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Plano de aula > História > 5º ano > Registros da história: linguagens e culturas

Plano de aula - Formas de registro do tempo da história. Importância da escrita na criação de calendários

Plano de aula de História com atividades para 5º ano do EF sobre Formas de registro do tempo da história. Importância da escrita na criação de calendários

Plano 04 de 10 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Gabriela Ferreira Bustamante Fonseca

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos . Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF05HI08 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Para que o aluno compreenda os calendários como parte da cultura de cada sociedade e forma de expressão da relação que cada povo tem com o tempo e o espaço, se apresenta nesse plano de aula uma investigação sobre a organização dos calendários utilizados pelos povos mesoamericanos, em especial o povo asteca. Essa aula foi baseada nos registros do jesuíta mexicano Juan de Tovar do século XVI, organizados no Códice Tovar. Através das imagens, os alunos devem propor formas de ler esse calendário e comprovar suas hipóteses em pesquisas; além de perceber como os meses do calendário solar representam costumes e práticas relacionadas a cada momento do ano. O momento da sistematização amarra a aula trazendo uma forma de registro do tempo que se assemelha ao que foi estudado no calendário asteca.

Materiais necessários: Caso não possua equipamento eletrônico para a pesquisa, imprima os cartões de pesquisa. É importante que os alunos estejam com material para registro, e também para a produção artística da sistematização.

Material complementar:

Fichas de consulta https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GrSuTkRsDcveY3Vr2THeAYeg4Qqg6fMVpdXPycHyGMqpCTdg4HZDnrxZRFqd/his5-08und04-ficha-de-consulta.pdf

Para você saber mais:

O uso dos calendários entre os povos da mesoamérica é bastante complexo e envolve capacidades matemáticas que não se adequam ao período de uma aula de 50 minutos de história. Portanto, não se pretende que os alunos compreendam a fundo a estrutura desses calendários, mas que possam observar os elementos que foram utilizados em seu registro. Para essa aula é importante estar a par de como os calendários eram utilizados pelos astecas. São dois calendários diferentes: Xiuhpohualli (calendário solar) era composto de 365 dias, divididos em 18 meses de 20 unidades cada, mais um período adicional de cinco dias chamado de Nemontemi. Tonalpohualli (contagem dos dias) era composto de 260 dias, combinações de 13 números e 20 símbolos. A cada 52 anos ambos os calendários se alinhavam, e formavam uma época carregada de características específicas. No calendário Tonalpohualli, cada símbolo carrega uma carga de significado que combinado ao número dota o dia de um “tonalli”, um espírito que determina as características desse dia. Já no calendário Xiuhpohualli, os meses se relacionam com atividades da época. A mistura da contagem matemática com as previsões místicas que determinam épocas e a sorte do povo são características próprias da cultura mesoamericana que misturava todos esses aspectos na administração pública e privada.

Além disso, seguem aqui alguns conceitos importantes para explicar aos alunos caso surjam questões:

Códices: os códices na mesoamérica foram escritos desde antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Eles são livros que contam sobre diversos aspectos dessas sociedades. Os códices pré-colombianos foram escritos com símbolos pictóricos, já aqueles que foram escritos após a chegada dos europeus misturam nauatle, espanhol e latim.

Códice de Tovar: Conhecido como o Códice Tovar, este manuscrito feito pelo jesuíta mexicano Juan de Tovar (por volta de 1546-por volta de 1626) é baseado na história dos astecas (também conhecido como "mexica") pelo frade dominicano Diego Durán (por volta de 1537-por volta de 1588). Ele contém informações detalhadas sobre os ritos e cerimônias dos astecas, uma comparação elaborada do ano asteca com o calendário cristão, e a correspondência entre Tovar e seu companheiro padre jesuíta José de Acosta, para quem acredita-se que Tovar tenha escrito o trabalho. O manuscrito é ilustrado com 51 pinturas de página inteira em aquarela. Fortemente influenciado por manuscritos pictográficos do período pré-contato, as pinturas são de qualidade artística excepcional. O manuscrito está dividido em três seções. A primeira seção é uma história por Tovar das viagens dos astecas, antes da chegada dos espanhóis. A segunda seção (uma história ilustrada dos astecas) é essencialmente o mesmo que o Códice Ramírez, um manuscrito descoberto no México em 1856 por José Fernando Ramírez, e compõe o corpo principal do manuscrito. A terceira seção contém o calendário Tovar, que registra um calendário civil asteca com os meses, semanas, dias, letras dominicais e festividades religiosas de um calendário cristão de 365 dias. Fonte: https://www.wdl.org/pt/item/6759/ (Acesso em 26 de fevereiro de 2019)

Caso queira compreender como se organizam esses calendários de maneira mais aprofundada, indicamos os trabalhos do Professor Eduardo Natalino dos Santos, da Universidade de São Paulo. No artigo “Além do eterno retorno. Uma introdução sobre a concepção de tempo dos indígenas da Mesoamérica”, é possível não só entender como se faz a leitura como também a função de cada calendário e a concepção de passagem do tempo que ele contém.

SANTOS, Eduardo Natalino dos Além do eterno retorno. Uma introdução sobre a concepção de tempo dos indígenas da Mesoamérica. REVISTA USP, São Paulo, n.81, p. 82-93, março/maio 2009.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique para os alunos que nessa aula eles irão conhecer calendários diferentes dos utilizados no cotidiano, e que eles deverão se atentar para as formas e os motivos de uso desses calendários.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Inicie a aula organizando os alunos em duplas e pedindo para que eles peguem suas agendas. Peça para que abram na parte em que podem encontrar os calendários e que observem como eles estão dispostos na folha. Discuta brevemente as variações desses registros e aponte para a existência e o uso de calendários de outras formas: calendário de mesa, folhinha, imãs de geladeira, agenda do celular, etc.

Peça para que os alunos observem as imagens do slide. Explique que essa é uma imagem de um calendário de um dos povos que habitou a região do México e América Central, conhecido como astecas (aproximadamente entre os anos 200 d. C. até 1521 d.C.).

Nas duplas, os alunos devem criar uma explicação de como funcionava esse calendário. Indique oralmente para os alunos algumas possibilidades: ele marca os dias e os meses? Onde começa? Tem datas importantes registradas nele?

Como adequar à sua realidade: Pense sempre nos materiais que você pode mobilizar para ampliar os conhecimentos dos alunos. A agenda pode ser um ótimo recurso, mas se o uso dela não for recorrente na escola, imprima calendários e outros exemplos de instrumentos que utilizamos para marcar o tempo. Além disso, caso não possa exibir a imagem do calendário asteca em um telão, imprima essas imagens ou procure por elas em livros que tratem do assunto.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Nessa etapa os alunos devem confrontar as hipóteses que levantaram na contextualização com as informações presentes nas fichas de consulta, disponíveis nesse link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GrSuTkRsDcveY3Vr2THeAYeg4Qqg6fMVpdXPycHyGMqpCTdg4HZDnrxZRFqd/his5-08und04-ficha-de-consulta.pdf

Cada dupla de alunos deve receber uma ficha, na qual deve refletir sobre sua hipótese e analisar o texto e imagem sobre os meses do calendário solar. Escreva no quadro um pequeno roteiro para basear essa discussão e para que os alunos possam ter mais profundidade na análise.

Calendário:

  • Vocês conseguiram localizar os dias no calendário? Observe atentamente: no calendário Tonalpohualli é possível ver os 20 símbolos que se relacionam com as características dos dias.
  • Vocês acertaram a maneira como se organizam esses calendários?

Meses:

  • Observe com cuidado a imagem e analise o texto grifando os trechos onde aparecem características do mês escolhido. Alguma coisa especial acontece neste mês? Ele está relacionado a alguma festa ou celebração? É possível identificá-lo com alguma característica especial? Quais os objetos que aparecem na ilustração e de que eles são feitos?

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos

Orientações: Inicie essa etapa com uma conversa sobre as diferenças que os alunos encontraram entre suas hipótese e o texto explicativo da ficha. Utilize esse momento para explicar para os alunos que a leitura desses calendários era algo muito complexo e que por isso demanda cálculos e conhecimentos aprofundados dos grifos que aparecem nos registros. O importante nesse momento é se dedicar a explorar como esses meses foram registrados nas ilustrações. Explique que elas não são grifos, foram feitas para ilustrar um antigo livro escrito pelo jesuíta mexicano Juan Tovar no século XVI. Por isso elas misturam elementos como os signos dos Zodíaco ou nomes de santos da igreja católica para tentar estabelecer relações entre o calendário cristão e o dos povos astecas.

Retome os elementos que aparecem nas ilustrações e pergunte sobre as características de cada mês e os elementos que aparecem nas ilustrações. Conduza brevemente a discussão de modo que os alunos sejam capazes de perceber as relações entre os deuses e os elementos que aparecem (penas, ouro, milho etc) com o tempo e o espaço desse povo. É importante que fique claro para eles a forte relação entre o sagrado e o os elementos do cotidiano, para que percebam como elementos da cultura influenciam em questões políticas e organizacionais.

Explique que eles irão fazer um jogo de adivinhação com o colega da dupla. Cada criança deve receber 12 cartões de papel onde deverá fazer uma ilustração relacionada com cada mês do ano. Peça para que eles escrevam no verso do papel o nome do mês e para que façam o desenho na outra face. Destaque que as ilustrações podem estar relacionadas com festas populares de algum mês, estação do ano, clima ou feriados. Para facilitar a composição desse calendário ilustrado indique a agenda como fonte de consulta. Nela eles poderão encontrar datas importantes para o país, como no caso dos feriados, ou aniversários e outras comemorações. Depois que terminados, diga que eles devem jogar com os colegas: mostrando a ilustração do mês o adversário deverá adivinhar através de evidências presentes no desenho de qual mês se trata. Ganha quem acertar mais.

Como adequar à sua realidade: Caso ache interessante a aprendizagem das formas de leitura desse calendário, expanda essa aula em outros momentos. Como os calendários astecas envolvem algumas contagens matemáticas, é possível propor um trabalho em conjunto com essa disciplina.

Para você saber mais:

Nesse link da Biblioteca Digital Mundial você pode encontrar várias páginas do Códice Tovar e algumas explicações sobre ele. https://www.wdl.org/pt/search/?q=c%C3%B3dice+tovar

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos . Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF05HI08 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Para que o aluno compreenda os calendários como parte da cultura de cada sociedade e forma de expressão da relação que cada povo tem com o tempo e o espaço, se apresenta nesse plano de aula uma investigação sobre a organização dos calendários utilizados pelos povos mesoamericanos, em especial o povo asteca. Essa aula foi baseada nos registros do jesuíta mexicano Juan de Tovar do século XVI, organizados no Códice Tovar. Através das imagens, os alunos devem propor formas de ler esse calendário e comprovar suas hipóteses em pesquisas; além de perceber como os meses do calendário solar representam costumes e práticas relacionadas a cada momento do ano. O momento da sistematização amarra a aula trazendo uma forma de registro do tempo que se assemelha ao que foi estudado no calendário asteca.

Materiais necessários: Caso não possua equipamento eletrônico para a pesquisa, imprima os cartões de pesquisa. É importante que os alunos estejam com material para registro, e também para a produção artística da sistematização.

Material complementar:

Fichas de consulta https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GrSuTkRsDcveY3Vr2THeAYeg4Qqg6fMVpdXPycHyGMqpCTdg4HZDnrxZRFqd/his5-08und04-ficha-de-consulta.pdf

Para você saber mais:

O uso dos calendários entre os povos da mesoamérica é bastante complexo e envolve capacidades matemáticas que não se adequam ao período de uma aula de 50 minutos de história. Portanto, não se pretende que os alunos compreendam a fundo a estrutura desses calendários, mas que possam observar os elementos que foram utilizados em seu registro. Para essa aula é importante estar a par de como os calendários eram utilizados pelos astecas. São dois calendários diferentes: Xiuhpohualli (calendário solar) era composto de 365 dias, divididos em 18 meses de 20 unidades cada, mais um período adicional de cinco dias chamado de Nemontemi. Tonalpohualli (contagem dos dias) era composto de 260 dias, combinações de 13 números e 20 símbolos. A cada 52 anos ambos os calendários se alinhavam, e formavam uma época carregada de características específicas. No calendário Tonalpohualli, cada símbolo carrega uma carga de significado que combinado ao número dota o dia de um “tonalli”, um espírito que determina as características desse dia. Já no calendário Xiuhpohualli, os meses se relacionam com atividades da época. A mistura da contagem matemática com as previsões místicas que determinam épocas e a sorte do povo são características próprias da cultura mesoamericana que misturava todos esses aspectos na administração pública e privada.

Além disso, seguem aqui alguns conceitos importantes para explicar aos alunos caso surjam questões:

Códices: os códices na mesoamérica foram escritos desde antes da chegada dos colonizadores espanhóis. Eles são livros que contam sobre diversos aspectos dessas sociedades. Os códices pré-colombianos foram escritos com símbolos pictóricos, já aqueles que foram escritos após a chegada dos europeus misturam nauatle, espanhol e latim.

Códice de Tovar: Conhecido como o Códice Tovar, este manuscrito feito pelo jesuíta mexicano Juan de Tovar (por volta de 1546-por volta de 1626) é baseado na história dos astecas (também conhecido como "mexica") pelo frade dominicano Diego Durán (por volta de 1537-por volta de 1588). Ele contém informações detalhadas sobre os ritos e cerimônias dos astecas, uma comparação elaborada do ano asteca com o calendário cristão, e a correspondência entre Tovar e seu companheiro padre jesuíta José de Acosta, para quem acredita-se que Tovar tenha escrito o trabalho. O manuscrito é ilustrado com 51 pinturas de página inteira em aquarela. Fortemente influenciado por manuscritos pictográficos do período pré-contato, as pinturas são de qualidade artística excepcional. O manuscrito está dividido em três seções. A primeira seção é uma história por Tovar das viagens dos astecas, antes da chegada dos espanhóis. A segunda seção (uma história ilustrada dos astecas) é essencialmente o mesmo que o Códice Ramírez, um manuscrito descoberto no México em 1856 por José Fernando Ramírez, e compõe o corpo principal do manuscrito. A terceira seção contém o calendário Tovar, que registra um calendário civil asteca com os meses, semanas, dias, letras dominicais e festividades religiosas de um calendário cristão de 365 dias. Fonte: https://www.wdl.org/pt/item/6759/ (Acesso em 26 de fevereiro de 2019)

Caso queira compreender como se organizam esses calendários de maneira mais aprofundada, indicamos os trabalhos do Professor Eduardo Natalino dos Santos, da Universidade de São Paulo. No artigo “Além do eterno retorno. Uma introdução sobre a concepção de tempo dos indígenas da Mesoamérica”, é possível não só entender como se faz a leitura como também a função de cada calendário e a concepção de passagem do tempo que ele contém.

SANTOS, Eduardo Natalino dos Além do eterno retorno. Uma introdução sobre a concepção de tempo dos indígenas da Mesoamérica. REVISTA USP, São Paulo, n.81, p. 82-93, março/maio 2009.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique para os alunos que nessa aula eles irão conhecer calendários diferentes dos utilizados no cotidiano, e que eles deverão se atentar para as formas e os motivos de uso desses calendários.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Inicie a aula organizando os alunos em duplas e pedindo para que eles peguem suas agendas. Peça para que abram na parte em que podem encontrar os calendários e que observem como eles estão dispostos na folha. Discuta brevemente as variações desses registros e aponte para a existência e o uso de calendários de outras formas: calendário de mesa, folhinha, imãs de geladeira, agenda do celular, etc.

Peça para que os alunos observem as imagens do slide. Explique que essa é uma imagem de um calendário de um dos povos que habitou a região do México e América Central, conhecido como astecas (aproximadamente entre os anos 200 d. C. até 1521 d.C.).

Nas duplas, os alunos devem criar uma explicação de como funcionava esse calendário. Indique oralmente para os alunos algumas possibilidades: ele marca os dias e os meses? Onde começa? Tem datas importantes registradas nele?

Como adequar à sua realidade: Pense sempre nos materiais que você pode mobilizar para ampliar os conhecimentos dos alunos. A agenda pode ser um ótimo recurso, mas se o uso dela não for recorrente na escola, imprima calendários e outros exemplos de instrumentos que utilizamos para marcar o tempo. Além disso, caso não possa exibir a imagem do calendário asteca em um telão, imprima essas imagens ou procure por elas em livros que tratem do assunto.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Nessa etapa os alunos devem confrontar as hipóteses que levantaram na contextualização com as informações presentes nas fichas de consulta, disponíveis nesse link: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GrSuTkRsDcveY3Vr2THeAYeg4Qqg6fMVpdXPycHyGMqpCTdg4HZDnrxZRFqd/his5-08und04-ficha-de-consulta.pdf

Cada dupla de alunos deve receber uma ficha, na qual deve refletir sobre sua hipótese e analisar o texto e imagem sobre os meses do calendário solar. Escreva no quadro um pequeno roteiro para basear essa discussão e para que os alunos possam ter mais profundidade na análise.

Calendário:

  • Vocês conseguiram localizar os dias no calendário? Observe atentamente: no calendário Tonalpohualli é possível ver os 20 símbolos que se relacionam com as características dos dias.
  • Vocês acertaram a maneira como se organizam esses calendários?

Meses:

  • Observe com cuidado a imagem e analise o texto grifando os trechos onde aparecem características do mês escolhido. Alguma coisa especial acontece neste mês? Ele está relacionado a alguma festa ou celebração? É possível identificá-lo com alguma característica especial? Quais os objetos que aparecem na ilustração e de que eles são feitos?

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 23 minutos

Orientações: Inicie essa etapa com uma conversa sobre as diferenças que os alunos encontraram entre suas hipótese e o texto explicativo da ficha. Utilize esse momento para explicar para os alunos que a leitura desses calendários era algo muito complexo e que por isso demanda cálculos e conhecimentos aprofundados dos grifos que aparecem nos registros. O importante nesse momento é se dedicar a explorar como esses meses foram registrados nas ilustrações. Explique que elas não são grifos, foram feitas para ilustrar um antigo livro escrito pelo jesuíta mexicano Juan Tovar no século XVI. Por isso elas misturam elementos como os signos dos Zodíaco ou nomes de santos da igreja católica para tentar estabelecer relações entre o calendário cristão e o dos povos astecas.

Retome os elementos que aparecem nas ilustrações e pergunte sobre as características de cada mês e os elementos que aparecem nas ilustrações. Conduza brevemente a discussão de modo que os alunos sejam capazes de perceber as relações entre os deuses e os elementos que aparecem (penas, ouro, milho etc) com o tempo e o espaço desse povo. É importante que fique claro para eles a forte relação entre o sagrado e o os elementos do cotidiano, para que percebam como elementos da cultura influenciam em questões políticas e organizacionais.

Explique que eles irão fazer um jogo de adivinhação com o colega da dupla. Cada criança deve receber 12 cartões de papel onde deverá fazer uma ilustração relacionada com cada mês do ano. Peça para que eles escrevam no verso do papel o nome do mês e para que façam o desenho na outra face. Destaque que as ilustrações podem estar relacionadas com festas populares de algum mês, estação do ano, clima ou feriados. Para facilitar a composição desse calendário ilustrado indique a agenda como fonte de consulta. Nela eles poderão encontrar datas importantes para o país, como no caso dos feriados, ou aniversários e outras comemorações. Depois que terminados, diga que eles devem jogar com os colegas: mostrando a ilustração do mês o adversário deverá adivinhar através de evidências presentes no desenho de qual mês se trata. Ganha quem acertar mais.

Como adequar à sua realidade: Caso ache interessante a aprendizagem das formas de leitura desse calendário, expanda essa aula em outros momentos. Como os calendários astecas envolvem algumas contagens matemáticas, é possível propor um trabalho em conjunto com essa disciplina.

Para você saber mais:

Nesse link da Biblioteca Digital Mundial você pode encontrar várias páginas do Códice Tovar e algumas explicações sobre ele. https://www.wdl.org/pt/search/?q=c%C3%B3dice+tovar

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