15960
Ir ao conteúdo principal Ir ao menu Principal Ir ao menu de Guias

Faltam para:   

Plano de aula - Leitura e compreensão de história em quadrinhos

Plano de aula de Língua Portuguesa com atividades para 6º ano do Ensino Fundamental sobre leitura e compreensão de história em quadrinhos.

Plano 03 de 15 • Clique aqui e veja todas as aulas desta sequência

Plano de aula alinhado à BNCC • POR: Suzana De Carvalho Lima Kawai

 

Sobre este plano select-down

Slide Plano Aula

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero história em quadrinhos e no campo de atuação jornalístico-midiático. A aula faz parte do módulo de leitura.

Materiais necessários:

  • projetor;
  • cópias preferencialmente coloridas da HQ a ser trabalhada.

Informações sobre o gênero:

Publicada em livros, revistas ou jornais, a história em quadrinhos é essencialmente uma narrativa sequencial e visual marcada pela interação entre a linguagem verbal e não verbal. Sua plena compreensão exige do leitor o conhecimento de códigos gráficos, como os sentidos dos contornos dos balões ou os efeitos sugeridos pelas linhas cinéticas. Por muito tempo, sobretudo no Brasil, o desenvolvimento do gênero buscou legitimar-se pela intertextualidade com clássicos da literatura, incluindo-se aí contos e fábulas - um repertório quase universal, que facilita a compreensão do interdiscurso estabelecido. Porém, é fundamental notar que a HQ, mesmo quando anunciada como adaptação de obra literária, não é apenas uma narrativa que foi ilustrada. Os recursos gráficos próprios do gênero revestem-se também de tensão, sendo portadores de significados. Logo, a linguagem quadrinística modifica, transforma e recria a estrutura da narrativa com que dialoga, propondo uma re-interpretação desse texto-base. A respeito desses tópicos, ver referências abaixo.

Dificuldades antecipadas: dificuldades em perceber os sentidos que os recursos multissemióticos podem revelar, por prender-se demais à palavra escrita, sem perceber o que está expresso pela linguagem não verbal.

Referências sobre o assunto:

Site da fundação Gilberto Freyre: http://fundacaogilbertofreyre.blogspot.com/

Vídeo do canal “O Recife Assombrado” sobre a adaptação em quadrinhos da obra “Assombrações do Recife Velho” https://www.youtube.com/watch?v=ZkBfw6OM6J8

Site “O Recife Assombrado” com outras lendas e causos de assombração da cidade em quadrinhos: http://www.orecifeassombrado.com/quadrinhos/o-homem-que-ria-3/

Tema da aula select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o tema da aula.

Informações complementares:

A relação entre literatura e quadrinhos já foi bastante estigmatizada, mas, em tempos de multissemioses, começa a ser repensada. Mais do que uma história ilustrada, a adaptação para HQ é capaz de revelar tensões, reflexões e críticas dos próprios quadrinistas a partir dos elementos gráficos que mobilizam. Logo, é sempre uma reinterpretação. Nas palavras de Patrícia Pirota (2014), “É insuficiente apenas afirmar que as adaptações em quadrinhos são um ‘conto com figuras’. Ao mesmo tempo em que tal afirmação desconsidera a linguagem literária, também o faz com a linguagem dos quadrinhos. As adaptações quadrinizadas são uma releitura da obra, e não apenas uma transposição denotativa para uma outra linguagem…”.Partindo desse pressuposto, esta aula visa levar o aluno a descobrir os valores e visões de mundo próprias de personagens do Recife Velho, os quais, primeiramente foram eternizados pelo sociólogo Gilberto Freyre e que, aqui, ganham a reinterpretação de André Balaio e Roberto Beltrão.

Materiais complementares: Leia ensaio de Patrícia Pirota sobre o tema no livro “Quadrinhos e literatura: ensaios possíveis”. Organizado por Paulo Ramos, Waldomiro Vergueiro e Diego Figueira. Edição de 2014. Editora Criativo.

Introdução select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos observem a imagem e digam o que está acontecendo na cena, quem são os personagens e onde estão. Sempre que um aluno responder, questione quais elementos justificam a hipótese dele. Se um aluno disser, por exemplo, que uma pessoa está sendo perseguida, pergunte como é possível saber disso. Se alguém sugerir que o homem corre de uma assombração ou zumbi, pergunte novamente quais são as pistas que levam a essa interpretação. Evidencie as letras maiúsculas inclinadas no balão sugerindo um riso maldoso, alto, intimidador e feito para assustar; a mão estendida em garra, o mistério da figura que não aparece por completo. Evidencie a iluminação noturna, a paisagem de velhos sobrados e o calçamento antigo da rua.
  • Conte aos alunos que a cena mostrada anteriormente se passa no Recife e pertence a uma história contada pelas pessoas da cidade e recolhida em livro pelo homem que aparece na imagem, o pernambucano Gilberto Freyre.
  • Explique que esse pernambucano nasceu no Recife, em 1900 e dê tempo para que as crianças reconstituam brevemente o significado da data (início do século XX).
  • Traga curiosidades sobre o sociólogo, dizendo, por exemplo, que ele chegou a receber um título de cavaleiro da rainha da Inglaterra por suas grandes realizações intelectuais.
  • Exiba, então, os primeiros dois minutos do vídeo disponível aqui. Nesse vídeo, ideal para provocar a curiosidade das crianças, André Balaio, roteirista que adaptou o livro “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre, para os quadrinhos, apresenta brevemente a obra original. O vídeo todo tem dez minutos, mas não deve ser exibido por completo antes que os alunos tenham acesso ao texto a ser trabalhado na aula.

  • Após o vídeo, volte às imagens acima e verifique se os alunos conseguem identificar qual das obras foi adaptada para os quadrinhos. Avisem que eles a lerão a seguir.

  • Se não houver meios de exibir o vídeo, opte por explicar aos alunos que Gilberto Freyre foi um grande estudioso da cultura brasileira, que se destacou por ajudar a preservar especialmente a história dos costumes e tradições do Nordeste. É considerado um dos maiores sociólogos do Brasil, porque, ao estudar a formação cultural do nosso povo, reconheceu e valorizou o papel determinante do homem e da mulher negra. E isso na primeira metade do século XX.

Importante: aqui o objetivo é apenas caracterizar o sociólogo como alguém ligado à preservação da cultura brasileira e cujo nome as crianças do 6º ano podem começar a reconhecer. Grandes debates sobre História e Antropologia poderão vir em outros momentos.

Materiais complementares:

Saiba mais sobre o sociólogo aqui, no site oficial da Fundação Gilberto Freyre. Se você estiver em Recife, é possível agendar uma noite no museu, com atividades inspiradas no livro “Assombrações do Recife Velho”.

"Algumas Assombrações do Recife Velho", publicado no canal do YouTube O Recife Assombrado. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ZkBfw6OM6J8 . Acesso em 22 de fevereiro de 2019

“Algumas assombrações do Recife velho”, . Mais informações em https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3839

Veja também a entrevista com Roberto Beltrão, que adaptou a obra de Gilberto Freyre para história em quadrinhos: https://www.youtube.com/watch?v=xvf7RXUpamE Acesso em 22 de fevereiro de 2019

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Distribua cópias de uma versão adaptada e em quadrinhos do livro “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre. Oriente os alunos a lerem individual e silenciosamente o texto, respondendo na sequência as duas primeiras questões, elas visam certificar a compreensão global dos fatos narrados. Caso você não tenha acesso a essa obra de Gilberto Freyre adaptada para quadrinhos, você pode buscar outra história de assombração que também mobilize os alunos para compreensão textual.
  • Corrija as respostas oralmente, observando se todos os alunos entenderam o mistério apresentado.
  • Explique que esse caso de assombração foi recolhido entre o povo e registrado por Gilberto Freyre na década de 50, mas que só no século XXI ganhou o formato em quadrinhos. Estimule os alunos a pensarem nas histórias de assombração locais. Pergunte:
  • Se Freyre escrevesse o livro das Assombrações da nossa cidade, que histórias não poderiam faltar?
  • Por que livros como esses são importantes?

Espera-se que os alunos identifiquem na ação do sociólogo um movimento de preservação da cultura local.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Pergunte qual o personagem retratado na imagem acima.

  • Peça que os alunos observem o quadro onde aparece pela primeira vez o doutor lobisomem. Para analisar a linguagem não verbal, proponha oralmente algumas questões:
  • “Por que esse personagem aparece sem a cabeça?”
  • “Não vemos o rosto do personagem, mas quais características já sabemos dele nesse primeiro quadro?

Leve os alunos a perceberem que a opção por não mostrar o rosto do homem prolonga o mistério em torno da figura. Por outro lado, o destaque é todo dado ao anel e à pena vermelhos, cor de sangue, bem como às mãos peludas do lobisomem.

3. Se você tiver o HQ em mãos, folheio-o com as crianças e continue evidenciando como o personagem é mostrado aos poucos – primeiramente só as mãos peludas, depois de costas e num ângulo mais distante, de perfil e, finalmente, de frente. A preservação da identidade do doutor combina com o mistério da narrativa revelado somente ao final. Por outro lado, o título entrega muito e poderia ser revisto.

4. Caso você não tenha acesso a este HQ, busque por outra história que introduza aos poucos um personagem, mantendo o mistério em torno de sua figura. O objetivo é que os alunos percebam que isso se trata de um trabalho artístico planejado. É preciso pensar como recontar a narrativa também através dos elementos gráficos: característica essencial da boa história em quadrinhos.

5. Também com o HQ em mãos, regresse à primeira página do texto e peça que os alunos observem como a metade superior do quadro é iluminada e como a metade inferior está tomada pela sombra. Pergunte à turma se pode explicar o porquê desse contraste claro/escuro. Espera-se que as crianças percebam a repetição desse padrão de cor na história toda. Os dias à beira do milagroso Poço da Panela são abertamente ensolarados, ao passo que a mesma paisagem muda radicalmente com a aproximação do homem amaldiçoado, tornando-se negra e tempestuosa.

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • O trabalho com o texto já passou pela etapa de verificação da compreensão global, pela análise das linguagens empregadas e agora se encaminha para a abordagem dos traços culturais implícitos na narrativa. Para isso, projete as imagens do Recife atual e inicie um debate acerca das condições de vida da personagem Zefina e das atuais condições da população negra.
  • Divida a turma em grupos de até 5 alunos. Peça que analisem as imagens e discutam entre si os seguintes aspectos:
  • Qual das fotos do Recife moderno corresponderia aos mocambos?
  • Quais as principais diferenças notadas entre o modo de vida de Zefina e sua mãe em relação aos demais personagens? Façam uma lista, com os seguintes itens:
  • Moradia:
  • Trabalho:
  • Escolaridade:
  • Religiosidade:

3. Chame os grupos novamente para que exponham as observações que fizeram.

4. Faça a seguinte indagação: “Gilberto Freyre escreveu sobre o Recife Velho. Se escrevesse sobre o Recife Novo, que costumes permaneceriam iguais e quais estariam diferentes?” Ouça as respostas dos alunos. Algumas das diferenças citadas podem ser: as mulheres não mais lavam roupas no rio, as pessoas não acreditam mais em ataques de lobisomens. Alguns dos costumes que permanecem são: a crença em Nossa Senhora da Saúde, a festa do pastoril, a qual faz parte do ciclo natalino recifense (ver em informações complementares), a divisão paisagística da cidade entre pobres e ricos, sendo que os pobres, em sua maioria, continuam a ser os descendentes de escravos; o nível de escolaridade maior entre brancos do que entre negros.

Materiais complementares: saiba mais sobre a festa do pastoril nos seguintes sites:

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=608

http://visit.recife.br/eventos/ciclo-natalino

Desenvolvimento select-down

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Lembre os alunos que as narrativas orais, transmitidas de geração para geração, são parte da cultura de um povo, assim como suas crenças. Mudanças culturais são lentas, mas podem ocorrer. Dito isso, exponha o problema apresentado no slide a respeito da condição do jovem negro no Brasil e deixe que os alunos apresentem oralmente seus pontos de vista.

Fechamento select-down

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Recapitule os pontos mais importantes da aula, começando por lembrar que ela foi possível graças ao esforço de pesquisa de um célebre brasileiro. Deixe que as crianças cheguem ao nome de “Gilberto Freyre”.
  • Freyre queria eternizar a cultura da sua região, tanto que escreveu “O livro do Nordeste”. Pergunte aos alunos o que aprenderam sobre a história e a cultura do Recife por meio do texto do autor. Se julgar conveniente, elenque no quadro algumas das respostas que surgiram.

Resumo da aula

download Baixar plano

Este slide não deve ser apresentado para os alunos, ele apenas resume o conteúdo da aula para que você, professor, possa se planejar.

Sobre esta aula: Esta é terceira aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero história em quadrinhos e no campo de atuação jornalístico-midiático. A aula faz parte do módulo de leitura.

Materiais necessários:

  • projetor;
  • cópias preferencialmente coloridas da HQ a ser trabalhada.

Informações sobre o gênero:

Publicada em livros, revistas ou jornais, a história em quadrinhos é essencialmente uma narrativa sequencial e visual marcada pela interação entre a linguagem verbal e não verbal. Sua plena compreensão exige do leitor o conhecimento de códigos gráficos, como os sentidos dos contornos dos balões ou os efeitos sugeridos pelas linhas cinéticas. Por muito tempo, sobretudo no Brasil, o desenvolvimento do gênero buscou legitimar-se pela intertextualidade com clássicos da literatura, incluindo-se aí contos e fábulas - um repertório quase universal, que facilita a compreensão do interdiscurso estabelecido. Porém, é fundamental notar que a HQ, mesmo quando anunciada como adaptação de obra literária, não é apenas uma narrativa que foi ilustrada. Os recursos gráficos próprios do gênero revestem-se também de tensão, sendo portadores de significados. Logo, a linguagem quadrinística modifica, transforma e recria a estrutura da narrativa com que dialoga, propondo uma re-interpretação desse texto-base. A respeito desses tópicos, ver referências abaixo.

Dificuldades antecipadas: dificuldades em perceber os sentidos que os recursos multissemióticos podem revelar, por prender-se demais à palavra escrita, sem perceber o que está expresso pela linguagem não verbal.

Referências sobre o assunto:

Site da fundação Gilberto Freyre: http://fundacaogilbertofreyre.blogspot.com/

Vídeo do canal “O Recife Assombrado” sobre a adaptação em quadrinhos da obra “Assombrações do Recife Velho” https://www.youtube.com/watch?v=ZkBfw6OM6J8

Site “O Recife Assombrado” com outras lendas e causos de assombração da cidade em quadrinhos: http://www.orecifeassombrado.com/quadrinhos/o-homem-que-ria-3/

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 2 minutos

Orientações:

  • Projete o slide com o tema da aula.

Informações complementares:

A relação entre literatura e quadrinhos já foi bastante estigmatizada, mas, em tempos de multissemioses, começa a ser repensada. Mais do que uma história ilustrada, a adaptação para HQ é capaz de revelar tensões, reflexões e críticas dos próprios quadrinistas a partir dos elementos gráficos que mobilizam. Logo, é sempre uma reinterpretação. Nas palavras de Patrícia Pirota (2014), “É insuficiente apenas afirmar que as adaptações em quadrinhos são um ‘conto com figuras’. Ao mesmo tempo em que tal afirmação desconsidera a linguagem literária, também o faz com a linguagem dos quadrinhos. As adaptações quadrinizadas são uma releitura da obra, e não apenas uma transposição denotativa para uma outra linguagem…”.Partindo desse pressuposto, esta aula visa levar o aluno a descobrir os valores e visões de mundo próprias de personagens do Recife Velho, os quais, primeiramente foram eternizados pelo sociólogo Gilberto Freyre e que, aqui, ganham a reinterpretação de André Balaio e Roberto Beltrão.

Materiais complementares: Leia ensaio de Patrícia Pirota sobre o tema no livro “Quadrinhos e literatura: ensaios possíveis”. Organizado por Paulo Ramos, Waldomiro Vergueiro e Diego Figueira. Edição de 2014. Editora Criativo.

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 8 minutos

Orientações:

  • Peça que os alunos observem a imagem e digam o que está acontecendo na cena, quem são os personagens e onde estão. Sempre que um aluno responder, questione quais elementos justificam a hipótese dele. Se um aluno disser, por exemplo, que uma pessoa está sendo perseguida, pergunte como é possível saber disso. Se alguém sugerir que o homem corre de uma assombração ou zumbi, pergunte novamente quais são as pistas que levam a essa interpretação. Evidencie as letras maiúsculas inclinadas no balão sugerindo um riso maldoso, alto, intimidador e feito para assustar; a mão estendida em garra, o mistério da figura que não aparece por completo. Evidencie a iluminação noturna, a paisagem de velhos sobrados e o calçamento antigo da rua.
  • Conte aos alunos que a cena mostrada anteriormente se passa no Recife e pertence a uma história contada pelas pessoas da cidade e recolhida em livro pelo homem que aparece na imagem, o pernambucano Gilberto Freyre.
  • Explique que esse pernambucano nasceu no Recife, em 1900 e dê tempo para que as crianças reconstituam brevemente o significado da data (início do século XX).
  • Traga curiosidades sobre o sociólogo, dizendo, por exemplo, que ele chegou a receber um título de cavaleiro da rainha da Inglaterra por suas grandes realizações intelectuais.
  • Exiba, então, os primeiros dois minutos do vídeo disponível aqui. Nesse vídeo, ideal para provocar a curiosidade das crianças, André Balaio, roteirista que adaptou o livro “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre, para os quadrinhos, apresenta brevemente a obra original. O vídeo todo tem dez minutos, mas não deve ser exibido por completo antes que os alunos tenham acesso ao texto a ser trabalhado na aula.

  • Após o vídeo, volte às imagens acima e verifique se os alunos conseguem identificar qual das obras foi adaptada para os quadrinhos. Avisem que eles a lerão a seguir.

  • Se não houver meios de exibir o vídeo, opte por explicar aos alunos que Gilberto Freyre foi um grande estudioso da cultura brasileira, que se destacou por ajudar a preservar especialmente a história dos costumes e tradições do Nordeste. É considerado um dos maiores sociólogos do Brasil, porque, ao estudar a formação cultural do nosso povo, reconheceu e valorizou o papel determinante do homem e da mulher negra. E isso na primeira metade do século XX.

Importante: aqui o objetivo é apenas caracterizar o sociólogo como alguém ligado à preservação da cultura brasileira e cujo nome as crianças do 6º ano podem começar a reconhecer. Grandes debates sobre História e Antropologia poderão vir em outros momentos.

Materiais complementares:

Saiba mais sobre o sociólogo aqui, no site oficial da Fundação Gilberto Freyre. Se você estiver em Recife, é possível agendar uma noite no museu, com atividades inspiradas no livro “Assombrações do Recife Velho”.

"Algumas Assombrações do Recife Velho", publicado no canal do YouTube O Recife Assombrado. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ZkBfw6OM6J8 . Acesso em 22 de fevereiro de 2019

“Algumas assombrações do Recife velho”, . Mais informações em https://globaleditora.com.br/catalogos/livro/?id=3839

Veja também a entrevista com Roberto Beltrão, que adaptou a obra de Gilberto Freyre para história em quadrinhos: https://www.youtube.com/watch?v=xvf7RXUpamE Acesso em 22 de fevereiro de 2019

Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 35 minutos

Orientações:

  • Distribua cópias de uma versão adaptada e em quadrinhos do livro “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre. Oriente os alunos a lerem individual e silenciosamente o texto, respondendo na sequência as duas primeiras questões, elas visam certificar a compreensão global dos fatos narrados. Caso você não tenha acesso a essa obra de Gilberto Freyre adaptada para quadrinhos, você pode buscar outra história de assombração que também mobilize os alunos para compreensão textual.
  • Corrija as respostas oralmente, observando se todos os alunos entenderam o mistério apresentado.
  • Explique que esse caso de assombração foi recolhido entre o povo e registrado por Gilberto Freyre na década de 50, mas que só no século XXI ganhou o formato em quadrinhos. Estimule os alunos a pensarem nas histórias de assombração locais. Pergunte:
  • Se Freyre escrevesse o livro das Assombrações da nossa cidade, que histórias não poderiam faltar?
  • Por que livros como esses são importantes?

Espera-se que os alunos identifiquem na ação do sociólogo um movimento de preservação da cultura local.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Pergunte qual o personagem retratado na imagem acima.

  • Peça que os alunos observem o quadro onde aparece pela primeira vez o doutor lobisomem. Para analisar a linguagem não verbal, proponha oralmente algumas questões:
  • “Por que esse personagem aparece sem a cabeça?”
  • “Não vemos o rosto do personagem, mas quais características já sabemos dele nesse primeiro quadro?

Leve os alunos a perceberem que a opção por não mostrar o rosto do homem prolonga o mistério em torno da figura. Por outro lado, o destaque é todo dado ao anel e à pena vermelhos, cor de sangue, bem como às mãos peludas do lobisomem.

3. Se você tiver o HQ em mãos, folheio-o com as crianças e continue evidenciando como o personagem é mostrado aos poucos – primeiramente só as mãos peludas, depois de costas e num ângulo mais distante, de perfil e, finalmente, de frente. A preservação da identidade do doutor combina com o mistério da narrativa revelado somente ao final. Por outro lado, o título entrega muito e poderia ser revisto.

4. Caso você não tenha acesso a este HQ, busque por outra história que introduza aos poucos um personagem, mantendo o mistério em torno de sua figura. O objetivo é que os alunos percebam que isso se trata de um trabalho artístico planejado. É preciso pensar como recontar a narrativa também através dos elementos gráficos: característica essencial da boa história em quadrinhos.

5. Também com o HQ em mãos, regresse à primeira página do texto e peça que os alunos observem como a metade superior do quadro é iluminada e como a metade inferior está tomada pela sombra. Pergunte à turma se pode explicar o porquê desse contraste claro/escuro. Espera-se que as crianças percebam a repetição desse padrão de cor na história toda. Os dias à beira do milagroso Poço da Panela são abertamente ensolarados, ao passo que a mesma paisagem muda radicalmente com a aproximação do homem amaldiçoado, tornando-se negra e tempestuosa.

Slide Plano Aula

Orientações:

  • O trabalho com o texto já passou pela etapa de verificação da compreensão global, pela análise das linguagens empregadas e agora se encaminha para a abordagem dos traços culturais implícitos na narrativa. Para isso, projete as imagens do Recife atual e inicie um debate acerca das condições de vida da personagem Zefina e das atuais condições da população negra.
  • Divida a turma em grupos de até 5 alunos. Peça que analisem as imagens e discutam entre si os seguintes aspectos:
  • Qual das fotos do Recife moderno corresponderia aos mocambos?
  • Quais as principais diferenças notadas entre o modo de vida de Zefina e sua mãe em relação aos demais personagens? Façam uma lista, com os seguintes itens:
  • Moradia:
  • Trabalho:
  • Escolaridade:
  • Religiosidade:

3. Chame os grupos novamente para que exponham as observações que fizeram.

4. Faça a seguinte indagação: “Gilberto Freyre escreveu sobre o Recife Velho. Se escrevesse sobre o Recife Novo, que costumes permaneceriam iguais e quais estariam diferentes?” Ouça as respostas dos alunos. Algumas das diferenças citadas podem ser: as mulheres não mais lavam roupas no rio, as pessoas não acreditam mais em ataques de lobisomens. Alguns dos costumes que permanecem são: a crença em Nossa Senhora da Saúde, a festa do pastoril, a qual faz parte do ciclo natalino recifense (ver em informações complementares), a divisão paisagística da cidade entre pobres e ricos, sendo que os pobres, em sua maioria, continuam a ser os descendentes de escravos; o nível de escolaridade maior entre brancos do que entre negros.

Materiais complementares: saiba mais sobre a festa do pastoril nos seguintes sites:

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=608

http://visit.recife.br/eventos/ciclo-natalino

Slide Plano Aula

Orientações:

  • Lembre os alunos que as narrativas orais, transmitidas de geração para geração, são parte da cultura de um povo, assim como suas crenças. Mudanças culturais são lentas, mas podem ocorrer. Dito isso, exponha o problema apresentado no slide a respeito da condição do jovem negro no Brasil e deixe que os alunos apresentem oralmente seus pontos de vista.
Slide Plano Aula

Tempo sugerido: 5 minutos

Orientações:

  • Recapitule os pontos mais importantes da aula, começando por lembrar que ela foi possível graças ao esforço de pesquisa de um célebre brasileiro. Deixe que as crianças cheguem ao nome de “Gilberto Freyre”.
  • Freyre queria eternizar a cultura da sua região, tanto que escreveu “O livro do Nordeste”. Pergunte aos alunos o que aprenderam sobre a história e a cultura do Recife por meio do texto do autor. Se julgar conveniente, elenque no quadro algumas das respostas que surgiram.
Slide Plano Aula

Compartilhe este conteúdo:

pinterest-color Created with Sketch. whatsapp-color

PRÓXIMAS AULAS:

AULAS DE Leitura/Escuta do 6º ano :

MAIS AULAS DE Língua Portuguesa do 6º ano:

Planos de aula para desenvolver a habilidade EF69LP44 da BNCC

APRENDA MAIS COM ESTE CURSO EXCLUSIVO

Competências Gerais na BNCC

O curso, ministrado por Anna Penido, tem o objetivo de apoiar redes de ensino, escolas e professores no planejamento de práticas pedagógicas que desenvolvam as competências gerais.

Ver mais detalhes

Encontre outros planos de Língua Portuguesa

Encontre planos de aula para outras disciplinas

Baixar plano