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Plano de aula > Geografia > 7º ano > O sujeito e seu lugar no mundo

Plano de aula - Os povos indígenas na formação do território brasileiro

Plano de aula de Geografia com atividades para 7° ano do Fundamental sobre Analisar a imagem estereotipada dos povos indígenas na formação territorial brasileira

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Jéssica Da Silva Rodrigues Cecim

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GEO01 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade está relacionada com a formação territorial do Brasil em uma perspectiva que aborde, sobretudo, os imaginários estereotipados dos alunos em relação à formação do território e às paisagens brasileiras. Trata-se do aluno compreender, por meio de imagens, vídeos, músicas, mapas, literatura, dialogia, dentre outros recursos, os processos de formação territorial do Brasil e de suas regionalizações ao longo do tempo com foco nas concepções e ideias construídas sobre o território. Este plano, especificamente, tem o objetivo de discutir os estereótipos relacionados aos povos formadores do território brasileiro, com destaque para as populações indígenas, construindo, juntamente com os alunos, uma outra narrativa que aponte também para a legitimidade de suas territorialidades e suas ações de resistência, mesmo entendendo que estas populações são heterogêneas entre si. Desta forma, faz uso de discussões acerca de imagens e mapa com o intuito de pensar outras possibilidades de representação destes povos, seguida de uma atividade individual de produção de imagens com posterior socialização e discussões acerca das representações.

Materiais necessários:

-Quadro

-Projetor para as imagens e mapa (caso não seja possível projetar, é possível imprimir ou ainda buscar algumas imagens em livros didáticos, apostilas, revistas e etc. Da mesma forma, o mapa das Capitanias Hereditárias de Luís Teixeira é bastante recorrente em livros didáticos)

- Uma folha sulfite por aluno, lápis grafite, borracha, lápis de cor

Material complementar:

Imagens utilizadas nas etapas de Contextualização

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fgpVU28uZrDZD67gSEMewFBy85hZW4XgJ4USnsN8c2rZbrAHVWnDHdcBqJTb/ge07-01und03-imagens-de-contextualizacao-e-problematizacao.pdf

Link para os mapas - Capitanias Hereditárias (Luís Teixeira):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/y4FMxUG7PRRRrwJ2n2n7An967dqGFBZFnkQj4ggh5NmwgqdKRUQqJzyDFct2/ge07-01und03-problematizacao-mapa-capitanias-hereditarias.pdf

MARQUES, Marília. Índios protestam em Brasília por demarcação de terras. Reportagem do G1, Distrito Federal, 2018. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/07/indios-protestam-em-brasilia-por-demarcacao-de-terras.ghtml (Acesso em: 08/12/2018)

Jornalismo - TV Senado. Índios protestam no Congresso Nacional. TV Senado. 2014 (1m03s). Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=lhm4Wi6HcBQ (Acesso em 19/12/2018)

Para você saber mais: Esta aula tem seu foco voltado à uma busca pela desconstrução de alguns estereótipos relacionados aos povos indígenas na formação territorial do Brasil. Trata-se de pensar suas existências para além de uma “contribuição” à formação territorial brasileira. Refere-se a considerá-la como basilar na nossa constituição territorial. Neste plano, o intento é abrir possibilidades de se pensar as diferentes formas de cada grupo em cada contexto de se relacionar com o território sem a criação de uma hierarquização entre formas de existir, considerando os povos indígenas em seus movimentos de resistência e manifestações pelo direito de exercer sua territorialidade como um movimento legítimo.

LOBACK, Vitor; BEZERRA, Amélia Cristina Alves. A formação territorial do Brasil nos livros didáticos: uma abordagem descolonial. Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES. Out-Dez, 2018.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6qr7q5DuDK9MkkAJP2w2hqfkcdUpupbTJBK5hK9W5pSvSW7jVd3r3kVtMfKc/a-formacao-territorial-do-brasil-nos-livros-didaticos-uma-abordagem-descolonial-loback-e-bezerra.pdf

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

GALLOIS, Dominique Tilkin. Terras ocupadas?Territórios? Territorialidade? Terras Indígenas e Unidades de Conservação, Instituto Socioambiental. s/d p.37-41 Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DmxpvnRRN8caD6tANTf9pqUT7MmJv3Mj7vTuFTJwx7C9U42qCQ84UhHGwJzX/dgallois-1.pdf (Acesso em 03/02/2019)

FERREIRA, Denison da Silva. Território, territorialidade e seus múltiplos enfoques na ciência Geográfica. Campo-Território: Revista de Geografia Agrária, v. 9, nº17, p.111-135. 2014

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/j5UxMC4effnhXJkbNmDRTcSbHExc28gebd9awaYGzEWJN6RVEje4zF5W4t5m/territorio-territorialidade-e-seus-multiplos-enfoques-na-ciencia-geografica-denisonsferreira.pdf

Contextos prévios: Para esta aula é aconselhado que os alunos estejam familiarizados com termos como território, nação e territorialidade. Em relação ao território, de forma resumida, trata-se de relacionar sua existência à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e, no que se refere à concepção de nação, pode-se pensar no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades. No que tange à territorialidade, segundo a professora Maria Encarnação Beltrão Sposito, trata-se de considerar as características que o território ganha de acordo com a sua utilização e sua incorporação pelo ser humano. Assim, para o professor Rogério Haesbaert, a territorialidade incorpora uma dimensão política, econômica e cultural e está ligada ao modo como as pessoas utilizam a terra, como se organizam no espaço e dão significado ao lugar.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Escreva no quadro ou projete o tema da aula para os alunos. Explique aos alunos que nesta aula vocês discutirão sobre as concepções construídas sobre os povos indígenas ao longo do processo de formação territorial do Brasil. É importante destacar que, mesmo usando expressões como “povos indígenas”, ou ainda “os indígenas”, esses grupos são distintos entre si, ou seja, cada qual apresenta sua especificidade e modo de vida e o que estamos realizando é, de certa maneira, uma generalização.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Apresente as imagens dos grupos indígenas aos alunos. Pergunte se eles já viram imagens como as que você está apresentando. Questione sobre o que eles vêm nas imagens, peça para que eles as descrevam. Na imagem de Debret pergunte sobre como os indígenas estão sendo conduzidos, quais são as expressões que carregam. Caso os alunos não percebam, aponte para a escolta armada, ao passo que as pessoas conduzidas não apresentam nenhum tipo de arma, se há pessoas presas, se as crianças parecem tranquilas ou assustadas, dentre outros apontamentos que possam eventualmente surgir.

Por fim, questione sobre qual seria, ou quais seriam, a(s) mensagem (s)que essas imagens passam em relação aos povos que tentam representar? É importante discutir com os alunos que as imagens possuem intencionalidades, ou seja, carregam mensagens e ideias sobre a situação, personagem ou acontecimento retratado.

Caso não seja possível projetar ou imprimir a imagem para os alunos, é possível utilizar imagens do livro didático ou apostila. Algumas das imagens aqui apresentadas talvez já se encontrem nos livros didáticos ou ao menos imagens muito semelhantes a essas.

Materiais complementares

Arquivo com as imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fgpVU28uZrDZD67gSEMewFBy85hZW4XgJ4USnsN8c2rZbrAHVWnDHdcBqJTb/ge07-01und03-imagens-de-contextualizacao-e-problematizacao.pdf

Para você saber mais: Em muitas imagens presentes na internet, livros didáticos, apostilas e etc., vemos representações estereotipadas, de modo que estes povos aparecem frequentemente subjugados e à mercê do grupo colonizador. Este plano não apresenta o objetivo de negar as condições de precariedade e violência a que estes povos foram submetidos, mas de construir, juntamente com os alunos, uma outra narrativa que aponte também para a legitimidade de suas territorialidades na formação do território brasileiro e suas ações de resistência, mesmo entendendo que estas populações são heterogêneas entre si.

LOBACK, Vitor; BEZERRA, Amélia Cristina Alves. A formação territorial do Brasil nos livros didáticos: uma abordagem descolonial. Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES. Out-Dez, 2018.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6qr7q5DuDK9MkkAJP2w2hqfkcdUpupbTJBK5hK9W5pSvSW7jVd3r3kVtMfKc/a-formacao-territorial-do-brasil-nos-livros-didaticos-uma-abordagem-descolonial-loback-e-bezerra.pdf

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em Dezembro de 2018)

ANTUNES, Cristina. A Viagem Pitoresca de Debret. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Sem data. Disponível em:

https://www.bbm.usp.br/node/68 (Acesso em Dezembro de 2018)

LEÃO, Gabriel Bertozzi; RODRIGUES, Poliana Jardim. Revisitando Rugendas e Debret. XVIII Encontro Regional (ANPUH-Mariana, MG). 24-27 de julho de 2012.

http://www.encontro2012.mg.anpuh.org/resources/anais/24/1340761579_ARQUIVO_RedescobrindoRugendaseDebret.pdf

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

É importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos (imagem esta que, para além do vestuário, enquadra todos os grupos indígenas em uma mesma categoria, negligenciado a diversidade de culturas entre os povos). Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e às terras reivindicadas pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por terra” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que segue construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Materiais complementares

Mapa das Capitanias Hereditárias: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/y4FMxUG7PRRRrwJ2n2n7An967dqGFBZFnkQj4ggh5NmwgqdKRUQqJzyDFct2/ge07-01und03-problematizacao-mapa-capitanias-hereditarias.pdf

Reportagem do G1: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/07/indios-protestam-em-brasilia-por-demarcacao-de-terras.ghtml

Reportagem da TV Senado: https://www.youtube.com/watch?v=lhm4Wi6HcBQ (Acesso em 19/12/2018)

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

De acordo com a Constituição de 1988, a União tem o dever de garantir os direitos originários sobre as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas, demarcando-as, protegendo-as e fazendo respeitar seus bens, posto que as terras demandadas pelos povos indígenas é necessária para sua reprodução física e cultural. Desta forma, há o reconhecimento da ocupação do território pela população indígena em momento ainda anterior à formação do Estado brasileiro. Para a antropóloga Dominique Gallois, é preciso ir além das tensões noticiadas pela mídia, pensando em uma trajetória histórica dos conflitos. Segundo a autora, as próprias relações que estabelecemos entre “terra” e “território” precisam ser repensadas pela dificuldade em estabelecer correspondências semânticas entre esses conceitos e os conceitos indígenas, posto que operam diferentes lógicas espaciais (seja entre as noções ocidentais de “terra” e “território”, seja entre os diversos grupos indígenas que também são plurais entre si).

GALLOIS, Dominique Tilkin. Terras ocupadas?Territórios? Territorialidade? Terras Indígenas e Unidades de Conservação, Instituto Socioambiental. s/d p.37-41 Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DmxpvnRRN8caD6tANTf9pqUT7MmJv3Mj7vTuFTJwx7C9U42qCQ84UhHGwJzX/dgallois-1.pdf (Acesso em 03/02/2019)

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

BRASIL. Constituição da República Federativa de 1988. Presidência da República, Casa Civil. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm (Acesso em 30/01/2019)

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

Neste ponto é importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, com os alunos que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos. Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e os territórios reivindicados pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por território” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que seguem construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

Neste ponto é importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, com os alunos que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos. Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e os territórios reivindicados pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por território” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que seguem construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Esta etapa consiste em pedir para que os alunos, individualmente, façam um desenho de como acreditam que seria a perspectiva de um indígena sobre os acontecimentos históricos relacionados ao território que foram discutidos até então durante a aula. Questione: será que as representações seriam, necessariamente, como a da imagem da contextualização? Se necessário, volte rapidamente nessa imagem para que eles a relembrem.

Como adequar à sua realidade: Caso a escola se localize em comunidades indígenas, peça para que os alunos desenhem sobre a história do local, seus processos e conquistas.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que os alunos socializem os desenhos que fizeram e aponte para as diferenças e semelhanças entre eles. É possível que apareçam desenhos que subvertam a lógica apresentada na imagem de contextualização e desenhos que reforcem estereótipos de passividade dos grupos indígenas, por exemplo. Nenhum desenho está errado e, tampouco, deve ser tratado como tal. Aproveite essa situação, caso ocorra, para evidenciar como estereótipos são difíceis de serem quebrados, pois são ideias que são reforçadas por diversas fontes, como livros, revistas, quadrinhos, filmes, novelas, nas conversas do cotidiano e etc. ao longo do tempo. Aponte que as representações apresentam pontos de vista distintos sempre a depender de quem as criou, em que época, com que ponto de vista e com qual objetivo. Desta forma, é importante que estejamos sempre atentos às intencionalidades das imagens com as quais nos deparamos no dia a dia, seja em um livro didático, apostilas, ou ainda e, principalmente, nos meios de comunicação. O mesmo ocorre não apenas com imagens, mas também quando lemos um texto, assistimos um filme, um documentário ou ouvimos uma música. Destaque que as imagens que eles produziram tinham um propósito (pensar em uma outra perspectiva de representação do indígena diferente da imagem da contextualização), que foram criadas a partir do contexto da aula de Geografia e que foram feitas por eles, que são sujeitos que carregam suas próprias crenças e visões de mundo, o que resultou em imagens parecidas, mas também, provavelmente, distintas entre si.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GEO01 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

Esta habilidade está relacionada com a formação territorial do Brasil em uma perspectiva que aborde, sobretudo, os imaginários estereotipados dos alunos em relação à formação do território e às paisagens brasileiras. Trata-se do aluno compreender, por meio de imagens, vídeos, músicas, mapas, literatura, dialogia, dentre outros recursos, os processos de formação territorial do Brasil e de suas regionalizações ao longo do tempo com foco nas concepções e ideias construídas sobre o território. Este plano, especificamente, tem o objetivo de discutir os estereótipos relacionados aos povos formadores do território brasileiro, com destaque para as populações indígenas, construindo, juntamente com os alunos, uma outra narrativa que aponte também para a legitimidade de suas territorialidades e suas ações de resistência, mesmo entendendo que estas populações são heterogêneas entre si. Desta forma, faz uso de discussões acerca de imagens e mapa com o intuito de pensar outras possibilidades de representação destes povos, seguida de uma atividade individual de produção de imagens com posterior socialização e discussões acerca das representações.

Materiais necessários:

-Quadro

-Projetor para as imagens e mapa (caso não seja possível projetar, é possível imprimir ou ainda buscar algumas imagens em livros didáticos, apostilas, revistas e etc. Da mesma forma, o mapa das Capitanias Hereditárias de Luís Teixeira é bastante recorrente em livros didáticos)

- Uma folha sulfite por aluno, lápis grafite, borracha, lápis de cor

Material complementar:

Imagens utilizadas nas etapas de Contextualização

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fgpVU28uZrDZD67gSEMewFBy85hZW4XgJ4USnsN8c2rZbrAHVWnDHdcBqJTb/ge07-01und03-imagens-de-contextualizacao-e-problematizacao.pdf

Link para os mapas - Capitanias Hereditárias (Luís Teixeira):

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/y4FMxUG7PRRRrwJ2n2n7An967dqGFBZFnkQj4ggh5NmwgqdKRUQqJzyDFct2/ge07-01und03-problematizacao-mapa-capitanias-hereditarias.pdf

MARQUES, Marília. Índios protestam em Brasília por demarcação de terras. Reportagem do G1, Distrito Federal, 2018. https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/07/indios-protestam-em-brasilia-por-demarcacao-de-terras.ghtml (Acesso em: 08/12/2018)

Jornalismo - TV Senado. Índios protestam no Congresso Nacional. TV Senado. 2014 (1m03s). Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=lhm4Wi6HcBQ (Acesso em 19/12/2018)

Para você saber mais: Esta aula tem seu foco voltado à uma busca pela desconstrução de alguns estereótipos relacionados aos povos indígenas na formação territorial do Brasil. Trata-se de pensar suas existências para além de uma “contribuição” à formação territorial brasileira. Refere-se a considerá-la como basilar na nossa constituição territorial. Neste plano, o intento é abrir possibilidades de se pensar as diferentes formas de cada grupo em cada contexto de se relacionar com o território sem a criação de uma hierarquização entre formas de existir, considerando os povos indígenas em seus movimentos de resistência e manifestações pelo direito de exercer sua territorialidade como um movimento legítimo.

LOBACK, Vitor; BEZERRA, Amélia Cristina Alves. A formação territorial do Brasil nos livros didáticos: uma abordagem descolonial. Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES. Out-Dez, 2018.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6qr7q5DuDK9MkkAJP2w2hqfkcdUpupbTJBK5hK9W5pSvSW7jVd3r3kVtMfKc/a-formacao-territorial-do-brasil-nos-livros-didaticos-uma-abordagem-descolonial-loback-e-bezerra.pdf

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

GALLOIS, Dominique Tilkin. Terras ocupadas?Territórios? Territorialidade? Terras Indígenas e Unidades de Conservação, Instituto Socioambiental. s/d p.37-41 Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DmxpvnRRN8caD6tANTf9pqUT7MmJv3Mj7vTuFTJwx7C9U42qCQ84UhHGwJzX/dgallois-1.pdf (Acesso em 03/02/2019)

FERREIRA, Denison da Silva. Território, territorialidade e seus múltiplos enfoques na ciência Geográfica. Campo-Território: Revista de Geografia Agrária, v. 9, nº17, p.111-135. 2014

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/j5UxMC4effnhXJkbNmDRTcSbHExc28gebd9awaYGzEWJN6RVEje4zF5W4t5m/territorio-territorialidade-e-seus-multiplos-enfoques-na-ciencia-geografica-denisonsferreira.pdf

Contextos prévios: Para esta aula é aconselhado que os alunos estejam familiarizados com termos como território, nação e territorialidade. Em relação ao território, de forma resumida, trata-se de relacionar sua existência à uma porção do espaço geográfico delimitado por fronteiras e baseado em relações de poder e, no que se refere à concepção de nação, pode-se pensar no âmbito de questões identitárias/culturais e de pertencimento de determinadas comunidades. No que tange à territorialidade, segundo a professora Maria Encarnação Beltrão Sposito, trata-se de considerar as características que o território ganha de acordo com a sua utilização e sua incorporação pelo ser humano. Assim, para o professor Rogério Haesbaert, a territorialidade incorpora uma dimensão política, econômica e cultural e está ligada ao modo como as pessoas utilizam a terra, como se organizam no espaço e dão significado ao lugar.

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Escreva no quadro ou projete o tema da aula para os alunos. Explique aos alunos que nesta aula vocês discutirão sobre as concepções construídas sobre os povos indígenas ao longo do processo de formação territorial do Brasil. É importante destacar que, mesmo usando expressões como “povos indígenas”, ou ainda “os indígenas”, esses grupos são distintos entre si, ou seja, cada qual apresenta sua especificidade e modo de vida e o que estamos realizando é, de certa maneira, uma generalização.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Apresente as imagens dos grupos indígenas aos alunos. Pergunte se eles já viram imagens como as que você está apresentando. Questione sobre o que eles vêm nas imagens, peça para que eles as descrevam. Na imagem de Debret pergunte sobre como os indígenas estão sendo conduzidos, quais são as expressões que carregam. Caso os alunos não percebam, aponte para a escolta armada, ao passo que as pessoas conduzidas não apresentam nenhum tipo de arma, se há pessoas presas, se as crianças parecem tranquilas ou assustadas, dentre outros apontamentos que possam eventualmente surgir.

Por fim, questione sobre qual seria, ou quais seriam, a(s) mensagem (s)que essas imagens passam em relação aos povos que tentam representar? É importante discutir com os alunos que as imagens possuem intencionalidades, ou seja, carregam mensagens e ideias sobre a situação, personagem ou acontecimento retratado.

Caso não seja possível projetar ou imprimir a imagem para os alunos, é possível utilizar imagens do livro didático ou apostila. Algumas das imagens aqui apresentadas talvez já se encontrem nos livros didáticos ou ao menos imagens muito semelhantes a essas.

Materiais complementares

Arquivo com as imagens: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/fgpVU28uZrDZD67gSEMewFBy85hZW4XgJ4USnsN8c2rZbrAHVWnDHdcBqJTb/ge07-01und03-imagens-de-contextualizacao-e-problematizacao.pdf

Para você saber mais: Em muitas imagens presentes na internet, livros didáticos, apostilas e etc., vemos representações estereotipadas, de modo que estes povos aparecem frequentemente subjugados e à mercê do grupo colonizador. Este plano não apresenta o objetivo de negar as condições de precariedade e violência a que estes povos foram submetidos, mas de construir, juntamente com os alunos, uma outra narrativa que aponte também para a legitimidade de suas territorialidades na formação do território brasileiro e suas ações de resistência, mesmo entendendo que estas populações são heterogêneas entre si.

LOBACK, Vitor; BEZERRA, Amélia Cristina Alves. A formação territorial do Brasil nos livros didáticos: uma abordagem descolonial. Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Departamento de Geografia da UFES. Out-Dez, 2018.

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6qr7q5DuDK9MkkAJP2w2hqfkcdUpupbTJBK5hK9W5pSvSW7jVd3r3kVtMfKc/a-formacao-territorial-do-brasil-nos-livros-didaticos-uma-abordagem-descolonial-loback-e-bezerra.pdf

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em Dezembro de 2018)

ANTUNES, Cristina. A Viagem Pitoresca de Debret. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Sem data. Disponível em:

https://www.bbm.usp.br/node/68 (Acesso em Dezembro de 2018)

LEÃO, Gabriel Bertozzi; RODRIGUES, Poliana Jardim. Revisitando Rugendas e Debret. XVIII Encontro Regional (ANPUH-Mariana, MG). 24-27 de julho de 2012.

http://www.encontro2012.mg.anpuh.org/resources/anais/24/1340761579_ARQUIVO_RedescobrindoRugendaseDebret.pdf

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 18 minutos

Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

É importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos (imagem esta que, para além do vestuário, enquadra todos os grupos indígenas em uma mesma categoria, negligenciado a diversidade de culturas entre os povos). Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e às terras reivindicadas pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por terra” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que segue construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Materiais complementares

Mapa das Capitanias Hereditárias: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/y4FMxUG7PRRRrwJ2n2n7An967dqGFBZFnkQj4ggh5NmwgqdKRUQqJzyDFct2/ge07-01und03-problematizacao-mapa-capitanias-hereditarias.pdf

Reportagem do G1: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2018/08/07/indios-protestam-em-brasilia-por-demarcacao-de-terras.ghtml

Reportagem da TV Senado: https://www.youtube.com/watch?v=lhm4Wi6HcBQ (Acesso em 19/12/2018)

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

De acordo com a Constituição de 1988, a União tem o dever de garantir os direitos originários sobre as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas, demarcando-as, protegendo-as e fazendo respeitar seus bens, posto que as terras demandadas pelos povos indígenas é necessária para sua reprodução física e cultural. Desta forma, há o reconhecimento da ocupação do território pela população indígena em momento ainda anterior à formação do Estado brasileiro. Para a antropóloga Dominique Gallois, é preciso ir além das tensões noticiadas pela mídia, pensando em uma trajetória histórica dos conflitos. Segundo a autora, as próprias relações que estabelecemos entre “terra” e “território” precisam ser repensadas pela dificuldade em estabelecer correspondências semânticas entre esses conceitos e os conceitos indígenas, posto que operam diferentes lógicas espaciais (seja entre as noções ocidentais de “terra” e “território”, seja entre os diversos grupos indígenas que também são plurais entre si).

GALLOIS, Dominique Tilkin. Terras ocupadas?Territórios? Territorialidade? Terras Indígenas e Unidades de Conservação, Instituto Socioambiental. s/d p.37-41 Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/DmxpvnRRN8caD6tANTf9pqUT7MmJv3Mj7vTuFTJwx7C9U42qCQ84UhHGwJzX/dgallois-1.pdf (Acesso em 03/02/2019)

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

BRASIL. Constituição da República Federativa de 1988. Presidência da República, Casa Civil. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm (Acesso em 30/01/2019)

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Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

Neste ponto é importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, com os alunos que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos. Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e os territórios reivindicados pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por território” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que seguem construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

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Orientações: Apresente, a partir de projeção ou material impresso, o mapa das Capitanias Hereditárias aos alunos. Auxilie para que os alunos se familiarizem com o mapa, reparem na Rosa dos Ventos e qual é a sua função, se percebem que as linhas demarcadas no mapa representam fronteiras. Aponte este mapa não é recente, datando do século XVI (em torno de 1574) e que por isso pode nos parecer um pouco diferentes dos mapas com os quais estamos mais habituados, como os mapas do IBGE, por exemplo. Nesta etapa espera-se que os alunos entrem em contato com esta forma de administração do território colonial português e que possam analisar este processo de divisão de terras levando em consideração a ocupação dos povos que já habitavam estes espaços antes da divisão. Desta forma, questione:

  • Que grupo definiu essas divisões territoriais?
  • Será que estes espaços já não eram habitados antes do início da colonização realizada pela Coroa Portuguesa?

Neste ponto é importante que os alunos apontem a presença de grupos indígenas no território antes da chegada dos portugueses e reflitam sobre uma delimitação de fronteiras pelos colonizadores em espaços que já apresentam suas próprias configurações. Assim, territórios e formas de se relacionar com o espaço já existiam antes da colonização.

Ao apresentar a reportagem do G1 “Índios protestam em Brasília por demarcação de terras” peça para que os alunos analisem a imagem e a mulher nela representada. Discuta, rapidamente, com os alunos que as vestes utilizadas pela mulher não a tornam menos indígena, apesar das imagens que carregamos sobre os modos de vestir destes povos. Pergunte aos alunos se eles imaginam do que se trata o protesto dos Guarani e Kaiowá acerca da demarcação de terras. Na imagem da reportagem da TV Senado, temos uma manifestação contra alterações nos processos de demarcação de terras e questionamentos similares podem ser levantados.

Estabeleça um diálogo de modo a discutir que mesmo com nossas fronteiras “definidas” os conflitos territoriais dentro de um mesmo território não cessam. Construa, juntamente com os alunos, uma relação entre a ocupação territorial à época das Capitanias e os territórios reivindicados pela população indígena atualmente. Questione:

  • Por que é importante para um grupo ter um território definido para viver?

É importante que neste momento da aula apareçam narrativas de resistência desses grupos e sobre a legitimidade de suas reivindicações e formas de ocupar o território (territorialidade). A questão “Como podemos pensar alguns grupos indígenas em suas demandas por território” se relaciona com os demais questionamentos levantados até então e deve levantar nos alunos a principal questão de que muitos desses povos permanecem em reivindicações por terras em todo país. Esta questão tem o objetivo de auxiliar na desconstrução de um estereótipo de passividade muitas vezes relacionado aos indígenas de modo geral e contextualizar uma situação de conflitos que seguem construindo o território brasileiro até hoje. Este questionamento pode gerar diversas respostas e não é preciso que se feche a aula em apenas uma delas, no entanto, é importante que entre as reflexões geradas nos alunos apareçam respostas que apontem a luta dos diversos grupos indígenas pelo direito à um espaço onde possam exercer seus modos de vida.

Caso não seja possível projetar o mapa, busque-o no livro didático ou apostila. Caso não seja possível projetar ou levar a reportagem, escreva na lousa o seu título, levantando os questionamentos sugeridos no plano da mesma forma.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza em comunidades indígenas questione os alunos acerca da história do local onde a escola se encontra, seus processos e conquistas.

Para você saber mais:

CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é. Entrevista ao Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental, 2006. Disponível em:

https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/WRyrFAnjrUcCeX5D63BGXRsYrZTjv6PpAdPQqdZhQYVVxYf48ECvWgHNS6cG/no-brasil-todo-mundo-e-indio.pdf (Acesso em 18/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

BRASIL, Ministério da Educação. Índios no Brasil I - Cadernos da TV Escola, 2001. 96 p.

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me001985.pdf

MATOGROSSO, Ney. Demarcação já!. (15:00 min) 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=HnR2EsH9dac (Acesso em 08/12/2018)

ISA. Menos Preconceito Mais Índio. Instituto Socioambiental. 2017 (01m31s) Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=uuzTSTmIaUc Acesso em (19/12/2018)

LIZIERO, Adriano. A luta dos índios Munduruku contra hidrelétrica contada visualmente. Maio, 2017. Disponível em:

https://geografiavisual.com.br/quadrinhos-e-ilustracoes/a-luta-dos-indios-munduruku-contra-hidreletrica-contada-visualmente (Acesso em 20/12/2018)

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Tempo sugerido: 15 minutos

Orientações: Esta etapa consiste em pedir para que os alunos, individualmente, façam um desenho de como acreditam que seria a perspectiva de um indígena sobre os acontecimentos históricos relacionados ao território que foram discutidos até então durante a aula. Questione: será que as representações seriam, necessariamente, como a da imagem da contextualização? Se necessário, volte rapidamente nessa imagem para que eles a relembrem.

Como adequar à sua realidade: Caso a escola se localize em comunidades indígenas, peça para que os alunos desenhem sobre a história do local, seus processos e conquistas.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Peça para que os alunos socializem os desenhos que fizeram e aponte para as diferenças e semelhanças entre eles. É possível que apareçam desenhos que subvertam a lógica apresentada na imagem de contextualização e desenhos que reforcem estereótipos de passividade dos grupos indígenas, por exemplo. Nenhum desenho está errado e, tampouco, deve ser tratado como tal. Aproveite essa situação, caso ocorra, para evidenciar como estereótipos são difíceis de serem quebrados, pois são ideias que são reforçadas por diversas fontes, como livros, revistas, quadrinhos, filmes, novelas, nas conversas do cotidiano e etc. ao longo do tempo. Aponte que as representações apresentam pontos de vista distintos sempre a depender de quem as criou, em que época, com que ponto de vista e com qual objetivo. Desta forma, é importante que estejamos sempre atentos às intencionalidades das imagens com as quais nos deparamos no dia a dia, seja em um livro didático, apostilas, ou ainda e, principalmente, nos meios de comunicação. O mesmo ocorre não apenas com imagens, mas também quando lemos um texto, assistimos um filme, um documentário ou ouvimos uma música. Destaque que as imagens que eles produziram tinham um propósito (pensar em uma outra perspectiva de representação do indígena diferente da imagem da contextualização), que foram criadas a partir do contexto da aula de Geografia e que foram feitas por eles, que são sujeitos que carregam suas próprias crenças e visões de mundo, o que resultou em imagens parecidas, mas também, provavelmente, distintas entre si.

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