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Plano de aula > Geografia > 7º ano > Conexões e escalas

Plano de aula - Atividades econômicas e expansão do território brasileiro

Plano de aula de Geografia com atividades para 7° ano do Fundamental sobre Distinguir as diferentes atividades econômicas que promoveram a interiorização do território brasileiro

Plano 02 de 5 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Suellen Freitas Stefanon Dos Santos

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE02 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

A mencionada habilidade visa desenvolver a capacidade do aluno analisar a importância dos fluxos de uso e ocupação na formação socioeconômica e territorial, entendendo conflitos e tensões relacionadas a essa formação. Portanto, o objetivo específico deste plano é distinguir, ou seja, observar e entender as características das principais atividades econômicas brasileiras que promoveram, entre os séculos XVII e XIX, a interiorização territorial.

Para execução da etapa de Ação Propositiva, sugere-se grupos de 4 alunos, para que possam jogar em duplas. A configuração sugerida para a partida é 2 x 2. Se considerar conveniente, faça grupos de 6, para configuração 3 x 3. Para facilitar os trabalhos, você poderá organizar os agrupamentos antes do início da aula.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Materiais necessários: quadro, folhas de sulfite, lápis, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor.

Material complementar:

Atividade para Ação Propositiva - versão colorida: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BE8MT6XkjZHv4ncSkabHMpZWpTtnzzcYut6kwmMsYcYdRj5vUyDnXRp9wkG9/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-colorido.pdf

Atividade para Ação Propositiva - versão em preto e branco: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/87m8azCecy2ZrgtjxtyqBX5ARwEV5wwTKCfwz5x2umPHJKVc2CutJmTssbk7/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-pb.pdf

Link para as imagens:

Antônio Parreiras - A Derrubada Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Parreiras#/media/File:Ant%C3%B4nio_Parreiras_-_A_Derrubada.jpgAntônio Parreiras - Conquista da Amazônia Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Parreiras-conquista.jpgRodolfo Amoedo - Ciclo do Ouro Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_do_ouro_(Rodolfo_Amoedo)Candido Portinari - Lavrador de Café Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%22O_Lavrador_de_Caf%C3%A9%22,_1939,_C%C3%A2ndido_Portinari._(MASP,_S%C3%A3o_Paulo,_SP,_Brasil)_(18001978694)_(cropped).jpg

Como adequar à sua realidade: Se houver um museu em sua localidade, cogite levar os alunos a ele para um trabalho de campo orientado. Selecione obras que retratem aspectos da economia local, da força de trabalho empregada e da paisagem, guiando os alunos em uma observação atenta e registro escrito de cada obra escolhida.

Para você saber mais:

O território brasileiro interiorizou-se através dos processos de ocupação e do desenvolvimento de atividades econômicas que tiveram início no século XVII. Costuma-se, em bibliografia, dividir a história econômica e territorial em quatro fases relacionadas aos séculos em que ocorreram: XVI, XVII, XVIII e XIX. Cada século possui suas particularidades, pois cada ciclo macroeconômico foi acompanhado de ciclos secundários e, consequentemente, de fluxos populacionais em direção ao interior daquele que, mais tarde, seria o território brasileiro. A exploração do pau-brasil e das drogas do sertão, o cultivo da cana-de-açúcar, a extração do ouro e o plantio do café são exemplos da evolução da economia brasileira, cuja distribuição espacial era, até século XIX, em formato de arquipélago. Para informações detalhadas sobre essa questão ver:

BOLIGIAN, Levon . et al. ?Geografia: espaço e vivência - 7º ano.? 5?ª ed. São Paulo: Atual, 2013 (capítulo 2);

THÉRY, Hervé e DE MELLO, Neli. Atlas do Brasil: Disparidades e dinâmicas do território. 3ª ed. São Paulo: EDUSP, 2018 (capítulo 2).

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma.

O percurso para a aula objetiva contextualizar quatro atividades econômicas desenvolvidas no Brasil, entre os séculos XVI e XIX, responsáveis por provocar a expansão do território brasileiro. A problematização tem como enfoque a utilização da metodologia de análise iconográfica como ferramenta de observação atenta das pinturas, com a finalidade de identificar aspectos da paisagem e da força de trabalho de cada atividade. Para aprofundamento lúdico, essas e outras atividades são apresentadas num jogo proposto para a Ação Propositiva. Para sistematizar o conhecimento dos alunos, sugere-se a execução de uma pintura (desenho) com características equivalentes às obras observadas.

Contextualização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Utilizando a projeção de imagens, pergunte aos alunos se eles reconhecem o que cada uma delas representa. As fotos 1, 2, 3 e 4 são, respectivamente, um boi, sementes de cacau, folhas de ouro e grãos de café. Sonde com os alunos a possível relação entre essas imagens em forma de “o que é, o que é” que essas “coisas” têm em comum no Brasil? Permita que os alunos pensem e se expressem livremente, informando, ao final, que a ideia da aula é desvendar a relação entre eles.

Por se tratarem de elementos de associação mais complexa, necessitando para tal alguns pré-requisitos, a pergunta disparadora servirá para suscitar a curiosidade e introduzir a temática.

Caso não seja possível a projeção das imagens, você pode começar pelo: “ O que é, o que é que um boi, cacau, ouro e grãos de café tem em comum no Brasil?”, escrevendo no quadro esses quatro elementos.

Problematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Frans Post representou a pecuária, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

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Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Como se dava a relação de trabalho expressa nessas imagens?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou a pecuária, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

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Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

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Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

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Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Ação Propositiva select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Organize os alunos em grupos de 4, para que possam jogar em duplas. A configuração sugerida para a partida é 2 x 2. Se considerar conveniente, faça grupos de 6, para configuração 3 x 3. Distribua o jogo, composto por 40 cartas, a cada grupo. Leia as regras do jogo em voz alta ou solicite que um aluno o faça. O jogo está composto por cartas que apresentam características de atividade, mercadoria, localização, período, mão de obra e mercado que se relacionam, além de carta bloqueio e rouba carta. A rouba carta serve para o grupo pegar uma carta do adversário a fim de formar seu conjunto da atividade econômica e a carta bloqueio serve para bloquear o adversário que tentar fazer isso. Além das cartas que os alunos terão em mãos a sobra fica na pilha de saque que a cada rodada poderá pegar uma carta e baixar uma caso seja possível. Ganha quem conseguir juntar 2 conjuntos de 3 cartas da mesma atividade econômica.

Materiais complementares:

Versão colorida da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BE8MT6XkjZHv4ncSkabHMpZWpTtnzzcYut6kwmMsYcYdRj5vUyDnXRp9wkG9/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-colorido.pdf

Versão em preto e branco da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/87m8azCecy2ZrgtjxtyqBX5ARwEV5wwTKCfwz5x2umPHJKVc2CutJmTssbk7/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-pb.pdf

Esse jogo contém: 30 cartas, 5 “Rouba-carta” e 5 “Bloqueios”.

O número de cópias do jogo deverá levar em consideração o número de alunos da sala e do agrupamento escolhido - 4 ou 6 aluno.

Essa brincadeira tem como princípio o objetivo do jogo “Monopoly”; vence o primeiro grupo que for capaz de reunir, na mesa, 2 conjuntos de 3 cartas da mesma cor ou símbolo, ou seja, 3 características de 2 atividades econômicas responsáveis pela interiorização do território brasileiro. Para isso, cada grupo inicia com 2 cartas na mão e a cada rodada retira uma carta da pilha e baixa uma na mesa. As cartas baixadas estarão sujeitas a roubo se o grupo adversário jogar, na sua rodada, o “Rouba-carta”. O “Bloqueio” poderá ser feito a qualquer momento.

Ao final da partida, os vencedores deverão encontram as demais cartas da cor/símbolo dos conjuntos que formaram e ler em voz alta, para os adversários, as 6 características componentes das atividade econômicas.

Caso não seja possível a impressão do jogo, cogite utilizar o momento de Ação Propositiva para os alunos registrarem no caderno observações que fizeram a partir das pinturas ou mesmo promova um debate mais aprofundado sobre os elementos presentes nas obras, detalhando a análise iconográfica.

Sistematização select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Forneça folhas sulfite, materiais de desenho e pintura aos alunos. Oriente-os a realizar um desenho sobre uma das atividades econômicas presentes no jogo da etapa de Ação Propositiva. É importante que, ao escolher uma atividade econômica, o aluno separe todas as cartas referentes à ela de maneira a permitir o acesso às características que a compõem. Dessa maneira, os elementos constituintes da atividade econômica escolhida servirão de inspiração para o desenho. Se julgar que favorecerá a criatividade dos alunos, retorne aos slides das obras de arte na etapa de Problematização. Enquanto os alunos desenham, circule pela sala para sanar dúvidas e incentivar as produções autorais. Ao final, peça para que os alunos assinem e deem um título à obra. Você poderá utilizar os trabalhos para compor uma exposição no espaço de sala de aula.

Resumo da aula

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Este slide em específico não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre este plano: Ele está previsto para ser realizado em uma aula de 50 minutos. Serão abordados aspectos que fazem parte do trabalho com a habilidade EF07GE02 de Geografia, que consta na BNCC. Como a habilidade deve ser desenvolvida ao longo de todo o ano, você observará que ela não será contemplada em sua totalidade aqui e que as propostas podem ter continuidade em aulas subsequentes.

A mencionada habilidade visa desenvolver a capacidade do aluno analisar a importância dos fluxos de uso e ocupação na formação socioeconômica e territorial, entendendo conflitos e tensões relacionadas a essa formação. Portanto, o objetivo específico deste plano é distinguir, ou seja, observar e entender as características das principais atividades econômicas brasileiras que promoveram, entre os séculos XVII e XIX, a interiorização territorial.

Para execução da etapa de Ação Propositiva, sugere-se grupos de 4 alunos, para que possam jogar em duplas. A configuração sugerida para a partida é 2 x 2. Se considerar conveniente, faça grupos de 6, para configuração 3 x 3. Para facilitar os trabalhos, você poderá organizar os agrupamentos antes do início da aula.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Materiais necessários: quadro, folhas de sulfite, lápis, borracha, lápis de cor e caneta hidrocor.

Material complementar:

Atividade para Ação Propositiva - versão colorida: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BE8MT6XkjZHv4ncSkabHMpZWpTtnzzcYut6kwmMsYcYdRj5vUyDnXRp9wkG9/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-colorido.pdf

Atividade para Ação Propositiva - versão em preto e branco: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/87m8azCecy2ZrgtjxtyqBX5ARwEV5wwTKCfwz5x2umPHJKVc2CutJmTssbk7/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-pb.pdf

Link para as imagens:

Antônio Parreiras - A Derrubada Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Parreiras#/media/File:Ant%C3%B4nio_Parreiras_-_A_Derrubada.jpgAntônio Parreiras - Conquista da Amazônia Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Parreiras-conquista.jpgRodolfo Amoedo - Ciclo do Ouro Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_do_ouro_(Rodolfo_Amoedo)Candido Portinari - Lavrador de Café Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:%22O_Lavrador_de_Caf%C3%A9%22,_1939,_C%C3%A2ndido_Portinari._(MASP,_S%C3%A3o_Paulo,_SP,_Brasil)_(18001978694)_(cropped).jpg

Como adequar à sua realidade: Se houver um museu em sua localidade, cogite levar os alunos a ele para um trabalho de campo orientado. Selecione obras que retratem aspectos da economia local, da força de trabalho empregada e da paisagem, guiando os alunos em uma observação atenta e registro escrito de cada obra escolhida.

Para você saber mais:

O território brasileiro interiorizou-se através dos processos de ocupação e do desenvolvimento de atividades econômicas que tiveram início no século XVII. Costuma-se, em bibliografia, dividir a história econômica e territorial em quatro fases relacionadas aos séculos em que ocorreram: XVI, XVII, XVIII e XIX. Cada século possui suas particularidades, pois cada ciclo macroeconômico foi acompanhado de ciclos secundários e, consequentemente, de fluxos populacionais em direção ao interior daquele que, mais tarde, seria o território brasileiro. A exploração do pau-brasil e das drogas do sertão, o cultivo da cana-de-açúcar, a extração do ouro e o plantio do café são exemplos da evolução da economia brasileira, cuja distribuição espacial era, até século XIX, em formato de arquipélago. Para informações detalhadas sobre essa questão ver:

BOLIGIAN, Levon . et al. ?Geografia: espaço e vivência - 7º ano.? 5?ª ed. São Paulo: Atual, 2013 (capítulo 2);

THÉRY, Hervé e DE MELLO, Neli. Atlas do Brasil: Disparidades e dinâmicas do território. 3ª ed. São Paulo: EDUSP, 2018 (capítulo 2).

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 1 minutos

Orientações: Projete o tema aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma.

O percurso para a aula objetiva contextualizar quatro atividades econômicas desenvolvidas no Brasil, entre os séculos XVI e XIX, responsáveis por provocar a expansão do território brasileiro. A problematização tem como enfoque a utilização da metodologia de análise iconográfica como ferramenta de observação atenta das pinturas, com a finalidade de identificar aspectos da paisagem e da força de trabalho de cada atividade. Para aprofundamento lúdico, essas e outras atividades são apresentadas num jogo proposto para a Ação Propositiva. Para sistematizar o conhecimento dos alunos, sugere-se a execução de uma pintura (desenho) com características equivalentes às obras observadas.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações: Utilizando a projeção de imagens, pergunte aos alunos se eles reconhecem o que cada uma delas representa. As fotos 1, 2, 3 e 4 são, respectivamente, um boi, sementes de cacau, folhas de ouro e grãos de café. Sonde com os alunos a possível relação entre essas imagens em forma de “o que é, o que é” que essas “coisas” têm em comum no Brasil? Permita que os alunos pensem e se expressem livremente, informando, ao final, que a ideia da aula é desvendar a relação entre eles.

Por se tratarem de elementos de associação mais complexa, necessitando para tal alguns pré-requisitos, a pergunta disparadora servirá para suscitar a curiosidade e introduzir a temática.

Caso não seja possível a projeção das imagens, você pode começar pelo: “ O que é, o que é que um boi, cacau, ouro e grãos de café tem em comum no Brasil?”, escrevendo no quadro esses quatro elementos.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 14 minutos

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Frans Post representou a pecuária, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Slide Plano Aula

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Como se dava a relação de trabalho expressa nessas imagens?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou a pecuária, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Slide Plano Aula

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Slide Plano Aula

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Slide Plano Aula

Orientações: Projete a pergunta aos alunos, escreva no quadro ou fale para a turma. Durante a etapa de Problematização é esperado que os alunos entrem em contato com as atividades econômicas responsáveis pela interiorização territorial do Brasil, através da observação de pinturas de artistas contemporâneos ou não às atividades desenvolvidas. Para uma observação orientada, serão utilizados aspectos da análise iconográfica.

Explique aos alunos que eles farão um passeio ao museu, sem sair da sala, para observar pinturas antigas. Nessas pinturas, os artistas representaram não apenas elementos naturais e modificados das paisagens, bem como os atores sociais e aspectos do relacionamento entre eles na atividade econômica desenvolvida. Ao apresentar cada obra, pergunte aos alunos:

  • É possível identificar qual atividade econômica está sendo representada?
  • Quais elementos da paisagem podemos destacar?
  • Quem aparentemente trabalhou nessa atividade?

Conforme as perguntas forem sendo respondidas, colabore ampliando a percepção dos alunos sobre as obras. Na primeira, Antônio Parreiras representou, a criação de gado bovino, realizada pelos negros escravizados ou por trabalhadores livres. Essa atividade, a princípio desenvolvida no interior das regiões Nordeste e Sul do país, foi se ampliando em direção às regiões Centro-oeste e Sudeste, criando estradas e pontos de apoios estáveis (fazendas). Os bovinos eram não apenas utilizados para alimentação, abastecendo as primeiras vilas e cidades, mas também como força motriz no transporte e na produção de mercadorias.

Na “Conquista da Amazônia”, Antônio Parreiras retratou uma cena rica em elementos naturais e sociais. Trata-se de uma paisagem típica da Floresta Amazônica. É possível observar o rio, a vegetação alta e adensada ao fundo, as embarcações, além de jesuítas, colonizadores e indígenas. A obra descreve uma expedição característica do período de extração das chamadas drogas do sertão. Utilizando a expertise da mão de obra indígena, cacau, castanhas, guaraná e canela são exemplos das especiarias amazônicas extraídas. Foram cobiçadas por se assemelharem às mercadorias provenientes da Índia e pela potencialidade de serem comercializadas na Europa.

Rodolfo Amoedo, na famosa obra “Ciclo do Ouro”, refletiu uma cena que simboliza a extração do ouro, durante o período homônimo ao título da obra. Com auge no século XVIII, o Ciclo do Ouro dominou a dinâmica econômica brasileira, sobretudo em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Na paisagem, são retratados o relevo montanhoso, característicos dos planaltos da região Centro Oeste, e um rio, elemento natural do qual se extrai o ouro de aluvião. A figura curvada do negro escravizado, mão de obra utilizada para essa atividade, representa a subordinação em relação ao bandeirante.

A obra “Lavrador de Café” reflete a atmosfera presente nos cafezais brasileiros do século XIX. Embora a atividade tenha sido iniciada utilizando mão de obra negra escravizada, pouco antes da sanção da Lei Áurea, em 1888, imigrantes italianos já chegariam para compor o trabalho no interior do Sudeste do país. O artista Candido Portinari, filho de imigrantes italianos, retratou os trabalhadores com mãos e pés grandes, simbolizando a força necessária nas lavouras cafeeiras. Os homens, mais fortes, encarregavam-se do transporte das sacas, enquanto as mulheres realizavam a colheita. O solo vermelho, presente no interior de São Paulo, no sul e sudoeste de Minas Gerais, é chamado de latossolo roxo. Resultante da decomposição de rochas basálticas, por isso muito fértil, esse tipo de solo proporcionou o pleno desenvolvimento da agricultura.

Caso a sua realidade não se adeque à projeção das imagens, imprima-as ou escolha, em livros, jornais e revistas, obras de arte representativas das atividades econômicas desenvolvidas no interior do Brasil. Sugere-se também a consulta dessas pinturas online por meio do celular dos alunos.

Como adequar à sua realidade: Essa etapa pode ser substituída ou complementada por uma visita a um museu, ou a instituições públicas, bibliotecas, centros de arte popular, que contenham obras com as características econômicas do local em que você se situa.

Para você saber mais:

Sobre a análise iconográfica elaborada por Erwin Panofsky, Andréa Cunha Messias define: “Podemos sintetizar de maneira simples o método de Panofsky, em três momentos de percepção do objeto artístico: A descrição pré-iconográfica, que simboliza o entendimento básico da obra ou percepção natural; a análise iconográfica, que é o nível básico de interpretação da mensagem ou significado e por fim sua interpretação, que representa o significado intrínseco, suas análises, questionamentos e correlações geradas por aquele que recebe o observa a obra.”

MESSIAS, Andréa Cunha. Uma breve análise iconográfica, baseada no método Panofsky, do painel "A Fundação de Rio Grande" de Aldo Locatelli. In: XV Seminário de História da Arte. Centro de Artes: UFPEL. 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.15210/sha.v0I6.11566 . Acesso em: 29 de novembro de 2018.

PANOFSKY, Erwin. O significado das Artes Visuais. São Paulo:Perspectiva, 1979.

Para aprofundar o conceito de paisagem:

FRANCISCO, Wagner de Cerqueria. "Definição de Paisagem"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/geografia/definicao-de-paisagem.htm>. Acesso em 29 de novembro de 2018.

PANIZZA, Andrea de Castro. Como Eu Ensino Paisagem. São Paulo: Melhoramentos, 2014.

Informações biográficas sobre os pintores:

Frans Post: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9982/frans-post

Antônio Parreiras: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa187/antonio-parreiras

Rodolfo Amoedo: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa21342/rodolfo-amoedo

Candido Portinari: http://www.portinari.org.br/#/pagina/candido-portinari/apresentacao

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 20 minutos

Orientações: Organize os alunos em grupos de 4, para que possam jogar em duplas. A configuração sugerida para a partida é 2 x 2. Se considerar conveniente, faça grupos de 6, para configuração 3 x 3. Distribua o jogo, composto por 40 cartas, a cada grupo. Leia as regras do jogo em voz alta ou solicite que um aluno o faça. O jogo está composto por cartas que apresentam características de atividade, mercadoria, localização, período, mão de obra e mercado que se relacionam, além de carta bloqueio e rouba carta. A rouba carta serve para o grupo pegar uma carta do adversário a fim de formar seu conjunto da atividade econômica e a carta bloqueio serve para bloquear o adversário que tentar fazer isso. Além das cartas que os alunos terão em mãos a sobra fica na pilha de saque que a cada rodada poderá pegar uma carta e baixar uma caso seja possível. Ganha quem conseguir juntar 2 conjuntos de 3 cartas da mesma atividade econômica.

Materiais complementares:

Versão colorida da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/BE8MT6XkjZHv4ncSkabHMpZWpTtnzzcYut6kwmMsYcYdRj5vUyDnXRp9wkG9/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-colorido.pdf

Versão em preto e branco da atividade: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/87m8azCecy2ZrgtjxtyqBX5ARwEV5wwTKCfwz5x2umPHJKVc2CutJmTssbk7/geo7-02und02-acao-propositiva-jogo-pb.pdf

Esse jogo contém: 30 cartas, 5 “Rouba-carta” e 5 “Bloqueios”.

O número de cópias do jogo deverá levar em consideração o número de alunos da sala e do agrupamento escolhido - 4 ou 6 aluno.

Essa brincadeira tem como princípio o objetivo do jogo “Monopoly”; vence o primeiro grupo que for capaz de reunir, na mesa, 2 conjuntos de 3 cartas da mesma cor ou símbolo, ou seja, 3 características de 2 atividades econômicas responsáveis pela interiorização do território brasileiro. Para isso, cada grupo inicia com 2 cartas na mão e a cada rodada retira uma carta da pilha e baixa uma na mesa. As cartas baixadas estarão sujeitas a roubo se o grupo adversário jogar, na sua rodada, o “Rouba-carta”. O “Bloqueio” poderá ser feito a qualquer momento.

Ao final da partida, os vencedores deverão encontram as demais cartas da cor/símbolo dos conjuntos que formaram e ler em voz alta, para os adversários, as 6 características componentes das atividade econômicas.

Caso não seja possível a impressão do jogo, cogite utilizar o momento de Ação Propositiva para os alunos registrarem no caderno observações que fizeram a partir das pinturas ou mesmo promova um debate mais aprofundado sobre os elementos presentes nas obras, detalhando a análise iconográfica.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 10 minutos

Orientações: Forneça folhas sulfite, materiais de desenho e pintura aos alunos. Oriente-os a realizar um desenho sobre uma das atividades econômicas presentes no jogo da etapa de Ação Propositiva. É importante que, ao escolher uma atividade econômica, o aluno separe todas as cartas referentes à ela de maneira a permitir o acesso às características que a compõem. Dessa maneira, os elementos constituintes da atividade econômica escolhida servirão de inspiração para o desenho. Se julgar que favorecerá a criatividade dos alunos, retorne aos slides das obras de arte na etapa de Problematização. Enquanto os alunos desenham, circule pela sala para sanar dúvidas e incentivar as produções autorais. Ao final, peça para que os alunos assinem e deem um título à obra. Você poderá utilizar os trabalhos para compor uma exposição no espaço de sala de aula.

Slide Plano Aula

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