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Plano de aula > Geografia > 7º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - Brasília: a capital planejada no interior do Brasil

Plano de aula de Geografia com atividades para 7° ano do Fundamental sobre Compreender de que maneira a construção de Brasília contribuiu para interiorização do território brasileiro

Plano 03 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Suellen Freitas Stefanon Dos Santos

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE02 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

A mencionada habilidade visa a desenvolver a capacidade do aluno analisar a importância dos fluxos de uso e ocupação na formação socioeconômica e territorial, entendendo conflitos e tensões relacionadas a essa formação. Portanto, o objetivo específico deste plano é compreender a construção de Brasília como um momento do processo de interiorização territorial do Brasil.

Para execução da etapa de Ação Propositiva, é sugerido o agrupamento de três ou quatro alunos para elaboração de uma proposta de nova sede administrativa do país. Se julgar profícuo, configure a turma nesses agrupamentos antes de iniciar a aula.

Se não for possível realizar as impressões, é possível adaptar as atividades em folhas de papel sulfite, conquanto você explique, no quadro, como os alunos deverão realizar os registros e se organizar.

Materiais necessários: quadro, folhas de papel sulfite, lápis, borracha e urna de papelão.

Sugere-se que a urna de papelão seja feita de qualquer papelão em formato de caixa, de tamanho pequeno ou médio (p. ex.: caixa de sapatos), em que seja possível lacrá-la com fita adesiva e cortá-la de maneira a deixar um espaço para inserir as cédulas de votação.

Material complementar:

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/KzXjhEG2XqHksRsdkMCx2WFyYnyFmMyddDvWwahXCfVHRFDsQq3PXvbgWfBX/geo7-02und03-atividade-da-acao-propositiva.pdf

Atividade de Sistematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/AcB8UqDNP33ZaV5aKVYuCPPGEzZRT8X3zZ4SVMwQvkUJwFZSa9ZE8kUBSQFP/geo7-02und03-atividade-de-sistematizacao.pdf

Para você saber mais:

Sobre o contexto de criação de Brasília, cuja concepção data do final século XVIII.

BUENO, Eduardo. Brasil: Uma História. Rio de Janeiro: Ed. Leya, 2012. (Capítulo 31 - Era JK, Jânio e Jango)

Livro que reúne 1400 fotografias resultado de levantamento, catalogação e restauração de imagens sobre a construção de Brasília:KIM, Lina; WESELY, Michael. Arquivo Brasília. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

Tese de doutorado que trata sobre os discursos e narrativas mobilizados pelos meios de comunicação em relação à construção de Brasília:

VIDESSOT, Luisa. Narrativas da construção de Brasília: mídia, fotografias, projetos e história. Tese de Doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=165699>. Acesso em: 7 de dezembro de 2018.

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma.

O enfoque para a aula é a interiorização do território brasileiro provocada pela mudança da sede administrativa do país. A contextualização é realizada a partir da interpretação de um curto trecho extraído do discurso de inauguração de Brasília, realizado por Juscelino Kubitschek. A fala do ex-presidente introduz o questionamento sobre o porquê da nova capital ter sido transferida para o interior. Refletindo sobre alguns aspectos que possibilitaram esse acontecimento, Brasília é apresentada aos alunos como: um projeto urbanístico; uma cidade permeada e dependente do transporte rodoviário; um espaço construído pela força de trabalho imigrante; e lar das principais instituições representativas da política nacional. As propostas de ação propositiva e sistematização são, respectivamente, a elaboração de uma proposta de uma nova capital federal e a votação da proposta cujas qualidades sejam mais atrativas para o grupo de alunos.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

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Slide Plano Aula

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

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Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

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Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

Problematização select-down

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Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite – comparáveis devido ambas possuírem visão vertical –, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” à nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta dos carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico, e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 horas; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectivas na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as “Jornadas de Junho”, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

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Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

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Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

AApresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Organize grupos de três ou quatro alunos e os oriente a elaborar uma proposta para uma nova capital do Brasil. Distribua as folhas da Atividade de Ação Propositiva, uma para cada grupo. É importante que, além dos alunos indicarem uma cidade ou município, eles sejam capazes de explicar as escolhas que fizeram a partir de elementos do espaço geográfico. Alguns critérios podem ser sugeridos para essa escolha:

  • ser populoso, dando acesso para as pessoas aos espaços de representação política;
  • presença de malha de transporte (aéreo, terrestre e fluvial), gerando mobilidade;
  • facilidade no acesso à saúde, educação e lazer;
  • presença de sedes de empresas e instituições governamentais;
  • influência da cidade ou do município em relação às demais;
  • aspectos culturais e identitários;

Muitos são os exemplos de fatores que podem ser levantados para essa decisão. No entanto, os alunos podem também adotar o pensamento desenvolvimentista expresso na época da criação de Brasília e escolher para nova sede um município que necessite de infraestrutura, equipamentos e serviços públicos. Outros podem também escolher o critério afetivo, refletindo sobre o município em que moram e quais qualidades favoreceriam o estabelecimento da capital nacional.

A ideia para esta atividade é que os alunos criem livremente e optem por características que considerem significativas. Para garantir a participação de todos, circule pela sala e acompanhe o desenvolvimento do trabalho, fornecendo incentivos e explicações quando necessário.

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/KzXjhEG2XqHksRsdkMCx2WFyYnyFmMyddDvWwahXCfVHRFDsQq3PXvbgWfBX/geo7-02und03-atividade-da-acao-propositiva.pdf

Cada folha possui 2 atividades, logo, contemplando 2 grupos.

Se não for possível realizar as impressões, é possível adaptar essa atividade em folha de papel sulfite, organizando a folha como sugerido na Atividade de Ação Propositiva.

Para você saber mais:

Enquanto município é um termo que designa a área administrativa reconhecida pelos estados, cujo governo é a prefeitura, as cidades referem-se a área urbanizada. Grandes cidades, como São Paulo, abarcam um conjunto de municípios, pois a àrea urbana se expande através da região metropolitana. Portanto, a cidade de São Paulo é diferente do município de São Paulo.

PENA, Rodolfo F. Alves. "Cidade e Município: qual é a diferença?"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidade-municipio-qual-diferenca.htm>. Acesso em 07 de dezembro de 2018.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - elaborou, em 2007, as Regiões de Influência das Cidades (REGIC). Esse estudo, cujo resultado resume-se na publicação indicada, levantou importantes aspectos da rede urbana brasileira, criando uma classificação hierárquica e analisando a áreas de influência das cidades brasileiras. As características utilizadas pelo IBGE na hierarquização urbana podem ser objetos de reflexão em sala de aula no momento da escolha da nova capital.

IBGE. Regiões de Influência das Cidades 2007. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv40677.pdf> Acesso em: 7 de dezembro de 2018.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 16 minutos

Orientações: Antes de iniciar a votação, liste no quadro as cidades ou municípios propostos, permitindo que o representante de cada grupo expresse sucintamente os porquês da proposição. Distribua as cédulas individuais de votação e deixe que os alunos as depositem na urna. Ao fim da votação, escolha dois alunos, um para deslacrar a urna e outro para realizar a contagem de votos, permanecendo um aluno como testemunha. Ao término da apuração dos votos, se houver tempo hábil, abra a fala para os eleitores contarem sobre o que os motivou a votar naquela capital nacional.

Atividade de Sistematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/AcB8UqDNP33ZaV5aKVYuCPPGEzZRT8X3zZ4SVMwQvkUJwFZSa9ZE8kUBSQFP/geo7-02und03-atividade-de-sistematizacao.pdf

Cada folha possui 35 cédulas de votação.

Caso não seja possível realizar a impressão das cédulas de votação, distribua pequenos pedaços de papel sulfite para registro dos votos.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE02 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

A mencionada habilidade visa a desenvolver a capacidade do aluno analisar a importância dos fluxos de uso e ocupação na formação socioeconômica e territorial, entendendo conflitos e tensões relacionadas a essa formação. Portanto, o objetivo específico deste plano é compreender a construção de Brasília como um momento do processo de interiorização territorial do Brasil.

Para execução da etapa de Ação Propositiva, é sugerido o agrupamento de três ou quatro alunos para elaboração de uma proposta de nova sede administrativa do país. Se julgar profícuo, configure a turma nesses agrupamentos antes de iniciar a aula.

Se não for possível realizar as impressões, é possível adaptar as atividades em folhas de papel sulfite, conquanto você explique, no quadro, como os alunos deverão realizar os registros e se organizar.

Materiais necessários: quadro, folhas de papel sulfite, lápis, borracha e urna de papelão.

Sugere-se que a urna de papelão seja feita de qualquer papelão em formato de caixa, de tamanho pequeno ou médio (p. ex.: caixa de sapatos), em que seja possível lacrá-la com fita adesiva e cortá-la de maneira a deixar um espaço para inserir as cédulas de votação.

Material complementar:

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/KzXjhEG2XqHksRsdkMCx2WFyYnyFmMyddDvWwahXCfVHRFDsQq3PXvbgWfBX/geo7-02und03-atividade-da-acao-propositiva.pdf

Atividade de Sistematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/AcB8UqDNP33ZaV5aKVYuCPPGEzZRT8X3zZ4SVMwQvkUJwFZSa9ZE8kUBSQFP/geo7-02und03-atividade-de-sistematizacao.pdf

Para você saber mais:

Sobre o contexto de criação de Brasília, cuja concepção data do final século XVIII.

BUENO, Eduardo. Brasil: Uma História. Rio de Janeiro: Ed. Leya, 2012. (Capítulo 31 - Era JK, Jânio e Jango)

Livro que reúne 1400 fotografias resultado de levantamento, catalogação e restauração de imagens sobre a construção de Brasília:KIM, Lina; WESELY, Michael. Arquivo Brasília. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

Tese de doutorado que trata sobre os discursos e narrativas mobilizados pelos meios de comunicação em relação à construção de Brasília:

VIDESSOT, Luisa. Narrativas da construção de Brasília: mídia, fotografias, projetos e história. Tese de Doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=165699>. Acesso em: 7 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma.

O enfoque para a aula é a interiorização do território brasileiro provocada pela mudança da sede administrativa do país. A contextualização é realizada a partir da interpretação de um curto trecho extraído do discurso de inauguração de Brasília, realizado por Juscelino Kubitschek. A fala do ex-presidente introduz o questionamento sobre o porquê da nova capital ter sido transferida para o interior. Refletindo sobre alguns aspectos que possibilitaram esse acontecimento, Brasília é apresentada aos alunos como: um projeto urbanístico; uma cidade permeada e dependente do transporte rodoviário; um espaço construído pela força de trabalho imigrante; e lar das principais instituições representativas da política nacional. As propostas de ação propositiva e sistematização são, respectivamente, a elaboração de uma proposta de uma nova capital federal e a votação da proposta cujas qualidades sejam mais atrativas para o grupo de alunos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Leia ou peça para os alunos lerem os excertos do discurso proferido pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em 21 de abril de 1960, e pergunte:

  • Como era a paisagem descrita no texto? E como se tornou?
  • O que simboliza essa nova cidade para o Brasil segundo o autor?
  • Que “Jovem Cidade” é essa, “recém nascida”, cujo texto faz referência?

Esse trecho da fala de JK, proferida em ocasião da inauguração de Brasília, faz referência simbólica à paisagem natural escolhida para sediar a capital. A ênfase em termos como “extensão deserta”, “silêncio”, “natureza inviolada” e “sertão bruto”, contrapõem-se a “ruas” e “edifícios” (questão 1), evidenciando como recurso discursivo a ideia de “progresso” civilizacional e da marca de “dinamismo” e modernidade (questão 2) desejada por esse governo.

Como uma pista para a resposta da última pergunta, mostre o slide 3 de Contextualização. Nele se encontra um carro modelo Brasília, da empresa Volkswagen, cujo nome homenageia a capital federal. Caso ninguém seja capaz de adivinhar, apresente a fotografia da Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Se não for possível projetar o trecho do discurso, escreva-o no quadro ou imprima-o para os alunos. As imagens contidas nesta etapa são meramente ilustrativas, portanto, podem ser dispensadas, proporcionando mais ênfase na discussão sobre o texto.

Para você saber mais:

Dentre outros, o discurso de JK na inauguração de Brasília encontra-se integralmente em:

PINTO, Luiza Helena Nunes (Org.). Discursos Selecionados do Presidente Juscelino Kubitschek. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão. 2010. Acesso em: 6 de dezembro de 2018. Disponível para dowload gratuito em: http://funag.gov.br/loja/download/628-Discursos_jk.pdf

Sobre a história do Volkswagen Brasília:

Motor1 Brasil. História Volkswagen Brasília | Motor1.com Brasil. 2018. (4m16s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=254&v=Z7FOEQ40ZlY>. Acesso em 6 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 13 minutos

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite – comparáveis devido ambas possuírem visão vertical –, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” à nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta dos carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico, e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 horas; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectivas na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as “Jornadas de Junho”, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Slide Plano Aula

Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

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Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

Apresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

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Orientações: Durante a etapa de Problematização, sugere-se uma exposição dialogada de algumas características relativas à construção e a inauguração de Brasília, que promoveram a interiorização do território. Os eixos de enfoque são: o esforço governamental em planejar integralmente uma cidade “começando do zero”; escolha do rodoviarismo como principal estratégia de transporte e integração nacional; o fluxo massivo de força de trabalho advinda da região Nordeste; e o deslocamento da centralidade das decisões políticas, do Rio de Janeiro para Brasília. Esses quatro eixos estão simbolicamente representados em elementos das imagens escolhidas, para facilitar o diálogo com os alunos.

AApresente a pergunta problematizadora aos alunos e escute atentamente as respostas, possivelmente eles já detêm alguma opinião sobre essa questão. Mostre o Plano Piloto de Brasília e a imagem atual de satélite - comparáveis devido ambas possuírem visão vertical-, investigue se os alunos conseguem identificar a semelhança entre os dois. Explique que o projeto urbanístico, feito por Lúcio Costa, foi contratado pelo governo federal para “dar vida” a nova capital, na década de 1950. Solicite a observação do projeto: que forma ele tem? O avião, inspiração para o projeto, simboliza a modernidade e o progresso. Indague se a realidade se assemelha ao projeto, eventualmente os alunos notarão a expansão da mancha urbana para o entorno do projeto piloto.

A segunda imagem traz os carros, em uma caravana, como elemento central. Questione: como era a difusão dos veículos na época? Explicite que o presidente, na época Juscelino Kubitschek, era um entusiasta por carros e apostava no transporte rodoviário, tanto doméstico quanto de cargas. Ele incentivou a vinda de empresas internacionais do setor automobilístico e para que se fizessem rodar os veículos, o governo empregou recursos na construção de rodovias, sobretudo nas Rodovias Radiais, responsáveis por ligar Brasília aos demais extremos do país.

“Quem construiu Brasília?” é o mote do terceiro slide. Os migrantes nordestinos, muitos deles fugidos do contexto de concentração fundiária agravado pela seca de 1958, foram os principais sujeitos que compuseram a força de trabalho responsável por erguer a nova capital. Conhecidos depreciativamente como “candangos”, a imigração desses trabalhadores ultrapassou a marca de 80 mil pessoas. As condições de trabalho eram insalubres: turnos de 14 a 16 hora; condições de moradia, alimentação e saúde precárias; expostos à violência dos soldados e à coerção do Estado. Após a inauguração da capital, por ausência de perspectiva na terra natal, muitos se mantiveram em condições de vulnerabilidade nos arredores da cidade, evidenciando a contradição sócio-espacial produzida na construção de Brasília.

Na última fotografia, sugere-se refletir sobre o quanto o deslocamento da capital para o centro geográfico do país interfere na representatividade política. Brasília é acessível para os brasileiros? A quarta imagem representa o movimento “Diretas Já”, ocorrido entre 1983 e 1984, que visou redemocratizar o país. Outro exemplo de manifestação em Brasília foram as Jornadas Junho, em 2013. Pensar sobre a escala e a frequência dos levantes populares em Brasília pode ser um caminho para verificar se a capital é realmente acessível aos anseios políticos da população.

Caso não seja possível realizar a projeção das fotografias, imprima ou selecione, dentre os materiais a sua disposição, imagens que representam os eixos sugeridos para a exposição dialogada.

Como adequar à sua realidade: Se a escola se localiza na capital federal, Brasília, cogite realizar um trabalho de campo anterior a essa aula e utilize fotos produzidas pelos alunos para a etapa de Problematização.

Para você saber mais:

Sobre o rodoviarismo no Brasil:

SILVA, Júlio César Lázaro da. "A estratégia brasileira de privilegiar as rodovias em detrimento das ferrovias"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-brasil-adotou-utilizacao-das-rodovias-ao-inves-.htm>. Acesso em 08 de dezembro de 2018.

Sobre os trabalhadores de Brasília, os “candangos”:

Videsott, L. 2008. Os Candangos. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online). 7 (jan. 2008), 21-38. Disponível em: <DOI:https://doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i7p21-38>. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

Memorial da Democracia. Trabalhadores e pioneiros: Nordestinos e nortistas em sua maioria, vinham atraídos pela chance de um novo começo. Disponível em: http://memorialdademocracia.com.br/card/construcao-de-brasilia/5. Acesso em: 8 de dezembro de 2018.

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Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Organize grupos de três ou quatro alunos e os oriente a elaborar uma proposta para uma nova capital do Brasil. Distribua as folhas da Atividade de Ação Propositiva, uma para cada grupo. É importante que, além dos alunos indicarem uma cidade ou município, eles sejam capazes de explicar as escolhas que fizeram a partir de elementos do espaço geográfico. Alguns critérios podem ser sugeridos para essa escolha:

  • ser populoso, dando acesso para as pessoas aos espaços de representação política;
  • presença de malha de transporte (aéreo, terrestre e fluvial), gerando mobilidade;
  • facilidade no acesso à saúde, educação e lazer;
  • presença de sedes de empresas e instituições governamentais;
  • influência da cidade ou do município em relação às demais;
  • aspectos culturais e identitários;

Muitos são os exemplos de fatores que podem ser levantados para essa decisão. No entanto, os alunos podem também adotar o pensamento desenvolvimentista expresso na época da criação de Brasília e escolher para nova sede um município que necessite de infraestrutura, equipamentos e serviços públicos. Outros podem também escolher o critério afetivo, refletindo sobre o município em que moram e quais qualidades favoreceriam o estabelecimento da capital nacional.

A ideia para esta atividade é que os alunos criem livremente e optem por características que considerem significativas. Para garantir a participação de todos, circule pela sala e acompanhe o desenvolvimento do trabalho, fornecendo incentivos e explicações quando necessário.

Atividade da Ação Propositiva: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/KzXjhEG2XqHksRsdkMCx2WFyYnyFmMyddDvWwahXCfVHRFDsQq3PXvbgWfBX/geo7-02und03-atividade-da-acao-propositiva.pdf

Cada folha possui 2 atividades, logo, contemplando 2 grupos.

Se não for possível realizar as impressões, é possível adaptar essa atividade em folha de papel sulfite, organizando a folha como sugerido na Atividade de Ação Propositiva.

Para você saber mais:

Enquanto município é um termo que designa a área administrativa reconhecida pelos estados, cujo governo é a prefeitura, as cidades referem-se a área urbanizada. Grandes cidades, como São Paulo, abarcam um conjunto de municípios, pois a àrea urbana se expande através da região metropolitana. Portanto, a cidade de São Paulo é diferente do município de São Paulo.

PENA, Rodolfo F. Alves. "Cidade e Município: qual é a diferença?"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/cidade-municipio-qual-diferenca.htm>. Acesso em 07 de dezembro de 2018.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - elaborou, em 2007, as Regiões de Influência das Cidades (REGIC). Esse estudo, cujo resultado resume-se na publicação indicada, levantou importantes aspectos da rede urbana brasileira, criando uma classificação hierárquica e analisando a áreas de influência das cidades brasileiras. As características utilizadas pelo IBGE na hierarquização urbana podem ser objetos de reflexão em sala de aula no momento da escolha da nova capital.

IBGE. Regiões de Influência das Cidades 2007. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv40677.pdf> Acesso em: 7 de dezembro de 2018.

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Tempo sugerido: 16 minutos

Orientações: Antes de iniciar a votação, liste no quadro as cidades ou municípios propostos, permitindo que o representante de cada grupo expresse sucintamente os porquês da proposição. Distribua as cédulas individuais de votação e deixe que os alunos as depositem na urna. Ao fim da votação, escolha dois alunos, um para deslacrar a urna e outro para realizar a contagem de votos, permanecendo um aluno como testemunha. Ao término da apuração dos votos, se houver tempo hábil, abra a fala para os eleitores contarem sobre o que os motivou a votar naquela capital nacional.

Atividade de Sistematização: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/AcB8UqDNP33ZaV5aKVYuCPPGEzZRT8X3zZ4SVMwQvkUJwFZSa9ZE8kUBSQFP/geo7-02und03-atividade-de-sistematizacao.pdf

Cada folha possui 35 cédulas de votação.

Caso não seja possível realizar a impressão das cédulas de votação, distribua pequenos pedaços de papel sulfite para registro dos votos.

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