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Plano de aula > Geografia > 9º ano > Formas de representação e pensamento espacial

Plano de aula - Mapas temáticos e suas informações geográficas

Plano de aula de Geografia com atividades para 9º ano do Fundamental sobre compreender que a definição de mapa está mais atrelada à representação do que à precisão

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Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Lara D'Assunção Dos Santos

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE15 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa habilidade consiste em comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas. Seu objetivo é promover a leitura e a elaboração de mapas temáticos, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas.

O conteúdo de cartografia faz parte do sexto ano, quando se inicia uma alfabetização cartográfica. Nessa idade, no entanto, as crianças não possuem um senso crítico aguçado para que o professor trabalhe com os mapas sem recair sobre o mero uso do recurso visual com o objetivo de ilustrar ou até mesmo “concretizar” a realidade.

Essa aula se dedica a aproximar os alunos do momento de elaboração do mapa temático pensando no público-alvo e no tipo de informação que se quer passar. O mapa será aqui trabalhado de maneira que os alunos agucem seu senso crítico, tanto no momento de elaboração de seus próprios mapas quanto ao perceberem que os mapas são feitos por homens, e, por isso, cobertos de intenções.

Materiais necessários: Papel sulfite, cola, hidrocor, lápis de cor, tesoura, textos, fotografias, mapas mudo do IBGE, tabelas retirados de jornais e revistas e o que mais o professor julgar interessante para a elaboração do mapa.

Pesquise com antecedência algum mapa turístico da sua cidade e/ou um mapa de um empreendimento imobiliário para que os alunos percebam durante a problematização que algumas características do local são obliteradas para valorizar o local e convencer o leitor daquele mapa de que trata-se de um ambiente lindo, amplo, agradável, arborizado etc.

Material complementar:

Mapas e imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Link para os mapas:

Mapa do metrô de Nova York disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/NYC_subway-4D.svg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa da África mostrando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus países em 2017, com base nos dados do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado em 14 de setembro de 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Choropleth_maps#/media/File:African_countries_by_Human_Development_Index_(2017).png. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa invertido da América do Sul, de Torres García. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa mental. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/19/Mental_map.png. Acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Mapas mudo do IBGE. Disponível em: https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Para você saber mais:

Sobre cartografia escolar:

OLIVEIRA, Lívia de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de. (org.) Cartografia Escolar. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Texto sobre mapas e educação geográfica:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Sobre cartografia em sala de aula:

SIMIELLI, M. E. R.. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: FANI, A. (org.) A geografia na sala de aula. 8ª ed.. São Paulo: Contexto, 2009.

Sobre visão política dos mapas:

HARLEY, Brian. Mapas, saber e poder. Confins: Revista franco-brasileira de geografia, n. 5, 2009. Disponível em: <https://journals.openedition.org/confins/5724?lang=pt>. Acesso em: 15 jan. 2019.

O site Global Forest Watch permite que qualquer pessoa acesse as informações sobre o desmatamento no mundo inteiro, praticamente em tempo real. Trata-se de um mapa interativo, que coleta informações de diferentes satélites de monitoramento e transforma esses dados em material visual, conectado aos mapas virtuais do Google.

Disponível em: <https://www.globalforestwatch.org/>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Matéria do jornal OGlobo sobre o ocultamento das favelas do Rio de janeiro nos mapas turísticos:

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

Sobre o mapa invertido de Torres-García e sua relação com a geografia:

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul”. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756>. Acesso em: 20 jan 2019.

Conceitos prévios: Anamorfose geográfica (mapas esquemáticos que não apresentam escala cartográfica).

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique que nessa aula eles vão relembrar o que são mapas temáticos. Para isso, terão contato com diversos deles, mesmo com aqueles que não parecem tanto um mapa dito tradicional.

Diga que o mapa surgiu como uma forma de expressão e comunicação entre os homens e que como um sistema de comunicação, o mapa exige uma “escrita” e, consequentemente uma “leitura” (OLIVEIRA, 2010). Eles verão algumas formas dessa “escrita” e poderão tentar “ler” os mapas a serem apresentados.

Em seguida, pergunte se eles se acham capazes de se comunicar através dos mapas e se conseguiriam passar aos leitores uma mensagem. Será que para isso é preciso saber usar ferramentas de precisão e cálculos matemáticos? É isso que será visto ao longo da aula.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Lívia de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de. (org.) Cartografia Escolar. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações: Diga aos alunos que o mapa sempre foi um instrumento usado pelos homens para se orientarem, se localizarem, se informarem, enfim, para se comunicarem. O mapa é uma ferramenta usada pelo cientista e pelo leigo, tanto em atividades profissionais como sociais, culturais e turísticas.

Na Geografia, o mapa é ao mesmo tempo instrumento de trabalho, registro e armazenamento de informação, além de um modo de expressão e comunicação, uma linguagem gráfica (OLIVEIRA, 2010, p. 16).

Em seguida, pergunte em quais contextos os alunos usam mapas e se eles já viram um mapa como o do slide (se não tiver como projetar, distribua este mapa impresso).

Se baseie nas respostas dos alunos e fale que no nosso cotidiano utilizamos constantemente mapas, como ocorre com o GPS nos carros e celulares. A partir de suas informações georreferenciadas por satélites é possível saber o melhor caminho a ser feito para chegar mais rapidamente (ou com mais segurança) ao destino final.

Como adequar à sua realidade: Imprima ou retire na secretaria de turismo da sua cidade um mapa turístico.

Para você saber mais:

O site Global Forest Watch permite que qualquer pessoa acesse as informações sobre o desmatamento no mundo inteiro, praticamente em tempo real. Trata-se de um mapa interativo, que coleta informações de diferentes satélites de monitoramento e transforma esses dados em material visual, conectado aos mapas virtuais do Google.

Disponível em: https://www.globalforestwatch.org/. Acesso em 15 de janeiro de 2019.

SIMIELLI, M. E. R.. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: FANI, A. (org.) A geografia na sala de aula. 8ª ed.. São Paulo: Contexto, 2009.

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Diga que nos mapas temáticos não é necessário realizar uma descrição exaustiva de todos os objetos possíveis. Como o próprio nome sugere, um tema é escolhido para ser representado e um ou mais elementos podem ser ressaltados. Um mapa temático de IDH, por exemplo, não levará em conta o relevo do lugar. Já o mapa temático de terras indígenas pode levar em conta o relevo, embora não seja obrigatório, mas não levará em conta, por exemplo, o índice de violência das grandes cidades, o que já seria um outro mapa temático.

Essa problematização consiste em lançar aos alunos algumas questões relativas aos mapas. Eles são reais, fiéis à realidade? Quem produz o mapa? Pode haver uma ou mais intenções ao se produzir um mapa? E o mapa turístico que os alunos têm em mãos? Quem produziu? Qual foi o objetivo? Qual é o público-alvo? Como é a linguagem, os símbolos do mapa? São mais lúdicos?

Com o auxílio de um mapa turístico (ou de empreendimento imobiliário) de sua cidade, peça para que os alunos digam se o que a imagem mostra corresponde à realidade e qual(is) elementos não são mostrados e qual(is) receberam maior destaque. Questione por quê alguns elementos são ressaltados enquanto outros são ocultados.

Fale que o exemplo distribuído é um mapa do Rio de Janeiro distribuído pela Riotur (empresa de turismo do município do Rio de Janeiro que é encarregada pela execução da política de turismo traçada pela administração municipal). No entanto, ele não reflete a realidade, pois virou notícia de jornal de após ter ocultado as favelas da cidade. As indicações em preto sinalizam onde estão as favelas que foram apagadas do mapa.

Em seguida, faça uma comparação com os exemplos entre os mapas turísticos. De maneira geral, a ideia de um mapa turístico é escamotear, apagar as partes ditas “feias” e desinteressantes das cidades e destacar os pontos turísticos. Esses mapas são elaborados com têm esse intuito porque o turismo movimenta bastante capital para as cidades.

Como adequar à sua realidade: Acrescente um mapa turístico da sua cidade e/ou um mapa imobiliário para que eles percebam que algumas características são obliteradas para valorizar o local e convencer o leitor daquele mapa de que trata-se de um ambiente bonito, amplo, agradável, arborizado, etc.

Para você saber mais:

Sobre visão política dos mapas:

HARLEY, Brian. Mapas, saber e poder. Confins: Revista franco-brasileira de geografia, n. 5, 2009. Disponível em: <https://journals.openedition.org/confins/5724?lang=pt>. Acesso em: 15 jan. 2019.

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Fonte dos mapas:

Mapa do metrô de Nova York: NY subway-4D. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em 17 jan 2019.

Mapa África: African countries by Human Development Index. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em: 17 jan. 2019.

Mapa América Invertida: Joaquín Torres García: América Invertida. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em: 17 jan 2019.

Para você saber mais:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Mapa da África mostrando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus países em 2017, com base nos dados do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado em 14 de setembro de 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Choropleth_maps#/media/File:African_countries_by_Human_Development_Index_(2017).png. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Para você saber mais: Nessa obra, o uruguaio Torres-García reduz a América do Sul ao seu contorno, cujo único referencial cartográfico é a Linha do Equador que, convencionalmente, indica a divisão global entre hemisférios Norte e Sul.

Torres-Garcia foi um dos primeiros artistas do século XX a trabalhar com mapas, e dividiu com outros artistas a ideia de usar a América do Sul para evocar o pan-americanismo (JOLLY, 2011). Com tal proposta, ele construiu a ideia de inverter a orientação do mapa, de relativizar uma imagem padronizada de mundo para o entendimento de sua mensagem: valorizar as coisas locais da América na construção de um novo mundo e que, portanto, necessitava de um novo mapa.

Imagem do mapa invertido da América do Sul, de Torres García. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Sobre o mapa invertido de Torres-García e sua relação com a geografia:

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul”. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756. Acesso em 20 de janeiro de 2019.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Orientações: A imagem desse slide é um mapa mental para ilustrar que constantemente produzimos mapas, sobretudo esse da imagem, chamado mapa mental, que geralmente apresenta nosso bairro, direções para chegar a um determinado lugar, etc. Ele não conta com medidas precisas e rosa dos ventos. Apenas informa de maneira direta e objetiva.

Diga aos alunos que eles dispõem de textos e imagens de revistas e jornais e que o objetivo é passar uma mensagem crítica por meio da montagem com os materiais oferecidos. A base deverá ser um dos mapa mudo (o site do IBGE contém mapas mudo do Brasil e suas regiões e disponíveis. Disponível em: https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html). Em cima do mapa mudo, o aluno pode colar imagens em cima das regiões, recortar alguns estados, virar o mapa de ponta cabeça, pintar, desenhar em determinadas regiões, de maneira que traga uma mensagem crítica.

Deixe que eles criem. Peça para que coloquem um título.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetem à paz, etc.

Para você saber mais:

Mapas mudo. IBGE. Disponível em: <https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html>. Acesso em: 17 jan 2019.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que copiem a seguinte frase no caderno. Destaque que embora os mapas elaborados naquela aula pareçam prontos, eles podem ser refeitos para ampliar ou modificar seu sentido.

Posteriormente, questione se eles se imaginam refazendo alguma parte dos seus mapas (ou todo ele) e porquê.

Peça para que alguns alunos mostrem seus mapas na frente da sala, sem dizer nada sobre ele, por ora. Pergunte aos alunos leitores do mapa o que eles pensam sobre aquele mapa e se eles conseguem compreender a informação que os autores quiseram transmitir.

Após ouvir algumas colocações sobre a interpretação dos leitores sobre o mapa, o aluno deverá revelar suas intenções e justificativas para a elaboração do mapa.

Lembre-se que o objetivo dessa aula é aguçar o senso crítico do aluno e fazer com que ele compreenda que os mapas são repletos de intenções.

Encerre a aula propondo uma exposição no mural da escola.

Para você saber mais:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF09GE15 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes. Essa habilidade consiste em comparar e classificar diferentes regiões do mundo com base em informações populacionais, econômicas e socioambientais representadas em mapas temáticos e com diferentes projeções cartográficas. Seu objetivo é promover a leitura e a elaboração de mapas temáticos, croquis e outras formas de representação para analisar informações geográficas.

O conteúdo de cartografia faz parte do sexto ano, quando se inicia uma alfabetização cartográfica. Nessa idade, no entanto, as crianças não possuem um senso crítico aguçado para que o professor trabalhe com os mapas sem recair sobre o mero uso do recurso visual com o objetivo de ilustrar ou até mesmo “concretizar” a realidade.

Essa aula se dedica a aproximar os alunos do momento de elaboração do mapa temático pensando no público-alvo e no tipo de informação que se quer passar. O mapa será aqui trabalhado de maneira que os alunos agucem seu senso crítico, tanto no momento de elaboração de seus próprios mapas quanto ao perceberem que os mapas são feitos por homens, e, por isso, cobertos de intenções.

Materiais necessários: Papel sulfite, cola, hidrocor, lápis de cor, tesoura, textos, fotografias, mapas mudo do IBGE, tabelas retirados de jornais e revistas e o que mais o professor julgar interessante para a elaboração do mapa.

Pesquise com antecedência algum mapa turístico da sua cidade e/ou um mapa de um empreendimento imobiliário para que os alunos percebam durante a problematização que algumas características do local são obliteradas para valorizar o local e convencer o leitor daquele mapa de que trata-se de um ambiente lindo, amplo, agradável, arborizado etc.

Material complementar:

Mapas e imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Link para os mapas:

Mapa do metrô de Nova York disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/NYC_subway-4D.svg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa da África mostrando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus países em 2017, com base nos dados do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado em 14 de setembro de 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Choropleth_maps#/media/File:African_countries_by_Human_Development_Index_(2017).png. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa invertido da América do Sul, de Torres García. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Mapa mental. Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/19/Mental_map.png. Acesso em 01 de fevereiro de 2019.

Mapas mudo do IBGE. Disponível em: https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Para você saber mais:

Sobre cartografia escolar:

OLIVEIRA, Lívia de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de. (org.) Cartografia Escolar. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Texto sobre mapas e educação geográfica:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Sobre cartografia em sala de aula:

SIMIELLI, M. E. R.. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: FANI, A. (org.) A geografia na sala de aula. 8ª ed.. São Paulo: Contexto, 2009.

Sobre visão política dos mapas:

HARLEY, Brian. Mapas, saber e poder. Confins: Revista franco-brasileira de geografia, n. 5, 2009. Disponível em: <https://journals.openedition.org/confins/5724?lang=pt>. Acesso em: 15 jan. 2019.

O site Global Forest Watch permite que qualquer pessoa acesse as informações sobre o desmatamento no mundo inteiro, praticamente em tempo real. Trata-se de um mapa interativo, que coleta informações de diferentes satélites de monitoramento e transforma esses dados em material visual, conectado aos mapas virtuais do Google.

Disponível em: <https://www.globalforestwatch.org/>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Matéria do jornal OGlobo sobre o ocultamento das favelas do Rio de janeiro nos mapas turísticos:

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

Sobre o mapa invertido de Torres-García e sua relação com a geografia:

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul”. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756>. Acesso em: 20 jan 2019.

Conceitos prévios: Anamorfose geográfica (mapas esquemáticos que não apresentam escala cartográfica).

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Explique que nessa aula eles vão relembrar o que são mapas temáticos. Para isso, terão contato com diversos deles, mesmo com aqueles que não parecem tanto um mapa dito tradicional.

Diga que o mapa surgiu como uma forma de expressão e comunicação entre os homens e que como um sistema de comunicação, o mapa exige uma “escrita” e, consequentemente uma “leitura” (OLIVEIRA, 2010). Eles verão algumas formas dessa “escrita” e poderão tentar “ler” os mapas a serem apresentados.

Em seguida, pergunte se eles se acham capazes de se comunicar através dos mapas e se conseguiriam passar aos leitores uma mensagem. Será que para isso é preciso saber usar ferramentas de precisão e cálculos matemáticos? É isso que será visto ao longo da aula.

Para você saber mais:

OLIVEIRA, Lívia de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de. (org.) Cartografia Escolar. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 4 minutos

Orientações: Diga aos alunos que o mapa sempre foi um instrumento usado pelos homens para se orientarem, se localizarem, se informarem, enfim, para se comunicarem. O mapa é uma ferramenta usada pelo cientista e pelo leigo, tanto em atividades profissionais como sociais, culturais e turísticas.

Na Geografia, o mapa é ao mesmo tempo instrumento de trabalho, registro e armazenamento de informação, além de um modo de expressão e comunicação, uma linguagem gráfica (OLIVEIRA, 2010, p. 16).

Em seguida, pergunte em quais contextos os alunos usam mapas e se eles já viram um mapa como o do slide (se não tiver como projetar, distribua este mapa impresso).

Se baseie nas respostas dos alunos e fale que no nosso cotidiano utilizamos constantemente mapas, como ocorre com o GPS nos carros e celulares. A partir de suas informações georreferenciadas por satélites é possível saber o melhor caminho a ser feito para chegar mais rapidamente (ou com mais segurança) ao destino final.

Como adequar à sua realidade: Imprima ou retire na secretaria de turismo da sua cidade um mapa turístico.

Para você saber mais:

O site Global Forest Watch permite que qualquer pessoa acesse as informações sobre o desmatamento no mundo inteiro, praticamente em tempo real. Trata-se de um mapa interativo, que coleta informações de diferentes satélites de monitoramento e transforma esses dados em material visual, conectado aos mapas virtuais do Google.

Disponível em: https://www.globalforestwatch.org/. Acesso em 15 de janeiro de 2019.

SIMIELLI, M. E. R.. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: FANI, A. (org.) A geografia na sala de aula. 8ª ed.. São Paulo: Contexto, 2009.

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

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Tempo sugerido: 7 minutos

Orientações: Diga que nos mapas temáticos não é necessário realizar uma descrição exaustiva de todos os objetos possíveis. Como o próprio nome sugere, um tema é escolhido para ser representado e um ou mais elementos podem ser ressaltados. Um mapa temático de IDH, por exemplo, não levará em conta o relevo do lugar. Já o mapa temático de terras indígenas pode levar em conta o relevo, embora não seja obrigatório, mas não levará em conta, por exemplo, o índice de violência das grandes cidades, o que já seria um outro mapa temático.

Essa problematização consiste em lançar aos alunos algumas questões relativas aos mapas. Eles são reais, fiéis à realidade? Quem produz o mapa? Pode haver uma ou mais intenções ao se produzir um mapa? E o mapa turístico que os alunos têm em mãos? Quem produziu? Qual foi o objetivo? Qual é o público-alvo? Como é a linguagem, os símbolos do mapa? São mais lúdicos?

Com o auxílio de um mapa turístico (ou de empreendimento imobiliário) de sua cidade, peça para que os alunos digam se o que a imagem mostra corresponde à realidade e qual(is) elementos não são mostrados e qual(is) receberam maior destaque. Questione por quê alguns elementos são ressaltados enquanto outros são ocultados.

Fale que o exemplo distribuído é um mapa do Rio de Janeiro distribuído pela Riotur (empresa de turismo do município do Rio de Janeiro que é encarregada pela execução da política de turismo traçada pela administração municipal). No entanto, ele não reflete a realidade, pois virou notícia de jornal de após ter ocultado as favelas da cidade. As indicações em preto sinalizam onde estão as favelas que foram apagadas do mapa.

Em seguida, faça uma comparação com os exemplos entre os mapas turísticos. De maneira geral, a ideia de um mapa turístico é escamotear, apagar as partes ditas “feias” e desinteressantes das cidades e destacar os pontos turísticos. Esses mapas são elaborados com têm esse intuito porque o turismo movimenta bastante capital para as cidades.

Como adequar à sua realidade: Acrescente um mapa turístico da sua cidade e/ou um mapa imobiliário para que eles percebam que algumas características são obliteradas para valorizar o local e convencer o leitor daquele mapa de que trata-se de um ambiente bonito, amplo, agradável, arborizado, etc.

Para você saber mais:

Sobre visão política dos mapas:

HARLEY, Brian. Mapas, saber e poder. Confins: Revista franco-brasileira de geografia, n. 5, 2009. Disponível em: <https://journals.openedition.org/confins/5724?lang=pt>. Acesso em: 15 jan. 2019.

ZARUR, Camila; LIMA Ludmilla. Folheto da Riotur distribuído a turistas tira favelas da geografia da cidade.O Globo. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/rio/folheto-da-riotur-distribuido-turistas-tira-favelas-da-geografia-da-cidade-21806418#ixzz4sMuVfUfA>. Acesso em: 17 jan. 2019.

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Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Fonte dos mapas:

Mapa do metrô de Nova York: NY subway-4D. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em 17 jan 2019.

Mapa África: African countries by Human Development Index. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em: 17 jan. 2019.

Mapa América Invertida: Joaquín Torres García: América Invertida. Wikimedia commons. Disponível em: . Acesso em: 17 jan 2019.

Para você saber mais:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Mapa da África mostrando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de seus países em 2017, com base nos dados do Relatório do Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, divulgado em 14 de setembro de 2018. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Choropleth_maps#/media/File:African_countries_by_Human_Development_Index_(2017).png. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Slide Plano Aula

Orientações: Caso não haja projetor na escola, você pode imprimir os mapas sugeridos ou trazer recortes de outras fontes. Sugiro mapas jornalísticos, mapas turísticos, artísticos, construir um mapa mental, etc. Não esqueça de numerar os mapas para que os alunos possam responder se são mapas ou não na sequência.

Inicie questionando quais dessas representações são mapas. Peça para que discutam entre eles e escrevam no caderno a sequência de 1 a 3 dizendo ao lado do número se aquela imagem é ou não um mapa.

Sem dar uma resposta “correta” sobre quais são mapas ou não, faça a seguinte questão para a turma:

Um croqui feito à mão e um mapa mundi: qual deles é mapa?

Em seguida, diga que apesar de serem radicalmente opostos, ambos podem cumprir a mesma função, mas se olhados com a lente do incremento tecnológico ocupam lugares muito distintos na “hierarquia” de mapas (GIRARDI, 2012, p. 43). O que ocorre ao termos de classificá-los como mapas ou não é uma leitura atrelada à precisão, à acurácia. Se envolve legendas e dados precisos, “é mapa”. Se não, é qualquer outra coisa, menos mapa (GIRARDI, 2012, p. 43).

Embora tenhamos a imagem de mapa como aquele que traz fronteiras, legendas, rosa dos ventos e outros padrões cartográficos, o mapa nada mais é do que uma representação e, por ser uma representação, parte de escolhas de quem o elabora com base em determinadas informações que deseja passar. As anamorfoses geográficas (também trabalhadas nessa habilidade - EFGE0915) e os mapas mentais são exemplos de mapas feitos a partir de escolhas que tem como resultado algo bem diferente do que conhecemos como “mapa-padrão” (GIRARDI, 2012, p. 45).

Assim, todos os mapas, desde os de alta precisão até os mapas mentais, representam um discurso, uma visão de mundo (a visão de quem o elaborou) e, portanto, não é neutro.

Dessa forma, todas as imagens aqui mostradas são mapas.

Diga que também podemos colocar nossas vozes em forma de mapa, e não é preciso ser cartógrafo para isso.

A próxima etapa contará com a criatividade e o senso crítico dos alunos para elaborar seus próprios mapas a partir de outras figuras disponíveis no material trazido para essa aula.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetam à paz, etc.

De maneira geral, os alunos devem buscar retratar por meio dos mapas os debates socioeconômicos que se fazem presentes na geografia.

Mapas e imagens para impressão: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/2K5mbDpK6qa8QAEmW2QjxhC332PzHF4ExFywmXqF7959pbccwgGZ4PJ5vaRc/geo9-15und01-mapas-e-imagens.pdf

Para você saber mais: Nessa obra, o uruguaio Torres-García reduz a América do Sul ao seu contorno, cujo único referencial cartográfico é a Linha do Equador que, convencionalmente, indica a divisão global entre hemisférios Norte e Sul.

Torres-Garcia foi um dos primeiros artistas do século XX a trabalhar com mapas, e dividiu com outros artistas a ideia de usar a América do Sul para evocar o pan-americanismo (JOLLY, 2011). Com tal proposta, ele construiu a ideia de inverter a orientação do mapa, de relativizar uma imagem padronizada de mundo para o entendimento de sua mensagem: valorizar as coisas locais da América na construção de um novo mundo e que, portanto, necessitava de um novo mapa.

Imagem do mapa invertido da América do Sul, de Torres García. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa_-_Am%C3%A9rica_Invertida.jpg. Acesso em 17 de janeiro de 2019.

Sobre o mapa invertido de Torres-García e sua relação com a geografia:

SALES, Carla. Cartografia, arte e visões de mundo na reprodução do “mapa invertido da América do Sul”. Revista Espaço e Cultura (UERJ), n. 39, 2016. pp. 157-174. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/31756. Acesso em 20 de janeiro de 2019.

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Orientações: A imagem desse slide é um mapa mental para ilustrar que constantemente produzimos mapas, sobretudo esse da imagem, chamado mapa mental, que geralmente apresenta nosso bairro, direções para chegar a um determinado lugar, etc. Ele não conta com medidas precisas e rosa dos ventos. Apenas informa de maneira direta e objetiva.

Diga aos alunos que eles dispõem de textos e imagens de revistas e jornais e que o objetivo é passar uma mensagem crítica por meio da montagem com os materiais oferecidos. A base deverá ser um dos mapa mudo (o site do IBGE contém mapas mudo do Brasil e suas regiões e disponíveis. Disponível em: https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html). Em cima do mapa mudo, o aluno pode colar imagens em cima das regiões, recortar alguns estados, virar o mapa de ponta cabeça, pintar, desenhar em determinadas regiões, de maneira que traga uma mensagem crítica.

Deixe que eles criem. Peça para que coloquem um título.

Alguns exemplos de mensagens críticas que podem ser passadas através dos mapas são: recorte do Acre do mapa do Brasil, buracos pintados de preto e cinza para representar as queimadas em algumas regiões do Brasil, inverter o mapa mundi para questionar a visão eurocêntrica de mundo, escrever dentro do continente africano a palavra “PAÍS”, colar em algumas fronteiras figuras que lembrem um muro ou cerca ou, o contrário, simbologias que remetem à paz, etc.

Para você saber mais:

Mapas mudo. IBGE. Disponível em: <https://mapas.ibge.gov.br/escolares/mapas-mudos.html>. Acesso em: 17 jan 2019.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que copiem a seguinte frase no caderno. Destaque que embora os mapas elaborados naquela aula pareçam prontos, eles podem ser refeitos para ampliar ou modificar seu sentido.

Posteriormente, questione se eles se imaginam refazendo alguma parte dos seus mapas (ou todo ele) e porquê.

Peça para que alguns alunos mostrem seus mapas na frente da sala, sem dizer nada sobre ele, por ora. Pergunte aos alunos leitores do mapa o que eles pensam sobre aquele mapa e se eles conseguem compreender a informação que os autores quiseram transmitir.

Após ouvir algumas colocações sobre a interpretação dos leitores sobre o mapa, o aluno deverá revelar suas intenções e justificativas para a elaboração do mapa.

Lembre-se que o objetivo dessa aula é aguçar o senso crítico do aluno e fazer com que ele compreenda que os mapas são repletos de intenções.

Encerre a aula propondo uma exposição no mural da escola.

Para você saber mais:

GIRARDI, Gisele. Mapas alternativos e educação geográfica. Revista Percursos (Florianópolis), v. 13, n. 2, 2012. pp. 39-51. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2759/2196>. Acesso em: 15 jan. 2019.

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