou duas cópias e fixá-las no mural ou parede da sala ou solicitar que os estudantes vejam o infográfico no celular. Se você possuir estrutura e mais uma para este plano de aula, você pode produzir os HQs no laboratório de informática da escola utilizando o Word ou mesmo sites que auxiliam na produção de HQs.

Para você saber mais: Luzio tinha cerca de 30 anos e cerca de 1,60 metro quando morreu. Seu esqueleto mostrava os membros superiores desenvolvidos, o que indica que ele devia remar e nadar constantemente. Apesar de viver na beira de rios, Luzio se alimentava principalmente de carne de caça e consumia pouco peixe. Do sítio Capelinha I, local onde foi encontrado Luzio, foram encontradas muitas pontas de projéteis de lanças e flechas, feitas de quartzo ou sílex.

Revista Pesquisa da Fapesp, junho de 2005, número 112. O homem de Capelinha, a vida num sambaqui de 10 mil anos, 38 a 43. Fonte: Fapesp, disponível em https://issuu.com/pesquisafapesp/docs/edi____o_112/42 Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria discorre sobre os achados arqueológicos no sítio Capelinha I, local onde Luzio foi encontrado.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matérias estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negroides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PLENS, Cláudia. Sítio do Moraes, biografia não autorizada: análise da formação de um sambaqui fluvial. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, tese de doutorado, 2007. Em sua tese de doutorado, Cláudia Plens analisa a construção de sambaquis fluviais na região do vale do rio Ribeira de Iguape. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-28052008-145502/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018.

PLENS, Cláudia. Um banquete na floresta? Arqueologia e paisagem, 2005. Disponível em https://leaarqueologia.files.wordpress.com/2013/10/umbanquetepdf.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Neste artigo, Cláudia Plens, a arqueóloga que escavou Luzio, discorre sobre a zooarqueologia e sobre a importância desta para comrpreensão do modo de vida dos povos do passado, sobretudo povos sambaquieiros.

CONSTANTINO, Camila Alves. Análise zooarqueológica de um sambaqui fluvial: o caso do sítio Capelinha I. Dissertação de mestrado. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2009. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-07022011-094134/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Em sua tese de mestrado, Camila Constantino utilizou-se da zooarqueologia para analisar os vestígios encontrados no sítio Capelinha I. A pesquisa de Camila reforça a tese de que a principal alimentação dos sambaquieiros da região provinha da Mata Atlântica.

Como usar melhor o Word em sala de aula. Matéria do site da Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/12237/como-usar-mais-e-melhor-o-word-em-sala-de-aula Acesso em: 18 de janeiro de 2019. A matéria ensina a produzir HQs utilizando o programa Word.

Cartilha Elementos da história em quadrinhos. Produzida pela Associação Brasileira das Embalagens de Aço. Disponível em: http://www.lataco.com.br/zipzapzup/downloads/elementosdoquadrinho.pdf Acesso em: 18 de janeiro de 2019. A cartilha mostra os principais elementos que existem em uma história em quadrinhos, entre outros elementos, a cartilha ensina sobre os principais tipos de balões, onomatopeias e estilos gráficos.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF06HI06 “Identificar geograficamente as rotas de povoamento no território americano”, de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Caderno, lápis, caneta, borracha e dicionário. Imagens, infográfico e texto impressos para os trios e uma folha sulfite A4 para cada aluno. Caso não consiga imprimir o material para cada grupo, projete-o ou imprima-o em formato grande, afixando-o em local visível para todos os grupos.

Material complementar:

Imagem - Crânio de Luzio e Luzia com legenda

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/w8Ye2UQR4vjAj7XTpJkk6rPBqG5J2uG5Fjh59EHSGWYknCVUNSk6EC8ufqkV/his6-06und05-cranios-de-luzia-e-luzio.pdf

Imagem - Mandíbulas inferiores de Luzio e de um sambaquieiro do litoral

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/wKTB3DabZ8aB7Z5p4bMuEsber5XcARYkWFznYbFfn9HZDeH9Fsf3djMmKA92/his6-06und05-mandibula-inferior-de-luzio-e-um-sambaquieiro-do-litoral-com-legenda.pdf

Texto - Arqueologia e os dentes

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/kdSSUaNQqbFJ4jfudCSnxpWv8YfjSxx5nCBqxZ6t7a9YHg2GBXDedvfSKFE9/his6-06und05-texto-arqueologia-e-os-dentes.pdf

Tabela - Luzio x sambaquieiro do litoral

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Infográfico “Vida num sambaqui”

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Para que os alunos aprendam a interpretar fontes históricas, é muito importante que você não forneça a eles as informações básicas sobre a fonte histórica antes da leitura de cada uma delas. Não comece a aula com uma exposição sobre o contexto histórico destes documentos, pois isso os impediria de construir o contexto com base nas fontes, que é o objetivo central da aula de História.

Para você saber mais:

PLENS, Cláudia. Processos construtivos de um sambaqui fluvial. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2013. Disponível em http://www.revistas.usp.br/revmae/article/view/106993 Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O artigo analisa o processo construtivo de um sambaqui fluvial chamado Sítio do Moraes (6.000 AP - 4000 AP), localizado no município de Miracatu, no estado de São Paulo.

CONSTANTINO, Camila Alves. Análise zooarqueológica de um sambaqui fluvial: o caso do sítio Capelinha I. Dissertação de mestrado. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2009. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-07022011-094134/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Em sua tese de mestrado, Camila Constantino utilizou-se da zooarqueologia para analisar os vestígios encontrados no sítio Capelinha I. A pesquisa de Camila reforço a tese de que a principal alimentação dos sambaquieiros da região provinha da Mata Atlântica.

Vídeo, Sambaquis, Vale do Ribeira, arqueologia de São Paulo. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e-a0peXbfB4&t=539s Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Documentário produzido em conjunto entre o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e a Fapesp. O documentário apresenta as escavações e as análises dos vestígios do sítio arqueológico Capelinha I, sítio onde foi encontrado Luzio, o esqueleto mais antigo do estado de São Paulo encontrado até o momento.

Texto, “Muito antes da chegada de Cabral”. Revista Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2000/03/46_arqueologia.pdf?e1244a Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

DE MELO, João Carlos Ferreira; SILVEIRA, Eloiza regina da; BANDEIRA, Dione da Rocha. Arqueobotânica de um sambaqui sul-brasileiro: integrando indícios sobre o paleoambiente e o uso de recursos florestais. Universidade da Região de Joinville, 2016. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/bgoeldi/v11n3/1981-8122-bgoeldi-11-3-0727.pdf Acesso em: 23 de dezembro de 2018. A pesquisa analisou algumas madeiras encontradas dentro de sambaqui e estabeleceu relações entre a vegetação local e o uso desta pelos povos sambaquieiros da região
de Joinville.

Vídeo, SP arqueologia, sítio pré-histórico, sambaquis. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=3rY4RTXnnhE&t=207s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pela Univesp que mostra os principais conceitos relacionados aos povos sambaquieiros. No vídeo é apresentado o sambaqui Nóbrega, em Ilha Comprida, município do litoral de São Paulo.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos.

Orientações: Projete, escreva no quadro ou leia o objetivo da aula para a turma. É muito importante começar com a apresentação do objetivo para que os estudantes entendam o que farão e compreendam aonde se quer chegar ao fim da aula. Contudo, tome cuidado para, ao fazer isso, não antecipar respostas desde o começo. É necessário sempre garantir que os alunos construam o raciocínio por conta própria.

Para você saber mais:

A dieta de Luzio, Revista Pesquisa Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de novembro de 2018. Nesta matéria são descritos os hábitos alimentares de Luzio, esqueleto mais antigo do estado de São Paulo, encontrado em um sambaqui fluvial. O teste de carbono 14 datou Luzio em 10 mil anos.

LIMA, André Penin Santos de. Análise dos processos formativos do sítio Capelinha I - Estabelecimento de um contexto microrregional, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 2005. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-19102006-153609/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Nesta dissertação de mestrado, André Penin estuda os processos formativos do sítio Capelinha I, local onde o esqueleto do chamado Luzio foi encontrado.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Certifique que cada trio possui, no mínimo, um dicionário. Depois, disponiblize ou projete para os estudantes as imagens do crânio de Luzio e de Luzia, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam às questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam, com base na imagem e na sua legenda, que o nome Luzio é uma alusão a Luzia, esqueleto mais antigo
do Brasil, com cerca de 11,5 mil anos. Luzio possui o crânio muito parecido com o de Luzia, o que leva a maior parte dos arqueólogos a afirmar que Luzio é descendente do povo de Lagoa Santa, do qual Luzia fazia parte. Luzia, assim como Luzio, possuía traços negroides. Caso os estudantes não cheguem à conclusão de que Luzio é uma alusão a Luzia, pergunte quem foi Luzia, qual a importância dela para a História do Brasil e das Américas. Questione sobre o incêndio do Museu Nacional em 2018. Caso um grupo não chegue à conclusão, peça para que alunos de outros grupos respondam.

Deixe que os estudantes pesquisem pelas palavras “sambaqui” e “fluvial” no dicionário. Alguns dicionários escolares não possuem o verbete sambaqui. Caso isso ocorra, escreva no quadro o verbete sambaqui do dicionário Aurélio Online, “Nome dado às camadas geológicas constituídas por depósitos de conchas, cascos de ostras, esqueletos e restos de cozinha dos índios pré-históricos brasileiros, e encontrados ao longo do litoral ou de rios e lagoas próximos a ele”, disponível em https://www.dicio.com.br/sambaqui/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É esperado que os grupos cheguem à conclusão de que os sambaquis fluviais são amontoados de conchas produzidos por populações pré-históricas produzidas próximas de rios.

A região do Vale do Rio Ribeira de Iguape, localizado na Região Sudeste do estado de São Paulo, possui os sambaquis mais antigos do Brasil. A região fica distante dezenas de quilômetros do mar. Acredita-se que os sambaquieiros do Ribeira são provenientes do planalto. As escarpas da região são suaves, o que facilitaria a migração de população do planalto para a planície costeira e vice-versa. Muitos dos sambaquis da região foram construídos com conchas de animais da Mata Atlântica. O “povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte, é um híbrido entre populações do
interior e populações do litoral.

Para você saber mais: Os sambaquis fluviais da região do rio Ribeira de Iguape são os mais antigos datados até hoje no Brasil. Os primeiros da região foram datados em 10 mil anos. O povo de Capelinha I tinha sua alimentação baseada na caça de pequenos mamíferos terrestres, como macacos, cotias, preás, veados, entre outros, além de jacarés e muitas aves. Os sambaquieiros de Capelinha também praticavam a coleta na Mata Atlântica e, aparentemente, mantinham contato com o litoral, distante hoje mais de 40 quilômetros, e, na época, mais distante ainda por causa do nível mais baixo do oceano. É comum encontrar, nas escavações arqueológicas na região, vestígios de tubarões e raias, por exemplo.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negróides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PIVETTA, Marcos. O Homem de Capelinha. Fapesp, 2005. Neste texto, Pivetta discorre sobre o provável modo de vida do que ele chama de “Povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte. Disponível em http://agencia.fapesp.br/homem-de-capelinha/3825/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

Vídeo: Sambaqui da Beirada - arqueologia na praça. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1R8JOIue4J4&t=1321s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. O documentário mostra alguns sambaquis da região de Saquarema, no estado do Rio de Janeiro. Documentário produzido pela UFRJ que mostra os principais sambaquis da região de Saquarema. O vídeo possui o depoimento de diversos especialistas que estudam os sambaquis, arqueólogos, antropólogos, biopaleontólogos, entre outros.

Vídeo: Retratos catarinenses - O Museu do Sambaqui. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e_1_yGOP6o0 Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pelo programa Retratos catarinenses que mostra o interior do Museu do Sambaqui, localizado em Florianópolis, estado de Santa Catarina. Parte do acervo do museu é exibida na reportagem.

Mapa “Sambaquis do litoral brasileiro”. Fonte: Socioambietal.org, disponível em https://img.socioambiental.org/v/publico/pibmirim/antes-de-cabral/sambaquis.jpg.html Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos.

Orientações: Organize a sala em trios. Tente deixar no mesmo trio alunos que possam se apoiar mutuamente para a realização da atividade. Certifique que cada trio possui, no mínimo, um dicionário. Depois, disponibilize ou projete para os estudantes a imagem do crânio de Luzio e de Luzia. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Em seguida, escreva as questões (do slide a seguir) no quadro, ou disponibilize-as impressas, e solicite que os trios debatam e respondam as questões. Peça para que os três alunos do grupo exponham suas opiniões e para que anotem as conclusões em seus cadernos. Após a resolução das questões, solicite que dois trios, voluntariamente, apresentem suas respostas aos demais alunos.

É esperado que os estudantes respondam, com base na imagem e na sua legenda, que o nome Luzio é uma alusão a Luzia, esqueleto mais antigo do Brasil, com cerca de 11,5 mil anos. Luzio possui o crânio muito parecido com o de Luzia, o que leva a maior parte dos arqueólogos a afirmar que Luzio é descendente do povo de Lagoa Santa, do qual Luzia fazia parte. Luzia, assim como Luzio, possuía traços negroides. Caso os estudantes não cheguem à conclusão de que Luzio é uma alusão a Luzia, pergunte quem foi Luzia, qual a importância dela para a História do Brasil e das Américas. Questione sobre o incêndio do Museu Nacional em 2018. Caso um grupo não chegue à conclusão, peça para que alunos de outros grupos respondam.

Deixe que os estudantes pesquisem pelas palavras “sambaqui” e “fluvial” no dicionário. Alguns dicionários escolares não possuem o verbete sambaqui, caso isso ocorra, escreva no quadro o verbete sambaqui do dicionário Aurélio Online, “Nome dado às camadas geológicas constituídas por depósitos de conchas, cascos de ostras, esqueletos e restos de cozinha dos índios pré-históricos brasileiros, e encontradas ao longo do litoral ou de rios e lagoas próximos a ele”, disponível em https://www.dicio.com.br/sambaqui/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É esperado que os grupos cheguem à conclusão de que os sambaquis fluviais são amontoados de conchas produzidos por populações pré-históricas próximos de rios.

A região do Vale do Rio Ribeira de Iguape, localizado na Região Sudeste do estado de São Paulo, possui os sambaquis mais antigos do Brasil. A região fica distante dezenas de quilômetros do mar. Acredita-se que os sambaquieiros do Ribeira são provenientes do planalto. As escarpas da região são suaves, o que facilitaria a migração de população do planalto para a planície costeira e vice-versa. Muitos dos sambaquis da região foram construídos com conchas de animais da Mata Atlântica. O “povo de Capelinha”, do qual Luzio fazia parte, é um híbrido entre populações do interior e populações do litoral.

Para você saber mais: Os sambaquis fluviais da região do rio Ribeira de Iguape são os mais antigos datados até hoje no Brasil, os primeiros da região foram datados em 10 mil anos. O povo de Capelinha I tinha sua alimentação baseada na caça de pequenos mamíferos terrestres, como macacos, cotias, preás, veados, entre outros, além de jacarés e muitas aves. Os sambaquieiros de Capelinha também praticavam a coleta na Mata Atlântica e, aparentemente, mantinham contato com o litoral, distante hoje mais de 40 quilômetros e, na época, mais distante ainda por causa do nível mais baixo do oceano. É comum o achado, nas escavações arqueológicas na região, de vestígios de tubarões e raias, por exemplo.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negroides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PIVETTA, Marcos. O Homem de Capelinha. Fapesp, 2005. Neste texto, Pivetta discorre sobre o provável modo de vida do que ele chama de “Povo de Capelinha”, povo do qual Luzio fazia parte. Disponível em http://agencia.fapesp.br/homem-de-capelinha/3825/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

Vídeo: Sambaqui da Beirada - arqueologia na praça. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1R8JOIue4J4&t=1321s Acesso em: 23 de dezembro de 2018. O documentário mostra alguns sambaquis da região de Saquarema, no estado do Rio de Janeiro. Documentário produzido pela UFRJ e que mostra os principais sambaquis da região de Saquarema. O vídeo possui o depoimento de diversos especialistas que estudam os sambaquis, arqueólogos, antropólogos, biopaleontólogos, entre outros.

Vídeo: Retratos catarinenses - O Museu do Sambaqui. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=e_1_yGOP6o0 Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Vídeo produzido pelo programa Retratos catarinenses que mostra o interior do Museu do Sambaqui, localizado em Florianópolis, estado de Santa Catarina. Parte do acervo do museu é exibida na reportagem.

Mapa “Sambaquis do litoral brasileiro”. Fonte: Socioambietal.org, disponível em https://img.socioambiental.org/v/publico/pibmirim/antes-de-cabral/sambaquis.jpg.html Acesso em: 23 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos.

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, da hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você, professor. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem às fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Como adequar à sua realidade: Caso não consiga imprimir às imagens com a legenda, projete-as para os alunos os disponibilize-as em uma impressão grande, para que todos alunos possam ver. Você pode ainda solicitar que os estudantes usem o celular para observar as imagens.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries, estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries em seus dentes, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto, entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor e que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura onde a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378. Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

Slide Plano Aula

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, da hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem as fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries, estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries em seus dentes, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378 . Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

Slide Plano Aula

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia. Por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, desde a hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem às fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries. Estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto, entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca na alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia E etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378 . Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

Slide Plano Aula

Orientações: Entregue ou projete para os trios de estudantes a imagem “Dentes de Luzio”. Fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018; uma imagem “dentes de um
sambaquieiro do litoral de Santa Catarina de 4 mil anos”, fonte: Jornal da USP, disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018, juntamente com a legenda das imagens; disponibilize também o texto do slide 6 e a tabela do slide 7, disponível para impressão em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/e6UVVqrYpBQvkmXT8QZ9dhTjEzHMrQWbU4VkcuS9e9JNUxqH44HbJGrWPMqW/his6-06und05-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Solicite que os trios discutam sobre as fontes e que realizem a resolução da tabela. Durante a atividade, passe pelos grupos e auxilie-os na execução. Peça para que os estudantes de cada trio debatam antes de preencher a tabela, cada trio produzirá uma tabela.

Após os trios terminarem as discussões e a resolução da tabela, solicite que dois trios, voluntariamente, exponham para os demais alunos suas conclusões. Deixe que os estudantes debatam sobre as conclusões.

A “Resolução da tabela” é um arquivo para você, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ZXVtDpaCNzrPCPZyCPSDQzYZYM7ubzKKFnBvKSUVTuTFvppKB3JmjBuCXZhC/his6-06und05-resolucao-da-tabela-luzio-x-sambaquieiro-litoral.pdf. Acesso em: 28 de dezembro de 2018. Este modelo de resolução serve de referência para você. Deixe que os estudantes criem suas próprias teorias por meio da análise dos dentes dos sambaquieiros e dos textos.

Durante esta etapa da aula, você pode perguntar aos grupos quais dos dentes estão mais desgastados e por quais motivos isso poderia ocorrer. Deixe que os estudantes levantem hipóteses para estas questões. Os dentes de Luzio possuem pouco desgaste, já os dentes do sambaquieiro do litoral apresentam grande desgaste. Acredita-se que os sambaquieiros do litoral consumiam muitos mariscos, muitas vezes com pedaços das conchas, e alimentos que podiam conter grãos de areia, desta forma, por ser abrasiva, a areia provocava desgaste nos dentes. Já Luzio estava distante da areia do litoral. As conchas encontradas no sambaqui de Luzio não apresentavam marca de fogo nem foram abertas, o que indica que as conchas eram usadas apenas em rituais, não como fonte de alimentação. Você pode indagar os estudantes se existem atualmente populações que sofrem maior desgaste dos dentes. Populações que vivem em desertos e populações caiçara, por exemplo, ainda possuem maior desgaste dos dentes que a média da população.

Em seguida, entregue para cada trio, um infográfico “Vida num sambaqui”, fonte: Fapesp, disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Solicite que os estudantes façam a análise e discussão do infográfico e, depois, que cada estudante produza em seu caderno uma redação narrando como seria um dia de Luzio, desde a hora em que ele acordava até dormir. A redação deve utilizar as diversas fontes apresentadas na aula como referencial. É esperado que, na redação, os estudantes relacionem as fontes referentes a Luzio para a construção do seu provável modo de vida. Segundo os achados arqueológicos e os estudos realizados sobre Luzio, este era caçador-coletor, caçava sobretudo pequenos mamíferos da Mata Atlântica e mantinha certo contato com o litoral. É esperado que os estudantes citem os achados arqueológicos em suas redações, como a flauta, o colar de dentes de macaco, o bracelete de dentes de tubarão e raia, as pontas de lança ou as conchas que envolviam seu corpo. Este modelo de redação, disponível em https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Qe5sDhKCQDcWKDGbVupUfbC7fkb5UrVHabW64jUYfEx2JX8FFkbkhJ9Z2cuZ/his6-06und05-modelo-de-redacao-sobre-luzio.pdf. Acesso em: 29 de dezembro de 2018, serve apenas como um referencial para você, professor. Deixe que os estudantes criem sua teorias. Durante a prática, solicite que os alunos utilizem as fontes para fundamentar o que escrevem sobre Luzio.

Como adequar à sua realidade: Caso não consiga imprimir as imagens com a legenda, projete-as para os alunos os disponibilize-as em uma impressão grande, para que todos alunos possam ver. Você pode ainda solicitar que os estudantes usem o celular para observar as imagens.

Para você saber mais: A presença de cáries nos dentes é um dado utilizado pelos arqueólogos para inferir a dieta e os hábitos de populações do passado. Populações que consomem carboidratos em grande proporção possuem elevado número de cáries. Estas populações fazem o manejo de plantas ou praticam a agricultura, desta forma consomem muitos carboidratos. Populações caçadoras-coletoras, por sua vez, possuem poucas cáries, isso se deve ao baixo consumo de carboidratos. A dentição de Luzio e a do Povo de Capelinha possuíam poucas cáries, o que indica uma alimentação à base de proteínas.

Texto, “Povos dos sambaquis tinham alimentação sofisticada - cáries são indício de alimentação rica em carboidratos”, Jornal da USP, 26/11/2018. Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/povos-construtores-de-sambaquis-tinham-dieta-sofisticada/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. A matéria é a divulgação de sambaquis do litoral de Santa Catarina com cerca de 4 mil anos. Os dentes estudados nesta aula pertencem a um sambaquieiro analisado no estudo feito em conjunto entre pesquisadores britânicos e brasileiros. O estudo indica que populações sambaquieiras do litoral de Santa Catarina faziam o manejo de inhame, batata-doce e frutos de palmeiras.

Texto: A dieta de Luzio, homem pré-histórico morava na beira de rio mas quase não comia peixes. Fapesp. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/10/01/a-dieta-de-luzio/ Acesso em: 28 de dezembro de 2018. O texto aponta o povo de Capelinha como caçador-coletor que possuía um modo de vida intermediário entre os povos do planalto e do litoral. O texto enfoca a alimentação desta população com base em vestígios arqueológicos.

SCHEEL-YBERT, Rita. Paleoambiente e paleoetnologia de populações sambaquieiras do sudeste do estado do Rio de Janeiro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, 43-59, 1999. Disponível em http://www.museunacional.ufrj.br/arqueologia/docs/papers/rita/MAE_paleoambiente_1999.pdf Acesso em: 28 de dezembro de 2018. É um artigo de divulgação da pesquisa de Scheel-Ybert, ela fez a análise antropológica (de vestígios de madeira) de sete sambaquis da região sudeste do Rio de Janeiro. Os dados coletados mostram que as populações sambaquieiras desfrutavam de diversos ecossistemas, como restinga, mangues e Mata Atlântica, o que possibilitou o acesso a grande quantidade de recursos. Para a autora, esta diversidade de ecossistemas possibilitou uma grande concentração demográfica.

Vídeo, Cientistas tentam decifrar o significado dos sambaquis do litoral de Santa Catarina. Fonte: YouTube, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=r-_f6YgmU5E Acesso em: 23 de dezembro de 2018. Matéria produzida pela TV Cultura na qual a equipe de reportagem acompanha o trabalho de campo de dois arqueólogos que estudam sambaquis de Santa Catarina.

Fish, S., De Blasis, P., Gaspar, M. D., & Fish, P. (2000). Eventos incrementais na construção de sambaquis, litoral sul do estado de Santa Catarina. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, (10), 69-87. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2000.109378. Na matéria os autores comparam os sambaquis brasileiros com os “mounds”, espécie de montes construídos pelos seres humanos, que possuíam diversas finalidades, encontrados em quase todo o planeta.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos.

Orientações: Entregue uma folha sulfite A4 para cada aluno de cada trio e solicite que produzam uma história em quadrinhos sobre o cotidiano de Luzio. Solicite que os estudantes utilizem as fontes apresentadas nesta aula e a redação que produziu para a produção deste HQ.

Durante a execução da atividade, passe pelos trios, auxiliando-os. Os estudantes podem dividir a folha em quatro, seis ou oito quadros, peça para que pintem seus HQs, que criem balões de diálogo e um cenário.

Quando os estudantes terminarem suas HQs, afixe as produções no mural da sala. Caso a sala não possua um mural, monte um com papel pardo, papel 40 Kg ou folhas de cartolina. Deixe que os estudantes observem as produções dos colegas, esta é uma boa maneira de os alunos compartilhar suas ideias e produções.

Como adequar à sua realidade: Caso não seja possível imprimir um infográfico “Vida num sambaqui” para cada grupo, projete-o para toda turma. Você pode ainda imprimir uma ou duas cópias e fixá-las no mural ou parede da sala ou solicitar que os estudantes vejam o infográfico no celular. Se você possuir estrutura e mais uma para este plano de aula, você pode produzir os HQs no laboratório de informática da escola utilizando o Word ou mesmo sites que auxiliam na produção de HQs.

Para você saber mais: Luzio tinha cerca de 30 anos e cerca de 1,60 metro quando morreu. Seu esqueleto mostrava os membros superiores desenvolvidos, o que indica que ele devia remar e nadar constantemente. Apesar de viver na beira de rios, Luzio se alimentava principalmente de carne de caça e consumia pouco peixe. Do sítio Capelinha I, local onde foi encontrado Luzio, foram encontradas muitas pontas de projéteis de lanças e flechas, feitas de quartzo ou sílex.

Revista Pesquisa da Fapesp, junho de 2005, número 112. O homem de Capelinha, a vida num sambaqui de 10 mil anos, 38 a 43. Fonte: Fapesp, disponível em https://issuu.com/pesquisafapesp/docs/edi____o_112/42 Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matéria discorre sobre os achados arqueológicos no sítio Capelinha I, local onde Luzio foi encontrado.

PIVETTA, Marcos. A América de Luzia. Revista Pesquisa Fapesp. 2012. Disponível em http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2012/08/234-239_walterneves.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. A matérias estabelece relações entre Luzia e Luzio, destacando os traços negroides dos dois. Para Walter Neves, os achados de Capelinha I corroboram a teoria dos dois componentes biológicos, defendida por ele. Segundo esta teoria, duas ondas migratórias, uma negroide e outra mongoloide, teriam entrado na América via Estreito de Bering.

PLENS, Cláudia. Sítio do Moraes, biografia não autorizada: análise da formação de um sambaqui fluvial. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, tese de doutorado, 2007. Em sua tese de doutorado, Cláudia Plens analisa a construção de sambaquis fluviais na região do vale do rio Ribeira de Iguape. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-28052008-145502/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018.

PLENS, Cláudia. Um banquete na floresta? Arqueologia e paisagem, 2005. Disponível em https://leaarqueologia.files.wordpress.com/2013/10/umbanquetepdf.pdf Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Neste artigo, Cláudia Plens, a arqueóloga que escavou Luzio, discorre sobre a zooarqueologia e sobre a importância desta para comrpreensão do modo de vida dos povos do passado, sobretudo povos sambaquieiros.

CONSTANTINO, Camila Alves. Análise zooarqueológica de um sambaqui fluvial: o caso do sítio Capelinha I. Dissertação de mestrado. Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. 2009. Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-07022011-094134/pt-br.php Acesso em: 29 de dezembro de 2018. Em sua tese de mestrado, Camila Constantino utilizou-se da zooarqueologia para analisar os vestígios encontrados no sítio Capelinha I. A pesquisa de Camila reforça a tese de que a principal alimentação dos sambaquieiros da região provinha da Mata Atlântica.

Como usar melhor o Word em sala de aula. Matéria do site da Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/12237/como-usar-mais-e-melhor-o-word-em-sala-de-aula Acesso em: 18 de janeiro de 2019. A matéria ensina a produzir HQs utilizando o programa Word.

Cartilha Elementos da história em quadrinhos. Produzida pela Associação Brasileira das Embalagens de Aço. Disponível em: http://www.lataco.com.br/zipzapzup/downloads/elementosdoquadrinho.pdf Acesso em: 18 de janeiro de 2019. A cartilha mostra os principais elementos que existem em uma história em quadrinhos, entre outros elementos, a cartilha ensina sobre os principais tipos de balões, onomatopeias e estilos gráficos.

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