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Plano de aula > História > 4º ano > Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos

Plano de aula - Escrita com alfabeto: marco na história da humanidade

Plano de aula de História com atividades para 4º ano do EF sobre Escrita com alfabeto: marco na história da humanidade

Plano 06 de 10 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Anderson Luís Gonçalves Nascimento

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF04HI02 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: quadro, pincel para quadro ou giz, mapa-mundi ou globo, 5 folhas de sulfite, lápis de escrever, borracha e projetor. Será necessário também, para a atividade de Sistematização, 5 cópias do arquivo “HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”.

Se não for projetar os slides será necessária 1 cópia de cada arquivo descrito abaixo no material complementar.

Material complementar:

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - navio fenício”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GcaQHA4U7yJbYA6cSBArxgwz89w6e7A9yFUVnT36fKMXgQYeGJvfuaXu7WCV/his4-02und06-problematizacao-navio-fenicio.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - mapas da Fenícia e colônias”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gV5NyGkGvNt6Yk6uHhkVdgfF7sakg9dE5AMxPdtythAUvVP7vHvuWyuTTySw/his4-02und06-problematizacao-mapas-da-fenicia-e-colonias.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - diferentes escritas”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EYdy8EDPmA9BuM9rBnS8Udd378JCGJE54sU72GGcteGDxVmbzx2YRZ7s3Xft/his4-02und06-problematizacao-diferentes-escritas.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - quipus”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eK6qceJjCCySxKWXE2aCktvRFBsA9hqXaF8f45VjsCTMYkN2tu8fDXq2Nbbe/his4-02und06-problematizacao-quipus.pdf>.

“HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uwhjR2k2yhQmmtCraTbqEzAfgUfP37uKdHeHFmXuV3DnU9rWQFEraPxanHK6/his4-02und06-sistematizacao-tabela-com-codigos.pdf>.

Para você saber mais:

Sobre origem da linguagem escrita, assista o vídeo “Origins of written language | Computer Science | Khan Academy”, por Canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=lkeXaqoXDYQ>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Leia “Resumo da História da Escrita”, por Marcel Cohen, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/128945/125629>, acesso em 22 de janeiro de 2019.

Assista ao vídeo “TV Escola: A História da Palavra - A Revolução dos Alfabetos”, por canal Rede Catarinense, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=T4VFpLDucBI>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também assista ao vídeo “History of the alphabet | Journey into information theory | Computer Science | Khan Academy”, por canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=6NrTrBzC6dk>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os fenícios, leia o artigo “Fenícia”, disponível em <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/Fen%C3%ADcia/482205>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Também leia o artigo “Fenícios pelo Mediterrâneo: formas de contato diversificadas”, por Maria Cristina Nicolau Kormikiari Passos, in Cadernos do LEPAARQ, Vol. XV, n° 29, 2018. Disponível em <https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/article/view/11467/8475>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Leia a notícia “Estudo revela herança genética dos fenícios no Mediterrâneo”, por EFE, disponível em <https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/estudo-revela-heranca-genetica-dos-fenicios-no-mediterraneo-3605117>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

E, também leia “Saiba tudo sobre os fenícios e sua importância para o comércio”, por Fábio Marton, disponível em <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/acervo/saiba-tudo-fenicios-sua-importancia-comercio-696522.phtml>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Sobre os Incas, leia o artigo “As tradições históricas indígenas diante da conquista e colonização da América: transformações e continuidades entre nahuas e incas”, por Eduardo Natalino dos Santos, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18982/21045>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os quipus, leia o verbete “Quipu Inca”, no site do Museu Nacional da UFRJ, disponível em <http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/arqueologia/pre-colombiana/arqprec007.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também leia a coluna “QUIPUS – Sistema de registro Incaico”, por Dalton Delfini Maziero, disponível em <https://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa/6868-quipus-sistema-de-registro-incaico>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para mais informações e fotografias, acesse o site, em inglês, do “Khipu Database Project”, projeto fundado pela Fundação Nacional de Ciência e pela Universidade de Harvard (EUA), disponível em <http://khipukamayuq.fas.harvard.edu/KGMiscellaneous.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Organize as carteiras em 5 grupos e separe os alunos em agrupamentos produtivos. Faça essa arrumação antes de começar a aula com o objetivo.

Primeiramente, apresente o objetivo aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva.

Pergunte o que eles acham que é “escrita alfabética”, como se faz este tipo de registro, e se existem outras formas de fazer registros ou de transmitir uma ideia.

Se souberem, peça que compartilhem, mas se não souberem lembre-se que essas perguntas servem para estimular a curiosidade em relação a aula.

Para você saber mais: sobre como estimular a curiosidade de seus alunos, leia a reportagem “Como estimular a curiosidade científica nos alunos”, por Mara Mansani, disponível em <https://novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifica-nas-criancas>, acesso em 14 de janeiro de 2019. E, artigo “4 Estratégias Para Despertar A Curiosidade Nas Crianças”, por Deborah Calácia, disponível em <http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/desenvolvimento-cognitivo/4-estrategias-para-despertar-a-curiosidade-nas-criancas/>, acesso em 14 de janeiro de 2019.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Escreva no quadro a palavra “fenícios” da seguinte forma: F _ N _ _ _ _ S.

Fale aos alunos que eles brincarão de adivinhar palavras. Essa brincadeira é semelhante ao “Jogo da Forca”: sorteie alguns alunos para falar alguma letra que eles acham que existe na palavra; se souberem qual palavra, deixe que falem também; se não acertarem a letra ou a palavra, registre as que já foram usadas em algum canto do quadro. Para que toda a turma participe, diga que os colegas poderão auxiliar os alunos sorteados a informarem as letras e ou palavras.

Depois de terminada a brincadeira, pergunte se conseguiram realizar a atividade com facilidade ou dificuldade e por que foi fácil/difícil. Pergunte também: se não tivesse as letras para representar os sons da palavra, os fonemas “e”, “i”, “c=s”, “o”, como poderia fazer para registrá-los?

Deixe que dêem suas hipóteses, e em seguida, continue perguntando: Que povo inventou e quando será que foi inventada essa escrita para representar os sons? Será que foram os fenícios, da palavra adivinhada na brincadeira? Quem foram eles?

Se algum aluno souber as respostas, peça que compartilhe. Se não souberem, fale que no decorrer da aula poderão encontrar as respostas dessas perguntas.

Para você saber mais: sobre o “Jogo da Forca”, leia “100 brincadeiras: encontre a brincadeira ideal para seus filhos - Forca”, disponível em <https://delas.ig.com.br/filhos/brincadeiras/forca/4e42d6d55cf358183f00001b.html>, acesso em 29 de janeiro de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Mostre a imagem, projetando esse slide ou passando de mão em mão a imagem já impressa (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - navio fenício”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GcaQHA4U7yJbYA6cSBArxgwz89w6e7A9yFUVnT36fKMXgQYeGJvfuaXu7WCV/his4-02und06-problematizacao-navio-fenicio.pdf>). Pergunte aos alunos: as três pessoas representadas, chamadas de fenícios, estariam dentro do quê? É parecido com alguma embarcação? Por quê? Se é uma embarcação, onde ela poderia estar? Os fenícios parecem estar carregando alguma coisa? O que poderia ser? O que será que a pessoa que fez essa obra quis mostrar sobre os fenícios?

Direcione as hipóteses, estimulando os alunos com mais perguntas se for o caso, para a ideia de que os fenícios eram navegadores e comerciantes, habitantes de uma região chamada por eles de cananeia, atual faixa litorânea da Síria, Líbano e Israel - mostre essa região num globo, mapa-múndi ou o mapa 1, do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - mapas da Fenícia e colônias”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gV5NyGkGvNt6Yk6uHhkVdgfF7sakg9dE5AMxPdtythAUvVP7vHvuWyuTTySw/his4-02und06-problematizacao-mapas-da-fenicia-e-colonias.pdf>. Eles importavam e exportavam várias mercadorias nas cidades litorâneas do Mar Mediterrâneo - também mostre num globo, mapa-múndi ou o mapa 2, no mesmo arquivo anterior.

Retorne à imagem e explique que ela é parte de uma obra que está exposta no museu do Louvre em Paris (França), e que foi encontrada no país que hoje se chama Iraque. Fale que foi encontrada em um lugar diferente de onde os fenícios habitavam.

Mostre num mapa o litoral Mediterrâneo da Síria (onde estava situada a cidade Ugarit, criada pelos fenícios) e o norte do Iraque, para mostrar a distância, ou, mostre pelo Google Maps disponível em <https://www.google.com.br/maps/dir/Ugarit,+S%C3%ADria/Khorsabad,+Iraque/@36.3754848,35.868092,6z/data=!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0x1526af78118fbd35:0x8a8cf9748c8fbc6a!2m2!1d35.7850361!2d35.6021271!1m5!1m1!1s0x4007cf586426fc6f:0x145e081d6b26cca0!2m2!1d43.2234763!2d36.5101532!3e0?hl=pt-BR&authuser=0>, acesso em 29 de janeiro de 2019. Então pergunte: sabendo disso, por que será que retrataram os fenícios num lugar que não era deles? Qual a importância dos fenícios para esse outro povo (que eram de onde hoje é o Iraque)?

Direcione as hipóteses para a ideia de que os fenícios, como comerciantes, eram importantes para as pessoas do lugar onde hoje é o Iraque, porque traziam e vendiam mercadorias trazidas de lugares distantes, como madeiras.

Fale que os fenícios não existem mais como povo há aproximadamente uns 2200 anos e o que restou foram traços genéticos nas pessoas atuais dos países que eles faziam comércio antigamente.

Pergunte: mas o que será que esses fenícios comerciantes têm a ver com a escrita alfabética?

Se os alunos souberem da resposta, peça para que compartilhem com os colegas. Se não souberem, estimule-os a darem hipóteses, mas se não quiserem, diga que com a continuação da aula eles poderão encontrar a resposta.

Fonte da imagem: Wikimedia Commons. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hippos_2.jpg>, acesso em 29 de janeiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre os fenícios, leia o artigo “Fenícia”, disponível em <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/Fen%C3%ADcia/482205>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Também leia o artigo “Fenícios pelo Mediterrâneo: formas de contato diversificadas”, por Maria Cristina Nicolau Kormikiari Passos, in Cadernos do LEPAARQ, Vol. XV, n° 29, 2018. Disponível em <https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/article/view/11467/8475>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Leia a notícia “Estudo revela herança genética dos fenícios no Mediterrâneo”, por EFE, disponível em <https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/estudo-revela-heranca-genetica-dos-fenicios-no-mediterraneo-3605117>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

E, também leia “Saiba tudo sobre os fenícios e sua importância para o comércio”, por Fábio Marton, disponível em <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/acervo/saiba-tudo-fenicios-sua-importancia-comercio-696522.phtml>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as imagens, projetando esse slide ou passando de mão em mão uma folha com as imagens já impressas (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - diferentes escritas”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EYdy8EDPmA9BuM9rBnS8Udd378JCGJE54sU72GGcteGDxVmbzx2YRZ7s3Xft/his4-02und06-problematizacao-diferentes-escritas.pdf>). Pergunte quais diferenças e semelhanças eles percebem entre as escritas? São de povos de lugares diferentes ou de povos do mesmo lugar? Vocês já reconheceram alguma escrita?

Direcione as hipóteses às ideias de que a escrita mostrada na imagem 1, como escrito na legenda, é a dos fenícios, e a da imagem 2 é a escrita dos egípcios, chamada de hieróglifos, feita por figuras e que só a peça desta imagem tem aproximadamente 3200 anos. Mostre a localização do litoral Mediterrâneo da Síria (da cidade fenícia de Ugarit) e a distância entre ela e Mit Rahinah, ao sul de Cairo, no Egito, onde está o museu que expõe a peça da imagem 2, num globo, mapa-múndi ou pelo Google Maps, disponível em: <https://www.google.com.br/maps/dir/Ugarit,+Siria/Mit+Rahina+Museum,+Mit+Rahinah,+Al+Badrashin,+Egito/@31.1617734,26.0442405,5.75z/data=!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0x1526af78118fbd35:0x8a8cf9748c8fbc6a!2m2!1d35.7850361!2d35.6021271!1m5!1m1!1s0x14584a0f066743c5:0x68c7a40360f42cfe!2m2!1d31.2543246!2d29.8494676!3e0?hl=pt-BR&authuser=0>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Fale que hieróglifo significa “escrita sagrada”, e que “sagrada” é uma palavra que se usa muito nas religiões. Então pergunte: pelo nome da escrita, vocês acham que quem registrava essas escritas eram sacerdotes (pessoas que tinham muito conhecimento sobre a religião e a lideravam) ou pessoas que faziam comércio, como os fenícios?

Direcione à ideia de que, no caso dos hieróglifos egípcios e em muitos registros, de outros povos, por figuras, a escrita e a leitura eram realizadas pelos sacerdotes ou pessoas mais próximas a eles. Não eram realizadas por pessoas camponesas ou comerciantes como os fenícios, por exemplo.

Fale que com a escrita por figuras, os símbolos a serem memorizados eram muitos e poucas pessoas podiam fazer isso.

Volte a perguntar: o que os fenícios têm a ver com a escrita alfabética? Vocês acham que essa escrita é diferente dos hieróglifos por quê?

Com as hipóteses, direcione-os à ideia de que foram os fenícios que criaram as letras alfabéticas, aquelas que trocavam a figura por um som e que, com o alfabeto, somente precisava memorizar 22 letras em vez de muitos símbolos.

Pergunte: sabendo disso, por que vocês acham que a escrita com o alfabeto foi importante para as pessoas?

Direcione à ideia de que, com as letras, mais pessoas tiveram acesso à escrita e à leitura.

Fonte da imagem 1: Wikimedia Commons. Inscrição Fenícia. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Phoenician_inscription_alanya.jpg>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Fonte da imagem 2: Wikimedia Commons. Hieróglifos no “Mit Rahina Museum”, Egito, com a estátua de Ramsés II ao fundo. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Egypt-Hieroglyphs.jpg>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre a história do alfabeto, leia “Resumo da História da Escrita”, por Marcel Cohen, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/128945/125629>, acesso em 22 de janeiro de 2019.

Assista ao vídeo “TV Escola: A História da Palavra - A Revolução dos Alfabetos”, por canal Rede Catarinense, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=T4VFpLDucBI>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também assista ao vídeo “History of the alphabet | Journey into information theory | Computer Science | Khan Academy”, por canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=6NrTrBzC6dk>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as imagens, projetando esse slide ou passando de mão em mão uma folha com as imagens já impressas (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - quipus”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eK6qceJjCCySxKWXE2aCktvRFBsA9hqXaF8f45VjsCTMYkN2tu8fDXq2Nbbe/his4-02und06-problematizacao-quipus.pdf>).

Faça leitura coletiva da fala da Patrícia Landa, na imagem 1. Pergunte: de onde vocês acham que foi tirada essa imagem? O que vocês acham que a Patrícia faz? Qual sua profissão? Por que vocês acham que ela fala em “não tínhamos” e “nossa cultura”? Ela está falando sobre quem? E na imagem 2: o que vocês acham que é a obra? Para que servia? Quem será que fez?

Direcione, primeiramente, às ideias de que tanto a imagem 1 quanto a imagem 2 são de um vídeo de documentário sobre uma forma de registro diferente, chamada quipu e quem o fez foram os indígenas Incas, que viveram há muito tempo, desde uns 3200 anos atrás, num lugar extenso, que vai do Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, parte da Argentina e o norte do Chile (mostre a localização num globo, mapa-múndi ou pelo Google Maps).

Fale que os incas eram os dirigentes de um grande império, extinto em aproximadamente 500 anos atrás. Porém, muitos grupos indígenas se dispersaram e a Patrícia Landa, arqueóloga, quando fala na primeira pessoa do plural, se refere aos indígenas incas. Os incas usavam os quipus para fazer contagem e até mesmo enviar mensagens, como se fossem cartas. São como fios de barbante. Existem quipus de fios coloridos, com nós em diferentes posições, e os arqueólogos interpretam que essas linhas mostravam informações diferentes de acordos com cada cor ou nó.

Depois, leia novamente a fala da arqueóloga e pergunte: será que povos que não escrevem com letras não tem cultura desenvolvida? Será que os quipus não revelam o quanto a cultura dos incas era desenvolvida?

Direcione às ideias de que o império Inca durou bastante tempo e que o quipu mostra uma maneira diferente de fazer registro.

Fale que tempos atrás, e até mesmo atualmente, alguns historiadores falavam que a história da humanidade era dividida em História e Pré-história, dizendo que com a invenção da escrita (a com figuras mesmo) havia a separação entre as pessoas que tinham história para contar porque as escreveram e as pessoas que não tinham história porque não a registraram.

Pergunte: o que vocês acham - as pessoas que não registraram pela escrita, como os incas, por exemplo, não têm histórias para contar? E as pessoas que não usam a escrita, ou que não aprenderam a ler e a escrever, não têm histórias?

Direcione às ideias de que a história é uma ciência que estuda as ações do ser humano num tempo e espaço, e que portanto, todas as suas produções, escritas e não-escritas, servem como fonte de estudo para o historiador.

Fonte da imagem 1 e 2: Threads That Speak: How The Inca Used Strings to Communicate, Sarah Joseph, National Geographic, 2017. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=AmPyz1kCbOw>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre os Incas, leia o artigo “As tradições históricas indígenas diante da conquista e colonização da América: transformações e continuidades entre nahuas e incas”, por Eduardo Natalino dos Santos, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18982/21045>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os quipus, leia o verbete “Quipu Inca”, no site do Museu Nacional da UFRJ, disponível em <http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/arqueologia/pre-colombiana/arqprec007.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também leia a coluna “QUIPUS – Sistema de registro Incaico”, por Dalton Delfini Maziero, disponível em <https://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa/6868-quipus-sistema-de-registro-incaico>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para mais informações e fotografias, acesse o site, em inglês, do “Khipu Database Project”, projeto fundado pela Fundação Nacional de Ciência e pela Universidade de Harvard (EUA), disponível em <http://khipukamayuq.fas.harvard.edu/KGMiscellaneous.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

E, assista ao vídeo “Threads That Speak: How The Inca Used Strings to Communicate”, em inglês, por Canal National Geographic, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=AmPyz1kCbOw>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Ou se preferir leia a reportagem, em espanhol, “Los quipus, la escritura secreta de los antiguos incas”, por National Geographic em espanhol, disponível em <https://www.ngenespanol.com/el-mundo/que-es-un-quipu-escritura-inca-epoca-precolombina/>, acesso em 04 de fevereiro de 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Proponha a atividade projetando o slide ou lendo as etapas da atividade e anotando-as no quadro.

Fale que no primeiro momento da aula eles adivinharam a palavra, mas que nessa atividade, não será adivinhação, mas como trabalho do historiador, que decifra e interpreta as mensagens produzidas pelos seres humanos em um tempo e um espaço.

Entregue 2 folhas de sulfite para cada grupo. Em 1 folha, em branco, um componente do grupo escreve a frase que a equipe pensou e que demonstra o que aprenderam com a aula.

Na outra folha o grupo encontrará uma tabela que tem, em comparação, as letras já conhecidas com alguns símbolos, como se estes fossem um novo tipo de registro. Essa folha está no arquivo “HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”, disponível em: <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uwhjR2k2yhQmmtCraTbqEzAfgUfP37uKdHeHFmXuV3DnU9rWQFEraPxanHK6/his4-02und06-sistematizacao-tabela-com-codigos.pdf>.

Nela o componente escriba deve escrever a frase, que o grupo pensou, com os novos símbolos da tabela. Para isso deve usar a tabela de comparação da própria folha. Se a equipe quiser, o escriba pode deixar alguma letra/símbolo faltando, mas não muitas para não dificultar a atividade.

Quando terminar de fazer o novo registro da frase, o grupo deve passar essa segunda folha para outra equipe. Esta equipe deverá decifrar e interpretar a mensagem comparando as letras com os símbolos que existem na tabela da folha que o grupo registrou e passou.

Explique que, como o historiador, o grupo deve pensar primeiramente em hipóteses sobre o que está registrado (conteúdos da aula) e quem registrou (se os colegas gostam de fazer desafios ou preferem fazer coisas mais fáceis, por exemplo).

Se a frase tiver alguma letras/ símbolo faltando, o grupo terá, ainda, o trabalho de interpretá-la.

Cada grupo receberá uma mensagem a ser decifrada e ou interpretada, pois um passará para o outro.

Depois de terminada a interpretação e decifração, os times deverão escolher um representante para mostrar o que o outro grupo, aquele que lhes passaram a mensagem, aprendeu com a aula. Em seguida, aquele grupo confirma ou não se a interpretação feita era a mesma ou semelhante a da mensagem inicial.

Para você saber mais: Sobre o código Morse, usado como “novo código” na atividade de sistematização, leia o artigo “Código Morse”, por Wagner de Cerqueria e Francisco, pelo site Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/codigo-morse.htm>. Acesso em 08 de março de 2019.

Resumo da aula

download Baixar plano

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF04HI02 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: quadro, pincel para quadro ou giz, mapa-mundi ou globo, 5 folhas de sulfite, lápis de escrever, borracha e projetor. Será necessário também, para a atividade de Sistematização, 5 cópias do arquivo “HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”.

Se não for projetar os slides será necessária 1 cópia de cada arquivo descrito abaixo no material complementar.

Material complementar:

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - navio fenício”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GcaQHA4U7yJbYA6cSBArxgwz89w6e7A9yFUVnT36fKMXgQYeGJvfuaXu7WCV/his4-02und06-problematizacao-navio-fenicio.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - mapas da Fenícia e colônias”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gV5NyGkGvNt6Yk6uHhkVdgfF7sakg9dE5AMxPdtythAUvVP7vHvuWyuTTySw/his4-02und06-problematizacao-mapas-da-fenicia-e-colonias.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - diferentes escritas”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EYdy8EDPmA9BuM9rBnS8Udd378JCGJE54sU72GGcteGDxVmbzx2YRZ7s3Xft/his4-02und06-problematizacao-diferentes-escritas.pdf>.

“HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - quipus”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eK6qceJjCCySxKWXE2aCktvRFBsA9hqXaF8f45VjsCTMYkN2tu8fDXq2Nbbe/his4-02und06-problematizacao-quipus.pdf>.

“HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uwhjR2k2yhQmmtCraTbqEzAfgUfP37uKdHeHFmXuV3DnU9rWQFEraPxanHK6/his4-02und06-sistematizacao-tabela-com-codigos.pdf>.

Para você saber mais:

Sobre origem da linguagem escrita, assista o vídeo “Origins of written language | Computer Science | Khan Academy”, por Canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=lkeXaqoXDYQ>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Leia “Resumo da História da Escrita”, por Marcel Cohen, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/128945/125629>, acesso em 22 de janeiro de 2019.

Assista ao vídeo “TV Escola: A História da Palavra - A Revolução dos Alfabetos”, por canal Rede Catarinense, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=T4VFpLDucBI>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também assista ao vídeo “History of the alphabet | Journey into information theory | Computer Science | Khan Academy”, por canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=6NrTrBzC6dk>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os fenícios, leia o artigo “Fenícia”, disponível em <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/Fen%C3%ADcia/482205>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Também leia o artigo “Fenícios pelo Mediterrâneo: formas de contato diversificadas”, por Maria Cristina Nicolau Kormikiari Passos, in Cadernos do LEPAARQ, Vol. XV, n° 29, 2018. Disponível em <https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/article/view/11467/8475>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Leia a notícia “Estudo revela herança genética dos fenícios no Mediterrâneo”, por EFE, disponível em <https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/estudo-revela-heranca-genetica-dos-fenicios-no-mediterraneo-3605117>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

E, também leia “Saiba tudo sobre os fenícios e sua importância para o comércio”, por Fábio Marton, disponível em <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/acervo/saiba-tudo-fenicios-sua-importancia-comercio-696522.phtml>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Sobre os Incas, leia o artigo “As tradições históricas indígenas diante da conquista e colonização da América: transformações e continuidades entre nahuas e incas”, por Eduardo Natalino dos Santos, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18982/21045>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os quipus, leia o verbete “Quipu Inca”, no site do Museu Nacional da UFRJ, disponível em <http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/arqueologia/pre-colombiana/arqprec007.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também leia a coluna “QUIPUS – Sistema de registro Incaico”, por Dalton Delfini Maziero, disponível em <https://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa/6868-quipus-sistema-de-registro-incaico>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para mais informações e fotografias, acesse o site, em inglês, do “Khipu Database Project”, projeto fundado pela Fundação Nacional de Ciência e pela Universidade de Harvard (EUA), disponível em <http://khipukamayuq.fas.harvard.edu/KGMiscellaneous.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 3 minutos

Orientações: Organize as carteiras em 5 grupos e separe os alunos em agrupamentos produtivos. Faça essa arrumação antes de começar a aula com o objetivo.

Primeiramente, apresente o objetivo aos alunos escrevendo-o no quadro ou lendo-o para a turma. Se estiver fazendo uso de projetor, apresente esse slide e faça uma leitura coletiva.

Pergunte o que eles acham que é “escrita alfabética”, como se faz este tipo de registro, e se existem outras formas de fazer registros ou de transmitir uma ideia.

Se souberem, peça que compartilhem, mas se não souberem lembre-se que essas perguntas servem para estimular a curiosidade em relação a aula.

Para você saber mais: sobre como estimular a curiosidade de seus alunos, leia a reportagem “Como estimular a curiosidade científica nos alunos”, por Mara Mansani, disponível em <https://novaescola.org.br/conteudo/12604/blog-de-alfabetizacao-como-estimular-a-curiosidade-cientifica-nas-criancas>, acesso em 14 de janeiro de 2019. E, artigo “4 Estratégias Para Despertar A Curiosidade Nas Crianças”, por Deborah Calácia, disponível em <http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/desenvolvimento-cognitivo/4-estrategias-para-despertar-a-curiosidade-nas-criancas/>, acesso em 14 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Escreva no quadro a palavra “fenícios” da seguinte forma: F _ N _ _ _ _ S.

Fale aos alunos que eles brincarão de adivinhar palavras. Essa brincadeira é semelhante ao “Jogo da Forca”: sorteie alguns alunos para falar alguma letra que eles acham que existe na palavra; se souberem qual palavra, deixe que falem também; se não acertarem a letra ou a palavra, registre as que já foram usadas em algum canto do quadro. Para que toda a turma participe, diga que os colegas poderão auxiliar os alunos sorteados a informarem as letras e ou palavras.

Depois de terminada a brincadeira, pergunte se conseguiram realizar a atividade com facilidade ou dificuldade e por que foi fácil/difícil. Pergunte também: se não tivesse as letras para representar os sons da palavra, os fonemas “e”, “i”, “c=s”, “o”, como poderia fazer para registrá-los?

Deixe que dêem suas hipóteses, e em seguida, continue perguntando: Que povo inventou e quando será que foi inventada essa escrita para representar os sons? Será que foram os fenícios, da palavra adivinhada na brincadeira? Quem foram eles?

Se algum aluno souber as respostas, peça que compartilhe. Se não souberem, fale que no decorrer da aula poderão encontrar as respostas dessas perguntas.

Para você saber mais: sobre o “Jogo da Forca”, leia “100 brincadeiras: encontre a brincadeira ideal para seus filhos - Forca”, disponível em <https://delas.ig.com.br/filhos/brincadeiras/forca/4e42d6d55cf358183f00001b.html>, acesso em 29 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 25 minutos

Orientações: Mostre a imagem, projetando esse slide ou passando de mão em mão a imagem já impressa (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - navio fenício”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/GcaQHA4U7yJbYA6cSBArxgwz89w6e7A9yFUVnT36fKMXgQYeGJvfuaXu7WCV/his4-02und06-problematizacao-navio-fenicio.pdf>). Pergunte aos alunos: as três pessoas representadas, chamadas de fenícios, estariam dentro do quê? É parecido com alguma embarcação? Por quê? Se é uma embarcação, onde ela poderia estar? Os fenícios parecem estar carregando alguma coisa? O que poderia ser? O que será que a pessoa que fez essa obra quis mostrar sobre os fenícios?

Direcione as hipóteses, estimulando os alunos com mais perguntas se for o caso, para a ideia de que os fenícios eram navegadores e comerciantes, habitantes de uma região chamada por eles de cananeia, atual faixa litorânea da Síria, Líbano e Israel - mostre essa região num globo, mapa-múndi ou o mapa 1, do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - mapas da Fenícia e colônias”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gV5NyGkGvNt6Yk6uHhkVdgfF7sakg9dE5AMxPdtythAUvVP7vHvuWyuTTySw/his4-02und06-problematizacao-mapas-da-fenicia-e-colonias.pdf>. Eles importavam e exportavam várias mercadorias nas cidades litorâneas do Mar Mediterrâneo - também mostre num globo, mapa-múndi ou o mapa 2, no mesmo arquivo anterior.

Retorne à imagem e explique que ela é parte de uma obra que está exposta no museu do Louvre em Paris (França), e que foi encontrada no país que hoje se chama Iraque. Fale que foi encontrada em um lugar diferente de onde os fenícios habitavam.

Mostre num mapa o litoral Mediterrâneo da Síria (onde estava situada a cidade Ugarit, criada pelos fenícios) e o norte do Iraque, para mostrar a distância, ou, mostre pelo Google Maps disponível em <https://www.google.com.br/maps/dir/Ugarit,+S%C3%ADria/Khorsabad,+Iraque/@36.3754848,35.868092,6z/data=!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0x1526af78118fbd35:0x8a8cf9748c8fbc6a!2m2!1d35.7850361!2d35.6021271!1m5!1m1!1s0x4007cf586426fc6f:0x145e081d6b26cca0!2m2!1d43.2234763!2d36.5101532!3e0?hl=pt-BR&authuser=0>, acesso em 29 de janeiro de 2019. Então pergunte: sabendo disso, por que será que retrataram os fenícios num lugar que não era deles? Qual a importância dos fenícios para esse outro povo (que eram de onde hoje é o Iraque)?

Direcione as hipóteses para a ideia de que os fenícios, como comerciantes, eram importantes para as pessoas do lugar onde hoje é o Iraque, porque traziam e vendiam mercadorias trazidas de lugares distantes, como madeiras.

Fale que os fenícios não existem mais como povo há aproximadamente uns 2200 anos e o que restou foram traços genéticos nas pessoas atuais dos países que eles faziam comércio antigamente.

Pergunte: mas o que será que esses fenícios comerciantes têm a ver com a escrita alfabética?

Se os alunos souberem da resposta, peça para que compartilhem com os colegas. Se não souberem, estimule-os a darem hipóteses, mas se não quiserem, diga que com a continuação da aula eles poderão encontrar a resposta.

Fonte da imagem: Wikimedia Commons. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hippos_2.jpg>, acesso em 29 de janeiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre os fenícios, leia o artigo “Fenícia”, disponível em <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/Fen%C3%ADcia/482205>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Também leia o artigo “Fenícios pelo Mediterrâneo: formas de contato diversificadas”, por Maria Cristina Nicolau Kormikiari Passos, in Cadernos do LEPAARQ, Vol. XV, n° 29, 2018. Disponível em <https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/lepaarq/article/view/11467/8475>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Leia a notícia “Estudo revela herança genética dos fenícios no Mediterrâneo”, por EFE, disponível em <https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/estudo-revela-heranca-genetica-dos-fenicios-no-mediterraneo-3605117>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

E, também leia “Saiba tudo sobre os fenícios e sua importância para o comércio”, por Fábio Marton, disponível em <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/acervo/saiba-tudo-fenicios-sua-importancia-comercio-696522.phtml>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as imagens, projetando esse slide ou passando de mão em mão uma folha com as imagens já impressas (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - diferentes escritas”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/EYdy8EDPmA9BuM9rBnS8Udd378JCGJE54sU72GGcteGDxVmbzx2YRZ7s3Xft/his4-02und06-problematizacao-diferentes-escritas.pdf>). Pergunte quais diferenças e semelhanças eles percebem entre as escritas? São de povos de lugares diferentes ou de povos do mesmo lugar? Vocês já reconheceram alguma escrita?

Direcione as hipóteses às ideias de que a escrita mostrada na imagem 1, como escrito na legenda, é a dos fenícios, e a da imagem 2 é a escrita dos egípcios, chamada de hieróglifos, feita por figuras e que só a peça desta imagem tem aproximadamente 3200 anos. Mostre a localização do litoral Mediterrâneo da Síria (da cidade fenícia de Ugarit) e a distância entre ela e Mit Rahinah, ao sul de Cairo, no Egito, onde está o museu que expõe a peça da imagem 2, num globo, mapa-múndi ou pelo Google Maps, disponível em: <https://www.google.com.br/maps/dir/Ugarit,+Siria/Mit+Rahina+Museum,+Mit+Rahinah,+Al+Badrashin,+Egito/@31.1617734,26.0442405,5.75z/data=!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0x1526af78118fbd35:0x8a8cf9748c8fbc6a!2m2!1d35.7850361!2d35.6021271!1m5!1m1!1s0x14584a0f066743c5:0x68c7a40360f42cfe!2m2!1d31.2543246!2d29.8494676!3e0?hl=pt-BR&authuser=0>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Fale que hieróglifo significa “escrita sagrada”, e que “sagrada” é uma palavra que se usa muito nas religiões. Então pergunte: pelo nome da escrita, vocês acham que quem registrava essas escritas eram sacerdotes (pessoas que tinham muito conhecimento sobre a religião e a lideravam) ou pessoas que faziam comércio, como os fenícios?

Direcione à ideia de que, no caso dos hieróglifos egípcios e em muitos registros, de outros povos, por figuras, a escrita e a leitura eram realizadas pelos sacerdotes ou pessoas mais próximas a eles. Não eram realizadas por pessoas camponesas ou comerciantes como os fenícios, por exemplo.

Fale que com a escrita por figuras, os símbolos a serem memorizados eram muitos e poucas pessoas podiam fazer isso.

Volte a perguntar: o que os fenícios têm a ver com a escrita alfabética? Vocês acham que essa escrita é diferente dos hieróglifos por quê?

Com as hipóteses, direcione-os à ideia de que foram os fenícios que criaram as letras alfabéticas, aquelas que trocavam a figura por um som e que, com o alfabeto, somente precisava memorizar 22 letras em vez de muitos símbolos.

Pergunte: sabendo disso, por que vocês acham que a escrita com o alfabeto foi importante para as pessoas?

Direcione à ideia de que, com as letras, mais pessoas tiveram acesso à escrita e à leitura.

Fonte da imagem 1: Wikimedia Commons. Inscrição Fenícia. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Phoenician_inscription_alanya.jpg>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Fonte da imagem 2: Wikimedia Commons. Hieróglifos no “Mit Rahina Museum”, Egito, com a estátua de Ramsés II ao fundo. Disponível em <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Egypt-Hieroglyphs.jpg>, acesso em 31 de janeiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre a história do alfabeto, leia “Resumo da História da Escrita”, por Marcel Cohen, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/128945/125629>, acesso em 22 de janeiro de 2019.

Assista ao vídeo “TV Escola: A História da Palavra - A Revolução dos Alfabetos”, por canal Rede Catarinense, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=T4VFpLDucBI>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também assista ao vídeo “History of the alphabet | Journey into information theory | Computer Science | Khan Academy”, por canal “Khan Academy Labs”, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=6NrTrBzC6dk>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Mostre as imagens, projetando esse slide ou passando de mão em mão uma folha com as imagens já impressas (do arquivo “HIS4_02UND06 - PROBLEMATIZAÇÃO - quipus”, disponível em <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/eK6qceJjCCySxKWXE2aCktvRFBsA9hqXaF8f45VjsCTMYkN2tu8fDXq2Nbbe/his4-02und06-problematizacao-quipus.pdf>).

Faça leitura coletiva da fala da Patrícia Landa, na imagem 1. Pergunte: de onde vocês acham que foi tirada essa imagem? O que vocês acham que a Patrícia faz? Qual sua profissão? Por que vocês acham que ela fala em “não tínhamos” e “nossa cultura”? Ela está falando sobre quem? E na imagem 2: o que vocês acham que é a obra? Para que servia? Quem será que fez?

Direcione, primeiramente, às ideias de que tanto a imagem 1 quanto a imagem 2 são de um vídeo de documentário sobre uma forma de registro diferente, chamada quipu e quem o fez foram os indígenas Incas, que viveram há muito tempo, desde uns 3200 anos atrás, num lugar extenso, que vai do Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, parte da Argentina e o norte do Chile (mostre a localização num globo, mapa-múndi ou pelo Google Maps).

Fale que os incas eram os dirigentes de um grande império, extinto em aproximadamente 500 anos atrás. Porém, muitos grupos indígenas se dispersaram e a Patrícia Landa, arqueóloga, quando fala na primeira pessoa do plural, se refere aos indígenas incas. Os incas usavam os quipus para fazer contagem e até mesmo enviar mensagens, como se fossem cartas. São como fios de barbante. Existem quipus de fios coloridos, com nós em diferentes posições, e os arqueólogos interpretam que essas linhas mostravam informações diferentes de acordos com cada cor ou nó.

Depois, leia novamente a fala da arqueóloga e pergunte: será que povos que não escrevem com letras não tem cultura desenvolvida? Será que os quipus não revelam o quanto a cultura dos incas era desenvolvida?

Direcione às ideias de que o império Inca durou bastante tempo e que o quipu mostra uma maneira diferente de fazer registro.

Fale que tempos atrás, e até mesmo atualmente, alguns historiadores falavam que a história da humanidade era dividida em História e Pré-história, dizendo que com a invenção da escrita (a com figuras mesmo) havia a separação entre as pessoas que tinham história para contar porque as escreveram e as pessoas que não tinham história porque não a registraram.

Pergunte: o que vocês acham - as pessoas que não registraram pela escrita, como os incas, por exemplo, não têm histórias para contar? E as pessoas que não usam a escrita, ou que não aprenderam a ler e a escrever, não têm histórias?

Direcione às ideias de que a história é uma ciência que estuda as ações do ser humano num tempo e espaço, e que portanto, todas as suas produções, escritas e não-escritas, servem como fonte de estudo para o historiador.

Fonte da imagem 1 e 2: Threads That Speak: How The Inca Used Strings to Communicate, Sarah Joseph, National Geographic, 2017. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=AmPyz1kCbOw>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para você saber mais: Sobre os Incas, leia o artigo “As tradições históricas indígenas diante da conquista e colonização da América: transformações e continuidades entre nahuas e incas”, por Eduardo Natalino dos Santos, disponível em <http://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18982/21045>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Sobre os quipus, leia o verbete “Quipu Inca”, no site do Museu Nacional da UFRJ, disponível em <http://www.museunacional.ufrj.br/dir/exposicoes/arqueologia/pre-colombiana/arqprec007.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Também leia a coluna “QUIPUS – Sistema de registro Incaico”, por Dalton Delfini Maziero, disponível em <https://www.pagina3.com.br/coluna/americamisteriosa/6868-quipus-sistema-de-registro-incaico>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Para mais informações e fotografias, acesse o site, em inglês, do “Khipu Database Project”, projeto fundado pela Fundação Nacional de Ciência e pela Universidade de Harvard (EUA), disponível em <http://khipukamayuq.fas.harvard.edu/KGMiscellaneous.html>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

E, assista ao vídeo “Threads That Speak: How The Inca Used Strings to Communicate”, em inglês, por Canal National Geographic, disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=AmPyz1kCbOw>, acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Ou se preferir leia a reportagem, em espanhol, “Los quipus, la escritura secreta de los antiguos incas”, por National Geographic em espanhol, disponível em <https://www.ngenespanol.com/el-mundo/que-es-un-quipu-escritura-inca-epoca-precolombina/>, acesso em 04 de fevereiro de 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Proponha a atividade projetando o slide ou lendo as etapas da atividade e anotando-as no quadro.

Fale que no primeiro momento da aula eles adivinharam a palavra, mas que nessa atividade, não será adivinhação, mas como trabalho do historiador, que decifra e interpreta as mensagens produzidas pelos seres humanos em um tempo e um espaço.

Entregue 2 folhas de sulfite para cada grupo. Em 1 folha, em branco, um componente do grupo escreve a frase que a equipe pensou e que demonstra o que aprenderam com a aula.

Na outra folha o grupo encontrará uma tabela que tem, em comparação, as letras já conhecidas com alguns símbolos, como se estes fossem um novo tipo de registro. Essa folha está no arquivo “HIS4_02UND06 - SISTEMATIZAÇÃO - tabela com códigos”, disponível em: <https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/uwhjR2k2yhQmmtCraTbqEzAfgUfP37uKdHeHFmXuV3DnU9rWQFEraPxanHK6/his4-02und06-sistematizacao-tabela-com-codigos.pdf>.

Nela o componente escriba deve escrever a frase, que o grupo pensou, com os novos símbolos da tabela. Para isso deve usar a tabela de comparação da própria folha. Se a equipe quiser, o escriba pode deixar alguma letra/símbolo faltando, mas não muitas para não dificultar a atividade.

Quando terminar de fazer o novo registro da frase, o grupo deve passar essa segunda folha para outra equipe. Esta equipe deverá decifrar e interpretar a mensagem comparando as letras com os símbolos que existem na tabela da folha que o grupo registrou e passou.

Explique que, como o historiador, o grupo deve pensar primeiramente em hipóteses sobre o que está registrado (conteúdos da aula) e quem registrou (se os colegas gostam de fazer desafios ou preferem fazer coisas mais fáceis, por exemplo).

Se a frase tiver alguma letras/ símbolo faltando, o grupo terá, ainda, o trabalho de interpretá-la.

Cada grupo receberá uma mensagem a ser decifrada e ou interpretada, pois um passará para o outro.

Depois de terminada a interpretação e decifração, os times deverão escolher um representante para mostrar o que o outro grupo, aquele que lhes passaram a mensagem, aprendeu com a aula. Em seguida, aquele grupo confirma ou não se a interpretação feita era a mesma ou semelhante a da mensagem inicial.

Para você saber mais: Sobre o código Morse, usado como “novo código” na atividade de sistematização, leia o artigo “Código Morse”, por Wagner de Cerqueria e Francisco, pelo site Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/codigo-morse.htm>. Acesso em 08 de março de 2019.

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