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Plano de aula > História > 5º ano > Registros da história: linguagens e culturas

Plano de aula - Griôs e suas histórias

Plano de aula de História com atividades para 5º ano do EF sobre Griôs e suas histórias

Plano 06 de 10 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Izabela Pereira e Lopes

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF05HI06 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: projetor, computador, materiais impressos e fantoches.

Material complementar:

Para você saber mais: as tradições orais fazem parte de todas as culturas do mundo. É através dela que ficamos conhecendo fatos corriqueiros que constroem a história e a identidade cultural de um povo, afinal a história não é feita somente de heróis e grandes revoluções. As tradições orais enriquecem o conhecimento popular e o deixam mais forte. Dentro da oralidade surge um termo o griô, que em linhas gerais é o contador de histórias.

Para saber mais sobre os griôs acesse o site Processocom que está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Acesse o link: http://www.processocom.org/2016/06/01/a-importancia-de-grios-na-socializacao-de-saberes-e-de-fazeres-da-cultura/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete o objetivo da aula para os alunos.

Durante o início da aula leia com os alunos o objetivo e faça algumas reflexões com eles:

  • É possível verificar a veracidade das histórias contadas pelos mais velhos?
  • Como o conhecimento trazido por avós e avôs interfere na formação do indivíduo?
  • Você tem alguma história preferida?
  • É possível afirmar que as histórias ou causos são fontes históricas?

Durante as discussões, algum aluno pode sugerir que as fontes orais não podem ser consideradas fontes históricas porque não são escritas. Mesmo se não houver esse questionamento, lembre-os que as histórias orais e as tradições orais são uma fontes históricas importantes pois contam o cotidiano das sociedades humanas que nem sempre estão disponíveis nos livros. Lembrando que é apenas um questionamento a ser levantado para que o aluno se questione o porquê do estudo das fontes orais.

Para você saber mais: as tradições orais fazem parte de todas as culturas do mundo. É através dela que ficamos conhecendo fatos corriqueiros que constroem a história e a identidade cultural de um povo, afinal a história não é feita somente de heróis e grandes revoluções. As tradições orais enriquecem o conhecimento popular e o deixam mais forte. Dentro da oralidade das culturas africanas, surge um termo o griô que em linhas gerais é o contador de histórias. Um griô exerce um papel social importante para a preservação da memória e das tradições de determinada sociedade.

Para saber mais sobre os griôs acesse o site Processocom que está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Acesse o link: http://www.processocom.org/2016/06/01/a-importancia-de-grios-na-socializacao-de-saberes-e-de-fazeres-da-cultura/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Contexto - parte 1 select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: As imagens devem ser projetadas aos alunos. A intenção dessas imagens é despertar o interesse dos alunos pelas coisas do cotidiano. Explique cada uma das imagens.

  • Literatura de cordel - um tipo de literatura típica da região Nordeste, onde os versos contam fatos e histórias do dia a dia do povo. E são vendidos em folhetos que ficam pendurados em cordões nas feiras.
  • Biju - (a imagem pode fazer com que os alunos digam que é tapioca). Na verdade é uma receita de origem indígena feita da farinha da mandioca tem praticamente a mesma forma de preparo em todas as regiões do Brasil. É importante ressaltar que o modo de preparo faz parte da tradição oral, pois foi aprendido de geração em geração, sendo uma tradição passada pelas mães.
  • Geraldinho Nogueira - nascido em Goiás, ficou famoso pela contação de causos (que são pequenas histórias quase sempre engraçadas, mas que revelam costumes regionais muito marcantes). Geraldinho faz parte da cultura cabocla ou caipira da Região Centro-Oeste, mas ficou conhecido no Brasil e no mundo pela sua forma simples de contar as histórias. Imagem disponível em: http://redeglobo.globo.com/tvanhanguera/noticia/2012/10/1-torneio-nacional-de-contadores-de-causo-geraldinho-nogueira.html. Acesso em 24 de janeiro de 2019.
  • Dona Maria Amélia, benzedeira do Rio de Janeiro - a tradição das benzedeiras remete ao conhecimento popular da medicina. Nessa tradição há cura para todos os tipos de enfermidades, inclusive o “mau olhado” e o “vento virado”. É uma tradição passada de geração em geração. Imagem disponível em: http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/benzedeiras-de-macuco#prettyPhoto. Acesso em 07 de fevereiro de 2019.

Levanta alguns questionamentos com os alunos:

  • Como as novas gerações aprendem a escrever cordel?
  • Onde podemos encontrar a receita original do biju?
  • Os contadores de causo são apenas leitores de histórias escritas? Ou precisam saber como tornar a história interessante?

O levantamento dessas questões tem a intenção de fazer com que o aluno pense na importância das narrativas orais no seu dia a dia.

Como adequar à sua realidade: essa aula dá inúmeras possibilidades por trazer elementos regionais da tradição oral. No caso de não poder projetar o slide as imagens estão disponíveis para impressão.

Imagens para impressão, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/wPeCZ98pNxNK6KwUR9DHGhCfvkDwGGBE5RR6muxmPc759fEJ8WntUNjfpqXW/his5-06und06-imagens-para-impressao.pdf

Faça um apanhado de imagens da cultura regional da escola onde está inserido. Mas sempre lembrando que os questionamentos sobre como essa cultura é repassada às novas gerações é fundamental.

Para você saber mais: as histórias contadas pelos mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Separe os alunos em 4 grupos para que possa haver o compartilhamento das histórias que eles pesquisaram em casa. Peça que cada grupo eleja alguém para anotar as histórias que forem contadas.

Cada aluno irá contar para o grupo uma história que já ouviu em casa ou que tenha conhecimento. É importante orientar os alunos que a utilização da linguagem mais próxima da original enriquece o processo de aprendizado dos costumes familiares e regionais.

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender, sugere-se algumas leituras complementares.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: A imagem reflete o que seria na prática o dia a dia do griô. Essa imagem é a Criação da Comissão de Griôs e Mestres. Uma comissão que ficou responsável pela sistematização do fazer griô. Disponível em: http://www.leigrionacional.org.br/o-que-e-a-lei-grio/historico/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Leia com os alunos a definição do termo griô. Explique como esse termo influencia a formação de uma identidade nacional que valoriza a tradição oral. No artigo de Giovani José da Silva, (A Reserva Indígena Kadiwéu (1899-1984): memória, identidade e história. MS: Ed. UFGD, 2014. pp. 97-100. Disponível em: http://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/EDITORA/catalogo/a-reserva-indigena-kadiweu-1899-1984-memoria-identidade-e-historia-giovani-jose-da-silva.pdf. Acesso em 24 de janeiro de 2019) é possível perceber que o fortalecimento das tradições orais vem sendo exigida dentro das sociedades tradicionais indígenas que por muitos anos foram obrigadas a esconder suas origens. Nesse artigo sobre os Kadiwéus destaco o seguinte trecho:

“As narrativas Kadiwéu aqui recortadas representam apenas um fragmento dentro do panorama histórico e sinalizam estratégias de identidade étnica, pois mobilizam símbolos capazes de impulsionar a ação do grupo. A consciência histórica Kadiwéu reaplica, assim, o modelo cosmológico na abordagem do passado, que não se divorcia, porém, de questões relacionadas ao presente. Os temas mais recorrentes das narrativas selecionadas são as relações com não índios e com outros grupos indígenas, a Guerra do Paraguai, o território indígena e a figura do Imperador D. Pedro II.”

Esse trecho pode ser lido para os alunos, mas é fundamental que seja levantada a questão da importância dos contadores de história como guardiões das tradições de um povo.

Material para impressão - Griô um guardião, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ujNPHQBAbRdpDBAJdVwTe7pYtfHKrXbFs8ueHPPmfg4BJB4wCH2aHVmVuT7G/his5-06und06-grio-um-guardiao.pdf

Como adequar à sua realidade: a discussão sobre a importância da tradição oral pode ser desenvolvida a partir das histórias contadas pelos alunos e que tenham um contexto local. Por exemplo, o professor pode optar discutir uma comunidade tradicional local seja ela indígena, quilombola, ou de descendência europeia. O importante aqui é enfatizar a importância das pessoas mais velhas como guardiãs de conhecimentos daquele povo.

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Projete este slide para os alunos e reforce fazendo a leitura. Escolha um aluno para fazer a leitura em voz alta para a turma, e outro para começar a debater seu ponto de vista sobre a Lei Griô Nacional.

Iniciativas de preservação da tradição oral são muito boas quando ouvimos dizer que a tradição oral é algo recorrente nas comunidades indígenas e quilombolas. A própria Lei Griô faz essa inserção dessas comunidades tradicionais que visam implementar o aprendizado dos contos tradicionais com o ensino regular das escolas. E para isso, quer capacitar griôs que farão o papel de multiplicadores dessa tradição.

Questione aos alunos:

  • Como seria a formação de griôs em nossa região?
  • Quais seriam as abordagens da histórias contadas por eles?
  • Você já imaginou que um de seus avós pode se tornar um griô?

Esses questionamentos são importantes para que o aluno se sinta parte do processo de aprendizado, uma vez que quando falamos de tradições orais temos que inserir a bagagem cultural desses alunos.

Material para impressão - Griô, um guardião, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ujNPHQBAbRdpDBAJdVwTe7pYtfHKrXbFs8ueHPPmfg4BJB4wCH2aHVmVuT7G/his5-06und06-grio-um-guardiao.pdf

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Os griôs são os guardiões das história locais; as congadas são um tradição oral e cultural muito importante. É um costume dos negros que ainda eram escravizados em fazendas do interior do Brasil. As irmandades dos pretos surgiram inicialmente em Minas Gerais, mas se espalharam por vários outros estados. O trecho do slide é da Dra. Marise Vicente de Paula que defendeu a tese: Sob o manto azul de Nossa Senhora: mulheres e identidade de gênero na congada de Catalão (GO). O recorte do artigo para ser usado na aula é das páginas 102 a 125. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tde/2734/1/Tese%20Marise%20V%20Paula.pdf. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Imagem 1: Dona Lourdes organizando enfeites para um terno de congo. Foto de Marise Vicente de Paula, 2009.

Imagem 2: Dona Benedita Moreira Quirino, primeira bandeirinha das Congadas de Catalão. Foto de Marise Vicente de Paula, 2009.

A narrativa fantástica da santa que acompanha um grupo e outro não faz parte das histórias que são contadas de geração em geração dentro da tradição das congadas. Não sabe ao certo de onde se iniciou essa narrativa. O que se sabe é que ela continua sendo contada de forma a manter viva a devoção e a fé de um povo.

Entregue aos alunos o trecho impresso disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6GGEfKxBDGQmsexWyQGzJfJTJ4T5PpHqvwh4ugbTVDWhPdDseXdpNGPshjpY/his5-06und06-congadas.pdf

No trecho entregue aos aluno, Paula conta a história narrada por uma mulher que exerce uma liderança dentro da congada e ao mesmo tempo apresenta algumas possíveis explicações racionais para a narrativa. Essa contraposição entre real e imaginário pode ser um fator de afastamento das tradições orais da escola formal, uma vez que as histórias contadas não tem o dever de narrar fatos datados ou catalogados pela História, mas sim de transmitir saberes necessários para a perpetuação de tradições que muitas vezes não podem ser descritas verdadeiramente em sua essência em qualquer código escrito.

Como adequar à sua realidade: as congadas são uma tradição dos negros e por isso podem ser estudadas em quaisquer regiões, porém o professor pode selecionar outro trecho do artigo sugerido, bem como pode elaborar um texto com trechos de contos locais. A tradição oral das regiões brasileiras é enorme, há uma infinidade de mitos indígenas e quilombolas. Mas lembre-se de elaborar um pequeno texto que possa ser compartilhado com os alunos!

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações: Mantenha o agrupamento dos alunos em 4 grupos. Entregue a eles alguns fantoches e dê as seguintes instruções:

  • Escolha uma das histórias apresentadas pelos colegas ou ainda a história das congadas e organize um teatro de fantoches.
  • Observe a forma de exposição do diálogo que será produzido, dê prioridade a uma linguagem simples.
  • Os bonecos devem interagir com os colegas de sala.

Eles terão 5 minutos para organização do que será dito e quem vai fazer a manipulação dos bonecos e cada grupo terá cerca de 3 minutos para apresentação.

Essa atividade tem a proposta de interação com os colegas, o contato com histórias diferentes e o desenvolver do respeito dos alunos pelas tradições orais.

Como adequar à sua realidade: no caso da escola não ter fantoches prontos, é possível organizar antecipadamente um outro momento para a construção desses fantoches. Há sugestões na internet bem fáceis utilizando materiais recicláveis e meias. Assim cada aluno produz o seu fantoche que poderá ser utilizado em outras aulas.

Para você saber mais: as histórias contadas pelos mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF05HI06 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: projetor, computador, materiais impressos e fantoches.

Material complementar:

Para você saber mais: as tradições orais fazem parte de todas as culturas do mundo. É através dela que ficamos conhecendo fatos corriqueiros que constroem a história e a identidade cultural de um povo, afinal a história não é feita somente de heróis e grandes revoluções. As tradições orais enriquecem o conhecimento popular e o deixam mais forte. Dentro da oralidade surge um termo o griô, que em linhas gerais é o contador de histórias.

Para saber mais sobre os griôs acesse o site Processocom que está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Acesse o link: http://www.processocom.org/2016/06/01/a-importancia-de-grios-na-socializacao-de-saberes-e-de-fazeres-da-cultura/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Projete o objetivo da aula para os alunos.

Durante o início da aula leia com os alunos o objetivo e faça algumas reflexões com eles:

  • É possível verificar a veracidade das histórias contadas pelos mais velhos?
  • Como o conhecimento trazido por avós e avôs interfere na formação do indivíduo?
  • Você tem alguma história preferida?
  • É possível afirmar que as histórias ou causos são fontes históricas?

Durante as discussões, algum aluno pode sugerir que as fontes orais não podem ser consideradas fontes históricas porque não são escritas. Mesmo se não houver esse questionamento, lembre-os que as histórias orais e as tradições orais são uma fontes históricas importantes pois contam o cotidiano das sociedades humanas que nem sempre estão disponíveis nos livros. Lembrando que é apenas um questionamento a ser levantado para que o aluno se questione o porquê do estudo das fontes orais.

Para você saber mais: as tradições orais fazem parte de todas as culturas do mundo. É através dela que ficamos conhecendo fatos corriqueiros que constroem a história e a identidade cultural de um povo, afinal a história não é feita somente de heróis e grandes revoluções. As tradições orais enriquecem o conhecimento popular e o deixam mais forte. Dentro da oralidade das culturas africanas, surge um termo o griô que em linhas gerais é o contador de histórias. Um griô exerce um papel social importante para a preservação da memória e das tradições de determinada sociedade.

Para saber mais sobre os griôs acesse o site Processocom que está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Acesse o link: http://www.processocom.org/2016/06/01/a-importancia-de-grios-na-socializacao-de-saberes-e-de-fazeres-da-cultura/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: As imagens devem ser projetadas aos alunos. A intenção dessas imagens é despertar o interesse dos alunos pelas coisas do cotidiano. Explique cada uma das imagens.

  • Literatura de cordel - um tipo de literatura típica da região Nordeste, onde os versos contam fatos e histórias do dia a dia do povo. E são vendidos em folhetos que ficam pendurados em cordões nas feiras.
  • Biju - (a imagem pode fazer com que os alunos digam que é tapioca). Na verdade é uma receita de origem indígena feita da farinha da mandioca tem praticamente a mesma forma de preparo em todas as regiões do Brasil. É importante ressaltar que o modo de preparo faz parte da tradição oral, pois foi aprendido de geração em geração, sendo uma tradição passada pelas mães.
  • Geraldinho Nogueira - nascido em Goiás, ficou famoso pela contação de causos (que são pequenas histórias quase sempre engraçadas, mas que revelam costumes regionais muito marcantes). Geraldinho faz parte da cultura cabocla ou caipira da Região Centro-Oeste, mas ficou conhecido no Brasil e no mundo pela sua forma simples de contar as histórias. Imagem disponível em: http://redeglobo.globo.com/tvanhanguera/noticia/2012/10/1-torneio-nacional-de-contadores-de-causo-geraldinho-nogueira.html. Acesso em 24 de janeiro de 2019.
  • Dona Maria Amélia, benzedeira do Rio de Janeiro - a tradição das benzedeiras remete ao conhecimento popular da medicina. Nessa tradição há cura para todos os tipos de enfermidades, inclusive o “mau olhado” e o “vento virado”. É uma tradição passada de geração em geração. Imagem disponível em: http://mapadecultura.rj.gov.br/manchete/benzedeiras-de-macuco#prettyPhoto. Acesso em 07 de fevereiro de 2019.

Levanta alguns questionamentos com os alunos:

  • Como as novas gerações aprendem a escrever cordel?
  • Onde podemos encontrar a receita original do biju?
  • Os contadores de causo são apenas leitores de histórias escritas? Ou precisam saber como tornar a história interessante?

O levantamento dessas questões tem a intenção de fazer com que o aluno pense na importância das narrativas orais no seu dia a dia.

Como adequar à sua realidade: essa aula dá inúmeras possibilidades por trazer elementos regionais da tradição oral. No caso de não poder projetar o slide as imagens estão disponíveis para impressão.

Imagens para impressão, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/wPeCZ98pNxNK6KwUR9DHGhCfvkDwGGBE5RR6muxmPc759fEJ8WntUNjfpqXW/his5-06und06-imagens-para-impressao.pdf

Faça um apanhado de imagens da cultura regional da escola onde está inserido. Mas sempre lembrando que os questionamentos sobre como essa cultura é repassada às novas gerações é fundamental.

Para você saber mais: as histórias contadas pelos mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Separe os alunos em 4 grupos para que possa haver o compartilhamento das histórias que eles pesquisaram em casa. Peça que cada grupo eleja alguém para anotar as histórias que forem contadas.

Cada aluno irá contar para o grupo uma história que já ouviu em casa ou que tenha conhecimento. É importante orientar os alunos que a utilização da linguagem mais próxima da original enriquece o processo de aprendizado dos costumes familiares e regionais.

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender, sugere-se algumas leituras complementares.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: A imagem reflete o que seria na prática o dia a dia do griô. Essa imagem é a Criação da Comissão de Griôs e Mestres. Uma comissão que ficou responsável pela sistematização do fazer griô. Disponível em: http://www.leigrionacional.org.br/o-que-e-a-lei-grio/historico/. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Leia com os alunos a definição do termo griô. Explique como esse termo influencia a formação de uma identidade nacional que valoriza a tradição oral. No artigo de Giovani José da Silva, (A Reserva Indígena Kadiwéu (1899-1984): memória, identidade e história. MS: Ed. UFGD, 2014. pp. 97-100. Disponível em: http://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/EDITORA/catalogo/a-reserva-indigena-kadiweu-1899-1984-memoria-identidade-e-historia-giovani-jose-da-silva.pdf. Acesso em 24 de janeiro de 2019) é possível perceber que o fortalecimento das tradições orais vem sendo exigida dentro das sociedades tradicionais indígenas que por muitos anos foram obrigadas a esconder suas origens. Nesse artigo sobre os Kadiwéus destaco o seguinte trecho:

“As narrativas Kadiwéu aqui recortadas representam apenas um fragmento dentro do panorama histórico e sinalizam estratégias de identidade étnica, pois mobilizam símbolos capazes de impulsionar a ação do grupo. A consciência histórica Kadiwéu reaplica, assim, o modelo cosmológico na abordagem do passado, que não se divorcia, porém, de questões relacionadas ao presente. Os temas mais recorrentes das narrativas selecionadas são as relações com não índios e com outros grupos indígenas, a Guerra do Paraguai, o território indígena e a figura do Imperador D. Pedro II.”

Esse trecho pode ser lido para os alunos, mas é fundamental que seja levantada a questão da importância dos contadores de história como guardiões das tradições de um povo.

Material para impressão - Griô um guardião, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ujNPHQBAbRdpDBAJdVwTe7pYtfHKrXbFs8ueHPPmfg4BJB4wCH2aHVmVuT7G/his5-06und06-grio-um-guardiao.pdf

Como adequar à sua realidade: a discussão sobre a importância da tradição oral pode ser desenvolvida a partir das histórias contadas pelos alunos e que tenham um contexto local. Por exemplo, o professor pode optar discutir uma comunidade tradicional local seja ela indígena, quilombola, ou de descendência europeia. O importante aqui é enfatizar a importância das pessoas mais velhas como guardiãs de conhecimentos daquele povo.

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

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Tempo sugerido: 6 minutos

Orientações: Projete este slide para os alunos e reforce fazendo a leitura. Escolha um aluno para fazer a leitura em voz alta para a turma, e outro para começar a debater seu ponto de vista sobre a Lei Griô Nacional.

Iniciativas de preservação da tradição oral são muito boas quando ouvimos dizer que a tradição oral é algo recorrente nas comunidades indígenas e quilombolas. A própria Lei Griô faz essa inserção dessas comunidades tradicionais que visam implementar o aprendizado dos contos tradicionais com o ensino regular das escolas. E para isso, quer capacitar griôs que farão o papel de multiplicadores dessa tradição.

Questione aos alunos:

  • Como seria a formação de griôs em nossa região?
  • Quais seriam as abordagens da histórias contadas por eles?
  • Você já imaginou que um de seus avós pode se tornar um griô?

Esses questionamentos são importantes para que o aluno se sinta parte do processo de aprendizado, uma vez que quando falamos de tradições orais temos que inserir a bagagem cultural desses alunos.

Material para impressão - Griô, um guardião, acesse: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ujNPHQBAbRdpDBAJdVwTe7pYtfHKrXbFs8ueHPPmfg4BJB4wCH2aHVmVuT7G/his5-06und06-grio-um-guardiao.pdf

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

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Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Os griôs são os guardiões das história locais; as congadas são um tradição oral e cultural muito importante. É um costume dos negros que ainda eram escravizados em fazendas do interior do Brasil. As irmandades dos pretos surgiram inicialmente em Minas Gerais, mas se espalharam por vários outros estados. O trecho do slide é da Dra. Marise Vicente de Paula que defendeu a tese: Sob o manto azul de Nossa Senhora: mulheres e identidade de gênero na congada de Catalão (GO). O recorte do artigo para ser usado na aula é das páginas 102 a 125. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/bitstream/tde/2734/1/Tese%20Marise%20V%20Paula.pdf. Acesso em 24 de janeiro de 2019.

Imagem 1: Dona Lourdes organizando enfeites para um terno de congo. Foto de Marise Vicente de Paula, 2009.

Imagem 2: Dona Benedita Moreira Quirino, primeira bandeirinha das Congadas de Catalão. Foto de Marise Vicente de Paula, 2009.

A narrativa fantástica da santa que acompanha um grupo e outro não faz parte das histórias que são contadas de geração em geração dentro da tradição das congadas. Não sabe ao certo de onde se iniciou essa narrativa. O que se sabe é que ela continua sendo contada de forma a manter viva a devoção e a fé de um povo.

Entregue aos alunos o trecho impresso disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6GGEfKxBDGQmsexWyQGzJfJTJ4T5PpHqvwh4ugbTVDWhPdDseXdpNGPshjpY/his5-06und06-congadas.pdf

No trecho entregue aos aluno, Paula conta a história narrada por uma mulher que exerce uma liderança dentro da congada e ao mesmo tempo apresenta algumas possíveis explicações racionais para a narrativa. Essa contraposição entre real e imaginário pode ser um fator de afastamento das tradições orais da escola formal, uma vez que as histórias contadas não tem o dever de narrar fatos datados ou catalogados pela História, mas sim de transmitir saberes necessários para a perpetuação de tradições que muitas vezes não podem ser descritas verdadeiramente em sua essência em qualquer código escrito.

Como adequar à sua realidade: as congadas são uma tradição dos negros e por isso podem ser estudadas em quaisquer regiões, porém o professor pode selecionar outro trecho do artigo sugerido, bem como pode elaborar um texto com trechos de contos locais. A tradição oral das regiões brasileiras é enorme, há uma infinidade de mitos indígenas e quilombolas. Mas lembre-se de elaborar um pequeno texto que possa ser compartilhado com os alunos!

Para você saber mais: as histórias contadas por homens e mulheres mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações: Mantenha o agrupamento dos alunos em 4 grupos. Entregue a eles alguns fantoches e dê as seguintes instruções:

  • Escolha uma das histórias apresentadas pelos colegas ou ainda a história das congadas e organize um teatro de fantoches.
  • Observe a forma de exposição do diálogo que será produzido, dê prioridade a uma linguagem simples.
  • Os bonecos devem interagir com os colegas de sala.

Eles terão 5 minutos para organização do que será dito e quem vai fazer a manipulação dos bonecos e cada grupo terá cerca de 3 minutos para apresentação.

Essa atividade tem a proposta de interação com os colegas, o contato com histórias diferentes e o desenvolver do respeito dos alunos pelas tradições orais.

Como adequar à sua realidade: no caso da escola não ter fantoches prontos, é possível organizar antecipadamente um outro momento para a construção desses fantoches. Há sugestões na internet bem fáceis utilizando materiais recicláveis e meias. Assim cada aluno produz o seu fantoche que poderá ser utilizado em outras aulas.

Para você saber mais: as histórias contadas pelos mais velhos, os costumes, as tradições de família são algo que se aprende em casa, ouvindo dizer. Para entender mais sobre a importância de ouvir e aprender sugiro algumas leituras complementares.

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Planos de aula para desenvolver a habilidade EF05HI06 da BNCC

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Competências Gerais na BNCC

O curso, ministrado por Anna Penido, tem o objetivo de apoiar redes de ensino, escolas e professores no planejamento de práticas pedagógicas que desenvolvam as competências gerais.

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