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Plano de aula > Língua Portuguesa > 7º ano > Análise linguística/Semiótica

Plano de aula - LPO7_07SQA05

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 7º ano do EF sobre Adjetivos e locuções adjetivas

Plano 06 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Isabel Fernandes, Silvia Albert

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Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é sexta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Autobiografia. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Computador, projetor multimídia e tela.

Um exemplar do livro “ORTIZ, Esmeralda do Carmo. Por que não dancei. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001.

Cópias do trecho que será trabalhado, p. 19-20.

Informações sobre o gênero: Autobiografia é um relato retrospectivo que a própria pessoa faz de sua vida, ou seja, o autor-narrador-personagem tem um papel de destaque nos acontecimentos do passado e do presente. A reconstituição memorialista, em uma autobiografia, ocorre em dois níveis: o dos acontecimentos e o do seu significado. Quanto à função desse gênero do ponto de vista de sua recepção, quem tem acesso a uma autobiografia pode, por meio dela, identificar-se com as experiências de outra pessoa e, a partir daí, ampliar a percepção que tem de determinado universo cultural, refletir sobre a realidade à sua volta e sobre si mesma.

Dificuldades antecipadas: Muitos alunos escrevem sem segmentar o texto em frases e têm dificuldade de compreender que os sinais de pontuação servem para estabelecer conexões. Em geral, eles têm dificuldade maior com o uso do ponto. Podem ser vários os motivos para não seguirem as regras: falta de conhecimento em relação a elas, incerteza sobre como usá-las ou simplesmente porque não dão importância a elas.

Referências sobre o assunto: CARVALHO, Sibéria. O ensino-aprendizagem da autobiografia: uma possibilidade para o desenvolvimento a linguagem escrita. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/13505

LEJEUNE, Phillipe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

MUSEU DA PESSOA. Disponível em: http://www.museudapessoa.net/pt/home

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Cadernos de apoio e aprendizagem: Língua Portuguesa 1° ano. São Paulo: SME, 2014. Disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/lingua-Portuguesa-e-Matematica-Aluno-2014

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo estimado: 10 minutos

Orientações:

  • Caso os alunos não tenham feito a aula de leitura que apresenta as duas obras e autoras dos textos que serão lidos nesta aula, faça uma breve apresentação das duas autobiografias - Cinderela chinesa e Meus desacontecimentos - e das autoras, sobretudo, destacando os contextos sociais e históricos diferentes (China e Brasil, décadas de 1940 a 1952 - Cinderela Chinesa, e décadas 1960 - 1980 - Meus desacontecimentos). Converse um pouco sobre as temáticas semelhantes dos dois textos (morte da mãe no parto quando nasceu e a rejeição pelo pai e pela família em Cinderela Chinesa e o viver à sombra do falecimento de uma irmã, 5 anos antes de seu nascimento em Meus desacontecimentos).
  • Em seguida, leia em voz alta os dois trechos projetados. Peça aos alunos que durante a leitura prestem atenção nas apresentações de personagens selecionados pelas autoras-narradoras-personagens. Peça que fechem os olhos e tentem visualizar os detalhes que caracterizam as personagens que são citadas. Talvez comentem sobre a descrição do jardim da casa, das cores das roseiras... Apesar de serem adjetivos, a proposta é focar nas personagens.
  • Ao terminar a leitura, pergunte: O quê visualizaram? Que detalhes perceberam de uma e outra personagem?
  • Anote na lousa as características que os alunos identificaram.
  • Para finalizar essa introdução, pergunte a eles: como o texto ficaria sem essas palavras? As palavras / expressões anotadas / percebidas exercem uma função importante no texto? Qual é a hipótese de vocês?

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo estimado: 30 minutos

Orientações:

  • Em seguida, distribua os trechos impressos e solicite que os alunos em duplas ou trios, façam uma nova leitura, agora silenciosa, e sublinhem, nas cópias, as palavras, expressões ou orações que os ajudaram a caracterizar as personagens. Peça a eles que identifiquem outras que talvez lhes tenham escapado na escuta da leitura oral dos trechos.
  • Socialize as respostas. É bem provável que os alunos não apontem apenas os adjetivos ou as locuções adjetivas. Por exemplo, podem apontar “beldade” (substantivo feminino), que na oração funciona como núcleo do predicativo que informa algo importante a respeito da madrasta. O mesmo para “cabelos fartos” etc. ou “olhos castanho” etc., “esposa” etc. Anote na lousa separando as palavras em colunas: uma para os adjetivos, outra para as locuções adjetivas, outra para as orações subordinadas adjetivas, outra para as expressões nominais cujo núcleo é um substantivo que cumprem a função de caracterizar as personagens.
  • Reflita com os alunos sobre os modificadores - adjetivos, locuções adjetivas e orações subordinadas adjetivas -, que caracterizam substantivos e que são, em geral, muito usados nas descrições. Ressalte que os adjetivos, além de caracterizar lugares e personagens de modo a nos fazer visualizá-los, podem expressar avaliações positivas ou não do autor-narrador a respeito do que é caracterizado; valorizar ou denegrir a imagem desses personagens ou lugares. Por exemplo, no primeiro caso (para valorizar), poderíamos usar adjetivos como “bonito” e “bom”; no segundo (para denegrir), “chato” e “feio”.
  • Peça aos alunos que voltem ao trecho da autobiografia Cinderela chinesa e analisem se os adjetivos escolhidos pela autora-narradora-personagem caracterizam positivamente ou negativamente a madrasta.
  • Em seguida, socialize as respostas com os grupos e faça correções quando necessário. Solicite que os alunos registrem as respostas corretas também no caderno.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Nesse momento da aula, coloque na tela do computador ou na lousa, esses trechos selecionados. Leia em voz alta, solicite que observem os modificadores em destaque em ambos os trechos e vá conduzindo uma reflexão para que eles percebam que o uso de modificadores nunca é ingênuo ou totalmente livre de um caráter de avaliação, valoração e julgamento; esses modificadores podem marcar uma tomada de posição do autor-narrador-personagem a favor ou contra (um valor axiológico) ao objeto ou personagem, a que se referem. E isso ocorre nesses dois casos.
  • Mostre, então, que ao fazer a descrição física da madrasta, a filha renegada destaca a origem mestiça da madrasta (europeia e asiática) no adjetivo “eurasiana”, que se contrapõe ao fato do pai apresentá-la como “sua esposa francesa”. Há aí um tom de ironia e de enfrentamento entre filha e pai, não é? Essa ironia já está prevista no substantivo “beldade” que diz respeito “à mulher que apresenta beleza física”. Uma interpretação possível que, parece, a enteada quer destacar, é que a beleza da madrasta é apenas exterior, não há beleza interior. Vale ainda destacar os adjetivos relativos ao cabelo dela, “preto, farto e ondulado”, sobretudo o “ondulado”, que a diferencia das asiáticas que costumam ter o cabelo bem liso. Além disso, a oração “não tinha uma mecha fora do lugar” mostra a vaidade e os cuidados que a madrasta tem consigo própria. Podemos inferir ao destacar esses aspectos que a enteada não tem a intenção de tecer elogios à madrasta, embora ela a apresente como uma beldade, ela acaba fazendo uma avaliação negativa dessa mulher. Destaque-se ainda, nessa descrição, a maquiagem pesada (que podemos inferir como disfarce; excesso desnecessário para esnobar ou aparentar riqueza etc.) e os perfumes franceses e caros, que reiteram o fato da madrasta querer se colocar com europeia, e alguém que tem posses e de ser muito vaidosa e cheia de si. Essas descrições nos levam a inferir que a enteada reforça a sua crítica e a valoração negativa a ela.
  • Passe para o outro texto e aponte que o mesmo ocorre com a descrição que Eliane Brum faz de sua irmã loira de olhos azuis. Embora sejam atributos de beleza e normalmente positivos, no caso, parece que destacá-los na irmã é uma prova de que a autora-narradora-personagem se compara a ela e se sente diminuída frente a essa irmã que não só morreu de uma doença misteriosa, tomando um lugar de destaque e de presença permanente na família, como também era bonita, atendia aos padrões de beleza esperados numa família gaúcha ao que ela (Eliane), na opinião dela mesma, não pôde corresponder. O pai ser um homem de bem e as roseiras serem de muitas cores e muito bonitas na época da irmã faz também esse contraponto: como antes da irmã morrer as coisas eram melhores, as pessoas da família mais felizes do que depois, quando ela, autora-narradora-personagem nasceu.
  • Feche esse momento da aula, destacando os efeitos de sentido que o uso de modificadores podem causar no texto, quando eles são bem escolhidos para cumprir uma determinada função e expressar uma dada intencionalidade do autor do texto. Não há seleção e uso de palavras de modo ingênuo nos textos, elas sempre carregam sentidos específicos e produzem efeitos de sentido no texto. É preciso que o leitor trabalhe ativamente para percebê-los.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo estimado: 10 minutos

Orientações:

  • Para fechar a aula e reforçar a ideia de efeitos de sentido, intencionalidade e ampliar o uso dos modificadores (adjetivos e locuções adjetivas), coloque na tela do computador ou leve impresso esse outro trecho de texto autobiográfico, do livro “o livreiro do Alemão” de Otávio Júnior. Situe brevemente a obra por se tratar de um autor que conheceu o prazer da leitura ao achar um livro num lixão num dos morros do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro em sua infância e avise que ao ler em voz alta, pausadamente esse trecho, você vai destacar não só: os adjetivos e locuções adjetivas estão funcionado como modificadores nesse trecho do relato autobiográfico, mas também a presença das orações subordinadas adjetivas que caracterizam o lugar onde mora o autor-narrador-personagem.

2. Após essa leitura comentada, solicitar que os alunos registrem em duas frases, no caderno, as conclusões a que eles chegaram a respeito do uso dos modificadores no gênero autobiografia, após essas atividades. Você pode retomar esse registro no momento da produção textual, para lembrá-los da importância do uso e escolha dos modificadores (adjetivos, locuções adjetivas e orações subordinadas adjetivas ) no gênero autobiografia, dada sua função e os efeitos de sentido que podem gerar.

Resumo da aula

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Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: esta é sexta aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Autobiografia. A aula faz parte do módulo de análise linguística e semiótica.

Materiais necessários: Computador, projetor multimídia e tela.

Um exemplar do livro “ORTIZ, Esmeralda do Carmo. Por que não dancei. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001.

Cópias do trecho que será trabalhado, p. 19-20.

Informações sobre o gênero: Autobiografia é um relato retrospectivo que a própria pessoa faz de sua vida, ou seja, o autor-narrador-personagem tem um papel de destaque nos acontecimentos do passado e do presente. A reconstituição memorialista, em uma autobiografia, ocorre em dois níveis: o dos acontecimentos e o do seu significado. Quanto à função desse gênero do ponto de vista de sua recepção, quem tem acesso a uma autobiografia pode, por meio dela, identificar-se com as experiências de outra pessoa e, a partir daí, ampliar a percepção que tem de determinado universo cultural, refletir sobre a realidade à sua volta e sobre si mesma.

Dificuldades antecipadas: Muitos alunos escrevem sem segmentar o texto em frases e têm dificuldade de compreender que os sinais de pontuação servem para estabelecer conexões. Em geral, eles têm dificuldade maior com o uso do ponto. Podem ser vários os motivos para não seguirem as regras: falta de conhecimento em relação a elas, incerteza sobre como usá-las ou simplesmente porque não dão importância a elas.

Referências sobre o assunto: CARVALHO, Sibéria. O ensino-aprendizagem da autobiografia: uma possibilidade para o desenvolvimento a linguagem escrita. Disponível em: https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/13505

LEJEUNE, Phillipe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à Internet. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

MUSEU DA PESSOA. Disponível em: http://www.museudapessoa.net/pt/home

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. Cadernos de apoio e aprendizagem: Língua Portuguesa 1° ano. São Paulo: SME, 2014. Disponível em: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/lingua-Portuguesa-e-Matematica-Aluno-2014

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Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações: Apresente a proposta da aula para os alunos.

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Tempo estimado: 10 minutos

Orientações:

  • Caso os alunos não tenham feito a aula de leitura que apresenta as duas obras e autoras dos textos que serão lidos nesta aula, faça uma breve apresentação das duas autobiografias - Cinderela chinesa e Meus desacontecimentos - e das autoras, sobretudo, destacando os contextos sociais e históricos diferentes (China e Brasil, décadas de 1940 a 1952 - Cinderela Chinesa, e décadas 1960 - 1980 - Meus desacontecimentos). Converse um pouco sobre as temáticas semelhantes dos dois textos (morte da mãe no parto quando nasceu e a rejeição pelo pai e pela família em Cinderela Chinesa e o viver à sombra do falecimento de uma irmã, 5 anos antes de seu nascimento em Meus desacontecimentos).
  • Em seguida, leia em voz alta os dois trechos projetados. Peça aos alunos que durante a leitura prestem atenção nas apresentações de personagens selecionados pelas autoras-narradoras-personagens. Peça que fechem os olhos e tentem visualizar os detalhes que caracterizam as personagens que são citadas. Talvez comentem sobre a descrição do jardim da casa, das cores das roseiras... Apesar de serem adjetivos, a proposta é focar nas personagens.
  • Ao terminar a leitura, pergunte: O quê visualizaram? Que detalhes perceberam de uma e outra personagem?
  • Anote na lousa as características que os alunos identificaram.
  • Para finalizar essa introdução, pergunte a eles: como o texto ficaria sem essas palavras? As palavras / expressões anotadas / percebidas exercem uma função importante no texto? Qual é a hipótese de vocês?

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Tempo estimado: 30 minutos

Orientações:

  • Em seguida, distribua os trechos impressos e solicite que os alunos em duplas ou trios, façam uma nova leitura, agora silenciosa, e sublinhem, nas cópias, as palavras, expressões ou orações que os ajudaram a caracterizar as personagens. Peça a eles que identifiquem outras que talvez lhes tenham escapado na escuta da leitura oral dos trechos.
  • Socialize as respostas. É bem provável que os alunos não apontem apenas os adjetivos ou as locuções adjetivas. Por exemplo, podem apontar “beldade” (substantivo feminino), que na oração funciona como núcleo do predicativo que informa algo importante a respeito da madrasta. O mesmo para “cabelos fartos” etc. ou “olhos castanho” etc., “esposa” etc. Anote na lousa separando as palavras em colunas: uma para os adjetivos, outra para as locuções adjetivas, outra para as orações subordinadas adjetivas, outra para as expressões nominais cujo núcleo é um substantivo que cumprem a função de caracterizar as personagens.
  • Reflita com os alunos sobre os modificadores - adjetivos, locuções adjetivas e orações subordinadas adjetivas -, que caracterizam substantivos e que são, em geral, muito usados nas descrições. Ressalte que os adjetivos, além de caracterizar lugares e personagens de modo a nos fazer visualizá-los, podem expressar avaliações positivas ou não do autor-narrador a respeito do que é caracterizado; valorizar ou denegrir a imagem desses personagens ou lugares. Por exemplo, no primeiro caso (para valorizar), poderíamos usar adjetivos como “bonito” e “bom”; no segundo (para denegrir), “chato” e “feio”.
  • Peça aos alunos que voltem ao trecho da autobiografia Cinderela chinesa e analisem se os adjetivos escolhidos pela autora-narradora-personagem caracterizam positivamente ou negativamente a madrasta.
  • Em seguida, socialize as respostas com os grupos e faça correções quando necessário. Solicite que os alunos registrem as respostas corretas também no caderno.

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Orientações:

  • Nesse momento da aula, coloque na tela do computador ou na lousa, esses trechos selecionados. Leia em voz alta, solicite que observem os modificadores em destaque em ambos os trechos e vá conduzindo uma reflexão para que eles percebam que o uso de modificadores nunca é ingênuo ou totalmente livre de um caráter de avaliação, valoração e julgamento; esses modificadores podem marcar uma tomada de posição do autor-narrador-personagem a favor ou contra (um valor axiológico) ao objeto ou personagem, a que se referem. E isso ocorre nesses dois casos.
  • Mostre, então, que ao fazer a descrição física da madrasta, a filha renegada destaca a origem mestiça da madrasta (europeia e asiática) no adjetivo “eurasiana”, que se contrapõe ao fato do pai apresentá-la como “sua esposa francesa”. Há aí um tom de ironia e de enfrentamento entre filha e pai, não é? Essa ironia já está prevista no substantivo “beldade” que diz respeito “à mulher que apresenta beleza física”. Uma interpretação possível que, parece, a enteada quer destacar, é que a beleza da madrasta é apenas exterior, não há beleza interior. Vale ainda destacar os adjetivos relativos ao cabelo dela, “preto, farto e ondulado”, sobretudo o “ondulado”, que a diferencia das asiáticas que costumam ter o cabelo bem liso. Além disso, a oração “não tinha uma mecha fora do lugar” mostra a vaidade e os cuidados que a madrasta tem consigo própria. Podemos inferir ao destacar esses aspectos que a enteada não tem a intenção de tecer elogios à madrasta, embora ela a apresente como uma beldade, ela acaba fazendo uma avaliação negativa dessa mulher. Destaque-se ainda, nessa descrição, a maquiagem pesada (que podemos inferir como disfarce; excesso desnecessário para esnobar ou aparentar riqueza etc.) e os perfumes franceses e caros, que reiteram o fato da madrasta querer se colocar com europeia, e alguém que tem posses e de ser muito vaidosa e cheia de si. Essas descrições nos levam a inferir que a enteada reforça a sua crítica e a valoração negativa a ela.
  • Passe para o outro texto e aponte que o mesmo ocorre com a descrição que Eliane Brum faz de sua irmã loira de olhos azuis. Embora sejam atributos de beleza e normalmente positivos, no caso, parece que destacá-los na irmã é uma prova de que a autora-narradora-personagem se compara a ela e se sente diminuída frente a essa irmã que não só morreu de uma doença misteriosa, tomando um lugar de destaque e de presença permanente na família, como também era bonita, atendia aos padrões de beleza esperados numa família gaúcha ao que ela (Eliane), na opinião dela mesma, não pôde corresponder. O pai ser um homem de bem e as roseiras serem de muitas cores e muito bonitas na época da irmã faz também esse contraponto: como antes da irmã morrer as coisas eram melhores, as pessoas da família mais felizes do que depois, quando ela, autora-narradora-personagem nasceu.
  • Feche esse momento da aula, destacando os efeitos de sentido que o uso de modificadores podem causar no texto, quando eles são bem escolhidos para cumprir uma determinada função e expressar uma dada intencionalidade do autor do texto. Não há seleção e uso de palavras de modo ingênuo nos textos, elas sempre carregam sentidos específicos e produzem efeitos de sentido no texto. É preciso que o leitor trabalhe ativamente para percebê-los.

Slide Plano Aula

Tempo estimado: 10 minutos

Orientações:

  • Para fechar a aula e reforçar a ideia de efeitos de sentido, intencionalidade e ampliar o uso dos modificadores (adjetivos e locuções adjetivas), coloque na tela do computador ou leve impresso esse outro trecho de texto autobiográfico, do livro “o livreiro do Alemão” de Otávio Júnior. Situe brevemente a obra por se tratar de um autor que conheceu o prazer da leitura ao achar um livro num lixão num dos morros do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro em sua infância e avise que ao ler em voz alta, pausadamente esse trecho, você vai destacar não só: os adjetivos e locuções adjetivas estão funcionado como modificadores nesse trecho do relato autobiográfico, mas também a presença das orações subordinadas adjetivas que caracterizam o lugar onde mora o autor-narrador-personagem.

2. Após essa leitura comentada, solicitar que os alunos registrem em duas frases, no caderno, as conclusões a que eles chegaram a respeito do uso dos modificadores no gênero autobiografia, após essas atividades. Você pode retomar esse registro no momento da produção textual, para lembrá-los da importância do uso e escolha dos modificadores (adjetivos, locuções adjetivas e orações subordinadas adjetivas ) no gênero autobiografia, dada sua função e os efeitos de sentido que podem gerar.

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