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Plano de aula > História > 8º ano > O Brasil no século XIX

Plano de aula - A Balaiada (1838) - Versões sobre o conflito

Plano de aula de História com atividades para 8º ano do EF sobre A Balaiada (1838) - Versões sobre o conflito

Plano 01 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: João Carlos De Melo Silva

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08H16 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Quadro, giz ou piloto, cópias impressas das fontes da problematização

Fonte 1 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Y2MVuEZrdufFCnguzPrsSGBBVseDdNYfxwaGWbWmcHKWze268y2w3ktnEeT3/his8-16und01-fonte-1-da-problematizacao.pdf

Fonte 2 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FsMzUB7wwU3aUYBZWUCcKgaVuSVtW54cmy6ZaxPnYBne2kGxkuY59NKXDcbF/his8-16und01-fonte-2-da-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

A Balaiada foi uma revolta popular que aconteceu no Maranhão em 1838, no contexto do governo regencial. Uma das principais causas do início da revolta foi o recrutamento violento forçado pelas autoridades locais, que estavam realizando prisões arbitrárias para recrutar homens para a guarda. O vaqueiro Raimundo Gomes, em 1838, atacou o quartel para libertar seu irmão, o que desencadeou uma onda de retaliações que aumentaram ainda mais a pressão sobre uma sociedade já bastante marcada pela violência, desigualdade e pobreza extrema do Brasil do século XIX e seu sistema escravista. Em pouco tempo a revolta tomou proporções muito grandes, agregando também escravizados liderados por Preto Cosme que já vinham envolvidos em lutas de resistência quilombola. Também contou com muitos negros livres, como Manoel Balaio, trabalhadores rurais, pescadores, vaqueiros e outras variedades de indivíduos desprivilegiados daquela sociedade. O levante, que se iniciou por uma causa bastante específica, cresceu até se tornar uma imensa rebelião que ameaçou diretamente o governo imperial.

Alguns vídeos podem ajudar a esmiuçar os eventos e personagens da Balaiada:

https://www.youtube.com/watch?v=ZQ5zsjbUl8M (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Uma História de Amor e Fúria. Trecho do filme brasileiro lançado em 2013. Esse vídeo é centrado na figura de Manoel Balaio. O vídeo mostra de maneira eficiente a diversidade de participantes, as motivações de Balaio e, principalmente, a crueldade da repressão empreendida por Duque de Caxias.

https://www.youtube.com/watch?v=A7B-ExplAvg&t=45s (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Balaiada - A guerra do Maranhão. Neste outro vídeo, vemos uma produção realizada pelo governo do estado do Maranhão. Um pouco menos chamativo que o vídeo anterior, entretanto, mais eficiente ao relatar as motivações de cada um dos líderes.

Objetivo select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientação: Projete ou escreva o objetivo e leia junto com os alunos, de maneira que todos entendam a proposta a ser desenvolvida.

Contexto select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Divida a turma em grupos de 3 ou 4 alunos. Escreva no quadro ou projete a frase para que todos os alunos vejam. Proponha uma discussão sobre a frase.

Por ser um animal feroz, há o risco do leão não ser a metáfora perfeita de espécie desfavorecida que o sentido do provérbio precisa transmitir. Altere esse detalhe do provérbio, se achar necessário.

A intenção ao utilizar esse provérbio é fazer o aluno perceber que é preciso ouvir as versões de todos os envolvidos num fato, pois, só assim, é possível remontá-lo e chegar o mais próximo do ocorrido. Caso contrário, existirá apenas a versão daquele que conta a história, nesse caso o caçador, representando os “vencedores” , aqueles que tem voz e poder para se fazer representado. Já os leões, que não sabem ou não podem falar, representam os “vencidos”, os não letrados da História, os desprovidos de voz e poder. A tendência acaba sendo “glorificar o feito do caçador” e esquecer ou não se importar com os motivos do leão.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações (fonte 1): Distribua cópias da reportagem acima entre metade dos grupos de alunos. A matéria pode ser encontrada na íntegra no link (http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/05/em-caxias-memorial-reconta-historia-da-balaiada.html) - Acesso em: 10 de Novembro de 2018.

Os demais alunos receberão, ao mesmo tempo, outro documento histórico que será apresentado no slide seguinte. Após 15 minutos de análise do texto recebido, os grupos deverão trocar de fonte.

Essa reportagem faz um breve apanhado sobre os eventos da Balaiada e conta um pouco do contexto da construção do Memorial da Balaiada em 1997. Entregue impresso em outra folha ou copie no quadro algumas questões que irão assegurar que pontos importantes não passem despercebidos pela leitura desses alunos.

  • Quais foram os atores históricos da Balaiada e qual era a classe social deles?
  • De que forma o governo imperial tratou a rebelião? Quantos foram mortos?
  • Como o responsável por essas mortes, o Duque de Caxias, passou a ser reconhecido depois disso?
  • Como o historiador entrevistado se refere aos balaios?
  • Qual a versão da História que o historiador defende?

Para você saber mais: A Balaiada foi uma revolta popular que aconteceu no Maranhão em 1838, no contexto do governo regencial. Uma das principais causas do início da revolta foi o recrutamento violento forçado pelas autoridades locais, que estavam realizando prisões arbitrárias para recrutar homens para a guarda. O vaqueiro Raimundo Gomes, em 1838, atacou o quartel para libertar seu irmão, o que desencadeou uma onda de retaliações que aumentaram ainda mais a pressão sobre uma sociedade já bastante marcada pela violência, desigualdade e pobreza extrema do Brasil do século XIX e de sistema escravista. Em pouco tempo a revolta tomou proporções muito grandes, agregando também escravizados liderados por Preto Cosme que já vinham envolvidos em lutas de resistência quilombola. Também contou com muitos negros livres, como Manoel Balaio, trabalhadores rurais, pescadores, vaqueiros e outras variedades de indivíduos desprivilegiados daquela sociedade. O levante, que se iniciou por uma causa bastante específica, cresceu até se tornar uma imensa rebelião que ameaçou diretamente o governo imperial.

Alguns vídeos podem ajudar a esmiuçar os eventos e personagens da Balaiada:

https://www.youtube.com/watch?v=ZQ5zsjbUl8M (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Uma História de Amor e Fúria. Trecho do filme brasileiro lançado em 2013. Esse vídeo é centrado na figura de Manoel Balaio. O vídeo mostra de maneira eficiente a diversidade de participantes, as motivações de Balaio e, principalmente, a crueldade da repressão empreendida por Duque de Caxias.

https://www.youtube.com/watch?v=A7B-ExplAvg&t=45s (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Balaiada - A guerra do Maranhão. Este outro vídeo é uma produção realizada pelo governo do estado do Maranhão. Um pouco menos chamativo que o vídeo anterior, entretanto, mais eficiente ao relatar as motivações de cada um dos líderes.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações (fonte 2): Os demais grupos receberão cópias do relato do jornal Chronica Maranhense que foram escritos em 1839, pouco depois do início da revolta. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FsMzUB7wwU3aUYBZWUCcKgaVuSVtW54cmy6ZaxPnYBne2kGxkuY59NKXDcbF/his8-16und01-fonte-2-da-problematizacao.pdf

Esses grupos estarão realizando a atividade AO MESMO TEMPO em que os demais grupos estarão com a fonte 1. Após 15 minutos de análise do texto recebido, os grupos deverão trocar de fonte.

A fonte original pode ser encontrada aqui:

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749990&pasta=ano%20183&pesq= Acesso em: 10 de novembro de 2018.

Essa reportagem de época fala sobre os ainda recentes acontecimentos da revolta, explicando quais foram as motivações, quem eram os envolvidos, se referindo aos revoltosos como homens perigosos e criminosos. A exemplo da atividade da fonte 1, entregue impresso ou escreva questões no quadro para guiar a leitura da fonte. As questões são:

  • Qual foi o motivo atribuído pelo jornalista ao levante?
  • A visão apresentada pelo jornalista representa qual grupo social da época?
  • De que forma o jornalista se refere ao levante e aos revoltosos?

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Antes de iniciar a atividade de sistematização, destaque novamente o objetivo da aula. Estimule os alunos a perceber e expressar oralmente que as fontes são de épocas distintas e trazem visões diferentes sobre o mesmo acontecimento, e que essa pluralidade de visões sobre os fatos faz parte da ciência histórica. Também é bom ressaltar que é importante que os alunos compreendam que nenhuma das fontes “mentiu” ou está errada, são apenas discursos que partem de pessoas diferentes, em tempos diferentes, de classes sociais diferentes e com objetivos diferentes.

Para finalizar a aula e verificar o aprendizado dos alunos, projete no quadro a tabela acima. Os grupos receberão cópias dessa mesma tabela para completá-la em conjunto.

  • Na primeira linha os alunos precisarão apenas escrever em que ano cada reportagem foi publicada, sendo 2013 para a fonte 1 e 1839 para a fonte 2.
  • Na segunda linha os alunos devem encontrar quais palavras são usadas em cada texto para se referir àqueles amotinados. A fonte 1 se refere à eles como “escravos*, camponeses e brancos pobres” no primeiro parágrafo e como “heróis” e “vencidos” no terceiro. A fonte 2 se refere aos balaios como “cabras”, “homens grosseiros” e “criminosos”, “classes inferiores”, “baixas de cauda curta” , “facinoroso audaz e turbulento”.
  • Na terceira e última linha os alunos devem conversar sobre a resposta e a justificativa. A expectativa é que os alunos percebam que na fonte 1 os balaios são favorecidos, ou seja, o lado dos rebeldes. Para justificar o aluno pode afirmar que chegou a essa conclusão porque no terceiro parágrafo o texto faz várias referências positivas aos balaios e critica a maneira que a história era contada antes. Já a fonte 2 favorece os governantes, pois ao chamar os rebeldes de criminosos e grosseiros o autor da reportagem cria uma imagem negativa sobre eles, o que pode inclusive ser usado como justificativa para reprimi-los.

*Apesar do texto da fonte 1 utilizar a palavra escravo, é importante, no momento da correção, rever com os alunos o uso desse termo. Faça com que eles percebam que, de acordo com a historiografia contemporânea, o termo mais adequado seria escravizado (aquele que foi forçado a essa situação), pois remete a um processo de violência com caráter histórico e social, além de ser uma forma de denúncia à arbitrariedades e abuso de força dos opressores.

Perceba que as duas primeiras linhas da tabela são respostas bastante objetivas que devem ser extraídas diretamente do texto, portanto não há necessidade de dedicar tempo demais a elas. A última linha é a mais importante e mais complexa. É possível também realizá-la em forma de atividade oral, pedindo para que um representante de cada grupo fale o que concluiu. Assim poderá também agilizar a tarefa. Se desejar, escreva no quadro as respostas dadas pelos alunos.

Como adequar à sua realidade: Se não for possível projetar a tabela no quadro, copie-a com piloto ou giz. Na impossibilidade de entregar cópias para cada grupo, peça para que eles usem o caderno e reproduzam o quadro proposto para a atividade.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Este plano está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF08H16 de História, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Materiais necessários: Quadro, giz ou piloto, cópias impressas das fontes da problematização

Fonte 1 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Y2MVuEZrdufFCnguzPrsSGBBVseDdNYfxwaGWbWmcHKWze268y2w3ktnEeT3/his8-16und01-fonte-1-da-problematizacao.pdf

Fonte 2 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FsMzUB7wwU3aUYBZWUCcKgaVuSVtW54cmy6ZaxPnYBne2kGxkuY59NKXDcbF/his8-16und01-fonte-2-da-problematizacao.pdf

Para você saber mais:

A Balaiada foi uma revolta popular que aconteceu no Maranhão em 1838, no contexto do governo regencial. Uma das principais causas do início da revolta foi o recrutamento violento forçado pelas autoridades locais, que estavam realizando prisões arbitrárias para recrutar homens para a guarda. O vaqueiro Raimundo Gomes, em 1838, atacou o quartel para libertar seu irmão, o que desencadeou uma onda de retaliações que aumentaram ainda mais a pressão sobre uma sociedade já bastante marcada pela violência, desigualdade e pobreza extrema do Brasil do século XIX e seu sistema escravista. Em pouco tempo a revolta tomou proporções muito grandes, agregando também escravizados liderados por Preto Cosme que já vinham envolvidos em lutas de resistência quilombola. Também contou com muitos negros livres, como Manoel Balaio, trabalhadores rurais, pescadores, vaqueiros e outras variedades de indivíduos desprivilegiados daquela sociedade. O levante, que se iniciou por uma causa bastante específica, cresceu até se tornar uma imensa rebelião que ameaçou diretamente o governo imperial.

Alguns vídeos podem ajudar a esmiuçar os eventos e personagens da Balaiada:

https://www.youtube.com/watch?v=ZQ5zsjbUl8M (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Uma História de Amor e Fúria. Trecho do filme brasileiro lançado em 2013. Esse vídeo é centrado na figura de Manoel Balaio. O vídeo mostra de maneira eficiente a diversidade de participantes, as motivações de Balaio e, principalmente, a crueldade da repressão empreendida por Duque de Caxias.

https://www.youtube.com/watch?v=A7B-ExplAvg&t=45s (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Balaiada - A guerra do Maranhão. Neste outro vídeo, vemos uma produção realizada pelo governo do estado do Maranhão. Um pouco menos chamativo que o vídeo anterior, entretanto, mais eficiente ao relatar as motivações de cada um dos líderes.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientação: Projete ou escreva o objetivo e leia junto com os alunos, de maneira que todos entendam a proposta a ser desenvolvida.

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Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações: Divida a turma em grupos de 3 ou 4 alunos. Escreva no quadro ou projete a frase para que todos os alunos vejam. Proponha uma discussão sobre a frase.

Por ser um animal feroz, há o risco do leão não ser a metáfora perfeita de espécie desfavorecida que o sentido do provérbio precisa transmitir. Altere esse detalhe do provérbio, se achar necessário.

A intenção ao utilizar esse provérbio é fazer o aluno perceber que é preciso ouvir as versões de todos os envolvidos num fato, pois, só assim, é possível remontá-lo e chegar o mais próximo do ocorrido. Caso contrário, existirá apenas a versão daquele que conta a história, nesse caso o caçador, representando os “vencedores” , aqueles que tem voz e poder para se fazer representado. Já os leões, que não sabem ou não podem falar, representam os “vencidos”, os não letrados da História, os desprovidos de voz e poder. A tendência acaba sendo “glorificar o feito do caçador” e esquecer ou não se importar com os motivos do leão.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 30 minutos

Orientações (fonte 1): Distribua cópias da reportagem acima entre metade dos grupos de alunos. A matéria pode ser encontrada na íntegra no link (http://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2013/05/em-caxias-memorial-reconta-historia-da-balaiada.html) - Acesso em: 10 de Novembro de 2018.

Os demais alunos receberão, ao mesmo tempo, outro documento histórico que será apresentado no slide seguinte. Após 15 minutos de análise do texto recebido, os grupos deverão trocar de fonte.

Essa reportagem faz um breve apanhado sobre os eventos da Balaiada e conta um pouco do contexto da construção do Memorial da Balaiada em 1997. Entregue impresso em outra folha ou copie no quadro algumas questões que irão assegurar que pontos importantes não passem despercebidos pela leitura desses alunos.

  • Quais foram os atores históricos da Balaiada e qual era a classe social deles?
  • De que forma o governo imperial tratou a rebelião? Quantos foram mortos?
  • Como o responsável por essas mortes, o Duque de Caxias, passou a ser reconhecido depois disso?
  • Como o historiador entrevistado se refere aos balaios?
  • Qual a versão da História que o historiador defende?

Para você saber mais: A Balaiada foi uma revolta popular que aconteceu no Maranhão em 1838, no contexto do governo regencial. Uma das principais causas do início da revolta foi o recrutamento violento forçado pelas autoridades locais, que estavam realizando prisões arbitrárias para recrutar homens para a guarda. O vaqueiro Raimundo Gomes, em 1838, atacou o quartel para libertar seu irmão, o que desencadeou uma onda de retaliações que aumentaram ainda mais a pressão sobre uma sociedade já bastante marcada pela violência, desigualdade e pobreza extrema do Brasil do século XIX e de sistema escravista. Em pouco tempo a revolta tomou proporções muito grandes, agregando também escravizados liderados por Preto Cosme que já vinham envolvidos em lutas de resistência quilombola. Também contou com muitos negros livres, como Manoel Balaio, trabalhadores rurais, pescadores, vaqueiros e outras variedades de indivíduos desprivilegiados daquela sociedade. O levante, que se iniciou por uma causa bastante específica, cresceu até se tornar uma imensa rebelião que ameaçou diretamente o governo imperial.

Alguns vídeos podem ajudar a esmiuçar os eventos e personagens da Balaiada:

https://www.youtube.com/watch?v=ZQ5zsjbUl8M (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Uma História de Amor e Fúria. Trecho do filme brasileiro lançado em 2013. Esse vídeo é centrado na figura de Manoel Balaio. O vídeo mostra de maneira eficiente a diversidade de participantes, as motivações de Balaio e, principalmente, a crueldade da repressão empreendida por Duque de Caxias.

https://www.youtube.com/watch?v=A7B-ExplAvg&t=45s (Acesso em: 10 de Novembro de 2018). Balaiada - A guerra do Maranhão. Este outro vídeo é uma produção realizada pelo governo do estado do Maranhão. Um pouco menos chamativo que o vídeo anterior, entretanto, mais eficiente ao relatar as motivações de cada um dos líderes.

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Orientações (fonte 2): Os demais grupos receberão cópias do relato do jornal Chronica Maranhense que foram escritos em 1839, pouco depois do início da revolta. https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/FsMzUB7wwU3aUYBZWUCcKgaVuSVtW54cmy6ZaxPnYBne2kGxkuY59NKXDcbF/his8-16und01-fonte-2-da-problematizacao.pdf

Esses grupos estarão realizando a atividade AO MESMO TEMPO em que os demais grupos estarão com a fonte 1. Após 15 minutos de análise do texto recebido, os grupos deverão trocar de fonte.

A fonte original pode ser encontrada aqui:

http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=749990&pasta=ano%20183&pesq= Acesso em: 10 de novembro de 2018.

Essa reportagem de época fala sobre os ainda recentes acontecimentos da revolta, explicando quais foram as motivações, quem eram os envolvidos, se referindo aos revoltosos como homens perigosos e criminosos. A exemplo da atividade da fonte 1, entregue impresso ou escreva questões no quadro para guiar a leitura da fonte. As questões são:

  • Qual foi o motivo atribuído pelo jornalista ao levante?
  • A visão apresentada pelo jornalista representa qual grupo social da época?
  • De que forma o jornalista se refere ao levante e aos revoltosos?

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Antes de iniciar a atividade de sistematização, destaque novamente o objetivo da aula. Estimule os alunos a perceber e expressar oralmente que as fontes são de épocas distintas e trazem visões diferentes sobre o mesmo acontecimento, e que essa pluralidade de visões sobre os fatos faz parte da ciência histórica. Também é bom ressaltar que é importante que os alunos compreendam que nenhuma das fontes “mentiu” ou está errada, são apenas discursos que partem de pessoas diferentes, em tempos diferentes, de classes sociais diferentes e com objetivos diferentes.

Para finalizar a aula e verificar o aprendizado dos alunos, projete no quadro a tabela acima. Os grupos receberão cópias dessa mesma tabela para completá-la em conjunto.

  • Na primeira linha os alunos precisarão apenas escrever em que ano cada reportagem foi publicada, sendo 2013 para a fonte 1 e 1839 para a fonte 2.
  • Na segunda linha os alunos devem encontrar quais palavras são usadas em cada texto para se referir àqueles amotinados. A fonte 1 se refere à eles como “escravos*, camponeses e brancos pobres” no primeiro parágrafo e como “heróis” e “vencidos” no terceiro. A fonte 2 se refere aos balaios como “cabras”, “homens grosseiros” e “criminosos”, “classes inferiores”, “baixas de cauda curta” , “facinoroso audaz e turbulento”.
  • Na terceira e última linha os alunos devem conversar sobre a resposta e a justificativa. A expectativa é que os alunos percebam que na fonte 1 os balaios são favorecidos, ou seja, o lado dos rebeldes. Para justificar o aluno pode afirmar que chegou a essa conclusão porque no terceiro parágrafo o texto faz várias referências positivas aos balaios e critica a maneira que a história era contada antes. Já a fonte 2 favorece os governantes, pois ao chamar os rebeldes de criminosos e grosseiros o autor da reportagem cria uma imagem negativa sobre eles, o que pode inclusive ser usado como justificativa para reprimi-los.

*Apesar do texto da fonte 1 utilizar a palavra escravo, é importante, no momento da correção, rever com os alunos o uso desse termo. Faça com que eles percebam que, de acordo com a historiografia contemporânea, o termo mais adequado seria escravizado (aquele que foi forçado a essa situação), pois remete a um processo de violência com caráter histórico e social, além de ser uma forma de denúncia à arbitrariedades e abuso de força dos opressores.

Perceba que as duas primeiras linhas da tabela são respostas bastante objetivas que devem ser extraídas diretamente do texto, portanto não há necessidade de dedicar tempo demais a elas. A última linha é a mais importante e mais complexa. É possível também realizá-la em forma de atividade oral, pedindo para que um representante de cada grupo fale o que concluiu. Assim poderá também agilizar a tarefa. Se desejar, escreva no quadro as respostas dadas pelos alunos.

Como adequar à sua realidade: Se não for possível projetar a tabela no quadro, copie-a com piloto ou giz. Na impossibilidade de entregar cópias para cada grupo, peça para que eles usem o caderno e reproduzam o quadro proposto para a atividade.

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